quarta-feira, 9 de julho de 2025

[Review/crítica pessoal] O guarda-costas (The Bodyguard - 1992) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse clássico apaixonante. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Frank Farmer, um ex-agente do serviço secreto agora trabalha como guarda-costas. Ele foi segurança dos presidentes Jimmy Carter e Ronald Reagan. O empresário Bill Devaney, que trabalha para a atriz e cantora Rachel Marron, procura Frank para proteger Rachel que está sendo ameaçada de morte. Não é muito o ambiente de trabalho de Frank, mas ele aceita conhecer Rachel. No entanto, ao chegar em sua casa, uma mansão lotada de gente do seu trabalho, segurança mínima, desde os portões,  qualquer um pode entrar na propriedade, mas o que faz Frank repensar em aceitar ou não o trabalho, é a própria Rachel, que a primeira vista, se mostrou desagradável para com ele. 

Bill tenta convencer Frank lhe mostrando as cartas ameaçadoras que Rachel vem recebendo, embora a própria as desconheça. Frank aceita trabalhar para ela desde que Bill lhe conte sobre as ameaças. Em meio a mudanças na segurança da casa, Rachel se irrita com a proteção de Frank o acusando de ser paranoico. Ela só percebe a gravidade da situação, quando recebe uma ligação ameaçadora. Embora acabe surgindo sentimentos entre ela e Frank, ele opta por fazer seu trabalho do que ter um relacionamento com ela. 

Após uma tentativa de ataque, Frank a leva para um local seguro mas Fletcher, o filho de Rachel quase morre em uma tentativa de atacar Rachel e Frank acaba descobrindo quem é o mandante das ameaças, mas não consegue descobrir quem seria o atirador. É apenas na premiação que Frank descobre quem é o atirador quando salva Rachel mas leva o tiro em seu lugar. 







Ano de lançamento 1992

Duração 2h 9m

Direção Mick Jackson

Elenco Kevin Costner, Whitney Houston, Bill Cobbs, Michele Lamar Richards



Trailer 





Minhas divagações finais 

Sempre amei esse filme pelo Kevin Costner e pela Whitney Houston. Que era uma excelente cantora não tinha como negar, além de uma voz potente e inesquecível, era linda e talentosa. Pena que nesse meio, alguns artistas se perdem e acabam perdendo o brilho muito cedo. 

Fiquei admirada ao ler algumas críticas onde se dizia que o filme foi detonado pelo péssimo roteiro a atuação. Admirada é pouco, fiquei indignada com essa descoberta. Por anos, amei esse filme e mesmo após tanto tempo, continua do jeitinho que me lembrava. Claro que me surgiu alguns questionamentos. Por anos, na minha memória, eu sabia quem queria Rachel morta, mas não tinha certeza dos seus motivos. Não havia entendido de primeira como ela conheceu o atirador e nem a determinação dele em terminar o serviço. 

Em paralelo, ainda tínhamos um stalker que não entendi se era fã ou alguém que odiava a Rachel. No mais, considerando a época que foi lançado, eu acredito que seja um grande clássico. Clichê o romance entre a cantora e o guarda-costas? Sim. Mas sempre achei isso apaixonante. A primeira vez que vi nem fazia ideia de quem seria o mandante. E depois que Frank descobre quem é e a pessoa lhe pergunta se ele não quer saber o por que, ele diz que já sabe a resposta, pois está nas cartas de ameaças. Embora acredite que ele demorou um pouco para descobrir. E havia muita gente suspeita ao lado de Rachel. 

Podem dizer o que quiserem, mas eu achei a atuação razoável, considerando que Kevin estava começando a ficar famoso e já tinha vários filmes produzidos e Whitney estava atuando, embora fosse mais cantora. E achei os dois fofinhos, embora no início Rachel fosse meio arredia em relação a ser protegida. Ela convidando ele para sair foi Hilário pela forma como ela fez o convite. Não lembro se mencionaram sobre o pai de Fletcher. 

As músicas foram perfeitas óbvio, sendo da própria Whitney e contrariando todas as críticas, achei que eles tiveram química e uma boa atuação. Na época que vi achei lindo e inesquecível. E totalmente marcante sobre quem queria Rachel morta. Sempre achei assustador esse meio artístico onde sua vida é exposta e qualquer um pode te desejar tanto o bem quanto o mal. E a inveja pode estar dentro do círculo familiar ou de amigos. Ter stalkers já é assustador, imagina ter um assassino na sua cola. E julgando como Whitney se foi, acho o filme mais inesquecível ainda. 

Frank era paranoico porque em um de seus trabalhos, seu cliente foi baleado mas não era ele quem estava em serviço naquele dia. Depois disso, seu pior medo era esse, não está lá quando a pessoa precisasse. Quem que não desejou que Frank e Rachel terminassem juntos? Acho que esse foi um dos primeiros filmes que vi que o casal protagonista não ficam juntos e senti que apesar do clichê, eu preferiria o viveram felizes para sempre juntos. Devido a profissão de ambos, era de se esperar que seria um relacionamento complicado, mas quando se é adolescente apaixonada, tudo que queremos é ver o casal juntos. Tanto que na época pensei que quando ela volta para lhe beijar, eles tinham se acertado. Embora ela tivesse outro guarda-costas, pensei que eles mantivessem o relacionamento. Passei anos tentando superar esse final até chegar essa modinha de hoje em dia em que um dos pares morrem. O que é bem pior na verdade. 

No mais, super recomendo esse clássico. 




Nota pessoal 10/10

terça-feira, 8 de julho de 2025

[Review/crítica pessoal] Lembranças perdidas - Divagando Sempre


Olá Divas e Divos. Hoje trago esse filme que pelo tema poderia ter sido melhor, mas acabou sendo mediano com atuações rasas, com exceção de Rance Howard. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Levi percebe que precisa de ajuda para cuidar do pai quando este é encontrado no meio de um lago sem lembranças de como foi parar lá. Jasper é um idoso com Alzheimer. Uma amiga de Levi o ajuda indicando uma jovem para ser cuidadora de Jasper. 

Maggie é bonita e jovem e ao chegar na casa logo é confundida com Sylvie, a esposa falecida de Jasper, que perdido em suas memórias acha que a esposa voltou. Mesmo consternado, Levi permite que Maggie fique já que Jasper parece mais tranquilo com sua presença. Porém, ela não contou sobre sua vida, onde está saindo de um casamento abusivo. Seu ex que não aceita o fim, descobre onde ela está e invade a casa de Levi, ocasionando uma briga com ele e uma tragédia acontece. 









