terça-feira, 14 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] A Hora do Mal - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. O tão falado melhor filme de terror do ano. Será?







A HISTÓRIA 

Em uma pequena cidade, um dia, a professora Justine vai trabalhar normalmente, mas, somente na sua turma, quase todas as crianças são dadas como desaparecidas, com exceção de um único aluno, Alex. Algumas casas com câmeras, registraram as crianças saindo de casa as 2:17, correndo na noite e desaparecendo. 

Justine é questionada e acusada pelos pais de estar envolvida com o desaparecimento das crianças, sendo afastada do trabalho pelo diretor Marcus devido a hostilidade dos pais. Archer, um dos pais dos alunos de Justine, começa sua própria investigação particular devido a lentidão do avanço da polícia no caso. 

Justine preocupada com seu único aluno restante, o segue um dia até sua casa e vê as janelas todas cobertas com jornal. Assustada com o que vê lá dentro, pede a Marcus que visite a família de Alex para averiguar a casa. Ele então conhece a tia excêntrica de Alex, que diz estar cuidando da casa após os pais do menino adoecerem. Mas, quanto mais Justine avança em desconfiar da casa de Alex, ela passa a ser perseguida por Archer. 

No entanto, os dois acabam se unindo, após Justine ser atacada por Marcus. Por coincidência, Archer lhe mostra um mapa onde traçou o caminho que seu filho fez antes de desaparecer com gravações de outra criança, descobrindo que o local poderia ser a casa de Alex. Ao se aproximarem da verdade são atacados por pessoas catatônicas parecendo ser controladas por algo. 













Ano de lançamento 2025

Duração 2h 8m

Direção Zach Cregger

Elenco Julia Garner, Josh Brolin, Amy Madigan, Benedict  Wang, Cary Christopher



Trailer 





Minhas divagações 

Apesar das críticas positivas sobre o filme, para mim, infelizmente não foi grande coisa. O mistério das crianças saindo correndo no meio da noite e desaparecendo foi até que interessante. Mas o desenrolar foi lento demais. Embora o ponto positivo para mim, foi a transição da câmera mostrando o ponto de vista dos personagens de uma determinada cena. 

Embora algumas pessoas parecessem suspeitas, como a professora e óbvio, o único aluno que restou, eu sinceramente não gostei muito da resolução final. As crianças terem desaparecido em uma hora específica foi bem instigante, mas, só aqueles alunos sumiram. Eu achei que o mistério envolveria outras crianças. Na verdade, se a cada noite sumisse duas ou mais delas, no mesmo horário, seria mais assustador do que todas elas juntas. Porque ficou só nessas crianças. Não houve mais depois e o fato de uma única criança restar, eu a manteria sob vigilância, tanto por suspeita ou proteção. 

As investigações realmente deixavam muito a desejar, por isso entendo Archer querer investigar por conta. Na verdade parecia que ele era o pai mais afetado pelo desaparecimento do filho do que qualquer outro pai ou mãe. Embora tenha demorado um pouco para associar a casa do Alex. Sendo o único menino que restou, eu começaria investigando a casa e família dele primeiro, assim como da professora. Por ser uma comunidade pequena, acho que as investigações poderiam ter um andamento melhor. Mais pais poderiam estar forçando a polícia a fazer algo. Condenar a professora foi meio sem sentido, na minha opinião, mas, o único aluno que restou? Foi poupado por que? Sabia de algo? Era cúmplice? Não tinha os requisitos para desaparecer também?  

Justine era meio estranha, não é a toa desconfiarmos dela. Mas, a partir do momento que a tia esquisita do Alex entra em cena, não tem como não associar tudo o que está acontecendo com ela. A partir daí já sabemos quem causou todo esse problema. Agora o problema seria como parar essa mulher. Nota-se que a escola não tem uma boa estrutura quando pode-se afastar uma professora do trabalho por ser suspeita mas não podem investigar o único aluno que restou. Marcus só foi até a casa do menino porque Justine pediu. Não era para ter feito isso desde que só sobrou ele?

Marcus teve um final horroroso e o modo como foi dominado foi impressionante. No mais, estava um pouco empolgada para ver o filme, pois a expectativa era enorme. Mas deixou muito a desejar. Entendo como Alex acabou sendo dominado, mas sinceramente, aquela tia merecia um final muito pior. E no fim, Alex acabou ficando com quem? Que outra tia era essa? Tão esquisita quanto essa que causou tudo isso? Ah, e um personagem que não vi muito sentido foi o viciado, porque acabei lembrando dele sem querer, mas se não estivesse na história não faria diferença. 

Bom, é isso, embora no Brasil o título seja A hora do mal, o título original também faz sentido de certa forma. Porém, qualquer dos dois títulos, dava para ser trabalhado melhor ali. Enfim, não achei que mereceu esse hype todo. O terror estava onde? O motivo disso tudo fez sentido, mas por que ali? Por que agora? O mistério das crianças correndo foi muito bom. Mas poderia ter tido um momento melhor. Já que iam ficar reunidas em um local específico, como eu disse anteriormente, duas ou mais a cada noite desaparecendo correndo daquela forma no mesmo horário? Moveria mais a força policial para investigações e aí sim, dava para suspeitar da professora pois somente alunos da sua turma estariam desaparecendo. No final, ficava só o Alex. Já que ele era essencial para o mistério. E Archer poderia ser um dos pais dos primeiros desaparecimento e aí sim, estaria sua determinação nas investigações por conta. Já que mais crianças desapareciam e a polícia não tinha nenhuma pista. Archer também acharia a casa de Alex suspeita, principalmente por ele ser a única criança que restou. Teria que ter um motivo para isso e então ele e Justine acabam investigando a casa do garoto. Na minha opinião, teria sido muito mais interessante. 


Nota pessoal 6/10

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] O Nevoeiro - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Começando a maratona de Halloween com uma adaptação do livro do mestre do terror, Stephen King. 






A HISTÓRIA 

David e sua família tem a casa destruída por uma violenta tempestade. Um nevoeiro começa a se formar ao longe, mas alheio ao que pode significar, David decide ir até o mercado próximo para abastecer sua despensa. David tem uma certa desavença com seu vizinho, mas devido as circunstâncias, vão ao mercado juntos.

