domingo, 26 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] Sorria 2 - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Sorria... ou não. Hoje trago essa continuação que confesso, me surpreendeu.






A HISTÓRIA

Após testemunhar o suicídio de Rose Cotter, o policial Joel agora procura desesperadamente alguém para passar A maldição da entidade que sorri. Ele procura por dois traficantes mas acaba tendo um tiroteio e os dois morrem. Ao sair do local descobre uma testemunha, ele pede desculpas e foge, mas é atropelado no caminho. A testemunha era o traficante Lewis que agora passa a viver vendo coisas. 

Enquanto isso, Skye Riley, após um ano afastada do palco, retorna em uma turnê para conquistar seus público novamente, depois do escândalo sobre seu acidente que matou seu namorado e ator Paul Hudson e seus problemas com substâncias químicas. Vivendo a pressão da fama e de sua mãe, que também é sua agente, ela procura Lewis para conseguir Vicodin, alegando que seria para suas costas. No entanto, ao chegar em sua casa, ela o vê agindo de forma estranha e acaba presenciando seu suicídio. Transtornada, ela abandona o local. 

Skye passa a ter alucinações e vê pessoas sorrindo de forma estranha para ela. Entra em contato com sua amiga Gemma e desabafa tudo o que está acontecendo. Mas as alucinações não param e ela ainda recebe mensagens de texto de um número desconhecido perguntando sobre Lewis. Mesmo transtornada e visivelmente cansada, sua mãe a obriga a cumprir sua agenda de compromissos resultando em acidentes graves. Skye acaba respondendo a mensagem do número desconhecido e concorda em se encontrar com a pessoa, que vem a ser um homem chamado Morris que viu seu irmão passar o mesmo que Skye e agora tenta impedir que outras pessoas acabem morrendo como seu irmão. Seu plano para tentar parar a maldição é suspeito e arriscado, mas depois de Skye sofrer mais alucinações insuportáveis, ela decide arriscar. Porém, tudo o que ela vem passando é real ou alucinação?










Ano de lançamento 2024

Duração 2h 12m

Direção Parker Finn

Elenco Naomi Scott, Lukas Gage, Dylan Gelula, Rosemarie DeWitt, Peter Jacobson



Trailer 





Minhas divagações 

O primeiro filme tive muita expectativa pelo trailer pela história parecer promissora. No entanto, além de não esclarecer de onde vinha essa maldição, ainda teve um final aberto, que obviamente agora sabemos porque. Sorria 2 segue com a maldição e embora eu tenha levado uns sustinhos, não achei tão assustador, embora confesse que achei perturbador. 

Sabemos agora que a tal entidade se alimenta das pessoas traumatizadas e perturbadas. Mas não entendi se na hora de passar para outra pessoa, todas as vítimas teriam que ter passado por algo traumático, por exemplo, o que aconteceu com Joel? E Lewis? Skye sabemos o que ela passou e o que tem vivido, faz sentido a entidade querer se alimentar dela. Talvez por isso tenha ficado mais tempo com ela? Com certeza o suicídio de Lewis foi extremamente perturbador. 

O mais surpreendente é o primeiro e o segundo serem do mesmo diretor e o segundo parecer superior ao primeiro. Naomi Scott me surpreendeu transmitindo doses de terror e loucura na medida certa. É o tipo de personagem que você se apega e torce por ela. Além de sofrer junto também. Foi excepcional te confundir com ela sobre o que era real ou alucinação. Fiquei de queixo caído em vários momentos. Minha principal pergunta era: Morris foi real? Que entidade é essa que cria alucinações tão realistas assim? Se Morris não for real, a entidade criou algo extremo para bagunçar ainda mais com a mente de Skye. 

E sim, eu realmente acreditei em Morris embora duvidasse que poderia ser tão fácil assim. Mas não esperava aquele final. Como será agora o próximo então? Ansiosa para saber como isso vai terminar. Muitos podem explorar as mensagens que o filme pode estar querendo passar. Eu nunca fui muito de ver por esses lados. Geralmente as pessoas falam sobre tal filme ser uma crítica a tal coisa, infelizmente eu só vejo uma história mesmo. Mas, não nego que esse final implica muitas coisas para o futuro. Se Morris existiu, ele continuará no próximo? Quem seria a pessoa que vai entender o que está acontecendo e buscar parar essa maldição? Essa entidade tem como parar? Pois do que ela se alimenta é o que mais tem nas pessoas. 

Enfim, desde o primeiro sempre tem aqueles personagens inúteis que só servem para irritar. Aqui, a mãe da Skye com certeza foi uma delas. O primeiro me surpreendeu mais pela novidade do que estaria acontecendo e do que seria essa coisa perturbadora que deixava as pessoas transtornadas e o mistério de como isso passava para outra. Eu achava que a entidade escolhia as vítimas perturbadas próximas as possuídas, mas o final do segundo modificou essa questão, e agora? Como será resolvido? E por que sorrir? Por que viam sorrisos sinistros nas outras pessoas? Talvez porque pela vítima estar sofrendo ver outros sorrindo seria um sinal de sua infelicidade? 

No mais, achei o segundo muito melhor que o primeiro, embora no quesito terror, não fosse tanto assim, mas psicologicamente falando, foi meio perturbador. Só espero que se tiver um próximo filme, tenhamos mais explicações quanto ao mistério de onde surgiu essa entidade e se tem como pará-la. Caso contrário, só teremos mais e mais histórias, até perder a graça e a franquia ser destruída pela ganância. 


Nota pessoal 8/10

sábado, 25 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] O Homem do Saco - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Uma das lendas que nossas mães contavam para sermos obedientes transformado em um filme de terror. A lenda em si pode ser assustadora, já o filme...






