segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O mapa das pequenas coisas perfeitas existe? No Divagando Sempre

Olá Divosos viajantes. Hoje trago esse filme que tinha potencial, mas acabou sendo mediano. 

O mapa das pequenas coisas perfeitas 
Ano de lançamento 2021
Duração 1h 39m
Direção Ian Samuels

A HISTÓRIA 

Mark ( Kyle Allen)  acorda dia após dia vivendo os mesmos acontecimentos pontualmente de um único dia específico. Apesar de saber como o dia vai ser, ele se sente um pouco solitário por ser o único a estar vivenciando esse looping infinito e não importa o que faça, quando chega meia noite tudo volta no tempo e ele acorda naquele dia específico, embora tenha as lembranças de tudo que aconteceu. Então um dia algo muda na rotina, quando uma garota entra em cena e assim como apareceu, some misteriosamente. Ansioso para chegar o dia seguinte, ele vai para o mesmo lugar a fim de encontrar a garota novamente, mas assim como ele, ela também está presa nesse looping e os dois passam a viver esse dia juntos. Margareth ( Kathryn Newton) mexe com os sentimentos de Mark, mas ao contrário dele, que quer encontrar um modo de voltar aos dias normais, Margareth só quer curtir e aproveitar esse dia. Apesar de misteriosa, Mark passa a ficar ansioso para passar o dia com ela. 

Trailer 





Minha reação quanto ao filme:
No início senti muita solidão pelo Mark ser o único a estar ciente do que acontecia no dia e quando a Margareth apareceu,  sempre indo embora as 18 hrs era muito intrigante,  mas você começa a entender mais depois que percebe que ela tem motivos para querer ficar nesse dia para sempre. Talvez se ela tivesse dito desde o início seus motivos para ficar presa nesse dia, poderiam ter aproveitado mais... Quero dizer, muito mais... no início quem não acharia interessante repetir o mesmo dia mas fazendo algo para mudá-lo? Claro que, depois de um tempo fica cansativo mesmo. 

O mais interessante é que com o tempo Mark passa a ajudar as pessoas, já que conhece a rotina desse dia em específico. E não importa o que faça, seja uma ação boa ou ruim, quando o dia termina, ele acorda para viver o mesmo dia novamente. Embora para todas as outras pessoas estejam vivendo esse dia pela primeira vez, Mark já cansou dessa rotina. Até que, uma garota entra em cena e muda o dia dele, o que até então era impossível de acontecer. A garota é Margareth e os dois passam a enfrentar o mesmo dia juntos, mas quando chega uma determinada hora do fim da tarde, Margareth vai embora. 

Mark sempre acreditou que o motivo do loop era ele, até se machucar e parar no hospital. Lá ele vê Margareth e entende o motivo dela sempre fugir tal hora e depois de encontrá-la, ela diz que a culpa do loop pode ser dela, por não estar preparada para se despedir de sua mãe, mas que agora que o conheceu, ela pode seguir em frente. 

Não é um filme extraordinário, mas dá para se distrair sem compromisso. Pelo menos os dois conseguiram se divertir diversas vezes e Margareth conseguiu seguir em frente com Mark. A única coisa que irrita nessas histórias é quando algum personagem tem um segredo. Se Margareth tivesse contado desde o início onde ia as 18 horas, teria mudado alguma coisa? Mark teria ajudado mais a fazendo aproveitar esses dias? O que de certa forma aconteceu, mas acho que ele não era tão insensível que não fosse entender os motivos dela querer ficar presa nesse dia e aproveitar mais. Achei a proposta interessante. Inicialmente Margareth ser misteriosa parecia ser bom, mas ainda acho que ela poderia ter sido mais honesta com ele. E eu me perguntava por que de repente ela apareceu, mas assim como Mark, ela deveria estar experimentando coisas diferentes e então foi parar na piscina aquele dia. 

O que parecia ser apenas uma história divertida, acaba ficando meio dramática com a revelação de Margareth, mas o romance dentro desse drama não deixa de ser fofinho. Toda pessoa que descobre estar vivendo um loop, mesmo que por um tempo seja divertido, no fim acaba querendo descobrir como sair disso. O fato de Margareth ser o contrário, de querer aproveitar esse dia várias vezes sem dizer o porque, foi interessante não nego. Ser misteriosa é intrigante. Mas com o tempo, fica chato se você só diz que quer aproveitar o dia. O mesmo dia? Só se tivesse algo de muito bom que acontecia com ela. O que em partes era isso, mas. Felizmente ela entendeu e conseguiu quebrar o ciclo. Achei meio decepcionante, mas a história, é compreensível.

Ficava me perguntando o que Mark tinha a ver com Margareth por ter ficado preso ao looping, porque muitas pessoas podem sentir o mesmo que eles e só os dois ficaram ali? Muito conveniente. Margareth queria ficar nesse dia pela mãe e Mark ficou preso porque tinha medo do futuro, de crescer, das mudanças. Por isso o oposto entre os dois. Porém, Mark cansa de viver o mesmo dia e finalmente aceita mudar, mas Margareth ainda é difícil deixar a mãe. Não tinha entendido o título do filme com a história mas acabei lendo sobre e até fez sentido depois, eles fizeram um mapa com coisas pequenas perfeitas daquele dia. Ou seja, aprenderam muitas coisas em um único dia, embora vivido como se fossem vários. 

É aquele tipo de filme que você acha que vai ser só engraçado mas termina sendo reflexivo e dramafico. Eu esperava um pouco mais? Talvez. Mas acho que Mark saiu perdendo mais desde o início. Ficou muito tempo sozinho, não entendia o motivo disso tudo enquanto que Margareth pelo menos, passava um tempinho com a mãe. Ela imaginava que o motivo do looping poderia ser ela, pelo seu desejo de ficar com a mãe, já Mark nem fazia ideia do por que dele estar preso ali. Acho que ele só quebrou o seu looping porque entendeu que viver os dias sem fazer nada, sem responsabilidades como ele queria, com o tempo ficava monótono e sem sentido,, por esse desejo de que querer mudar, seu looping quebra. Margareth só aceita seguir em frente porque conhece Mark. Acho que teria que ter pelo menos dois presos nesse looping para a história não ficar monótona com apenas um personagem. De qualquer forma, foi mediano para mim. 


Minha nota de satisfação pessoal  6/10


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