quarta-feira, 4 de junho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] O planeta dos macacos (La planete des singes/Pierre Boulle) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Apesar de ter vários filmes com esse tema, desconhecia completamente a história. Então foi uma experiência surpreendente e única. 








DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Jinn e Phillys, um casal em um cruzeiro, encontra uma mensagem dentro de uma garrafa a deriva no espaço. Essa mensagem seria o diário de bordo do astronauta Ulysse Mérou, que acreditava ser o último humano no universo. 

Na mensagem ele conta como seu amigo cientista, o professor Antelle, inventou uma espaçonave que poderia viajar em velocidade próxima da luz. Ele, o professor e um médico chamado Levain, viajam até o sistema solar mais próximo, que é do sol vermelho Betelgeuse, que custaria 350 anos para atingir, mas com a dilatação do tempo, demorou dois anos apenas. 

Quando chegam no planeta, descobrem que podem respirar seu ar, beber da água e comer das frutas ali. Acabam encontrando outros humanos, porém de forma de vida primitiva. Ao primeiro contato, eles rasgam as roupas dos viajantes os deixando como eles, totalmente nus. Ulysse se interessa por uma das mulheres que acaba chamando de Nova. Então são atacados para surpresa de Ulysse, por orangotangos, gorilas e chimpanzés, vestidos e armados como os humanos da Terra. Surpreso ele vê os animais atirando nos humanos matando alguns por prazer, incluindo Levain e capturando outros com vida. Ulysse e Nova entre eles. 

Os prisioneiros são levados para uma cidade e para espanto de Ulysse, ele descobre que nesse planeta é o contrário de onde ele veio. Aqui, os símios vivem como os humanos na Terra, eles se comunicam por uma língua própria deles, se vestem como humanos, moram em casas e possuem trabalhos. Por sua vez, os humanos aqui vivem como animais primitivos e são usados como experimentos para os símios. 

No entanto, uma das pesquisadoras, uma chimpanzé chamada Zira, fica impressionada com a inteligência de Ulysse e logo os dois aprendem a língua um do outro para se comunicarem. Com a ajuda de Cornelius, um cientista e noivo de Zira, Ulysse toma conhecimento sobre os experimentos, pesquisas e descobertas ao longo dos anos naquele planeta. Quando Nova fica grávida e gera um filho seu, sabendo que este seria diferente de outros nascimentos, Cornelius e Zira convencem Ulysse de que é melhor sair do planeta deles porque outros símios temendo o significado de Ulysse ser diferente dos humanos do planeta deles e ter gerado um filho, pretendem executá-los. Assim, em um plano arriscado, a família deixa o planeta dos macacos. 



Ano de publicação 1963

Páginas 271

Autor/a Pierre Boulle



Minhas divagações finais 

Nunca vi nenhum filme adaptado dessa história, então não sabia o que esperar dela. Inicialmente temos dois paralelos que me deixou confusa, mas depois foi compreensível. O casal que encontrou a mensagem de Ulysse, estava lendo o que ele viveu no planeta dos macacos. Isso era algo que só entendi depois. 

Ulysse conta como ele e mais duas pessoas viajaram pelo espaço durante dois anos encontrando um novo planeta. Aparentemente parecendo como a Terra e por isso conseguiram respirar sem seus trajes espaciais. Quando encontram os primeiros habitantes, são humanos como eles mas de modo selvagem. Viviam nus e não falavam como eles. Então a maior surpresa é quando são atacados por gorilas e chimpanzés que matam alguns deles e levam outros como prisioneiros. 

Na cidade, Ulysse descobre uma sociedade organizada por símios onde os humanos seriam os animais selvagens. São submetidos a constantes testes, no qual para sobreviver ele teve que participar, até encontrar uma aliada na Dra. Zira. Enquanto consegue um tratamento privilegiado, consegue descobrir mais sobre essa sociedade e como é o contrário de onde ele veio. 

Mas, sua vida corre perigo quando alguns símios temem a inteligência de Ulysse e por essa razão, ele que teve um filho com Nova, precisou fugir do planeta. O ápice surpreendente foi o final, quando ele consegue retornar à Terra, mas muitos anos a frente, então ele sabe que não encontrará mais ninguém que conhecia, no entanto, o que ele encontrou foi surpreendente e inesperado. De dar nó no cérebro e deixando muitas questões para refletir, principalmente quando terminamos com o casal Jinn e Phillys lendo a mensagem. Minha cabeça enfim explodiu. 

Sinceramente? Não tinha muita expectativa com essa leitura, embora fosse curioso esse planeta e como a situação estava invertida, fiquei curiosa para saber como terminaria. Jamais imaginei algo desse tipo. Como disse antes, nunca vi nenhum filme adaptado dessa história, então não fazia ideia de seu conteúdo. Embora o início fosse lento e o meio desanimador, o final foi uma quebra chocante dessa monotonia. Acho que só por isso tudo valeu a pena. 

Curioso como um deles, acho que o professor Antelle que foi capturado junto com Ulysse, teve outro rumo na vida ali. Diferente de Ulysse, ele foi levado para outro local e exposto como animal de zoológico. Ulysse ao encontrá-lo ainda tentou trazê-lo de volta, mas sua mente já havia sido deteriorada como uma espécie de autodefesa para os horrores traumáticos em que foi submetido a viver e trancado sua mente ali, agora ele não era nada mais nada menos, do que como qualquer outro humano daquele planeta, sem reconhecimento nenhum de quem foi um dia, de onde veio e muito menos quem era Ulysse. Desapontado, teve que deixar Antelle para trás. Talvez fosse mais seguro para ele agora. 

Me pergunto qual seria a sequência para essa história depois que Ulysse conseguiu voltar para a Terra. Ele se submeteria mais uma vez a prisões e interrogatórios? Experimentos? Ou mudaria a vida no planeta com suas histórias? Ou ele ficou tanto tempo no espaço que mudou a trajetória da vida humana? Qual seria o fator verdadeiro dessa história? Uma vez que sua mensagem lida pelo casal foi considerada um mito? Questionador tudo isso. 

