segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

[Review] Avatar: o último mestre do ar (Live Action) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2024

1 temporada 8 episódios 

Elenco Gordon Cormier, Kiawentiio Tarbell, Dallas Liu, Ian Ousley



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Aang, um garoto de 12 anos, que vivia tranquilamente na vila dos dobradores de ar, acaba descobrindo que todo seu treinamento era importante pois ele era o próximo Avatar, que domina os quatro elementos de todas as tribos ( ar, água, terra e fogo) e é responsável de trazer equilíbrio para o mundo. 

No entanto, a Nação do fogo, que perseguia o Avatar, decidiu destruir todas as outras nações, impedindo assim da chance do Avatar evoluir, pois ninguém ainda sabia quem seria o proximo avatar. Aang, que jamais quis essa responsabilidade, sai durante a noite com seu bisão Appa para refrescar a cabeça. Ato que acabou salvando sua vida enquanto toda a vila foi destruída. Mas, Aang desapareceu por 100 anos.  

Katara e seu irmão Sokka, estavam em mais um dia de pesca quando sem querer acabam despertando Aang que havia sido congelado por ele mesmo, em uma forma de se proteger. Quando acorda, descobre que é o último dobrador de ar e que se passaram 100 anos desde que descobriu que era o Avatar. Triste por ter perdido todos, ele embarca em uma jornada pelos reinos para aprender como se tornar o Avatar e proteger o mundo da Nação do fogo. 









Minhas divagações finais 

Live Action é difícil de agradar principalmente quando baseados em mangá ou animes. Temos alguns exemplos como Death note (de 2017),  Atack on titan, Cavaleiros do Zodíaco, mas, tem aqueles que superam nossas expectativas como Samurai X, One Piece e Yu Yu Hakusho que até agora eu considero as melhores Live Action e na minha humilde opinião, agora Avatar: o último dobrador de ar entra para a lista das melhores Live Action. 

Caracterizar um personagem fictício baseado em desenho é extremamente difícil, mas achei o Aang perfeito. Hoje em dia com o CGI, se for bem feito claro, tem o potencial de tornar qualquer obra no mínimo satisfatório. Eu achei que o Avatar foi muito bem trabalhado. Eu não assisti a série animada completa, mas pelo que me lembro da história, pelo menos o início, achei bem feito. 

Hoje em dia as pessoas gostam de assistir as produções já procurando defeitos para criticar. Gostam de comentar em posts alheios gerando discussões acaloradas. Eu gosto quando as pessoas têm visões diferentes de um mesmo produto, porém o que fica chato é quando as pessoas não aceitam a opinião do outro e começam a discutir... 

Qualquer filme ou série baseado em livro ou desenho, não vai ser totalmente igual. Há vários obstáculos que exigem mudanças e algumas podem ser boas ou ruins. Em Avatar, eu achei Aang perfeito, embora no desenho ele fosse bem mais infantil e irritante. Mesmo sendo uma série, não daria para ser exatamente igual o desenho, então logicamente vão condensar os acontecimentos. Mas acredito que quem não conhece a série animada, não terá dificuldades em acompanhar a história. 

Aang é uma criança que aos 12 anos descobre que carrega a maior responsabilidade de todos, ser o Avatar. Quando sua vila foi atacada, ele havia saído com Appa para pensar na grandiosidade de tudo isso, mas infelizmente ele acabou no meio de uma tempestade e para se proteger, ele automaticamente se congelou ficando desaparecido por 100 anos. E ele jamais imaginou que exatamente naquela noite, a Nação do fogo atacaria. 

As diferenças entre Katara e Sokka foram enormes, porque eu achava Katara muito irritante, ela desafiava todos e era a sabe tudo ( pelo menos na minha memória ela era assim) e Sokka era irritante mas de barulhento e era obcecado por ser o guerreiro que protege todos quando na verdade é só atrapalhado e pelo que vi, era ainda por cima machista. Na série, Katara foi mais contida, parecendo até madura demais e Sokka, bom, é o Sokka né, mas bem menos chato. 

Assim como Aang achei o Zuko perfeito. Esses dois foram interpretados lindamente. Zuko só fez o que fez, porque ingenuamente achava que poderia provar ao seu pai que era capaz e capturando o Avatar poderia voltar para casa. Mas era muito óbvio desde o modo como ele o tratava que o pai só o considerava um fraco. Estava na cara quem seria o sucessor do pai, tinha que ser alguém tão psicopata quanto o próprio. Zuko hesitava na hora de ferir alguém conhecido, isso quase custou sua vida duas vezes e uma delas foi como conseguiu sua cicatriz no rosto. 

Eu assisti com expectativa porém sem muita lembrança de detalhes da história. Talvez por isso para quem é muito fã tenha encontrado defeitos onde eu não vi nada. Eu achei os efeitos incríveis, amei o Appa e Momo, os movimentos para fazer as dobras foram perfeitas e acho que de uma certa maneira, conseguiram manter a essência do original. Um garotinho de 12 anos que desperta 100 anos depois e descobre que perdeu todos que amava e agora precisará aprender a ser o Avatar para impedir que a devastação continue? Quem não amaria?