A HISTÓRIA 

Patrick retorna a sua cidade Natal com sua esposa Karina e seu filho pequeno Jake. Enquanto tenta um empréstimo com seu irmão, Patrick é assombrado por lembranças do passado quando ainda criança. Seu pai havia contado sobre uma lenda local de uma entidade que chamavam de Homem do saco, que pegava crianças e colocava em uma mala e desaparecia com elas. Perto dali, havia uma mina abandonada onde o pai teria dito que vivia o Homem do saco. Seu irmão Liam o desafia a chegar perto da entrada da mina, o que Patrick faz somente porque encontrou uma árvore que poderia lhe proporcionar madeira boa para seu hobby de esculpir. Mas quando está cortando o galho da árvore, ele sente algo cortando uma mecha de seu cabelo e assustado, saem dali. Patrick cresce com esse trauma que só volta após retornar a sua cidade.

Ele se sente cada vez mais perturbado e tem certeza que algo ou alguém, está atrás de seu filho. Ele conta a lenda para sua esposa, mas uma noite, quando tentam relaxar sozinhos deixando Jake com a tia, eles são atacados misteriosamente, mas Patrick sabe o que está atrás de seu filho, embora seja difícil de acreditar. 









Ano de lançamento 2024

Duração 1h 32m

Direção Colm McCarthy

Elenco Sam Claflin, Antonia Thomas, Caréll Vincent Rhoden, Steven Cree



Trailer 





Minhas divagações 

Bom, confesso que não esperava muito desse filme, embora seja com Sam Claflin. Acredito que muitos já ouviram falar sobre a lenda do Homem do saco, mesmo que mude sua fisionomia ou o modo como rapta as crianças. Na verdade achei a história bem lenta e nada assustadora. Acho que o pai de Patrick contando sobre o Homem do saco, foi mais assustador do que o próprio Homem do saco. Nos meus devaneios mais loucos, até cheguei a pensar que ele fosse o próprio. Meio sem noção eu sei, mas a lentidão dos acontecimentos faz isso comigo. 

Pelo menos uma coisa foi respondida para mim. É óbvio que Patrick foi atacado quando criança e segundo a lenda, quem tem uma mecha do cabelo roubado, significa que o Homem do saco, saberá onde a criança está e o perseguirá até conseguir o que quer, colocá-la dentro do saco. Me perguntava por que só agora, mesmo depois de adulto, o Homem do saco perseguiria Patrick. Acho que a dinâmica de só pegar crianças mudou aqui para pegar seus objetivos mesmo que cresçam depois. Outra coisa intrigante para mim, foi como o pai de Patrick conhecia essa lenda? Por que contou daquela forma assustadora para o filho? Ele passou por algo semelhante? Ele sabia como evitar ser perseguido pelo Homem? Por isso contou para o filho? E por que não contou como se proteger do Homem ao invés de só assustar? Por isso suspeitei do próprio pai em determinado momento. 

O Homem do saco em si foi em nada amedrontador. A lenda em si foi muito mal trabalhada. Focar no trauma de Patrick e na proteção de seu filho, compreensível. Mas algumas situações foram exageradas e sem sentido. Se você está passando por uma situação de trauma e quer acima de tudo proteger seu filho, quem em sã consciência sairia para jantar fora e deixaria o filho com a tia? A tia era confiável? Com certeza. Mas o ponto seria, em uma situação dessas, seria mesmo inteligente sair para relaxar? E aquela psicóloga do Patrick? Seu modo de falar era muito estranho. Nunca fui em psicóloga, mas eu dormiria se ela falasse comigo naquele tom. 

Confesso que quando perco o interesse na história, pode ser que me distraia e acabe vendo sem prestar muita atenção nos detalhes. A dinâmica em querer mostrar que havia algo espreitando Jake, nos fazia acreditar que o Homem estava mesmo atrás dele. Porém, foi como o pai de Patrick havia dito, uma vez que sua mecha é cortada, o Homem saberá onde você está e o perseguirá até concluir seu objetivo, ele só não havia dito que não importava o tempo que isso levasse. Também ficou óbvio que agora Jake terá o mesmo destino do pai já que teve sua mecha cortada. Ele irá crescer com sua mãe obcecada contando a história do Homem do saco e o fazendo prometer sempre manter sua flauta com ele, já que é seu objeto preferido e sua proteção contra o Homem. Infelizmente achei o final meio sem graca. Ficou parecendo que poderá ter sequência. Já que não foi algo conclusivo. Uma vez que a questão é: como destruir uma lenda? 

Ultimamente tem aparecido muitos filmes de terror tentando usar temas já conhecidos mas que na minha opinião, não conseguem captar o verdadeiro horror. Na minha época de criança, ouvia muito dizer que quem não se comportasse o Homem do saco viria levar embora. Até lembro que vivíamos assustados quando víamos qualquer homem com um saco nas costas. Acho que faltou trabalhar nisso quando Patrick era criança. Aparentemente ele era bonzinho, o Homem deveria ter ido era atrás de seu irmão. Patrick vivia com mais medo na fase adulta do que na infantil. O que já acho que cortou um pouco da dinâmica de se ter medo da lenda desde a infância. Patrick só teve a experiência na boca da mina, se tivesse outros eventos do Homem aparecendo mais vezes, entenderia mais seu trauma. No final, ficou para mim, uma sensação de vazio e algo inacabado. Uma lenda tão interessante mas muito mal explorada. 

De novo, a história foi contada pelo pai mas faltou muitos detalhes. Qual o sentido de deixar o filho apavorado? E pelo jeito esse Homem do saco prefere crianças boazinhas, porque se contentou com a mecha de Patrick, e o seu irmão? E por que o filho de Patrick? Esse Homem do saco é uma maldição de família?  E se tivesse outras crianças? E se o irmão de Patrick tivesse sido raptado? Aí sim o medo dele seria compreensível. Mas enfim. Lenda interessante mas história rasa. 


Nota pessoal 6/10

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] Peter Pan: Pesadelo na Terra do Nunca - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago mais uma obra destruidora de infâncias.






