quinta-feira, 3 de julho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Maurício: a história que não está no gibi - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago o desenhista mais amado do Brasil.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Maurício conta sua história como toda autobiografia, desde sua infância, fala sobre a família, as dificuldades financeiras e acreditem, as dificuldades de conseguir um trabalho. Imagine Maurício pedindo emprego de desenhista em um jornal, que hoje seria a conhecida Folha de São Paulo e ouvisse isso:" desista menino. Desenho não dá dinheiro nem futuro para ninguém. Vá fazer outra coisa da vida". Ainda bem que Maurício não escutou esse cara e persistiu no seu sonho. 

Maurício também não conseguiu terminar a escola, um professor ao pegá-lo fazendo uma caricatura sua, nunca o perdoou e então sempre encontrava meios de repetí-lo. Mas isso não o impediu de continuar desenhando assim como o cara do jornal não o impediu após desencorajá-lo. Pelo contrário, Maurício conseguiu um emprego de copidesque nesse mesmo jornal. Seria um bom começo, já que também precisava de dinheiro. Depois foi promovido a jornalista. Mas seu sucesso começou mesmo quando passou a fazer tirinhas para o jornal. 

Mas nem tudo aconteceu de um dia para outro. Maurício enfrentou diversos problemas até conseguir ter a fama atual. Todos seus personagens são inspirados em familiares ou conhecidos. E apesar de tudo, enfrentou as dificuldades persistindo em seus ideais e conseguiu criar a turminha mais amada do Brasil. 



Ano de publicação 2017

Páginas 336

Autor/a Maurício de Souza 



Minhas divagações finais 

Como qualquer artista, para alcançar a fama, Maurício também enfrentou várias dificuldades. Embora a Turma da Mônica hoje seja famosa e querida, não alcançaram o sucesso da noite para o dia. O ponto inicial nem foi Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. Eles foram aparecendo com o tempo. 

As crianças dessa época com certeza aprenderam a ler com os gibis da turminha. Eu pelo menos fui uma delas. Lembro até hoje quando meu pai trouxe uma caixa cheia de gibis, mas tinha do Pato Donald entre outras que não me recordo. Só lembro que quando vi da Mônica, comecei a ler e me apaixonei. Hoje seria uma relíquia se tivesse esses gibis dos anos 80. 

A época que Maurício lançou a turminha, as editoras não acreditavam muito que as crianças gostassem de algo que não fossem quadrinhos do Batman e Superman. Eu particularmente não sou fã de quadrinhos, mas quando conheci a turminha, amei. Eu lia várias vezes o mesmo gibi e dava risada sozinha com eles. 

A história de Maurício é inspiradora porque não é só sobre como ser famoso e fazer dinheiro. Embora claro, ganhasse muito com a turminha, ele perdeu muito também com os negócios. E sua arte nunca foi visando só ganhar dinheiro, como todo artista, queremos que as pessoas apreciem nossa arte. E calhou que além de desenhar, Maurício também dava vida a seus personagens. Confesso que faz alguns anos que não leio mais gibis e notei que há sempre personagens novos. Alguns não conheço. E nunca li nenhum da Turma da Mônica jovem, mas já vi animações deles e amei. Falando em animações, o Cini Gibi da turminha é maravilhoso. 

A primeira animação deles que vi, foi na época de Natal que fizeram um filminho sobre uma estrelinha que caía no quarto da Mônica. Nunca consegui ver novamente. Mas eu esperava todo Natal para ver se passava na TV novamente. Hoje em dia é tudo mais fácil. Você pesquisa na Internet e pode encontrar os filmes em streaming. Acho que nos anos 2000, tinha uma página na Internet da Mônica com gibis e passatempos. Eu vivia ali relendo as historinhas. Mas infelizmente vamos crescendo, adquirindo mais responsabilidades e faz anos que não me sento para ler gibis. E é algo que fico completamente entretida.

E é como o Maurício escreveu em seu livro, a tecnologia avança e nós temos que nos adaptar a elas. Fazer desenhos para ele hoje não é como seu início, onde ele sozinho fazia tudo. Depois, conforme foi aumentando a demanda de pedidos, ele acrescentou mais 3 desenhistas com ele. Hoje, ele ainda aprova alguns desenhos e o Horácio é o único personagem que ele faz desde que começou a desenhar. De resto, seus filhos agora que tomam conta de tudo. Maurício poderia ter sido muito maior quando realmente estourou com a turminha, mas por questões de contrato que o jornal tinha com os quadrinhos americanos, não deixavam ele brilhar mais do que a concorrência. Demorou anos para Maurício escolher então sair e tentar outro lugar que oferecia o céu como limite e muito além. 

Aprendi com ele que embora se possa realizar sonhos, nem sempre é fácil mantê-los. Ele sabia desenhar, ele tinha criatividade de sobra, mas para conseguir que fosse espalhado para leitores, existe outros empresários e muita burocracia. Mesmo tendo talento, foi preciso paciência e perseverança. Fora que também teve muitas perdas financeiras. Mas no geral, caiu no agrado do povo e hoje tem a turminha mais amada do país. Teve perdas familiares também, como o divórcio da primeira esposa, que não aguentou a jornada de trabalho do marido, perdeu a segunda esposa que veio a falecer, teve um filho sequestrado. Mas sua família só aumentou assim como a da turminha. 

Uma curiosidade que eu sempre tive, foi sobre o fato do Cebolinha ter sapatos e Mônica, Magali e Cascão não. Felizmente Maurício esclarece esse mistério e é mais irônico do que eu poderia imaginar. No mais, eu já sabia que seus personagens foram inspirados em seus filhos, mas foi divertido ver ele contando como surgiram essas ideias. Obviamente como ser humano ele não foi perfeito, mas diferente dessas biografias bizarras de artistas que viveram da fama e de vícios, pelo menos Maurício teve uma vida mais saudável. Por fazer conteúdo infantil, pelo menos que eu saiba não teve nenhum escândalo em sua vida. E amei sua história como amo a Turma da Mônica. Recomendo conhecer sua trajetória e ler seus gibis. 