Eu acho que uma boa produção é quando o roteiro e o visual fazem sentido. Se deu para entender a mensagem então alcançou o objetivo. Esse é o tipo de história que não tem muito o que falar a não ser recomendar ver. Como eu disse, não dá para esperar que seja perfeitamente igual, mas no mínimo satisfatório. 

Nota 10/10

domingo, 25 de fevereiro de 2024

[Review] Me chame pelo meu nome ( livro ) - Divagando Sempre

 

Ano da primeira publicação 2007

Páginas 250

Autor/a André Aciman



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Elio, de 17 anos, é filho de um professor universitário e a cada verão, eles hospedam por seis semanas na vila da família, um novo escritor, que em troca de um quarto e comida, ajude o pai de Elio com correspondências e outras papeladas.

Naquele verão, acostumado com essa rotina embora ainda seja chato ter que ceder seu quarto para o novo hóspede, Elio conhece o jovem Oliver de 24 anos. Americano, além de ajudar seu pai ainda está trabalhando em seu manuscrito sobre Heráclito e instantaneamente desperta a atenção de Elio. Embora seu primeiro contato pareça hostil, com o passar dos dias, Elio e Oliver vivem semanas intensas entre amor e ódio, até o fim daquele inesquecível verão. 


Minhas divagações finais 

Eu infelizmente havia visto primeiro o filme, pois não sabia que era inspirado em livro. Como já faz um tempinho que vi o filme, a única coisa que fiz foi associar os atores do filme com os personagens do livro. Não consegui ler sem imaginar Elio com a cara de Timothée Chalamet. Confesso que não acho ele um galã nem um ator excepcional, mas, em Me chame pelo seu nome, confesso que ele me conquistou. 

Elio é um personagem jovem que transita naquela idade entre o desconhecido, entre o que é certo ou errado, ainda se descobrindo quando conhece Oliver. E as diferenças que senti entre filme e livro foram enormes. Primeiro que no filme havia achado Oliver velho demais para Elio. Segundo que no filme parecia que Oliver quem instigava a sexualidade de Elio e por último, o filme pareceu bem mais odiavel e triste, pelas atitudes de Oliver. 

No livro, senti mais os sentimentos puros de Elio, suas dúvidas, seus medos, suas lutas. Embora a narrativa não seja minha preferida, foi uma leitura fluida. E o final do livro pelo menos foi mais satisfatório do que o filme. Parecia um final triste porém um final. Não imagino como poderia ser a sequência depois daquilo... 

Embora o filme seja visual, achei que o livro trabalhou muito mais nossa imaginação. As angústias de Elio, a espera pelo Oliver, o medo da rejeição, as migalhas que Elio aceitava... parecem exageradas mas vindo de um primeiro amor adolescente aceitável. Nessa época nos contentamos com pouca coisa. 

Não deixa de ser injusto e covarde a escolha de Oliver. Mas em se tratando de preconceitos, algumas pessoas são como Oliver, que preferem se esconder em falsa felicidade a ter que enfrentar os olhos julgadores do mundo. Realmente não é fácil assumir um amor onde há muito em jogo. E não importa se é hétero ou homossexual. Existe preconceito racial e social também. Ou seja, amar nunca foi fácil. Mas com certeza esse foi um dos mais tristes que já li. Estamos acostumados com fins fofinhos e quando nos deparamos com algo assim, pelo menos eu, fiquei destruída. Queria mais para o Elio, embora ele também tenha usado a menina lá que ficou com ele ( sim, a ignorei totalmente que nem lembro seu nome ). 

Mas enfim, foi uma leitura rápida e agradável. 

Nota 8/10

sábado, 24 de fevereiro de 2024

[Review] An incurable case of love/ Um caso de amor incurável ( J-drama ) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2020

1 temporada 10 episódios 

Elenco Takeru Sato, Mone Kamishiraishi, Katsuya Maiguma, Riko Yoshida, Keisuke Watanabe, Karina Nose



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Nanase, ainda uma estudante, tenta socorrer uma senhora mas não sabe o que fazer, quando grita por socorro. Um jovem médico que ia passando casualmente ouve o pedido e vai ajudar. Deslumbrada com a eficiência do jovem e também pelo jovem, ela descobre que ele é médico e a partir desse dia, se esforça nos estudos para se tornar enfermeira. 



Após 5 anos de muito esforço, ela finalmente consegue entrar no mesmo hospital do jovem médico, que vem a ser o famoso Dr. Tendo, que ao contrário de suas memórias, agora é um homem frio, antissocial e de poucos sorrisos. Mas Nanase em sua empolgação, acaba se declarando logo no primeiro dia sendo humilhantemente rejeitada. 

Quando finalmente se decide em que área do hospital ela quer fazer parte, ela fica na equipe de Tendo. Apesar das dificuldades iniciais e de suas trapalhadas, Nanase acaba conquistando os colegas, os pacientes e claro, o próprio Tendo. 








