quinta-feira, 6 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Kamisama no Iutoori (As The Gods Will) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago esse filme cheio de jogos mortais. 






A HISTÓRIA 

Shun Takahata é um estudante do ensino médio que passa seus dias na escola ou em casa jogando vídeo games. Entediado ele anseia por mudanças. Eis que, de repente, ele se vê no meio de um jogo mortal e agora precisa jogar para sobreviver. O primeiro jogo é Daruma San Ga Koronda. Onde o boneco Daruma dá as costas aos estudantes mas quando vira de volta para eles, aqueles que se mexerem, são mortos. Ele tem um botão nas costas e  aquele que conseguir apertar o botão, será o vencedor. 

Shun sobrevive e ao sair da sala, encontra Ichika, uma colega de infância e juntos procuram uma saída, indo parar no ginásio, onde o próximo jogo irá começar. Dessa vez o jogo é Maneki Neko, onde os alunos vestidos de ratos, tentam acertar um sino do tamanho de uma bola de basquete, no aro presa a coleira de um gato gigante. Amaya vence o desafio e ele, Shun e Ichika passam para o próximo jogo. 

Porém, os vencedores são colocados juntos em grupos de quatro conforme ordem alfabética por nome. Takahata reencontra Takase, onde enfrentam o próximo jogo Kagome Kagome, onde um de cada vez, os alunos são vendados e precisam acertar qual das quatro bonecas Kokeshi está parada atrás de você. Shun e Takase passam para a próxima fase. 

Ao seguirem para o próximo jogo, reencontram Amaya e Ichika. Mais três jogadores se juntam a eles no Shirou Kuma, onde deverão responder as perguntas do urso e aquele que estiver mentindo morrerão. Shun descobre o truque do urso e passam para o final, Matrioska. Embora todos sobrevivam, a rodada final se baseia simplesmente em sorte, restando apenas dois sobreviventes, onde são libertados e o mundo contempla os vencedores entre os estudantes no mundo todo. 












Ano de lançamento 2014

Duração 1h 57m

Direção Takashi Miike

Elenco Sota Fukushi, Hirona Yamazaki, Ryūnosuke Kamiki, Mio Yūki, Shota Sometani, Nao Omori



Trailer 




Minhas divagações 

Vi esse filme alguns anos atrás, mas com certeza o jogo mais marcante é o primeiro, do Daruma. Sim, muitos podem associar ao Dorama Round 6 e até vi uma matéria falando sobre plágio. Bom, eu, particularmente não vejo nada demais. Achei as duas obras interessantes e a única coisa parecida seria só a brincadeira do Daruma com a Batatinha frita, onde os bonecos matam aqueles que se mexem quando os bonecos olham para a frente. Fora isso, o contexto dos jogos foram completamente diferentes. 

Aqui, envolve algo mais complexo e fictício sobre estudantes presos nas escolas, tendo que jogar jogos mortais para sobreviver. Eles não quiseram participar por vontade própria como em Round 6, que você era selecionado e poderia escolher participar ou não valendo um prêmio milionário. Histórias com jovens estudantes são sempre mais marcantes. Como Batle Royale, onde estudantes são escolhidos e obrigados a matarem um ao outro até apenas um sobreviver. Seria como Jogos Vorazes. 

Shun, vivia uma vida entediante como de qualquer adolescente, embora Amaya fosse o típico vilão que fazia bullying e gostava de tacar o terror nos outros. Seria estranho se eu dissesse que torcia por ele? Embora não dê para negar que no final, ele chegou ao extremo e seus motivos de se divertir com os jogos, eram dignos de psicopatas. 

Eu, não passaria do segundo jogo, ou talvez do terceiro, que era das bonequinhas, jamais acertaria quem estaria atrás de mim. As mortes do Daruma, podem parecer meio hilárias por causa das bolinhas de sangue, embora ainda fossem chocantes também. Porém, não me lembrava com muitos detalhes do restante dos jogos. E o final ficou meio que a desejar para mim, como se futuramente pudesse ter uma sequência, que acredito que se fizessem, teria história ali ainda. Pois não foi especificado de onde veio o poder para criar esses jogos e capaz que seria coisa de Deus, já que matava adolescentes adoidado. Ainda mais para encontrar finalistas que sentissem satisfação na morte, ou seja, em se sentirem vivos em situações de morte. 

Se os jogos aconteciam em várias escolas pelo mundo, eventualmente supõe-se que os sobreviventes teriam que se enfrentar. Como ninguém conseguia desvendar de onde veio esse poder? Como algo dessa magnitude conseguia prender alunos em diversos lugares do mundo e ninguém conseguia uma aproximação? Esse sim é o típico terror sem explicação. 

Não achei ruim quem sobreviveu, embora fosse cruel, sabíamos que nem todos por quem torcíamos poderiam chegar até o final, mas como eu disse, eu só queria saber de onde veio esse poder para criar esses jogos. Sim, gosto de saber de onde veio, o motivo e a conclusão de tudo. Porém, ainda assim não deixou de ser uma obra interessante. 

Embora o sobrevivente sempre seja aquele que aparece em primeiro lugar sofrendo de alguma forma. No fim, por mais que seja ordinário, consegue ser o mais inteligente e sobreviver. Ao longo desses jogos, sempre acabamos conhecendo outros alunos e até tendo preferidos, embora desde o início sabemos quem será o vencedor, torcemos secretamente para que consigam burlar o sistema e mais de um sobreviver. Mas o que é mais comum, é explorar o desespero das pessoas e ver até onde seriam capazes de chegar para sobreviver. Você se sacrificaria por outra pessoa? Eis a questão. 

Mas, sempre tive memórias de que era um filme bom. E realmente é. Recomendo. 

Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Alice no País das Trevas - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Mais um conto transformado em terror... de modo insatisfatório.






