quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

[Resenha/crítica] Oito assassinatos perfeitos - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Mais uma leitura de suspense super intrigante. O desfecho foi sensacional. Vamos lá.






Ano da primeira publicação 2022

Páginas 312

Autor/a Peter Swanson


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Malcolm Kershaw, mais conhecido como Mal, ao associar-se em uma livraria chamada Old Devils, escreveu um artigo no blog da livraria, com uma lista do que seria, na sua opinião, os oito assassinatos perfeitos do mundo literário citando 8 livros de suspense policial. Alguns anos depois, ele relembra sua lista, quando uma agente do FBI, Gwen Mulvey, o procura pedindo sua ajuda com casos não solucionados, que parecem muito com os assassinatos de sua lista. Ele também pode ser um suspeito? A agente já pensou nisso, mas Mal, passa a investigar os casos com Gwen, embora ele próprio esconda um terrível segredo. Pode ter relação com os assassinatos atuais e com alguns que ficaram sem solução. Além do que, o próprio Mal pode ser um alvo. 



Minhas divagações finais 

Confesso que a maioria dos livros que início, já não crio muita expectativa, e no fim é bom, pois acabam me surpreendendo. Peguei várias indicações dentro do livro para futuras leituras. O mais interessante disso, foi as referências de outros livros dentro desse livro. 

Claro que foi estranho quando a agente Gwen pede a ajuda de Mal, apenas por causa de sua lista. Mas, a dupla foi interessante de se acompanhar. E, apesar do interesse de Mal pelo suspense policial, seu segredo foi chocante. Aliás, os dois segredos né. Fiquei de queixo caído enquanto lia suas revelações. Quem poderia imaginar? No fim, tudo realmente começou com ele. 

Enquanto lia, me questionava quem poderia ser o assassino. Não tive tantos suspeitos e fui pensando como o Mal. Mas quando o maior suspeito dele aparece morto, me perguntava se o próprio Mal não poderia ser o assassino e tivesse lapsos de memórias e não se recordava de ter cometido o crime. E sempre aparecia um passo atrás dele mesmo. Óbvio que não era nada disso. 

Agora, um relacionamento para lá de estranho, era dele com seu sócio e a esposa dele. Até pensei que o casal pudesse estar envolvido no crime. Gente, que desfecho memorável. Enquanto ia desenrolando os fatos, fiquei boquiaberta em como não havia suspeitado de nada daquilo. Foi uma pena que Mal tenha tomado aquela decisão. 

Obviamente, que enquanto eu estava aqui me achando a ingênua por não ter suspeitado de nada, li uma resenha onde alguém disse que o caso era bem previsível. Para quem? Eu só pensei nessa pessoa quando ficou muito óbvio mesmo. 

Mas enfim. Livros de suspense não tem muito o que dizer sem revelar pistas. Então só digo que leiam e tirem suas conclusões. O assassino era óbvio ou foi inesperado?

Nota 10/10

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

[Resenha/crítica] Mil corações partidos - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Não acho que teve necessidade dessa sequência, porém, teve momentos interessantes. Vamos lá. 






Ano da primeira publicação 2024

Páginas 432

Autor/a Tillie Cole


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Savannah perdeu a irmã mais velha Poppy a 4 anos atrás. No entanto, ainda não consegue superar o luto e perdeu o sentido da vida. Poppy, sabendo que seria difícil para a irmã continuar sem ela, deixou para ela um caderno onde escreveu algumas páginas em seus últimos dias de vida. Mas Savannah nunca conseguiu ler. Preocupados, seus pais a inscrevem em um grupo de ajuda para adolescentes em luto, onde viajam para alguns países em uma jornada de cura. 

No grupo, está Cael, que recentemente perdeu o irmão mais velho. Mas ao contrário de Savannah, ele não conseguiu se despedir do irmão, pois ele se suicidou. Cael e seu irmão tinham um futuro em Havard como jogadores de hóquei no gelo. Mas, depois da tragédia, Cael desistiu de tudo e se afastou de todos, incluindo seus pais. Que, preocupados com o filho, o inscreveu no grupo de ajuda para adolescentes em luto. 

Quando Savannah e Cael se conhecem, sentem algo inesperado dentro deles, mas cada um focado em sua dor demoram a deixar o outro se aproximar, mas depois que as barreiras são quebradas, se tornam inseparáveis. No entanto, apesar de um fazer bem ao outro, eles precisam se separar para que a cura seja completa e não sejam dependentes um do outro, mas sim um complemento. Assim, cada um enfrentar a jornada da cura juntos e depois separados, para enfim curados, se encontrarem novamente. 