Fazendo compras, o nevoeiro alcança o local e uma pessoa entra totalmente apavorada dizendo que tem algo sinistro no nevoeiro. Aqueles que tentam sair são mortos. David e alguns homens tentam encontrar outra saída pelo armazém, mas são detidos por tentáculos misteriosos que levam um deles. Mesmo tentando alertar as pessoas sobre os perigos fora do mercado, muitos não acreditam neles. 

Alguns céticos, dentre eles o vizinho de David, decidem fazer alguma coisa e sair do mercado. Porém, são massacrados. Ao anoitecer, insetos e pássaros mutantes acertam as janelas do mercado, invadindo o local. Os sobreviventes conseguem dominar as criaturas com fogo. Porém, entre eles, existe uma fanática religiosa que afirma que o nevoeiro e as criaturas é a ira de Deus contra os humanos. O caos se instala quando ela garante que precisam sacrificar um sobrevivente por noite para conseguirem avançar o dia seguinte. 

Depois de dar um jeito na fanática, David e alguns aliados decidem tentar a sorte saindo do mercado. Eles encontram um carro e vão avançando até a gasolina acabar. Porém, só encontram nevoeiro e uma criatura enorme. Desesperado, David toma uma decisão drástica. 











Ano de lançamento 2007

Duração 2h 6m

Direção Frank Darabont

Elenco Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Laurie Holden, Andre Braugher



Trailer 





Minhas divagações 

Já vi esse filme uma vez e confesso que não me lembrava desse final. Stephen King sempre me proporcionou em seus livros horror, medo e ódio pelo ser humano. O nevoeiro foi um misto de sentimentos entre ansiedade pelo o que poderia estar no nevoeiro e ódio principalmente pela fanática religiosa. Mas nada supera o final que me deixou entre perplexa, triste e revoltada. Talvez por isso eu tenha bloqueado esse final e esquecido como tudo terminava. 

David era um artista que durante uma tempestade, tem seu trabalho destruído pela chuva e a queda de uma árvore. Ao longe ele avista o estranho nevoeiro avançando mas pensando ser algo natural após a chuva, segue para o mercado a fim de reabastecer sua despensa. Porém, ele não foi o único a tomar essa decisão. No mercado, sem energia, muitas pessoas discutem por vários motivos até se darem conta de que o nevoeiro chegou até eles. 

O problema do ser humano nesses casos, é justamente esse, ser um humano. Nós vemos a verdadeira natureza quando o egoísmo da sobrevivência sobrepõe o desejo de viver, arriscando a vida do outro pela sua. Mas o pior é quando no meio ainda existe uma fanática religiosa. Onde Deus mandaria uma neblina assassina para punir pecadores e ainda exigisse um sacrifício para que outros pudessem sobreviver mais uma noite? Confesso que as partes dessa mulher pregando essas baboseiras eu avancei. Só parei quando ela foi detida. E infelizmente teve alguns que ficaram do seu lado, talvez porque realmente acreditavam nela ou simplesmente por estarem ao seu lado, não seriam vistos como sacrifícios. 

Foi muito difícil ver esse filme, porque por mais que eu ame Stephen King, dificilmente conseguem adaptar seus livros tão bem quando a história original. Com excessão de It, que apesar de ter diferenças, achei a melhor adaptação de livro até o momento. O nevoeiro foi lento nos acontecimentos e teve um final extremamente infeliz. A explicação dessas criaturas e como chegaram ali, foi mediano. Mas não nego que até sabermos o que tinha no nevoeiro, era um mistério para lá de intrigante. 

Achei a decisão de David prematura demais no final. Poderia ter esperado o momento certo para fazer aquilo. Tipo, realmente ter certeza que era o fim de tudo. Achei muito precipitado. De certa forma mereceu esse trauma final. Carregar isso enquanto viver não será fácil. Mas claro que o terror principal na minha opinião, foi o próprio ser humano. 

Não tinha muito o que fazer na realidade. Se saíssem morreriam. Se ficassem, eventualmente acabariam matando um ao outro ou as criaturas acabariam invadindo o local. Mas, a pergunta que não calar, como a primeira mulher que saiu do mercado porque estava preocupada com as filhas conseguiu sair, salvar as filhas e ficar bem no final? Se alguém tivesse ido com ela, também conseguiria sobreviver? Como ela conseguiu chegar em casa em segurança? Ou passar a noite? Melissa McBride sobreviveu ao nevoeiro para enfrentar um Apocalipse zumbi em The Walking Dead e perder as filhas. De qualquer forma, meio inexplicável, uma vez que a casa de David foi invadida e sua mulher morta pelas coisas no nevoeiro. 

Mas enfim, apesar de ser obra do meu mestre do terror King, acho que preciso reler o livro para ver se a adaptação foi fiel. Por enquanto, o filme foi mediano. Se o final seguir sendo o mesmo, decididamente King tem problemas com finais. Embora chocante, afirmo novamente que ele se precipitou. Mas acho que era para terminar dessa forma mesmo. Pois embora estivessem em uma situação de vida ou morte, David foi meio sacana por ter ficado com outra mulher, sabendo que seu filho estava ali e que sua esposa estava sozinha em casa. Mesmo sentindo que ela provavelmente teria morrido, por que então ir para confirmar? Mas enfim. 


Nota pessoal 7/10

sábado, 27 de setembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Final Fantasy VII Advent Children - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Apesar do jogo ser muito famoso, confesso que não conheço muito da história, então talvez o filme tenha ficado um pouco confuso para mim. 






A HISTÓRIA 

O filme inicia dois anos após os acontecimentos do jogo Final Fantasy de 1997 onde Sephiroth tentou absorver o Lifestream (a força vital e alma do planeta) e renascer como um Deus. Porém, ele foi derrotado por Cloud e seus companheiros, mas seu feitiço final destruiu a cidade de Midgar.

