segunda-feira, 10 de março de 2025

[Review/crítica] Believer (2018/K-movie) - Divagando Sempre

  

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse K-movie surpreendente. A reviravolta no final pode não ter surpreendido muitos, mas para mim, me deixou de queixo caído. 






Ano de lançamento 2018

Duração 2h 4m

Direção Lee Hae-Young

Elenco Ryu Jun-Yeol, Jo Jin Woong, Cha Seung-Won, Kim Jo-Ryuck


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Won-Ho é um detetive policial que vem procurando por um líder de um poderoso cartel de drogas conhecido como Sr. Lee. Como ninguém jamais viu o rosto dessa pessoa, muitos traficantes tentam se passar por ele, para expandir seus negócios ilegais. 

Um dia, Yeon-Ok sobrevive a uma explosão, onde alguns funcionários trabalhavam para o Sr. Lee. A equipe de Won-Ho vai investigar o local e encontram um sobrevivente. Antes de dar mais informações, Yeon-Ok morre enquanto comia, dentro da delegacia. Agora resta o sobrevivente. 

Seo Young-Rak trabalhava para o Sr. Lee e também nunca viu quem era. Como perdeu a mãe na explosão e seu cachorro ficou gravemente ferido, ele se junta ao detetive Won-Ho para se vingar de sua perda. Como ninguém sabia que ele estava no local da explosão, ele continua com seu trabalho, que seria um encontro com Ha-Rim, que se passa pelo Sr. Lee. Won-Ho aprende seu modo de falar e seus planos para o verdadeiro encontro com Park Sun-Chang, que deseja trabalhar com o Sr. Lee. Fingindo ser Ha-Rim, Won-Ho encena todo o encontro anterior, mas para fechar o acordo, ele tem que provar a própria droga. Antes que ele sofra os efeitos colaterais, sua equipe consegue salvá-lo. 

Com isso, eles conseguem os materiais para a fabricação da droga e levam para dois fabricantes, fiéis a Young-Rak, Dong e Joo-Young, dois irmãos mudos. Ao iniciarem a fabricação, um novo indivíduo aparece no local e se apresenta como Brian. Ha-Rim sequesfra Won-Ho e Young-Rak, mas segue uma luta mortal, onde Won-Ho acaba gravemente ferido e Ha-Rim é morto por Young-Rak. Enquanto isso, o local onde os irmãos mudos fabricavam as drogas explode e um membro da equipe de Won-Ho morre. 

Decidido, Won-Ho mobiliza uma perseguição atrás de Brian, pois ele tem certeza que ele é o Sr. Lee. Porém, o verdadeiro Sr. Lee sequestra Brian e o fere gravemente o deixando para Won-Ho, que descobre quem é o verdadeiro Sr. Lee e parte atrás dele. Em um confronto cara a cara, só um deles sai vivo. 










Minhas divagações finais 

Quando estamos acostumados com K-drama de comédia romântica e nos deparamos com histórias de suspense policial, sempre nos mostra um mundo completamente diferente e as vezes até chocante, nos fazendo esquecer que são bem mais reais que os romances. Ao sair dessa bolha, entramos em um submundo perigoso digno de Hollywood. 

A busca insana de um policial por um líder famoso porém desconhecido de um cartel de drogas foi excepcional. A construção dessa caçada, os traficantes que se aproveitavam para se fazerem passar pelo Sr. Lee para ganhar prestígio usando o nome dele, já que ninguém o conhecia, foi surreal. Cada suspeito era eliminado sem conhecer o verdadeiro Sr. Lee. 

E, amei a dupla improvável Won-Ho e o Rak. Mas tiro meu chapéu para a interpretação de Kim Jo-Ryuck, que infelizmente esse foi seu último trabalho, falecendo em um acidente antes do filme ser lançado. Mesmo que Won-Ho tenha imitado seu jeito para outro cliente tentando enganá-lo, Jo-Ryuck tinha uma essência fenomenal. 

Mas, minha maior surpresa foi o jovem Rak. Após ter sobrevivido a explosão, seu maior apego foi seu cachorro. Ele perseguiu o Sr. Lee com Won-Ho e mostrou tantas facetas diferentes, que admiro demais esse ator. E Bryan? Felizmente é um dos poucos atores que conheço nesse filme. E sempre que o vejo, com certeza a produção vai ser no mínimo interessante. 

Mas, a surpresa maior mesmo, foi a reviravolta no final. E poderia ter terminado daquela forma, com o mistério de quem teria levado o tiro, mas, depois que vi que tinha sequência, criei minhas teorias para esse final. 

O meu lado bom, é que como gosto de ver um pouco de tudo, posso sempre me surpreender com produções de outros países e sair dessa bolha estadunidense. E olha, tem muita coisa boa também por esse mundo afora. Não se prendam também só nos K-drama românticos. Já vi de terror, de suspense policial e são todos tão bons quanto os de romance. 

De início, eu não estava muito empolgada e estava um pouco confusa quanto a história. Mas depois que fui entendendo e o círculo foi se fechando naquele final extraordinário, terminei sem palavras e ansiosa para ver a sequência. 

Nota 10/10

sexta-feira, 7 de março de 2025

[Resenha/crítica] Depois daquele verão - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. É com pesar que termino a semana de leitura com um livro que não gostei. Eu, particularmente não recomendo, mas, ele merece uma chance de ser lido e tirem suas próprias conclusões. 






