quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

[Review/crítica pessoal] The Fragrant Flower Blooms With Dignity (Anime) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos fãs de anime. Hoje trago esta história leve e divertida. 






A HISTÓRIA 

A escola pública Chidori e a Academia Particular Kikyo são vizinhas, com reputações contrastantes e rivalidades de longa data. A Escola Chidori aceita meninos delinquentes de classe baixa, enquanto que a Kikyo é uma academia de prestígio para meninas honradas e nobres. 

Rintaro Tsumugi é um estudante da Chidori e famoso por boatos que o descrevem como assustador e delinquente, até as estudantes da Kikyo que não o conhecem, quando o vê, torcem o nariz para ele. Convivendo com o desdém das pessoas, ele não acredita quando conhece uma garota, Kaoruko Waguri, que ele atendeu na confeitaria  de sua família,  onde ela confessa que já o viu algumas vezes e nunca se sentiu intimidada por ele, na verdade ela o acha extremamente gentil. Porém, quando descobrem que estudam em escolas vizinhas que são rivais, mesmo sendo opostos um do outro, mesmo a melhor amiga de Waguri, Subaru Hoshina, no início, se intrometer e tentar afastar os dois, mesmo Rintaro escondendo de seus amigos, Usami, Natsusawa e Yorita, mesmo sabendo as proporções do significado de serem vistos juntos, Waguri e Rintaro continuam se vendo, além de aproximar seus amigos e provar que a rivalidade e o ódio entre as escolas, era infundada sem antes conhecer as partes de verdade. As meninas comprovam que os meninos não são tão maus assim e por sua vez, os meninos descobrem que nem todas as alunas da Kikyo são esnobes. Mas o principal é: Waguri e Rintaro vão conseguir expressar seus sentimentos um para o outro?











Ano de lançamento 2025

1 temporada 13 episódios 



Trailer 





Minhas divagações 

Gente, que anime maravilhoso. Fui ver só um episódio para deixar no continuar assistindo e terminei quase que praticamente em um dia. Foi indicado por um amigo e ele falou tanto desse anime que tive que conferir. A história é do jeitinho que gosto. Se bem que, inicialmente não tinha gostado da Subaru pois me parecia que ela ia ser aquelas personagens que iria atrapalhar o romance do casal protagonista, mas, foi apenas julgando pelas aparências sem antes conhecer a pessoa. O que ironicamente é o foco do anime. Pois essa é a história de Rintaro Tsumugi, onde devido a sua aparência, todos se sentem intimidados por ele, sem ele precisar fazer nada. 

Rintaro é alto, cabelos tingidos de loiro e usa piercings. Mas, por dentro, ele é um poço de gentileza. Infelizmente, são poucos que enxergam isso nele. Como seus amigos e a tímida Waguri, que um dia entrou na confeitaria de sua família e o viu lá e se interessou por ele. A história é tranquila e o romance leve. Não tem rivais, bullying, brigas, até achei que por estarem em escolas opostas que se odiavam iria ter muito drama em volta disso. Mas foi inexistente. Só no início que algumas garotas levaram Waguri embora quando a viram perto dos meninos da escola rival. 

O relacionamento entre o casal Rintaro e Waguri me lembrou um pouco a história de Kimi no todoke, embora nesse tivesse bullying e uma rival, mas o romance entre eles era leve e passamos a temporada inteira esperando o maldito beijo, coisa que Waguri e Rintaro nem tiveram. Então, por mais que não curta muito animes longos, esse espero que tenha uma segunda temporada. Precisam nos mostrar o romance dos dois e um pouco mais sobre a rivalidade entre as escolas. Subaru havia dito que até os professores odiavam a escola vizinha. Tinha que ter o início dessa rivalidade e o casal provando que era infundada. Poderia ter histórias secundárias de professores que mantinham amizades secretas entre eles e o círculo de amizade de Waguri e Rintaro aumentando com mais alunos rivais se conhecendo e vendo que não eram nada daquilo que falavam. 

E também, pelo menos eu, espero um desenvolvimento melhor para Natsusawa e Subaru. Todo anime tem um casal secundário que a gente ama tanto quanto os principais e o meu deste foi esses dois. Eu sei que inicialmente eu disse que não tinha gostado da Subaru, mas depois de entender seus motivos, quem não gostaria dela? Se bem que até tinha achado que era porque ela nutria sentimentos pela Waguri. Por mais que eu ame animes, não consigo ver muitos, então não sei se tem algum com história assim, mas seria interessante ver mais sobre casais homossexuais. Eu já vi alguns de gays, mas aí a categoria já é outra. Mas enfim, desviei do assunto. 

Amei a família do Rintaro. O que a mãe fez por ele fez meus olhos lacrimejar. E o pai dele? Que hilário, metade da personalidade do Rintaro veio dele, a parte de sério e de dar medo. Mas são uma família divertida e linda. Se bem que, no início achei que a mãe era a irmã mais velha dele, pois achei ela nova e o modo como o tratava não parecia de mãe. Mas passado o choque inicial, amei ela. 

O relacionamento entre Rintaro e Waguri foi bem lento, mas nada desesperador, foi bem divertido as situações entre esses dois e a história de como Waguri o conheceu e se interessou por ele, foi linda. E muito real. Quando menos esperamos, quando é o dia que estamos mais simples e desarrumados, que podemos encontrar o amor de nossas vidas. 

Embora clichê em algumas partes, como jogos escolares, festival de verão com direito a praia e fogos de artifícios, amigos tímidos, inteligentes e espalhafatosas, foi muito divertido. Usami é o personagem que todo anime tem. Barulhento, inconveniente mas fiel a amizade. Rintaro parecia o personagem clichê delinquente, mas só tinha a aparência, pois era um poço de gentileza. E como ele havia se fechado para o mundo achando que não importasse o que fizesse, sempre o veriam assim, ele era gentil por natureza e nunca esperou ser recompensado por isso. Então, quando alguém reconhecia esses gestos e lhe agradecia, ele não sabia o que fazer com aquele sentimento novo. 