Nota pessoal 10/10

[Resenha/crítica pessoal] Down With The System: um livro de memórias (ou algo assim) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago essa biografia incrível do vocalista da banda System Of A Down. Nem tudo é o que parece. Serj mudou completamente minha visão da banda e não julgar pelas aparências. Ótima leitura. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Serj Tankian, vocalista do System Of A Down, nos apresenta sua vida desde a juventude, a banda, seu ativismo, fala sobre política e a Armênia. 

Quando criança, seus pais se mudaram para os Estados Unidos e ele sempre teve conhecimento sobre o genocídio armênio, coisa que ninguém mais falava. Então, sempre que tinha oportunidade, trazia isso a tona. Embora morasse nos Estados Unidos, viveu próximo a comunidade Armênia, mas aprendeu o inglês, que foi necessário quando seus pais sofreram um processo e ele precisava traduzir tudo para eles. Embora começasse a entender sobre advocacia e negócios, Serj optou pela música. 

Embora System fosse uma banda de sucesso, teve vários empecilhos e dificuldades, tanto fora como dentro da banda. Serj levou anos lutando para ter liberdade criativa dentro do System, tendo que criar outros grupos para poder usar sua criatividade que não era valorizada pela banda. Desentendimentos, ameaças de sair da banda, ameaças de morte após o 11 de setembro, tantas coisas mas que o fortaleceram a continuar e jamais desistir de seus sonhos e objetivos. 



Ano de publicação 2024

Páginas 352

Autor/a  Serj Tankian


Minhas divagações finais 

Uma das bandas que eu escutava muito e teve significados diversos em minha vida. Várias fases da minha vida foram acompanhadas e marcadas por música. System foi em um momento delicado e controverso, de perdas e ganhos e principalmente liberdade e redescobrimento. Nem sempre sabia do que se tratava as letras. Nunca imaginei que Serj era ativista e nem pelas lutas que passou. Só curtia o som e sua voz, que era sempre uma mistura de gritos e melodias suaves. 

Conheci a banda lá pelos anos 2006 e jamais poderia imaginar que viviam turbulências ali dentro. Por ser vocalista, sempre deduzo quem é o líder, mas já aprendi que nem sempre o vocalista é necessariamente o líder. Dito e feito, embora Serj e Daron, o guitarrista tenham formado a banda, Daron seria o líder e muitas vezes mudava as letras ou não  as aceitava quando era Serj quem escrevia, limitando sua participação na produção da banda. Serj lutou e impôs seus desejos de participar mais nessa área por anos, tendo decidido deixar assim mesmo, porque embora fosse ativista, nunca apelou para a violência e acreditem, nunca quis discutir mesmo contrariado. 

Apesar de ser uma banda de rock e Serj mencionar que em algum momento já se drogaram, se consumiam durante todos esses anos, esse tema pelo menos não foi o foco e nem mencionado com tanto ênfase. Serj fala mais sobre as dificuldades de vida que sua família teve na Armênia, o que o genocídio fez com seus avós e as famílias que viveram nessa época, sua trajetória antes de entrar na banda e sua vida depois. Sempre achei que o sumiço deles era porque tinham se separado, mas eles continuam na ativa, só não fazem turnês mundiais. Faz anos que Serj não quer mais sair viajando por questões de saúde. Mas as vezes eles ainda fazem shows aqui e ali. 

Além de Serj e Daron, temos o baixista Shavo e o baterista John. Shavo e John viviam discutindo. John na verdade entrou no lugar de Andy e Shavo sempre foi contra ele. Em uma das discussões, partiram para a agressão física, onde Shavo teria jogado algo em John e o ferido na testa. A visão de sangue escorrendo, levaram John no hospital para levar pontos e no caminho, ele e Shavo fizeram as pazes. Achei a única passagem engraçada embora preocupante pelo ferimento. Mas fora isso, é sempre surpreendente o que se passa nos palcos e fora dele. Sempre achei que System fosse uma banda unida, divertida, que Serj fosse o líder, que fosse rebelde, viciado. Mas, apesar da aparência e das músicas fortes, na verdade são bem pacíficos, com famílias e a única coisa que agitavam mesmo, além dos fãs em shows, era quando falavam de política. 

Foi uma verdadeira aula de história, porque eu também nunca havia tido conhecimento sobre o genocídio da Armênia. Serj sempre lutou para que os países envolvidos reconhecessem o genocídio, o que gerou desentendimentos dentro da banda, que inicialmente lutavam pela mesma causa que Serj, mas após fazerem sucesso tocando, o que eles mais queriam era apenas isso, tocar. Mas para Serj não era suficiente. Ele queria o reconhecimento de que o genocídio existiu e das milhares de pessoas que morreram por isso e das outras milhares que sofreram essas perdas. Serj jamais desistiu de lutar pela Armênia. 

Foi uma leitura interessante porque quem já escutou System, espera uma biografia regada a shows enlouquecidos com drogas e mulheres. Mas ao contrário de Anthony Kiedis (sim, fiquei traumatizada com sua historia de vida), que para mim pareciam uma banda mais calma, foi na verdade caótica com os vícios de Anthony. As aparências realmente enganam. System por parecer visualmente mais louca, eram na verdade a visão que eu tinha que era o Red Hot. Serj me impressionou muito com suas lutas, com sua história, tem meu respeito por mesmo injusticado nunca partiu para a violência. Mesmo não tendo créditos merecidos na banda continuou ali com eles e sua luta merece ser ouvida assim como suas músicas.

Estava com medo de ler essa biografia porque estava cansada de tantas drogas e mulheres, como nas biografias de O Lobo de Wall Street e de Matthew Perry. Embora de Matthew tenha sido mais triste pela sua luta perdida. Mas Serj se mostrou interessante e suas histórias são diversificadas, o foco não é somente ele e o sucesso de System. Apesar do que parece, a banda sofreu muito para alcançar o sucesso, principalmente por causa de uma carta que Serj escreveu que teve repercussões negativas entre os americanos, que como sempre, acham que são melhores que todo o resto do mundo e não aceitam palavras negativas e distorcem os reais significados da história. Foram até ameaças de morte. Por aí se vê como falar de política é realmente perigoso. 