A HISTÓRIA 

Alice, após perder os pais em um incêndio, vai morar com sua avó Beth em uma casa isolada na floresta. Alice passa a se sentir mal e sua vó entre xícaras de chá para curar a neta, lê para ela a história de Alice no país das maravilhas. Alice então passa a ter sonhos estranhos onde mistura com a realidade e a história que sua avó está lendo, embora seus sonhos sejam muito mais cruéis. Ao final, Alice acaba desvendando todo o mistério que envolve sua avó e a casa onde moram. 









Ano de lançamento 2023

Duração 1h 17m

Direção Richard John Taylor 

Elenco Rula Lenska, Steve Wraith, Lizzy Willis, Triana Terry, Leone Kessel, Lacey Bond



Trailer 





Minhas divagações 

Agora virou febre pegar contos de fadas ou personagens carismáticos e transformar em terror. Já vi do Ursinho Pooh e Peter Pan, agora veio Alice no País das Maravilhas. Porém, no quesito terror, Ursinho Pooh sai ganhando. Peter Pan e Alice me parece mais um terror psicológico e dos ruins. 

O que eu poderia esperar da Alice né. Qualquer coisa menos o que de fato foi. Os personagens da Alice original até apareceram, mas achei muito confuso. Talvez porque misturava sonho e realidade. Para quem está assistindo, desde o início é muito óbvio que a vó Beth é sinistra. É muito óbvio que teria algo naquele chá. E o motivo da vó fazer tudo o que fez, foi extremamente raso. 

Achei muito confuso misturarem os personagens em sonhos de forma sinistra. Talvez, tivesse sido mais atraente se a Beth fosse louca e achasse que sua casa era parte do mundo de Alice no País das Maravilhas e para torná-la mais real, tivesse matado pessoas vestidas com os personagens da história e agora, elas apareciam em sonhos para alertar Alice do perigo que corria. Não gostei muito da forma como usaram os personagens. Prefiro minha versão e confesso que esperava que realmente fosse algo desse tipo. 

Terror sobrenatural ou psicológico não vi nada. Só vi uma senhora que gostava de fazer chá e ler para uma menina que enfrentava o luto e passou a misturar sonho com realidade. Apenas o final teve um leve toque grotesco na revelação das intenções da avó e em como tudo terminou, porém, ainda assim, de modo completamente insatisfatorio. Nem consigo comentar muito sobre esse filme, pois além de ser curto, o que aqui por um lado é ótimo, não tem muito o que trabalhar em cima. Atuações horríveis. Roteiro fraco. Terror zero. Não recomendo se estiver procurando um terror, mas, como sempre digo, é ver para crer né. Nem todos tem o mesmo gosto e alguém deve gostar desse filme. Mas, da minha parte, achei que poderia ter sido melhor. 

Eu me lembro vagamente da Alice do conto original, mas me pergunto se era tão ingênua assim. Ou, talvez ela só confiasse na avó, porque por mais sinistra que fosse, é família e costumamos associar as avós com fofurice. Mas muitos filmes de terror, já nos mostraram que as aparências enganam. Fica de lição também que, quando alguém insiste demais para que você coma ou beba algo, desconfie das intenções. Como Alice não percebeu como era forçado demais a avó insistindo para que bebesse o chá? E o motivo para tudo isso? Acho que teve um motivo para o filme ser tão curto. Como aceitaram produzir isso? 

Como o título não se refere exatamente a Alice no País das Maravilhas, entendo terem tentado fazer uma história contrária a original. A referência de ser no País das Maravilhas ficou somente no livro que a avó lia. Não vi onde estava o sentido de ser notado País das Trevas. Sinceramente? Pensei que Alice fosse morar com a avó e indo para a floresta onde esta disse para não ir, Alice cairia em um buraco vivendo o verdadeiro horror, no mesmo lugar que a Alice original, porém sendo muito mais assustador. Como sendo perseguida por um Coelho assassino ou gato maligno e por aí vai. Ou Alice só delirava mesmo pelo luto e sonhou com a história que a avó lia mas em forma de pesadelo. Ou seja, nada que possamos tentar imaginar consegue melhorar esse filme. Fora a péssima atuação dessa Alice, nada convicente. Parecia mais anestesiada ou drogada e no fim, era tudo fruto da sua mente em colapso. Era melhor assim.

No mais, não recomendo, poupando o tempo de vocês, confiem. 


Nota pessoal 1/10

terça-feira, 4 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Lobisomem (2025) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Acreditei que pudesse ser interessante, mas minha concepção de lobisomens nesse caso, é completamente diferente. 






A HISTÓRIA 

Blake, vive em São Francisco com sua esposa Charlotte e sua filha Ginger. Seu relacionamento com a esposa não anda muito bem, então, quando recebe a certidão de óbito de seu pai, que fazia anos estava desaparecido, ele decide viajar com a família para a casa do pai, onde cresceu. Embora suas lembranças do pai e do local sejam terríveis, ele acha ser uma boa oportunidade para aprofundar seus laços familiares com a esposa e filha. 

Anos atrás, Blake caçava com seu pai e embora existissem boatos sobre a floresta atrás da casa, seu pai secretamente estava caçando algo que os atacou em uma tarde de caça. Blake havia ficado assustado pois não imaginava o que poderia ser tal criatura misteriosa. Como fazia décadas que não retornava ao local, Blake acaba se perdendo e encontra um morador local, Derek, que vai com eles para mostrar o caminho. Mas antes de chegarem na casa, são atacados por uma criatura. Derek é morto e Blake arranhado no braço. Conseguem se abrigar na casa então, mas Blake começa a se sentir mal. 