Minhas divagações finais 

A primeira vez que vi o dorama, foi mais pelo ator Takeru Sato. Mas, apesar de ser um ótimo ator, ainda prefiro ele como Samurai X. Vendo pela segunda vez, achei que esse não é mais meu tipo de história. Não curto muito quando a protagonista se humilha por outra pessoa. Ainda que, teve momentos grandiosos como vários homens atrás dela. 

Grandioso porque ela não era nenhuma beldade, mas qualquer um se apaixonaria por sua gentileza e personalidade carismática. Teve um paciente stalker, o médico colega de Tendo,  um outro paciente que usou do seu poder para prejudicar Tendo e ficar com Nanase... coisas improváveis mas que foram importantes para Tendo ver como ela era especial.

Na época em que vi a primeira vez, achei tudo tão maravilhoso e parecia tão longo. Dessa vez, as coisas foram acontecendo muito rápido. E, se já não bastasse Tendo dificultar a aproximação de Nanase, me aparece a irmã da primeira namorada dele. Em nenhum momento das lembranças com a namorada foi sequer mencionado a família dela. Depois a outra aparece na maior cara de pau dizendo que não pôde comparecer ao velório da irmã e de repente aparece querendo ficar com ele? Quer mais falta de respeito do que aparecer dizendo que se apaixonou pelo namorado da irmã morta? Ah faça-me o favor, que ridícula. 

Enfim, da primeira vez que vi, foi muito mais divertido e apaixonante. Mas dessa vez, foi mais ou menos. O romance da irmã do Tendo foi emocionante, mas ela merecia né, o tanto que ela ajudou Nanase. Mas eles acabando sendo vizinhos? Quais as chances? Hahaha claro, teve os momentos que se eu fosse ver novamente, só veria eles. Como a Nanase seguindo Tendo na conferência, Tendo indo buscar Nanase na cidade Natal dela, Nanase em coma e Tendo cuidando dela...

O que eu mudaria seria o romance de Tendo. Acho que teria sido mais emocionante se de alguma forma quando se encontraram a primeira vez, ele tivesse ficado marcado por ela e ela talvez poderia já ali, mostrar sua admiração por ele e dizer a ele que um dia o encontraria. Porque enquanto ela se esforçou e só pensou nele, ele estava com outra. E muito cruel matar a namorada por doença e trazer Nanase na vida dele. Mais uma vez, acho que não precisava ele perder alguém para se tornar um homem frio e só pensar no trabalho. 

Poderia ser ter perdido algum paciente importante ou algum familiar e aí poderia introduzir uma rival, alguma paciente que ele cuidou ou marcou como na vida da Nanase e se tornou médica para acompanhá-lo. Pelo menos teria um sentido maior do que uma irmã que volta do nada e se declara para o namorado dela. 

E essa história me lembrou de Itazura na Kiss, anime baseado em mangá que inspirou o dorama. A protagonista era atrapalhada e vivia correndo atrás do nerd que sempre a rejeitava, até que surgiu outro cara na parada e ele resolve admitir seus sentimentos. Convenhamos, o mesmo clichê de sempre. E tem a típica separação né...



Enfim, esse é o tipo de dorama que se deve ver uma vez só...

Minha nota vai ser baseada na primeira vez 10/10

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

[Review] Marry my Husband/ A esposa do meu marido (K-drama) - Divagando Sempre


Anyong Divas e Divos dorameiros. Hoje trago a maior revanche na história de traições. 



Ano de lançamento 2024

1 temporada 16 episódios 

Elenco Park Min-Young, Na In-Woo, Lee Yi-Kyung, Song Ha-Yoon



Trailer 








DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Kang Ji-Won enfrenta dificuldades em seu casamento com Park Min-Hwan, onde somente ela trabalha para sustentar os dois e ainda tem que arcar com as dívidas dele e suportar a mãe dele que a maltrata. Se já não bastasse ela ainda descobre uma doença terminal e mesmo fazendo tratamento ainda é obrigada a cuidar do marido. Tudo piora quando ela descobre a traição do marido com sua melhor amiga Jung Soo-Min. Confrontando o casal, ela é tragicamente morta. 

Mas, ao abrir os olhos, descobre que voltou 10 anos no tempo, onde ainda namorava  Min-Hwan. Aos poucos, ela vai percebendo e se lembrando de coisas que aconteceram que a machucaram e a levaram para aquele triste fim. Decidida a mudar seu futuro e aproveitando essa segunda chance, ela decide unir Min-Hwan e Soo-Min, para que Soo-Min tenha seu futuro. Para isso, conta com o apoio de seu misterioso chefe superior Yoo Ji-Hyeok. Que parece a estar ajudando secretamente e guarda um segredo. 










Minhas divagações finais 

Quando comecei a ver o dorama, vi que tinha estranhamente 13 episódios só, quando na verdade são 12 ou 16. Geralmente quando vejo um dorama muito bom, que me prende, meu vício não me permite parar até terminar... por essa razão, quando cheguei no episódio 13 as 5 da manhã, descobri que não era o final... que ainda teria que esperar uma semana para terminar...