Ano de lançamento 2017

Duração 1h 30m

Direção Michael Worth

Elenco Ivan Sergei, Rance Howard, Kelly Greyson



Trailer 






Minhas divagações finais 

Confesso que não faço ideia do motivo de ter colocado esse título em minha lista. Provavelmente pelo tema envolver Alzheimer, porém, mais uma vez ressalto que o melhor filme retratando esse assunto ainda é Meu pai de Anthony Hopkins. Lembranças perdidas não tem nenhum ator que conheço e achei a personagem Maggie muito mal interpretada. A atriz fazia caras e bocas nada compatíveis com o momento. O melhor personagem para mim foi Jasper.

Jasper já estava com o Alzheimer mais avançado pois muitas vezes não se lembrava do filho, o Levi, que o confundia com seu falecido irmão. A irmã de Levi era claramente uma interesseira onde só ia até a casa do pai, para levar objetos de valor que achava que era seu por direito. O famoso minha herança. Ela nem cuidava do pai, nem o visitava mas quando ficou sabendo da cuidadora foi correndo ver e criticar e ainda opinou que era melhor deixar o pai em um asilo e vender a casa e repartir o dinheiro. Sei que isso acontece em muitos lares. Mas achei ela muito descarada.

Não entendi qual foi o desentendimento que afastou Levi e Jasper, mas o pior de tudo foi a Sinopse dizer sobre uma cuidadora misteriosa. Juro que pensei que ela tinha algum parentesco com a família e queria se aproximar deles. Não entendi o mistério dessa moça a não ser que tinha uma marido violento e obsessivo e que mereceu seu fim. 

Pai e filho tiveram momentos tensos e fofos até, mas o ápice de tudo, foi quando Levi conta a promessa que havia feito ao pai. Fiquei tensa ao acreditar que ele fosse cumprir e quase chorei quando ele sentado na varanda na manhã seguinte, o pai aparece para tomar café. Infelizmente Levi acabou optando por deixar o pai no asilo e Maggie no fim, acabou ficando na cidade e trabalhando no asilo. Confesso que achei esse filme a maior perda de tempo. 

Em Meu pai e Para sempre Alice que trata diferentes estágios de Alzheimer, foi tocante. Em Meu pai temos a visão de como o paciente se sente com essa doença. Foi muito doloroso e devastador. Chorei horrores. Em Para sempre Alice, ela teve Alzheimer precoce aos 50 anos e acompanhamos com ela a doença progredir e como isso afetou ela profissionalmente e no meio familiar. O vídeo que ela deixa para si mesma com instruções de como acabar com isso, foi desesperador. Mas, em Lembranças perdidas só o que perdi foi tempo mesmo. 

A atuação deixou muito a desejar. Alzheimer é uma doença triste que afeta todos ao redor. Mesmo que não tivesse atores famosos, dava para ter trabalhado melhor nessa história. Acho que o que dificultou meu interesse por ele, foi a história mal contada da cuidadora. Rance Howard que interpreta Jasper, faleceu uns dias depois que o filme foi lançado. O que deixa mais triste ainda ao vê-lo no filme. E ressalto mais uma vez, que de todos ele foi o melhor personagem e o melhor ator. 

A fotografia foi linda, o ambiente promissor se fosse melhor trabalhado. Mas, apesar de tudo, teve elementos da vida real de quem enfrenta essa doença na família. Embora achei que foi mal interpretado qualquer história com essa doença é triste. 


Nota pessoal 6/10


segunda-feira, 7 de julho de 2025

[Review/crítica pessoal] A travessia (The Walk ) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa história tensa, divertida e emocionante. E mais, ela é real.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Philippe Petit, é um equilibrista francês, que em 1974, quando estava em um consultório odontológico, vê uma foto do World Trade Center, as famosas Torres Gêmeas recém construídas nos Estados Unidos. Então surge uma ideia audaciosa e perigosa de atravessar as Torres usando um cabo de aço. 

Enquanto planeja como executar seu plano, Philippe já havia sido expulso de casa, já que seus pais não o aceitavam enquanto não tivesse um emprego de verdade e  durante suas apresentações de equilibrista na rua, ele conhece Anne, uma musicista também de rua que logo se torna sua amante e cúmplice. Também conhece Jean-Louis, um fotógrafo, que concorda em documentar toda a operação. 

Philippe viaja então até os Estados Unidos para estudar as Torres com cuidado, bolando planos de infiltração disfarçado e consegue mais colaboradores para seu plano. 

Apesar de todos os desafios, discussões, quase desistência da equipe, na madrugada de 7 de agosto de 1974, Philippe consegue realizar a travessia. Ao chegar do outro lado, ele se sente insatisfeito e decide voltar. Porém, ele acaba indo e voltando durante 45 minutos, realizando 8 percursos completos evitando a polícia que chegara no local, ajoelhando-se e até deitando-se nos cabos desafiando a polícia. 









Ano de lançamento 2015

Duração 2h 3m

Direção Robert Zemeckis

Elenco Joseph Gordon-Levitt, Charlotte Le Bon, Ben Kingsley, James Badge Dale



Trailer 





Minhas divagações finais 

Qualquer filme do Joseph Gordon-Levitt que vejo, sempre me surpreende. Eu o conheci com o filme 10 coisas que odeio em você onde já reuniu grandes atores para o futuro, destacando o maravilhoso Heath Ledger. Joseph, dando uma olhada em sua filmografia, ele até que fez muitos filmes, já vi alguns, onde ele pode ser um personagem coadjuvante ou o protagonista e todos seus papéis são diferentes um do outro. Em A travessia, confesso que pensei que seria monótono pela trajetória do equilibrista tentar atravessar As Torres. Mas acabou sendo muito empolgante e nem vi a hora passar. 

Philippe não tinha apoio da família porque não acreditavam que ser equilibrista era um meio de vida sustentável. Então o expulsaram de casa. Ele conhece Papa Rudy, mestre em acrobacias e cordas que o ajuda com equipamentos e técnicas para atravessar as Torres, mas com o ideal e obsessão de Philippe, algumas vezes entram em discussões se afastando. Isso acontece com a maioria de sua equipe, quando chega o dia e tudo parece dar errado. 

