quarta-feira, 27 de agosto de 2025

[Review/crítica pessoal] Mortal Kombat - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Continuando com as adaptações de jogos, claro que não poderia faltar Mortal Kombat. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Mortal Kombat é um torneio de artes marciais que acontece uma vez a cada geração, entre representantes do reino da Terra e da dimensão sobrenatural Outworld. Com nove vitórias consecutivas, a próxima o Imperador de Outworld dominará e conquistará a Terra. Rayden, Deus do trovão e defensor da Terra, para impedir que o Imperador vença seu último torneio, escolhe três potenciais lutadores para proteger a Terra.

O anfitrião do torneio é Shang Tsung. Liu Kang tem motivos particulares para enfrentá-lo, pois Shang Tsung matou seu irmão. Sonya Blade é atraída para o torneio perseguindo o traficante Kano, que matou seu parceiro. Johnny Cage é um astro do cinema que busca desmascarar alegações da mídia de que suas habilidades em artes marciais são falsas. 

Kitana, é filha adotiva do Imperador e após ajudar Liu Kang no início sob suspeita a princípio do trio, ela revela para ele que o Imperador venceu o torneio em Outworld transformando o lugar Pacífico em ruínas. Não querendo que ele vença o próximo, ela tenta impedir Shang Tsung de vencer. Os melhores lutadores de Shang Tsung, Kano, Scorpion, Sub-Zero, Goro, são derrotados e agora desesperado ele sequestra Sonya e a leva para Outworld. Rayden não tem poderes lá e Liu Kang e Johnny vão atrás de Sonya.

Liu Kang enfrenta Shang Tsung, porém este liberta a alma dos guerreiros que roubou em torneios anteriores e após Kang eliminá-los, fica cara a cara com Tsung. Agora tudo depende dele.






 



Ano de lançamento 1995

Duração 1h 41m

Direção Paul W. S. Anderson 

Elenco Robin Shou, Christopher Lambert, Bridgette Wilson, Linden Ashby, Cary-Hiroyuki Tagawa, Talisa Soto, Trevor Goddard



Trailer 





Minhas divagações finais 

Bom, depois de Street Fighter, tentaram adaptar mais um jogo de luta e acredito que dessa vez tenha sido um pouco melhor. E eu só amo a música tema do filme, então sem querer, quando começava o toquinho eu já estava sorrindo. E dessa vez, teve um torneio. Será então que me confundi quando eu disse em Street Fighter que seria interessante se tivesse um torneio lá também? Mas convenhamos, são parecidos, tirando que Mortal Kombat com certeza é mais sangrento. Esse não joguei muito porque não é todo mundo que tinha e não é todo mundo que gostava de jogar pela violência. Os fatallity e tals eu nunca conseguia fazer. Era meio frustrante. Então, como não joguei muito, não lembro muito dos lutadores. 

Dessa vez nem vou ler críticas de outros nem nada. Apesar de não ter jogado muito, e Street Fighter ser meu xodó, Mortal Kombat tinha personagens mais interessantes como Scorpion e Sub-Zero. E provavelmente fez mais sucesso que Street Fighter pelo maior número de filmes que teve. Com certeza é difícil adaptar e caracterizar uma história de vídeo game, mas para mim, Mortal Kombat até se saiu bem. 

Embora não conheça a história dos personagens no game, também não sei se existe, o mais fraquinho achei do Johnny Cage. Embora reconheça que querer provar seu valor seja importante, ainda mais quando era visível as fraudes para cima de Johnny, se bem que, ele poderia entender de artes marciais, mas de atuação, tenho minhas dúvidas. Já os motivos de Liu Kang e Sonya para participarem do torneio, era clichê, vingança, mas acredito que Liu Kang sofria mais pela perda do irmão. Ele sentia tristeza e ódio pelo Shang Tsung, mas Sonya era só ódio pelo Kano.

O diferencial talvez tenha sido que em vez de uma dupla, dessa vez foi um trio de heróis, embora eu nunca tenha sido a favor de Sonya ou Johnny como potenciais heróis. Rayden, talvez por ter sido interpretado por Lambert, não tenha recebido muita credibilidade de minha parte. Mas também, só me lembro dele no filme Highlander. Mas, acredito que se cada personagem tiver sua história contada, com certeza renderia bons filmes. Conhecemos um pouco sobre os objetivos do trio e o motivo de Kitana ajudá-los. Mas qual a história de Scorpion e Sub-Zero? Eram meus preferidos no jogo. 

Mas enfim, eu não dava nada para Johnny, mas até que se virou bem. Queria ter visto uma Kitana mais focada na luta, tem muito potencial, prefiro ela do que a Sonya. A Sonya parece mais uma versão feminina de Guile do Street Fighter. No mais, como terminou o primeiro fica óbvio que teria sequência. Espero que seja tão bom quanto esse primeiro. Apesar dos anos, acredito que essa adaptação possa ter sido mais bem aceita tanto na época do lançamento como em qualquer outro momento que seja visto. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

terça-feira, 26 de agosto de 2025

[Review/crítica pessoal] Street Fighter: A Batalha Final - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Seguindo com a semana de jogos, segue a adaptação de Street Fighter. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Em Shadaloo ocorre uma guerra civil entre o traficante agora General M. Bison e as Nações Aliadas liderada por Coronel William Guile. Bison captura 63 trabalhadores humanitários e exige 20 bilhões de dólares em resgate em até três dias. Guile se recusa a pagar prometendo rastrear Bison, além de resgatar seu amigo Charlie Blanka. Bison ordena que o prisioneiro cientista Dhalsim, transforme Blanka em um de seus primeiros supersoldados. 

Ryu e Ken, dois vigaristas e lutadores de artes marciais, tentam enganar o traficante Sagat, porém, este descobre e faz Ryu lutar contra Vega. Mas, Guile invade o local e prende todos. Na prisão, Ryu e Ken são confrontados pelos homens de Sagat e Guile vê potencial nos dois, os recrutando para encontrar Bison em troca de liberdade. 