Mas vamos a história. Infelizmente teve vários elementos que odeio em doramas: sogra maldita, alguém da família mais velho que vai tentar impedir o protagonista a ficar com quem gosta ( embora o avô tenha cometido esse erro mas não foi por mal ), bullying, amiga falsa tentando acabar com a protagonista, traição e o pior de todos, uma mulher que não aceita que o homem não a quer e vai fazer de tudo para eliminar a rival... 

E, infelizmente como quero falar livremente, vai ter muito SPOILER 

Que vida desafortunada da Ji-Won. Mas dava para perceber que Soo-Min só era sua amiga pelos motivos errados. Mas Ji-Won era o tipo de pessoa solitária que com medo de não ter ninguém, se agarrava a qualquer um que quisesse ficar perto dela. Tinha uma amiga falsa e invejosa e um marido ordinário que só queria viver as suas custas enquanto a traía com a amiga. 

Quando ela voltou, jamais imaginei que Ji-Hyeok tinha uma história com ela, mas era de se imaginar né. Principalmente quando desde o início ele tentou ajudá-la desde que ela despertou 10 anos no passado toda confusa. Mas, eu pensei que ele soubesse que ela também tinha voltado. Os dois pegando um táxi com o pai da Ji-Won como motorista, foi muito bizarro. Pois quando ela percebe que era ele, fiquei confusa, pois ela tinha dito que ele havia morrido anos antes. E quando Ji-Hyeok aparece com o coração tatuado no peito, a marca que o pai da Ji-Won costumava desenhar no dinheiro para ela, minha cabeça explodiu. Geralmente eu gosto de complicar as coisas quando na verdade a explicação era mais simples. 

Bom, depois, como Ji-Won já sabia o que aconteceria em certos eventos, ela se preparou e tudo parecia caminhar para o sucesso de sua missão, ou seria vingança? Enfim, ela só queria dar uma lição em seu marido e sua amiga, mas algumas coisas não poderiam deixar de acontecer, mesmo que não fosse com ela, afetando outras pessoas. As reviravoltas dos acontecimentos não foram tão chocantes, embora, odiáveis em alguns momentos. Os motivos de Soo-Min fazer tudo isso foram horripilantes. Dedicar uma vida inteira em volta de mentiras e falsidades tem que ter muito talento e sangue frio. E deve odiar muito a outra pessoa para fazer isso. 

Embora a história entre Ji-Won e Ji-Hyeok foi fofinha, ainda  faltou aquela química que Park Min-Young geralmente tem com seus parceiros. Minha vida privada e O que houve com a secretária Kim foram espetaculares. Aqui o que surpreende infelizmente não é o romance mas sim a trama. Todo o ódio do casal Soo-Min  e Min-Hwan contra Ji-Won era bizarra demais. Planejar a morte dela por dinheiro ou inveja? Uau. Por dinheiro ainda é normal, mas a amiga? Dedicar esse tempo todo fingindo uma amizade falsa quando poderia só seguir com a vida e tendo coisas melhores, é muito doentio. 

Mas, obviamente o final de todos os vilões foram mais do que satisfatórios. Não sabia o que esperar pois como aconteceu algo impossível, que foi eles voltarem no tempo, não achei como iam resolver essa história. Pois se era uma segunda chance para Ji-Won, também era para Ji-Hyeok que perdeu várias oportunidades na vida para encontrar Ji-Won. Seria maldade demais os dois acordarem no momento de suas mortes né... E tudo não passar de um sonho de como poderia ter sido a vida deles se tivessem feito outras escolhas. 

Como em vários doramas sempre tem aquele secretário que acompanha o herdeiro em tudo. Seja em planos malucos ou românticos, mas vendo a felicidade do sujeito eles topam tudo. E aqui não seria diferente. A irmã de Ji-Hyeok foi uma graça, era muito divertida e ótima amiga para Ji-Won.  Alguns casais se formaram por causa dos protagonistas e foram muito divertidos. Mas nada supera a lição final que Ji-Won deu na Soo-Min, apesar de ser um personagem odiável, interpretar uma louca dessas não é fácil não. 

De qualquer forma, comecei empolgada mas como fiquei uma semana parada, havia esquecido algumas coisas já hahaha mas depois fui lembrando. Não teve aquele impacto satisfatório mas teve um final lindo. 

Recomendo.

Nota 9/10


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

[Review] Jogos mortais X - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2023

Duração 1h 58m

Direção Kevin Greutert

Elenco Tobin Bell, Shaunee Smith, Synnove Macody Lund, Renata Vaca, Steven Brand, Paulette Hernandez, Joshua Okamoto, Octavio Hinojosa, Costas Mandylor 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

John Kramer descobre o câncer e se vê com meses de vida. Frequentando um grupo de apoio, uma tarde ele reencontra um dos participantes, que lhe informa secretamente que descobriu um tratamento experimental e seu câncer está em remissão. Muito interessado, John vai atrás dessa clínica e descobre que como eles não tem apoio do governo e são perseguidos pelas indústrias farmacêuticas, agora eles estão com instalações provisórias no México. John viaja até lá e conhece a equipe que vai operá-lo. 