Minhas divagações finais 

Eu, particularmente acho, que não havia necessidade de uma sequência. E mesmo que este tenha sido uma história emocionante digna de lágrimas, Mil beijos de garoto ainda é mil vezes melhor que Mil corações partidos. O que o título não fez tanto sentido quanto Mil beijos de garoto. 

Inicialmente achei a Savannah muito chata e o Cael muito revoltado. Sim, eu entendo a dor dele. Mas aí, só ver um rostinho bonitinho e as coisas dentro dele foi mudando? Tá bom né. Acho que o ponto alto de toda a história, foram três momentos. O primeiro foi o caderno que Poppy deixou para a Savannah. Eu não teria aguentado 4 anos sem ler nada. Mas minha maior curiosidade foi no bilhetinho que o irmão do Cael deixou para ele. Cael sempre mencionava as palavras que estavam ali mas nunca revelava de fato o que estava escrito. Fiquei muito curiosa. Mas o melhor de tudo, foi quando Rune apareceu. 

Eu entendo as diferenças nas personalidades das irmãs, uma vez que Poppy mesmo doente, sempre se mostrou forte, alegre e tinha aceitado seu destino. E o amor entre ela e Rune, foi uma das melhores que já li na vida. Chorei muito com esse livro. Quando vi o título, Mil corações partidos, imaginei que a continuação fosse algo relacionado ao Rune. Que talvez contasse sua visão dos momentos em que conheceu a Poppy ou talvez depois de perdê-la, mas através de sua perspectiva. Mas quando percebi que a protagonista seria sua irmã, perdi um pouco da empolgação na leitura. Então em vários momentos achei um pouco entediante. 

Não nego que as histórias dos outros colegas no grupo sobre seu luto foi bem triste, emocionante e de partir o coração realmente. Mas achei inacreditável que exista um programa desses para pessoas em luto desse porte, que foi meio traumático. Apesar que da Savannah, foi mais pelo apego da irmã. Pois ela sabia que no fim da doença, a Poppy poderia morrer e ainda conseguiu se despedir e ficar ao lado dela até o último suspiro. 

Não entendi bem qual o objetivo do Leo e da Mia, quando replicavam toque de recolher ao grupo ou proibissem que Savannah e Cael passassem a noite juntos. O toque de recolher até entendo. Não sair depois de tal hora, é compreensível, para não criarem problemas, ou se perderem no país desconhecido e tals. Mas proibirem o casal de ficar juntos? A gente sabe que eles dariam um jeito disso acontecer né. Dizer não é o mesmo que desafiar os dois a fazê-lo.  Ainda mais adolescentes. 

Achei meio dramático na forma que Leo tirou Cael no último dia da jornada e o levou embora primeiro, sem chance de despedidas com os outros. Mas, pelo menos Savannah entendeu. Achei que faria um escândalo e perderia o Cael. Ela foi bem madura nessa parte. E o maior clichê foi a separação do casal e depois o reencontro. Pelo menos teve um encerramento dessa história. Teve até um final para o Rune, que achei o mais triste de todos. Enfim, achei a história desnecessária, mas foi interessante. 

Nota 8/10

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

[Resenha/crítica] F*ck Love: Louco amor - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Demorou mas acabou aparecendo um título que não recomendo. Vamos lá. 






Ano da primeira publicação 2017

Páginas 288

Autor/a Tarryn Fisher


Recomendação não 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Helena, teve um sonho tão realista, que mesmo não querendo, permaneceu em seu coração e ela acabou se apaixonando pelo homem nele. Poderia ser algo romântico se não fosse por um detalhe: esse homem é ninguém menos que o namorado de sua melhor amiga. 

Della, é uma daquelas mulheres que sabe que é bonita e embora seja a melhor amiga de Helena, sempre que pode, a massacra com seu ego esfregando em sua cara o quanto é linda. 

Kit, corresponde ao interesse de Helena, porém devido a muitos acontecimentos, fica dividido entre ela e Della. Gerando intrigas e corações partidos. 

Helena enfrentará uma jornada de autoconhecimento e descobertas profundas sobre amizade e amor. 