Mas enfim, foi uma mistura de assuntos interessantes, assim como conhecer mais sobre Serj e o System. E claro, conhecer mais sobre seu país de origem e suas lutas. Recomendo. 






Nota pessoal 10/10 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Amy Winehouse: Biografia - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Uma biografia dessa cantora esplêndida mas que não foi retratada como merecia...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

É uma biografia porém escrita pelo jornalista Chas Newkey-Burden, que fala sobre a vida da cantora Amy Winehouse, que embora possuísse grande potencial musical, teve sua vida refletida mais nos abusos ao seus vícios e em seus relacionamentos. O livro foi escrito e lançado antes de sua morte. 



Ano de publicação 2008

Páginas 208

Autor/a  Chas Newkey-Burden



Minhas divagações finais 

Biografias ultimamente para mim tem sido uma caixinha de surpresas. Mas, quando a biografia é escrita pela própria pessoa, a história mesmo que possa parecer duvidosa, tende a ser mais emocionante quando vemos a vida da pessoa por sua própria perspectiva. O que eu esperava da biografia de Amy? Bom, considerando que foi escrita antes de sua morte, confesso que achei bem raso já que ela estava no auge de sua carreira. 

Como toda artista jovem e mulher, seus vícios e relacionamentos foram tópicos obsessivos de jornalistas e da mídia. O que me lembrou a perseguição de vida da Britney Spears que cada saída de festas era clicada e condenada ao seu estado. Por anos foi taxada de viciada e louca. Só depois que ela expôs a verdade com sua biografia e a polêmica sobre o processo contra seu pai, que com a verdade vindo a tona, muitos passaram a vê-la com outros olhos. Da mesma forma deve ter acontecido após a morte de Amy. 

Mas vamos com calma. Qual foi o problema que encontrei nessa leitura? Talvez por ser jornalista, achei a escrita muito mais jornalística do que biográfica. O que mais queríamos saber era sobre sua vida na infância, o relacionamento familiar e com a música. O escritor focou em premiações e o relacionamento de Amy com seu marido. 

Confesso o estilo de música da Amy não é o meu tipo, mas seus grandes sucessos logicamente me conquistaram. Era isso que eu esperava ler nessas páginas. A história de vida de Amy, o que enfrentou até chegar ao sucesso. Não como ela enfrentou drogada ou bêbada ou como quando seu marido foi preso, ela não fazia mais nada sem ele. Não vou mentir que não acompanhei nada sobre seus escândalos. Só vim a saber sobre sua morte precoce. Então, sobre seus vícios e tals, não estavam muito por dentro. Mesmo assim, se fosse ela escrevendo sobre e contando seu lado, teria sido muito mais interessante. Só terminei a leitura pois não sou de abandonar livros. Mesmo que esteja sofrendo para continuar, eu termino. 

Não sei por que o escritor decidiu fazer uma biografia de Amy, porém, talvez se tivesse colocado mais alma nessa escrita... mesmo que ele seja fã dela, tudo nessas páginas me pareceu mais trechos tirados de matérias da Internet, assim como relatos de fãs, conhecidos ou familiares. E mesmo que seja fã, apesar de ter muitas passagens elogiando sua música, sua voz ou seu trabalho, só por enfatizar demais seus vícios ou explorar momentos em que ela nem era mencionada, achei a leitura muito rasa. Não foi emocionante nem empolgante. Uma pena, porque mesmo que ninguém soubesse onde ou como terminaria a história de Amy, acho que pelo sucesso e talento, ela merecia mais. 

Não recomendo mas, talvez se for fã, ler mais algumas coisas sobre a Amy deve ser reconfortante. 

Uma mulher maravilhosa. Uma pena tudo que viveu e como tudo terminou. 





Nota pessoal 4/10

[Resenha/crítica pessoal] Amigos, amores e aquela coisa terrível (Matthew Perry ) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago essa autobiografia emocionante de um dos astros mais divertido de Friends e também o mais solitário por trás das câmeras.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Nessa autobiografia, Matthew, nosso eterno Chandler de Friends, descreve como foi sua infância e como começou esse vício para preencher o vazio que sentia, assim como sucessos e fracassos ao longo de sua carreira. 



Ano de publicação 2023

Páginas 294

Autor/a  Matthew Perry



Minhas divagações finais 

Eu amo biografias apesar que algumas delas podem ser chocantes demais, como a do Anthony Kiedis. Sua vida também foi regada a vícios porém, o que mais me incomodou, foi seus relacionamentos com menores de idade. E confesso que depois de ler sua biografia, não consegui mais ouvir Red Hot Chili Peppers como antes. A biografia do Lobo de Wall Street, de Jordan Belfort também foi regada a vícios e mulheres. Porém, apesar de sua história parecer um filme pornográfico, também não achei interessante, pois ele era um viciado em sexo, drogas e dinheiro. Não teve nada de relevante em sua vida. Nem mesmo falar sobre sua passagem em Wall Street foi interessante porque ele não conta muito seu período em que esteve lá. Imaginei que seria uma história chata sobre como investir dinheiro, mas foi uma história chata sobre como viver viciado em drogas e enganar pessoas. 

Matthew Perry embora também tivesse seus vícios, ao menos tentou lutar contra. Quem acompanhou sua carreira em Friends, pode observar as mudanças em seu corpo que segundo ele, se estivesse acima do peso, álcool, muito magro, remédios. Eu maratonei a série anos atrás e reparei nessas mudanças, mas não tinha ideia dos motivos. Confesso que só vim a saber de sua luta contra o vício, após a notícia de sua morte. 

Ter artistas que passam por problemas com drogas ou bebidas nesse meio, não é novidade. Mas a intensidade com que alguns lidam ao longo dos anos que os tornam diferentes um do outro. Matthew era tão cativante no papel de Chandler. Era meu personagem preferido. Por trás das câmeras, jamais imaginaria tudo pelo qual passou. 