A HISTÓRIA 

Quinze anos atrás, Peter Pan trabalhava em um circo como mímico. Depois de um show, ele tenta sequestrar James Gancho, um garotinho de seis anos, mas sua mãe luta bravamente contra Peter, porém, ele consegue levar James e mata sua mãe. 

Nos dias atuais, Wendy, vive com sua mãe e seus dois irmãos Michael e John. No dia do aniversário de Michael, Wendy se distrai com o namorado e perde o irmão de vista. Michael então é sequestrado por Peter, que liga para a casa do menino e diz que o levará para Terra do Nunca. 

Desesperada e se sentindo culpada, Wendy passa a noite na casa de sua amiga Lily, onde seu irmão mais novo Joey é o melhor amigo de Michael. Sabendo disso, Peter decide sequestrar Joey para ficar com Michael e mandá-los para a Terra do Nunca. Wendy segue Peter e encontra seu esconderijo. Antes de salvar Joey, ela vê Sininho, uma criança que foi sequestrada anos atrás e que seu pai ainda espera por ela. Ao lhe dizer isso, Sininho tenta ajudar Wendy, que ainda descobre outra criança desaparecida que cresceu trancada ali. 













Ano de lançamento 2025

Duração 1h 29m

Direção Scott Chambers

Elenco Megan Placito, Martin Portlock, Peter DeSouza-Feighoney, Teresa Banham, Campbell Wallace, Christopher Green



Trailer 





Minhas divagações 

Confesso que apesar do terror ser mais carnificina, esse foi bem melhor do que o terror do Ursinho Pooh. Em um sentido mais literal, dá para entender Peter sendo obcecado por um local dominado por sua sombra que o fazia sequestrar crianças para ir a Terra do Nunca. No entanto, não entendi muito bem por que ele fez aquilo as crianças no ônibus. Cheguei a pensar que fosse um ritual para recuperar sua aparência, ou seja, ficar jovem novamente. 

Tudo nesse filme foi além do que imaginei. Nós podemos acreditar que Peter, um psicopata, cresceu com a ideia da Terra do Nunca. Parece até com a ideia original, já que Peter levava as crianças que estivessem emburradas com seus pais. No entanto, aqui, as crianças não estavam particularmente assim. A história da Sininho e do Capitão Gancho, foram modificadas terrivelmente bem, principalmente a da Sininho. Viciada em pó de pirlimpimpim? Genial. 

Claro que até então, você só via a história como um psicopata que sequestrava as crianças até ter um momento em particular que parece que Peter quase consegue voar, ao se elevar alguns centímetros do chão. Na minha concepção dessa história, Peter teria crescido ao sair da Terra do Nunca ao procurar Wendy, se tornando esse psicopata sequestrando crianças para voltar a sua Terra. Ao matar algumas delas recuperaria aos poucos a juventude. Claro que não faz tanto sentido quanto fez na minha cabeça na hora, mas eu preferia que fosse assim. Pois apesar de conhecermos a história de Peter Pan, nessa versão de terror, não vi muito sentido em manter os personagens Wendy e seus irmãos, a não ser que tivesse sido como havia imaginado. Também pensei que Peter do terror estaria atrás dos filhos da Wendy, uma vez que ela deixou a Terra do Nunca e se esqueceu dele. Como vingança, ele viria buscar seus filhos. 

Mas enfim, apesar da minha imaginação sempre ir além, até que foi um filme interessante. Embora eu prefira mais terror com espíritos e jump scare, foi uma versão interessante destruidora de infâncias. Só acho que Pesadelo na Terra do Nunca seria um título meio sem sentido, quando ninguém nunca viu esse lugar e fica aquela dúvida de onde Peter tirou isso. O ruim de transformar contos em terror é quando precisa incorporar os personagens principais na história. Embora tenha achado genial a criação da Sininho, como o Capitão Gancho acabou daquela forma? 

Li algumas pessoas falando sobre referências de outros filmes, eu só peguei a do It mesmo. Talvez porque minha expectativa fosse um pouco grande demais, já que esperava um terror dos bons em vista dos que tenho visto ultimamente. Mas, foi mais um com grande potencial de exploração para várias direções, mas que acabou sendo mediana para mim. 

Como sempre digo, alguns filmes de terror não tem muita coerência mesmo. As vezes a pessoa que teve uma ideia de história, simplesmente coloca os acontecimentos ali e o final. Não explica de onde pode ter surgido tal monstro ou maldição. Já começa com o terror e só se certificam que seja assustador e tenha um final, mesmo que ruim. Por Peter Pan ser uma história infantil, aqui já temos algumas informações. Mas, como eu disse antes, como eles refizeram o conto todo, faltou algumas explicações. Na minha cabeça, eu pensei que essa história fosse tipo uma continuação do conto original. Pelo que me lembre, Wendy volta para casa com seus irmãos. Já teve filmes que vi que sugere que eles ao voltarem teriam esquecido tudo sobre Peter Pan e a Terra do Nunca. Partindo daí, teria sido interessante se Peter tivesse ficado algum tempo fora da Terra do Nunca procurando pela Wendy e como todos foram crescendo e ele sendo esquecido, começou a crescer também. Tendo que viver ali, começou a trabalhar enquanto sua mente ia esquecendo aos poucos sobre quem era também. Mas, sua sombra, poderia estar ali o lembrando de quem era e que para retornar a sua Terra, deveria encontrar Wendy e seus irmãos e levá-los de volta para que recuperasse sua juventude. 

Claro que teria que ser melhor trabalhado nessa história, mas foi o melhor que pude imaginar para Peter, ao invés do que realmente foi. Principalmente porque a história do Peter não fez sentido nenhum. Ele era um homem comum? Que virou psicopata? Ou ele tinha poderes sobrenaturais? Como ele encontrava as crianças?  Por que o irmão da Wendy era especial? E repararam que ele só pegava meninos? A Wendy foi a única garota que Peter conheceu, por que? Pensando bem, a história de Peter Pan ficou meio estranha agora. Vou parar de pensar nisso pois até o conto original vai acabar parecendo terror. 