Eu amo animes escolares. Talvez porque minha época de escola foi meio traumatizante, já que sofria bullying e também era solitária. Então amo ver esses animes e ter perspectivas de histórias diferentes e vivê-las apesar de não ser a mesma coisa, mas me divirto muito com inocência de uns e as trapalhadas de outros nessa fase da adolescência. Por mais que seja dolorosa para alguns, é uma fase da vida que seja ela boa ou ruim, jamais esqueceremos. 

Mas como disse, apesar do romance fofinho, faltou desenvolver mais a rivalidade da escola, tem que ter um motivo mais forte do que apenas a classe social e a separação de sexo. Não é possível que seja apenas isso. Nem toda menina rica é inteligente e educada. E nem todo garoto pobre é delinquente. Precisamos de mais dessa história e óbvio, mais do romance do casal. Fora isso, foi maravilhoso. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Glass Heart (Coração de Vidro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse J-Drama maravilhoso. Tem música, drama, romance, rivalidades... totalmente apaixonante. 







A HISTÓRIA 

Akane Saijo é demitida de uma banda momentos antes de se apresentarem no palco. A alegação do grupo seria que o empresário queria uma banda masculina além do que, os integrantes achavam que ela era muito agressiva na bateria não combinando com o grupo. Antes de recolher seu equipamento, começa a chover, e ela decide tocar sua bateria ali mesmo, no meio do público indo embora pois o restante do evento havia sido cancelado devido a chuva. Do palco, um músico que também teve o show cancelado, ouve a bateria e começa a tocar piano entrando em sintonia com Akane. Então um raio corta o céu e atinge o pianista. 

Três anos se passam e Akane desde então não consegue entrar para nenhuma banda. Quando estava prestes a desistir, ela acaba encontrando Naoki Fujitani, que por coincidência era o pianista de três anos atrás. Depois de ter desaparecido durante esses anos, ele decidiu formar sua própria banda e Akane acabou entrando em seu grupo constituído também por Sho Takaoka e Kazushi Sakamoto. Eles então formam a banda TENBLANK. Fujitani é um gênio musical e totalmente recluso no seu mundinho de compor, por esse motivo ele cria desavenças com artistas que não conseguem acompanhá-lo, como o caso de seu rival Toya Shinzaki. Curiosamente os dois tem um passado juntos, mas devido a rivalidade que Toya sente, acabou criando esse sentimento de hostilidade contra Fujitani.

Conforme alcançam o sucesso e o coração dos fãs, o verdadeiro motivo de Fujitani querer formar uma banda e seu segredo pessoal vem a tona e o grupo divididos entre chateados e preocupados, pensam em desfazer a banda. Porém, Fujitani sabe seus limites e a música é a sua vida. Akane por sua vez, acaba envolvida em um triângulo amoroso, mas todos percebem quem Akane ama de verdade. 











Ano de lançamento 2025

1 temporada 10 episódios 

Direção Kohtaro Goto, Kensaku Kakimoto

Elenco Takeru Sato, Yu Miyazaki, Keita Machida, Jun Shison, Masaki Suda



Trailer 





Minhas divagações 

Encontrei um vídeo por acaso onde notei o ator Takeru Sato e quando fui pesquisar, era sobre uma banda chamada TENBLANK e pesquisando mais, era sobre um dorama chamado Glass Heart. Fui a loucura e passei todos os outros títulos para trás e comecei esse imediatamente. Embora os primeiros episódios tenham me cativado e feito meu coração acelerar, quando chegou no episódio 5 senti dificuldades em continuar e fiz uma pausa. Não sei lidar muito com confrontos ou momentos de vergonha. E Akane se declarando para Fujitani era muito vergonha alheia. Por que? Por mais que ele demonstrasse proteger e confiar no talento dela, sendo como é, achei que teria um passado conturbado com as outras mulheres do dorama, como a agente dele e a outra cantora que as vezes faz dueto com ele. Mas ele é bem mais complexo do que isso. 

Akane tem uma energia como qualquer protagonista feminina clichê desses doramas. Não que seja ruim, pois ela cresce conforme o desenrolar da história e esse tipo de personagem é mega cativante devido a suas dificuldades iniciais mas superando os obstáculos conforme aprende mais sobre si mesma. E embora eu ame o Takeru Sato, dessa vez torci por Akane ficar com Sakamoto. Não que ele tivesse demonstrado ter algum sentimento por ela, muito pelo contrário, pois desde o início ele era contra tê-la na banda. Mas depois, os dois criaram laços e achei muito fofinho como ele passou a vê-la. Embora Fujitani a protegesse, gênio como é, ele sempre viveu mais sozinho, mas talvez o ponto seja esse, falta uma Akane para completá-lo ainda mais. 

O ponto aqui, é que embora sugira uma história de amor, o amor em si seria mais pela música. É a música que une os integrantes da banda, é a música que une o público, é a música que une os rivais, é a música que transforma aqueles que achavam incapazes de amar outra coisa senão a música, a amar outras coisas e pessoas também. Sim, torci pelo Sakamoto mesmo sabendo que ele não teria chances, é o tipo de triângulo amoroso que sempre prefiro o terceiro, como nos doramas You are beautiful e Boys over Flowers, onde a protagonista era praticamente maltratada por quem gostava e o terceiro, que era aquele amigo compreensível, a amava em segredo e fazia coisas fofinhas que se esperava do protagonista mal. Não que Fujitani tenha sido mal, embora ele não tenha demonstrado tanto seu interesse por Akane, ele fazia isso a seu modo. 