Sua biografia também contém relatos sobre seu vício, que era pesado e começou desde criança. Não era drogas como cocaína ou algo do tipo, ele era alcóolatra e viciado em opioides. Será que seria sensato dizer que começou por culpa de seus pais? Naquela época, quando ele ainda era criança, seus pais eram divorciados e para visitar o pai, ele viajava sozinho com uma plaquinha de menor desacompanhado. Que mãe permitiria isso? O sequestro de crianças existe em qualquer década. Muita sorte não ter acontecido nada parecido com ele. 

Mas, seu medo da solidão começou aí. Não dá para julgar seus sentimentos e seus vícios quando não passamos pelos mesmos medos e dores. Cada um reage as perdas e as dificuldades de modos diferentes. Infelizmente Matthew enfrentou com as bebidas e remédios. Mas ele lutou, tentou sair inúmeras vezes. Mas infelizmente não conseguiu. 

Não acompanhei sua carreira fora de Friends. Tirando Jennifer Aniston que acho que foi a que mais fez sucesso fora da série, achei que os outros não tinham feito outros trabalhos, mas Matthew ate que fez bastante filmes além de Friends. Muito triste pensar que pelo seu medo de achar que não seria suficiente para qualquer um, ele tenha terminado relacionamentos que poderiam ter lhe dado uma família. Julia Roberts? Ele namorou Julia Roberts. Eu amo essa atriz também. Quantas mulheres que ele terminou porque achava que um dia elas perceberiam que ele não era suficiente e com medo, terminou antes com elas. 

Sempre imaginei que atores que passaram tantos anos trabalhando juntos em séries extensas como Friends, após o término, mantivessem contato. Mas, cada um seguiu seu caminho. Por mais que soubessem de seu vício, normal ninguém querer se envolver. E também acho que na situação de Matthew, talvez não fizesse diferença se um ou outro deles tivesse ficado por perto, pois ele tinha tendência a afastar as pessoas boas que se importavam com ele. E com certeza, mesmo que ele tenha levado Friends a sério e tentado não misturar seu vício e atrapalhar o trabalho, acredito que em algum momento deva ter sido escroto com os colegas. Porque não é possível todos sumirem assim da vida dele. Foram anos juntos e não é um elenco pequeno, foram anos com mais cinco pessoas. Onde estavam? 

Matthew sempre conta seus anos em Friends com muito carinho. Essa série me ajudou quando passei por um tempo complicado e assistí-la me trazia momentos de diversão e paz. Uma pena pensar que aquele ambiente amigável era diferente fora das câmeras. Talvez porque Matthew contou seu lado da história, sentimos empatia por ele, não sabemos o que os outros passaram ao descobrirem suas lutas contra seus vícios. Em nenhum momento ele se fez de vítima ou romantizou seus problemas. E o mais triste é saber que ele tinha planos para o futuro e não conseguiu chegar lá. 

Foi uma das biografias mais tristes que li por saber que de tudo pelo que passou, seu brilho foi interrompido e ele não conseguiu seguir adiante. Não vi nada sobre sua morte, sobre o elenco de Friends em relação a perda de Matthew, só lamentei o ocorrido e nunca mais Friends será o mesmo vendo Chandler ali, fazendo piadas e todos rirem e Matthew sofrendo por trás com sua solidão. Mas acredito que todos que riram com Chandler e amaram Friends, deveria conhecer sua história. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 1 de julho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] O lobo de Wall Street (livro de Jordan Belfort ) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago a história de Jordan Belfort que para mim parecia promissora mas foi algo totalmente diferente do que eu esperava. O Lobo se perdeu quando saiu de Wall Street...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Jordan Belfort, é um corretor da bolsa de valores, que se envolveu em fraudes e coisas ilegais no mercado financeiro na década de 90. Ele fundou a corretora Stratton Oakmont, que possuía táticas agressivas de vendas e manipulação de ações. Com isso, levava uma vida extravagante com drogas e sexo e acabou sendo investigado pelo FBI.

Belfort era casado com quem chamava de Duquesa e tinha uma filha com ela. Ele passou por vários problemas familiares devido a seus vícios, principalmente em drogas pesadas que segundo ele, o ajudavam com suas dores nas costas. Terrivelmente viciado, causou sérios problemas com a Duquesa e foi internado diversas vezes. No entanto, após anos abusando de drogas e agindo de modo ilegal, acabou sendo preso por um tempo. 



Ano de lançamento 2007

Páginas 528

Autor/a  Jordan Belfort



Minhas divagações finais 

A primeira vez que conheci o título, foi pelo filme de mesmo nome sendo Belfort interpretado por Leonardo Di Caprio. Mas optei em ler o livro primeiro e foi até bom, pois se o filme for fiel ao livro, talvez eu não queira vê-lo. 

Inocentemente acreditei que a história iria por outros caminhos. Entendo que uma vida como corretor da bolsa de valores não deve ser tão empolgante, mas jamais imaginei que a história se basearia em drogas e sexo. Parecia uma vida como a de Anthony Kiedis, porém mais glamourosa. 

O tanto que Belfort fazia de dinheiro e gastava duas vezes mais, era surreal. Sua esposa então, ou era muito interesseira ou ingênua por não ver ou aceitar tudo o que ele fez. Impossível não estar ciente de onde vinha todo aquele dinheiro e achar que viveriam impunes para sempre. E o pior é saber que depois de tudo o que aprontou, ele virou palestrante. 

No início, acreditem, ainda achei interessante pelo fato dele contar quando começou em Wall Street. As horas ao telefone, tentando convencer as pessoas a comprar ações. Mas de repente, ele já contava seus anos na nova empresa. Como ele chegou lá? Quanto tempo depois de Wall Street? Nem lembro se tinha alguma passagem esclarecendo isso. Depois foi só sobre seu casamento com a Duquesa, sexo e drogas. Sinceramente? Não curto muito esse tipo de vida. Além das drogas, para conseguí-la obviamente precisa de dinheiro. Para ter dinheiro, Jordan estava em um esquema enorme de lavagem de dinheiro. Acho que subir na vida roubando e enganando pessoas, traindo a esposa e usando drogas, não é muito inspirador. Sua história só não é mais decepcionante do que a do Anthony Kiedis. Acho que eu preferia páginas e páginas sobre como seria o trabalho de um investidor na Wall Street do que essa vida viciada de Jordan. 