A criatura continua espreitando do lado de fora enquanto Blake cada vez mais perde seu lado humano, deixando Charlotte preocupada. Em alguns breves momentos de consciência, Blake tenta fazer de tudo para proteger sua família, como lutar contra a criatura antes dele mesmo se transformar, fazendo Charlotte tomar uma decisão drástica. 









Ano de lançamento 2025

Duração 1h 43m

Direção Leigh Whannell

Elenco Christopher Abbott, Julia Garner, Matilda Firth



Trailer 





Minhas divagações 

Bem, histórias de terror, dependendo da maneira que são contadas, podem ser marcantes e assustadoras. Porém, algumas podem acabar perdendo o sentido se não forem bem contadas. Eu sempre digo que gosto de saber o início da história, da lenda, do boato, pois sempre tem uma origem. Aqui, em nenhum momento foi mencionado que as criaturas eram lobisomens. A minha percepção de lobisomem é completamente diferente do mostrado aqui. Não nego que a originalidade de mostrar algo improvável, que não esperávamos, como uma transformação horrenda, sem romantismo de tudo, foi interessante. Mas, eu ainda preferiria as histórias dos lobisomens que se curavam de ferimentos, que se transformavam em lobos e tinham a versão humana e só morriam com balas de prata. Mas, tirando essa fantasia, foi interessante sim o modo como foi mostrado essa nova visão dessas criaturas. Mas, parou por aí. 

Blake saiu da casa do pai o mais rápido que conseguiu. Formou família e nunca mais voltou pra casa. Seu pai estava desaparecido e ele nunca se importou? Por que voltaria para lá, se não tinha boas lembranças do lugar nem consideração pelo pai? Que coisas ele tinha que tirar do pai, sendo que este estava desaparecido a anos. Era mais fácil ter deixado a propriedade como estava e mandado alguém para avaliar e vender. Se já não estava bem com a esposa, viajar para um lugar sinistro não iria uni-los mais. 

E, que filha mais chatinha essa que ele tinha. De início, foi até fofinho mostrar o vínculo que tinham, mas em situação de perigo, que menina insuportável. Ou seja, essa família não tinha nada que fizesse você torcer por eles, temer por eles ou se apaixonar por eles. Blake foi completamente egoísta em relação ao pai e negligente com sua família. E, Julia Garner não me impressionou em A Hora do mal e não faria isso aqui. História sem graça, sem emoção, atuações duvidosas e não revelou de onde surgiu essa infecção que transformavam em lobisomens e o final quis dizer o que? Acabou ali ou teria mais infectados por aí? 

Teria sido mais interessante se no minimo no início, mostrasse o pai de Blake pesquisando sobre essa história e alertando e instruindo o filho sobre o que poderia existir naquela região. Só mostrou Blake pegando o pai conversando sobre uma criatura misteriosa no rádio. E depois o menino cresce, casa, tem uma filha e leva a família para esse lugar que ele havia fugido quando mais novo? Acho que poderia ter sido de outra forma, que ele recebesse a notícia do pai que estava muito doente e queria lhe ver ou algo assim. Ou alguma outra coisa melhor do que receber uma certidão de óbito que o fizesse retornar para aquele lugar. 

A relação entre eles foi totalmente desprovida de sentimentos. Até o encontro suspeito com Derek foi estranho. Ele parecia arredio com Blake sem motivo. A não ser que soubesse de algo. E o que ele estava fazendo ali sabendo que estava escurecendo? Se fosse como as histórias fantasiosas de lobisomens, eu até suspeitaria de que ele fosse um. Mas enfim, foi interessante constatar que minha percepção dessas criaturas é muito limitada. Vi pouca coisa sobre e meu entendimento de lobisomens se baseiam em filmes ou séries como Crepúsculo ou Diários de vampiros, então... fiquei chocada sim com esse lobisomem horroroso. Mas não foi isso que tirou a glória da história, foi tudo horrível mesmo. Terror? Nenhum. Agora, se tivessem matado a menina, aí sim seria uma história chocante, traumatizante e horrível. Eu consigo imaginar várias possibilidades, mas como sempre, vou além do que realmente é. Eu particularmente não gostei, mas recomendo ver porque cada um é diferente. 

Acho que o que valeu a pena, foi ele ter descoberto porque no fim seu pai estava desaparecido. Depois de tantos anos, você voltaria para casa sabendo que não tem nada para você lá? Se tivesse pelo menos trabalhado mais na origem dessa história, acho que teria sido um pouco melhor. Não foi muito convincente o motivo de levar a família para lá. Se, quando ele soubesse que seu pai foi realmente dado como morto e tivesse uma carta ou testamento em algum lugar dizendo que se passasse tantos anos e ele não desse notícias é porque estaria morto e o filho deveria lacrar a casa e nunca mais voltar lá, aí sim teria um mistério que talvez fizesse o filho querer dar uma olhada na propriedade e uma vez lá, lembranças poderiam sugir em sua mente. Seria mais aceitável pelo menos para mim. 


Nota pessoal 3/10

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] It: Bem-vindos a Derry (Episódios 1 e 2) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Halloween já passou mas minha maratona continua. Hoje trago essa série do universo de It, do palhaço mais mortal, Pennywise. Como ainda está em lançamento com um episódio semanal, vou trazer dois por vez. 







A HISTÓRIA 

Em 1962, um casal se muda para Derry no Maine com seu filho. Coincidentemente, um menino desaparece e coisas estranhas começam a acontecer na cidade. 


Episódio 1

Matty tenta fugir de Derry pedindo carona na estrada quando uma família o acolhe. Porém, a viagem se torna cada vez mais bizarra especialmente quando a mulher dá a luz um bebê mutante que ataca Matty e ele não é mais visto. Lilly se sente culpada pelo desaparecimento de Matty e passa a ouvir uma música cantada por Matty e procura seus amigos Teddy e Phil, mas nenhum deles acreditam nela, até que Teddy começa a ter estranhas visões. Quando descobrem que Matty foi visto pela última vez no cinema, eles procuram Ronnie, que também ouviu a canção de Matty. Ela abre o cinema para o grupo e coloca o filme da canção de Matty, todos desaparecem exceto Lilly e Ronnie.