Não foi tão dramático, os rivais não fizeram nada tão absurdamente horrível, o romance foi lento mas satisfatório, as músicas foram maravilhosas e o desempenho dos atores excepcional. Akane foi uma personagem fofa e maravilhosa. Não curto muito aquelas que são barulhentas e exageradas. Gosto mais das fofinhas, embora decididas e guerreiras, mas que sabem seu lugar sem precisar falar gritando ou ser cômica de modo exagerado. Todos da banda foram incríveis e não é a toa que você acaba se apaixonando pelo TENBLANK. 

A revelação de Fujitani já era bem óbvia, pelo menos eu, já suspeitava de algo nesse sentido. Embora ninguém mais soubesse, os sinais estavam ali. A revelação sobre Fujitani e Toya sim, foi algo surpreendente e eu não esperava por isso. O que Toya passou momentos antes de entrar na batalha de bandas contra TENBLANK, foram duas coisas para mim. A primeira foi irresponsabilidade da equipe, dos integrantes da banda e principalmente do próprio Toya por andar sozinho daquela forma e segundo, fiquei chocada que fez parecer uma coisa mas era outra totalmente diferente, mas o insatisfatório mesmo, foi esse momento não ter tido uma explicação melhor. 

Apesar da atuação excelente, das músicas incríveis, achei que poderia trabalhar mais na história pessoal dos personagens. Algumas coisas ficaram mal explicadas ou explicadas de modo resumido demais, deixando mais perguntas e curiosidades. Mas, no total, e a cena de beijo, foi algo que valeu muito a pena. E o mais curioso é que a banda seguiu na vida real fazendo turnês com os integrantes originais. Takeru Sato aprendeu a tocar e pelo que vi, já arriscava cantar. Na verdade não é muito surpreendente que os atores possam cantar ou tocar algum instrumento. Geralmente nas escolas japonesas, eles costumam ter aulas de música, que podem incluir cantar ou tocar instrumentos. Mas, o que surpreendeu mesmo foi a banda ter saído do dorama para a vida real.  No mais, foi maravilhoso e vale a pena. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

[Review/crítica pessoal] It: Bem-vindo à Derry (episódios 3 e 4) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. A maratona de Halloween acabou mas a série tão temida ainda não. Seguindo com os episódios 3 e 4, conhecemos um pouco mais sobre os poderes de Hallorann e a história sombria que envolve Pennywise. 






A HISTÓRIA 

Derry, cada vez mais sombria. Quem sai da cidade, eventualmente esquece tudo sobre ela, foi assim que aconteceu com Francis, um garoto de 12 anos que morava com seu pai e conheceu um circo sinistro, mas também fez uma amiga. Vivenciou horrores na floresta mas acabou se mudando com o pai e esquecendo Derry. Mas, agora como General do exército, a frente de uma operação secreta, ele foi capaz de lembrar de Rose...


Episódio 3 

Agora você o vê 

Lily sai de Juniper Hill e tenta se acertar com Ronnie, pois se sente culpada pela prisão de seu pai. No entanto, elas precisam de provas do que viram no cinema para Lily não voltar para Juniper Hill. Elas então pedem a ajuda de Will, que pode saber como revelar fotos. O plano é tentar fotografar a coisa que pegou os amigos no cinema. Rich, que é amigo de Will, diz que sabe um ritual para chamar espíritos e eles tentam fazer isso, mas inicialmente acaba sendo um fracasso, até que são atacados. Enquanto isso, o General Shaw recruta Leroy e Pauly para seguirem com a missão e levar Dick Hallorann em busca de um novo local de escavação mas procurando no ar. Enquanto pilotam, Dick tenta visualizar o local entrando em transe e traumatizando os pilotos. 


Episódio 4

O grande aparato giratório do funcionamento do nosso planeta

Mesmo com as fotos, óbvio que o chefe de polícia não acredita nas crianças. Charlotte encontra as fotos nas coisas de Will e ele conta a verdade para ela. A seu modo, ela tenta ajudar Hank e descobre onde ele estava na hora do desaparecimento das crianças no cinema e isso de qualquer forma não é favorável para ele. Marge tenta emboscar Lily a mando das meninas e acaba vendo coisas e Lily mais uma vez é pega no meio de alucinações. General Shaw prende Taniel e Dick entra em sua mente descobrindo coisas do passado.











Ano de lançamento 2025

Temporada 1 episódios 3 e 4

Elenco e detalhes dos primeiros episódios veja aqui.



Trailer 






Minhas divagações 

O diferencial da série, como disse nos dois primeiros episódios, é os adultos mais envolvidos na história. No filme mais atual de It, as crianças resolviam as coisas sozinhas pois sabiam que os adultos não poderiam ajudar porque não viam as coisas como elas. Lily foi muito ingênua em procurar a polícia na sua ânsia de ajudar o pai da Ronnie. Talvez, a única que possa fazer isso, seja a mãe de Will. Em contrapartida, seu pai está envolvido em um trabalho que talvez possa explicar o que acontece em Derry, mas sem saber o quão perigoso realmente é. 

O que ainda me encanta é a fotografia da série, muito bem ambientada na década de 60. E apesar da Lily parecer muito responsável, mais uma vez a achei ingênua por acreditar na Marge e que teria uns garotos interessado nela se antes a achavam estranha. Agora fiquei curiosa para saber o que farão com Lily depois do que presenciaram na escola. A parte em que ela e os outros tentaram tirar as fotos do que quer que esperassem encontrar, foi algo bem desesperador vindo de um menino, Rich, que estava muito tranquilo sobre o assunto. Estava na cara que ele não sabia o que estava fazendo. Porém, não importa o que fizessem, a coisa apareceria de qualquer forma. 