Pelas avaliações o livro foi até bem aceito. Mas no meu gosto literário, não achei motivador, tocante nem divertido. Li na força do ódio porque não gosto de abandonar nenhum livro. Como nunca usei drogas, nunca ganhei rios de dinheiro, não imagino como seria viver assim ou se conseguiria sair do vício. Muitas biografias de viciados é perceptível a triste batalha de largar o vício mas decorrer anos se afundando nela. Jordan teve um colapso tão grande que agrediu a esposa e quase feriu a filha pequena. São traumas inimagináveis nessas duas. Mas, a forma como tudo foi contada, não me pareceu que ele se arrependeu de ter levado uma vida depreciativa porque afinal, era milionário. 

Ao terminar a leitura, mesmo tendo Leonrdo Di Caprio e Margot Robbie no elenco, desisti de ver o filme. Se não gostei do livro e a história é a mesma, para que vou passar por essa tortura novamente? Eu, particularmente não recomendo o livro se me perguntassem. Mas, acho que há gosto para tudo e geralmente quando eu não gosto, a maioria curtiu. Então, leiam e tirem suas próprias conclusões. Eu gosto de biografias, mas ultimamente as que tenho lido, distorcem totalmente aquela imagem que eu tinha da pessoa. Eu sei que nem todos passaram por coisas maravilhosas na vida, principalmente artistas que antes da fama tiveram dificuldades. Mas quando o artista sofreu com vícios e conta de uma forma normalizada, romantizada até, sem uma mensagem de "não desperdicem suas vidas assim" não acredito que seja isso que queiram dizer. Anthony e Jordan contam esses momentos como se o fato de terem sobrevivido e subido na vida viciados fosse algo bom. Ambos foram internados diversas vezes, tentaram ficar limpos, mas sempre acabavam voltando ao vício. É uma jornada difícil, destrutiva e para quem não vive disso seria hipocrisia dizer que entende isso. Só acho que de Lobo de Wall Street só tinha o título mesmo, porque de Wall Street só ficou lá no início pois depois o foco foi só coisas ilícitas. Não é meu tipo de leitura...

Se essas pessoas com dons de fazer dinheiro usassem de forma mais benéfica para a sociedade, mas não, sempre é em benefício próprio e prejudicando até quem não tem muito...


Nota pessoal 3/10

segunda-feira, 30 de junho de 2025

[Review/crítica pessoal] Round 6 (temporada 3) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos dorameiros. Hoje trago o que eu acreditava ser a conclusão dessa saga épica... mas nem tanto. Teve seus momentos. Mas confesso que ficou um gosto amargo após o término... 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

No final da Segunda temporada, Gi-Hun sobreviveu a rebelião que comandou mas perdeu um amigo no processo. O Líder dos jogos poderia tê-lo matado ali, mas escolheu deixá-lo vivo enfrentando as consequências de seu plano que deu errado. Atormentado pelas perdas, agora ele só pode culpar uma pessoa, o jogador 388 que havia se mostrado um forte aliado, mas na hora H se acovardou. Gi-Hun agora concentra suas forças em um único propósito, eliminar o 388.

Durante o jogo de esconde esconde, a Jogadora 222 dá a luz sendo protegida por Geum-Ja (149) e Hyun-Ju (120). A partir daí, o grupo passa a sofrer perdas consideráveis e mesmo após Gi-Hun conseguir realizar seu ato de vingança, ele acorda de seu estado depressivo quando lhe dão a missão de proteger Jun-Hee (222) e a bebê. Com um novo propósito ele enfrenta perigos para cumprir sua promessa além de não perder sua humanidade. 

Enquanto isso, fora dos jogos, o detetive Jun-Ho continua procurando a ilha, sem saber que a pessoa que o salvou é um aliado do Front Man, que após atirar no irmão, havia dado ordens para o capitão manter Jun-Ho vivo. Apesar de ajudá-lo nas buscas, sempre dava um jeito de despistar sobre a direção correta da ilha. Dentro do jogo, ainda temos o conflito da No-Eul, que tenta salvar um dos jogadores colocando a própria vida em risco. 

Todos os envolvidos conseguirão realizar seus objetivos?












Ano de lançamento 2025

Temporada 3 episódios 6

Elenco Lee Jung-Jae, Lee Byung-Hun, Yim Si-Wan, Kang Ha-Neul, Park Sung-Hoon, Yang Dong-Geun, Kang Ae-Sim, Jo Yuri, Lee David, Wi Ha-Jun, Park Gyu-Young


Trailer 





Minhas divagações finais 

Não há como negar que a espera pelo desfecho desse jogo fosse enorme, também não há como negar como a decepção de muitos também foi enorme. Já aviso que não tem como falar dessa temporada sem SPOILER então esteja avisado. 

A mudança de atitude depois de ter perdido a luta, deixou 456 devastado. Mas, apesar da situação, 149 tentou manter a cabeça erguida e acolheu 222 e a bebê as protegendo até o fim. Porém, no jogo onde a bebê nasceu, perdemos a 120, que achei a morte mais ridícula de todas. Perdendo para o Thanos, acho que esses dois mereciam no mínimo mortes dignas. Do nada 333 apareceu e a matou. Simples assim. Fora que a 120 poderia ter terminado o jogo sozinha, mas voltou para avisar as outras duas e acabou morrendo no processo. 

No fim, 149 teve que matar o próprio filho para proteger a bebê. Depois de dar uma lição de moral em 456, ela tira a própria vida. O que desperta algo em 456 que finalmente volta como ele mesmo e faz de tudo para proteger 222 e a bebê. Mas, no final, o próprio se sacrifica deixando a bebê como única sobrevivente e campeã do jogo. Mas como assim? A decisão ridícula obviamente veio dos VIPs que faziam apostas e acharam que seria mais interessante se a bebê ficasse no lugar de sua mãe. 