A repórter Chun-Li também está atrás de Bison, mas por vingança pessoal. Seus ajudantes Honda e Balrog, trabalham disfarçados para ela. Apesar de traições e conspirações, no fim, Guile, Ryu, Ken e Chun-Li, acabam se juntando contra as forças de Bison.










Ano de lançamento 1994

Duração 1h 42m

Direção Steven E. De Souza

Elenco Jean-Claude Van Damme, Raul Julia, Kylie Minogue, Damian Chapa, Byron Man, Ming-Na Wen, Wes Studi, Jay Tavare



Trailer 





Minhas divagações finais 

Street Fighter, ah, que personagens nostálgicos. Primeiro jogo que causou desavenças entre irmãos, amigos e primos. Quem nunca encurralou o adversário no canto e ficou usando o golpe de chute sem parar? É, bons tempos. Porém, depois do Street Fighter II, que aposto que ninguém se lembra do 1, pois estranhamente já foi para o 2, não acompanhei mais as atualizações ou adições de personagens. Mas, com certeza essa adaptação do jogo ficou marcante após a morte de Raul Julia. Ele faleceu um pouco antes do filme estrear e com certeza ele entregou um Mr. Bison incrível. Raul sempre foi um ator versátil, quem assistiu A família Adams com ele sabe do que estou falando. Ele como Gomes, o pai da Wandinha é insuperável. 

Agora, quanto a história, claro que apesar dos personagens caracterizados, achei que faltou mais sentido julgando que o game é de luta. Na minha memória, Bison havia realizado um torneio e o prêmio seria se ele vencesse, dinheiro claro e se Guile vencesse, Bison libertaria os reféns. Por isso Guile recrutaria Ryu e Ken para lutar. Contudo, óbvio e como sempre, não era nada disso. Mas teria mais sentido semelhante ao jogo, que como eu disse, envolve luta. Até teria uma explicação melhor para Blanka. Bison poderia ter feito sim seu experimento com ele, mas para torná-lo seu melhor jogador. Embora sua caracterização deixou muito a desejar. Blanka parecia mais um Hulk dos anos 70 desnutrido.

Mas é aquela história né, aproveitando o hype do jogo, aproveitando atores famosos e construindo, ou tentando, algo memorável com esse título. Para a década em que foi lançado, e considerando que muitos hoje já estão pra lá de adultos, acredito que o filme fez a infância de muitos feliz. Ver seu lutador favorito em carne e osso é uma realização incrível para a mente de uma criança. Mas, passando décadas, vê-se que poderia ter sido melhor. Porém, mais uma vez, julgando pela época, foi satisfatório. Só acho que se tivesse ido pelo caminho do torneio, poderia ter sido mais interessante e poderiam trabalhar mais nos meios de lutas dos personagens. No final, ficaria claro a decisão entre Guile e Bison. 

Não pesquisei muito a fundo, mas parece que além dessa adaptação, tem um filme com a história da Chun-Li, tem série de animação e, parece que vai ter a produção de um novo filme onde ainda estão especulando os atores e seus personagens. Empolgante? Talvez. Bom? Duvido... mas enfim, Street Fighter é um jogo que se trabalhado bem, pode-se explorar vários caminhos interessantes com inúmeras possibilidades de histórias de cada personagem. Sendo animação ou Live action. Mas, nesse filme em questão, não foi impressionante, porém foi nostálgico e divertido. 

Contudo, para minha surpresa, não imaginava que o filme foi tão detonado. Mas como eu disse, para a época, quem era criança amou, mas depois que cresceu e reviu, percebeu o quão ruim era. Eu continuo afirmando que não foi perfeito, mas achei divertido. Li que teve polêmicas sobre Van Dame e que a maioria só tem carinho pelo filme pelo Raul Julia. Concordo. Mas, apesar de tudo, não achei tão horrível quanto muitos afirmam. Tem piores, acreditem.


Nota pessoal 7/10

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

[Review/crítica pessoal] Resident Evil: O Hóspede Maldito - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Começo a semana com adaptações de jogos e o primeiro é ele, Resident Evil, também conhecido como Biohazard no jogo, o que achei muito mais marcante. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Alice desperta em um banheiro de uma mansão sem memórias de quem seja ou como foi parar ali. Ao percorrer o local é atacada por um desconhecido. Porém, o local é invadido por um grupo de soldados que explica que a Colmeia, é uma instalação que fica abaixo da mansão que sofreu uma contaminação biológica criada geneticamente pela Umbrella Corporation. A Inteligência Artificial da Colmeia conhecida como Rainha Vermelha, isola o local e elimina todos dentro da instalação para evitar um contágio ao mundo exterior. 

Alice que acordou na mansão e Matt que a atacou, são levados juntos para a Colmeia. No trem, meio de transporte que liga a mansão a Colmeia, encontram Spence, também sem memórias escondido. Os soldados explicam que Alice e Spence trabalham para a Umbrella sob disfarce como um casal, protegendo a entrada da Colmeia. Mais tarde revela-se que Matt tinha uma irmã infiltrada trabalhando na Colmeia contrabandeando provas de experimentos ilegais e os dois iriam expor a empresa. Descobre-se também os papéis de Spence e Alice, que recobram as memórias. 

No entanto, isso acontece quando também descobrem que os experimentos transformaram os funcionários em uma espécie de zumbis e por isso a Rainha Vermelha havia isolado o local. Acontece que alguém havia roubado o vírus e o antídoto e infectado o local antes de fugir, ativando as defesas da Rainha Vermelha. Os soldados foram enviados para averiguar o que havia acontecido e desativar a Rainha Vermelha. Mas como tudo saiu do controle, somente Matt e Alice sobrevivem para serem capturados por um grupo de cientistas da Umbrella.









