Olá Divosos amigos. Hoje trago essa belíssima homenagem ao Michael Jackson. Digam o que quiserem, mas Jaafar arrasou interpretando Michael.
A HISTÓRIA
No final dos anos 60, Joseph Jackson, pai e empresário dos Jackson Five, composto por seus cinco filhos, assinava com a Motown, após anos de ensaios exaustivos e até punições físicas contra Michael, o caçula do grupo. Michael desde cedo se destacava com sua voz e presença marcantes e o fundador da Motown Berry Gordy acreditava que Michael tinha potencial como cantor solo.
Mas só no final dos anos 70 que Michael assina com a Epic Records e lança seu primeiro álbum solo. Mas, seu pai impedia o progresso de Michael pois acreditava ser o responsável pelo sucesso da família e embora não se importasse com o que o filho fazia em seu tempo livre, ele exigia que Michael dedicasse algumas horas cantando com os irmãos.
Em 1981 Michael contrata o advogado John Branca e tenta demitir seu pai por fax. Mesmo com o enorme sucesso, Joseph ainda insiste em que Michael se apresente com os irmãos e assina um contrato com a PepsiCo para fazer uma turnê. Michael se opõe mas acaba participando. Durante a gravação de um comercial da PepsiCo, Michael sofre queimaduras de terceiro grau e após se recuperar, continua a turnê mas no último show, ele anuncia que aquela seria sua última apresentação com os Jackson Five seguindo carreira solo.
Minhas divagações
Vi algumas críticas sobre o filme, mas, resolvi conferir porque é o Michael né minha gente, Michael nunca é demais. Vi várias críticas e algumas opiniões e comecei até um vídeo onde uma pessoa enumerava 10 erros no filme. Todos sabemos que não foi perfeito, que vai haver inconsistência na linha do tempo, que vai ter mudanças nas ordens ou em quem encontrou Michael, que a relação dele com o pai foi amenizada e blá-blá-blá. Mas convenhamos, estamos vendo uma filmografia do cantor. Não estamos vendo um documentário sobre ele e vamos ser sinceros, até documentários tem suas falhas. Até biografias tem suas falhas. Para que procurar defeitos na obra?
Eu cresci ouvindo Michael, eu vi as notícias em primeira mão da maioria das coisas que ele passou e mesmo que tenha faltado ainda algumas coisas nesse filme, eu acho que como homenagem funcionou muito bem. E vamos falar desse menino Jaafar. Que lindo ele interpretando seu tio. Ninguém melhor do que alguém da família para fazer isso e ele tem talento de sobra como o tio.
Até onde acompanhei ele, eu vi ele sendo julgado pela cirurgia no nariz, pelo vitiligo, que na época não era muito conhecido ou eu que era muito criança para me interessar sobre. As denúncias e suspeitas de pedofilia sempre ao seu redor. Muitas coisas bizarras sobre ele. Mas eu sou o tipo de fã de fases. Não acompanhei tudo sobre ele, chegou uma época que eu só soube dele quando morreu. Que foi um dos maiores acontecimentos da época e a maior perda.
Mas estou desviando do assunto. Quanto ao filme, seria de se suspeitar que algumas coisas não agradariam geral quando a vida de alguém é contada por outra pessoa. No caso, o filme foi uma visão dos irmãos do Michael sobre ele. Tanto que Janet Jackson além de não participar nem sequer foi mencionada. Diz os comentários que ela odiou o roteiro e não quis fazer parte disso, proibindo qualquer menção a seu nome. Eu não lembro a história dela com o Michael, mas alguma coisa tem aí. Pesquisando, vi que na verdade eles eram bem próximos. Então provavelmente seu papel no filme seria algo que não a agradou. As matérias que li não entram em detalhes sobre sua recusa em participar.
Apesar das controvérsias e críticas divididas, eu, da minha parte, sendo bem sincera, amei o filme. E concordo com a maioria que falar sobre Michael seria preciso uma série com 10 episódios de uma hora cada e olha lá ainda. Só sua infância dominaria uma temporada inteira. No filme abordaram vários assuntos importantes da vida de Michael mas de modo rápido. Foi mencionado mas não trabalhado em cima disso. Como se fosse um experimento para se der certo, se falaria mais no assunto depois. Como o final do filme deixou em aberto que pode ter uma sequência, quem sabe muita coisa pode vir a ser mais trabalhada.
Mas uma coisa todos concordam, o pai de Michael era simplesmente detestável. Típico desses pais que exploram os filhos celebridades desde a infância. E era ainda pior por aparentemente abusar somente de Michael. Ele era tão assustador que quatro irmãos homens mais velhos, não poderiam defender Michael? A mãe eu até entendo não fazer nada, de repente ela poderia apanhar também ou, já sofria abusos psicológicos que a impediam de reagir em defesa do filho. Essa parte da história eu não lembro, sobre a mãe e os irmãos não o defenderem. Mas pelo menos no filme, me pareceu que a relação entre os irmãos não eram muito afetuosas. Talvez o fato do Michael ser o mais o novo e o destaque do grupo, resultasse nessa indiferença sobre o que acontecia entre o pai e o irmão mais novo, contanto que Michael continuasse trazendo o sucesso para eles, tudo bem.
Embora tenha sido gratificante ver a paixão e empenho na atuação de Jaafar, e como toda história contada pela família da personalidade em questão, fica meio a desejar porque é a visão deles dos fatos e podem dizer o que quiserem. Foi assim com a série do Senna, que por mais que admire esse corredor, não assisti porque foi feita pela família dele. Assim que vi que praticamente excluíram a Adriane Galisteu, preferi ver o filme dela com a versão dela, com cenas e fotos de verdade do Senna, do que a série interpretada por um ator. O que quero dizer, é que senti que faltou harmonia? Mais calor humano? Não sei como expressar o que senti que faltou. Claro que foi nostálgico ouvir as principais músicas dele assim como a dos Jackson Five, que obviamente eu não escutava muito porque quando nasci Michael Jackson já era um artista solo. Senti a frieza e a distância da família em relação a ele, com exceção da mãe. Senti a solidão dele por não ter tido infância, amigos de sua idade, senti a magia dele de ser reconhecido e famoso como artista solo. Mas faltou mais focar no seu processo criativo, em como surgiu alguns de seus mais famosos passos de dança. Na minha opinião, foi perfeito, mas ao mesmo tempo senti que faltou algo que nos conectasse mais a esse Michael. Talvez porque eu estava vendo mais o Jaafar ali do que o próprio Michael.
No mais, achei incrível.
Ano de lançamento 2026
Duração 2h 7m
Direção Antoine Fuqua
Elenco Jaafar Jackson, Colman Domingo, Miles Teller, Keilyn Durrel Jones
Nota pessoal 10/10














