Ano da primeira publicação 2022

Páginas 288

Autor/a Carley Fortune


Recomendação não (da minha parte)



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Persephone Fraser recebe uma notícia triste envolvendo a mãe de Sam Florek. Então, depois de anos sem se falarem, ela retorna a Barry's Bay, onde costumava passar as férias com a família e onde conheceu Sam, seu melhor amigo e primeiro amor. 

Temerosa desse encontro, memórias de seus anos passados ali com Sam, sua mãe e seu irmão Charlie, Percy volta ao passado e apesar dos dois terem mudado, tanto física quanto mentalmente, talvez seus sentimentos um pelo outro continuem o mesmo. 



Minhas divagações finais 

Quando iniciei o livro, não tinha muitas expectativas, ainda mais porque era em audiobook. Talvez por isso a história tenha sido chatíssima para mim. A narração era horrível, tanto que acelerei um pouco só para terminar logo, não suportava mais aquela voz. Depois, sinceramente? Percy foi uma personagem muito sem graça e Sam um covarde. Acho que de todos o meu preferido é o Charlie. 

Mas vamos lá. Inicialmente a história parece até fofinha quando começa a contar a infância de Percy e Sam. Aquele clichê dos melhores amigos de infância, que crescem juntos mas temem acabar com a amizade se sentirem algo mais do que isso. Mas, mesmo acompanhando o crescimento dos dois, alguns momentos de ciúmes, cada um ficando com alguém diferente, quando estava óbvio que eles queriam ficar juntos e quando finalmente acontece, Sam é um covarde. 

Percy não fica para trás pela traição, mas, de qualquer forma odiei esses personagens. E para que colocar uma amiga da Percy para ir junto passar as férias em Barry's Bay e ser uma atirada daquele jeito? Duvido que ela não fez nada com Sam quando ele tentou algo com ela. Mas acho que o pior de tudo, foi terem feito sexo durante o velório da Sue. Fora que depois que esses dois descobriram o sexo, cenas Hot detalhadas que não faltaram né. 

E claro que para minha surpresa, enquanto odiei o livro, cada critica que li, todos amaram. Devo ter algum problema, não é possível. Muitos elogiaram o desenvolvimento dos personagens, o crescimento, comparando com a vida real. Talvez por isso mesmo eu não tenha achado graça. Foi real e cansativo demais. A cada férias que Percy passava com Sam, foi ficando cada vez mais chato e quando finalmente ficam juntos, Sam vai estudar fora e fica dias sem entrar em contato com Percy. Meu amigo, achei ele muito covarde e mereceu mesmo a traição. 

Enfim, não sei se realmente faz diferença audiobook, será que se eu tivesse lido normal teria gostado mais? Acho que não mudaria o fato de não ter gostado dos personagens. Apesar de tudo, aparentemente, Sam não mudou muito, tirando seu físico onde evidentemente Percy ficou babando quando o viu. E aquele final? Não achei digno. Me desculpem... no mais, provavelmente somente eu devo ter odiado o livro. 

Nota 3/10


quinta-feira, 6 de março de 2025

[Resenha/crítica] Beco dos mortos - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Nessa semana de leitura trouxe conteúdos bem diferentes um do outro. E agora trago um suspense policial. 






Ano da primeira publicação 2014

Páginas 536

Autor/a Ian Rankin


Recomendação mediana



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

O inspetor Rebus investiga um caso misterioso de esqueletos encontrados em uma adega de bar, onde o dono faria uma reforma. Em paralelo, sua colega Siobhan, a pedido dos pais, investiga o desaparecido da filha mais nova deles, Ishbel. 

Rebus ainda investiga o caso de um imigrante assassinado em um beco, que o leva para lugares sombrios e perigosos. Os esqueletos revelaram serem falsos e Siobhan segue um rastro atrás de Ishbel, uma vez que um condenado pelo abuso de sua irmã que lhe causou sua morte, foi solto. 

As investigações em paralelo de Rebus e Siobhan, podem acabar tendo conexões ou não. Mas tudo acaba levando eles para o mesmo lugar. 



Minhas divagações finais 

Confesso que pelo título, imaginei que os detetives fossem caçar um serial killer que deixava os corpos nos becos. O modo de investigação foi meio diferente do qual estou acostumada. Não gostei muito da Siobhan, por ser uma policial mulher, gostaria que ela tivesse tido mais personalidade. Rebus então, não ficou claro para mim se era um detetive já de idade ou no meio termo. Mesmo que tenha especificado isso, segui lendo sem conseguir imaginar com clareza como seria sua aparência. A não ser que fosse um homem alto e forte. Só isso me vinha a mente em relação a ele. Siobhan aparentava ser daquelas mulheres polícias bonitas e que tinha que lutar o dobro para mostrar seu valor no trabalho. 

Como achei o modo investigativo diferente, foi meio difícil para mim acompanhar com a devida atenção os acontecimentos. Me pareceu que Rebus fosse do tipo sentimental, que pensava mesmo que seu trabalho era promover a justiça, já que tentou ajudar de algum modo a família do imigrante morto. Já o caso da Siobhan, achei que o pior erro da Ishbel, foi simplesmente desaparecer. Claro que seus pais colocariam a polícia atrás dela. Porém, sua atitude só reforça os casos em que a polícia não move um dedo para procurar jovens desaparecidas porque a maioria dos casos, são como o dela, que simplesmente fugiram de casa. 