Ano de lançamento 2002

Duração 1h 40m

Direção Paul W. S. Anderson

Elenco Milla Jovovich, Michelle Rodríguez, Eric Mabius, James Purefoy, Martin Crewes, Collin Salmon



Trailer 





Minhas divagações finais 

O que me lembrava do filme eram poucas partes como Alice acordando sem memória na mansão, o vestido vermelho, a parte do laser que na época me pareceu mais tenso, demorado e traumatizante e dos zumbis. Resident Evil foi um dos primeiros jogos de terror que tentei jogar. Se me lembro bem foi horrível, pois não consegui sair do lugar. Lembro que estava com um personagem com uma faquinha tentando matar um zumbi e era isso, morria ali. Jogos de terror nunca foi meu forte. Gosto dos livros ou dos filmes apenas. Obviamente por isso, não posso dizer se a adaptação do jogo foi satisfatória. 

Quanto ao filme, embora tenha visto títulos criticando a franquia negativamente, não li nenhuma. Já sabemos que sou do contra e a maioria das vezes acabo gostando quando a maioria achou ruim. Não lembrava da Michelle Rodríguez no filme, Michelle é Michelle, apesar de parecer ser sempre ela mesma, amo essa atriz. Uma pena seu destino final. Milla Jovovich, quem assistiu muito a Sessão da tarde na TV deve conhecê-la no filme De volta a lagoa azul. Mas eu a conheço pelo filme O Quinto Elemento com Bruce Willis. Milla sempre me impressionou por sua beleza. Mas tirando esses filmes, para mim ela só tinha trabalhado em Resident Evil.

Quanto ao filme, bem, na época em que vi a primeira vez, era sufocante pela Alice não ter memórias e ficar com o grupo indefesa no meio dos zumbis. Embora depois podemos observar que de indefesa não tinha nada. Apesar dos três sem memória serem bastante suspeitos, Alice e Spence tinham registros como funcionários da Umbrella. O que ficou meio confuso foram as lembranças do casal, que pareciam que se envolveram além do trabalho exigido mas tiveram missões secretas opostas, culminando em traições antes da Rainha Vermelha apagar todos. 

O que não fez muito sentido foi a transformação de Rain ter demorado mais que dos outros para finalizar. A resposta seria que o vírus reage de diferentes formas dependendo do organismo? Ela havia sido mordida há um tempo e seguiu com eles até começar a sentir as mudanças. Foi uma pena. 

No final, se não conhece a história não continue a leitura, pode conter SPOILERS, juro que pensei que quando pegaram Alice e Matt, revelariam que a Colmeia era tipo um teste de sobrevivência para Alice, que de alguma forma seria uma super soldado mudada geneticamente e imune ao vírus. Quando ela acorda no hospital e sai com a cidade desolada, precisei admitir que o rumo da história como sempre, era outra. E que obviamente teria sequência, já que levaram Matt sofrendo mutação e Alice terminada parada no meio da cidade com uma arma que tirou de um carro da polícia. 

Para uma adaptação de jogo claramente sempre é subestimado. O que me lembro do jogo seria só a dupla Claire e Leon, julgando que eu esteja falando dos personagens corretos. Embora devemos admitir que adaptar a história de um jogo que já tem história, tecnicamente não seria muito difícil. Mas, como eu disse, meu conhecimento do jogo seria mínimo, sei só do vírus criado pela Umbrella  e a propagação dos zumbis. E que era muito difícil jogar na época (para mim). 

Enfim, achei que teve um contexto explicando a história, embora as atuações deixem a desejar. Milla pode ter vindo de outras produções mas achei que faltou algo a mais. Ou, talvez fosse da personagem por já iniciar sem memórias. Eu assisti de modo independente, sem comparar ao jogo, porque como ja disse, não conheço muito dele. Então, talvez tenha apreciado mais por isso. Não me julguem, mas eu gostei da obra. 


Nota pessoal 9/10

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

[Review/crítica pessoal] Alien: O 8⁰ Passageiro - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Finalizando a semana dos clássicos com esse ser de outro planeta. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Nostromo, uma nave rebocadora, está voltando para a Terra, carregando 20 milhões de toneladas de minério, com sete tripulantes em criossono. Porém, a nave acorda os tripulantes quando recebe uma transmissão de origem desconhecida de um planetoide nas proximidades. Os tripulantes obedecendo ordens, desanexam a Nostromo da refinaria e aterrissam no planeta danificando a nave. 

Dallas, Kane e Lambert, saem para investigar a origem do sinal, enquanto Ripley e Ash monitoram o progresso do trio. Brett e Parker tentam consertar a nave. O trio descobre que o sinal vem de uma nave alienígena abandonada onde encontram os restos de um enorme alienígena, cujas costelas parecem ter sido explodidos de dentro para fora. Kane encontra uma câmara com vários ovos e algo se prende a seu rosto. Dallas e Lambert o levam de volta para a nave e Ash permite que eles entrem, ignorando o protocolo de mantê-los em quarentena. 

A nave é consertada e a massa que estava presa no rosto de Kane acaba morrendo. Seguindo viagem de volta a Terra, Kane desperta como se nada tivesse acontecido, mas durante a refeição, ele passa mal e algo explode de seu peito de dentro para fora e um ser sai de dentro dele e foge. Ao tentar capturar a criatura, Brett é capturado. Instala-se o caos e o medo. Então Ripley acaba descobrindo a verdade sobre Ash e a missão. Mas enquanto não capturarem a criatura,eles correm perigo. 









Ano de lançamento 1979

Duração 1h 57m

Direção Ridley Scott 

Elenco Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Yaphet Kotto



Trailer 





Minhas divagações finais 

Esses filmes antigos com várias sequências, nem me lembrava mais do início, se bem que, Alien não é um dos filmes que acompanhei até o mais atual. Lembrava mais ou menos da história. Já começamos com uma equipe com interesses diversos, principalmente Brett e Parker mais interessados em quanto vão ganhar nessa viagem. 