Minhas divagações finais 

Lendo minha Sinopse para o livro, a história até parece interessante, o que de fato foi no início. Helena tem um sonho onde ela e Kit eram casados e tinham filhos. Achei que o rumo da história fosse outro. Que esse sonho seria alguma mensagem do futuro para que ela mudasse algo para que esse sonho se tornasse realidade. Ou que revelaria que aconteceria algo com Della ou que esta não seria quem aparentava ser. Ou seja, tive várias teorias, mas o que realmente aconteceu, foi a maior decepção literária. 

Helena tinha tudo para ser uma personagem incrível mas para mim, acabou sendo a maior vilã da história. Eu entendo que pode acontecer de se apaixonar pelo namorado da melhor amiga, mas no caso da Helena, ela já sabia quem ele era, foi ela quem ficou indo atrás dele. E por mais que Della não seja a melhor amiga do mundo, não acho que mereceu essa traição. 

Kit foi o homem mais covarde que já conheci na história literária. Ele conheceu Helena primeiro e nunca a esqueceu, mas só porque Della tomou a iniciativa e deu em cima dele, ele aceitou namorá-la. Terminar com alguém é muito fácil, mas ele preferiu ficar brincando com Della e Helena enquanto decidia quem amava mais. 

E Della, por mais que merecesse ficar sozinha, a parte em que ela sofre o acidente e Helena fica ali a ajudando, me lembrou muito a história macabra de Verety, da Coolen Hoover, que aliás, fiquei tão traumatizada com aquela história que nunca mais li nenhum livro dela. 

E que coincidência mais ridícula é essa da Helena ir morar justo com a ex namorada do Kit? Sério, eu demorei quase um ano para conseguir terminar de ler, porque não estava mais suportando a chatice da Helena. Não nego que esse livro julguei pela capa, pois o acabamento era tão lindo, a capa era interessante, mas a história, foi horrível. 

Se Della realmente merecesse ter Kit tirado dela seria outra história. Mas só achei a Helena uma vadia por querer o homem de outra mulher e ainda por cima que era sua melhor amiga. Já vi outras histórias parecidas, já li várias críticas positivas sobre o livro, mas para mim, não vingou. Se tivesse trabalhado a parte do sonho como uma mensagem para o futuro de Helena e terminasse daquela forma, pelo menos ainda teria valido a pena, mas nada daquilo aconteceu. E para piorar, Helena e Kit nem tinham química juntos. E o outro cara que a Helena conheceu? Que coisa mais sem sentido. Se fosse para fantasiar loucamente desse jeito no final, mais uma vez afirmo, se tivesse trabalhado no sonho como uma mensagem para o futuro da Helena, teria sido bem mais incrível. 

Estava demorando mas finalmente apareceu um título que da minha parte, não recomendo. Mas, não é porque não foi bom para mim, que não será para você. Gosto de recomendar que leiam e tirem suas próprias conclusões. Porém, eu não gostei e não recomendaria. 

Nota 3/10

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

[Resenha/crítica] Rita Lee: uma autobiografia - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Não é de hoje que digo que amo documentários e biografias e esta em particular, me surpreendeu muito. Bom demais conhecer a pessoa antes da artista. Que vida cheia de memórias, mesmo que seja de altos e baixos. Vamos lá. 






Ano da primeira publicação 2016

Páginas 352

Autor/a Rita Lee


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

O livro é escrito pela Rita Lee tendo participação narrativa do jornalista Guilherme Samora, que atua no papel de Phantom, apontando alguns esquecimentos ou datas mais precisas, quando Rita não se lembra de algum dado. 

Rita conta como foi sua infância e seu início na carreira musical, assim como conheceu seu marido Roberto de Carvalho. Também seus inúmeros altos e baixos de seus vícios, seu tempo na prisão assim como nas casas de recuperação para viciados. 



Minhas divagações finais 

Um relato sincero sobre sua vida como mulher e artista. Amei conhecer primeiro a pessoa antes da artista. E confesso que confundia ela e a Baby Consuelo. Não me pergunte o por que. 

E mesmo que eu achasse que não conhecia nenhuma música dela, convenhamos, quem nunca escutou uma música dela mesmo sem saber né? E como algumas eram tema de novelas, muitos já escutou com certeza pelo menos uma música da Rita. 

Sua vida, não nego, não foi apenas sucesso, dinheiro e drogas. Como todo artista, só conhecemos o lado mais exposto pela mídia. Jamais imaginaria embora pudesse suspeitar, que Rita teria vivido vários momentos recheados de altos e baixos. E sua infância, foi de longe feliz. Ser abusada daquela forma? Fiquei chocada. 