Todos os envolvidos, me refiro a suspeitos em potencial ou apenas testemunhas, quando são abordados por policiais, respondem de uma forma tão mal educada, que me admiro não serem presos. No entanto, pela atitude dos próprios policiais, deve ser algo corriqueiro serem tratados assim. Claro que muitas vezes os civis têm razão em não confiar neles, uma vez que não existe justiça em meio a corrupção. 

Bom, de qualquer forma, foi uma leitura interessante. 

Nota 8/10

quarta-feira, 5 de março de 2025

[Resenha/crítica] Anne de Green Gables - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago mais uma dica de leitura. Quem já conhece a série sabe quem é Anne com E, eu não conhecia, mas amei a leitura. 






Ano da primeira publicação 1908

Páginas 320

Autor/a L. M. Montgomery


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Anne Shirley é uma órfã que foi enviada por engano para um casal de irmãos que queriam na verdade adotar um menino. Na estação quando Mathew foi buscar a criança, não soube o que fazer quando descobriu o engano e não querendo deixar a menina sozinha na estação, a levou para casa na esperança de que sua irmã Marilla soubesse o que fazer. 

Durante o caminho da estação para a casa de Mathew, Anne, que até então achava que ele e sua irmã a queriam, foi tagarelando sobre a beleza das paisagens e sobre tudo e qualquer coisa que via de diferente, deixando Mathew encantado, já que de seu lado, ele era uma pessoa calada. Quando chegaram na fazenda, Anne descobre o engano e instantaneamente fica arrasada. Ela passa a noite no local mas com o coração partido sabendo que não ficará ali. 

No entanto, vendo como Mathew pela primeira vez se interessou por algo além de seu trabalho na fazenda e sem querer admitir também, Marilla acaba aceitando a ideia de ficar com Anne. Assim, em meio a trapalhadas da menina, Anne passa a crescer em Green Gables e faz uma melhor amiga Diana e um inimigo Gilbert. Anne é diferente não só pela sua aparência (seu cabelo vermelho marcante), mas também por sempre falar demais e principalmente por se meter em problemas. 



Minhas divagações finais 

Aqui conta os anos de Anne com os irmãos Cuthbert dos seus 13 aos 16 anos mais ou menos. Desde seu encontro com Mathew, já era claro como ele a amou desde o início. Suas interações com Marilla e Anne eram sempre divertidas, porque Mathew era o tipo antissocial e Marilla a rabugenta. E Anne tagarela do jeito que era, só criaria diversão nessa família. 

Por um instante achei que Diana não fosse gostar de Anne, mas que bom que tudo deu certo e elas se tornaram melhores amigas. Agora, o relacionamento de Anne e Gilbert, era claro desde o início que ele tinha sentimentos por ela, então desde que ele se arrependeu do que fez e pediu perdão à ela dizendo que queria ser seu amigo, eu torcia para que eles ficassem juntos quando crescessem. 

A trajetória de Anne foi mais divertida do que eu poderia imaginar. Conhecia o título pela série, que ainda não vi mas só fui tomar conhecimento do livro e ter vontade de ler mesmo, depois dele ser mencionado em outro livro que li O clube de leitores dos corações solitários. Um dos personagens amava esse livro e eu queria descobrir o por que. E agora entendi. 

Sem querer, peguei um spoiler e mesmo chocada e triste, segui adiante. Geralmente não ligo para spoilers, mas esse me destruiu. Então, quando cheguei nele, chorei horrores. Eu sinceramente não esperava por isso. 

Pelo que vi, são uns 13 volumes, mas com Anne como a protagonista são cinco. Dependendo como terminará, talvez eu só leia esses cinco. Já acho trilogias longas demais, mas sempre pego histórias com mais volumes porque nunca presto atenção se tem sequências. Depois descubro que tem mais de 10 volumes. 

Enfim, Anne nos passa exatamente o que está sentindo e apesar de sua tagarelice, ela encanta a quase todos. Logicamente que no período escolar, sempre vai ter aquela menina que faz de tudo para te humilhar. 

Mas o mais inacreditável são as confusões que Anne acaba se envolvendo. Com ou sem intenção, são sempre inacreditáveis, culpa de sua imaginação, que sempre acaba a distraindo da realidade. 

Talvez pela época em que foi escrita, não gostei muito do primeiro professor de Anne. Nos tempos atuais acredito que ninguém aceitaria que um professor tratasse uma aluna preferida como ele tratava, sem ver ali segundas intenções. Ainda bem que ele saiu e entrou uma ótima professora. E nota-se que seja da época mesmo, quando Anne questiona as atitudes do professor e ainda é repreendida por isso. Naqueles tempos, os adultos sempre sabiam o que faziam, mas acredito que se ele tivesse feito outras coisas questionáveis, seria condenado não? Espero que sim. Tirando essa parte, de resto fluiu muito bem. 

Mas sabendo que os irmãos Cuthbert já tem certa idade, uma hora uma triste notícia aconteceria em algum volume. E pelo que percebi pelas capas dos outros livros, vai acompanhar o crescimento de Anne. Será que ela continuará tagarela? E sua amizade com Diana?  Crescerá com o tempo também? Será que teremos um romance entre Anne e Gilbert? Não estava muito interessada em continuar a saga, mas depois dessas questões, estou curiosa para ver como será a vida de Anne. 