Enfim, foi uma experiência incrível. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 3 de junho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Ninguém é de ninguém (Zíbia Gasparetto) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago uma leitura diferente e se não acredita ou não curte histórias espirituais, não recomendo. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Roberto é casado com Gabriela e tem dois filhos. Gabriela trabalha em um escritório como secretária e Roberto tem seu próprio negócio de construção. Porém, um dia, ele conhece um homem que conquista sua amizade e confiança e lhe propõe uma sociedade. No entanto, Roberto é enganado e roubado. Além disso seu sócio lhe deixou uma enorme dívida para pagar. Agora, desempregado e sem perspectivas de um futuro melhor, depende de Gabriela que continua a trabalhar para sustentar a família. 

Poderia ser um incentivo para que Roberto pudesse se reerguer no seu tempo, mas seu ciúme, que nunca gostou que a esposa trabalhasse fora, e ainda sua mãe que também não aprovava Gabriela trabalhar, piorou as desconfianças de Roberto. Um dia, quando procurava trabalho, pensou ter visto Gabriela em um carro caro e embora parecesse que estava com outra roupa, tinha certeza que era ela. A partir daí, suas desconfianças só pioraram, ainda mais que Gabriela passou a trabalhar mais e ganhar mais. Na sua cabeça, não era porque ela era capaz, mas sim que estava tendo um caso com o patrão. 

Gabriela sempre soube que seu marido e sua sogra não aprovavam que ela trabalhasse fora. Para eles, mulher casada tinha que ficar em casa cuidando dos filhos e do marido. Mas ela não pensava assim e se não fosse por ela estar trabalhando, quando Roberto perdeu tudo, o que seria deles? No trabalho ela se sentia capaz e valorizada. Nunca houve segundas intenções entre ela e seu patrão. Não entendia porque Roberto não aprovava seu trabalho. Seu casamento já não era mais como antes e tudo piorou quando ele, tão cego pelo ciúme, planejou um golpe para que Gabriela fosse despedida. 

Ricardo, patrão de Gabriela, casado e com dois filhos, é o contrário de Roberto. Gostaria que sua esposa trabalhasse fora ou se ocupasse mais além de ficar em casa folheando revistas e alimentado desconfianças dele. Principalmente quando tomou conhecimento de Gabriela. Roberto havia dado um jeito de conhecer a esposa de Ricardo e assim os dois alimentados por um ciúme cego, planejaram separar Ricardo e Gabriela. Mas no fim, Roberto só entenderia o mal que lhe tomou conta após uma tragédia acontecer. 



Ano de publicação 2000

Páginas 384

Autor/a  Zíbia Gasparetto



Minhas divagações finais 

Conheci Zíbia Gasparetto anos atrás por uma conhecida. Na época eu passava por um momento delicado e conhecer esse mundo espiritual na qual desconhecia foi uma experiência incrível. Na época. Relendo agora, pelo menos esse livro, foi muito cansativo. Eu entendo o ciúmes. Eu era do tipo Roberto e demorei anos para me livrar desse mal. Mesmo que a pessoa não fizesse nada, para nós, ciumentos, era o fim do mundo. 

Mas enfim, o início foi muito cansativo porque Roberto com suas desconfianças foram detestáveis. Depois que perdeu tudo, em vez de valorizar a esposa por estar sustentando a família, ficava insistindo para ela deixar o emprego. E se então, o patrão fosse uma mulher, ele não se importaria dela trabalhar fora? Essa ladainha durou muito tempo ainda, até começar a surgir os espíritos que rodeavam ele alimentando seu ciúmes. E seu plano de fazer Gabriela ser despedida? Eu nunca entendi a mente dessas pessoas que acham que fazendo o mal para as pessoas que dizem amar vai fazer com que fiquem com elas. Óbvio que se Gabriela descobrisse o que ele fez jamais iria querer ficar com ele. 

Foi muito cansativo tudo o que passaram. Principalmente quando Gabriela foi dominada e se mudou para longe com o marido. Na época que li, fiquei impressionada e tudo o mais. Mas dessa vez, achei meio forçado. Até a parte em que os espíritos maus influenciavam Roberto e a esposa de Ricardo foi tudo bem, mas quando Gabriela foi possuída já achei demais. Demoraram muito para descobrir onde ela estava e Roberto já tinha piorado mais ainda sua situação com aquele pacto sinistro que fez. Essa parte da história já foi muito maçante. 

Achei cansativo porque o desenrolar da história foi muito lento. O passado deles só foi trabalhado poucas vezes e ainda assim nem entendi quem era a mãe de Roberto e a esposa de Ricardo. O trio Gabriela, Roberto e Ricardo entendi. Foi triste no passado e foi triste no presente. 

Assim, a espiritualidade é bem mais profunda, e também envolve ter fé e crença em Deus. A diferença que vi é que eles acreditam na vida após a morte e em reencarnação. Ao contrário de algumas religiões que afirmam que uma vez que você morre, acabou. Vai para o céu ou inferno. Questionar religião e crenças é sempre complexo. Eu prefiro não ter opinião. Já tive muitos questionamentos e respeito quem é religioso. Na época que conheci o mundo espiritual, não me aprofundei além dos livros da Zíbia, então o pouco que sei sobre, é a partir de seus livros. Na época que li, fiquei impressionada porque acreditava que tudo pelo que estava passando pudesse ser algo do tipo, mas como ter certeza? Então o tempo foi passando e acabei trocando esse tipo de leitura por Stephen King... 