Apesar de ter esperado mais e apesar de que ainda acho que poderia ter sido mais, foi até interessante como usaram os personagens os transformando em terror. 


Nota pessoal 6/10

terça-feira, 21 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] Confinado - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago essa história claustrofóbica porém meio sem graça. 






A HISTÓRIA 

Eddie, endividado, precisa de dinheiro para pagar sua vã e continuar seus bicos, além da responsabilidade de pegar sua filha na escola, que acaba sempre se atrasando a decepcionando. Sem ninguém para lhe emprestar um dinheiro, ele parte para o roubo. Em um estacionamento ele vê um carro de luxo e ao tentar abrir a porta, vê que estava destrancada. Sem desconfiar de nada, entra no carro e passa a procurar por dinheiro ou objetos de valor. Não encontrando nada, tenta sair do carro, mas percebe tarde demais que ficou trancado ali dentro. 

Os vidros do carro são escuros para quem vê de fora, então, por mais que gritasse por ajuda, ninguém o escutava ou via ele ali dentro. Ele passa a receber ligações de um número desconhecido vindo do carro mas ele tenta ignorar o máximo que pode, até que ao atender a ligação, é o dono do caro quem está ligando. Eddie então se vê preso no carro, tendo a única companhia, esse senhor psicopata que o deixa passando fome, sede, mexendo com seu psicológico e afirmando ser uma espécie de justiceiro contra ladrões como Eddie. Mesmo implorando para entregá-lo à polícia, o estranho que vem a se chamar William, afirma que a justiça é falha quando se trata de situações como essa e ele decidiu resolver a sua própria maneira. 









Ano de lançamento 2025

Duração 1h 35m

Direção David Yarovesky

Elenco Bill Skarsgård, Anthony Hopkins 



Trailer 





Minhas divagações 

Juntaram o It e o Hannibal no mesmo filme, mas ainda assim fracassou. Fora que ainda parece ser um remake de um filme argentino se não me engano e ainda parece ter uma versão brasileira. A premissa sempre parece interessante, mas com o desenrolar da história, vai ficando desgastante e meio desesperador para sua conclusão. 

Eddie, por estar endividado, escolhe o caminho mais fácil que seria roubar. Em nenhum momento ele achou estranho um carro de luxo, no meio de um estacionamento pobre estar destrancada? Não achou suspeito um carro desse porte estar justo ali, destoando de tudo ao redor? Nos dias que Eddie ficou preso ali, ninguém mais teve curiosidade com o carro? O único curioso foi somente ele? A polícia não teria desconfiado que seria um carro roubado abandonado ali? Ou William pensou em tudo e a polícia conhecia seu carro ou ele era dono do estacionamento ali. E, por ser um estacionamento, só início teve pessoas passando ali perto? Acho que seria mais desesperador para Eddie se visse movimentação lá fora e ninguém prestasse atenção no carro. 

Até conhecermos o dono da voz pessoalmente, ficava o mistério de seus motivos para prender Eddie. Infelizmente, ele foi apenas um azarado que caiu na armadilha do milionário que após passar por várias falhas no sistema judicial, achou que tinha o direito de fazer justiça com as próprias mãos. Mas, como ele poderia se dar por satisfeito, impondo sua justiça, a apenas ao Eddie? Inicialmente eu pensei que alguém havia armado isso para ele. Não suspeitei que foi uma armadilha para o primeiro ladrão que tentasse roubar o carro. 

Não há como negar que o que Eddie passou dentro do carro tenha sido no minimo claustrofóbico e desumano, no entanto, é como se dissessem que fez por merecer, já que estava roubando algo que não lhe pertencia. Me fez lembrar do filme do Willem Dafoe, Inside, onde ele tenta roubar um apartamento e fica preso ali. Ele não recebe ligação dos proprietários, mas como o local tinha sistema automático de ar condicionado e tals, ele passou por maus bocados também, embora o espaço fosse bem maior do que um carro. E ele também passou fome e sede, porque como os donos viajaram, não teria comida guardada. Também sofreu com temperaturas altas e baixas, mas no caso de Eddie, William fazia isso de propósito para castigá-lo. 

O que tirou um pouco do suspense, foi William ter aparecido pessoalmente na frente de Eddie, entrado no carro e ter dirigido com ele ali. Qualquer coisa poderia acontecer e dar errado nessas condições para qualquer um deles. Eu não conheço a versão original, então só posso avaliar o que vi nesse filme. Skarsgård se entregando na atuação como sempre, no entanto, a história perde um pouco a força no meio do caminho e até chegar a conclusão final já estamos decepcionados. Se eu esperava mais? Talvez. O que eu esperava de fato? Não sei dizer. Aqui, minha criatividade não foi muito além, pois não tive muitas expectativas desde o início. William poderia ter decidido fazer muitas coisas com Eddie, mas suas escolhas foram para lá de duvidosas. A pergunta é: Eddie foi a primeira e última vítima de William? Se ele queria ser um justiceiro, quantas pessoas mais ele aplicou sua justiça distorcida? Se foi o primeiro valeu a pena? Se já fez antes ficou claro que não compensou, pois quantas injustiças há no mundo? Nenhuma lei é justa em nenhum lugar do mundo. Os poderosos sempre saem impunes e como William, também desejamos fazer justiça. Mas nem sempre conseguimos. Acho que William acabou passando até dos próprios limites. 

Enfim, mais um terror que não acho que seja de fato terror. 


Nota pessoal 6/10

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] Presença - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago esse filme que tinha um tema muito promissor, mas...