Por hora, esse primeiro volume me surpreendeu, achei divertido, triste no final, mas com certeza foi uma ótima leitura. Recomendo. 

Nota 10/10

terça-feira, 4 de março de 2025

[Resenha/crítica] Senhora (José de Alencar ) - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago esse clássico brasileiro, que em algum momento de nossas vidas estudantis, fomos obrigados a ler, mas que com certeza com idade mais madura a leitura será mais agradável. 






Ano da primeira publicação 1875

Páginas 248

Autor/a José de Alencar 


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Aurélia Camargo, órfã de pai, passa uma vida de miséria ao lado de sua mãe, que lutou sozinha para criar a filha. Desejosa de vê-la casada, Aurélia passa a se mostrar a sociedade, atendendo o desejo de sua mãe e acaba se apaixonando por Fernando Seixas. No entanto, ele que passava por dificuldades financeiras, acaba decidindo trocar Aurélia, que era pobre, por Adelaide Amaral, que por direito lhe daria um dote. 

Enquanto isso, Emilia, mãe de Aurélia, tinha uma história do seu passado e antes de morrer fez as pazes com o pai de Pedro, que contra o relacionamento do filho com Emilia, o deserdou.  Mas muito doente Emilia vem a falecer e após esse período o avô de Aurélia tem o mesmo destino. No entanto, em segredo de toda sua família, ele deixou sua herança para Aurélia. 

Da pobreza para a riqueza, Aurélia imediatamente colocou seu plano a tona, que foi oferecer um dote maior que o de Adelaide, não deixando outra escolha para Seixas, desesperado por dinheiro, a não ser aceitar o dote maior, sem saber quem seria sua noiva, como era o desejo da misteriosa mulher. 

Assim, Seixas acaba sendo comprado por Aurélia e o casal passa meses fingindo perante a sociedade que são um casal feliz. Mas quando estão sozinhos, embora se amem, nenhum dos dois dá o braço a torcer e trocam farpas o tempo todo. Até que Seixas consegue um dinheiro para devolver a Aurélia pelo dote e ser livre novamente. 



Minhas divagações finais 

Nada como ler um livro sem obrigações escolares e com a mente mais madura. Jamais poderia imaginar o quão bom seria essa história. O que me faz pensar que talvez seria interessante reler tantos outros títulos que li por obrigação, apenas para fazer um resumo sobre histórias que não compreendia muito bem. 

Aurélia assim como sua mãe, sofreu muito com a pobreza, mas sua mãe foi fiel ao amor de seu pai, embora este tenha escolhido um caminho covarde e trágico. Por sorte, antes de morrer, seu avô voltou atrás, embora meio tarde, já que a mãe de Aurélia estava muito doente e também veio a falecer. Embora tenha enriquecido e pôde se vingar de Seixas, eu preferia que ela terminasse com Eduardo de Abreu, que ainda na miséria, ele a ajudou quando sua mãe morreu. 

Seixas deveria ter terminado pobre e sozinho. Claro que Aurélia não foi lá muito madura ao casar com ele o comprando. Pois foram meses de solidão e sofrimento, mesmo estando casados. Não sei se valeria a pena passar por tudo isso por alguém que te menosprezou por dinheiro. Não nego que algumas partes foram bem monótonas mas para a época em que foi escrita, foi bem ousado em colocar como Aurélia sendo a protagonista rica que casa com um homem pobre. 

Mesmo se quiséssemos que após Seixas descobrir que sua noiva era Aurélia demonstrasse alegria e amor, a mesma ao expor seu plano de vingança, apenas assinou sua sentença de solidão. Se tudo corresse bem, pois inicialmente cheguei a pensar que eles seriam felizes já de início, e não por todo aquele tempo de amargura, foi muito penoso ler. Não concordo com o plano de Aurélia, mas se tivesse sido diferente não teria história para contar. 

Não é um livro longo e a edição que li foi bem tranquila. Na época havia achado a leitura difícil e sem graça. No entanto agora, terminei refletindo sobre as perdas da vida, dinheiro, vingança e amor.

Nota 10/10

segunda-feira, 3 de março de 2025

[Resenha/crítica] Clube de leitura dos corações solitários - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago essa leitura gostosinha e divertida.






Ano da primeira publicação 2024

Paginas 358

Autor/a  Lucy Gilmore


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Sloane Parker é uma bibliotecária dedicada, tem alguns poucos amigos e no momento está se preparando para seu casamento. Mas, os mais atentos podem perceber que por mais que pareça um casamento perfeito, Sloane não é completamente feliz. Ela está apenas aceitando o que é mais conveniente em sua vida. 

Até que um dia, ela se depara com o maior desafio de sua vida. Um senhor idoso passa a frequentar a biblioteca sempre no mesmo horário após ter conhecido Sloane. Arthur pode parecer desprezível e sempre engata discussões literárias fervorosas com Sloane, embora Matteo, o colega de trabalho de Sloane literalmente morra de medo do idoso, parece que a maneira deles, Sloane e Arthur, gostem dessas interações, por mais que pareçam discussões de inimizades. 