Após a cirurgia, ele fica uma semana de repouso no hotel e querendo agradecer a equipe médica, ele retorna ao local, só para descobrir que foi enganado. Então, ele chama sua parceira Amanda, e mais uma rodada de jogos começa... você quer viver ou morrer? A escolha é sua. 









Minhas divagações finais 

Agora os jogos são mais do que pessoais. A história provavelmente se passa entre o primeiro e o segundo filme da franquia. O que parecia confuso já que eu acreditava que ele tinha começado isso por causa do câncer. Mas depois explica que tinha outro motivo bem antes que o fez iniciar tudo isso. Ainda assim, se não me engano, acho que foi no segundo, quando ele foi encontrado pelo detetive Eric, que ele conta sobre seu câncer, que sofreu um acidente e sobreviveu. Dava a entender ali que ele começou tudo isso quando teve uma segunda chance. 

Mas enfim, seguindo uma linha do tempo coerente ou não, Jogos mortais X foi surpreendentemente bom. Como se tivesse sido resgatado a essência do primeiro. E depois de tanto tempo, John é o protagonista de sua própria saga. 

O início também já é bem diferente quando a história começa com o próprio John fazendo seus exames e descobrindo seu curto tempo de vida. Mas claro que ele não ia deixar escapar uma oportunidade de torturar o faxineiro que roubava os pacientes convalescentes. Mas até então, depois foca em seu tratamento, grupos de apoio para vítimas de câncer, depois sua jornada até o México em busca de um tempo maior para viver e... sendo enganado por um grupo de golpistas que roubava dinheiro de suas vítimas, fazendo-as acreditarem que estariam curadas através de uma cirurgia e depois remédios experimentais, enquanto tinham seu dinheiro roubado... 

Mas, foram fazer isso justo com quem? John Kramer, o infame Jigsaw. É errado dessa vez torcer por ele? Convenhamos, golpistas enganar vítimas terminais merecem ser presos, porque querendo ou não, merecendo ou não, os métodos de John já eram bem extremistas. Embora lá no fundinho a gente diga que eles mereceram. 

E pela primeira vez nessa franquia, eu digo que gostei da participação da Amanda. Mostrou um lado diferente dos anteriores e gostei muito mais dela aqui do que em qualquer outro que ela apareceu. Essa interação com o John, o fato dela ainda estar aprendendo os métodos dele, as questões levantadas por ela, nada comparado com aquela louca que só queria matar todo mundo...

Porém, se fosse pela ordem cronológica e fosse maratonar de uma vez, alguém não seria surpresa ao aparecer no final ( na verdade durante os créditos então não perca ) e tiraria toda a surpresa do processo. E falando nisso, graças aos deuses que dessa vez tiraram aquela obsessão pelos policias. As armadilhas foram dignas de Jigsaw, claro, pois ele ainda estava no comando de tudo e daria uma ótima sequência para o primeiro e fecharia com o Saw 3D, mas como tem anteriores que conta a parte de Jill e Hoffman, então acrescentaria mais esses e fechava a saga. Vão criando esses derivados, histórias paralelas e imitadores, fica muito cansativo.

Acho que esse filme foi bom porque nos mostra um John frágil, desesperado, até mais humano, mas só até ele descobrir que foi enganado. Aí a coisa degringolou de vez. Mas o auge foi vê-lo preso a própria armadilha. Confesso que mesmo sabendo pelos outros que não seria o fim dele, bateu uma agonia pensar nessa possibilidade. Mas, obviamente que nosso infame jogador estaria um passo a frente dos golpistas cretinos. 

Essa saga mexe com nosso caráter pois apesar das mortes, ainda meio que ficamos do lado de John. Muitas das vítimas não mereciam aquele fim, já outras, ficou bem a mostra o caráter do ser humano em momentos de salvar a própria pele.  

10 jogos mortais é o suficiente? Para mim sim. Mas acredito que ainda não acabou. Durante toda a franquia diretores mudaram, personagens e foi uma longa jornada. E para quem assistiu um atrás do outro, tudo faz mais sentido por certos acontecimentos ainda estarem frescos na memória. De qualquer forma, gostei desse bem mais do que imaginei, pois não tinha grandes expectativas com esse filme. 

Nota 10/10


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

[Review] Espiral o legado de Jogos mortais ( Jigsaw 10) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2021

Duração 1h 33m

Direção Darren Lynn Bousman

Elenco Chris Rock, Marisol Nichols, Max Minghella, Samuel L. Jackson



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Zeke Banks é um detetive que após denunciar seu parceiro, não é bem visto por seus colegas, ainda mais que seu pai, foi capitão da unidade. Zeke é imprudente e trabalha sozinho, pois ninguem confia nele. Mas, a capitã Angie designa um parceiro novato para Zeke. William, segue Zeke nos casos e observa como seus colegas o tratam mal, embora seja frio, ele se dá bem com seu novo parceiro. 