Mas a emoção do filme, pelo menos para mim que não conhecia essa história, foi se daria certo. Como era o próprio que narrava o filme, imaginei que teria dado certo ou que teria desistido, mas se tivesse desistido não haveria história e muito menos filme. E se tivesse morrido atravessando, talvez, pudesse ter história, mas seria trágica demais. Acabei não resistindo a curiosidade e fui pesquisar sobre esse acontecimento. E fiquei impressionada com a realidade e o feito. Vi entrevistas com o próprio Philippe e fotos antigas de sua travessia. Então terminei o filme aliviada e emocionada. 

Foi extremamente perigoso? Com certeza. Imagina cair daquela altura e se esborrachar lá embaixo com toda aquela gente o assistindo. Mas também ficou para a história, principalmente porque as Torres não existem mais. Tanto que no final, quando Philippe diz que ganhou passe vitalício ao mirante das Torres, diz ser para sempre. Quando vi pensei: não foi para sempre porque as Torres não existem mais. Confesso que nem me passou pela cabeça que a mensagem foi justamente essa, discretamente se referindo a isso. 

Os planos de Philippe para se infiltrar nas Torres disfarçado eram muito bons. Nem da para acreditar que foi assim mesmo. Achei muito divertido na realidade. Sem contar o CGI das Torres. Apesar que é meio triste olhar para elas e não pensar na tragédia que foi o 11 de setembro. 

Com certeza foi um filme surpreendente. Para quem tem medo de altura, melhor evitar. Joseph está maravilhoso nesse filme. Embora seu romance com Anne não tenha sido felizes para sempre, foi uma conclusão compreensível. Gosto dessas histórias reais, embora tenha sido um ato irresponsável, ficou um marco para a história, um marco positivo que não esteja associado a tragédia. 






Enfim, recomendo. 

Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 4 de julho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] O legado (Jessica Goodman) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Existe três mistérios nessa história. O desaparecimento da mãe de Bernie, o segredo de Skylar e Isobel e quem seria o corpo encontrado na festa. Não criem expectativas demais por a resolução de tudo pode ser decepcionante. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Bernie Kaplan, Isobel Rothcroft e Skyler Hawkins são um trio inseparáveis. Bernie e Skyler são um casal e Isobel é a melhor amiga de Bernie. Mas, tudo muda com a indicação para o clube do Legado, onde toda família espera que seu filho ou filha faça parte, abrindo possibilidades infinitas para eles. No entanto, uma indicada inesperada muda o curso de todos. 

Tori Tasso. Nunca fez parte do círculo dos indicados e claramente não se sente confortável com a indicação, mas, seguindo os desejos finais de sua mãe, já que conseguiu chegar até ali, fará valer a pena sua indicação. Mas é no baile que a tragédia acontece e segredos são revelados. 

Primeiro a mãe de Bernie desaparece durante os preparativos para a indicação e apresentação do Legado. Depois tem a indicação misteriosa de Tori. E por fim, o segredo envolvendo Skyler e Isobel que fez com que ela e Bernie se afastassem. Mas quando tudo é revelado, que a bomba explode. 



Ano de publicação 2023

Páginas 336

Autor/a Jessica Goodman



Minhas divagações finais

A trama parecia interessante, principalmente com o desaparecimento da mãe da Bernie. O pior de tudo, foi o pai dela lhe dizendo que provavelmente a mãe estava bem e ela costumava fazer isso as vezes. Que casal, tem esse costume da mulher sumir assim e para fazer o que? Achei muito suspeito. 

Claramente Isobel escondia algo de Bernie e para mim, no meu entender, de início, pensei que ela tinha ficado com Skyler. Isobel era o cachorrinho dele principalmente por conta de seus vícios. Conforme foi mostrando sua vida, a autora tentou justificar sua personalidade devido a sua família exigente. Embora só no final ela tenha se redimido, pelo menos para mim. Porque antes disso ela sempre foi uma personagem insuportável.

A melhor personagem foi Tori, desde sua família a sua personalidade. O mistério de quem a havia indicado foi surpresa. Eu acreditei que fosse outra pessoa pelo desenrolar dos acontecimentos. Mas Tori, indiretamente, estava envolvida no segredo da família da Bernie e ainda envolvida diretamente no segredo de Skyler e Isobel. 

Os acontecimentos são intercalados nos pontos de vista de Bernie, Isobel e Tori. Durante o baile alguém morre e até chegar a esse momento e a revelação de quem seria a vítima, tive três suspeitos e nenhum deles foi quem realmente era. E por mais que tenha leitores que digam que já esperavam por isso ou que era muito óbvio, para mim não foi. 

Mas a maior decepção com certeza foi o motivo do desaparecimento da mãe da Bernie. Pensei dois motivos para ela ter sumido. Um: alguém a havia sequestrado por algo relacionado ao Legado. Dois: ela havia sido sequestrada porque sabia demais. No fim, ela sabia de algo sim mas o motivo do desaparecimento foi bem decepcionante. Dava para ver que não seria nada do que pensei já que o pai da Bernie estava tranquilo em relação a isso. 

A escrita é boa, o mistério consegue nos prender, mas a resolução de tudo, além de ser enrolado até chegar a esse momento, foi meio decepcionante. Óbvio que clubes de gente com dinheiro e influência, são recheados de segredos. Mas achei o desse meio sem graça. O motivo da mãe da Bernie desaparecer foi muito raso. Dava para ter trabalhado nisso com algo muito mais sinistro. A tragédia que se seguiu  poderia ter sido muito mais impactante e os envolvidos poderiam ter tido reações mais emotivas. 

Eu poderia falar mais sobre essa leitura, mas não quero dar spoiler. Acho que só suportei chegar até o fim, porque queria muito saber onde estava a mãe da Bernie e quem era o corpo da festa. Poderia ser qualquer um, já que a linha do tempo era antes e durante a festa. Se dava indícios desde o início de quem seria, não percebi. Também não posso eliminar meus suspeitos porque seria óbvio então quem era. Só digo que, foi interessante e decepcionante ao mesmo tempo. Eram tantas suspeitas sobre motivos disso ou aquilo. No início até cheguei a pensar que Skyler tinha um caso com a mãe da Bernie. Sempre vou além das expectativas. 

Mas recomendo a leitura para desvendar o mistério. 