Então, um dia Arthur não aparece no horário de sempre, mas fica cada vez mais preocupante quando passa dias e ele não retorna mais a biblioteca. Mesmo que sua chefe proíba Sloane de procurar Arthur, pois é contra as regras da biblioteca, obviamente ela infringe essa lei e vai até a casa de Arthur. Então ela conhece a vizinha dele Maisey, que a informa que houve caos na casa de Arthur envolvendo ambulância, uma ida ao hospital e o retorno ao lar com enfermeiras saindo aos prantos do local. 

Sloane então acaba perdendo o emprego na biblioteca e mesmo que contra a sua vontade, Arthur a deixa ficar em sua casa de olho nele enquanto ela arruma seus milhares de exemplares de livros espalhados pela casa. Maisey passa a frequentar a casa trazendo comida para os dois e descobrem um neto de Arthur que passava horas do lado de fora observando a casa do avô. Sloane então cria um Clube de leitura e essas quatro pessoas completamente diferentes passam a conviver juntos. Mais tarde, Matteo passa a participar também, mesmo que morra de medo de Arthur, pois Sloane o recrutou principalmente por ele ter sido enfermeiro. Cada uma dessas pessoas guarda um medo ou trauma, que os torna solitários e consequentemente se protegem sendo quem são. Mas por dentro, cada um tem um brilho próprio e podem revelar ser muito mais do que aparentam. 



Minhas divagações finais 

Gostei muito do modo de leitura, apresentando a visão de cada personagem por vez, e cada início do capítulo do personagem é como a carteirinha de biblioteca com o nome dele. Inicialmente achei a Sloane uma personagem sem graça, por não ter objetivos sólidos em sua vida. Ela só ia se casar porque era algo já confortável em sua vida. A família do noivo praticamente decidia tudo por ela. Então de início, me desanimei com essa personagem. 

Até Arthur aparecer. No entanto, achei meio exagerado a obsessão dela de querer procurar o endereço de Arthur, mas, depois que ela adentrou o mundo frio dele, as coisas foram ficando mais divertidas. Cada personagem tinham um problema particular, mas com certeza o pior de todos foi o da Maisey. Achei terrível como a filha a tratava, mas entendi um pouco depois que Arthur pontuou algumas coisas. No entanto, é muito triste para uma mãe, que um filho seu fale coisas e faça coisas desagradáveis como a filha da Maisey. Ela poderia ser enxerida e se intrometer na vida de Sloane e Arthur, mas acho que não merecia ser tratada daquela forma. 

O passado de Arthur diz muito sobre quem ele acabou se tornando e apesar de negar a presença de todos em sua casa, no fundo ele estava amando a companhia. E o encontro inesperado de seu neto e de Sloane? Foi no mínimo cômico e depois insuportável como ele a tratava, sendo óbvio a quem ele puxou. Mas, quem não acabou desejando um romance entre eles. 

Com certeza o melhor personagem depois de Arthur, foi Matteo. Seu relacionamento com a mãe era no mínimo estranho. Mas seu medo dos ataques de mau humor de Arthur eram hilários. 

Peguei algumas referências de leitura e o mais inesperado de todos foi com certeza Anne de Green Gables. Eu achava que seria muito infantil mas felizmente é uma leitura muito agradável. Não me admira todos gostarem desse livro. 

Participar de clubes de leituras deve ser muito interessante, mas não conseguiria ler sob pressão e sentiria vergonha de expor algo negativo ou algo que não tenha entendido. Mas achei esse clube muito diversificado e divertido. 

Para quem não dava muito para essa leitura, terminei maravilhada. E acabei com mais títulos para minha infinita lista de livros para ler. 

Nota 10/10


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

[Review/crítica] Guerra e revolta (Uprising) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. História, guerra e vingança. São os tópicos desse filme que trago hoje. É emocionante e incrível. Não percam.






Ano de lançamento 2024

Duração 2h 8m

Direção Kim Sang-Man

Elenco Gang Dong-Won, Park Jeong-Min, Cha Seung-Won, Jin Seon-Kyu, Jung Sung-Il, Kim Shin-Rok


Recomendação SIM



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Na Dinastia Joseon, duas crianças crescem sendo amigos, mas separados como Mestre e Servo. 

Cheon-Yeong foi vendido desde criança como escravo para o Palácio. Cada escravo tem uma função e sendo muito jovem, Cheon se tornou escravo da família de um oficial militar. Seu filho Jong-Ryeo não tinha muita habilidade com a espada e para melhorar seu treinamento, um escravo apanhava em seu lugar toda vez que cometia um erro. Cansado de apanhar, Cheon passa a ensinar Jong a lutar e a partir daí, eles crescem como amigos, embora seu pai sempre o repreendesse por confiar em um escravo. 

Já adultos, uma rebelião dos escravos incendeia o Palácio enquanto o Rei foge. A família de Jong morre queimada e ele acredita que Cheon foi o responsável. Jong passou 7 anos próximo ao rei Seonjo esperando uma oportunidade para se vingar de Cheon. Por sua vez, Cheon trabalhava com os rebeldes e junto do líder da milícia civil Ja-Ryeong, eles tentavam impedir as investidas do exército japonês tentando uma reconciliação com o reino. No entanto, Jong cego pelo ódio e sede de vingança, considera todos traidores e convence o rei a ter a cabeça dos rebeldes. Em uma última batalha mortal, Jong descobre que seu ódio pelo amigo foi um erro. 