Episódio 2

A polícia investiga Hank e todos suspeitam dele pelo desaparecimento das crianças. Embora Lilly tenha afirmado que não viu Hank no cinema, Clint Bowers chantageia a menina e Hank é preso. Ronnie confronta Lilly e esta, acaba tendo visões perturbadoras no mercado e sua mãe a deixa em Juniper Hill, um hospital psiquiátrico. A família Hanlon tem problemas de adaptação e sofre racismo da cidade. O General Shaw então, diz a Hanlon que tudo o que ele passou até agora foi um teste, pois ele precisa de alguém como ele para recuperar uma arma que inspira medo em todos, o levando até o local onde a arma poderia estar. 











Ano de lançamento 2025

Temporada 1

Elenco Taylour Paige (Charlotte), Jovan Adepo (Leroy), James Remar (General Shaw), Stephen Rider (Hank Grogan), Matilda Lawler (Marge), Amanda Christine (Veronica), Clara Stack (Lilly), Blake Cameron James (Will Hanlon), Arian S. Cartaya (Rich), Miles Ekhardt (Matty),  Mikkal Karim-Fidler (Teddy Uris), Jack Molloy Legault (Phil), Matilda Legaut (Susie), Chris Chalk (Dick Hallorann),  Peter Outerbridge (Clint Bowers), Bill Skarsgård (Pennywise)



Trailer 





Minhas divagações 

A série conta as aparições de Pennywise antes dos eventos do Clube dos Perdedores, onde Bill perdeu seu irmão George em um dia de chuva.  Baseado no livro de Stephen King, a série vai contar sobre os desaparecimentos e aparições estranhas do palhaço, que inclusive alguns fatos são mencionados no livro/filme, como a família de Mike presenciou alguns desses fatos terríveis. Lembrando que Mike foi o único do grupo que ficou na cidade, após enfrentarem Pennywise. 

Os dois primeiros episódios nos apresentam alguns personagens centrais, como a família Hanlon e Lilly. O primeiro episódio já mostra o desaparecimento de Matty. Que diga-se de passagem, achei bem sinistro. Embora seu motivo para sair de Derry me foi um pouco confuso. Ele queria ir embora porque sentia que algo ruim habitava a cidade ou só porque foi rejeitado pela Lilly? A cena do cinema eu tinha achado espetacular. Mas li alguém criticando dizendo que nunca viu nada tão tosco quanto essa cena. Eu particularmente gostei de tudo. Claro que, não curto muito ver séries por parte, ou seja, ficar esperando o próximo episódio semanalmente. Mas fora isso e embora o tão esperado Pennywise ainda não tenha aparecido, acho que está satisfatoriamente bom. 

A fotografia dos anos 60, como ambiente e figurino estão esplêndidos. Como eu já vi muito terror, posso dizer que não esteja tão assustador e óbvio que apesar de Matty ter desaparecido daquela forma, nada supera o encontro de George com Pennywise. Embora George tenha sido morto misteriosamente, não parecia ter muitos adultos envolvidos no desaparecimento de crianças. Já na série, o foco maior parece ser na vida adulta de alguns personagens. Embora algumas crianças tenham desaparecido, tem gente realmente que se importa e investiga o ocorrido. Embora Derry aparentemente pareça ser um péssimo lugar para se morar, não só pelo mal sobrenatural que paira no local, mas pelas pessoas em si mesmo. Bullying e racismo tem de sobra nos moradores dessa cidade. 

Lilly pode ser estranha, mas aquela Marge é ainda mais esquisita do que ela. Eu pensei que a história seguiria com Lilly e os meninos do cinema tentando descobrir o que houve com Matty, como no filme, que juntou Bill e seus amigos para descobrir o que houve com George. Mas os meninos realmente foram mortos? Que eles seguem desaparecidos isso é fato. Mas a participação deles foi só isso? Eles seriam o George da história?  Por causa deles outro grupinho se formará e encontrará Pennywise? Sinceramente não sei o que esperar dessa série. Mas o pouco que vi já achei incrivel. E Dick Hallorann que fiquei tentando descobrir onde tinha visto esse personagem. Gente, é do Iluminado. Será que vai ter mistura de outros universos de King na série? 

E o que será que o exército procura? Confesso que apesar de ter lido duas vezes o livro e visto mais de duas vezes o primeiro filme, não me recordo muita coisa fora daquele momento presente dos garotos enfrentando Pennywise. Quando Ben pesquisa sobre os fatos históricos da cidade, deve ter sido mencionado tudo o que passará na série, mas me lembro vagamente sobre um incêndio em algum lugar, que provavelmente teve a ver com Mike ou algo parecido. Pela série já pudemos ver que Hanlon, Uris e Bowers são familias antigas na cidade. O negócio é aguardar os próximos episódios. Mas esses dois primeiros foram interessantes.

Como é uma série, tem mais possibilidades de trabalhar com calma os personagens, os fatos e certos acontecimentos apenas mencionados no livro. Como é uma parte que King não detalhou, esperamos que se mantenham fiéis ao que King escreveria e claro, extremamente assustador. Sabemos que Pennywise é um ser que veio do espaço. Como ele hiberna a cada 27 anos depois de suas matanças, esperamos que mais histórias e esclarecimentos sobre ele. Por que a forma de um palhaço? Por que retorna a cada 27 anos? Por que ataca apenas Derry? E Lilly? Quem ela seria ou quem seria sua família que representaria no futuro? Ou é só uma personagem aleatória? Aguardando mais dessa história. Por enquanto, está bem interessante.  