Nota pessoal 6/10

[Resenha/crítica pessoal] Escondida (Hidden/Série House Of Night vol 10) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago a continuação dessa saga que não é a mais longa que já li, mas está ficando cansativo pelos desdobramentos...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Neferet finalmente foi desmascarada, o Conselho Supremo dos Vampiros não está mais a seu lado. Mas isso não a impede de tentar colocar os humanos contra os vampiros. Ela consegue causar um incêndio no celereio da Morada da Noite causando confusão e medo. Os alunos que sabem que é obra da ex-sacerdotisa se sentem vulneráveis por sua invasão. Zoey, que já trava lutas internas, agora que possui a pedra da vidência e viu algo em Aurox que ainda não consegue assimilar se foi real, agora precisa pensar em como proteger seus amigos e a Morada da Noite contra os planos malignos de Neferet. 



Ano de publicação 2012

Páginas 360

Autor/a P.C Cast, Kristin Cast



Minhas divagações finais 

Demorei quase três anos para continuar essa saga e relendo minha resenha do volume 9, Destinada, ou era muito previsível o andamento da história ou pela primeira vez acertei uma teoria minha quando eu disse que uma das gêmeas se encaminharia para o lado negro da força. Mas acho que era previsível mesmo. E com certeza elas seguem melhor separadas. 

Quanto a Zoey, continua guardando segredos e achei ridículo ela esconder de Stark que achou ter visto a aura de Heath em Aurox. Se ela não sente nada por ele, por que esconder isso? Mesmo que não tenha certeza, seria melhor compartilhar com ele, já que é seu guerreiro e companheiro amoroso. Óbvio que se ele descobre sozinho, ficaria desconfiado. Ela nunca aprende. 

Continuo seguindo sem muitas lembranças de alguns personagens. Porém, achei esse volume interessante. Apesar que como o anterior, a história só fica frenética quase para o final, onde Neferet sequestra a avó de Zoey e segue aquela batalha e conflitos internos sobre o resgate. E para variar, logicamente ainda não é o fim dessa vilã. O que chega a ser mais do que cansativo. É desesperador imaginar mais um volume com planos malignos e lutas contra esse ser. 

Mesmo que quem era do lado da Neferet eventualmente tenha mudado para o lado da Zoey, convenhamos, já são 10 volumes dessa mulher infernizando todos. E aposto que seu final ainda será decepcionante. Não estou nem um pouco empolgada para ler a continuação, mas, já que estou chegando quase ao fim, vamos ver o que acontece. 

Creio que a melhor parte foi Lenobia ter encontrado sua alma gêmea. Sua história é triste e impressionante. Mas, é uma história arrastada depois de vários volumes. Stark nas minhas lembranças era um guerreiro poderoso, mas aqui, ele foi um adolescente ciumento e controlador muito chato. Por isso não gosto muito quando nessas histórias envolve romance. Um dos pares sempre é o ponto fraco. E nesse caso aqui, envolve ciúmes, desconfianças, mentiras... e quando tem triângulo amoroso? É o pior. 

Como são muitos personagens e volumes da série, e como eu sempre deixo para ler as continuações com intervalos enormes, não nego que é ruim porque sempre me perco na história. Em minha defesa, eu tenho uma lista com mais de 300 livros para ler, então... acabou um já estou partindo para outro. E não gosto de ler as sequências em seguida, porque acho muito cansativo. Acabo enjoando dos personagens. Porque convenhamos, são nossos companheiros durante a leitura. E não queria passar horas suportando a Neferet de novo. 

Aurox, apesar do modo como foi criado e ter sido controlado e matado alguém da turma da Zoey, acho um personagem interessante e promissor. Vamos ver o que acontece no próximo. Em Destinada eu disse que uma das gêmeas ia se rebelar e ir para o lado negro. E se no próximo, Aurox, compartilhando a essência de Heath, em uma luta contra Neferet, se sacrificasse protegendo a Zoey? Tipo, o Heath já morreu, não ia fazer sentido ela ficar com Aurox vendo o amigo morto ali. Acho que seria um ótimo encerramento para ele e uma redenção para Aurox. Que só é mau quando controlado pelas trevas. Sem isso, seria um garoto como outro qualquer. Mas, vamos aguardar a próxima leitura. 

Pelo que li, me parece que ainda tem mais dois volumes? Sério isso? Mais dois atrás de Neferet e ela infernizando a vida de todos? Isso sim que é ser imortal minha gente. E determinada a matar Zoey e seus amigos. Porque nossa Senhora, uma saga inteira com uma vilã dessas? Haja paciência. 

Aphrodite é uma personagem que odiamos e amamos. As vezes ela é suportável, mas como eu comentei no volume anterior, ela é o tipo de personalidade que pelo menos acrescenta algo a equipe e é uma parte que falta em Zoey. Que convenhamos, é uma personagem chatinha as vezes. Concordo que por mais poder que possamos adquirir, ser humilde é essencial, mas ela só sabe choramingar e achar dificuldades em resolver os problemas. Tem uma equipe poderosa e fica questionando se conseguirá deter a inimiga. Mas, recomendo, já que chegou até aqui nessa saga, temos que continuar né...


Nota pessoal 7/10


quinta-feira, 3 de julho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Maurício: a história que não está no gibi - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago o desenhista mais amado do Brasil.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Maurício conta sua história como toda autobiografia, desde sua infância, fala sobre a família, as dificuldades financeiras e acreditem, as dificuldades de conseguir um trabalho. Imagine Maurício pedindo emprego de desenhista em um jornal, que hoje seria a conhecida Folha de São Paulo e ouvisse isso:" desista menino. Desenho não dá dinheiro nem futuro para ninguém. Vá fazer outra coisa da vida". Ainda bem que Maurício não escutou esse cara e persistiu no seu sonho. 

Maurício também não conseguiu terminar a escola, um professor ao pegá-lo fazendo uma caricatura sua, nunca o perdoou e então sempre encontrava meios de repetí-lo. Mas isso não o impediu de continuar desenhando assim como o cara do jornal não o impediu após desencorajá-lo. Pelo contrário, Maurício conseguiu um emprego de copidesque nesse mesmo jornal. Seria um bom começo, já que também precisava de dinheiro. Depois foi promovido a jornalista. Mas seu sucesso começou mesmo quando passou a fazer tirinhas para o jornal. 