Entretanto, uma série de assassinatos intriga a polícia, principalmente porque os alvos são pociais e a assinatura lembra Jigsaw, que fazia jogos terríveis com suas vítimas os levando a morte. Zeke começa a investigar mas cada vez que chega perto, um policial é morto. Tudo piora quando seu pai e seu novo parceiro desaparecem. 






Minhas divagações finais 

Misericórdia. Sério isso? Bom, lá vamos nós com os SPOILERS

Primeiro, gente, depois do Hoffman, vai ser sempre assim? Um policial que vai seguir os passos de Jigsaw?  O alvo agora vai ser a polícia?

E sinceramente? Achei que Chris Rock era muito mais do que mostrou ser nesse filme. Seu personagem era cheio de problemas mas tinha potencial para ser duas coisas: o herói ou o vilão. Mas não sei se porque não conhecia muitos trabalhos desse ator, achei ele meio forçado como o ator que interpretou Hoffman. 

Depois, já está ficando meio repetitivo esse negócio de alguém copiar as armadilhas de John e sair matando policiais. E assim como no episódio de Lawrence, o final desse ficou a desejar. O imitador conseguiu culpar outra pessoa e saiu ileso e certeza que vai terminar assim. Não vai ser mais trabalhado esse momento na próxima sequência. Ou, se depois do 10 ainda estiverem pensando em mais sequências, o que acho que já vai ficar mais do que cansativo e voltar a falar desses que ficaram para trás. 

Eu até pensei que esse ia ser melhor, por ter Chris Rock e Samuel L. Jackson que são dois nomes conhecidos, mas infelizmente para mim, o final acabou deixando a desejar. Zeke investigando com seu novo parceiro e encontrando algumas vítimas ainda vivas nas armadilhas e tentando salvá-las, assim meio que participando indiretamente dos jogos, foi uma boa mudança. 

Os motivos do imitador estar fazendo tudo isso, foi até compreensível mas como sempre, essas pessoas acabam indo além do seus objetivos e causando o caos. O imitador demorou anos para realizar sua vingança, assim como no filme passado que ficaram 10 anos sem Jigsaw, de repente os jogos começaram novamente. Ok que essa divisão merecia uma penalidade por tanta corrupção, maaaas... entendemos o lema ser servir e proteger, mas nem todos seguiam a risca. Não que eu quisesse que o imitador fosse morto, mas que pelo menos Zeke não terminasse daquela forma. 

Essa franquia é cheia de altos e baixos. Querem tanto aproveitar o sucesso que por isso saem histórias cada vez mais repetitivos e cansativos. O primeiro ainda segue sendo o melhor de todos. Eu acho que poderia ter terminado no mínimo no 7...

Nota 6/10

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

[Review] Jogos mortais 8: Jigsaw - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2017

Duração 1h 32m

Direção Michael Spierig, Peter Spierig

Elenco Tobin Bell, Matt Passmore, Clé Bennett, Callum Keith Rennie, Hannah Emily Anderson



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

10 anos após a morte de John Kramer, uma sequência de mortes faz as pessoas pensarem no retorno de Jigsaw. Porém, os investigadores têm certeza que se trata apenas de um imitador. 

Os legistas Logan e Eleanor logo se tornam suspeitos do detetive Halloran e Hunt. Enquanto são investigados, tudo leva a crer que os jogos estão acontecendo enquanto mais corpos das vítimas vão aparecendo. Hunt é convencido por Logan que Halloran, devido a sua conduta imprópria, deve ser o imitador de John e passam a persegui-lo. 

Enquanto Hunt investiga a casa de Halloran, este segue Logan e Eleanor. Eleanor, fã das obras de John,  acaba descobrindo um local que era da Jill, esposa de John, que desde sua morte estava abandonada. Porém descobrem que tem alguém ali. Quando entram, Halloran que os seguiu, os confronta e Eleanor foge. Halloran e Logan acordam presos em uma armadilha. Então descobre-se quem era o imitador de John, que na verdade foi um de seus pupilos e treinado por ele. 








Minhas divagações finais 

O início foi até promissor e mesmo que aquela dúvida sobre John fique impressa em sua memória, pelos sinais durante o filme, da para perceber qual seria a verdade. 

Contém SPOILERS 

O filme foi até bem construído no início, nos apresentando as 5 pessoas presas e conforme elas morriam, o corpo era deixado para a polícia. Eu, para variar, só suspeitei que era um acontecimento anterior a morte de John, após o terceiro corpo aparecer, pois ele havia acabado de morrer e seu corpo foi retirado do local como? Além do que, o próprio John apareceu para as últimas duas vítimas e nenhuma delas ficaram surpresas com ele ali, uma vez que era conhecimento de todos que ele havia morrido. 

Realmente fiquei na dúvida entre o imitador de John ser Halloran ou Eleanor e acabou sendo que não era nenhum dos dois. Para variar, sempre tem uma vítima envolvida com John. Um deles foi responsável pela morte do sobrinho dele e outro foi responsável por passar um diagnóstico errado ao John. Se não fosse isso, ele teria descoberto o câncer mais cedo e vivido mais. 