Os sobreviventes fundaram uma nova cidade, Edge, onde Cloud e sua amiga de infância Tifa, cuidam das crianças Denzel e Marlene. Porém, Cloud luta com seus demônios internos após as perdas de Aerith e Zach. Cloud evita seus amigos pois está infectado por uma doença misteriosa e sem cura que chamam de Geostigma, mas ele procura uma cura pois Denzel também sofre com a doença. 

Enquanto perambula desanimado sem esperanças, ele é perseguido por três motoqueiros e após fugir deles, é encontrado por Rufus, que havia sido dado como morto pelos eventos anteriores e pede a ajuda de Cloud, para parar os três motoqueiros que havia encontrado antes, Kadaj, Loz e Yazoo, que são manifestações físicas do Espírito sobrevivente de Sephiroth, que buscam ressuscitá-lo, usando os restos mortais de Jenova. Mas Cloud se recusa e vai embora. 

Kadaj recruta as crianças infectadas com Geostigma com promessas de cura e Denzel é atraído por ele. Loz, segue Tifa e Marlene e após uma luta, ele leva Marlene com ele. Kadaj leva as crianças para as ruínas da Cidade Esquecida e revela sua intenção para que se reúnam com Jenova. Cloud ao saber que levaram Marlene, vai até o local mas Kadaj convocou Bahamut Sin e outros monstros para dominar a cidade. Após eliminar todos, Cloud luta com Kadaj que conseguiu se fundir com os restos de Jenova, que estava em posse de Rufus e se transforma em Sephiroth. Segue-se uma batalha feroz entre ele e Cloud, que quase sem forças recebe apoio espiritual de Zach.









Ano de lançamento 2005

Duração 2h 6m

Direção Tetsuya Nomura, Takeshi Nozue



Trailer 





Minhas divagações 

Confesso que inicialmente achei extremamente confuso porque sinceramente? Não conhecia nada dos personagens e nunca joguei o jogo. Já tentei, mas assim como Resident Evil, não saía do lugar. Só conhecia Zach e Cloud por cenas marcantes que vi em shorts da morte de Zach. E já ouvi o nome Sephiroth, de resto... 

Mas se ignorar esses detalhes, até que não foi difícil compreender a história. Cloud vivia atormentado pelas perdas de Zach e de Aerith (não faço ideia do que representou na vida dele) e aparentemente sofria com o Geostigma e ainda mais por não poder ajudar Denzel que sofria da mesma doença. Me parece que ele pertencia a algum grupo rebelde e o líder dado como morto aparece e pede a ajuda de Cloud para parar Kadaj e seus companheiros que queria ressuscitar Sephiroth. Minha maior dúvida era quem era a tal da Mãe que ele tanto procurava? Mas enfim, quem é fã e conhece o jogo, não terá minhas dúvidas. Fica aí uma lição para o futuro para mim, não assistir nada sem saber da história antes, ainda mais se for de jogo e que a Sinopse já comece com, continuação dos eventos finais do jogo tal...

Mas, mesmo tendo dúvidas e me sentindo perdida aqui e ali, ainda deu para entender as intenções de Kadaj e o que ele era. Cloud, havia se perdido nesses dois anos após sua luta mas para salvar quem e o que era importante para ele, conseguiu se reencontrar e superar tendo novamente confiança em si mesmo e encontrando paz interior. 

Em se tratando dos gráficos, não tenho certeza qual seria a intenção, mas, achei mais parecido com as cenas dos jogos. Se a intenção era deixar mais realista, para mim não funcionou muito. No entanto, as cenas de luta foram sensacionais. Mas acredito que se eu conhecesse mais dos personagens, poderia ter sido mais cativada por eles. Tirando Cloud que achei sensacional, ainda assim não conheço muito de sua história. Mas aqui, ele terminou como um herói. 

Não adianta eu ficar falando dos personagens e me lamentando por desconhecer a história, a culpa foi minha por começar um filme e não ter prestado atenção no enredo, mas fora isso, achei interessante. Creio que Cloud teve sua redenção e paz de espírito. Mas fiquei curiosa sobre sua relação com Zach. Será que tem algum outro filme falando sobre isso ou é só do jogo mesmo? Se for do jogo, como é que fazem uma continuação sendo que nem todo mundo conhece o jogo? Como disse, dá para entender a história, eu só queria mesmo saber mais sobre o Zach. Se deixou um discípulo tão incrível quanto Cloud, imagina o quão maravilhoso ele foi? Se bem que, jogar com o Zach deve ser uma experiência incrível. 

No mais, recomendo. 


Nota pessoal 8/10

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Gato de Botas - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago a história desse gatinho que conquistou nossos corações quando apareceu a primeira vez em Shrek. 






A HISTÓRIA 

O Gato de Botas é um gatinho órfão que foi criado no orfanato de Imelda em São Ricardo e ali conheceu um ovo solitário chamado Humpty Dumpty. Os dois cresceram juntos acalentando o sonho de encontrar os feijões mágicos  e encontrar a gansa dos ovos de ouro. Porém, um dia, o Gato de Botas salva uma senhora de um touro enfurecido e fica famoso. Humpty com inveja, planeja um roubo e trai o Gato. Humpty é preso e o Gato se torna um foragido. Mas diante do olhar decepcionado de Imelda, ele planeja se redimir de seus erros. 

Em um bar, o Gato ouve dizer que um casal de bandidos, Jack e Jill, estão com os famosos feijões mágicos que ele tanto procurava. Quando os encontra, ele se depara com outro gato com a mesma missão de roubar os feijões. Depois de uma luta, ele descobre que o gato é na verdade a famosa Kitty Pata-Mansa e que ainda trabalha com seu ex amigo Humpty. Este por sua vez, se diz arrependido do que fez no passado e promete que dessa vez será diferente se o Gato ajudá-lo a pegar os feijões. Também ajudará a limpar seu nome pelo erro do passado. Mesmo desconfiado, o Gato aceita a proposta. 