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] A Longa Marcha: Caminhe ou morra (The Long Walk: walk or die) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. No dia de Halloween trago essa longa caminhada, inspirada no livro do mestre Stephen King. Um filme cheio de emoções, tensão e espetacular. 







A HISTÓRIA 

Em um mundo alternativo, uma Segunda guerra civil americana, devastou os Estados Unidos e agora são controlados por um militar totalitário, liderado por um homem conhecido por O Major, que anualmente inicia o evento conhecido como A Longa Marcha. Seu objetivo é inspirar patriotismo e ética de trabalho entre a população carente. 50 adolescentes de cada Estado, são escolhidos aleatoriamente para a marcha. Os caminhantes recebem água e rações, mas devem caminhar sem parar por centenas de quilômetros, na velocidade mínima de 4,8 km/h. Abaixo da velocidade mínima ou sair da estrada, levam até três advertências sendo executados em seguida. Só há um vencedor que além de receber um prêmio em dinheiro, ainda terá um desejo atendido. Apesar de dizer que A Longa Marcha é um sistema voluntário, desesperados pelo prêmio lucrativo, praticamente todos os jovens se inscrevem para a Marcha.

Raymond Garraty, apesar dos apelos de sua mãe, inicia a longa caminhada ao lado de mais 49 participantes. No primeiro dia conhece Peter McVries, com quem cria um vínculo maior, Billy Stebbins, Arthur Baker, Collie Parker, Gary Barkovitch, Hank Olson e Richard Harkness. Conforme os quilômetros vão passando, os participantes enfrentam calor, frio, chuva, noite e aos poucos os números de caminhantes vão diminuindo. Para manter o foco e continuar caminhando, eles conversam entre eles e contam o que farão com o dinheiro e qual seria seu desejo. Chegando na reta final, dois participantes enfrentarão o dilema de quem seria o vencedor. 














Ano de lançamento 2025

Duração 1h 48m

Direção Francis Lawrence

Elenco Cooper Hoffman, David Jonsson, Garrett Wareing, Joshua Odjick, Tut Nyout, Charlie Plummer, Ben Wang, Mark Hamill



Trailer 





Minhas divagações 

Quando li o livro, me questionava que seria impossível adaptar para o cinema, pois eu acreditava que seria monótono uma jornada dessas. Retiro o que disse. Depois de It, essa com certeza é uma das minhas adaptações preferidas de um livro de Stephen King. Minto, está no meu top 3, sendo It o primeiro, Conta comigo o segundo e agora esse em terceiro.  Embora minha única crítica negativa, seja a mudança do final. Mais uma vez me questiono porque existe essas mudanças? Porém, apesar do choque inicial, confesso que acabou sendo tão bom quanto o livro. Outra mudança foi no número de participantes, que no livro eram 100. Mas aqui entendo cortarem para 50.

A caminhada perde a atração quando os jovens percebem que o negócio é literalmente caminhar ou morrer, quando o primeiro deles é brutalmente morto. Tanto que um deles chega a mencionar que acreditava que a morte era metafórica, que os soldados mirariam uma arma falsa e sairia do cano um papel com as palavras você está morto ou algo assim. Ver que a morte era definitiva, com certeza desencorajou muitos deles.  Os jovens começam a caminhada cheio de energia e esperança, mas após a primeira morte e o cansaço começar a dominá-los, passam a questionar o propósito de tudo aquilo. Alguns até se arrependem de estar ali. Porém, não tendo mais volta, continuam caminhando. Alguns desistem sabendo que de qualquer forma, morrerão.

Querendo ou não, mesmo sendo uma competição onde todos sabem que apenas um será o vencedor, eles acabam fazendo amizade e se apegando um ao outro. Cada um deles que acaba sucumbindo, é um aperto no coração dos que ficam. Embora fosse óbvio quem chegaria na final, a jornada de cada um deles para chegar aquele momento, foi cativante e devastador. King já havia conseguido transmitir a dinâmica cruel dessa caminhada no livro, mas ver como seria em imagens foi surreal. 

Todos os jovens conseguiram transmitir suas diferencas, seus desejos e objetivos, seus medos, de uma forma esplêndida, principalmente a dupla Garraty e Peter. O modo como iniciam a jornada e como terminam, é inspirador e devastador. A caminhada com certeza te levará ao extremo junto com os participantes. Embora tenha água e alimento, você precisa expelir o excesso do corpo, como urinar e defecar. Não há tempo para parar, então, ou você segura ou faz nas calças mesmo. Trocar sapato? Garraty andou os quilômetros finais sem. 

O final, pelo que andei lendo, muitas pessoas tiveram suas próprias conclusões e mesmo parecendo em aberto, acho que o final só teve um significado, que para mim foi muito triste. Mas, assistam e tirem suas próprias conclusões. 

Apesar do único cenário ser a estrada, foi muito bem trabalhada, os participantes nos fazem sentir empatia por eles, nos apegamos e torcemos por cada um deles, choramos e ficamos devastados pela perda de cada um deles e odiamos o Major como cada um deles. A fotografia, figurino, atuação, foi tudo perfeito para mim. Muitos sentimentos variados enquanto assistia. Vale a pena. É um terror psicológico digno de Stephen King.

No livro me pareceu mais brutal a caminhada, mais cansativa, porque nos força a imaginar essa situação. No filme, como podemos ver, embora ainda seja sofrido, parece que ler me cansou mais. Embora pareça entediante a história se passar em uma estrada, não se enganem. Passado a euforia inicial, conhecemos mais esses jovens ambiciosos ou sonhadores e ao longo dos dias, com o cansaço já predominando a todos, vemos o desespero e o brilho desses jovens sumindo pouco a pouco. Quando se pega amizade, imaginar a situação final onde apenas um deles poderá vencer é desesperador. Se pudéssemos deixávamos vários deles vivos ainda. É uma reflexão e um terror impressionante. Vale a pena.  