Ash, já achei muito suspeito quando deixou o trio entrar desobedecendo o protocolo de quarentena. E o que parecia, era que ninguém gostava da Ripley. Embora sabemos que seria a única sobrevivente. Quando encontram a nave alienígena, eu já ia querer ir embora, no entanto sabemos que um deles ali não iria permitir algo assim tão facilmente. 

Acho que considerando a época de lançamento, o filme foi até bem feito e a tensão do Alien aparecer a qualquer momento, era bem assustador. O foco maior nesse primeiro, ainda foram os tripulantes. Tanto que acho que o Alien em si apareceu bem pouco. Como não lembro do resto da franquia, me questiono sobre a origem desses Aliens. Como o primeiro foi uma apresentação dessa história, como ainda seriam estudados, acredito que talvez os próximos possam ter mais explicações. Achei curioso sobre a nave alienígena abandonada com os restos de um ser gigante contendo ovos em uma câmara. Se o trio não tivesse saído para investigar, esses ovos morreriam? O Alien só nasceu porque se hospedou em um deles? Como eles apareceram naquela câmara? 

Se a missão secreta era capturar um Alien para estudos, como eles sabiam da existência deles? Mas enfim, tirando essas questões, não achei que foi assustador tanto que nem considerava Alien filme de terror, mas, realmente é meio tenso você viajar para o espaço e não saber o que vai encontrar nos outros planetas. E, mesmo que Ripley tenha se livrado do Alien, que convenhamos, cresceu de uma forma monstruosa, eu não conseguiria continuar a viagem "dormindo" sem sentir pânico imaginando se não existe um Alien ali comigo. Sei lá né, vai que tinha outro dentro de algum dos tripulantes. Não entendi muito bem seu modo de procriação. 

Enfim, não achei que foi tão bom quanto me lembrava, foi bem lento mas tenso na medida do possível. Sigourney começaria sua carreira de sucesso, se bem que, só me lembro dela por causa desse filme. Mas foi interessante. 


Nota pessoal 9/10

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

[Review/crítica pessoal] Karatê Kid - A Hora da Verdade - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Continuando a semana dos clássicos, não poderia faltar Daniel-san.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Daniel Larusso e sua mãe, se mudam de cidade e embora ela esteja empolgada com a nova vida, como todo adolescente, Daniel não está muito animado com a mudança. Até que, já no primeiro dia, faz amizade com um garoto e conhecendo as pessoas ao redor, vê Ali, uma menina que instantaneamente também se sente atraída por ele. No entanto, Ali tem um ex-namorado que não aceita o fim da relação e dá uma surra em Daniel. Mesmo que ele se afaste de Ali, ele já foi marcado como alvo de Johnny, que junto de seus amigos, passam a atormentá-lo. 

Sr. Miyagi, que faz manutenção no local onde Daniel mora, também é mestre em karatê e uma noite quando Daniel é perseguido por Johnny e seus amigos, ele espanta os garotos e salva Daniel. Impressionado com a arte de luta de Miyagi, ele pede que este o ensine. Mas Miyagi faz um discurso antes de como as artes marciais são usadas corretamente e depois de fazer um acordo com o grupo de Johnny, passa a treinar Daniel para um torneio de karatê.

Durante o treinamento, Daniel acha que está perdendo tempo por passar os dias encerando ou pintando cercas e exige ser treinado logo, sem imaginar que seu treino já havia começado. A escola onde Johnny treina, Cobra Kai, tem como lema Sem piedade, por isso, Daniel foi surrado e machucado propositadamente a mando do professor para incapacitá-lo. Apesar de seu lutador ter sido desclassificado, Daniel se voltasse a tempo e com condições de lutar, enfrentaria Johnny. 









Ano de lançamento 1984

Duração 2h 6m

Direção John G. Avildsen

Elenco Ralph Macchio, Pat Morita, William Zabka, Elizabeth Shue, Martin Kove



Trailer 





Minhas divagações finais 

Filmes adolescentes dos anos 80/90 são sempre recheados de machismo e bullying. O que Daniel passou não é mole não. Mas apesar de tantas décadas depois, entendo porque muita gente vê Daniel como o verdadeiro vilão. Mas acredito que na época, muitas adolescentes suspiraram por um Daniel em suas vidas. Como eu sempre vi esse filme dublado em português, estranhei muito o modo de Daniel falar. Foi a primeira vez que assisti no áudio original. 

Típico o forasteiro se interessar logo pela namorada de algum encrenqueiro da época. Se bem que, Johnny não era de todo mal pessoa, acredito que nenhum daqueles alunos do Cobra Kai fossem ruins, era apenas como Miyagi disse para Daniel: não existe aluno ruim, existe professor ruim. Kreese não se importava em ferir gravemente seu oponente, contanto que ganhasse. Vemos isso quando na penúltima luta, ele manda seu aluno se desclassificar, ou seja, ele agrediu Daniel de propósito, mas ele chega a pedir desculpas para ele. Assim como Johnny no final, que pega o troféu e entrega a Daniel dizendo que ele é legal. Ou seja, são meninos que são instruídos na violência pelo professor. Se não fizerem o que ele manda, serão castigados. Entendo muitos terem simpatia por Johnny. Mas, apesar de tudo, ainda sou time Daniel-san.

Como fazia muito tempo que não revia esse filme, quando faltava uns 10 minutos para acabar, comecei a ficar apreensiva se o filme não estava completo. Pois não via como teria tempo para o golpe final de Daniel. Mas os filmes de antigamente, não são como os de hoje que levam uns 10 minutos de créditos finais. Então com alívio terminei o filme satisfeita. Quem assistiu a versão do Jackie Chan com Jayden Smith, talvez tenha opinião diversa em comparação com as duas obras. Como sou das antigas, embora ame Jackie Chan, a versão original com Pat Morita ainda é minha preferida. 

Embora a versão de Jayden tenha tido o Hilário tira casaco, bota casaco, o treinamento de Ralph foi muito mais icônico, principalmente para quem via a primeira vez e se perguntava como Daniel, quando ele começaria a treinar. O Sr. Miyagi teve uma vida triste e solitária. Embora fosse sábio e paciente, tinha uma data em específico que ele se entregava a dor e a saudade. E acho que não teve mais um mestre do karatê como seu Miyagi. 