Mas nem tudo aconteceu de um dia para outro. Maurício enfrentou diversos problemas até conseguir ter a fama atual. Todos seus personagens são inspirados em familiares ou conhecidos. E apesar de tudo, enfrentou as dificuldades persistindo em seus ideais e conseguiu criar a turminha mais amada do Brasil. 



Ano de publicação 2017

Páginas 336

Autor/a Maurício de Souza 



Minhas divagações finais 

Como qualquer artista, para alcançar a fama, Maurício também enfrentou várias dificuldades. Embora a Turma da Mônica hoje seja famosa e querida, não alcançaram o sucesso da noite para o dia. O ponto inicial nem foi Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. Eles foram aparecendo com o tempo. 

As crianças dessa época com certeza aprenderam a ler com os gibis da turminha. Eu pelo menos fui uma delas. Lembro até hoje quando meu pai trouxe uma caixa cheia de gibis, mas tinha do Pato Donald entre outras que não me recordo. Só lembro que quando vi da Mônica, comecei a ler e me apaixonei. Hoje seria uma relíquia se tivesse esses gibis dos anos 80. 

A época que Maurício lançou a turminha, as editoras não acreditavam muito que as crianças gostassem de algo que não fossem quadrinhos do Batman e Superman. Eu particularmente não sou fã de quadrinhos, mas quando conheci a turminha, amei. Eu lia várias vezes o mesmo gibi e dava risada sozinha com eles. 

A história de Maurício é inspiradora porque não é só sobre como ser famoso e fazer dinheiro. Embora claro, ganhasse muito com a turminha, ele perdeu muito também com os negócios. E sua arte nunca foi visando só ganhar dinheiro, como todo artista, queremos que as pessoas apreciem nossa arte. E calhou que além de desenhar, Maurício também dava vida a seus personagens. Confesso que faz alguns anos que não leio mais gibis e notei que há sempre personagens novos. Alguns não conheço. E nunca li nenhum da Turma da Mônica jovem, mas já vi animações deles e amei. Falando em animações, o Cini Gibi da turminha é maravilhoso. 

A primeira animação deles que vi, foi na época de Natal que fizeram um filminho sobre uma estrelinha que caía no quarto da Mônica. Nunca consegui ver novamente. Mas eu esperava todo Natal para ver se passava na TV novamente. Hoje em dia é tudo mais fácil. Você pesquisa na Internet e pode encontrar os filmes em streaming. Acho que nos anos 2000, tinha uma página na Internet da Mônica com gibis e passatempos. Eu vivia ali relendo as historinhas. Mas infelizmente vamos crescendo, adquirindo mais responsabilidades e faz anos que não me sento para ler gibis. E é algo que fico completamente entretida.

E é como o Maurício escreveu em seu livro, a tecnologia avança e nós temos que nos adaptar a elas. Fazer desenhos para ele hoje não é como seu início, onde ele sozinho fazia tudo. Depois, conforme foi aumentando a demanda de pedidos, ele acrescentou mais 3 desenhistas com ele. Hoje, ele ainda aprova alguns desenhos e o Horácio é o único personagem que ele faz desde que começou a desenhar. De resto, seus filhos agora que tomam conta de tudo. Maurício poderia ter sido muito maior quando realmente estourou com a turminha, mas por questões de contrato que o jornal tinha com os quadrinhos americanos, não deixavam ele brilhar mais do que a concorrência. Demorou anos para Maurício escolher então sair e tentar outro lugar que oferecia o céu como limite e muito além. 

Aprendi com ele que embora se possa realizar sonhos, nem sempre é fácil mantê-los. Ele sabia desenhar, ele tinha criatividade de sobra, mas para conseguir que fosse espalhado para leitores, existe outros empresários e muita burocracia. Mesmo tendo talento, foi preciso paciência e perseverança. Fora que também teve muitas perdas financeiras. Mas no geral, caiu no agrado do povo e hoje tem a turminha mais amada do país. Teve perdas familiares também, como o divórcio da primeira esposa, que não aguentou a jornada de trabalho do marido, perdeu a segunda esposa que veio a falecer, teve um filho sequestrado. Mas sua família só aumentou assim como a da turminha. 

Uma curiosidade que eu sempre tive, foi sobre o fato do Cebolinha ter sapatos e Mônica, Magali e Cascão não. Felizmente Maurício esclarece esse mistério e é mais irônico do que eu poderia imaginar. No mais, eu já sabia que seus personagens foram inspirados em seus filhos, mas foi divertido ver ele contando como surgiram essas ideias. Obviamente como ser humano ele não foi perfeito, mas diferente dessas biografias bizarras de artistas que viveram da fama e de vícios, pelo menos Maurício teve uma vida mais saudável. Por fazer conteúdo infantil, pelo menos que eu saiba não teve nenhum escândalo em sua vida. E amei sua história como amo a Turma da Mônica. Recomendo conhecer sua trajetória e ler seus gibis. 





Nota pessoal 10/10

[Resenha/crítica pessoal] Down With The System: um livro de memórias (ou algo assim) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago essa biografia incrível do vocalista da banda System Of A Down. Nem tudo é o que parece. Serj mudou completamente minha visão da banda e não julgar pelas aparências. Ótima leitura. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Serj Tankian, vocalista do System Of A Down, nos apresenta sua vida desde a juventude, a banda, seu ativismo, fala sobre política e a Armênia. 

Quando criança, seus pais se mudaram para os Estados Unidos e ele sempre teve conhecimento sobre o genocídio armênio, coisa que ninguém mais falava. Então, sempre que tinha oportunidade, trazia isso a tona. Embora morasse nos Estados Unidos, viveu próximo a comunidade Armênia, mas aprendeu o inglês, que foi necessário quando seus pais sofreram um processo e ele precisava traduzir tudo para eles. Embora começasse a entender sobre advocacia e negócios, Serj optou pela música. 

Embora System fosse uma banda de sucesso, teve vários empecilhos e dificuldades, tanto fora como dentro da banda. Serj levou anos lutando para ter liberdade criativa dentro do System, tendo que criar outros grupos para poder usar sua criatividade que não era valorizada pela banda. Desentendimentos, ameaças de sair da banda, ameaças de morte após o 11 de setembro, tantas coisas mas que o fortaleceram a continuar e jamais desistir de seus sonhos e objetivos. 