Tirando algumas mortes que me arrancaram lágrimas dos olhos, pois mesmo sabendo que não poderia me apegar a ninguém mas já me apegando, MATAR todos foi covardia. Inicialmente pensei que 456 tinha voltado ao jogo para tentar encontrar um meio de acabar com essa atrocidade. Mas no final, ele só recuperou sua humanidade e todos morreram, sendo inútil seu retorno. 

Mais decepcionante ainda foi a jornada do detetive que passou anos procurando a ilha, mais precisamente seu irmão, para não terem nenhum diálogo e muito menos resolução do arco deles. E aquele final? O detetive recebendo a bebê e seu dinheiro em sua casa? E a filha do 456 que ganhou o dinheiro que seu pai ganhou na primeira temporada e sua jaqueta com o número 456? E o pior de todos, o Front Man passando por uma rua e vendo uma recrutadora abrindo possibilidades sórdidas e infinitas para essa história. 

O que podemos concluir? Que tudo deveria ter acabado na primeira temporada ou, pelo menos resolvido nessa. Matar 456? Apesar de revoltante compreensível. Porém, descobrimos que existe alguém maior que o Front Man, que possivelmente esses jogos estão espalhados pelo mundo e o que o 456 passou é um grão de areia em comparação a esse mundão. Ele manteve sua humanidade, mas tudo pelo que lutou foi em vão. Esse tipo de coisa é certo que nunca terá fim. Pelas pessoas com dinheiro que pagam para apostar e ver esse tipo de atrocidades tanto pelas pessoas na miséria que fazem qualquer coisa por dinheiro. A história irá se repetir mudando apenas o protagonista da vez. 

Considerando tudo, a primeira temporada ainda foi melhor, pela novidade de tudo, de não sabermos o que esperar. O Arco seguinte foi meio fraco, pois já sabíamos o que esperar. E mesmo desejando um final digno para essa trajetória de 456, decididamente não foi o que ninguém esperou. Eu apreciaria mais se algumas coisas tivessem sido diferentes. 222 poderia ter no mínimo tentado atravessar a ponte. Mesmo que 333 não fosse confiável, se a tivesse empurrado no último instante, teria sido mais impactante do que ela simplesmente pulando. Talvez fosse revelar a verdadeira face de 333? Talvez. Mas pelo menos já daria indícios de que ele seria ganancioso a ponto de matar a mãe de sua filha e depois da própria filha. 

E se no jogo final, 456 tivesse se lembrado de ativar a prova final e conseguisse vencer junto com a bebê? Poderia ter mais um Arco onde ele tentaria acabar com essa atividade de vez. Mas optaram por mostrar que isso é muito maior do que se acreditava ser uma atividade só na Coreia. O que acaba ficando cansativo porque por mais que seja em outro país, a história se repete. Jogadores endividados que formam grupinhos mas para sobreviver acabam matando aqueles que juraram lealdade. Eu esperava um fim definitivo e pensar que pode ter mais temporadas não é muito empolgante... mas, recomendo se já viu a primeira temporada, encerrar pelo menos a jornada de 456.





Nota pessoal 7/10

[Review/crítica pessoal] O contador 2 ( The accoutant 2 ) - Divagando Sempre


Olá Divas e Divos. Hoje trago a sequência do Contador, mas diga-se de passagem, achei que Drax foi o melhor personagem desse filme. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Raymond King, aposentado, encontra-se com uma assassina chamada Anaís. Ele contrata seus serviços para encontrar uma família onde a única pista é uma foto de uns 8 anos atrás. Ela não aceita a oferta e avisa que ele está sendo seguido. Infelizmente ele não consegue fugir mas deixa uma mensagem para Marybeth Medina, que tenta entrar em contato com O Contador. 

Christian Wolff aceita trabalhar com Medina e chama seu irmão Brax para ajudar. Porém, Medina não concorda com os métodos  ilegais dos irmãos de trabalharem e decide investigar sozinha. Ela acaba descobrindo que a mulher da foto da família que Raymond estava procurando, é a assassina Anaís, última pessoa que o viu com vida. Aparentemente Anaís sofreu um acidente, perdeu a memória e se tornou assassina. Seu marido foi morto e seu filho está vivo porém preso, com outras crianças, vítimas de tráfico infantil. 

Burke, o chefe do tráfico, manda homens atrás de Anaís, Wolff e Medina. Porém, com a ajuda de Justine, que mora e trabalha com crianças autistas, conseguem hackear qualquer coisa e assim ajudam Wollf a encontrar quem mandou matar King e quem os quer mortos. 










Ano de lançamento 2025

Duração 2h 5m

Direção Gavin O'Connor 

Elenco Ben Affleck, Jon Bernthal, Daniella Pineda 



Trailer 





Minhas divagações finais 

Ben Affleck está com uma aparência bem diferente de quando fez o primeiro filme. Mas tirando isso, vamos lá. O que tinha de bom no primeiro? A vida de Christian e seu trabalho peculiar. No final, descobrimos que a voz que fala com ele por telefone é a menina que ele conheceu no local onde sua mãe queria interná-lo. Mas, não contaram como Christian acabou trabalhando com ela. Nem no segundo. Pior ainda, a menina que vem a se chamar Justine tem mais crianças autistas trabalhando com ela. 

E não para por aí, King procurou Anaís sabendo quem ela era? Por que ele estava procurando essa família em particular? Mas nada supera o surreal que foi a situação da Anaís. Primeiro, ela perdeu a família e a memória. Virou assassina. Depois lembrou da foto e mais alguém esperou como eu, que ela fosse ao resgate do filho? Que no momento que Brax estava encurralado ela fosse aparecer? Porque se tivesse acontecido isso meus amigos, teria sido perfeito. Tudo bem que ela perdeu esses anos com o filho, que ela virou assassina e talvez ele ficar com as crianças no complexo com Justine seria melhor, mas se Anaís tivesse aparecido só para matar os caras e dar a entender que ainda se importava com o filho, teria sido impressionante. Mas não, ela foi atrás do cara que fez isso e continuou sua vida de assassina. 