A namoradinha do Daniel foi muito clichê, então não tenho muito o que acrescentar sobre ela. A mãe também foi essencial só para a mudança de ambiente, pois no geral, não podia ajudar Daniel de modo que ele não fosse sofrer mais do que já sofria. Daniel e Miyagi foram uma dupla perfeita. Super recomendo.


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

[Review/crítica pessoal] De Volta Para o Futuro (Back To The Future) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Mais um clássico para essa semana de filmes antigos. Esse realmente é uma viagem no tempo. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Dr. Emmett Brown (Doc), um cientista excêntrico, constrói uma máquina do tempo usando um carro Delorean. Ele convida Marty McFly para compartilhar sua descoberta e explicar como a máquina funciona. Porém, para fazer o carro funcionar, ele "roubou" plutônio de terroristas líbios que enganou e eles vieram atrás dele. Assustado, Marty entra no carro e perseguido pelos terroristas, tenta fugir, mas ao atingir determinada velocidade, como Doc havia explicado, Marty acaba voltando no tempo, pois Doc havia deixado uma data específica como exemplo. 

Marty acaba voltando 30 anos no tempo, felizmente foi quando Doc caiu e teve a ideia da máquina do tempo, então Marty vai procurá-lo e depois de convencê-lo de que veio do futuro e precisa de ajuda para voltar, Doc muito satisfeito com seu eu do futuro aceita o desafio. Infelizmente Marty, sem saber, interage com seus pais mudando a forma como deviam se conhecer e se apaixonar, ameaçando a existência de Marty. Enquanto Doc arruma a máquina e cria a oportunidade certa para ligar o carro, Marty precisa ajudar seu pai do passado a ficar com sua mãe, uma vez que Marty se intrometeu no caminho e sua mãe se apaixona por ele. 

Apesar das dificuldades, Marty consegue unir os pais, mas precisa avisar Doc de seu futuro com os terroristas, porém, Doc não quer ouvir para não mudar os fatos no futuro. Desconsolado, Marty planeja ao chegar lá voltar novamente uns momentos antes para salvar Doc. 










Ano de lançamento 1985

Duração 1h 56m

Direção Robert Zemeckis

Elenco Michael J. Fox, Christopher Lloyd



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Minhas divagações finais 

De volta para o futuro é um clássico que vi muitas vezes, porém, a última vez já faz um tempo. No entanto, ainda lembrava de algumas coisas. Mas, confesso que não tive muita paciência para alguns momentos, como quando Marty voltou ao passado e viu seu pai ainda jovem sofrendo bullying de Biff, o valentão da escola. Ou quando sua mãe se interessa por ele. 

Embora trinta anos atrás seja completamente diferente, Marty ainda deseja obviamente voltar a seu tempo, para sua vida. O mais difícil foi tentar unir seu pai e sua mãe. E para piorar, Biff também tinha interesse nela. O pior desses filmes dessa época, são os valentões acharem que forçando a menina a ficar com eles, vão conseguir que gostem deles. Biff tentou ficar com a mãe de Marty a força, porém, seu pai, apesar de ser covarde, nessa hora reagiu dando um soco em Biff. No entanto, isso mudaria a dinâmica das coisas em seu futuro. 

Como em todo filme sobre viagem no tempo, esse eu gostava por Doc sempre reforçar que se você interagisse com alguém do passado poderia mudar o futuro. O que hoje em dia nos filmes, seria como criar outra linha do tempo. O que já começa a me dar nó no cérebro. A começar pelo Marty voltando segundos antes dele ir para o passado. Mas e o que acontece com aquele Marty que acabou de ir? E o que acontece com esse Marty que acabou de voltar? Não ficariam em círculos? 

E aquele final onde Doc volta do futuro para levar Marty e sua namorada para lá? Não me lembro dos outros filmes, acho que nada supera o primeiro né, pela novidade sobre viagem no tempo. E o mais engraçado é acreditarem que em 2015 teríamos carros voadores. Talvez o Exterminador do futuro tenha se aproximado mais da realidade em prever que em 2029 a IA estaria dominando o mundo. 

O mais triste foi a situação de saúde de Michael J. Fox que o aposentou precocemente do cinema. Michael tinha muito potencial como ator. Ficou essa relíquia que é De volta para o futuro. 

Enfim, não tem muito o que dizer a não ser recomendar ver. Marty tocando no baile uma música que ainda nem existia sempre será icônica. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 19 de agosto de 2025

[Review/crítica pessoal] O Exterminador Do Futuro ( The Terminator ) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Estou numa vibe de ver filmes antigos e esse com certeza não poderia ficar de fora. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Sarah Connor vivia uma vida simples com algumas dificuldades, mas, jamais imaginou que seria alvo de alguém que quisesse matá-la. Tudo começa com uma notícia sobre uma Sarah Connor que foi assassinada em sua casa. Seria apenas uma notícia de coincidência com seu nome, se uma segunda vítima não aparecesse. Olhando a lista telefônica, Sarah descobre que é a próxima e procura a polícia. Enquanto aguarda em uma boate, um homem armado a encontra. Mas ela é salva por um desconhecido e foge com ele. 

Kyle, após identificar Sarah, lhe conta que veio do futuro para salvá-la. Em 2029, uma inteligência artificial chamada Skynet, sairá do controle eliminando os humanos como possíveis ameaças ao mundo, provocando uma guerra nuclear. Os poucos sobreviventes se unem, liderados por John Connor, para destruir a Skynet. Por sua vez, a Skynet sabendo dos planos dos humanos, manda um Exterminador para o passado, no ano de 1984, para eliminar Sarah Connor antes de John nascer. Descobrindo o plano da Skynet, John manda Kyle ao passado para salvar sua mãe. 