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] Nosferatu - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Seguindo com a maratona de Halloween, hoje trago esse filme com várias versões, mas como eu não conhecia, não achei grande coisa...







A HISTÓRIA 

No ano de 1838, Thomas Hutter, recém casado com Ellen, é enviado a trabalho para as montanhas da Transilvânia, para fazer negócios com o conde Orlok, um nobre doente que quer comprar uma propriedade vizinha a casa de Hutter, Grunewald Manor. Ellen não entende porque seu marido precisa ir tão longe, mas ele, decidido de que é um excelente negócio, deixa Ellen com sua amiga grávida Anna e seu marido Friedrich.

O percurso é longo e perigoso e Thomas já não sabe mais se sonhou ou se realmente presenciou uma vila que suplicou que ele deixasse essa viagem e voltasse para casa. Embora cansado, ele finalmente chega ao castelo do conde e passa por experiências ainda mais sinistras. O conde lhe faz assinar um contrato em uma língua desconhecida sem Thomas saber que estava lhe entregando Ellen. Impedido de sair do castelo, Orlok deixa Thomas delirando, mas este consegue fugir e chegar até Ellen antes do conde. 

Enquanto esteve ausente, Ellen teve períodos de delírios durante a noite, assustando Friedrich que para proteger sua família, toma medidas drásticas. Quando Thomas retorna moribundo, uma praga misteriosa chega junto a um navio abandonado. Thomas diz que o conde trouxe a desgraça para a vila e que está atrás de Ellen. Friedrich manda o casal embora de sua casa mas não consegue evitar a trágica perda de sua família. Ele se junta ao Professor Albin, que estudou sobre as origens e lendas do conde e com Thomas, vão em busca de acabar com esse mal. Porém, em segredo, Albin afirma a Ellen, que somente ela poderá destruir o conde. 













Ano de lançamento 2024

Duração 2h 12m

Direção Robert Eggers

Elenco Lily-Rose Deep, Bill Skarsgård, Nicholas Hoult, Willem Dafoe, Aaron Taylor-Johnson



Trailer 





Minhas divagações 

Eu, particularmente, apesar de ter visto inúmeras críticas positivas, não gostei muito do filme. Talvez porque eu já tenha iniciado com desgosto ao ver que era com a Lily-Rose, que embora nunca tenha visto um trabalho dela, não simpatizei com a moça. E sim, sei que é filha do Johnny Deep e eu amo esse ator, mas, sua filha não me cativou. Embora tenha tido cenas em que achei sua atuação esplêndida, ainda assim, senti dificuldade em me conectar com a personagem. 

Confesso que apesar de amar histórias de vampiros, nem todos os filmes sobre são maravilhosos. A melhor saga de livros e filme, ainda segue sendo Entrevista com o vampiro. A trajetória de Lestat e Louis, o encantador Armand, eu amo esse universo. Drácula, Nosferatu, confesso que não sei muito sobre, talvez por isso tenha atrapalhado um pouco meu julgamento quanto ao filme. A fotografia foi incrível, não nego. O ambiente na década de 1800, o figurino, o modo como o conde falava, teve um toque grotesco e ao mesmo sensual nessa história. Porém, nada que me desse medo, simpatia ou diversão. Apesar do grande elenco também, senti um desperdício de atuação. Embora eu tenha gostado do excêntrico personagem de Willem Dafoe, que parece estar trabalhando em qualquer personagem antes de se aposentar. 

Não consegui enxergar o Bill Skarsgård em Nosferatu, mas eu já tenho problemas de reconhecer pessoas que mudam Corte de cabelo e cor, imagina uma maquiagem horrenda dessas. Como eu não conheço essa história, eu pensava que no decorrer das mortes, Nosferatu bebia o sangue de suas vítimas e melhorava sua aparência, já que inicialmente ele parecia doente. Eu acreditava que ele rejuvenesceria para conquistar Ellen, pois de jeito nenhum, mulher alguma iria se entregar de boa vontade a um ser grotesco como ele. A não ser que fosse uma mulher desesperada e solitária como Ellen disse que era antes de conhecer Thomas. 

Achei o início terrivelmente parado. Acho que o mais interessante mesmo foram a fotografia e o figurino. Quem sabe em um futuro próximo eu leia algum livro sobre e reveja essa história, mas, não esse filme, talvez veja os mais antigos, quem sabe eu goste mais. Achei o personagem de Aaron Taylor-Johnson um inútil. Cheguei até a pensar que ele tinha sentimentos por Ellen. Mas enfim, gostaria de dizer que achei impressionante, mas achei a Lily-Rose insuportável, então isso atrapalhou ter uma apreciação melhor do filme. É um ambiente que eu amo, mas eu esperava coisas diferentes. 

Nicholas Hoult foi um personagem muito sem graça. Geralmente ele pega papéis como ordinário ambicioso, que foi o caso aqui, já que mesmo que não precisasse necessariamente ter ido tão longe, pelo dinheiro ele aceitou ir. Não entendi porque Ellen teve um encontro misterioso com Nosferatu anos antes e depois o que? Esqueceu? E agora estava solitária voltou a fantasiar com a coisa? Preciso urgentemente saber mais sobre Nosferatu, se sua história é bizarra assim ou se só não gostei pela péssima atuação da Lily-Rose. Aí aparece o sem graça do Hoult, um inútil como o personagem do Aaron e o que poderia salvar a história que seria o Willem, na verdade ficou perdido nessa história estranha. Quem sabe um dia vendo com outros olhos eu passe a admirar mais a obra. 