Mas continuando com a história. Atualmente o que aconteceu com Gabriela seria considerado abuso doméstico e muitos casos desse tipo sempre acabam em morte. Será que Roberto seria capaz de matar Gabriela? Bom, mas o tema do livro era o espiritismo então vou focar nisso. Ricardo e Gabriela eram almas que se amavam, mas precisavam passar por essa vida separados novamente, para perdoar Roberto e ele aprender e crescer como uma alma boa. Porém, mais uma vez foi dominado e cegado pelo ciúme e só entendeu seu erro após sua morte. A esposa de Ricardo teve um fim mais que merecido. Só faltou a mãe de Roberto, que infernizou Gabriela e alimentou o ciúme cego do filho. Perdê-lo só a fez sentir mais ódio de Gabriela que a culpava pela morte do filho. 

Enfim, tenho muitos questionamentos sobre essa história, e não tenho certeza se esse foi o primeiro que li dela, talvez me aventure a reler os outros, mas se todos seguirem a mesma linha, uma narrativa extensa e cansativa da história dos protagonistas até chegar nos finalmente, vou pensar muito antes de ler outro dela. Não achei que foi comovente como acreditava que seria e nem fiquei impressionada como antes. Mas seria perturbador se fosse possível acontecer o que Roberto fez a Gabriela a prendendo a ele daquela forma. Ela virou um zumbi, definhando, não se importando nem com os filhos, mas estava lá sempre disposta pra ele. Eu sentiria medo de uma transformação dessas. Enfim. Não sei se recomendo. Mas se for seu tipo de leitura, talvez valha a pena. 


Nota pessoal 6/10

segunda-feira, 2 de junho de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Tudo ou nada (Série Os Naturais - livro 3) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Encerrando finalmente essa saga. Só que não. Infelizmente descobri que ainda não é o final. Eu só queria descobrir logo o que aconteceu com a mãe da Cassie...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Depois de provarem que são capazes, o grupo agora tem permissão para participar de uma investigação real, nada de casos arquivados. Nada de fazer as coisas infringindo as regras. Agora eles estão acompanhados e podem investigar na medida do possível, já que continuam sendo adolescentes. 

Dessa vez, a história envolve Sloane. Seu passado vem a tona e sua família aparece. No entanto, apesar de estar próxima à eles, ninguém a quer por perto. Um assassino está circulando por Las Vegas e dessa vez, suas vítimas parecem ser aleatórias. A única pista são números gravados na pele das vítimas e o local ser um cassino. 

Sloane, a perita em números, vai fazer de tudo para tentar descobrir o significado dos números, quem é o assassino e talvez ganhar a aprovação de seu pai. Mas nem tudo é simples e o caso acaba abrindo portas para Cassie sobre a misteriosa morte de sua mãe. 



Ano da primeira publicação 2024

Páginas 344

Autor/a Jennifer Lynn Barnes 



Minhas divagações finais 

Pensei, ingenuamente, finalmente vai ser o fim dessa saga que tinha potencial, mas acabou ficando maçante demais para mim. Mas óbvio que eu não poderia estar mais errada. Eu só queria saber logo o que aconteceu com a mãe da Cassie. Mas para minha infelicidade, vai ter mais um volume. Se esse mistério não tiver uma resolução chocante ou no mínimo satisfatória, nunca mais vou ler nada dessa autora. Isso já me aconteceu com a Colleen Hoover, depois que li Verity, nunca mais li nada dela. (Entenda meus motivos aqui )

Mas voltando ao livro em questão, confesso que pelo menos a Sloane foi melhor trabalhada aqui e sabemos um pouco mais sobre as famílias dela e de Michael. Apesar de Lia ter morado nas ruas, falta saber mais detalhes sobre seu passado e talvez explique melhor sua personalidade insuportável. Mesmo que em alguns momentos ela pareça quase demonstrar sentimentos por alguns do grupo e tentar ajudá-los, ela não me convence. 

E claro, como sempre, tudo acaba envolvendo a mãe de Cassie mas nunca revelando a verdade. Embora eu concorde em um único ponto com Lia, nem tudo é sobre Cassie, nem tudo é sobre sua mãe e tem hora certa para ela ser o centro das atenções, quando outros do grupo estão sofrendo com coisas que estão acontecendo naquele momento. Como Michael e a relação abusiva de seu pai e Sloane encontrando seu pai e seu meio irmão. Apesar de sentir ódio no modo como Lia falou isso, eu concordei com ela. Pareceu insensível na hora, mas a mãe de Cassie já morreu, Michael e Sloane estavam sofrendo ali em tempo real. 

E por mais que goste de Dean, eu ainda acho que Cassie fez a escolha errada. Foi Michael quem a viu primeiro. Eles tiveram algo desde o início, não entendo porque mudou seus sentimentos. E também, se ela tivesse escolhido Michael, daria para entender mais os sentimentos da Lia contra ela, já que antes Michael e Lia tiveram algo. Mas enfim...

Gostei que trabalharam mais sobre a Sloane, pois acho que do grupo, ela era a que menos tinha destaque. Entendo a Cassie ser a protagonista, mas já cansou todo livro estar atrás do mistério da sua mãe como se só ela tivesse um caso desse tipo. E não sei por que, mas acho meio estranho se as duas se mudassem tanto, ela ir parar com a família de seu pai. A mãe estava fugindo de quem? Isto é, se minha memória não estiver confundindo as histórias... 

Não vejo a hora de ver esse caso solucionado. Qual será o tema do assassino no próximo? No primeiro foi alguém ligado ao caso de Cassie, segundo com o caso de Dean e este relacionado a Sloane. O próximo será com Michael ou Lia? Acho que tem mais potencial de ser com a Lia. Mas é ler para ver. Só quero encerrar logo esse mistério do que aconteceu com a mãe da Cassie. Espero que valha muito a pena. 

Eu gosto muito de histórias investigativas, mas quando os detetives são adolescentes com recursos limitados, fica meio cansativo toda investigação eles serem proibidos de algo e eles vão lá e quebram as regras e se metem em confusão. Há várias perspectivas diferentes dos motivos de terem recrutados esses jovens e a intenção nunca foi de colocá-los em casos ativos. Embora mesmo em casos arquivados, já foi provado que confusão é com esse grupo mesmo. 