Embora seja uma história completamente louca, Sarah passa a acreditar em Kyle quando vê a persistência do Exterminador em perseguí-la. Os primeiros robôs tinham pele de borracha mas com o tempo foram se aperfeiçoando para enganar os humanos. Por esse motivo, inicialmente Sarah não conseguia acreditar na história de Kyle. Os dois passam a fugir juntos e Sarah apesar de horrorizada com o futuro onde ele vive, sente carinho por ele. 









Ano de lançamento 1982

Duração 1h 47m

Direção James Cameron

Elenco Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton, Michael Biehn



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Minhas divagações finais 

A primeira vez que vi esse filme foi no cinema, embora seu ano de lançamento seja 1982, no Brasil chegou nos cinemas alguns anos depois, pois me lembro que ainda era muito nova, mas naquela época os cinemas não tinham faixa etária para entrar e ver os filmes. Talvez seja daqui que eu tenha adquirido o medo de robôs. A parte do Arnold tirando o olho e mexendo nas articulações do braço, quase me fizeram desmaiar. É a única coisa que me lembro do filme na época. 

Já vemos a diferença dos personagens quando Arnold aparece com estilo no passado enquanto Kyle praticamente cai de mau jeito. Se bem que, pode ser que o Exterminador seja uma máquina e o Kyle apenas humano, sentindo mais os efeitos da viagem. E desde aquela época, já avisavam sobre a Inteligência Artificial. No filme o ano é 2029, não falta muito e ainda mais que a IA tem dominado o mundo ultimamente. Eu, nunca gostei. Provavelmente porque os filmes, mesmo considerando que sejam ficção, deve ter um motivo para pontuar como assustador algo como a IA. 

Mas, tirando tudo isso, a coisa que eu sempre me questionei nesse filme, foi: se John mandou Kyle para o passado proteger sua mãe, como que ele se tornou seu pai se Kyle só voltou porque John mandou? Entende? Em viagens no tempo sempre me dão nó no cérebro, mas esse sempre foi um dos mistérios que nunca entendi.

De todos os filmes da franquia, o segundo segue sendo meu preferido e o melhor de todos. Depois que eu ver, quem sabe tem uma explicação melhor para o primeiro. Mas com certeza meu medo de robôs veio daqui. Óbvio que além de Sarah achar a história de Kyle inacreditável, os policiais que o prenderam acreditariam menos ainda. Porém, seria tarde demais acreditar em qualquer coisa quando o Exterminador adentra a delegacia exterminando qualquer um que se coloque em seu caminho. 

Sarah pode ter sobrevivido, mas minha pergunta é: e o que aconteceu com o corpo de Kyle? Se veio do futuro não teria identificação no passado. E o Exterminador? O que foi feito de suas partes restantes? Ou seria produto para o próximo? A bem da verdade, não me recordo muito dessa franquia. Só do segundo que vi inúmeras vezes. Mas enfim, esse primeiro ainda foi muito bom. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

[Review/crítica pessoal] Rambo: programado para matar - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse filme icônico de Sylvester Stallone. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

John Rambo, um veterano de Guerra do Vietnã, ao procurar por um amigo que serviu junto, descobre que ele faleceu de câncer devido a exposição de agentes químicos usado durante a guerra. Desconsolado, ele continua seu caminho e vai parar em uma cidade chamada Hope. 

Infelizmente ele se depara com o Xerife Will Teasle, que o considera um mero vagabundo e o leva para os limites da cidade. Sabendo que não fez nada de errado, Rambo retorna pelo mesmo caminho fazendo com que o Xerife o prenda. Na prisão, os oficiais de Will torturam Rambo, desencadeando gatilhos de quando foi torturado no Vietnã e ele ataca os oficiais e foge. 

Teasle move cães farejadores e um helicóptero para rastrear Rambo. Galt, desobedecendo as ordens de Teasle, tenta acertar Rambo do helicóptero e este joga uma pedra fazendo o piloto perder o controle e Galt se desequilibra e cai para a morte. Rambo ainda tenta se render dizendo que não foi sua culpa e não quer causar mais problemas. Porém, Teasle já está levando para o lado pessoal e quer vingança pela morte de Galt. Um dos oficiais que procurou informações sobre Rambo, avisa Teasle que ele é um boina verde, herói de guerra e ganhador da Medalha de Honra. Mas Teasle ignora e quer apenas vingança. 

Rambo cria armadilhas e captura a equipe de Teasle incluindo o próprio, dizendo que se quisesse, poderia ter matado todos. Ele pede apenas que o deixem em paz e foge novamente. A Patrulha do estado e a Guarda Nacional se juntam para ajudar Teasle a capturar Rambo. Seu mentor e ex-comandante, Coronel Sam Trautman também aparece para tentar convencer Rambo a se render, mas este se nega alegando que não fez nada além de se defender de ser agredido pelos subordinados de Teasle. Trautman então tenta convencer Teasle a deixar Rambo fugir para a cidade próxima e ser pego lá, mas o Xerife está disposto a pegá-lo ele mesmo. 










Ano de lançamento 1982

Duração 1h 33m

Direção Ted Kotcheff

Elenco Sylvester Stallone, Richard Crenna,  Brian Dennehy



Trailer 





Minhas divagações finais 

O filme é baseado no livro Primeiro Sangue de David Morrell, inclusive, Rambo faz referência ao título ao informar seu comandante que quem tirou o primeiro sangue foram os subalternos de Teasle. Assim como no livro, achei Teasle terrivelmente insuportável. Porém, não sei se condiz com a época em que a história foi escrita, mas, é até comum xerifes de cidade pequena, acharem que só porque tem um distintivo, podem fazer o que quiserem. Embora não teria história se ele tivesse tratado Rambo melhor desde o início, nada disso teria acontecido. 