A única coisa que achei no mínimo divertido, foi a união dos irmãos novamente. Brax pode ser um assassino, durão e implacável, mas quando se trata de Christian, parece um filhotinho abandonado. Só não entendi por que então, viveram separados e como acabaram se tornando assassinos. Por mais que o pai tenha lhes ensinado a atirar e lutar, não acho que foi para isso. E no primeiro, se não tivessem ido ao velório da mãe, o pai não teria morrido de forma idiota. Não vi onde os dois poderiam estar ameaçando alguém para ser necessário atirar em um velório. A mãe claramente desprezava Christian, já que o abandonou. Qual o sentido de prestar seus sentimentos a ela que até formou outra família? Desnecessário. 

E falando em desnecessário. A jornada de Anaís foi completamente irrelevante tendo em conta que ela eventualmente se lembrou do que lhe aconteceu mas deixou seu filho de qualquer forma. Se, como eu disse anteriormente, ela só tivesse ido ajudar os irmãos no resgate, nem precisava ter contato com o filho, só de aparecer ali, acho que dá a um sentido mais significativo em sua história. Porque King perdeu a vida tentando encontrar sua família e achei meio injusto esse final. Mesmo que agora seja uma assassina, a intenção de salvar o filho, daria um significado justo na investigação de King. 

Então, na minha opinião, esse foi meio fraco em comparação ao primeiro. Medina já conhece a identidade do Contador, embora não apoie seu modo de trabalhar já ficou claro que a justiça que ela acredita ou é corrupta ou falha e infelizmente certos casos é preciso resolver na ilegalidade. Se Medina encontrou a cadeira perfeita, então quer fizer que finalmente aceitou sua posição no trabalho? Embora ilegal, as dicas que recebia pelo menos era para pegar os criminosos. 

E, confesso que espero que termine por aqui. Por mais que tenha me divertido com os irmãos juntos, e por mais que eu ame Jon Bernthal nesses papéis, Ben Affleck já não me encanta mais como ator. Já assisti vários filmes seus, mas acho que na época, só reparava na beleza e não na atuação. Que por sinal, realmente não é grande coisa. Como disse no primeiro, esse papel casou bem com ele por não precisar expressar emoções. No mais, ele é sempre exatamente desse jeito. Ah mas você falou que Jon Bernthal só pega papel de assassino ou cara mau. Sim, mas ele ainda consegue ser sério, engraçado, bebê chorão e cara mau quando necessário e em um único personagem. Que era o caso de Brax. Ele pode invadir uma casa e matar todos os guarda costas e ainda ficar discutindo com uma criança sobre o tempo de segurar um gatinho no colo. Surreal. 

Mas não dá para negar que é um filme exagerado em tudo. Mas tirando certas condições, teve seus momentos. Recomendo para ver sem compromisso.


Nota pessoal 8/10

sexta-feira, 27 de junho de 2025

[Review/crítica pessoal] Covil de ladrões 2 (Den of thieves 2:Pantera ) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago a sequência de perseguição entre Nick e Donnie. Mas, agora estão do mesmo lado? 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Nick O'Brien agora divorciado e afastado da polícia, não admite que Donnie tenha lhe passado a perna. Ele interroga a viúva de Merrimen sobre possíveis contatos que seu marido possa ter deixado envolvendo Donnie. Vendo uma notícia sobre roubos na Europa, Nick desconfia que o método usado seja parecido com o de Donnie e resolve viajar para lá. 

Por sua vez, Donnie entra no Panther Crew, liderado por Jovahnna e roubam um diamante vermelho, sem saber que pertencia a máfia italiana. O próximo golpe seria o cofre de diamantes World Diamond Center. Nisso, Nick encontra Donnie e o convence que mudou de lado e precisa de dinheiro, o colocando na equipe e planejando o assalto. 

Após planejamentos, eles finalmente realizam o assalto e Donnie recupera o diamante vermelho que havia roubado da máfia para devolver, depois que ele e Nick foram sequestrados e ameaçados se não devolvessem o diamante para a máfia. Após comemorarem a vitória, no entanto, são presos. Porém, o chefão da máfia ficou tão impressionado, primeiro por Donnie tê-lo roubado e depois pelo assalto ao cofre de diamantes, que decide recrutá-lo para sua equipe.








Ano de lançamento 2025

Duração 2h 10m

Direção Christian Gudegast 

Elenco Gerard Butler, O'Shea Jackson Jr 



Trailer 





Minhas divagações finais 

Logicamente que pelo final do primeiro, iria ter uma sequência e já adianto que possivelmente poderemos ter um terceiro filme, visto como tudo terminou. 

A única falha que apesar de tudo não parecer ser, uma vez que Nick tem mais jeito de bandido do que de policial, é Donnie ter acreditado que Nick teria mudado de lado tão facilmente. Embora, não há como negar que a química entre os dois foi muito interessante. Talvez por isso no primeiro, achei que Donnie era policial infiltrado. Mas também achei burrice confiar dessa forma em Nick, embora para a líder dos Panther ser normal um policial mudar de lado. Para ela é até melhor, uma vez que pode ter contatos ou ajuda dentro da polícia. 

Seria spoiler ou seria óbvio a atitude de Nick? Bom, esteja avisado que nesse parágrafo contém spoiler. Não entendi o por que Nick ao reconhecer Donnie em uma gravação do banco disse que na verdade havia se enganado e não era seu suspeito. Logo em seguida já tinha entrado em contato com Donnie e entrado na equipe. Foi para enganar o telespectador ou possíveis espiões dentro da polícia? E, achei muito óbvio quando em uma festa, Nick se meteu em uma briga e a polícia chegou. Apesar dos insultos e Nick bêbado, já desconfiei que ele estava infiltrado. No final, senti como em Velozes e Furiosos quando O'Connor depois de provar o gostinho de estar do outro lado, deixaria a polícia. Mas embora Nick tenha se "divertido" estando do outro lado, sua amizade com Donnie havia sido real, foi o que mais pesou em sua decisão final. Tanto que depois deu uma dica para a máfia. Ou seja, o que podemos esperar do terceiro filme?