Minhas divagações finais 

Mais uma vez, termino um filme desse porte maravilhada. Inicialmente não estava muito empolgada mas conforme a história foi se desenrolando, eu não conseguia parar de assistir. Eu amo filmes com espadas, Samurai X é um exemplo, onde já assisti todo o anime e vi todas as Live Action mais de uma vez. Todo personagem de anime que tem uma espada como arma, já vira meu preferido. Então, acabei amando esse filme. 

Inicialmente temos dois personagens centrais que vivem em mundos diferentes, um escravo e seu senhor. Desde crianças eles cultivam esse título assim como uma amizade inesperada. Em troca de sua liberdade, Cheon até propôs passar no exame para Jong que vivia reprovando e para não ser ainda mais vergonhoso para ele e sua família, Cheon fez um acordo para conseguir os louros da vitória para o amigo. No entanto, Cheon além de não ter conseguido a liberdade ainda foi condenado a morte. No entanto, enquanto estava preso, Jong que saiu em uma missão, quando retornou encontrou o rei desaparecido e o Palácio em chamas. Sua família morreu e lhe disseram que viram Cheon em seu cavalo com sua túnica azul. Acreditando que o amigo fez isso para se vingar por não ter conseguido sua liberdade, ele jura vingança pela morte de sua família. 

Clichê?  Com certeza. Mas toda a jornada de guerra, ódio e vingança foram muito bem trabalhadas. Ainda mais na preparação de cada personagem antes do reencontro. Achei terrivelmente triste quando Cheon conta a verdade sobre o incêndio e como a esposa de Jong morreu. Se não fosse pelo detalhe dela repudiar desde sempre a amizade de Jong com Cheon, seria difícil mesmo acreditar na história de Cheon. No entanto, Jong entendeu no final, pena que um pouco tarde. 

E a Kim Shin-Rok sempre a vejo em personagens fortes, escandalosas, excêntricas ou estranhas. Aqui achei ela até razoavelmente forte. Uma excelente atriz por sinal. 

E se já não bastasse as rebeliões, ainda havia um exército japonês que saqueava os locais. Por um instante, achei que o líder do exército japonês conhecido como arranca nariz, se juntaria a Cheon, quando percebesse que seria traído pelo rei. O que é bem óbvio nessas histórias. Confiança ali não existe quando o assunto é poder. O rei se preocupava mais em erguer o Palácio novamente enquanto Jong só buscava vingança. 

A luta entre Jong, o arranca nariz e Cheon, foi espetacular. E um detalhe, Cheon era conhecido como a lenda da túnica azul. Não nego que algumas coisas as vezes podem parecer confusas. Como Cheon lutava com uma espada que havia ganhado de Jong e que tinha seu nome nela, eu achava que Cheon iria usar isso para sair derrotando os inimigos em nome de Jong. Também pensava que pelo prestígio de vida, Jong fosse o filho herdeiro do rei. Demorei para entender algumas finalidades ali. Pensei que a esposa de Jong seria mais humilde, mas deu para entender o desprezo dos escravos por ela, principalmente depois de dizer o que sentia pela amizade dele com Cheon.

O rei além de não lutar nada, só pensava em riqueza, foi mais que merecido aquele final com aquelas caixas de sal com um presentinho especial dentro. Pensando bem, faz mais sentido agora Jong ser filho de um militar do que do rei, já que treinava desde cedo com espadas. No entanto, me confundi porque como ele não podia ter marcas no corpo, por isso tinha um escravo que apanhava em seu lugar, pensei que ele fosse da realeza. 

O mais interessante de tudo, é esperar como será o reencontro dos dois. Jong mudou ao longo desses anos em que procurava por Cheon, mas agora ele era alguém cheio de ódio, impiedoso e se antes tentava buscar a justiça, agora matava sem questionar qual era a verdade. Só a verdade dele importava. E tudo isso porque ele achava que Cheon quem era o responsável pela destruição do Palácio e a perda de sua família. A construção da mudança desse personagem foi excelente. De alguém que não sabia fazer nada, era dependente do escravo e tinha bondade no coração para alguém determinado e que se tornou líder de seu exército? Pode ser clichê, mas ainda assim é incrível. 

Enfim, foi uma jornada de luta e vingança, onde cada lado teve seu motivo para chegarem até o momento final da guerra. Todos os detalhes da união, amizade, separação e o reencontro foram fenomenais. Eu que não era muito fã de histórias de época, passei a gostar muito desse tipo. Quando você se acostuma, acaba ficando interessante. Algo que nunca muda mesmo com o tempo, é em como o ser humano chega às guerras pela ganância, poder e riqueza. Sempre do mesmo jeito. E quem sofre é a população e o exército, enquanto os responsáveis ficam atrás de mesas comendo do bom e do melhor exigindo que seu exército ganhe a guerra por eles.

A atuação, o enredo, figurino, efeitos gráficos, achei tudo maravilhoso. 

Nota 10/10

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

[Review/crítica] Os piratas: em busca do tesouro perdido - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago este surpreendente K-movie de piratas. Sim minha gente, piratas. E achei incrível. 






Ano de lançamento 2022

Duração 2h 5m

Direção Kim Jeong-Hoon

Elenco Kang Ha-Neul, Han Hyo-Joo, SeHun, Chae Soo-Bin, Lee Kwang-So


Recomendação SIM



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Durante a Dinastia Joseon,  um grupo de piratas liderado por  Woo Moo-Chi, tentam sobreviver após a queda da Disnatia Goryeo. Mas tudo o que conseguiram saquear durante essa transição de dinastias, foi derrubar uma árvore sagrada que transformaram em colheres de pau. A deriva no mar, a beira do delírio, Moo-Chi pensa que está morrendo ao avistar um anjo vindo em sua direção. No entanto, era apenas a capitã Rang de outro navio pirata que os resgata. 