Quando conhece Rob, não imaginei que pudessem ter ficado juntos até o fim. Já que artistas como eles são taxados de drogados e que não nasceram para um relacionamento monogâmico. O relacionamento com sua família é muito hilário e fofo. 

Rita até foi presa. Obviamente naquela época, grávida e tratada daquela forma, realmente foi revoltante, ainda mais por ser óbvio que fora uma tremenda armação para cima dela. Ou seja, ser artista é sinal para desrespeito e não o contrário. E é com muita surpresa saber que quem a ajudou foi outra grande artista brasileira Elis Regina. 

O único ponto que achei cansativo, é que nessa leitura a experiência foi completamente diferente porque na verdade ouvi em áudio Book. Chegou uma hora que eu não aguentava mais ouvir a Mel Lisboa contando a vida da Rita. Mas, foi grande satisfação que terminei a história deslumbrada por essa cantora. 

As vezes temos certos preconceitos com artistas nacionais, e ultimamente a música brasileira ser definida como funk é o cúmulo para meus ouvidos, mas, embora Rita tenha um gênero completamente diferente do funk, óbvio, e seja das antigas, era de se esperar que sua música fosse boa. O que não dá para se dizer das músicas de hoje em dia. Por isso, não conhecia muito seu trabalho. Infelizmente só conheço bons cantores após descobrir que já faleceram. Foi assim com Nirvana e Legião Urbana. 

Muitas coisas, tenho certeza de que quem é fã da Rita, já deveria ter conhecimento. Mas, para leigos como eu, ler essa autobiografia foi uma experiência incrível. Então não vou ficar contando os detalhes pois recomendo a leitura. E sem contar, outros artistas incríveis que ela conheceu pelo caminho. 

Nota 10/10

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Os caras malvados - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje venho com os caras malvados que um dia tentaram ser bons. Muito divertido. Então vamos lá 






Ano de lançamento 2022

Duração 1h 40m

Direção Pierre Perifel


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Um grupo de ladrões composto por Sr. Lobo, o líder do grupo, Sr. Cobra, perito em abrir cofres e descobrir senhas, Srta. Tarântula, hacker, Sr. Tubarão, mestre dos disfarces e o Sr. Piranha, que solta um gás fedorento e é extremamente psicopata, após mais um assalto completamente louco, retornam ao seu esconderijo. Porém, ao ver as notícias, eles veem a governadora Diane Raposina, insultar a gangue e debochar de seus assaltos. Irritado, Lobo decide então um assalto histórico. Roubar o prêmio Golfinho de ouro, que é dado para o cidadão mais gentil e respeitado da cidade. O vencedor daquele ano seria o professor Marmelada, conhecido por descobrir um asteroide em formato de coração e por suas inúmeras doações para a caridade. 

Lobo e sua gangue se infiltram no evento, mas ao tentar roubar uma velhinha e acabar a salvando, algo muda um pouco dentro dele. Mas seguindo com o plano, ele interage com a governadora enquanto o grupo segue com as distrações. Mas, eles são descobertos e presos. Lobo então desafia o professor Marmelada e a governadora, a transformá-los em bons cidadãos, que estão cansados de serem vistos como os caras maus e que agora desejam ser os caras legais. Diane então deixa o professor Marmelada a cargo de mudar o grupo enquanto Lobo explica aos amigos que tudo não passa de um plano para que eles possam roubar o Golfinho de ouro. 

Mas, não é fácil mudar certos hábitos, no entanto, Lobo consegue impressionar ao salvar um gatinho e no dia do evento, seguem com o plano. Porém, são descobertos e presos. Mas, eles descobrem alguém que estava atrás do asteroide e Cobra, decepcionado com as atitudes de Lobo, o trai. No final, descobre-se quem era o verdadeiro cara malvado, mas o grupo ainda passa um tempo na cadeia. 









Minhas divagações finais 

Sempre via esse título na minha lista mas nunca me chamava a atenção suficiente para que fosse vê-lo. A não ser como agora que está saindo do catálogo da Netflix. Pode ser que volte ou não. Mas como estava sem inspiração do que ver, resolvi conferir. E confesso que foi surpreendentemente bom. 

Muitos clichês óbvios, porém, a animação foi muito boa. Principalmente pelo grupo mais aleatório de ladrões. A personalidade de cada um foi excepcional. Agora, os caras maus quererem ser bons? Complicado. Mas, um bichinho fofinho chamado Marmelada pagando de cara mais bonzinho da cidade? Tá bom né. A gente acredita. Sempre desconfiei desse bichinho. 