A HISTÓRIA 

A família Payne, composta Rebekah, Chris, Tyler e Chloe, se mudam para uma nova casa, onde uma Presença passa a seguir a família no seu dia a dia. Chloe, que recentemente passou por um luto após a morte de uma amiga, é a mais receptiva a sentir alguma coisa na casa. A mãe, que só tem olhos para o filho, não acredita em Chloe, porém, seu pai, que sempre a apoia, cada vez mais tem a sensação de que tem algo na casa. Chloe passa a acreditar que a presença possa ser o espírito da amiga falecida. 

Ryan, um amigo de Tyler, passa a frequentar a casa quando conhece Chloe. Porém, quando tenta se aproximar dela, algo sempre acontece na casa que acaba interrompendo suas intenções. Mas, quando ele consegue dominar os sentimentos de Chloe, passa a tentar batizar sua bebida e a presença tenta a todo custo impedir suas más intenções. Conforme as coisas vão piorando, Chris investiga com a imobiliária se teve algum incidente na casa, em negativa, a corretora lhe indica uma médium para investigar. Cética, Rebekah afirma que essa médium é charlatã que só quer tirar dinheiro deles, principalmente quando ela diz que a presença está presa em uma distorção temporal, confundindo passado e presente, mas que está tentando impedir alguma tragédia futura. É assim que Chloe descobre sobre as intenções de Ryan mas não consegue impedir a tragédia. 










Ano de lançamento 2024

Duração 1h 25m

Direção Steven Soderbergh

Elenco Lucy Liu, Chris Sullivan, Eddy Maday, Callina Liang



Trailer 





Minhas divagações 

Não há como negar que o tema foi bem interessante, visto que vemos pela perspectiva do fantasma. Ficamos o tempo nos questionando quem seria essa presença que desde que a família se muda para a casa, ela passa a espionar o dia a dia da família. 

Podemos até acreditar que poderia ser a amiga falecida de Chloe. Mas que perigos a amiga poderia estar tentando avisar que Chloe corria? Quando Ryan entra na jogada, fica meio confuso as intenções do rapaz, visto que Chole fez tudo o que ele queria. A reviravolta nesse caso, confesso que para mim foi impressionante. 

Rebekah foi uma mãe que vivia para o trabalho e para o filho. Mesmo Chloe passando por um momento delicado, ela ignorava os sentimentos da filha. Chris por sua vez, considerava se separar da esposa e apoiava totalmente Chloe, acreditando cada vez mais que tinha realmente algo na casa. Porém, apesar de sabermos que as investidas de Ryan eram suspeitas, a revelação de seus motivos me chocaram. Confesso que jamais pensaria nessa resolução do caso. E a presença, eu esperava tudo menos isso. 

Porém, não se empolguem. Apesar do final surpreendente e da perspectiva interessante, o desenrolar até esse momento, é meio entediante. Mesmo que estivéssemos observando o cotidiano familiar com seus problemas comuns sob a perspectiva de um espírito enigmático, não se tinha muito o que fazer a não ser acompanhar a rotina e especular quem seria esse fantasma. 

Chloe foi bem manipulável, talvez por ser ignorada pela mãe ou pela perda recente, mas se via claramente que Ryan não era boa coisa. Mas como era amigo de seu irmão, porque não confiar no garoto não é mesmo? Mas, apesar de Lucy Liu e Chris Sullivan, o filme não foi muito marcante. A família não parecia uma família. O casal desde o início parecia enfrentar problemas conjugais. Os irmãos eram totalmente indiferentes um com o outro. Mas talvez a dificuldade de se apegar a família, seja porque estamos os vendo de fora, da perspectiva de um terceiro, dificultando nos aprofundar mais em relação a eles. 

Mas mesmo assim, achei que poderiam trabalhar melhor na família, na situação. Embora o final fosse revelador, para poder ser ainda mais chocante e emocionante. Embora fosse algo que eu nem suspeitasse, senti que faltou alguma coisa para tornar a obra ainda melhor. Não achei assustador, não sei se cabe bem no gênero terror, mas o suspense foi interessante, embora ache que a presença poderia ter se manifestado muito mais, tornando o ambiente mais sinistro, talvez perseguindo Rebekah para que prestasse mais atenção na filha ou que alertasse o filho sobre suas amizades. Tentasse alertar Chris para ficar de olho em Chloe, embora acredite que nada pudesse impedir o que aconteceria de qualquer forma. Mas, no fim, passaríamos a não temer a presença, pois apesar de parecer que fosse sinistra, ela só estava observando. Como não poderia se manifestar, acompanhava os acontecimentos. A médium havia dito que a presença estava perdida entre passado e presente, então poderia explicar o porquê de ficar ali, talvez tentando recordar o motivo disso. 

Como a família estava sendo observada por outra perspectiva, não via quem poderia ser a presença e não via como melhorar esse ambiente tão distante dessas pessoas. Mas o final, apesar de tudo, por mais doloroso que fosse, a mãe mereceu esse impacto na vida dela. Só não lembro porque mudaram de casa. Mas a cidade continuou a mesma? Será que se tivessem ido para outro lugar aconteceria o mesmo? Chloe foi uma coincidência ou vítima das circunstâncias? O que aconteceu com a amiga e o que quase aconteceu com a própria foi coincidência? Ou era premeditado? 

Não sei, tenho a sensação de que estou sendo injusta com o filme, porque o final foi surpreendente, mas todo o resto foi muito entediante. Se as entidades que assombram as pessoas observam seus cotidianos devem morrer de tédio, ainda que essa família tinha certos problemas. Imagina aquelas que seguem uma rotina onde todo dia é igual? Mas enfim, poderiam ter trabalhado melhor nessa família. Apesar de tudo, o mais interessante mesmo acabou sendo a presença em si. No final a entendemos e ficamos tristes por ela. 


Nota pessoal 6/10

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] O Jogo da Garrafa - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. A verdade é uma só, não fazem mais filmes de terror como antigamente...