No mais, esse só valeu a pena pela história da Sloane. 


Nota pessoal 7/10


sexta-feira, 30 de maio de 2025

[Review/crítica pessoal] Falcão Negro em Perigo - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Encerro a semana de filmes de guerra com esse inesquecível.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Durante um conflito na Somália em 1993, soldados americanos foram enviados para capturar dois integrantes ditadores do governo que promoviam longos massacres no país. Porém, a Inteligência Militar Americana, subestimou a força das milícias locais e o que era uma missão de 30 minutos se tornou horas de luta pela sobrevivência. 

Dois helicópteros Falcão Negro caem e os soldados tentam resgatar os feridos. Como não estavam preparados para uma missão demorada, faltando equipamentos apropriados e sendo cada vez mais cercados pelos guerrilheiros somalis, as chances de sobrevivência começam a cair...







Ano de lançamento 2001

Duração 2h 24m

Direção Ridley Scott

Elenco Josh Hartnett, Eric Bana, Ewan McGregor, Tom Hardy, Tom Sizemore, Orlando Bloom, Jason Isaacs, William Fichtner, Ty Burrel, Nikolaj Coster Waldau



Trailer 






Minhas divagações finais 

Eu vi esse filme uma vez anos atrás e na época não conhecia tantos dos atores que após essa produção ficaram mais conhecidos, pelo menos para mim. O único que me lembrava era o Josh Hartnett, que ironicamente foi um dos que depois não me lembro de ter visto mais, embora vendo sua filmografia, eu vi vários filmes com participações dele. Vai entender.

Antes dos soldados irem para a batalha, eu ainda reconhecia alguns rostos, como meu querido Ewan McGregor, que não tinha nada do destemido Obi-Wan, achei seu personagem meio questionável. Tom Hardy e Orlando Bloom infelizmente nem reconheci. Eric Bana sempre presente nesses filmes de guerra. Embora dessa vez fosse um soldado meio vida louca. E o Ty Burrel que reconheci instantaneamente? Milagre, ainda mais ele que só me lembro dele na serie Modern Family. Ele já tinha um jeito de paizão... 

Bom, entre tantos conhecidos, o filme tinha que ser muito bom, ainda mais por suas mais de duas horas de duração. Para mim foi o retrato perfeito do egocentrismo e despreparo dos americanos em achar que algo seria simples e fácil para eles. O que poderia ter sido uma missão de 30 minutos, resultou na morte de soldado americanos que poderiam estar mais preparados para lutar. 

O filme é frenético, visualmente falando é tenso, esperamos que sobrevivam, mas mesmo assim, o filme teve opiniões e críticas divididas. Embora muitos tenham aprovado o filme. Não sei exatamente o que o tornou inesquecível para mim. Na verdade, boa parte achei confuso por não conseguir identificar logo de cara quem era quem. Eles tinham um código de não deixar ninguém para trás, mas dois deles se sentindo esquecidos, resolvem sair de seus lugares e procurar o restante. Quando um dos Falcão Negro cai, é questão de tempo para resgatar os sobreviventes. Mas o inimigo é tão numeroso e bem armado que dificulta os soldados se aproximarem. E então o segundo Falcão também cai. 

Vi algumas críticas dizendo sobre alguns cliches como alguns dos soldados começarem a falar sobre se eu morrer diga a minha família que os amo ou entrega essa carta para mim. Bom, eu não me importei com isso e não acho que foi ruim. De certa forma eles sabiam o que estava por vir. A única coisa que achei pretensioso demais, foi quando se preparavam para a missão e o novato ia pegando todos os aparatos mas seus companheiros foram negando, dizendo que não precisava daquilo, que era só peso extra e que voltariam logo. Não poderiam estar mais errados. Embora ache que não faria muita diferença. Acho que o erro foi não terem observado bem o número de inimigos e sua força armada. 

Na verdade acho que foi uma fatalidade do acaso e por ser inspirado em história real, apesar do fracasso da missão, houve sobreviventes com atos heroicos. De qualquer forma, é um excelente filme.  


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 29 de maio de 2025

[Review/crítica pessoal] Sniper americano (Bradley Cooper) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Trago mais um filme sobre guerra. Esse deixa com sabor amargo na boca no final...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Chris Kyle aprende a atirar desde pequeno caçando veados com seu pai. Ao crescer se torna peão de rancho e cowboy de rodeio, quando um dia volta para casa e vê na TV uma notícia sobre atentados na embaixada aos EUA em 1998. Ele então se alista na marinha e depois de passar por um treinamento desgastante se torna um atirador de Elite do SEAL.

Chris conhece Taya em San Diego e logo se casam. Mas, logo ele é enviado para o Iraque após o 11 de setembro. Suas primeiras vítimas foram uma mulher e uma criança que atacaram fuzileiros navais em patrulha. A experiência o deixou chateado, porém após outras missões acabou sendo conhecido como A Lenda. 

Sua próxima missão foi caçar o líder da Al-Qaeda. Chris e sua equipe interroga uma família onde o pai se oferece para levar os SEALs até o segundo no comando da Al-Qaeda, mas até se organizarem, o pai e seu filho são levados pelo "Açougueiro" e executados. 

Chris volta para casa a tempo de ver seu filho nascer. Porém, sua cabeça continua na guerra. Para sua próxima missão, Chris é promovido para Suboficial chefe e consegue eliminar o "Açougueiro", voltando para casa e para o nascimento da filha. Mas, seu distanciamento da família é evidente. 

Na terceira missão, Mustafa, um atirador medalhista olímpico da Síria, atinge um SEAL e quando retornam ao local, outro companheiro é atingido e morto. A culpa não deixa Chris em paz e uma quarta missão é feita, no entanto Taya avisa Chris que se ele for, quando voltar, ela poderá não estar mais lá. 