Ano de publicação 2024

Páginas 352

Autor/a  Serj Tankian


Minhas divagações finais 

Uma das bandas que eu escutava muito e teve significados diversos em minha vida. Várias fases da minha vida foram acompanhadas e marcadas por música. System foi em um momento delicado e controverso, de perdas e ganhos e principalmente liberdade e redescobrimento. Nem sempre sabia do que se tratava as letras. Nunca imaginei que Serj era ativista e nem pelas lutas que passou. Só curtia o som e sua voz, que era sempre uma mistura de gritos e melodias suaves. 

Conheci a banda lá pelos anos 2006 e jamais poderia imaginar que viviam turbulências ali dentro. Por ser vocalista, sempre deduzo quem é o líder, mas já aprendi que nem sempre o vocalista é necessariamente o líder. Dito e feito, embora Serj e Daron, o guitarrista tenham formado a banda, Daron seria o líder e muitas vezes mudava as letras ou não  as aceitava quando era Serj quem escrevia, limitando sua participação na produção da banda. Serj lutou e impôs seus desejos de participar mais nessa área por anos, tendo decidido deixar assim mesmo, porque embora fosse ativista, nunca apelou para a violência e acreditem, nunca quis discutir mesmo contrariado. 

Apesar de ser uma banda de rock e Serj mencionar que em algum momento já se drogaram, se consumiam durante todos esses anos, esse tema pelo menos não foi o foco e nem mencionado com tanto ênfase. Serj fala mais sobre as dificuldades de vida que sua família teve na Armênia, o que o genocídio fez com seus avós e as famílias que viveram nessa época, sua trajetória antes de entrar na banda e sua vida depois. Sempre achei que o sumiço deles era porque tinham se separado, mas eles continuam na ativa, só não fazem turnês mundiais. Faz anos que Serj não quer mais sair viajando por questões de saúde. Mas as vezes eles ainda fazem shows aqui e ali. 

Além de Serj e Daron, temos o baixista Shavo e o baterista John. Shavo e John viviam discutindo. John na verdade entrou no lugar de Andy e Shavo sempre foi contra ele. Em uma das discussões, partiram para a agressão física, onde Shavo teria jogado algo em John e o ferido na testa. A visão de sangue escorrendo, levaram John no hospital para levar pontos e no caminho, ele e Shavo fizeram as pazes. Achei a única passagem engraçada embora preocupante pelo ferimento. Mas fora isso, é sempre surpreendente o que se passa nos palcos e fora dele. Sempre achei que System fosse uma banda unida, divertida, que Serj fosse o líder, que fosse rebelde, viciado. Mas, apesar da aparência e das músicas fortes, na verdade são bem pacíficos, com famílias e a única coisa que agitavam mesmo, além dos fãs em shows, era quando falavam de política. 

Foi uma verdadeira aula de história, porque eu também nunca havia tido conhecimento sobre o genocídio da Armênia. Serj sempre lutou para que os países envolvidos reconhecessem o genocídio, o que gerou desentendimentos dentro da banda, que inicialmente lutavam pela mesma causa que Serj, mas após fazerem sucesso tocando, o que eles mais queriam era apenas isso, tocar. Mas para Serj não era suficiente. Ele queria o reconhecimento de que o genocídio existiu e das milhares de pessoas que morreram por isso e das outras milhares que sofreram essas perdas. Serj jamais desistiu de lutar pela Armênia. 

Foi uma leitura interessante porque quem já escutou System, espera uma biografia regada a shows enlouquecidos com drogas e mulheres. Mas ao contrário de Anthony Kiedis (sim, fiquei traumatizada com sua historia de vida), que para mim pareciam uma banda mais calma, foi na verdade caótica com os vícios de Anthony. As aparências realmente enganam. System por parecer visualmente mais louca, eram na verdade a visão que eu tinha que era o Red Hot. Serj me impressionou muito com suas lutas, com sua história, tem meu respeito por mesmo injusticado nunca partiu para a violência. Mesmo não tendo créditos merecidos na banda continuou ali com eles e sua luta merece ser ouvida assim como suas músicas.

Estava com medo de ler essa biografia porque estava cansada de tantas drogas e mulheres, como nas biografias de O Lobo de Wall Street e de Matthew Perry. Embora de Matthew tenha sido mais triste pela sua luta perdida. Mas Serj se mostrou interessante e suas histórias são diversificadas, o foco não é somente ele e o sucesso de System. Apesar do que parece, a banda sofreu muito para alcançar o sucesso, principalmente por causa de uma carta que Serj escreveu que teve repercussões negativas entre os americanos, que como sempre, acham que são melhores que todo o resto do mundo e não aceitam palavras negativas e distorcem os reais significados da história. Foram até ameaças de morte. Por aí se vê como falar de política é realmente perigoso. 

Mas enfim, foi uma mistura de assuntos interessantes, assim como conhecer mais sobre Serj e o System. E claro, conhecer mais sobre seu país de origem e suas lutas. Recomendo. 






Nota pessoal 10/10 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Amy Winehouse: Biografia - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Uma biografia dessa cantora esplêndida mas que não foi retratada como merecia...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

É uma biografia porém escrita pelo jornalista Chas Newkey-Burden, que fala sobre a vida da cantora Amy Winehouse, que embora possuísse grande potencial musical, teve sua vida refletida mais nos abusos ao seus vícios e em seus relacionamentos. O livro foi escrito e lançado antes de sua morte. 



Ano de publicação 2008

Páginas 208

Autor/a  Chas Newkey-Burden



Minhas divagações finais 

Biografias ultimamente para mim tem sido uma caixinha de surpresas. Mas, quando a biografia é escrita pela própria pessoa, a história mesmo que possa parecer duvidosa, tende a ser mais emocionante quando vemos a vida da pessoa por sua própria perspectiva. O que eu esperava da biografia de Amy? Bom, considerando que foi escrita antes de sua morte, confesso que achei bem raso já que ela estava no auge de sua carreira. 

Como toda artista jovem e mulher, seus vícios e relacionamentos foram tópicos obsessivos de jornalistas e da mídia. O que me lembrou a perseguição de vida da Britney Spears que cada saída de festas era clicada e condenada ao seu estado. Por anos foi taxada de viciada e louca. Só depois que ela expôs a verdade com sua biografia e a polêmica sobre o processo contra seu pai, que com a verdade vindo a tona, muitos passaram a vê-la com outros olhos. Da mesma forma deve ter acontecido após a morte de Amy. 