Nota pessoal 6/10

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] Feriado Sangrento - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago esse filme que mostra o lado mais assustador do ser humano quando se trata de promoção...






A HISTÓRIA 

Na noite de Ação de Graças, durante a Black Friday em uma cidade pequena, uma loja, para gerar mais lucros, abre suas portas para o feriado. A multidão ansiosa e já enfurecida pela demora, desencadeia o caos quando vê alguns adolescentes dentro da loja, que ainda provocam os consumidores do lado de fora. As portas são abertas a força, a multidão entra pisoteando aqueles que caem, empurram, brigam, para no final, resultar em mortes e feridos. 

Após um ano da tragédia, Thomas, o dono da loja, decide reabrir na mesma data, ignorando os apelos da filha, que garante não ser uma boa ideia, visto que muitos morreram naquela noite. Thomas só decide não abrir, depois que todos se sentem ameaçados por um assassino misterioso que parece perseguir os envolvidos naquela noite trágica. Jessica e seus amigos, parecem ser os principais alvos e um a um, vão enfrentar o assassino misterioso que usa uma máscara de John Carver.









Ano de lançamento 2023

Duração 1h 47m

Direção Eli Roth

Elenco Nell Verlaque, Patrick Dempsey, Gina Gershon, Rick Hoffman, Gabriel Davenport, Jalen Thomas Brooks, Milo Manheim



Trailer 





Minhas divagações 

Inesperadamente, apesar de algumas críticas divididas entre bom e ruim, eu gostei do filme, em vista dos muitos outros em que vi ultimamente. Encontrar um bom terror hoje em dia está bem difícil, ou eu que já vi tantos que está perdendo a graça. Feriado Sangrento não foi perfeito, mas satisfatório a sua maneira. 

Imagina visualizar uma noite de Ação de Graças onde acaba em completo horror traumatizante, só porque alguns cidadãos desesperados e egoístas, sedentos por promoção, desencadeiam a maior tragédia da cidade, mostrando o pior lado do ser humano e finaliza com mortos e feridos. Culpar os jovens que entraram antes só porque a filha do dono podia, foi o de menos, acredito que inflou a impaciência das pessoas, mas julgando o estado em que estavam na fila, assim que abrissem as portas, alguma coisa ruim teria acontecido de qualquer forma. Os jovens ali, acredito que foram mais para dar ênfase na vingança do mascarado e um foco nas suas vítimas. Para ter história claro. 

O grupinho adolescente foi bem clichê, porém, nenhum deles foi marcante o suficiente para torcer por eles ou para dali sugir um herói futuro. Jessica, como filha do dono da loja, nos mostra ser aparentemente a que iria descobrir quem seria o assassino e que daria um jeito nele. Típica protagonista durona dos filmes slasher. Mas não. Jessica foi uma personagem sem graça, sem vida, ingênua, e mesmo que tenha decifrado o assassino e o exposto, não tem como vê-la de outra forma a não ser como bobinha. 

As mortes foram bizarras, os suspeitos foram fracos mas confesso que me pegou, eu tinha certeza que era tal pessoa mas nunca desconfiei do verdadeiro. Acho que caí no conto do óbvio demais e me deixei levar. Pois se prestar atenção desde o início, verá as pistas ali, que eu ignorei óbvio, porque era confiável demais. 

Temos participações de nomes conhecidos para mim, mas o principal deles foi Patrick Dempsey. Ele cansou de ser galã em filme/série de romances e está experimentando o terror. Se bem que, demorei um pouco para reconhecê-lo. A trama em si não é surpreendente muito menos os assassinatos, porém, a forma como foram mortos, sem palavras, foi bizarro demais. E a mesa de jantar preparado pelo mascarado? Haja estômago para aquilo. Sempre preferi mais terror sobrenatural, por isso, aquilo me embrulhou o estômago. 

Mas, tirando as atuações duvidosas dos jovens, achei bem melhor do que esperava. E o final, óbvio, deixou portas abertas para uma sequência. Só não vejo como seria um outro Feriado Sangrento. Dois anos após a tragédia do primeiro?  10 anos? Qual motivo seria agora para um novo assassino se vingar? Um novo feriado seria a origem de outra tragédia? O negócio é aguardar. No mais, achei uma obra mediana, clichê,  porém,  empolgante até. O tema foi interessante não nego. O feriado ter acabado em tragédia, ironicamente sendo um feriado de ação de graças, terminando em sangue pela ganância das pessoas, é surreal. Mas o motivo do assassino ter feito tudo isso em nome de vingança,  quero dizer, muitos filmes de terror tem isso mesmo, mas aqui, surpreende porque não era algo que todos soubessem. Embora no meio daquela confusão toda, de outras mortes, apenas um quisesse vingança? Bom, como já disse algumas vezes, histórias de terror nem sempre são muito coerentes. Claro que para o assassino seu motivo foi forte, já que perdeu quem amava. 

Mas, apesar de tudo, justamente pela surpresa no final, achei interessante. E teve o que sempre reclamou que falta nesses filmes. A origem e a conclusão. Pelo menos sabemos o que aconteceu que motivou o assassino a um ano depois, fazer desse feriado continuar sendo Sangrento. Porém, precisava esperar dar um ano? Se bem que, tem vingança que leva mais tempo né. 


Nota pessoal 9/10

terça-feira, 28 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] O Macaco - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Seguindo com a maratona de Halloween com essa adaptação de outro conto de Stephen King. 