Enquanto o grupo tentam conviver juntos, descobrem uma pista sobre um tesouro escondido. Diz a lenda foi escondido em um lugar de difícil acesso para qualquer um. Mesmo divididos com objetivos particulares, os piratas partem em busca do tesouro. Mas no caminho encontram outro grupo, mais poderosos e bem mais  equipados, com o mesmo desejo. Nessa corrida pelo tesouro, quem conseguirá chegar primeiro?










Minhas divagações finais 

Esse título estava na minha lista um tempo já. Quando terminei achei fascinante. E claro que, para quem me conhece, sabe que quando gosto de algo, sempre me deparo com críticas negativas. Não li muitas, mas as que li foram suficientes para entender que muitos são presos pelas produções hollywoodianas. No quesito filmes de época, samurais, piratas e afins, tive experiências muito agradáveis com produções orientais. As japonesas, chinesas e coreanas podem te surpreender. 

Bom, mas vamos para a história. Um grupo de piratas azarados, após perderem tudo, ficam a deriva no mar e quando pensam que é o fim, são resgatados. E o capitão do navio é uma mulher. A capitã Rang e Moo-Chi são completamente diferentes, mas quando surge a pista para um tesouro, eles se unem nas buscas. Além do que, surge um interesse romântico mútuo entre os dois. 

E, para minha surpresa, quando bati os olhos em um dos piratas da Rang, não tinha como não notar a diferença dele. SeHun, integrante do grupo de K-pop EXO. Eu acho maravilhoso quando esses idols de K-pop também atuam. Mas ninguém ainda supera Henry Lau. O papel do SeHun não é tão significativo mas ele marca presença. Ainda mais quando tentava se livrar das investidas de uma mulher que acabou ficando com o grupo. 

O diferencial do filme é que ele mistura aventura e comédia, então alguns podem associar com Piratas do Caribe de Johnny Depp, que era um personagem caricato, cômico e inconfundível. Temos personagens cômicos e cenas mais ainda, principalmente a dos pinguins, mas não vejo motivos para fazer comparações quando são produções completamente diferentes. E olha que amo Piratas do Caribe também. 

Eu achei esse filme muito bom porque além da Capitã Rang que foi fenomenal, Moo-Chi também é um daqueles personagens em que você não dá nada mas se surpreende com ele. E ainda tivemos o grupo de piratas rivais, que tinham armamentos mais poderosos e sua ganância poderia por fim ao grupo da Capitã Rang. Fora o traidor cômico que mudava de lado conforme suas necessidades entre Rang e Moo-Chi e ainda acabou sendo o Capitão do navio. 

Eu não sou do tipo que fica prestando atenção nos efeitos gráficos só para ficar reclamando depois, a não ser que sejam muito visíveis a má qualidade, então nesse quesito, não entendi as reclamações. Claro que estou defendendo com minhas opiniões pessoais. No mais, eu achei divertido e recomendo. 

E, por mais que se machucassem ou se sujassem, mesmo sendo piratas, a diferença no personagem do SeHun era destoante. Ele estava sempre perfeito. Assim como a Rang, mesmo ferida ou depois de uma luta, ela não parecia uma pirata. Já Moo-Chi parecia um sem teto mesmo... 

Nota 10/10

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

[Review/crítica] O assassino do baralho - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Sempre trago algum documentário criminal mas nem todos acabam sendo interessantes, os crimes claro são terríveis, mas a forma como o doc foi conduzido, foi muito cansativo. 






Ano de lançamento 2023

1 temporada 3 episódios

Direção Amanda Sans Partling


Recomendação talvez 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Em 2003 em Madrid, entre janeiro e março, Alfredo Galán matou seis pessoas e deixou dois feridos. A polícia  associou às vítimas a Alfredo devido às balas utilizadas na arma em que atirou em suas vítimas e em cartas de baralho deixadas no local. No entanto, só descobriram quem era o assassino porque ele mesmo se entregou em uma noite de bebedeira. Após ficar sóbrio ainda tentou negar ser o culpado mas encontraram a arma que correspondia as balas encontradas nos corpos das vítimas. Entre uma de suas vítimas, foi um pai na frente do filho de dois anos. 



Minhas divagações finais 

Documentário criminal sempre me prende devido ao horror que alguém pode ser ao tirar a vida de outra pessoa. E Alfredo foi um assassino terrível porque simplesmente matava pessoas aleatórias, então acredito que se não fosse por ele mesmo ter se entregado, a polícia jamais encontraria o assassino. Não havia padrão entre as vítimas e a única coisa que tinham em comum, seria as cartas de baralho deixadas no local do crime. 

Geralmente esse tipo de documentário chama minha atenção, mas ultimamente são tão mal conduzidos que tem me dado sono. Eu quis ver muito esse primeiro pela língua espanhola que acho linda, depois porque o fato de um serial killer deixar cartas de baralhos como sua assinatura parecia interessante. Mas, lendo mais sobre o assunto, as cartas ele só passou a deixar no local, depois que associaram uma carta aleatória encontrada perto do corpo. Pensei que as cartas levariam até o culpado, mas pelo visto, eles ainda estariam procurando o assassino. 