Chris está a procura de Mustafa e quando o avista, arrisca um tiro expondo a posição da equipe. Após uma fuga caótica, Chris retorna para casa e procura um psiquiatra que trata veteranos e confessa que o que o assombra, são os homens que ele não conseguiu salvar. O médico o incentiva então, a ajudar veteranos gravemente feridos e aos poucos ele volta a se adaptar a vida em casa. Porém, anos depois, Chris foi morto por um veterano que ele ajudava que sofria de TEPT...








Ano de lançamento 2014

Duração 2h 13m

Direção Clint Eastwood 

Elenco Bradley Cooper, Sienna Miller, Luke Grimes, Jake McDorman



Trailer 





Minhas divagações finais 

Assisti esse filme alguns anos atrás e o impacto que senti foi muito maior do que agora. Talvez porque já soubesse como terminava, mas antes, parecia que havia sido uma longa jornada. Não me lembrava que Chris era casado e havia passado por dificuldades no casamento, pois toda vez que voltava para casa, sua cabeça estava em outro lugar. 

Da primeira vez que assisti, me parecia que suas missões eram bem mais focadas e cansativas por Chris ficar horas de tocaia esperando um alvo aparecer. Dessa vez, achei tudo meio corrido. 

Suas primeiras mortes foram logo uma mulher e uma criança. Você não espera ter que atirar em nenhum deles por não parecerem  perigosos, até que provem o contrário. Igual na vez que outra criança quase atirou com um lança míssil mas desistiu no último segundo e assim Chris suspirou aliviado. Mas nada supera seu tiro acertando o sujeito que estava a quilômetros de distância. 

Apesar que, falando de superação, jamais superei o modo como ele morreu. Tantas formas mais heroicas durante suas missões, mas foi por um tiro de alguém que ele tentava ajudar. Fala sério né. Até hoje não entendi o por que. Não me entra na cabeça. Mas acho que faz parte de quem sofreu na guerra. Muitos deles podem voltar com o corpo inteiro mas com a mente destroçada. 

Enfim, claro que em filmes de guerra sempre tem baixas, embora esse foi bem diferente do habitual. No mais, é um filme marcante pela precisão de tiro de Chris e a forma como ele morreu. Ainda assim recomendo. A história não é só sobre o quanto ele era bom atirando, mas sim o quanto isso afetou sua mente e seu relacionamento com a família. 


Nota pessoal 10/10


quarta-feira, 28 de maio de 2025

[Review/crítica pessoal] O grande herói (Lone survivor) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Mark Wahlberg sempre entrega um bom soldado nesses trabalhos. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Marcus Luttrell e sua equipe composta por Dietz, Mickey e Axe, liderados por Michael Murphy (Mickey) procuram eliminar o terrorista islâmico Shah, que está escondido no meio das montanhas no Afeganistão. Após chegarem ao local, se deparam com civis e mesmo que claramente um deles tente fugir, a equipe entra em debate em como resolver a situação. Não podem simplesmente atirar, pois irão contra as leis de guerra que seria executar civis, porém, se os libertassem, poderiam avisar o Talibã da presença deles. Segue-se uma discussão onde Luttrell é contra a execução dos civis, mas Axe e Dietz são a favor. Mickey então decide libertar os prisioneiros e talvez tenha sido a pior decisão de sua vida.

Os homens do Talibã cercam o grupo com inúmeros soldados fortemente armados e encurralados, um a um vão sendo executados. Porém, um deles, apesar de gravemente ferido, consegue sobreviver e é resgatado por homens de um pequeno vilarejo que cuidam dele. Inicialmente desconfiado desse povo, pergunta a todo momento os motivos deles o estarem ajudando. Acontece que nem todos concordam com as atitudes do Talibã e esse pequeno vilarejo fez um juramento para ajudar e proteger seus visitantes.







 



Ano de lançamento 2013

Duração 2h 1m

Direção Peter Berg

Elenco Mark Wahlberg, Taylor Kitsch, Emile Hirsch, Ben Foster, Eric Bana



Trailer 





Minhas divagações finais 

Depois do 11 de setembro, podemos ver vários filmes que se seguiram depois sobre as lutas e perseguições no Afeganistão. Apesar de muitos filmes inspirados em histórias reais, sabemos que várias delas os próprios americanos se veem de forma superior. Mas aí é outra história. 

Aqui, um grupo de soldados são escolhidos para encontrar um terrorista, o que já é bem complicado, ainda mais invadindo o país do procurando onde é cercado pelo Talibã. Inicialmente nos apresenta os soldados em questão, a vida no exército, treinamentos e como interagem em grupo. Mas, apenas quatro deles vão nessa missão específica. 

Tudo poderia se encaminhar perigosamente em qualquer sentido que tomasse, mas o que claramente os levou a queda, com certeza foi o dilema sobre os civis que encontraram. Acho que era um pastor e seus dois filhos. Era óbvio que os meninos, principalmente um deles que na primeira oportunidade tentou sair correndo, se fossem libertados alertariam o Talibã. Nós expectadores diríamos para não deixar ninguém livre. Entendo o dilema dos soldados. Mas convenhamos, já mataram por menos e a única coisa que seria afetada seria a própria consciência. Pois se seguissem com a missão e obtivessem sucesso, ninguém ia reparar nos meios que o fizeram chegar lá. 

É muitos SE nessa questão. Mas ainda acho que SE tivessem deixado pelo menos os meninos presos e o homem solto dizendo para voltar depois pasa resgatar os meninos, talvez os soldados tivessem uma vantagem no tempo. Concordo que matar a sangue frio quando claramente nenhum deles estava armado e a única ameaça que representavam, seria de delator, ultrapassar os juramentos dos soldados, que imagino tenham regras desse tipo a julgar por seus comportamentos questionando a situação. Mas garanto que se soubessem o que aconteceria em seguida, todos iriam concordar em atirar. 

Todos veem as crianças como seres inocentes mas em alguns casos, são convertidas em verdadeiros soldados assassinos. Podemos ver crianças armadas e atirando no Talibã, assim como nas favelas do Brasil, mas entendo soldados e policiais terem conduta respeitando seus códigos morais, embora sabemos que em alguns casos, não existe esse respeito. Mas de novo, isso já é outra questão. 