O fato interessante é sabermos mais sobre a origem da coisa, contada em forma de lenda através do povo da Rose e do Taniel. Também notei que na série o horror está bem mais pronunciado do que no filme. As mortes são bem mais horríveis assim como os delírios da Lily, tem um toque bem mais traumatizante. O poder de Dick é surreal e queria saber onde ele acaba se encaixando no Iluminado depois disso. Na verdade não me lembro de sua história, mas foi interessante misturar esse personagem com It. Embora eu acredite que de alguma forma sem ele, acabariam descobrindo a história que Taniel guardava em segredo. Mas Dick Hallorann dá um toque mais sinistro nesse seguimento. 

A série trata sobre o medo das crianças e a busca dos adultos, em específico do General sobre o sobrenatural. Talvez pela experiencia que teve no passado, o deixou determinado a descobrir meios de lutar contra o que passou na juventude. Embora, a questão seja, se a coisa estava presa através do círculo que o povo de Rose fez, com uma arma específica, quem quebrou esse círculo permitindo a libertação da criatura? E onde tudo isso se encaixa no final do filme It? Ou, o filme é um caso a parte e não tem relação com a série?  Pois até então, eu acreditava que a série contaria os anos da aparição de It antes dos acontecimentos do filme, jamais me passou pela cabeça que talvez a série poderia até contar com os casos anteriores, mas que nada tivesse a ver com o filme. Faria sentido então a história começar nos anos 60 sendo que o filme também é dessa época.  Pensando assim de forma isolada, faz mais sentido do que ficar esperando encontrar relação aos meninos do filme. Embora temos a família do Mike Hanlon, do Bowers e do Uris. Mas sei lá, sou eu divagando no contexto. 

No mais, apesar de já ter acontecido coisas bem assustadoras com Lily, acho que ela deveria estar mais preparada com o que ainda pode acontecer. Confesso que meu grupo preferido de crianças ainda é o grupo dos Perdedores do filme. E ainda sigo curiosa para saber o desfecho do desaparecimento das crianças no cinema. Depois de tanto tempo, duvido estarem vivas e por mais que adultos estejam mais envolvidos na série, cadê as familias dessas crianças? Não encontraram nenhum corpo, decidiram que houve assassinato e culparam o dono do cinema e o prenderam. Acabou as investigações aí. Se bem que estou pedindo demais por uma história de terror né, não é um suspense policial. E não dá para esquecer que Derry ignora certos casos de desaparecimentos. 

No mais, é aguardar o desfecho dessa história. 


Nota pessoal 10/10

domingo, 30 de novembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Se a casa 8 falasse - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago essa leitura leve e divertida. 






A HISTÓRIA 

Narrada pela casa número 8 da Rua Girassol, conta três histórias de décadas diferentes entre três familias que moraram nela nesse período. Anos 2000, Ana e seu pai moraram ali desde que Ana nasceu, agora, terão que se mudar devido ao novo trabalho do pai de Ana. Seria menos dramático se Ana não tivesse que deixar para trás, além de boas memórias, também sua namorada. No ano 2010, Greg vai passar uns dias com sua tia Catarina e seu cachorro chamado Keanu Reeves, enquanto seus pais decidem o divórcio. Além de cidade pequena, Greg não sabe o quanto a tia o quer ali além dele ser gay e achar que sua família não sabia. Porém, seus dias se transformam quando sua tia que possui uma locadora de vídeo em sua garagem o põe para trabalhar e assim ele conhece Tiago. Em 2020, Beto que sonhava em sair de casa e ser fotógrafo, se vê preso com sua mãe protetora e sua irmã perfeita devido a pandemia de covid. 



Ano de publicação 2021

Páginas 440

Autor Vitor Martins 



Minhas divagações 

Vitor Martins nunca me decepciona. Seus livros são sempre divertidos e seus personagens apaixonantes. Em Se a casa 8 falasse, temos 3 personagens distintos, Ana, Greg e Beto. Três adolescentes vivendo em épocas diferentes na mesma casa, onde esta quem narra a história por ter observado seus moradores durante essas 3 décadas diferentes. 

No início, não havia gostado muito de Ana, havia achado ela egoísta e mesmo tendo perdido a mãe quando nasceu, claramente seu pai havia tentado fazê-la feliz sendo pai solo. O fato dela ser lésbica e não conseguir falar com o pai sobre e sua namorada ter uma família conservadora e morar em uma cidade pequena, fazia com que as duas namorassem em segredo. Porém, com o desenrolar de sua história, Ana acabou sendo interessante no final. 

Greg, desde o início foi meu preferido. Ele foi passar uns dias na casa da tia que não tinha muito contato e que tinha uma locadora de vídeo em plena era da Internet. Tendo que trabalhar na locadora ele acaba conhecendo Tiago, um gay emo por quem ele instantaneamente se sente atraído. Ele então passa os dias tentando ter seu primeiro beijo além de criar ideias para ajudar a tia a ter mais lucro com a locadora. Só não esperava que sua passagem de volta para casa estava mais próxima do que imaginava. 

Beto foi o menos interessante dos três, pois vivendo na era da pandemia, seu romance foi meio sem graça porque ele conheceu alguém pela Internet mas devido a pandemia não tinha como se verem pessoalmente. No início, Beto tratava mais como amigo mas seus sentimentos foram aumentando até acabar se declarando para o amigo. As dificuldades de morarem em cidades diferentes foram um fator importante para deixar Beto na dúvida se havia estragado a amizade ao se declarar assim. 

No fim, os três que moraram na mesma casa acabam tendo uma ligação e apesar de parecer que nada teria dado certo para nenhum deles, nosso amiguinho doguinho Keanu Reeves, narra os eventos finais sob seu ponto de vista canino, onde podemos ver que os caminhos de Ana, Greg e Beto se cruzaram no final. Embora parecesse que o drama romântico desse trio não tivesse solução, no fim, todos terminam de forma satisfatória. Greg foi meu personagem preferido mas, Keanu Reeves também teve seu brilho. 