O trio então consegue roubar os feijões, plantar no local certo e subir pelo pé encontrando a gansa e os ovos de ouro. Porém, os ovos são pesados de carregar e decidem levar a gansa. O monstro, que seria o guardião do local os persegue mas eles conseguem descer do pé e o Gato descobre mais uma vez, que Humpty o traiu. O Gato é preso e seu companheiro de cela é o João (das histórias do Pé de feijão) e conta que Humpty foi seu parceiro de cela e ele havia lhe contado sobre os feijões, que eram dele. E que não deveriam mexer com a gansa que na verdade era o filhote da verdadeira gansa dos ovos de ouro. O Gato então descobre que a cidade está em perigo já que provavelmente a mãe gansa virá atrás de seu filhote. 

Kitty o ajuda a sair da prisão e juntos tentam convencer Humpty a devolver a gansa para a mãe, mas tarde demais, quando ela aparece enfurecida atrás de seu filhote destruindo tudo. Com um último sacrifício, Humpty se redmi com Gato para lhe salvar e fazer a coisa certa. 











Ano de lançamento 2011

Duração 1h 30m

Direção Chris Miller

Elenco de dublagem Antonio Banderas, Salma Hayek, Zach Galifianakis, Billy Bob Thornton



Trailer 





Minhas divagações 

O Gato de Botas é o personagem mais carismático de Shrek e com seu filme solo prova o quão incrível é esse gatinho. A dublagem também é perfeita, sendo no original dublada por ninguém menos que Antonio Banderas. 

Já havia visto uma vez mas não me lembrava da história. Humpty é o típico vilão criado a partir do sentimento de inveja pelo companheiro. E é tão ardiloso que enganou o Gato duas vezes, embora a última jornada atrás dos feijões e encontrando os ovos de ouro, tenham sido divertidos e nostálgicos para ele, relembrando seus tempos ao lado do Gato no orfanato. Porém, sua ganância foi maior, até que todos corressem perigo quando a mãe ganso veio atrás do filhote. 

Claro que teria uma gata na vida do Gato. E os dois trocando confidências de suas infâncias, fofo, mas, não me conquistou tanto assim. A piadinha forçada sobre o fato dele a ter acertado com um violão? Muito sem graça. Mas, não há como negar que suas habilidades realmente fazem jus à seu nome, embora ficasse muito repetitivo toda hora ela tendo que comprovar isso ao roubar seu chapéu, dinheiro ou botas sem ele perceber. 

O final de Humpty para mim era meio duvidoso, pois ainda acreditava que no fim, ele enganaria o Gato novamente. Seria muito a cara dele. É em Shrek 2 que ele aparece pela primeira vez, preciso rever esse para me lembrar. Aqui, seria a história do Gato antes de conhecer Shrek. E sendo bizarro ou não um gato de botas, foi muito divertido. Acho que o melhor de tudo foi quando o trio subiu no pé de feijão. Apesar das diferenças e de seus objetivos, eles conseguiram se divertir e de certo modo criar laços. Humpty e o Gato fizeram as pazes e relembraram o passado, vivendo essa aventura juntos, foi o que fez Humpty se sacrificar no final, apesar de ter traído o Gato mais uma vez. Juro que não esperava aquele final. Para mim Humpty sempre vai ser um salafrário e enganou a todos mais uma vez. Não consigo imaginar um final em que ele tenha salvado o amigo. Para mim ele está vivendo junto com a gansa e os ovos de ouro. 

Recomendo. 


Nota pessoal 10/10


quarta-feira, 24 de setembro de 2025

[Review/crítica pessoal] A Família Addams - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago essa horripilante família divertida. 






A HISTÓRIA 

Mortícia e Gomez realizam seu casamento com uma cerimônia macabra com toda a família, incomodando os moradores locais que decidem expulsá-los da cidade. O casal foge de carro dirigido por Mãozinha que ao chegar em Nova Jersey, acaba atropelando Tropeço, um paciente fugitivo de um manicômio abandonado que instantaneamente vira o lar dos Addams. 

A família Addams aumenta com o nascimento de Wandinha e Feioso, que crescem na mansão protegidos por uma neblina, os impedindo de ver ao redor. Wandinha começa a dar sinais de curiosidade sobre o que tem do outro lado enquanto Feioso precisa se preparar para a Mazurka, um rito de passagem que todos os membros da família Addams realizam. 

Logo abaixo da colina, uma cidade é construída pela apresentadora de um reality Margaux Needler, que apresenta o programa sobre uma cidade planejada perfeita chamada Assimilação. Ao notar pela primeira vez a mansão dos Addams no alto da colina e depois de conhecê-los e estes negarem reformar a casa como ela quer, decide convencer a comunidade a expulsar a família, espalhando boatos de que seriam monstros. 

Enquanto isso, sua filha Parker faz amizade com Wandinha e após as duas desabafarem suas frustrações, acabam mudando seu visual onde Parker fica mais gótica e Wandinha mais colorida, deixando suas mães horrorizadas, com Margaux jurando destruir os Addams enquanto Mortícia deixa Wandinha de castigo. Com a chegada de parentes para a Mazurka e a pressão para o ritual, claramente Feioso acaba falhando no teste, mas com seu amor por bombas, acaba salvando a família do ataque de Margaux e da comunidade. Porém, quando as pessoas veem que os Addams são uma família percebem o mal que fizeram ao destruir sua casa. Margaux tenta ainda persuadí-los dizendo que são estranhos mas Wandinha e Parker a desmascara expondo seu segredo e revoltando a comunidade. Parker ainda gravou a revolta de sua mãe ao vivo e ela perde seu emprego. A comunidade então ajuda os Addams a reformar a casa e trabalham juntos para viverem próximos apesar das diferenças. 










Ano de lançamento 2019

Duração 1h 29m

Direção Conrad Vernon, Greg Tiernan

Elenco de dublagem Oscar Isaac, Charlize Theron, Chloë Grace Moretz, Finn Wolfhard



Trailer 





Minhas divagações 

A Família Addams tem várias versões de sua história, como filmes, animações e série. Cada uma especial a sua maneira. Essa animação em particular, ou eu já vi um tempo atrás e me esqueci, ou vi tanto shorts de algumas cenas que parece que já vi o filme, mas de qualquer forma foi divertido. 