Mark Wahlberg entregou um ótimo trabalho de atuação e confesso que o menino Emile Hirsch, embora já o tenha visto em outros papéis pequenos, sempre me lembrarei dele como Speed Racer. O que me faz questionar por que não teve mais papéis de destaque como em Speed Racer? Fez vários filmes depois, mas me lembro mais dele como Speed mesmo. 

Os ferimentos nesse filme confesso são bem visuais e agressivos. Mais uma história que infelizmente apenas um sobrevive, embora em Corações de ferro não fosse uma história real. Mas o final foi o mesmo. Talvez aqui, seja óbvio quem sobreviveu, mas direi apenas o único sobrevivente. Quando foi resgatado por pessoas do vilarejo, entendemos sua confusão e medo. Gravemente ferido sendo resgatado sabendo que o Talibã não os perdoaria, só poderia imaginar que queria algo em troca. No meio de tanta guerra, ódio e morte, difícil mesmo encontrar bondade nesse meio. Mas aquele povoado tinha um juramento para com os visitantes e não importava quem fossem, se precisava eles ajudariam. 

Ali foi emocionante quando o único sobrevivente fez amizade com quem o ajudou e a criança curiosa que ficava sempre por perto. No final, quando o soldado foi resgatado, ele agradecendo a ajuda e abraçando a criança tentando levá-la também para protegê-la, foi comovente. Mas claro que não é tão fácil assim. 

Felizmente pouco depois o terrorista foi pego. Imagina quantos homens morreram atrás de algum terrorista? Imagina quantos homens morreram ao enfrentarem o Talibã. Que pode não ser aceito por todos no país, mas com medo de retaliações, vivem com medo. O que muda nos filmes de guerra são em como cada unidade convive entre si, o laço que se cria e as histórias contadas entre eles. O objetivo é praticamente quase os mesmos, embora seja irônico que promovam a violência para deter a violência com violência...

Já vi vários filmes com Mark Wahlberg, então sabia que esse filme seria bom. Eric Bana faz uma pequena aparição e embora eu sempre me lembre dele como um dos atores que interpretaram uma versão de Hulk, foi uma ótima adição ao filme. 

No mais, como sempre, cheio de sangue e mortes. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 27 de maio de 2025

[Review/crítica] O pacto (Guy Ritchie's the Covenant/Jake Gyllenhaal) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse filme que inicialmente pode parecer parado, mas garanto que vale muito a pena. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Em meio a guerra do Afeganistão, o Sargento das Forças Especiais John Kinley e sua unidade, são emboscados pelo Talibã durante uma inspeção de rotina em veículos, perdendo seu intérprete. Então lhe é apresentado o substituto Ahmed, que afirma estar trabalhando apenas por dinheiro. Posteriormente Kinley vem a descobrir que Ahmed era afiliado do Talibã mas desertou quando a associação matou seu filho. Ahmed ganha a confiança de Kinley quando salva a unidade de uma emboscada e ainda relata que existe um informante na equipe. 

Mais tarde, quando a unidade verificava um possível esconderijo de armas a mais de 100 km da base aérea de Bagram, são atacados e massacrados. Kinley e Ahmed conseguem sobreviver e agora tentam voltar a pé através do terreno montanhoso do Afeganistão. Mais uma vez são emboscados e dessa vez Kinley é gravemente ferido. Ahmed consegue matar os inimigos e foge com Kinley, decidido a levá-lo de volta para a base, atravessam dias e noites, onde Ahmed arrasta Kinley, depois consegue uma carroça, um caminhão e apesar do cansaço e das dificuldades no caminho, são encontrados por tropas americanas. 

Kinley acorda dias depois mas quase não se recorda de como conseguiu sobreviver. Ao receber a notícia de que é considerado um herói, ele não se sente assim, principalmente ao descobrir que Ahmed é um fugitivo no Afeganistão e precisa viver escondido por suas ações em ajudar um soldado americano. Por lá, essa fuga que se tornou folclore no local, não agradou o Talibã e Ahmed e Kinley são inimigos públicos agora. 

Kinley não consegue ter paz sabendo que enquanto está bem com sua família, Ahmed precisa viver escondido para não morrer. Kinley tenta por semanas conseguir um visto americano para Ahmed e sua família sendo negado todas as vezes. Então, não suportando mais a situação, ele decide voltar ao Afeganistão com outra identidade e tentar encontrar Ahmed. Enquanto o procura, os vistos finalmente saem e Kinley consegue convencer Ahmed depois de encontrá-lo a fugir com ele para os Estados Unidos. Mas são encontrados pelo Talibã e emboscados. No último momento, quando pensavam que era o fim, o resgate chega a tempo. 










Ano de lançamento 2023

Duração 2h 3m

Direção Guy Ritchie

Elenco Jake Gyllenhaal, Dar Salim



Trailer 





Minhas divagações finais 

Confesso que não dava muito para esse filme, pois o início parecia mais uma história comum da guerra, onde Kinley era só mais um soldado comandando sua equipe em missões de reconhecimento pelo Afeganistão. No primeiro ataque quando perdem seu intérprete, imaginei que o próximo seria tipo um informante, já que parecia não querer estar ali ou porque estava ali justamente por dinheiro. 

Mas, não esperava nada que se seguiu depois. No segundo ataque, o novo intérprete, Ahmed, consegue evitar a emboscada e ainda desmascara um espião entre eles, ao corrigir a rota dada pelo informante pois achou estranho o que o outro dizia. Ganhando assim o respeito de Kinley por ter salvo a unidade. 

Porém, quando avançam nas inspeções, são fortemente atacados e Kinley e Ahmed conseguem sobreviver e fugir. No entanto, a base está a quilômetros dali e eles precisam se esconder na área montanhosa vigiada pelo Talibã. Em um próximo ataque, Kinley é gravemente ferido e Ahmed consegue neutralizar o inimigo e começa então a longa jornada lutando para salvar o companheiro. Ahmed carrega Kinley de todas as formas possíveis que vai encontrando pelo caminho, enquanto o outro delira entre a vida e a morte. 