Achei interessante a narrativa sob o ponto de vista de uma casa. E todo personagem de Vitor vive um romance de início totalmente cômico, como o de Greg, que teve momentos hilários e fofinho, assim como amo seu modo de escrita. É fluída, nem via a hora passar e muito divertida. Vale a pena a leitura. 


Nota pessoal 10/10

sábado, 29 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] As crianças perdidas - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse documentário emocionante que uniu soldados e indígenas nas buscas pelas 4 crianças desaparecidas na floresta da Colômbia. 






A HISTÓRIA 

As crianças perdidas faz uma reconstituição da busca realizada por voluntários indígenas e forças militares, depois que um avião caiu no meio da floresta amazônica da Colômbia. Havia três adultos e quatro crianças. Quando equipes de resgate chegam ao local, encontram os corpos dos adultos, mas nem sinal das crianças. Lesly, 14 anos, Soleyni 9 anos, Tien 4 anos e Cristin de 11 meses, sobreviveram ao acidente. As crianças viajavam para encontrar o pai Manuel, um líder indígena que havia deixado Araracuara, devido a ameaças das forças armadas. 

Foram 40 dias de buscas intensas e inicialmente os indígenas e os militares trabalhavam separados devido a conflitos de anos. Porém, acabaram juntando forças e dividindo conhecimento para progredirem nas buscas. Apesar dos inúmeros esforços, a força militar recuou após mais de 30 dias de buscas infrutíferas mas os indígenas permaneceram mais alguns dias, tendo decidido que aquele seria o último dia de busca, quando 4 deles que se afastaram do local, acabam encontrando as crianças. 









Ano de lançamento 2024

Duração 1h 35m

Direção Jorge Duran, Lali Houghton, Orlando von Einsiedel



Trailer 





Minhas divagações 

Foi um dos documentários mais emocionantes que já vi. Eu sabia que as crianças tinham sido encontradas, mas só depois de 40 dias. Fato incrivel pelos sobreviventes serem crianças. Até serem encontradas, os relatos são dos soldados e dos indígenas que participaram das buscas, assim como relatos do pai das crianças e da mãe e da irmã da mãe das crianças. O pai demonstrava preocupação e ajudou nas buscas, porém, mais para a frente, a tia das crianças começa a dizer que Manuel não era um bom pai e que batia na irmã. Assim, as crianças que não queriam ficar com ele, se esconderam na floresta. Relato que achei fora de hora, pois ela não havia alertado as autoridades sobre isso antes mas deixou uma questão importante a ser averiguada mais tarde. 

Foram 40 dias tensos, onde nos primeiros, quando encontraram indícios de abrigo, fraldas sujas, acreditavam ainda que as crianças poderiam estar vivas. O exército no início tomavam cuidado com emboscadas na floresta contra guerrilheiros, fora a vida selvagem. Quando procuravam ainda separados, os indígenas começaram a adoecer e os soldados foram até eles com ajuda médica e remédios. A partir de então, com voluntários diminuindo devido a problemas de saúde, juntaram forças com os soldados. 

O mais curioso é saber que não importa o país, os soldados, força militar, policiais, são a maioria das vezes abusivos e por esse motivo, os civis que deveriam se sentir protegidos por essa força, na verdade se sentem ameaçados e não confiam neles. A busca pelas crianças, pelo menos na Colômbia, acabou quebrando esse escudo divisório e unindo as forças pelo resgate. Os soldados tinham armas, equipamentos, preparo físico, mas não conheciam a floresta como os indígenas. Mas de certo modo, cada um aprendeu alguma coisa com o outro. 

O exército deixou o local das buscas com um pouco mais de 30 dias, no entanto um grupo pequeno de indígenas continuaram procurando. Fizeram até uma espécie de sessão espírita para tentar encontrar a localização das crianças e o xamã conseguiu sentir onde elas poderiam estar, mas quando o grupo se dividiu em direções opostas, o primeiro deles voltou sem nada. Decidiram então que assim que o outro grupo retornassem, eles encerrariam as buscas. No entanto, o outro grupo de 4 indígenas, quando estavam desistindo de procurar, escutam o choro de um bebê.

Como tinham câmeras com eles, o reencontro com as crianças foi gravado e foi de partir o coração vê-las desnutridas, sujas e assustadas. No fim do documentário, temos o depoimento de Lesly dado a polícia. Meus olhos se encheram de lágrimas. Lesly acordou após o acidente e viu a mãe morrer. Ela mesma estava machucada, mas cuidou dos irmãos e fez de tudo para mantê-los vivos. Imagina o medo, o cansaço, o desespero dessa menina, pela responsabilidade de manter 3 crianças vivas em um local selvagem? Essa menina foi uma guerreira. Foi um verdadeiro milagre, pois Tien, não sobreviveria mais um dia. 

Claro que quando estava quase terminando o doc, me perguntei sobre a questão do pai. Antes dos créditos finais, ele foi preso para investigações após denúncias sobre seu comportamento abusivo e as crianças estavam sob a guarda do Estado. Eu achei que ficariam com a tia, mas não sei como são as leis lá, pois mencionaram apenas que visitavam a família regularmente. Mas, pesquisando matérias sobre como as crianças estariam após um ano do resgate, apesar de terem vivido de modo privado, sem entrevistas ou aparições na mídia, aparentemente estão sob a guarda do pai. Não li nada sobre ele, o foco está no que seria o milagre da sobrevivência das crianças na floresta e o conhecimento do povo indigena que foi esquecido ao longo dos anos. Os indígenas acreditam que a floresta cuidou das crianças e as devolveram vivas para a comunidade. 