Essa família, embora obviamente macabra, apenas mostra como as pessoas julgam apenas pelas aparências quando na verdade os Addams, nunca fizeram nada para ninguém. Mortícia ficou tão traumatizada com a violência das pessoas no dia de seu casamento, que decidiu proteger seus filhos deles, os isolando na mansão. Claro que eventualmente teriam curiosidade sobre o que existe além da colina. Fora os parentes que vem de todo lugar do mundo. Wandinha teria curiosidade um dia sobre isso. Mas é hilário pensar que Mortícia quem protegia os filhos do mundo lá fora, quando na verdade eles que são vistos como seres ruins pela população. 

Parker contando à Wandinha como é a escola, deixaria qualquer um amedrontado, menos Wandinha claro, que se sentiria em casa com tanto horror. Já no primeiro dia que ela vai, já taca o terror na menina que fazia bullying com a Parker. Fantástico. Quem não amaria a Wandinha. E ela chegando em casa com uma presilha de unicórnio rosa no cabelo. A reação da Mortícia é hilária. Dá para entender o medo de Mortícia não querer se envolver com as pessoas novamente. Mas quanto mais você proíbe sem qualquer explicação, mais curiosos os filhos ficarão. 

Como todo clichê familiar, quando você espera que seu filho vai ser como você, é aí que ele sempre acaba sendo diferente. Desde o início Feioso demonstrava que não seria páreo no ritual da Mazurka, Gomez só não queria ver que o filho tinha potencial para outras coisas. Seguir uma tradição é complicado quando você tem outro talento mas é obrigado a seguir o que já vem de várias gerações. A pressão em falhar e ser uma decepção para os pais também não é uma opção. 

E Wandinha é a clássica adolescente invertida. Sua rebeldia ao desafiar a mãe, é usar coisas coloridas. Cômico demais. Para uma animação curta, a história foi recheada de momentos divertidos, emocionantes e mensagens sobre as diferenças de crenças e personalidades. Muitos personagens da família aparecendo mas sem muito destaque. Talvez quem já conheça a família de longa data não precise de apresentações, porém, quem me acompanha sabe do meu problema de memória, então tirando o casal e seus filhos, Mãozinha, Tropeço e tio Chico, não lembrava de mais ninguém. Mas nada que atrapalhe a história. Muito divertido. Não tem muito o que descrever sobre a mãe da Parker, mas seria de desconfiar que ela escondia algo principalmente por saber demais e por ser responsável pelas reformas. Abuso de oportunidade e gananciosa. Tem uma filha mas nem repara direito nela. 

Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 23 de setembro de 2025

[Review/crítica pessoal] A Família do Futuro - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago essa animação muito subestimada da Disney. Para mim, é do tempo em que saía coisas boas ainda.






A HISTÓRIA 

Lewis, é um jovem órfão de 12 anos que está cansado de várias entrevistas para adoção, mas nenhum casal conseguir aceitá-lo como ele é. Lewis adora inventar coisas, mas quase sempre resultam em explosões. Quando ele inventa uma máquina de scanner de memória, com a intenção de encontrar o rosto de sua mãe, durante a apresentação de seu trabalho em uma feira escolar, um garoto misterioso o aborda lhe fazendo perguntas sobre um homem usando um chapéu coco. 

Wilbur tenta convencer Lewis de que veio do futuro e que ele corre perigo. Que o homem do chapéu coco roubou uma máquina do tempo e voltou ao passado para destruir Lewis. Para fazer o jovem acreditar nele, Wilbur leva Lewis até o futuro e conhece a família Robinson. Apesar das diferenças, Lewis é recebido com muito carinho e ele se sente feliz em encontrar uma família. Mas quando Wilbur revela quem é Lewis, ele precisa voltar ao passado e enfrentar o homem do chapéu coco. 



Ano de lançamento 2007

Duração 1h 35m

Direção Stephen J. Anderson



Trailer 





Minhas divagações 

Eu vi essa animação anos atrás e das poucas críticas que li, apenas uma foi negativa. Na época que vi achei maravilhoso e revendo agora, continua maravilhoso. Lewis teve vários momentos importantes em sua vida, mas ele ficou obcecado em encontrar sua mãe biológica e entender por que o abandonou. O fato de ser rejeitado por mais de 100 casais também pode ter contribuído para sua decisão de desistir da adoção. 

Lewis pode ter sido responsável por um futuro brilhante, mas também foi responsável pela queda e amargura de seu colega de quarto que passava as noites insone, porque Lewis madrugava inventando coisas. A ironia de tudo isso é em como é fácil criar um vilão, partindo de um momento tão simples como esse. Lewis, tão cego por seus objetivos, não prestava atenção em mais nada.

E, ainda Lewis foi responsável por uma criação sua se rebelar e se juntar ao homem de chapéu coco. Ironicamente a dupla teria ressentimentos contra Lewis. No entanto, Doris, o que aparentava ser ajudante do vilão, na verdade o usava para conquistar seus próprios objetivos e realizar sua vingança. O homem de chapéu coco não era maligno, só amargurado pela sua vida cheia de derrota e culpava Lewis disso. Doris que tinha intenções de dominar o mundo, fazia a cabeça do Homem de chapéu coco, que no fundo só sentia amargura pela sua vida de abandono e coisas que deram errado. 

A família Robinson era completamente maluca. Acho que o único normal ali era Wilbur. E muito cômico que todos só reconheceram Lewis quando Wilbur tirou seu disfarce mostrando seu cabelo. A trama da primeira vez que vi foi surpreendente, pois eu não tinha associado a família ao Lewis. E foi como ver O Exterminador do futuro para crianças, sem muita violência claro. Embora Lewis tenha ficado mais no futuro do que no seu tempo. Também existe o fato de Lewis ter quebrado todo o paradoxo sobre viagens no tempo quando interagiu com toda a família de Wilbur e ainda descobriu sobre seu futuro. Mas detalhes né, cada ficção trabalha sua própria viagem no tempo. 

O que pensando depois, fica a pergunta, se Lewis viu seu futuro, não teria mudado nada ao saber disso? E se ele conhecendo seu futuro sabendo que encontraria sua versão adulta, não saberia que isso aconteceria? Como sempre digo, viagens no tempo sempre me dão nó no cérebro. E no início do filme quando vemos sua mãe o deixando no orfanato? Claramente ouvimos passos e depois descobrimos de quem era. Surreal essa parte. 