Teasle era o típico policial ignorante que ao bater os olhos em Rambo já o taxou de vagabundo e o queria longe da cidade. Rambo seguiria caminho sem problemas, se o Xerife só tivesse levado ele para um local para comer e depois ele seguiria caminho. Mas não, como ele queria mostrar autoridade, já foi expulsando Rambo da cidade. Lógico que, sendo um soldado que lutou por seu país, ser maltratado logo após voltar da guerra, deixaria qualquer um louco da vida. Por isso, ele voltou para a cidade e acabou preso. Mas, se tivessem o tratado como qualquer outro prisioneiro, mas não, quiseram mostrar autoridade e torturaram Rambo, desencadeando memórias ruins que o fizeram fugir. 

Depois disso, tudo foi consequência das atitudes de Teasle de insistir em prender Rambo. Se tivesse ouvido Trautman, teria evitado até a destruição da cidade. E só no final, entendemos como Rambo se sentia após ele desabafar com Trautman que desde que voltou da guerra, não conseguia emprego, não tinha amigos e ninguém reconhecia sua luta na guerra, além dos traumas das perdas de companheiros. Trautman enfim consegue convencer Rambo a se render e ele é preso. Não lembro dos outros filmes, mas na minha memória, Rambo era sinal de destruição. Só lembro dele amarrando a fita vermelha na cabeça e matando qualquer um que cruzasse seu caminho. 

Pelo menos, esse primeiro foi interessante por mostrar um lado ainda humano de Rambo. Ele era só um soldado sofrendo e foi confrontado sem justificativa por abuso de poder. Mas, a única coisa que achei meio exagerada, foi quando Rambo desabafa com Trautman. Acho que não precisava tudo aquilo. O silêncio talvez teria deixado a cena mais comovente com algumas lágrimas. Mas, enfim...

Ainda assim foi nostálgico e bom. 


Nota pessoal 9/10

domingo, 17 de agosto de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Serafina e a Capa Preta - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago essa leitura que literalmente é: julguem pela capa. Parece ser uma história infantil mas foi instigante e deliciosa de se ler. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Serafina tem 12 anos e mora escondida com seu pai no porão da Mansão Biltmore, que pertence a Família Vanderbilt. Seu pai trabalha na manutenção das máquinas da Mansão e ninguém sabe que ele tem uma filha. Serafina vive então escondida, usa roupas improvisadas pelo pai, dorme em um local escondido e assim que acorda, guarda tudo para ninguém desconfiar que alguém mora ali. Para lhe dar alguma ocupação especial, seu pai a declara C.O.R, Caçadora Oficial de Ratos, assim ela se sente útil e importante. 

Uma noite, enquanto caçava ratos, havia movimentação na Mansão, já que os Vanderbilt recebiam convidados e Serafina curiosa queria dar uma olhada neles. Enquanto andava pelos corredores secretos da casa, ela vê algo assustador, um homem usando uma capa preta perseguindo uma garotinha. Ela vê a menina sumir no meio da névoa, como se fosse sugada pelo homem e então, ele a vê e passa a perseguí-la. Mas Serafina muito esperta, consegue fugir e conta para o pai o que viu, porém, ele não acredita nela. 

Quando se dão conta do desaparecimento da menina, uma busca começa pela casa e Serafina curiosa acaba se mostrando e conhecendo Braenden, o jovem filho da família Vanderbilt. Ele sabe que Serafina não faz parte dos empregados da casa e tenta acobertá-la quando desconfiam dela. Assim, ela conta suas suspeitas para ele e juntos tentam procurar a menina e descobrir quem seria o homem da capa preta. 



Ano de publicação 2016

Páginas 240

Autor/a Robert Beatty



Minhas divagações finais 

De início parece um livro infantil, mas tirando os livros hot e de assassinatos, acho que infanto juvenil serve para qualquer idade. Serafina foi uma protagonista que embora houve alguns momentos que não suportava sua curiosidade, também era compreensível pelo modo como havia sido criada e como deveria se manter escondida. Mas ela sempre foi diferente e seu pai guardava um enorme segredo, por isso, eles precisavam que ela se mantivesse escondida. 

Talvez, se o homem da capa preta não tivesse aparecido justo ali, quem sabe quanto mais tempo Serafina continuaria vivendo sua vida incógnita? E claro que mesmo tão novinha, tinha que ter um garoto. Apesar de vir de família rica, pelo menos ele era justo e não esses garotos insuportáveis que acham que podem fazer o que quiserem porque tem dinheiro. Ele foi incrivelmente corajoso e sábio como Serafina. Quando os dois crescerem, terão um futuro brilhante pela frente. 

Por causa do homem da capa preta, Serafina acabou descobrindo um mundo fora do porão, um mundo ao mesmo tempo lindo e assustador. Conhecer pessoas boas e ruins. Ver roupas de verdade diferente das coisas que ela usava, conversar com outras pessoas além de seu pai, mas também ver um ser maligno que sequestrava as crianças. Sim, ela não queria acreditar que estavam mortas, já que não havia um corpo mas também sentia medo pois não sabia para onde tinham ido. Ela só sabia que precisava encontrá-las.

Assim, sem querer, ela acabou saindo da Mansão com Braenden e foram atacados no caminho. Os dois tem suspeitas de quem seria o homem da capa preta mas Serafina não pode se revelar para ninguém e fica para trás, tendo que atravessar a floresta, onde seu pai sempre lhe proibiu de ir e encontrar o caminho para casa. Com toda essa aventura, com todo o medo de perder Serafina, seu pai enfim resolve procurar ajuda quando ele descobre que ela desapareceu e ele enfim, conta seu segredo para ela. 

Até o homem da capa preta aparecer, parecia uma história normal. Eu pensava que seu pai não podia contar sobre sua existência por causa de seu trabalho. Ou, que Serafina era alguma criança sequestrada, já que parecia que não poderia se mostrar para ninguém e seu pai inventou uma história louca para mantê-la escondida. Quando o homem da capa preta aparece e quase a pega, já podemos ter certeza de que a história vai para o lado da fantasia sobrenatural. Não que seja ruim, mas quando você não tem ideia do enredo e cria outras teorias, acaba se surpreendendo quando vira para esse lado. 