Achei o documentário cansativo porque deu muitas voltas até finalmente entregar a verdade, só descobriram o culpado porque o mesmo se entregou. Ele não tinha motivos, não tinha um tipo de vítima, acontecia de encontrar tal pessoa e atirar. Claro que assim, torna mais difícil as investigações, quando ele não segue um padrão e os investigadores estavam confiantes de que uma hora ele iria cometer um deslize, ninguém pensaria que ele mesmo fosse se entregar. Também não era fama que ele buscava aparentemente. E embora tenha confessado e depois negado, só foi comprovado quando encontraram a arma, que era um modelo muito raro de se ter no país. Obviamente ele entrou com ela escondido depois que voltou da guerra. Mas nada justifica sua vontade de sair matando por aí. 

Eu pensei que fosse um caso onde as cartas deixavam pistas do assassino. Mas enfim, ele foi preso e condenado mas logo sairá da prisão. 

Nota 6/10



terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

[Review/crítica] O jogo do elevador - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos.  Realmente, difícil encontrar um bom filme de terror ultimamente. 






Ano de lançamento 2023

Duração 1h34m

Direção Rebekah McKendry

Elenco Verity Marks, Gino Anania, Madison MacIsaac, Megan Best, Alec Carlos, Nazariy Demkowicz, Liam Stewart-Kanigan


Recomendação não 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Existe uma lenda sobre o Jogo do elevador, onde o ritual pode ser realizado em qualquer elevador do mundo, contanto que o prédio tenha no mínimo dez andares. Assim, a pessoa deve entrar sozinha no elevador, apertar os botões na sequência: 4, 6, 2, 10, 5 e 1. Não pode descer em nenhum andar. Chegando no 5, uma mulher misteriosa entrará no elevador, não pode olhar nem falar com ela. Então, o jogador aperta para ir ao primeiro andar e se o elevador descer, o ritual falhou e ele deve deixar o prédio sem olhar para trás. Mas se ele for para o décimo andar, o ritual funcionou e assim ele estará em uma dimensão paralela. 

Becki, para provar sua coragem e se a lenda era verdadeira, decide fazer o jogo sozinha e acaba desaparecendo. Seu irmão Ryan, procura um grupo que investiga lendas urbanas, tentando provar se são reais ou não. Sem contar sua verdadeira intenção, ele consegue entrar para a equipe e sugere como próxima pauta de pesquisa, a lenda do jogo do elevador. Convencidos pela necessidade de manter o programa em alta, o grupo vai até o prédio onde supõe-se que uma jovem desapareceu fazendo o jogo sozinha. 

Após o experimento, Ryan acaba revelando seu propósito ali e que Becki era sua irmã. Ele havia descoberto que ela era fã do grupo e que tinha um relacionamento com um deles e para provar seu valor, ela tentou o jogo do elevador. No entanto, exaltados pela descoberta, o grupo se separa mas Ryan decide tentar fazer o jogo sozinho. Ele consegue ir para a outra dimensão mas o que vê o deixa apavorado e com muito custo ele consegue voltar. No entanto, ele acredita que todos que entraram no elevador, agora podem estar correndo perigo, pois o experimento falhou e eles abriram um portal, onde a mulher do quinto andar agora quer pegá-los. 








Minhas divagações finais 

Esse título estava na minha lista desde o ano passado mas não achei tão interessante para a maratona de Halloween, ia deixar talvez para esse ano. Mas, como vi o reality Destino paranormal que mencionava o jogo do elevador, resolvi conferir o filme. 

Infelizmente foi daquele tipo em que a premissa era tão boa mas o conteúdo não vingou. Tudo bem que foi explicado de onde veio a maldição e obviamente que o espírito iria se aproveitar daqueles que aceitariam os riscos de tentar fazer a brincadeira. Mas, achei que essa lenda foi mal trabalhada. Entendi que a mulher do quinto andar que entra no elevador morreu de modo horrível no elevador gerando essa lenda. O que achei meio sem noção foi que, se você falhar você pode ir embora, mas se der certo você vai para outra dimensão? Mas com que propósito? E se eles conseguiram ir para outra dimensão, por que foram perseguidos pela entidade? E outra, achei que ela só ficasse no elevador, mas ela foi atrás dos outros integrantes do grupo, que já estavam em suas casas ou próximo a elas, ou seja, já estavam longe do elevador, não vi sentido nisso. Seria mais interessante se tudo tivesse acontecido ainda no prédio. Eu sei que eles abriram o portal mas ainda assim, foi muito sem graça. 

Pior ainda foi o contexto da menina ter feito o jogo do elevador, tudo para impressionar o cara do grupo que deu um fora nela. Ainda temos a irritante da Chloe que ficava insistindo em chamar a polícia. Sério isso? E do nada surge um romance entre ela e o Ryan? Não digo que foi o pior filme que já vi na vida, pois acreditem, existe piores, mas, a julgar pelo ano de lançamento, com certeza esperava mais. 

Nota 5/10

Dica de Destaque

Divagando o melhor de Better Call Saul no Divagando Sempre

  Olá Divas e Divos. Hoje trago essa série que não vi ninguém comentando tanto quanto Breaking Bad e é boa tanto quanto.  A HISTÓRIA  Ji...