Após dias caminhando e se escondendo com Kinley, eles são finalmente encontrados. Kinley ao acordar, está de volta a sua casa e é considerado um herói. Mas suas vagas lembranças não permite que se sinta assim, ele sabe que tem algo errado. Então é quando descobre que Ahmed após deixar Kinley com os seus, fugiu e agora vive escondido com sua família, uma vez que o Talibã o quer morto, já que sua atitude de salvar o americano é visto por eles como um ato de traição. 

Além disso, Kinley está proibido de voltar ao Afeganistão, já que será imediatamente capturado se o Talibã descobrir que está no local. Por sua vez, Kinley não consegue ter paz sabendo que enquanto está seguro em seu país, Ahmed tem que viver escondido e jurado de morte. Kinley faz de tudo para conseguir vistos americanos para Ahmed e sua família, passa a beber e importunar todos os dias atrás de um visto, até que é chamado por seus superiores e recebe uma intervenção. Mas como ele não consegue viver em paz, sabendo que precisa pagar essa dívida com Ahmed, ele consegue voltar para o Afeganistão com outro nome e se encontra com um contratante militar privado que promete apoio mas Kinley precisa encontrar Ahmed primeiro. 

Apesar de esconder sua identidade, o Talibã descobre quem ele é assim como o militar privado, que após descobrir quem Kinley era, manda imediatamente grupos de resgate, assim que é informado a localização de Ahmed. No entanto o Talibã os encontra primeiro e segue um tiroteio até Kinley ficar sem balas e perder as esperanças de saírem dali vivos. Quando finalmente o resgate aparece.

A história pode parecer meio monótona no início, mais lenta ainda quando Ahmed arrasta um Kinley moribundo pelas áreas montanhosas e desertas do Afeganistão, mas começa aí a maior tensão de tudo, quando um homem sozinho arrasta por quilômetros o outro para salvá-lo. Quando encontram os americanos, pensei que Ahmed seria preso. Como deixaram ele escapar assim? E que burocracia essa né, o cara arriscou sua vida para salvar um americano vivendo na mira do Talibã e tendo o visto negado. 

E o reencontro dos dois? Meu coração saltava do peito de tanta ansiedade. Não tinha muito o que ser dito, já que o fato de Kinley estar ali arriscando a própria vida, já significava muito. Pensei que a esposa de Ahmed fosse agredir Kinley ou negar ir com ele, o culpando por terem que viver fugindo e se escondendo, mas Ahmed garante que conseguiram os vistos americanos, ela aceita fugir com eles. O poder do Talibã é terrível naquele país, eles matavam qualquer um que ajudasse os americanos. 

Foi uma história emocionante, tensa e cheia de ação no final. Embora pareça ser uma história real, apenas o contexto o é, sobre relacionamento entre soldados americanos e seus intérpretes.  Infelizmente Kinley e Ahmed são personagens fictícios, mas deram vida a importância dos intérpretes que arriscam suas vidas e de suas famílias ao colaborarem com os americanos. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 26 de maio de 2025

[Review/crítica pessoal] Corações de ferro - Divagando Sempre


Olá Divas e Divos. Hoje trago esse filme fantástico que reúne um grande elenco cheio de talento. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Quase no final da Segunda Guerra Mundial, a invasão da Alemanha se encontra sob forte resistência, o Sargento da Segunda Divisão Blindada dos Estados Unidos, Don Collier conhecido como Wardaddy, comanda um grupo composto por Boyd Swan, o Bíblia, Grady Travis, o Demolidor, Trini Garcia, o Gordo e um jovem Norman Ellison, apelidado depois de Máquina. Norman entrou para equipe para substituir Red, que foi morto em combate. Don comanda um tanque M4 Sherman chamado de Fury e se aprofundam no país combatendo o inimigo. 

Norman por ser escriturário, é inexperiente em combate sendo motivo de piada para o restante do grupo. Norman sente aversão a violência e quando vê um grupo de crianças da Juventude Hitlerista, ele não atira e isso custou a vida do tanque próximo a eles. Quando capturam um soldado alemão, Don força Norman a atirar nele, mesmo que para isso tenha que colocar a arma em sua mão e fazê-lo puxar o gatilho, traumatizando o jovem. 

Quando chegam em uma pequena cidade, fazendo a limpeza no local, Don encontra um apartamento onde duas mulheres se escondiam. Enquanto pede para a mais velha fazer a comida para eles, ele empurra Norman e a jovem para o quarto. Enquanto se sentam para comer, o restante do grupo invade o local e continuam zombando de Norman e assediando as mulheres. Don dá um basta nas brincadeiras, mas antes que pudesse tomar qualquer atitude, são chamados para uma missão urgente. No entanto, quando saíam do local, são bombardeados e a casa que acabaram de sair explode matando as duas mulheres. Nesse momento, algo muda dentro de Norman. 

Eles recebem ordens de proteger uma encruzilhada vital, mas são emboscados e somente Fury consegue seguir adiante. Sem contato pois o rádio foi danificado, Don decide ir em frente e continuar a missão sozinhos. Mas, ao chegarem na encruzilhada, o Fury é danificado por uma mina terrestre. Sem poderem sair, enquanto tentam consertar o tanque, Norman vai fazer o reconhecimento do local e retorna logo depois para informar que viu vários soldados alemães vindo na direção deles. Sozinhos e em número muito menor, o certo seria recuar, mas Don dispensa seus soldados, dizendo irá permanecer e proteger a encruzilhada. Nenhum dos soldados consegue ir embora e assim, executam um plano e mesmo sabendo que não sobreviverão, conseguem abater o maior número de soldados inimigos possíveis. No entanto, apenas um deles consegue sobreviver no final e ao ser resgatado, ao olhar para trás, vê o tanque rodeado de corpos dos inimigos. 