Mas vamos com calma. Qual foi o problema que encontrei nessa leitura? Talvez por ser jornalista, achei a escrita muito mais jornalística do que biográfica. O que mais queríamos saber era sobre sua vida na infância, o relacionamento familiar e com a música. O escritor focou em premiações e o relacionamento de Amy com seu marido. 

Confesso o estilo de música da Amy não é o meu tipo, mas seus grandes sucessos logicamente me conquistaram. Era isso que eu esperava ler nessas páginas. A história de vida de Amy, o que enfrentou até chegar ao sucesso. Não como ela enfrentou drogada ou bêbada ou como quando seu marido foi preso, ela não fazia mais nada sem ele. Não vou mentir que não acompanhei nada sobre seus escândalos. Só vim a saber sobre sua morte precoce. Então, sobre seus vícios e tals, não estavam muito por dentro. Mesmo assim, se fosse ela escrevendo sobre e contando seu lado, teria sido muito mais interessante. Só terminei a leitura pois não sou de abandonar livros. Mesmo que esteja sofrendo para continuar, eu termino. 

Não sei por que o escritor decidiu fazer uma biografia de Amy, porém, talvez se tivesse colocado mais alma nessa escrita... mesmo que ele seja fã dela, tudo nessas páginas me pareceu mais trechos tirados de matérias da Internet, assim como relatos de fãs, conhecidos ou familiares. E mesmo que seja fã, apesar de ter muitas passagens elogiando sua música, sua voz ou seu trabalho, só por enfatizar demais seus vícios ou explorar momentos em que ela nem era mencionada, achei a leitura muito rasa. Não foi emocionante nem empolgante. Uma pena, porque mesmo que ninguém soubesse onde ou como terminaria a história de Amy, acho que pelo sucesso e talento, ela merecia mais. 

Não recomendo mas, talvez se for fã, ler mais algumas coisas sobre a Amy deve ser reconfortante. 

Uma mulher maravilhosa. Uma pena tudo que viveu e como tudo terminou. 





Nota pessoal 4/10

[Resenha/crítica pessoal] Amigos, amores e aquela coisa terrível (Matthew Perry ) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago essa autobiografia emocionante de um dos astros mais divertido de Friends e também o mais solitário por trás das câmeras.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Nessa autobiografia, Matthew, nosso eterno Chandler de Friends, descreve como foi sua infância e como começou esse vício para preencher o vazio que sentia, assim como sucessos e fracassos ao longo de sua carreira. 



Ano de publicação 2023

Páginas 294

Autor/a  Matthew Perry



Minhas divagações finais 

Eu amo biografias apesar que algumas delas podem ser chocantes demais, como a do Anthony Kiedis. Sua vida também foi regada a vícios porém, o que mais me incomodou, foi seus relacionamentos com menores de idade. E confesso que depois de ler sua biografia, não consegui mais ouvir Red Hot Chili Peppers como antes. A biografia do Lobo de Wall Street, de Jordan Belfort também foi regada a vícios e mulheres. Porém, apesar de sua história parecer um filme pornográfico, também não achei interessante, pois ele era um viciado em sexo, drogas e dinheiro. Não teve nada de relevante em sua vida. Nem mesmo falar sobre sua passagem em Wall Street foi interessante porque ele não conta muito seu período em que esteve lá. Imaginei que seria uma história chata sobre como investir dinheiro, mas foi uma história chata sobre como viver viciado em drogas e enganar pessoas. 

Matthew Perry embora também tivesse seus vícios, ao menos tentou lutar contra. Quem acompanhou sua carreira em Friends, pode observar as mudanças em seu corpo que segundo ele, se estivesse acima do peso, álcool, muito magro, remédios. Eu maratonei a série anos atrás e reparei nessas mudanças, mas não tinha ideia dos motivos. Confesso que só vim a saber de sua luta contra o vício, após a notícia de sua morte. 

Ter artistas que passam por problemas com drogas ou bebidas nesse meio, não é novidade. Mas a intensidade com que alguns lidam ao longo dos anos que os tornam diferentes um do outro. Matthew era tão cativante no papel de Chandler. Era meu personagem preferido. Por trás das câmeras, jamais imaginaria tudo pelo qual passou. 

Sua biografia também contém relatos sobre seu vício, que era pesado e começou desde criança. Não era drogas como cocaína ou algo do tipo, ele era alcóolatra e viciado em opioides. Será que seria sensato dizer que começou por culpa de seus pais? Naquela época, quando ele ainda era criança, seus pais eram divorciados e para visitar o pai, ele viajava sozinho com uma plaquinha de menor desacompanhado. Que mãe permitiria isso? O sequestro de crianças existe em qualquer década. Muita sorte não ter acontecido nada parecido com ele. 

Mas, seu medo da solidão começou aí. Não dá para julgar seus sentimentos e seus vícios quando não passamos pelos mesmos medos e dores. Cada um reage as perdas e as dificuldades de modos diferentes. Infelizmente Matthew enfrentou com as bebidas e remédios. Mas ele lutou, tentou sair inúmeras vezes. Mas infelizmente não conseguiu. 

Não acompanhei sua carreira fora de Friends. Tirando Jennifer Aniston que acho que foi a que mais fez sucesso fora da série, achei que os outros não tinham feito outros trabalhos, mas Matthew ate que fez bastante filmes além de Friends. Muito triste pensar que pelo seu medo de achar que não seria suficiente para qualquer um, ele tenha terminado relacionamentos que poderiam ter lhe dado uma família. Julia Roberts? Ele namorou Julia Roberts. Eu amo essa atriz também. Quantas mulheres que ele terminou porque achava que um dia elas perceberiam que ele não era suficiente e com medo, terminou antes com elas. 

Sempre imaginei que atores que passaram tantos anos trabalhando juntos em séries extensas como Friends, após o término, mantivessem contato. Mas, cada um seguiu seu caminho. Por mais que soubessem de seu vício, normal ninguém querer se envolver. E também acho que na situação de Matthew, talvez não fizesse diferença se um ou outro deles tivesse ficado por perto, pois ele tinha tendência a afastar as pessoas boas que se importavam com ele. E com certeza, mesmo que ele tenha levado Friends a sério e tentado não misturar seu vício e atrapalhar o trabalho, acredito que em algum momento deva ter sido escroto com os colegas. Porque não é possível todos sumirem assim da vida dele. Foram anos juntos e não é um elenco pequeno, foram anos com mais cinco pessoas. Onde estavam? 