Agora, depois de ver Gerard Butler em Caçador de recompensas com a Jennifer Aniston, e comparar com esse mais atual, minha pergunta é: vai aguentar mais um filme de ação desse porte? Porque achei ele bem acabadinho e olha que só tem 55 anos. Ou, foi seu papel ficar assim né. 

Já que estamos no segundo filme, quem viu o primeiro e não esperava que Donnie fosse tudo isso? Só desconfiei que ele pudesse ser o cabeça quase no final. Pois estava muito em destaque sua jornada na história. Embora ele nunca seja o líder de fato, ele é alguém que já provou ser difícil de ser pego. Mesmo que seja preso é sempre temporário. E agora trabalhando para a máfia? Como será o embate entre Donnie e Nick agora? Mas e Nick? Continuará cumprindo suas funções como policial ou será um agente duplo? Sua missão de vida agora será perseguir Donnie? Parece muito uma brincadeira de gato e rato. Mas não dá para negar que seja divertido. Embora no final do primeiro Nick tenha ficado com um gostinho amargo na boca por ter deixado Donnie escapar, mas e agora? Ele vai perseguir Donnie apenas por diversão?

Se, tiver um próximo filme, espero que o diretor continue sendo o mesmo. Apesar que o primeiro não gostei de algumas coisas e apesar do segundo ter tido outras, mas bem pequenas, achei o segundo bem melhor. Embora as surpresas no final continuassem. Mas espero que tudo termine em um terceiro filme. No mais, recomendo. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 26 de junho de 2025

[Review/crítica pessoal] O contador ( The Accountant )- Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Um contador com autismo é muito mais do que aparenta ser. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Sob o pseudônimo de Christian Wolff, um contador forense que atua para organizações criminosas, desmanchando registros financeiros para descobrir roubos, é contratado pelo CEO da Living Robotics onde descobriram irregularidades contábeis. Dana Cummings, contadora interna que descobriu o problema, é designada para auxiliar Christian. 

Ray King, diretor do Tesouro, está para se aposentar. Antes disso, ele entra em contato com a analista de dados Marybeth Medina, que escondeu dados no formulário de emprego federal e para não ser presa, ela aceita trabalhar com Ray, procurando um suspeito conhecido como O Contador. Ray o viu quando esteve envolvido em uma perseguição onde O Contador eliminou uma família mafiosa que torturou e matou Silverberg, um ex contador que esteve preso na mesma cela que Christian. 

Ao analisar os registros financeiros da Living Robotics, Christian descobre que milhões foram desviados. Quando dois assassinos tentam matá-lo, ele descobre que mandaram mais dois atrás de Dana. Após deixá-la em segurança em um hotel de luxo, ele vai atrás de Rita e Lamar. Quando chega em Lamar, acaba reencontrando seu irmão que não via a 10 anos. 

Quando crianças, Christian foi diagnosticado com Autismo, sua mãe queria interná-lo em um centro de tratamento, mas seu pai, especialista em operações psicológicas do exército, acreditava que trabalhando corpo e mente, o filho conseguiria dominar suas crises. Sua mãe porém, não conseguindo lidar com o filho, abandona a família. Após tantos anos, os irmãos se reencontram, mas, enquanto um protege Lamar o outro veio para matá-lo. 








Ano de lançamento 2016

Duração 2h 10m

Direção Gavin O'Connor

Elenco Ben Affleck, Ana Kendrick, JK Simmons, Jon Bernthal, Cynthia Addai-Robinson



Trailer 





Minhas divagações finais 

Já vi esse filme uma vez, mas como saiu o 2, resolvi refrescar a memória antes de ver a sequência. Digamos que Ben Affleck ficou perfeito no papel, por não precisar expressar emoções. Porque parecia que estava vendo ele interpretar Bruce Wayne. 

Jon Bernthal sempre perfeito nesses papéis de matador, bandido, mafioso, ou qualquer coisa nessa linha. Sua cara de mau já contribui para isso. Anna Kendrick acho que a conheci em Crepúsculo. Sorte dela não ter ficado presa nessa personagem e ter revelado ser ótima atriz. Seu último filme que vi foi Um pequeno favor com Blake Lively, que também saiu uma sequência recentemente. Mas enfim. 

Inicialmente temos a história dos dois irmãos Christian e Brax ainda jovens, quando a mãe os abandona pela dificuldade de criar Christian diagnosticado com Autismo. Os dois treinam juntos por ordens do pai, na tentativa de preparar os filhos para eventualidades. Mas, no velório da mãe, seu pai foi morto. Achei de certa forma um exagero o modo como abordaram os dois no velório. Nem sequer perguntaram se os dois conheciam a falecida, já foram pedindo para se retirarem, que era permitido só a família. Como é que atiram em um homem fardado? A não ser que já soubessem quem eram. Mas enfim. Não sei se foi por isso que Christian acabou preso. Lá, ele conheceu um ex contador que confundi achando que era seu pai. Que eles tinham sido presos pela invasão do velório. Depois entendi melhor a história. 

Também tinha achado confuso o motivo de Christian ter sido contratado para analisar a contabilidade da empresa. Primeiro achei que era porque o CEO queria descobrir quem estava roubando, depois só achei que ele fez isso para ninguém suspeitar dele e ele não sabia quem Christian era, porque se soubesse, duvido que teria o contratado. Depois também achei que os irmãos trabalhavam juntos, nem imaginava que tinham se separado. Os dois se encontrando em lados opostos, surreal. 

E, não entendi os motivos de Ray querer Medina em seu lugar. Mesmo porque, ele iria se aposentar mas todo seu trabalho, o mérito nem era de todo seu, já que recebia dicas quentes de Christian. Por essa ninguém esperava né. No confronto onde se conheceram, Christian o poupou e vendo que era um bom policial, passou a dar as dicas para ele. Christian é o típico assassino "bom".

No mais, tanto da primeira vez quanto agora, achei o filme muito bom. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

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