Mas nada supera Lobo e Cobra. Essa dupla era fenomenal até nas traições. E não se engane com a governadora também. No final, foi satisfatório como tudo acabou se resolvendo. A única coisa que achei extremamente exagerado foi a policial que vivia para prender a gangue. Para uma policial, achei ela meio fora da casinha. 

E claro que Lobo se encantaria pela Diane né. Agora, o que ela fazia por fora foi uma surpresa. O grupo tentando aprender como serem bons foi muito hilário. Enfim, para uma animação, achei muito divertida.

Nota 10/10

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

[Review/critica] Clube da luta (filme de 1999) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Agora trago a versão para o cinema de Clube da luta. 






Ano de lançamento 1999

Duração 2h 19m

Direção David Fincher

Elenco Edward Norton, Brad Pitt, Helena Bonham Carter 


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Um homem, com insônia, trabalhador e escravo do consumismo, recebe uma dica para frequentar reuniões com pessoas com doenças graves para ter noção do que seja sofrimento de verdade. No entanto, ele se sente confortável naquele ambiente conseguindo dormir novamente. Até que um dia conhece Marla. Uma mulher que é como ele e que o faz se sentir uma farsa.

Como ele viaja muito a trabalho, acaba conhecendo Tyler Durden. Um cara boa pinta, descolado e imprevisível. Quando o apartamento do narrador é incendiado, ele acaba indo morar com Tyler. Apesar de ser um local feio e sem luxo como era seu apartamento, ele se sente confortável. Até que Marla passa a viver entre eles. 

O narrador e Tyler criam o Clube da luta com regras que não podem ser ignoradas e acabam tomando proporções destrutivas quando Tyler passa a recrutar vários homens e começam a vandalizar a cidade. Achando que tudo isso está indo longe demais, o narrador tenta acabar com tudo, mas é nesse momento que Tyler desaparece. Ao procurá-lo, o narrador acaba fazendo uma terrível descoberta e toma uma difícil decisão. 









Minhas divagações finais 

Não pude resistir e acabei vendo o filme. Apesar de ser um dos poucos filmes de Brad Pitt que ainda não tinha visto, apesar da curiosidade em assistí-lo, sempre deixei para depois. Mas, agora aproveitando que acabei de ler o livro, queria fazer minhas tradicionais comparações. 

Até a metade do filme achei que foi bem fiel ao livro. Tirando que a banha que Tyler usava para fazer sabão, no livro ele usou um pouco da mãe da Marla. No filme eles roubavam de uma clínica de estética. Confesso que durante a leitura jamais me passou pela cabeça esse plot, mas, no filme, os mais atentos talvez possam desvendar o mistério desde cedo. 

Claro que como toda adaptação literária, por mais que seja fiel em algumas partes, ainda assim pode ter mudanças, como no final, onde livro e filme terminaram diferentes. Talvez você tenha imaginado como eu que a história seria baseada em homens lutando e só. Mas acaba se surpreendendo com o desfecho de tudo e entendendo qual a verdadeira luta de tudo. Já que os lutadores do tal clube não passam de fracassados que almejam mudar lutando mostrando o seu poder. 

Eu particularmente amo a maioria dos filmes do Brad, embora seus personagens sigam quase sempre no mesmo estilo. Com excessão talvez de Entrevista com o vampiro, onde Brad é um personagem que vive na escuridão. Que aliás, é meu personagem preferido de toda sua carreira. Talvez porque ele e Tom Cruise deram vida aos vampiros de Anne Rice de forma espetacular. Sempre amei Louis e Lestat. Nos demais filmes que vi de Pitt, geralmente ele é um mulherengo excêntrico. 

Edward Norton está impecável como o narrador e embora Helena Bonham Carter não tenha muito destaque, ela continua com seus personagens para lá de estranhos. Talvez não tenha visto antes por saber que ela estava no elenco. Não é uma de minhas atrizes preferidas. 

Tirando a violência extrema, pois no livro você apenas imagina e no filme você vê, o que mais gostei mesmo foi do plot, pois não esperava por isso. No entanto, apesar de ter sido bem amarrado, tirando isso, não foi lá grande coisa. A ideia foi interessante, mas não faz muito meu gênero. 