Serafina é uma personagem que apesar da idade e do modo como vive, é inteligente e corajosa. Ela enfrentou o homem da capa preta e ainda descobriu outros segredos que envolvia sua origem misteriosa e dos motivos de seu pai a manter escondida. Foi uma história cheia de suspense e instigante. E claro que tem continuação né. Pois a história de Serafina está apenas começando. 


Nota pessoal 10/10

sábado, 16 de agosto de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Sob a Ponte do Mal - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Histórias de True crime em podcast para livros está virando tendência? Esse não é o primeiro que leio mas pelo menos o modo como foi escrito foi satisfatório para mim. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Trinity Scott, uma podcaster de True crime, revive um caso a vinte anos trancado na prisão. Depois de todo esse tempo, o condenado que confessou o assassinato de uma adolescente resolveu abrir o jogo e contar o motivo do crime. Para Trinity, e somente ela, depois de todos esses anos, ele vai falar. Clayton Jay Pelley era um jovem orientador educacional e respeitado na época, ele dava tutorias para Leena Rai, uma jovem que sofria bullying e ele a protegia da maldade das outras pessoas. Quando ela foi encontrada morta, ninguém acreditava que Pelley era o culpado, mas ele confessou o crime. 

Agora, com o poder nas mãos, Trinity acredita que além de desvendar esse mistério, seu podcast ficará famoso. Além de Pelley, ela vai atrás de todos os envolvidos da época, principalmente a detetive que encerrou o caso e hoje está aposentada, Rachel Walczak. 

Rachel, na época, era ambiciosa e esperava subir na carreira policial alcançando o mesmo status que seu falecido pai lhe dando orgulho. Mas o caso de Leena não destruiu apenas sua família e a de Pelley, destruiu a cidade também. Amizades foram desfeitas, casamentos acabaram e Rachel, além de seu psicológico abalado, terminou seu casamento e sua única filha a excluiu de sua vida por anos. Agora, com o caso de Leena na boca do povo novamente, Rachel tem certeza que deixou pontas soltas no caso décadas atrás e apesar dos conselhos de seu novo parceiro para não ouvir o podcast, ela não resiste e acaba ouvindo e com isso sua mente se abre para a nova perspectiva: Pelley mentiu na época ou está mentindo agora? Pois o primeiro episódio de Trinity termina com ele dizendo que é inocente e que o verdadeiro assassino ainda está solto. 

Com isso, Rachel, contrariando seu parceiro, decide investigar novamente, mas por conta esse caso que a destruiu no passado e pode a destruir novamente agora. Que segredos ela deixou passar que não conseguiu ou não quis ver na época? Pelley realmente está falando a verdade? Quanto mais se aproxima dos fatos, mais ela vê o que deixou passar e entende porque justo agora, esse crime veio a tona novamente. Dessa vez Rachel conseguirá encerrar o caso e viver em paz?



Ano de publicação 2025

Páginas 368

Autor/a Loreth Anne White



Minhas divagações finais 

Quando comecei a leitura, quando a história é dividida em antes e depois, sempre me confundo nos personagens. Mas, depois de me acostumar a leitura seguiu mais fluída. Desde o início não havia gostado da Trinity e da filha da Rachel. A primeira, tinha que ter um motivo mais profundo para reabrir uma ferida dessas, principalmente para a família de Leena. Não era possível que ela só queria alavancar seu podcast. E a segunda, mesmo que a mãe fosse policial e trabalhasse demais, o modo como ela tratava a mãe era ridículo, tinha que ter um motivo por trás, tinha que ter algo que ela escondia. 

Rachel foi perfeita? Não. Acabou tendo um caso com seu parceiro de trabalho mas seu casamento já estava afundando, pois seu marido já andava com outra. Mas, mesmo sua filha sabendo disso, quando descobriu a traição da mãe ainda assim escolheu ficar do lado do pai. Achei ela insuportável. 

Bom, o desenrolar da história foi surpreendente, muitas vezes você se questiona se Pelley está falando a verdade ou está só querendo chamar a atenção ou está querendo algo em troca. Infelizmente, nesses casos, achei a Trinity muito ingênua. Se ela tivesse parado com o podcast mas continuado a investigar, ou se pelo menos só soltasse a história depois de concluir o caso, talvez algumas coisas poderiam ter sido evitadas. Se, Pelley estava mesmo falando a verdade sobre o verdadeiro assassino estar por aí, você não sentiria medo? Se o assassino ouvisse esse podcast e tomasse conhecimento do que Pelley falou, você não tomaria decisões para calar as pessoas certas? 

Pelley teve seus motivos para confessar, mas depois de 20 anos, quando Trinity revelou o que o  levou a prisão inicialmente, foi a causa do que lhe aconteceu na prisão ou foi mandado pelo verdadeiro assassino lá fora? Mas se o assassino estava solto por que demorou 20 anos para tomar qualquer decisão se Pelley poderia confessar não ser o assassino a qualquer momento? Por que deixá-lo vivo esse tempo todo se poderiam calá-lo anos atrás? E por que não iria atrás de Trinity também? Já que foi ela quem começou?  

Mas, apesar de aparecer outros suspeitos, jamais imaginei que seguiria por esse caminho. Que era suspeito que os alunos protegessem Pelley por ele ser um professor querido, dava para entender, mas o verdadeiro motivo foi surpreendente. As revelações finais foram chocantes mas ao mesmo tempo você acaba desconfiando com o andar das descobertas de Rachel. Muitas questões foram abordadas nesse livro, sobretudo a confiança nas pessoas e como um segredo pode destruir uma cidade. 

A leitura foi instigante, e mesmo que as duas pessoas que eu odiei desde o início tivessem seus motivos para serem detestáveis, terminei a história continuando as achando insuportáveis. Embora todos tenham praticamente cometido erros nessa história, acho que a Rachel foi a que mais perdeu. Família, carreira e seu verdadeiro amor. Mas foi uma ótima leitura. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10


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