A HISTÓRIA 

Cole, retorna a antiga casa onde sua mãe nasceu, cujo passado foi assombroso e deixou marcas na cidade. Lorelai, filha de um religioso leva alguns colegas para o porão, onde encontram uma garrafa antiga e começam o Jogo da garrafa. Tudo poderia ir bem, se não tivessem enganado Lorerai libertando uma entidade maligna que acabou desencadeando em uma grande tragédia. 30 anos depois, Cole retorna a casa para reformá-la e vendê-la.

Apesar dos avisos de sua mãe para não entrar no porão, ele faz algumas amizades e alguns garotos e garotas vão a sua casa, movidos pela curiosidade da lenda sobre a carnificina que aconteceu anos atrás. Eles encontram a mesma garrafa e fazem o mesmo jogo. Uma das garotas fica estranhamente assombrada o que a leva a ir embora mais cedo e consequentemente acaba desaparecendo. 

Kasey, filha do Xerife da cidade, sente interesse por Cole e apesar dos avisos de seu pai, ela o procura para desvendar o desaparecimento da amiga. Obviamente o Xerife acaba desconfiando de Cole e após este procurar a mãe para saber mais sobre o passado da casa, resta à ele a missão de destruir a garrafa e acabar com a maldição. 









Ano de lançamento 2024

Duração 2h 4m

Direção Gavin Wiesen

Elenco Tanner Stine, Ali Larter, Kaylee Kaneshiro, Samantha Cormier



Trailer 






Minhas divagações 

Filme completamente sem sentido nenhum. Digo, mais uma vez tinha potencial para ser algo no minimo interessante, mas acabou se perdendo em vários caminhos. Primeiro, a história inicial de como a lenda do que houve na casa foi muito fraca. Óbvio que explicariam mais para a frente o que houve, mas achei a brincadeira muito idiota. Preferiria verdade ou consequência, pois aqui tinham que ficar beijando um ao outro. 

Depois, a mãe de Cole conhecendo o histórico do local o manda para lá? Se tudo estava quieto até então, não era só deixar assim? E outra, dizer para não entrar no porão trancado é o mesmo que convidar para entrar. Não houve sentido nas mortes nem sustos. Cole foi um personagem tão deslocado de tudo. Nenhum personagem foi inteligente o suficiente para nos apegarmos e sentirmos empatia. Pelo menos torcer para que algum sobrevivesse. Eu só queria que acabasse logo. 

Tecnicamente foi um espírito controlado por um demônio? Que coisa mais sem criatividade. E o que queriam? Só ver os adolescentes se pegando? E foi um filme tão longo. Achei a história toda meio desesperada. Cole mal chegou na cidade, foi para a escola e já fez amigos que levou para casa? Uma casa que não tinha nada pois ele havia acabado de chegar. E o desespero da menina ao ver o novato chegar? Sem comentários. E a mãe dele? Se sabia de toda a história desde o início, por que não contou a alguém ou pelo menos para o filho? Esperou tudo isso acontecer para revelar seu passado? Assim como o padre. Se sabia o que aconteceu, por que ficou calado?

Eu esperava algo diferente. O que aconteceu com Lorelai, foi até interessante, embora fosse meio desesperador deixar aquelas pessoas entrarem sabendo que a desprezavam. Não era preciso entrar na brincadeira para entender que ninguém a queria. Então, ela surtar e ser dominada a ponto de fazer o que fez, ok. Embora ainda fosse raso. Mas, esperar 30 anos para um descendente voltar a casa, acordar o espírito e continuar a matança? Com que propósito agora? Achava que seria porque os estudantes locais seriam hostis com Cole e fariam bullying com ele. Mas ele era popular e conhecido antes mesmo de chegar e não entendi o espírito ter sido libertado assim. Fora que se o padre e a mãe de Cole sabiam da maldição da garrafa, por que não fizeram nada? Por que deixaram passar tantos anos e para Cole acabar destruindo a garrafa? Achei tudo meio sem sentido. 

Se a mãe de Cole foi uma sobrevivente, acho que teria mais sentido o espírito ir atrás dela também. Enfim, faltou muita coisa nessa história. Fora algumas partes tão escuras que eu não entendia o que estava acontecendo. Até agora, esse foi o mais fraco da maratona de Halloween. Não entendo essas maldições que esperam anos para sair e começar a tacar o terror. A garrafa era alimentada pelo quê? Luxúria? Porque toda vez que se manifesta é quando um grupo está se pegando no porão da casa. Mesmo que seja uma brincadeira, alguns beijos ali não são completamente inocentes. A maldição foi interessante, o sentimento de vingança compreensível, mas seu retorno? Foi muito raso. Duas horas de filme desperdiçadas por algo que poderia ter sido muito melhor. A chegada de Cole poderia ter sido mais complicada. Ele já era conhecido, o que facilitou tudo. Mesmo assim, poderia ter sofrido hostilidade quando descobrissem onde ele morava. Onde um grupo de amigos quer ir em uma casa até então abandonada com histórico de uma lenda macabra? Onde um grupo de amigos desejaria passar a noite em uma casa onde o novo morador acabou de chegar e não tem nada lá? Só um grupo de desocupados mesmo. 

Enfim, a maioria desses filmes, tem potencial para serem bons, mas se fossem melhores trabalhados. Não é porque é terror que imagina-se que é só criar uma maldição e dar uns sustos que fará história. Depende também das atuações. Roteiro. Diálogos. Tudo aqui foi ruim demais. 


Nota pessoal 3/10


quinta-feira, 16 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] Faça Ela Voltar - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Mais uma produção muito bem elogiada, porém, apesar das brilhantes atuações, eu esperava mais.






A HISTÓRIA 

Após perder o pai, Andy e sua meia-irmã Piper, que possui visão parcial, acabam indo morar em um lar adotivo provisório, até Andy completar 18 anos e poder ficar com a guarda da irmã. Eles vão morar com Laura, que perdeu uma filha e também acolheu Oliver, um menino mudo, que Andy achou estranho. Entre os três, Laura claramente mostra preferência por Piper, a vestindo com roupas de sua falecida filha e a tratando como uma. 