Essas histórias de antigamente, tinham mais emocao, brilho e magia. Tinham mais significados e reflexões. Mesmo que você assistisse pensando ser só mais uma animação para crianças, terminava emocionado. Por mais que Lewis fosse obcecado em descobrir quem era sua mãe, ele tinha amigos e uma potencial família ao seu redor, ele só não via isso ainda. Que loucura conhecer sua futura esposa  e sua família no futuro. E quando volta ao seu tempo, é no instante em que conhecerá sua família adotiva. Não dava para imaginar algo desse tipo. Imagina seu primeiro melhor amigo era na verdade seu pai? Que loucura. 

No mais, foi uma história emocionante, divertida e terminei com lágrimas nos olhos. A Família do Futuro com certeza é e sempre será inesquecível para mim. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Robô Selvagem - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa emocionante história de uma robô que aprende a viver no mundo dos animais selvagens e adota um ganso. 






A HISTÓRIA 

Uma nave encalha em uma ilha desabitada e um robô utilitário Rozzum ainda inteiro, é ativada pela vida selvagem local. Roz, para abreviar, procura alguém para cumprir suas tarefas da qual foi designada a fazer mas não encontra ninguém. E ao tentar ajudar os animais, ela encontra mais hostilidade. Sentindo dificuldade na comunicação, ela então entra em modo de aprendizagem aprendendo a língua de todos os animais. 

Ainda assim, sem nenhuma tarefa para cumprir, ela tenta entrar em contato com seu fabricante e acidentalmente destrói um ninho de ganso. Um ovo é tudo o que restou. Uma raposa tenta pegar o ovo e Roz decide cuidar até que ele choca. Uma gambá mãe acaba dando uma missão para Roz: alimentar o bebê, ensinar a nadar e voar para ele migrar com as aves no inverno. Com uma missão pela frente, ela nomeia o bebê de Bico-Vivo e junto da raposa Astuto, acabam formando uma família inusitada. 

Mas, conforme Bico-Vivo cresce, eventualmente ele descobre outros gansos e o que aconteceu a sua família. Ressentido se afasta de Roz. Porém, Pescoçudo, o ganso mais velho, diz a Roz para ensinar Bico-Vivo a voar que ele irá aceitá-lo em seu grupo para a migração. Então, mesmo com o clima estranho entre os dois, Bico-Vivo aprende a voar e vai embora. Roz fica triste e também preocupada como desafiou sua programação e ativa por um segundo o módulo de comunicação com a sede Universal Dynamics mas logo desliga.

Enquanto Bico-Vivo ajuda Pescoçudo a liderar o bando dentro de uma estufa futurista onde se abrigaram de uma tempestade, Roz recolhe todos os animais da floresta levando para seu abrigo por causa de uma tempestade de neve. Pelo seu esforço, antes de se desligar para carregar sua energia, ela pede que todos os animais se comportem juntos, já que presa e predador estão no mesmo local. Astuto afirma ainda que se não fosse por ela, todos teriam morrido congelados. Assim, ela se desliga e o tempo passa. Quando acorda, Bico-Vivo está de volta. Mas antes que possa vê-lo, uma nave da Universal Dynamics chega e a robô Vontra está determinada a levar Roz para ser estudada, por conta de suas mudanças em sua programação. Quando Bico-Vivo chega na nave, Roz já havia sido desligada e sua memória apagada. Porém, seu amor por Bico-Vivo a traz de volta. Vontra não desiste e manda seus robôs destruir tudo. Roz e Bico-Vivo e com a ajuda dos animais da floresta, conseguem destruir Vontra, mas sabendo que não desistirão de encontrá-la, Roz acha melhor ir embora. 













Ano de lançamento 2024

Duração 1h 42m

Direção Chris Sanders 

Elenco de dublagem Lupita Nyong'o, Pedro Pascal, Kit Connor, Mark Hammil



Trailer 





Minhas divagações 

Comecei a assistir sem compromisso. Não sabia nada da história e não tinha conhecimento nenhum desse filme. Embora todas as críticas que vi, fossem positivas. Onde eu estava que não tinha visto esse filme? Terminei com lágrimas nos olhos. Parece clichê, mas o fato de um robô burlar sua programação para cuidar e amar um ganso, foi sensacional. Senti raiva do Bico-Vivo por um momento, mas descobrir que sua família foi morta por quem te criou? É,  meio complicado. 

E o Astuto?  Raposa safada mas que no fundo só era solitária. O modo como Bico-Vivo foi crescendo e aprendendo as coisas foi divertido de ver. E seu crescimento, superação e liderança, convenhamos, foi tudo graças a Roz. Embora quem me acompanha sabe que não gosto de robôs, Roz foi diferente. No entanto, quando os animais a ligaram sem querer, eu teria morrido de medo se do nada, um robô daquele tamanho surgisse na minha frente. Jamais aceitaria ter um robô na minha casa para fazer minhas tarefas. Já sabemos onde e como isso termina. 

Mas, voltando ao filme, interessante como Roz pôde aprender a se comunicar com os animais. A vida deles foi tranquila até chegar o momento em que Bico-Vivo teria que aprender a voar para migrar em breve. A partir daí começa os conflitos. Depois que ele parte, cumprida sua missão, Roz e Astuto se separam, embora era evidente que ele não queria ficar sozinho. E com a tempestade, todos acabam ficando juntos. Achei que Roz iria desistir de viver depois de salvar todos e Bico-Vivo voltaria e a ligaria novamente. Não sei se ele teria ido logo ao seu encontro se não fosse pelo fato dela ter sido levada. Por um momento o achei egoísta pela sua conquista mas talvez seu amor por ela tenha superado o trágico acidente de sua família. Se não fosse por ela, nem ele teria sobrevivido.