Matthew sempre conta seus anos em Friends com muito carinho. Essa série me ajudou quando passei por um tempo complicado e assistí-la me trazia momentos de diversão e paz. Uma pena pensar que aquele ambiente amigável era diferente fora das câmeras. Talvez porque Matthew contou seu lado da história, sentimos empatia por ele, não sabemos o que os outros passaram ao descobrirem suas lutas contra seus vícios. Em nenhum momento ele se fez de vítima ou romantizou seus problemas. E o mais triste é saber que ele tinha planos para o futuro e não conseguiu chegar lá. 

Foi uma das biografias mais tristes que li por saber que de tudo pelo que passou, seu brilho foi interrompido e ele não conseguiu seguir adiante. Não vi nada sobre sua morte, sobre o elenco de Friends em relação a perda de Matthew, só lamentei o ocorrido e nunca mais Friends será o mesmo vendo Chandler ali, fazendo piadas e todos rirem e Matthew sofrendo por trás com sua solidão. Mas acredito que todos que riram com Chandler e amaram Friends, deveria conhecer sua história. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 1 de julho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] O lobo de Wall Street (livro de Jordan Belfort ) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago a história de Jordan Belfort que para mim parecia promissora mas foi algo totalmente diferente do que eu esperava. O Lobo se perdeu quando saiu de Wall Street...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Jordan Belfort, é um corretor da bolsa de valores, que se envolveu em fraudes e coisas ilegais no mercado financeiro na década de 90. Ele fundou a corretora Stratton Oakmont, que possuía táticas agressivas de vendas e manipulação de ações. Com isso, levava uma vida extravagante com drogas e sexo e acabou sendo investigado pelo FBI.

Belfort era casado com quem chamava de Duquesa e tinha uma filha com ela. Ele passou por vários problemas familiares devido a seus vícios, principalmente em drogas pesadas que segundo ele, o ajudavam com suas dores nas costas. Terrivelmente viciado, causou sérios problemas com a Duquesa e foi internado diversas vezes. No entanto, após anos abusando de drogas e agindo de modo ilegal, acabou sendo preso por um tempo. 



Ano de lançamento 2007

Páginas 528

Autor/a  Jordan Belfort



Minhas divagações finais 

A primeira vez que conheci o título, foi pelo filme de mesmo nome sendo Belfort interpretado por Leonardo Di Caprio. Mas optei em ler o livro primeiro e foi até bom, pois se o filme for fiel ao livro, talvez eu não queira vê-lo. 

Inocentemente acreditei que a história iria por outros caminhos. Entendo que uma vida como corretor da bolsa de valores não deve ser tão empolgante, mas jamais imaginei que a história se basearia em drogas e sexo. Parecia uma vida como a de Anthony Kiedis, porém mais glamourosa. 

O tanto que Belfort fazia de dinheiro e gastava duas vezes mais, era surreal. Sua esposa então, ou era muito interesseira ou ingênua por não ver ou aceitar tudo o que ele fez. Impossível não estar ciente de onde vinha todo aquele dinheiro e achar que viveriam impunes para sempre. E o pior é saber que depois de tudo o que aprontou, ele virou palestrante. 

No início, acreditem, ainda achei interessante pelo fato dele contar quando começou em Wall Street. As horas ao telefone, tentando convencer as pessoas a comprar ações. Mas de repente, ele já contava seus anos na nova empresa. Como ele chegou lá? Quanto tempo depois de Wall Street? Nem lembro se tinha alguma passagem esclarecendo isso. Depois foi só sobre seu casamento com a Duquesa, sexo e drogas. Sinceramente? Não curto muito esse tipo de vida. Além das drogas, para conseguí-la obviamente precisa de dinheiro. Para ter dinheiro, Jordan estava em um esquema enorme de lavagem de dinheiro. Acho que subir na vida roubando e enganando pessoas, traindo a esposa e usando drogas, não é muito inspirador. Sua história só não é mais decepcionante do que a do Anthony Kiedis. Acho que eu preferia páginas e páginas sobre como seria o trabalho de um investidor na Wall Street do que essa vida viciada de Jordan. 

Pelas avaliações o livro foi até bem aceito. Mas no meu gosto literário, não achei motivador, tocante nem divertido. Li na força do ódio porque não gosto de abandonar nenhum livro. Como nunca usei drogas, nunca ganhei rios de dinheiro, não imagino como seria viver assim ou se conseguiria sair do vício. Muitas biografias de viciados é perceptível a triste batalha de largar o vício mas decorrer anos se afundando nela. Jordan teve um colapso tão grande que agrediu a esposa e quase feriu a filha pequena. São traumas inimagináveis nessas duas. Mas, a forma como tudo foi contada, não me pareceu que ele se arrependeu de ter levado uma vida depreciativa porque afinal, era milionário. 

Ao terminar a leitura, mesmo tendo Leonrdo Di Caprio e Margot Robbie no elenco, desisti de ver o filme. Se não gostei do livro e a história é a mesma, para que vou passar por essa tortura novamente? Eu, particularmente não recomendo o livro se me perguntassem. Mas, acho que há gosto para tudo e geralmente quando eu não gosto, a maioria curtiu. Então, leiam e tirem suas próprias conclusões. Eu gosto de biografias, mas ultimamente as que tenho lido, distorcem totalmente aquela imagem que eu tinha da pessoa. Eu sei que nem todos passaram por coisas maravilhosas na vida, principalmente artistas que antes da fama tiveram dificuldades. Mas quando o artista sofreu com vícios e conta de uma forma normalizada, romantizada até, sem uma mensagem de "não desperdicem suas vidas assim" não acredito que seja isso que queiram dizer. Anthony e Jordan contam esses momentos como se o fato de terem sobrevivido e subido na vida viciados fosse algo bom. Ambos foram internados diversas vezes, tentaram ficar limpos, mas sempre acabavam voltando ao vício. É uma jornada difícil, destrutiva e para quem não vive disso seria hipocrisia dizer que entende isso. Só acho que de Lobo de Wall Street só tinha o título mesmo, porque de Wall Street só ficou lá no início pois depois o foco foi só coisas ilícitas. Não é meu tipo de leitura...

Se essas pessoas com dons de fazer dinheiro usassem de forma mais benéfica para a sociedade, mas não, sempre é em benefício próprio e prejudicando até quem não tem muito...


Nota pessoal 3/10

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