Foi uma história emocionante e cheia de esperança pela humanidade. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Friends: The Reunion - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse documentário que reúne o elenco de uma das séries mais inesquecíveis e amada de todos os tempos. 






A HISTÓRIA 

Após quase 20 anos do término da série Friends, os atores Jennifer Aniston, Matthew Perry, Matt LeBlanc, Courteney Cox, David Schwimmer e Lisa Kudrow, se reúnem em um encontro emocionante no agora restaurado cenário da série, trazendo lembranças daqueles 10 anos em que trabalharam juntos. O apresentador James Corden faz perguntas ao antigo elenco e todos se emocionam mais uma vez com a despedida. Os criadores da série Kevin S. Bright, Marta Kauffman e David Crane contam como escolheram os atores para interpretar Rachel, Chandler, Joey, Monica, Ross e Phoebe e como tiveram as ideias para a série. Personagens que passaram pela série fizeram uma aparição surpresa mas pequena e muitas lembranças e risadas rechearam essa reunião, que infelizmente foi a única e última depois do fim da série, com a morte de Matthew em 2023...











Ano de lançamento 2021

Duração 1h 44m

Direção Ben Winston



Trailer 





Minhas divagações 

Quando saiu esse filme, eu sinceramente pensei que fosse a continuação do fim da série, tipo, mostrando como os seis amigos estavam depois de alguns anos. Só agora fui ver que não tinha nada a ver e que era um doc reunindo o elenco. Mas, apesar de atrasada, fico feliz de ter visto agora e depois de ler a autobiografia de Matthew Perry, podemos observar como apesar dele ser o mais engraçado de todos, ele parece ser o mais desconfortavel e o mais isolado ali. Confesso que só soube de seus vícios, após sua morte e após ler sua biografia. Então, revendo alguns momentos da série, percebemos as mudanças no físico de Matthew, que segundo ele mesmo, quando estava acima do peso era o vício em bebida, quando muito magro, era os remédios. Ele menciona na biografia sobre a gravação da Reunião, porque ele estava internado em reabilitação, mas pôde sair para gravar e depois voltava para a clínica. Nessa época se não me engano, ele estava lutando contra o vício em opioides. 

Mas vamos começar de forma menos depressiva. Friends foi uma série que com certeza ajudou muitos que passaram por períodos desgastantes em suas vidas, mas que esqueciam dos problemas quando assistiam a série. A primeira vez que vi para mim, foi assim. Eu ria com esses seis amigos e esquecia dos meus problemas pelo menos por algumas horas. Mas só fui ver toda a série mesmo anos mais tarde. Maratonei todos os episódios em um tempo recorde para mim. Mas também por pressão, pois na época ia sair do catálogo da Netflix. Eu assistia de 6 a 7 episódios por dia, as vezes foi meio desgastante, mas valeu a pena. Sempre quis saber como a série terminava. 

Foi nostálgico e divertido ver todos reunidos novamente, embora agora já mais velhos. Dos seis, quem continuou mais na atuação foram a Jennifer e a Courteney. James Corden pergunta se os criadores fizessem uma continuação, se eles fariam seus papéis novamente. Segundo Lisa, anos atrás, ela havia escutado os criadores dizendo que o fim da série era o ponto final para os personagens e acredito que foi um excelente. Lisa garantiu que já está velha demais para encarnar uma Phoebe louca. Acho que não teria sentido mesmo querer uma continuação com eles já tão velhos, não teria a mesma essência das loucuras da juventude. E principalmente porque agora está faltando um deles. 

Acho que as meninas envelheceram muito bem. Já os meninos... Quando alguns atores que passaram pela série fizeram uma breve participação, pensei no Brad Pitt e por coincidência James fez a pergunta sobre relacionamentos na série atrás dos bastidores. Jennifer e David confessaram que tiveram uma paixão um pelo outro, mas como estavam em outros relacionamentos, deixaram passar. Em sua biografia Matthew também revela que se sentiu atraído por Jennifer, mas que ela o teria afastado dizendo ser impossível misturar trabalho e vida pessoal. Porém, comentaram sobre a passagem de Julia Roberts que namorou Matthew por um tempo e Brad Pitt com quem Jennifer acabou se casando. Mas, Matthew, na sua insegurança de ser insuficiente para qualquer um, acabou terminando com Julia e Jennifer separou de Brad porque ele a traiu com Angelina Jolie. Compreensível que nenhum dos dois participasse da Reunião. Mas achei desnecessário colocar os dois na conversa. Mas enfim.

Foi divertido esse reencontro e doloroso ao mesmo tempo. James pergunta se todos manteram contato depois do fim da série e Lisa diz que sim, que ao menos uma vez por ano se falavam e quando James pergunta à Matthew quem dos 5 demorava para responder, ele diz que nenhum atendia ele. Em sua biografia ele diz que depois da série, cada um seguiu seu caminho, mas acho que a única que se importava com ele, foi a Lisa. Dá para entender que por mais que você trabalhe 10 anos com alguém, no fim, cada um vai atrás do seu próximo sustento. E Matthew tinha um problema que acredito que ninguém queria se envolver e ele também tinha o hábito de afastar as pessoas. E na vida real não é como na série. 

Mas enfim, apesar de Friends ter algumas críticas negativas, que toda série daquela época tem, para mim foi marcante e inesquecível. O reencontro vale a pena para resgatar essas memórias boas e para ver Matthew uma última vez. 


Nota pessoal 10/10


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Quem é você Charlie Brown? - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse documentário mais que especial, de uma das minhas animações preferidas. Charlie Brown. 