Chris Sanders já vem de uma longa história de direção, com ótimos filmes no currículo. Então, não tinha como ser ruim. A fotografia é maravilhosa. A diferença no visual entre os animais e o robô são incríveis. A dinâmica da convivência na floresta, Roz aprendendo a viver em um ambiente onde tecnicamente ninguém precisava dela e no final foram salvos por ela. Assim como eles a salvaram também. A amizade e confiança conquistada ao longo da convivência. Lembrando que no início Roz era desajeitada no mundo selvagem criando hostilidade entre eles. E no final, todos a amavam. Ela era tão diferente, que se sacrificou disposta a esquecer os animais da floresta para salvá-los, o que mais Bico-Vivo poderia querer de Roz, que praticamente viveu sua vida para protegê-lo. Emocionante demais. 

Enfim, foi uma animação incrível e emocionante. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

domingo, 21 de setembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Minha Amiga Anne Frank - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago a visão de Hannah, melhor amiga de Anne Frank, sobre a ocupação nazista. Sua amizade com Anne, a separação, o breve encontro e os momentos terríveis vividos nos campos de concentração. 






A HISTÓRIA 

Hannah Goslar e sua família, em 1933 buscaram refúgio em Amsterdã, fugindo da Alemanha nazista. Foi lá que ela conheceu e fez amizade com Anne Frank. Suas famílias se tornaram íntimas e Hannah e Anne por um periodo de alguns anos, crescerem juntas se tornando melhores amigas. Embora vissem muitas famílias partindo e outras desaparecendo, as duas amigas jamais imaginaram o que viveriam a seguir. 

Em 1942, a ocupação nazista na Europa se intensificava e um dia, Anne e sua família simplesmente desapareceram. Hannah acreditou no que o vizinho de Anne lhe disse sobre a família terem conseguido partir para a França, na casa de um parente e ela ficou tranquila de saber que Anne estaria segura, embora não pudessem ter se despedido. Porém, ela tinha suas próprias preocupações com o destino de sua família. 

Hannah precisou cuidar de sua irmã mais nova enquanto foram deslocadas para Bergen-Belsen, um campo de concentração que a violência era menor do que a de Auschwitz, onde Anne havia ficado. Hannah e sua irmã Gabi, ficaram 14 meses nos campos de concentração e perderam o pai e os avós maternos por doenças adquiridas no local. Hannah também ficou doente mas lutou com todas as suas forças para se recuperar e cuidar de sua irmã. 

Hannah ainda conseguiu encontrar Anne que havia sido transferida para o campo próximo ao seu e pela cerca ouviu a voz da amiga e descobriu que antes de serem levados para os campos, ela e sua família viveriam escondidos em um complexo de um conhecido de seu pai. Anne não sabia onde estava o pai e sua irmã Margot estava muito doente. Hannah conseguiu passar para Anne através da cerca um pouco de comida, mas descobriu que uns dias depois ela havia falecido devido a doenças. 

Pouco antes da libertação, Hannah e Gabi foram colocadas em um trem, com mais inúmeras pessoas e passaram dias no escuro, desconfortáveis, com fome e sede, até o trem parar e descobrirem que estavam livres. 



Ano de publicação 2023

Páginas 272

Autor/a Hanneli Goslar



Minhas divagações 

A história completa a visão de Anne sobre a amizade entre ela e Hannah e vemos um outro lado dos horrores que a família de Hannah passou. No início, como a visão é de Hannah, vemos uma Anne completamente diferente do que a própria relata como seria sua pessoa em seu diário. Mas o fato dela gostar de escrever sempre esteve ali, em sua personalidade. Hannah menciona um diário que Anne teria e que ela o procurou quando descobriu que a amiga havia ido embora. Sendo encontrado anos depois no complexo onde viveram e que Anne teria deixado quando foram denunciados e presos. 

Hannah conta sua vida desde o início em que conheceu Anne e depois quando ela desapareceu. Em seu coração, ela acreditava que a amiga estava bem e segura. Embora a família de Hannah tivesse um passaporte seguro e conseguissem ficar fora dos campos durante um tempo, no final, eles acabaram sendo enviados para Bergen-Belsen, um campo de concentração horrível, mas que conseguiram sobreviver por um tempo, sendo mandados para outro lugar quando a lotação era demais ou sendo mortos por doenças. 

Quase no final da guerra, os soldados, colocaram os últimos sobreviventes em um trem superlotado com a intenção de deixarem morrer no destino final, porém, apesar dos dias sofrendo na viagem, muitos conseguiram sobreviver e foram enfim libertados. Hannah agora só tinha sua irmã, mas mesmo sendo livres, não tinham mais família nem casa. Hannah ainda conseguiu encontrar o pai de Anne e descobriu como viveram e que a amiga havia morrido pouco antes da libertação. Ele lhe mostrou o diário de Anne que havia encontrado e Hannah emocionada leu como a amiga havia vivido aqueles anos escondida. Otto Frank então decide publicar o diário da filha, que veio a se tornar um dos relatos mais famosos durante a ocupação nazista. 

Hannah pode parecer meio inocente no início da ocupação, mas conforme a gravidade das coisas vão acontecendo, conforme vai perdendo família e amigos, sua coragem e força para viver e cuidar da irmã, foram impressionantes. Seu relato durante sua estadia no campo de concentração, os horrores que viu ali, a viagem de trem, foram dolorosas demais. E a luz de esperança ao reencontrar Anne foi devastador. Pois no diário de Anne ela não poderia terminar contando como foi viver nos campos já que não possuíam nada. Ao serem denunciados, foram presos sem conseguirem levar nada. Anne acabou perdendo seu diário, que ficou caído no complexo. Sorte ou desleixo que os soldados apenas deixaram o local como estava, uma vez que Otto voltou e acabou encontrando o diário da filha. 

O Diário de Anne Frank e Minha Amiga Anne Frank, com certeza são leituras que todos precisam ter conhecimento. São experiências diferentes mas que levaram quase ao mesmo destino no final. É emocionante e devastador. Qualquer relato de sobreviventes ao Nazismo é de partir o coração. Por causa de um ser maluco e covarde, milhares de inocentes perderam a vida. É importante ter conhecimento dessa parte da história para que jamais aconteça novamente. 

Conhecer mais essa jovem que foi amiga de Anne é emocionante. Duas amigas separadas pela mesma guerra e que viveram dias horríveis, mesmo que diferentes, mas passaram por experiências que nenhum jovem nessa idade jamais deveria ter. Ao final, conseguiram saber uma da outra, mas infelizmente não puderam ser livres juntas. 