Nota 8/10

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Clube da luta (Livro) - Divagando Sempre

 

Olá lutadores Divas e Divos. Hoje trago essa leitura que me surpreendeu por ser mais do que aparentava ser. Vamos lá com






Ano da primeira publicação 1996

Páginas 272

Autor/a Chuck Palahniuk


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

O protagonista narra a história sem nome, ele sofre de depressão e insônia e melhora um pouco quando passa a frequentar reuniões com grupos de pessoas com doenças graves. Então ele conhece Marla, uma pessoa que é como ele, saudável mas que se sente bem naquele meio e ela também sabe que ele é um impostor. Os dois acabam dividindo os grupos para não se encontrarem. 

Então ele conhece Tyler que cria o Clube da luta, um local secreto onde acontece lutas onde acreditam que através da violência eles reencontram a sua voz de exercer sua potência. Quando perde seu apartamento, o protagonista passa a morar com Tyler. Ele trabalha produzindo sabão caseiro e mantém um relacionamento com Marla. 

Mas tudo passa a tomar proporções grandiosas quando o clube da luta começa a se espalhar pelo país e o protagonista não consegue mais encontrar Tyler. Até descobrir a realidade e tomar decisões que podem ser perigosas para ele mesmo. 



Minhas divagações finais 

Nunca vi o filme, embora tivesse curiosidade por Tyler ser interpretado por Brad Pitt. Mas quando vi que tinha livro, resolvi ler primeiro. Como já tinha visto quem eram os atores e seus personagens, li imaginando a cara deles. 

Não nego que o início foi meio confuso pois o narrador protagonista não se apresenta e ele segue sem nome nessa jornada louca. Fiquei confusa em vários momentos e me questionei em outros, como de repente, Marla conhecia Tyler e ela vivia ali com eles. O narrador chega até a insinuar em sua loucura que achava que Tyler e Marla eram a mesma pessoa, já que um nunca ficava no mesmo lugar que o outro. Mas confesso que jamais me passou pela cabeça esse desfecho. Só desconfiei quase no final quando o narrador segue procurando Tyler desesperadamente e tudo o que aconteceu em sua vida vai se encaixando e fazendo sentido. 

No meu íntimo, não esperava nada tão profundo quanto foi. Imaginei que a história toda seria sobre homens lutando mas a verdadeira luta era do narrador e Tyler. Me senti um pouco estafada com as regras e a busca do narrador pelo Tyler culminando em os homens já treinados por Tyler, fazer o narrador de bobo. Foi muito cansativo os próprios homens do narrador não acreditarem nele sabendo quem ele era. Foi muito confuso. 

Mas, não nego que o desfecho dessa história foi surpreendente. Não havia me dado conta desse plot até mais da metade do livro. Tyler sabia muitas coisas, mas acabou exagerando nos seus atos, fazendo com que o narrador, que inicialmente o apoiava e o seguia, tomasse decisões para acabar com os planos destrutivos de Tyler. 

Apesar de pensar ser uma coisa e acabar sendo outra totalmente diferente, foi uma leitura interessante. Não tem como falar muito sem revelar tudo, então recomendo a leitura. Alguns preferiram mais o filme. Acabei vendo para tirar a dúvida e como já sabia da história, achei igualmente cansativo a luta do narrador atrás do Tyler. Mas, as diferenças no final foram bem significativas. Apesar de tudo, recomendo as duas obras. 

Nota 8/10

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Mais ou menos 9 horas - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa história maravilhosa escrita por um dos meus autores gays preferido. Vitor me conquistou com sua escrita engraçada e cheia de emoção. Vamos lá. 






Ano da primeira publicação 2024

Páginas 256

Autor/a Vitor Martins


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Júnior, prestes a fazer 30 anos, precisa mudar seus planos de aniversário quando recebe a notícia da morte de seu pai. Ainda sem saber como reagir a essa notícia, ele embarca em uma viagem de ônibus com mais de 9 horas de viagem. Poderia ser tranquila, sentado na janela com seus fones de ouvido, se, não fosse por uma mulher que lhe pede para trocar de lugar para poder sentar ao lado do filho. 

Lá vai ele para o fundo do ônibus, sem sua janela e sem fone de ouvido porque na pressa esqueceu de carregá-lo. Poderia ser pior? Sim, quando ao seu lado senta ninguém menos que Otávio, seu ex namorado, primeiro amor da adolescência. Agora, preso por horas com seu ex, ele vai ter uma compreensão maior do que foi sua adolescência e o que deu errado no passado, enquanto luta contra lembranças boas e ruins daquela época. 



Minhas divagações finais 

Todo livro do Vitor que li até agora, foram excepcionais. Não importa a idade de seus personagens, eles são completamente carismáticos e engraçados. Júnior claro, é um deles. 