Andy acaba sofrendo um acidente e enquanto é internado, Laura faz a cabeça de Piper contra o irmão. Andy desconfiando de Laura, pede a ajuda de Wendy na agência de acolhimento dizendo também que Oliver é uma criança desaparecida que Laura sequestrou. Antes dos dois chegarem, Laura tenta arrumar a casa para esconder o que Oliver destruiu, mas em um ataque de loucura, ela acaba revelando suas intenções para trazer sua falecida filha de volta. Andy havia deixado uma mensagem de voz para Piper contando o que passou com o pai deles e por que não sentia tanto a sua morte e também avisou sobre Laura, que pega Piper e tenta concluir o ritual mas algo que Piper diz a faz desistir e a menina consegue fugir. 










Ano de lançamento 2025

Duração 1h 39m

Direção Danny Philippou, Michael Philippou

Elenco Billy Barratt, Sora Wong, Sally Hawkins, Jonah Wren Phillips



Trailer 





Minhas divagações 

Mais um filme que tinha potencial mas acabou sendo mais um horror psicológico. Tirando o ambiente estranho, parecia apenas que Laura era meio desequilibrada, até entendermos suas intenções quando ela via o vídeo ensinando uma espécie de ritual. O que achei meio confuso quando parecia que Oliver já era algo meio que possuído, mas de início eu havia entendido que era o espírito da filha nele e que depois passaria para Piper. 

Também é um filme elogiado, porém, só não achei assustador. Laura sofria a perda da filha e negação, encontrou um ritual macabro que trazia os mortos de volta e queria tentar trazer a filha. Apesar dos horrores que se seguiu e algumas mortes, não conseguiu me prender nem me emocionar. Li alguns comentários de pessoas dizendo que choraram com esse filme, em especial em uma cena em que Piper tenta identificar o irmão com o toque. 

Também acharam o final triste da Laura. Que entenderam o luto e negação da mãe. E acharam que Laura e Andy foram atraídos por viverem cada um, um luto diferente. Sinceramente? Achei que o filme poderia ter sido muito melhor. A filha de Laura sofria a mesma deficiência de Piper, então eu havia entendido que esse seria o motivo dela preferir a menina, porém, muito conveniente ela encontrar logo alguém como Piper, o que houve um momento em que deu a entender que a morte do pai pode ter sido causado por outra pessoa. Oliver não fazia sentido nessa história. Eu não conseguia entender onde ele se encaixava e no que colaboraria no ritual, que a bem da verdade, foi a única parte mais assustadora de tudo. 

Questionaram o fato de Laura ser iniciante e por isso o ritual não teria dado certo como ela esperava. Mas também, além de ser em outra língua, tentar fazer algo desse tipo com a própria filha? Achei triste como os irmãos viveram e como terminaram no final. Piper tinha potencial e merecia ser feliz ao lado de Andy. Embora a atriz que interpetrou Laura tenha sido excelente, o trio Andy, Piper e Oliver carregaram o filme nas costas. Em especial Oliver. Muitas cenas ele apareceu sendo muito bizarro e de fato assustador. 

Mas, esses terror que busca mais mexer com nosso psicológico está deixando muito a desejar. Parece algo muito forçado e não consigo colocar isso no gênero terror. Entendi o que uma mãe desesperada e em negação é capaz de fazer. Mas aqui, foi tudo muito conveniente demais. Supõe-se então que como Laura tinha acolhido Oliver, ela tinha acesso às crianças do abrigo e por isso quando descobriu sobre Piper, se candidatou para ficar com ela? 

Por mais que parecesse louca, Laura era compreensível, mas Oliver era meio assustador. Andy foi muito sábio em perceber as esquisitices de Laura. E claro que sua proteção por Piper tinha um motivo por trás, mas seu amor por ela a protegeu no final. Ficam várias perguntas como: se Andy que achou estranho as atitudes de Oliver tivesse procurado a Wendy antes teria mudado algo? Ou quando tivesse notado as estranhas marcações na casa? Faltava pouco para Andy completar 18 anos, não poderiam ter ficado na casa de apoio? Por ser mais velho poderia ajudar em qualquer coisa, incluindo a encontrar famílias para outras crianças. 

Ou seja, não foi de todo ruim. Tudo teve muito sentido até, só penso que se fosse mais trabalhado, poderia alcançar uma satisfação maior. Talvez eu que estivesse insensível no momento, mas só achei mais um filme tentando trabalhar no terror psicológico do que qualquer outra coisa. Mas para mim não teve tanto impacto quanto vi outras pessoas falarem. 

Porém, mais uma vez não achei grande coisa. 


Nota pessoal 7/10


quarta-feira, 15 de outubro de 2025

[Review/crítica pessoal] Invocação do Mal 4: O Último Ritual - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago a conclusão dessa franquia que amo no mundo do terror. Embora o final talvez não seja tão satisfatório. 






A HISTÓRIA 

Em 1964, Ed e Lorraine Warren, esperam um filho. Investigam um caso de um espelho antigo em um antiquário e Lorraine entra em trabalho de parto prematuro. O bebê nasce morto mas por um minuto, quando Lorraine o pega nos braços e faz orações e volta a vida. O casal dá o nome de Judy ao bebê. 

Vinte e dois anos depois, a família Smurl se muda para a Pensilvânia, composta pelo casal Janet e Jack, Mary e John, pais de Jack, e as quatro filhas do casal, Dawn, Heather, e as gêmeas Carin e Shannon, além do cachorro Simon. Após a cerimônia de Crisma de Heather, ela ganha um espelho antigo de presente de John e durante o jantar a luminária da cozinha cai quase acertando-a. A partir daí, coisas estranhas passam a acontecer com a família. 