No mais, recomendo. 


Nota pessoal 10/10

sábado, 20 de setembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Corações Feridos (Louisa Reid) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa história forte e chocante. 






A HISTÓRIA 

Hephzibah e Rebecca, são irmãs gêmeas, porém, completamente diferentes uma da outra. Enquanto Hephzibah é linda e espirituosa, Rebecca é mais recatada por sofrer da Síndrome de Treacher Collins, que deformou todo seu rosto. Apesar das diferenças, as duas brigam, se defendem e se amam como qualquer irmã. O diferencial, é a prisão em que elas vivem. 

O pai, um fanático religioso e pastor da comunidade, controla a casa do seu jeito e a mãe é totalmente submissa ao marido. Rephzi e Rebecca cresceram praticamente isoladas, tendo recebido aulas da mãe em casa e ajudado o pai com as coisas da igreja. Até que, Rephzi quer porque quer estudar na escola como qualquer adolescente normal. E por um tempo ela consegue se sentir assim, mas, por sentir vergonha da aparência de sua irmã, ela a evita na escola a deixando sozinha e acaba se apaixonando por um garoto. Suas mentiras e sua inocência quanto a relacionamentos acabam culminando em uma tragédia e Rebecca agora precisa encontrar um modo de se libertar das garras do pai. 



Ano de publicação 2013

Páginas 256

Autor/a Louisa Reid



Minhas divagações 

A história em si é extremamente forte, aborda sentimentos e situações complexas, porém, a autora não soube trabalhar muito bem com suas personagens. A maior parte da leitura, embora sabemos que as gêmeas sejam vítimas, Hephzibah era a irmã linda totalmente clichê. Quando foi para a escola e fez amigos, abandonou totalmente a irmã e ainda a usava para encobrir suas fugas para sair e se encontrar com o menino por quem se apaixonou. Típica menina linda mas burra demais. Passei a maior parte do livro odiando essa menina. 

A leitura é dividida entre o presente, na visão de Rebecca e no passado, antes de sua morte, na visão de Hephzibah. O mistério não era sua morte em si, mas em COMO ela teria morrido. Ficava implícito que teria sido o pai, devido a seus atos de violência. Mas ainda ficava em como ela teria morrido sem ninguém culpar o pai. E confesso que tudo foi meio decepcionante no final. Tanta dor, sofrimento, perda da infância e adolescência e no entanto, o casal teve aquele final. Acho que mereciam muito mais. 

Confesso que demorei meses para terminar a leitura. Primeiro porque o sofrimento das meninas era triste demais, depois porque a Hephzibah era meio insuportável. Entendo a novidade de ir para a escola e fazer amigos, se apaixonar, mas ela sempre teve somente a irmã e depois que foi para a escola a abandona assim? Não é a toa que teve aquele final. Tudo bem que era ingênua, mas acreditar que o namorado a acolheria em sua casa só por serem namorados? Ela nem tinha coragem de contar o que passava em casa. E por serem novos ela imaginou o que? Que fossem se casar?

Da mesma forma que Rebecca. Teve tanto medo de pedir ajuda depois da morte da irmã, teve tanto medo que o pai fosse encontrá-la se fugisse. Mas quando ficou sobre a proteção do amigo que trabalhava com ela e que tinha família, o pai não foi atrás dela. Achei que talvez a autora não soube trabalhar bem essa parte, ou foi proposital, querendo mostrar o que o isolamento e a violência por parte do pai fizeram com o psicológico dela, que mesmo estando livre, sentia que ele poderia levá-la e agredí-la novamente. Vamos acreditar que seja a última opção. Mas, ela preferiu fugir da casa porque achou que fosse um peso para a família. 

Agora, não nego que a revelação da mãe foi chocante. Fez muito sentido toda essa vida de sofrimento, embora as meninas não tivessem culpa de suas escolhas. O crescimento de Rebecca, sua superação e como decidiu viver sua vida foi a melhor coisa da história toda. Só acho que o pai deveria ter tido um final mais satisfatório para tudo o que fez. Achei meio decepcionante depois de sentir ódio e nojo deles durante toda a leitura. E com certeza Rebecca é a heroína da história, por tudo o que passou e por sua inteligência mesmo sendo isolada do mundo, descobriu e aprendeu mais coisas do que sua irmã. Que foi ingênua demais achando que seria fácil fugir do pai se tivesse um namorado. 

Não lembro se chorei em algum momento, mas se chorei, provavelmente foi com a coragem de Rebecca. Desde o início nunca gostei da Hephzibah, mesmo antes dela ir para a escola já era meio insuportável. Acho que se ela tivesse uma personalidade melhor, sua morte teria sido muito mais impactante. Mesmo Rebecca sendo diferente, se a irmã a tivesse mantido junto na escola, se a protegesse, sua perda teria sido bem mais triste. Rebecca tentou avisar a irmã de seus erros, a protegeu até o final, acho que faltou um pouco mais de determinação nessas meninas para conseguirem ajuda ou serem livres. Realmente é difícil convencer alguém que segue um pastor que vive de aparências, mas no corpo de Rebecca estava todos os sinais de violência. Qual seria a explicação do pai para as agressões? Acho que faltou isso, elas terem tentado denunciar o pai e falhado. Em nenhum momento isso aconteceu. Elas tinham certeza que ninguém acreditaria. Talvez a autora queria mostrar então o quão inocente eram para não buscar ajuda. 

No mais, foi a leitura mais dolorosa da minha vida. O maior sentimento foi ódio, tanto pelo pai e pela mãe,  como pela Hephzibah. Somente nos capítulos finais que a leitura finalmente decolou e consegui terminar de ler porque queria descobrir como Hephzibah morreu. Enfim, não recomendo se for sensível ao assunto. Tem muita agressão física, psicológica... o que para mim valeu a leitura foram as revelações finais. Embora ainda acredite que se uma das duas tivessem tentado mais, quem sabe conseguiriam ajuda? 


Nota pessoal 8/10

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