A HISTÓRIA 

Em 1999, um homem tenta destruir um macaco Jolly Chimp em uma loja de antiguidades, mas o dono do local tem uma morte horrível e o homem acaba desaparecendo deixando sua mulher e seus filhos gêmeos. Eventualmente, Hall e Bill encontram o macaco em casa e um deles dá corda sem saber que causará a morte da Babá Annie. Bill, que faz bullying com o próprio irmão, faz com que Hall deseje que seu irmão morra, dando corda no macaco, porém, é a mãe quem acaba morrendo. 

Hall se sente culpado e desmonta o macaco e se livra dele antes de ir morar com seus tios. Mas, o macaco reaparece misteriosamente e Bill dá corda nele, resultando na morte do tio. Os irmãos decidem selar e jogar o macaco em um poço e por 25 anos nada mais acontece. Porém, Hall e Bill perderam contato e Hall, tem um filho que para sua segurança, só o vê uma vez por ano. Mas, a mãe de seu filho tem um novo marido e este decide adotar seu filho, cortando de vez os laços com Hall. Sabendo disso, Hall passa uma semana com o menino em uma espécie de despedida. 

No entanto, sua tia tem uma morte misteriosa e Bill, com quem não falava a anos, entra em contato para lhe pedir que vá até a casa da tia dar uma olhada, se o macaco de repente não apareceu por lá. Relutante por estar com o filho, ele vai até lá e Petey eventualmente acaba descobrindo os segredos do pai e as intenções de seu tio Bill. 










Ano de lançamento 2025

Duração 1h 38m

Direção Osgood Perkins

Elenco Theo James, Christian Convery, Tatiana Maslany, Colin O'Brien



Trailer 





Minhas divagações 

Comecei a ver o filme sem saber que foi baseado em um conto de quem? Stephen King. Fico admirada como tem adaptações dele por aí que eu desconhecia, embora o conto do Macaco seja dos anos 80, o filme é mais recente. E por ser atual, confesso que esperava um pouco mais. Se bem que, em se tratando de King, nunca temos um final feliz ou conclusão definitiva do caso. Sempre fica uma frestinha suspeita para sequências ou aquele final que depende da sua interpretação. 

Palhaços, bonecas de porcelana, já eram coisas que eu abominava e agora acrescente mais um para a lista. Jamais teria um macaco esquisito desses que toca tambor. Se do nada começasse a tocar durante a noite na minha casa, já teria falecido de susto. Infelizmente não sabemos de onde veio, qual a maldição ou entidade desse macaco e como o pai dos meninos conseguiu esse troço. Só sabemos que ele tentou se livrar do negócio e não conseguiu, e como desapareceu, podemos supor que acabou tendo uma morte terrível.

Por serem gêmeos, terrível que Bill fizesse bullying com o próprio irmão. E era bem óbvio o ódio mútuo quando um deseja a morte do outro. Surreal. Eu achava que era influência do macaco, mas Bill era só mal com Hall e este cansado de sofrer, acaba desejando a morte do irmão. Porém, descobre que o macaco não realiza desejos, ele apenas mata as pessoas próximas a você. Mas, e o que ele ganha com isso? Objetos amaldiçoados sempre tem seus motivos. 

Se Hall sabia que o melhor era viver sem contato com ninguém, por que teve um filho? Bill, apesar de obcecado em encontrar o macaco, viveu mais isolado do que Hall que mantinha todos afastados para o bem deles. E que marido mais esquisito foi aquele que a ex de Hall arranjou? Elijah Wood só apareceu para deixar seu nome no filme, porque depois ele sumiu da história. Estando ou não ali, se só tivessem mencionado que o padrasto de Petey iria adotá-lo, daria no mesmo. Até cheguei a pensar que ele morreria deixando Petey com Hall. Também achei que Elijah estaria desesperado para fazer filmes, mas vendo sua filmografia, ele fez bastante coisa além de O Senhor dos Anéis. Mas ainda assim, sua participação aqui foi ridícula. Se, repito, o macaco o tivesse matado, acho que teria mais graça sua simples participação. E explicaria o final melhor. Como pai e filho vão tomar conta do macaco se eventualmente a intenção de sua ex é cortar de vez o contato entre pai e filho?

Os tios dos gêmeos também eram bem esquisitos. Mas a morte do tio, misericórdia, foi extremamente bizarra. O ponto interessante do filme todo, foi os atores Christian Convery e Theo James interpretarem suas versões gêmeas criança e adulto. Confesso que nem tinha reparado nisso, ainda havia achado os gêmeos bem diferentes um do outro. Só descobri quando vi uma crítica falando sobre. E, obviamente, também não havia reconhecido Theo James, que provavelmente só o vi antes em Divergente. Mas tinha achado Hall adulto bonito e gostei da voz dele. Já o Bill... atuação impecável para Christian e Theo.

Enfim, apesar de ser baseado em um conto de King, que está no livro Tripulação de Esqueletos, que foi um dos primeiros livros que li dele, mas foi a muito tempo, então não me recordava dessa história. Mas foi com esses contos que me apaixonei pelo terror e por Stephen King. Embora, não sei se porque já li e assisti tanto terror, que hoje em dia não me assusta nem me empolga tanto quanto antes, mas, ainda amo terror. Por ser um conto curto, ainda acho que conseguiram explorar bastante a história, mas como não lembro do original, não posso fazer comparações. Não foi excepcional, não foi tão assustador, mas foi divertido ver. Ainda acho que se o personagem do Elijah tivesse morrido, faria mais sentido para Hall continuar com o filho guardando o macaco. Mas enfim....

Vários contos do King começam sem explicação e terminam pior ainda. O Macaco começou com o mistério dele ser amaldiçoado, mas não conta como ou por que? Ele vive assim por anos e termina de modo que dá a entender que pode ter mais mortes no futuro, já que o macaco parece ser indestrutível. Seria uma Annabelle? Mas, com pouco para trabalhar, foi satisfatório e as atuações impecáveis. Recomendo. 


Nota pessoal 8/10

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