Como legista, Logan tinha acesso aos corpos das vítimas e somente ele poderia saber onde estava a mensagem que John havia deixado. Assim como ele tinha acesso a amostras de sangue e plantou as de John em uma das vítimas para fazer parecer que era ele. Assim como plantar provas incriminadoras contra Halloran. E o melhor de tudo foi usar fitas antigas gravadas por John em um jogo que ninguém tinha conhecimento, fazendo parecer que estava acontecendo naquele momento.  

Mas, embora a história tivesse potencial e ficasse claro que se tratava de algum cúmplice de John, esse ficou desproporcional aos anteriores por não ter dado seguimento, como por exemplo, saltou 10 anos na linha do tempo e pelo jeito não havia acontecido mais nenhum jogo. Então, me pergunto, o que aconteceu com Lawrence? A missão dele terminou pegando Hoffman? E por que Logan demorou todo esse tempo para fazer esse jogo para pegar Halloran? Pois ele foi um sobrevivente do jogo que ninguém teve conhecimento e isso foi antes de John morrer, 10 anos atrás... nem mesmo Hoffman demorou tanto tempo para dar continuidade nos jogos.

Com o tempo vai perdendo a graça pois por mais que os jogos intricados de John e seus cúmplices sejam  bem planejados, vai ficando repetitivo, pois é um ciclo sem fim. Se John começou isso tudo fazendo os jogos com pessoas envolvidas em seu sofrimento e pegar um cúmplice com o mesmo objetivo, não terá fim... 

Eu gostei do anterior porque finalmente os cúmplices de John, principalmente Hoffman tiveram seus jogos terminado. À excessão de Lawrence que não teve um final, por isso imaginei que de alguma forma essa sequência teria algo a ver com ele... foi interessante o desdobramento dos acontecimentos e fiquei surpresa com o culpado, pois julguei mal para variar, mas de resto, quantas vezes John vai ficar aparecendo como uma fantasmagórica lembrança para nos aterrorizar? 

Já nem espero mais com expectativa os próximos. Seja o que Deus quiser.

Nota 7/10


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

[Review] Saw 3D Jogos mortais: o final ( mas que não é o final / Jigsaw 7) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2010

Duração 1h 30m

Direção Kevin Greutert

Elenco Tobin Bell, Cary Elwes, Costas Mandylor, Betsy Russel, Sean Patrick Flanery, Gina Holden, Chad Donella, Chester Bennington



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Uma nova exibição de horrores dos jogos de Jigsaw está acontecendo agora em tempo real e aos olhos de todos. Enquanto isso, Bobby, um sobrevivente, ganha a vida escrevendo livros, fazendo palestras e se reunindo com outros sobreviventes de Jigsaw, para a gravação de um DVD, com o intuito de confortar as pessoas após as experiências traumáticas a como seguirem em frente. 

Jill, tentou aplicar o jogo final em Hoffman, porém, ele consegue escapar e agora, com medo de ser pega, Jill vai a polícia em busca de proteção em troca de contar tudo o que sabe e quem era o cúmplice de John. Enquanto o detetive Gibson protege Jill, tenta encontrar Hoffman além de ter encontrado vítimas do jogo que acontecia naquele momento, envolvendo Bobby. 









Minhas divagações finais 

Confesso que não esperava que essa sequência fosse tão boa. Primeiro porque já fiquei decepcionada que Hoffman havia conseguido sobreviver. Não aguentava mais esse cara. 

Mas, os acontecimentos e os envolvidos, foram ficando interessantes. Fora a participação especial do nosso eterno Chester Bennington, vocalista do Linkin Park.  

Bom, a partir daqui contém SPOILERS

Minha gente, eu jurava que o Lawrence havia morrido no primeiro filme, eu sinceramente acreditei que Amanda o tinha matado. Que reviravolta incrível. Como que John consegue recrutar os sobreviventes certos para dar continuidade em seu trabalho? E o pior, John sempre mil passos a frente né... 

Foram três jogos, onde imagino que o primeiro foi só para abertura do filme, já o segundo teve um significado maior e o terceiro, obviamente, seria com alguém que em algum momento teve contato com John. Fora que Bobby foi abusado em mentir dizendo ser um sobrevivente. 

E o ciclo da máscara se fecha, com Jill. Não sei se ela merecia tudo isso, pois apesar de louca, acho que as caras e bocas que ela fazia, faz parte da atriz mesmo. Já o  tão esperado final de Hoffman, eu espero que tenha realmente terminado ali. Quando ele fugia eu quase arranquei os cabelos de revolta, já imaginando que ele continuaria no próximo. E então, eis que aparece Lawrence. Foi surreal. 

Acho incrível como a partir do primeiro, que foi algo simples, se tornou algo grandioso dessa forma cheio de surpresas. O retorno do Lawrence foi algo que jamais imaginei. A partir daí ficamos pensando então sobre outros sobreviventes que poderiam ter sido manipulados por John a se tornarem seus cúmplices. A pior ainda foi a Amanda... 