A HISTÓRIA 

Lupita Nyong'o narra o documentário sobre a turma do Charlie Brown e Charles M. Schulz. Fãs famosos como Drew Barrymore, Kevin Smith e Al Roker, contam a influência do Snoopy em suas vidas e Charlie Brown ganha uma nova aventura na escola, onde precisa fazer uma redação falando sobre si mesmo. 










Ano de lançamento 2021

Duração 54m

Direção Michael Bonfiglio



Trailer 





Minhas divagações 

Snoopy é uma das animações que amo desde que descobri o desenho. Acho que foi um especial de Natal, na verdade não me lembro como conheci Snoooy, para mim, faz parte da minha vida desde sempre. O fato é, assistia os desenhos e amava o menino Charlie Brown. Em determinados momentos me identificava muito com ele. Ao longo dos anos, conforme fui crescendo, nunca deixei de amar esse personagem. Tudo que eu via que tinha eles, se pudesse comprava. Copos, lenços, adesivos, borrachas... quando meu filho nasceu, comprei tudo o que encontrei para bebês do Snoopy. Já tive snoopy de pelúcia e até hoje guardo o Charlie Brown, uma vez que devido a mudanças acaba se perdendo ou tendo que deixar coisas para trás. 

O doc conta com pequenas entrevistas da época com Charles M. Schulz, o criador de Snoopy. Cada personagem tem um pouco de si mesmo e cada história foi inspirado em acontecimentos de sua vida real. Charlie Brown obviamente é o próprio Schulz. Eu amava o Charlie porque ele era todo tímido e tudo que fazia sempre dava errado. Embora as outras crianças zombassem dele, no final, tudo sempre dava certo e ele era amado de um jeito ou de outro. Mesmo após tantos anos, Snoopy e sua turma tem um lugar especial no meu coração. 

Mas, como todo desenhista, Schulz não alcançou o sucesso de um dia para o outro, levou alguns anos para ele ser reconhecido e ter a turminha elaborada como acabou acontecendo. Schulz criou um grupo de crianças, que tem problemas de crianças, mas as vezes acabam tendo reflexões adultas. Fora o diferencial de ter um cachorro que não se comporta como um. Sei que não é nenhuma surpresa quando temos o Scooby-Doo, que é um cachorro que fala né. Mas, Snoopy é carismático e divertido levando as crianças e principalmente seu dono Charlie à loucura. Os episódios de quando Snoopy ia para a escola ou aquele filminho em que ele dirigia, era surreal, porém divertidos. 

Nesse doc, além de apresentar a história profissional de Schulz, também fomos agraciados com uma historinha de Charlie Brown na escola, onde ele precisa fazer uma redação falando sobre si mesmo. O que para ele é um grande problema, uma vez que tendo a auto estima baixa, ele não sabe expressar o que ele pode ter de bom que valeria a pena ser escrito. Assim, ele procura ajuda de seus amigos para buscar inspiração, mas como Lucy que sempre adora apontar seus defeitos, ele descobre que não vai ser fácil escrever sobre si mesmo. Nessa jornada de busca, só Linus mesmo que consegue apontar algo inspirador para ajudar Charlie. 

Então, além de termos a história do criador, também nos divertimos com Charlie e sua busca. Também temos participações de famosos de idades diferentes que tiveram a turma do Charlie em suas vidas e que também amam esse desenho e cada um tem seu personagem preferido. Eu amo praticamente todos, mas Charlie, Linus e Patty Pimentinha são meus preferidos. A Patty é aquela personagem cômica que sente algo pelo Chucky, como ela gosta de chamá-lo, ou de Minduim na dublagem brasileira e é tão resolvida consigo mesma, que mesmo ele não demonstrando o mesmo, ela interpreta o contrário. Várias situações cômicas já aconteceram com esses dois. Fora que a Patty é aquela menina que é boa nos esportes mas está sempre dormindo nas aulas. E a Marcy a chamando de Sir/Senhor? Muito engraçado. A Marcy também é uma personagem forte, inteligente e engraçada quando está com a Patty. Mas, a Marcy ainda vê coisas que a Patty ignora.

Conheci o Snoopy pelas animações, algumas tirinhas já vi em livros da escola, mas conheço mesmo pelos filmes. Fiquei com saudades, talvez vá procurar para rever todos novamente. Foi triste quando Schulz fala sobre se aposentar por problemas de saúde. Infelizmente ele faleceu nos anos 2000. Mas com certeza deixou um legado que permanecerá ainda por várias gerações. 

O doc é curtinho mas vale a pena com certeza. É sempre interessante saber como os criadores se inspiraram em suas obras. E apesar de muitos conhecerem o desenho pelo Snoopy, toda a turminha é uma criação bem elaborada. Talvez o Snoopy chame mais a atenção por ser um cachorro diferenciado. Ele dorme em cima de sua casinha de cachorro, ele sabe escrever na máquina de escrever, ele até dirige. Vários episódios podem mostrar coisas diferentes que Snoopy é capaz de fazer e apesar de dar a entender que seus sentimentos por Charlie se baseia apenas em comida e casa para morar, eles são muito mais do que isso. 

Charles também teve sua garotinha ruiva na vida real, mas no desenho, embora eu sempre torcesse para que ele desse certo com ela, porque convenhamos, seria uma vitória na sua vida surpreendente, mas ao mesmo tempo, ele e a Patty também são engraçadinhos juntos. Assim como Linus e Sally ou a insuportável da Lucy com Schroeder. Por ela ser tão chatinha, merece ele na sua vida. 

Mas enfim, o trabalho de Charles foi maravilhoso. Suas criações serão eternizadas e saber como foi seu processo de criação e como se inspirou para fazer os personagens foi muito interessante. Recomendo. Vale a pena. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 25 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Meu Ayrton por Adriane Galisteu - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse documentário que foi lindo de ver. Ninguém melhor do que Adriane para contar sua história com Senna.






