domingo, 25 de fevereiro de 2024

Crítica de Me chame pelo seu nome ( livro/filme ) - Divagando Sempre

 

 Olá Divosos românticos. Mais uma vez trago um livro/filme, ME CHAME PELO SEU NOME.

Eu gosto desse tipo de romance, mas confesso que até o momento, eu só tinha lido livros ou assistido animes. Acredito que o primeiro romance gay mesmo que vi foi Heartstopper e sempre achei que o amor entre dois homens é retratado com mais carinho, ou eu que cansei dos romances hétero mesmo.

Vamos começar pelo filme. 

Me chame pelo seu nome ( ano de lançamento 2017)



 Elio ( Timothée Chalamet) um jovem italiano de 17 anos que está passando mais um verão entediado, quando chega em sua casa, Oliver ( Armie Hammer), um jovem acadêmico que veio passar as férias de verão  na casa de seu professor para ajudar com uma pesquisa. 

De início Elio está relutante com o novo hóspede, pois precisa ceder seu quarto para ele além de servir de guia turístico. 


Mas aos poucos eles vão conversando cada vez mais.



Elio começa a se sentir confuso quando Oliver se aproxima de uma garota e tenta fazer o mesmo, porém a atração que sente por Oliver é mais forte e os dois acabam tendo um relacionamento as escondidas.


Mas apesar do romance, Oliver tem data para voltar e no fim, passado um tempo, ele liga para avisar que ficou noivo de uma ex namorada e que Elio tem sorte pela família que tem. 




Divagações 

Depois de ver Heartstopper você acha que todos terão um final bonitinho e fofinho. Mas não, o final desse foi extremamente triste para mim. 

Achei muito injusto o Oliver atiçar a sexualidade de Elio e depois partir dessa forma. Pode ser que a família dele não seja tão compreensiva como a de Elio, mas que sacanagem ligar para dizer que vai se casar com uma mulher. 

Primeiro não gostei do Oliver porque tinha achado ele muito velho pro Elio e  depois ele foi lá e demonstrou todo o amor do mundo pro garoto... para um final desses? Não, não, não,  espero uma continuação com final feliz.

E para finalizar, me apaixonei mais pelo Timothée nesse filme do que em qualquer outro que já vi dele ( e só vi Duna e Não olhe para cima ), achei que ele se entregou bem mais nesse filme e arrasou, de uma certa forma, ele combina mais com esse personagem. Pois confesso que não acho ele um galã nem um bom ator.

No mais, tirando meu coração partido, minha nota de satisfação pessoal é 8/10.



Vamos ao livro.

Ano da primeira publicação 2007

Páginas 250

Autor/a André Aciman



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Elio, de 17 anos, é filho de um professor universitário e a cada verão, eles hospedam por seis semanas na vila da família, um novo escritor, que em troca de um quarto e comida, ajude o pai de Elio com correspondências e outras papeladas.

Naquele verão, acostumado com essa rotina embora ainda seja chato ter que ceder seu quarto para o novo hóspede, Elio conhece o jovem Oliver de 24 anos. Americano, além de ajudar seu pai ainda está trabalhando em seu manuscrito sobre Heráclito e instantaneamente desperta a atenção de Elio. Embora seu primeiro contato pareça hostil, com o passar dos dias, Elio e Oliver vivem semanas intensas entre amor e ódio, até o fim daquele inesquecível verão. 


Minhas divagações finais 

Eu infelizmente havia visto primeiro o filme, pois não sabia que era inspirado em livro. Não consegui ler sem imaginar Elio com a cara de Timothée Chalamet. Confesso que não acho ele um galã nem um ator excepcional, mas, em Me chame pelo seu nome, confesso que ele me conquistou. 

Elio é um personagem jovem que transita naquela idade entre o desconhecido, entre o que é certo ou errado, ainda se descobrindo quando conhece Oliver. E as diferenças que senti entre filme e livro foram enormes. Primeiro que no filme havia achado Oliver velho demais para Elio. Segundo que no filme parecia que Oliver quem instigava a sexualidade de Elio e por último, o filme pareceu bem mais odiavel e triste, pelas atitudes de Oliver. 

No livro, senti mais os sentimentos puros de Elio, suas dúvidas, seus medos, suas lutas. Embora a narrativa não seja minha preferida, foi uma leitura fluida. E o final do livro pelo menos foi mais satisfatório do que o filme. Parecia um final triste porém um final. Não imagino como poderia ser a sequência depois daquilo... 

Embora o filme seja visual, achei que o livro trabalhou muito mais nossa imaginação. As angústias de Elio, a espera pelo Oliver, o medo da rejeição, as migalhas que Elio aceitava... parecem exageradas mas vindo de um primeiro amor adolescente aceitável. Nessa época nos contentamos com pouca coisa. 

Não deixa de ser injusto e covarde a escolha de Oliver. Mas em se tratando de preconceitos, algumas pessoas são como Oliver, que preferem se esconder em falsa felicidade a ter que enfrentar os olhos julgadores do mundo. Realmente não é fácil assumir um amor onde há muito em jogo. E não importa se é hétero ou homossexual. Existe preconceito racial e social também. Ou seja, amar nunca foi fácil. 

Mas com certeza esse foi um dos mais tristes que já li. Estamos acostumados com fins fofinhos e quando nos deparamos com algo assim, pelo menos eu, fiquei destruída. Queria mais para o Elio, embora ele também tenha usado a menina lá que ficou com ele ( sim, a ignorei totalmente que nem lembro seu nome ). E embora nosso primeiro amor adolescente possa não dar certo, Elio teve tudo mas também perdeu tudo. 

Mas acho que senti desprezo pelo Oliver, porque ele sendo mais velho, achei que se aproveitou da inocência de Elio. Pode ser que os mais positivos vejam sua atitude como que para amadurecer o jovem, mas quando se trata de partir um coração adolescente, sou totalmente contra qualquer estratégia destrutiva. Sorte que Elio tinha uma familia acolhedora. 

Acho que isso foi o mais devastador. E vocês Divosos? Preferem livro ou filme? O que acharam da atitude de Oliver? Como terminariam essa história? Deixem nos comentários. 


Nota 8/10


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