Mas o melhor de todos ainda foi o primeiro. Pois foi a apresentação do jogo, mostrada nos mínimos detalhes, desde as vítimas acordando naquele ambiente sinistro, descobrindo pouco a pouco o que deveriam fazer, também tinham mais tempo para descobrir como saírem dali. Os outros eram questões de segundos ou minutos. Mas também deve ser porque Jigsaw ficou famoso e ao acordarem e se verem presos, as vítimas já poderiam imaginar o que estava acontecendo. 

Porém, mais uma vez, Hoffman deixa um rastro de policiais mortos... não vou mentir, já estava ficando cansada dessa história. Parecia sempre a mesma coisa, sempre alguém que teve contato com John e que mesmo após sua morte, sofreu horrores. John teve muito tempo para elaborar esses planos com essas pessoas que ele conheceu. Com o retorno de Lawrence, o que vem a seguir? Ele estando ali na espreita para pegar Hoffman foi interessante, porém, ele só fez isso porque Jill corria perigo. Minha questão é: por que todos eles, incluindo a Jill, fizeram o que John pediu mesmo ele estando morto? Ele não ia saber se não cumprissem seu pedido... ia?

Como eu disse nos anteriores, não dá para torcer por alguém nessa história, muito menos pelos policiais... agora estou ansiosa para saber o que virá a seguir...

Nota 9/10

domingo, 18 de fevereiro de 2024

[Review] 1Q84 ( livro 3 ) - Divagando Sempre

 

Ano da primeira publicação 2013

Páginas 447

Autor/a Haruki Murakami



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Tengo e Aomame continuam em 1Q84, como Aomame chama esse mundo que tem duas luas. Porém, eles seguem separados mas procurando um ao outro. 

Tengo sai de seu apartamento por algumas semanas para ficar com seu pai que está em coma. Fukaeri que continua escondida em sua casa, permanece no local sozinha. 

Aomame também está escondida mas deseja ficar ali até o fim do ano, para tentar encontrar Tengo. Toda noite ela fica escondida na varanda de olho no parquinho que tem em frente, onde uma vez ela viu Tengo sentado no topo do escorregador. Ela tem esperanças de vê-lo ali novamente. 

Mas tudo estaria bem se um detetive implacável chamado Ushikiwa não estivesse no encalço de Aomame. Por sua dedicação, persistência e uma grande intuição, ele está cada vez mais perto de Aomame. Mas agora, mais do que nunca, ela precisa ter esse encontro com Tengo. 


Minhas divagações finais 

Não lembro com detalhes do primeiro, por exemplo, não faço ideia de como Tengo e Aomame foram parar nesse mundo estranho. Mas, lembro de alguns acontecimentos do segundo. 

Porém, cuidado com SPOILERS a partir daqui. 

Tengo passou momentos estranhos enquanto ficava com seu pai. Conheceu enfermeiras que fez amizades e esperava um sinal de Aomame, que por sua vez, estava escondida sozinha, esperando encontrar Tengo. Enquanto isso, eram perseguidos por Ushikawa. 

Pensei que não seria grande coisa, mas até que essa enrolação toda foi interessante. Parecia que ia ser monótona pois cada um desses três tinham suas rotinas detalhadas. Mas foi estranhamente interessante. 

Por várias questões e momentos, os três não se encontraram diretamente. Mas após chegar ao fim da leitura, fiquei me questionando sobre alguns mistérios que aconteceram. Primeiro, quem era a mulher mais velha casada que Tengo tinha um caso? O que aconteceu com ela? Segundo, o cobrador que aparecia na porta de Aomame, Tengo e Ushikawa era mesmo o pai de Tengo?  Terceiro, Tengo terminou a história sem saber o que tinha acontecido com sua mãe de verdade. 

Embora, talvez algumas questões não importassem mais depois que finalmente Tengo e Aomame se encontraram. Gostei da investigação de Ushikawa, embora ele tenha tido um final desafortunado. Uma pena que Aomame e a velha senhora não se viram mais. Tamaru foi um personagem extremamente competente e interessante. 

O primeiro eu havia achado confuso, o segundo foi meio cansativo, mas o terceiro foi em partes esclarecedor. Dessa vez achei a escrita fluida embora os diálogos ainda fossem um pouco repetitivos... mas no geral, foi uma história interessante. 

Gostei da menção ao livro de Proust, Em busca do tempo perdido. Não lembro quem disse no livro mas achei muito verdadeiro, pois comecei a ler mas embora estivesse empolgada, terminei só o primeiro volume. " Eu nunca estive na cadeia nem precisei me esconder durante muito tempo. Dizem que, se a pessoa não passar por alguma dessas situações, é difícil conseguir ler Em busca do tempo perdido inteiro."

Será que Aomame conseguiu ler tudo? 

Enfim, feliz que consegui terminar mais uma trilogia. Apesar das loucuras, terminou até que um pouco satisfatoriamente.

Nota 9/10

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