A HISTÓRIA 

Adriane Galisteu conta sua história de quando conheceu Ayrton Senna, seu relacionamento com ele e como viveu após sua morte. Como a família de Ayrton não quis participar, o doc contém depoimentos de amigos que acompanharam o casal durante esse curto tempo. Adriane fala sobre sua vida antes e sobre o que sofreu depois com a morte de Senna. Quando começou seu relacionamento com ele, naquela época já era julgada erroneamente. Hoje, abrindo seu coração, as pessoas admitem que agiram de modo errado com ela naquela época. Adriane deu a volta por cima e conquistou seu lugar no mundo. 











Ano de lançamento 2025

1 temporada 2 episódios 



Trailer 





Minhas divagações 

Tudo relacionado a história de Ayrton Senna é interessante. Menos a série que saiu recentemente. Eu, particularmente prefiro documentários com depoimentos de amigos e familiares ou registros de entrevistas e arquivos da época, do que uma história contada encenada por atores. Por mais que fosse a história do Senna, essa série enrolei tanto para ver que acabei nem vendo quando soube que o tempo de tela sobre Adriane foi ridícula de curta. Ainda bem que fizeram a versão sob os olhos de Adriane, já que não contaram sua história, agora está aí e foi tocante de se ver. 

Vendo suas entrevistas do passado, podemos ver que ela não mudou praticamente nada. E com tudo o que lhe aconteceu, só serviu para seu crescimento e amadurecimento pessoal. O que fizeram com ela é triste demais de se ver. Uma menina que perdeu o namorado, o companheiro, o amigo, ser tratada daquela maneira? E não é algo inventado, é algo registrado pelas câmeras. Hoje, muitos concordam a injustiça que ela sofreu, mas na época, a julgaram e criticaram como todos. Em entrevistas lhe perguntavam na cara dura se ela não estava sendo oportunista usando o nome de Senna para subir na vida. Mas é fácil julgar né. Ela não era casada com ele, ela não tinha nada, nem onde morar, já que a família dele a mandou sair da casa dele dias após o enterro dele, como ela poderia se manter? 

Eu era adolescente quando Senna morreu, mas eu vivi esse momento histórico, vivi aquela manhã de domingo que mudou o modo como muitos curtiam Fórmula 1. Vivi a esperança da notícia que ele estava vivo e vivi a tristeza de ouvir que ele havia morrido. Vivi para ver o dia que o país parou com a chegada de seu corpo. Mas como qualquer pessoa, não parei para pensar o que havia acontecido com quem era próximo a ele. A nossa vida continua, embora tivéssemos perdido um ídolo, um herói. 

Saber o que Adriane enfrentou depois da morte de Senna, é triste mas também um conto de fadas. Embora ela tivesse ficado sozinha, já que instantaneamente a família dele a descartou, por outro lado ela teve o Braga e sua esposa, grandes amigos do Senna que sabiam que era isso que ele iria querer que fizessem por ela. Braga a ajudou até que ela pudesse se recompor e caminhar com suas próprias pernas. Hoje, ela continua linda, casada com um companheiro que entende o que Senna significou na vida dela, tem filhos lindos e uma vida de superação incrível. E o melhor de tudo, muita gente sente carinho e respeito por ela. Ao contrário de outras pessoas que está sempre envolta de polêmicas do passado e do presente. Não entendi seu posicionamento ao lado da família no dia do velório de Senna. Se ficasse apenas a família, ainda é compreensível. E se a família e essa pessoa não quiseram participar do doc da Adriane, fica óbvio o motivo. 

Como eu disse, a série parecia interessante por ser sobre o Ayrton, mas como é produzida pelos olhos da irmã dele, fico feliz que procrastinei tanto para ver que acabou saindo um doc melhor. Quem mais poderia contar sobre Ayrton do que a própria Adriane? Pelo menos aquele tempo em que ela passou com ele, merecia ser contada. E vale muito a pena. Adriane é uma pessoa de bem com a vida, com ela mesma, não guarda rancor e sabe lidar com haters, já que desde novinha teve que conviver com esse tipo de gente. Seu carinho pelo Ayrton é lindo demais. Aquele dia da corrida será sempre carregado pelos E SE... mas, nada poderá mudar o que realmente aconteceu. Rever aqueles momentos é algo extremamente doloroso, mas pelos olhos de Adriane, foi tocante e apaixonante. Ela é um exemplo de mulher guerreira. Simpática, divertida e muito elegante. Se tivessem dado uma chance à ela naquela época, hoje a família de Senna poderia ser vista de outra forma. Pois para mim, é muito triste que ele fosse tão humilde e a família ser desse jeito. Quem a segue nas redes sociais, pode até achar que agora ela ostenta dinheiro, mas ela merece e seus vídeos são sempre divertidos. 

E embora Senna tenha dito na época que amou muito a Xuxa, ninguém pode negar que com a Adriane ele parecia muito mais feliz. Primeiro porque a Xuxa era alguém que já tinha certa fama, então não acho que combinava com a simplicidade dele. Adriane era novinha, mas era simples, corria atrás de seus sonhos, trabalhava, mesmo que fosse julgada na época, acredito que era mais aquela história da menina pobre que conhece o cara rico ou famoso. Senna não era só famoso, ele era um herói. Pelo menos, no curto período em que ficaram juntos, pode-se ver que ele foi muito feliz com ela. Pena que por ser muito novinha não tenha engravidado dele, mas com certeza isso teria sido alvo de críticas bem piores e imagina o que a familia dele não faria com esse herdeiro? Ou a acusariam de coisas horríveis ou tirariam a criança dela. Mas a vida é assim, se não era para ser. 

No mais, recomendo. Vale muito a pena. 


Nota pessoal 10/10

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