Ano de lançamento 2014

Duração 2h 14m

Direção David Ayer

Elenco Brad Pitt, Shia LaBeouf, Jon Bernthal, Logan Lerman, Michael Peña



Trailer 





Minhas divagações finais 

Inicialmente pensei ser uma história real e chegando quase no final, com o grupo seguindo intacto, até cheguei a pensar que um deles poderia morrer para dar mais dramaticidade a história. Mas me arrependi de tal pensamento quando apenas um deles sobreviveu... 

O filme está cheio de nomes famosos, a começar pelo diretor, que já vi alguns trabalhos dele e confesso que são cheios de ação e até bem conduzidos. Talvez não sejam perfeitos mas satisfatórios.

Brad Pitt é um nome conhecido por vários papéis diferentes em sua carreira e aqui ele é um oficial do exército que lutou até o fim para cumprir sua missão. Entre os vários filmes que já vi dele, mais uma vez digo que meu preferido sempre será Entrevista com o vampiro. 

Jon Bernthal, por incrível que pareça, sempre pega esse tipo de papel de cara mal encarado. Apesar dos outros zombarem de Norman por sua ingenuidade e inexperiência no campo de batalha, ele foi o único que atacava ferozmente o jovem. Por esse motivo talvez fosse perfeito no papel, naturalmente ele já tem cara de mau caráter.

Michael Peña já vi em alguns filmes e apesar de não ter muito destaque, ele é inesquecível. Apesar da pressão da guerra, foi um bom companheiro de tanque para Norman. E Shia LaBeouf que para mim só tinha feito Transformers? Aqui ele teve uma atuação tocante. Agora, confesso que só reconheci Logan Lerman quando vi seu nome. Ele fez o primeiro filme de Percy Jackson. Seu personagem teve um crescimento impressionante. 

Sabemos que nenhum filme de guerra vai ser fofinho. É revoltante, triste e cheio de mortes. Homens se matando e muitas vezes são obrigados a viver isso, como Norman, que tinha uma função e de repente era obrigado a matar para não ser morto. O fato de ter hesitado em matar o que ele considerava crianças custou a vida de companheiros e ainda assim ele negava cometer esse ato. Até que, quando foram em uma vila e ele conheceu uma jovem e teve relações com ela, pela primeira vez na guerra ele se sentiu bem. Até que o lugar é bombardeado e a moça morre. A partir daí ele vê realmente os horrores da guerra. E começa a fazer seu trabalho de verdade, conquistando assim a confiança do grupo. 

Quando chegam sozinhos a encruzilhada, quando Don decide ficar no tanque para proteger o local, todos sabem qual será o final se decidirem ficar com ele. E o mais incrível de tudo, foi que o primeiro que se prontificou a ficar com Don, foi justamente aquele que desde o início que entrou para o grupo, era o único que não queria estar ali. Norman, mesmo sabendo dos riscos, nem pestanejou com sua decisão. E embora todos sentissem medo, permaneceram juntos até o final. Quando o último sobrevivente está escondido, um jovem soldado inimigo o vê, mas não dá o alerta, simplesmente vai embora, dando a chance do soldado sobreviver e contar sua história. 

Embora não conseguissem impedir todos os soldados inimigos, o grupo conseguiu segurá-los o maior tempo possível, eliminando ainda vários deles, considerando que eram em 5 escondidos no tanque. O último sobrevivente foi considerando um herói, mas nessas circunstâncias, acho que fica um sabor amargo no heroísmo quando ninguém mais sobreviveu além dele. 

Querendo ou não, você acaba se apegando ao grupo diversificado. Na guerra, seus companheiros são aleatórios e completamente diferentes. Mas lutando juntos, acabam criando laços. A unidade de Don já lutavam juntos há bastante tempo, então eram como uma família. Achei eles bem unidos mesmo. Mas embora a guerra seja algo feroz, o modo como trataram Norman no início, foi meio brutal. Ainda mais por ser jovem e vir de uma unidade em que não trabalhava em campo. Esperar que um menino enexperiente fizesse o mesmo trabalho que o outro que estava substituindo foi muita pressão. Agora, Norman mudar depois de ver a jovem que teve relações morrer? E quanto aos outros companheiros que morreram porque ele hesitou em atirar nas crianças? Por uma mulher, desconhecida, no país inimigo, ele teve o estalo e começou a fazer seu trabalho? Seus compatriotas morreram?  Ah tudo bem. Mas a mulher que lhe abriu as pernas foi o estalo que mudou sua visão da guerra? 

Mas enfim. Sabemos que homens na guerra, não importa o lado, cometem atrocidades nas cidades que invadem. Então, tentar romantizar as atitudes de Norman por ser jovem e aprender na marra o que é a guerra dessa forma, não me convenceu. Confesso que na hora achei chocante a forma como as mulheres morreram. Só não aceitei muito que tenha sido esse o motivo que fez Norman finalmente começar a atirar de verdade. Talvez se depois de perder os companheiros no primeiro ataque que ele hesitou se sentisse culpado pelas vidas que poderia ter sido salvas e mudado um pouco, chegando nas mulheres já estivesse mais embrutecido, teria sido mais aceitável para mim. Mas enfim, esses detalhes não vem ao caso. Foram só momentos que para mim, não se encaixaram muito bem na história, embora tenha feito Norman crescer. 

Apesar de ser uma história fictícia, foi bem emocionante. O Bíblia, personagem de Shia LaBeouf também foi bem curioso e intenso. Um religioso obrigado a servir e matar na guerra. Mas apesar de tudo, Brad Pitt para mim foi o maior destaque. Era um bom líder, tentou ajudar e proteger Norman do jeito dele, mesmo que parecesse que estivesse o forçando quando na verdade só o estava protegendo da crueldade da guerra. 

Enfim, foi um filme excelente. Recomendo. 





Nota pessoal 10/10


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