Júnior é o típico adolescente que se descobre gay em uma família homofóbica. Então, seu namoro com Otávio era as escondidas. Porém, como ele não conseguiu lidar com essas dificuldades e quando seu pai descobriu, Júnior simplesmente tirou Otávio de sua vida. Assim, uma década se passou até se reencontrarem novamente nessa longa viagem. 

Durante as lembranças do passado, Júnior acaba descobrindo como seu pai veio a descobrir sobre ele e Otávio e gera uma discussão com o mesmo. Porém, anos passado, Júnior tenta enfrentar esse pequeno infortúnio de sua vida. Ele então passa a analisar tudo o que viveu desde então. A relação com seus pais, seu perfil amoroso e profissional. Ele conseguiu realizar tudo o que sempre sonhou? 

Vitor torna a história engraçada e emocionante nos momentos certos. Cada lembrança esclarecida para nossa compreensão e a do próprio Júnior. E no final, só queremos saber mais dos dois. Eles merecem uma segunda chance. 

A leitura é extremamente fluída, tanto que nem via o tempo passar. O humor de Vitor é incrível e o que ele passa em suas histórias são muito cativantes. Com certeza irá amar Júnior e Otávio. 

Nota 10/10


segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Algum lugar especial (Nowhere special) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Conheci esse filme por acaso, passando na TV e resolvi ver novamente com mais detalhes. Vamos lá. 






Ano de lançamento 2020

Duração 1h 36m

Direção Uberto Pasolini

Elenco James Norton, Daniel Lamon


Recomendação sim



Trailer 





DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

John, é um pai solo de 35 anos, que trabalha como limpador de vidros e descobre ter poucos meses de vida. Decidido a dar uma boa vida a seu filho Michael de 3 anos, ele busca por famílias que possam adotar seu filho. Ele então passa seus últimos meses cuidando ainda mais de Michael e procurando por uma boa família. 







Minhas divagações finais 

A maior parte do filme temos a interação de dois personagens importante: pai e filho. John procura ajuda com assistentes sociais para encontrar um lar adotivo para Michael após ele morrer. Não explica qual sua doença e o foco maior é em sua busca por uma família que ele ache que será perfeita para seu filho. 

Enquanto busca completar seu objeto, aos poucos ele vai encerrando o que seria sua vida, como seu trabalho, já que cada dia que passa fica mais debilitado. John visita várias famílias, que na minha opinião, teve algumas muito estranhas. Então entendo sua demora em escolher uma. Mesmo que alguns casais já tivessem alguns filhos adotivos, mesmo que Michael pudesse ter vários irmãos, também não me senti segura com elas. 

O filme parece lento e sem muitos diálogos, mas carrega uma enorme carga emocional, por sabermos a jornada de John e a preocupação do pequeno Michael em seguir sem o pai. Irá esquecê-lo?  Conseguirá entender o por que de ter ficado com outra pessoa? E a caixa de memórias? Mesmo que tenham sido abandonados, John deixou Michael saber quem era sua mãe. Ele até cogitou a hipótese de procurá-la, mas a assistente social garantiu que não tinham muito tempo. Se fizessem isso vai saber onde Michael ficaria até poder ser adotado. 

Enfim, não há muito o que dizer sendo um filme simples porém cheio de emoções. Infelizmente não chorei cachoeiras porque o final não foi tão dramático, embora imaginar o pequeno Michael sem o amável pai fosse de partir o coração. Infelizmente John estava o deixando não porque queria né. 

Não conhecia nenhum trabalho do James Norton, pelo menos que me lembre, mas aqui deixo meus parabéns para o pequeno Daniel Lamon. Seu papel, pela idade do personagem, não era de muita fala, mas suas reações a determinadas situações foram muito fofinhas. 

Nota 10/10

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Doctors (K-drama) - Divagando Sempre

 

Anyong dorameiros Divas e Divos. Hoje trago esse dorama que passei anos querendo ver e finalmente consegui. Vamos lá.






Ano de lançamento 2016

1 temporada 20 episódios 

Elenco Park Shin-Hye, Kim Rae-Wom, Lee Sung-Kyung, Moon Ji-In, Yoon Kyun-Sang


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Hye-Jung teve uma adolescência conturbada e revoltada, foi expulsa de casa pelo pai, que a deixou aos cuidados de sua mãe, já idosa. Hye-Jung aos poucos foi se endireitando graças a determinação e amor de sua avó. Porém, esta escondia sua doença e após aceitar fazer uma cirurgia, algo dá errado e ela vem a falecer. Acreditando que o médico cometeu um erro, ela cresce jurando vingança. 