Os Warrens se aposentam das investigações devido a condição de saúde de Ed, mas continuam com suas palestras cada vez menos frequentadas. Durante a festa de aniversário de Ed, Tony pede Judy em casamento e Ed lhe pergunta se ele sabe realmente o que sua família faz e o dom de Judy. Enquanto os Warrens celebram o noivado da filha, os Smurl cada vez mais desesperados procuram a mídia para conseguir ajuda, dividindo opiniões do público e chamando a atenção do Padre Gordon para o caso. Este procura os Warrens que afirmam estarem aposentados fazendo com que o Padre vá a Pensilvânia sozinho para investigar. 

No entanto, o Padre vem a falecer, e Judy, que desde criança tenta bloquear suas visões como sua mãe lhe ensinou, tem uma visão da morte do Padre e vai sozinha até a Pensilvânia. Quando os Warrens descobrem, juntamente com Tony, vão atrás dela e acabam aceitando investigar o caso da família Smurl,  principalmente quando encontram o espelho antigo e o reconhecem como o primeiro caso que abandonaram quando eram muito jovens e Judy nasceu. 








Ano de lançamento 2025

Duração 2h 15m

Direção Michael Chaves

Elenco Vera Farmiga, Patrick Wilson, Mia Tomlinson, Ben Hardy



Trailer 





Minhas divagações 

Eu sou muito suspeita para falar quando se trata dos Warrens da ficção, pois achei que Patrick e Vera incorporaram belíssimamente o casal Ed e Lorraine. Dito isso, embora tenha esperado com enorme expectativa por esse filme, infelizmente tenho que concordar, que sendo o último da franquia, foi o mais fraco de todos. Já o anterior achei fraco, embora eu tenha amado a história do casal, mas em comparação aos dois primeiros, infelizmente não fez jus à franquia.

Até então, eu via Invocação do mal como sendo a série de filmes mais assustadora que já vi, principalmente por ser baseada nos casos dos Warrens. Quem nunca ouviu falar do museu assombrado na casa dos Warrens? Se bem que, após a morte do casal, os objetos assombrados, incluindo a temida Annabelle, parece estar saindo do museu para exposições. Eu preferi ignorar o que estão fazendo com o museu, embora tenha lido noticias perturbadoras. Já no filme, podemos ver que Judy, embora tenha o mesmo dom da mãe, não se interessava por continuar o trabalho dela. Embora seu marido tenha tido interesse nos casos e herdado o museu, não sei ao certo como estão as coisas na verdade. 

Mas quanto ao filme, no terceiro, acompanhamos o amor dos Warrens, era como um filme de romance misturando sobrenatural. Não achei tão assustador. Já no quatro, acompanhamos o primeiro e talvez o único caso que o casal não concluiu, por serem muito jovens e pela filha correr risco de morrer. Ao não concluírem o caso, deu a entender que o espelho assombrado esperou todos esses anos até encontrar o casal novamente. 

A bem da verdade, achei a Judy insuportável. Nunca quis ver os espíritos e quando o padre morre, de repente quer ajudar a família Smurl. Ed já havia sofrido no filme três, e ficou claro que no quatro, ele poderia ter um infarte fatal, mas, ainda assim, Judy queria porque queria que os pais fizessem seu trabalho, um trabalho que ela nunca acompanhou e nunca viu como faziam. Achei essa revelação da vida de Judy muito sem graça. Gostei mais de Tony do que dela. Não que fosse importante os pais serem famosos, mas pelo o que faziam, ajudar as pessoas. Mesmo que você não acredite nos casos, mesmo que pareça armação do casal, não dá para negar que existem histórias assustadoras envolvendo esse casal. 

As assombrações não foram nada assustadoras. As perturbações que a família sofreu foram de longe tão sinistras quanto a do segundo filme. Na minha opinião, esses dois últimos filmes, me parecem estar mais focados no amor entre Ed e Lorraine do que nas assombrações em si. Nos dois primeiros nós vemos como o casal completa o outro, mas os casos, me deixaram terrivelmente assombrada. Eu levava susto e ficava com uma sensação horrível, como se o ar estivesse parado ou pesado. Era assustador. Qualquer barulho e eu me assustava. 

Infelizmente esse último, que poderia ter encerrado a franquia com chave de ouro, foi meio decepcionante. Judy, mesmo que tivesse medo quando criança, poderiam ter trabalhado melhor nisso em sua fase adulta. Tony apareceu do nada e já conquistou as chaves do museu dos Warrens. Ao mesmo tempo que algumas coisas foram lentas, outras foram corridas demais. Não achei que ficou boa essa conclusão. A não ser que a intenção fosse amenizar o último caso, enfatizando que como aposentados, de idade e com problemas de saúde, o casal realmente realizou seu último trabalho na medida de suas condições e que decididamente seria o último deles. 

Porém, mesmo vendo por essa perspectiva, não deixa de ser decepcionante em comparação até mesmo com o terceiro, que embora tenha sido fraco, ainda teve momentos tensos e assustadores. Você via o problema, sentia o medo da família, sentia desespero pelo Ed. Embora tenha tido uma morte e alguns acidentes, não senti empatia pela família, não senti o medo e o desespero neles. Como eu disse, o foco estava em Judy, em seu casamento e em como ela bloqueava o dom de sua mãe. Ela teve ímpeto e empatia em ajudar o padre, mas antes disso nunca teve interesse no sobrenatural. Achei isso meio estranho partindo do que o casal fazia. Embora dá para entender o medo de Lorraine de que se os espíritos vissem que Judy podia vê-los, seu medo do que poderia acontecer a filha é palpável, mas, se Judy tivesse um mínimo de interesse no trabalho dos pais, para estar preparada para qualquer eventualidade, acho que teria sido melhor. 

Apesar de tudo, é Invocação do mal e eu sigo amando essa franquia, embora tenha perdido a essência do que realmente é assustador nos dois últimos volumes. 


Nota pessoal 8/10

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