Após 13 anos, agora uma renomada neurocirurgiã, Hye-Jung é aceita para trabalhar no mesmo hospital do médico que ela acredita que matou sua avó. Mas ela também acaba reencontrando seu antigo professor Hong Ji-Hong, por quem na época de escola foi muito próxima. Mas devido a sua ex amiga Seo-Woo, que na época também era apaixonada pelo professor, Hye-Jung teve que procurar outros meios de crescer na vida sozinha. Agora os três terão que trabalhar juntos e superar o passado. 











Minhas divagações finais 

Sempre quis ver esse dorama principalmente pela cena onde Hye-Jung luta contra capangas de um mafioso ferido que não queria ser tratado por uma mulher. E claro, para conferir mais um excelente trabalho de Park Shin-Hye. Inicialmente quando contava sua vida na adolescência,  senti raiva de seu pai e senti que ela e o professor não tinham nada a ver juntos. 

Ao decorrer da história, o pai tenta se aproximar dela e embora dá até uma dózinha vendo ele tentando reconquistar a filha, ela foi determinada a odiá-lo até o final. Não ficou claro para mim porque ele abandonou a filha, depois que a mãe morreu e ele tinha outra mulher, que aliás, como a maioria das madrastas, tratava a enteada muito mal. 

As duas mulheres que gostavam do professor Hong, fizeram de tudo no passado para afastá-lo de Hye-Jung,  mas mesmo se passando anos, ele ainda gostava dela e depois que se reencontraram, ele não desistiu dela. Embora não tenha a apoiado de início com sua vingança. 

O que mais me incomodou na Hye-Jung é que por mais que ela fosse durona no início em que entrou no hospital, lá pela metade da história, sua obsessão em realizar sua vingança ficou muito chata. Principalmente porque no final, não teria como ela fazer o que queria, sem afetar quem ela amava. O maior vilão desse dorama não foi o médico que fez a cirurgia na vó de Hye-Jung,  não foi a mimada e insegura da Seo-Woo, mas sim a própria Hye-Jung. 

Embora no final, tenha que admitir que as cenas do casal protagonista no hospital foram fofinhas e eles acabaram tendo muita química juntos. O pai da Seo-Woo acabou conhecendo o carma quando adoeceu e embora tenha ficado nas mãos da Hye-Jung, mesmo tendo ódio por ele, como médica ela tinha que ser profissional e lhe salvar a vida. Acho que sua jornada em busca de vingança valeu a pena no final, quando ela faz seu discurso para convencê-lo de deixar que ela fizesse parte da equipe que iria operá-lo. 

Embora seu pai tenha errado em abandoná-lo,  acho que faltou trabalhar mais na relação dos dois e embora ela tenha perdoado o médico, não poderia perdoar o pai? Mas aviso de antemão que a personagem mais insuportável foi a mãe da Seo-Woo.  E olha que ela nem apareceu muito. 

Faltou mais drama nas mortes. Um dos médicos descobre uma doença e seria muito mais marcante se ele não tivesse resistido à cirurgia. Uma vez que todas as cirurgias que fizeram tiveram sucesso no final. Perder um deles seria algo traumático e de chorar cachoeiras. 

Embora o pai solo com duas crianças doentes foi dramático o suficiente, quando ele sem condições de pagar a conta do hospital, pensou em uma saída trágica para seu final. Uma grande realidade de muitas famílias que não podem pagar e por isso muitos não vão ao hospital por falta de dinheiro. A saúde é algo muito caro para as pessoas de baixa renda. 

Também pensei que Hye-Jung fosse ter um relacionamento com seu amigo rebelde. Apesar dele ter aparecido no hospital, só serviu mesmo para fazer ciúme no professor Hong. Em aparência e estilo, eu preferia ele, mas, no final, até que gostei do Professor Hong. 

Hye-Jung ainda teve outro colega médico que até então, era o amor da Seo-Woo, mas ele nunca demonstrava nenhum tipo de sentimento por ela e só pensava em trabalho, até conhecer Hye-Jung e se apaixonar por ela. Embora soubesse dos sentimentos dela pelo professor Hong, ele ainda tentou conquistá-la. Triângulo amoroso sempre é de partir o coração, ainda mais quando é alguém que mudou para melhor mas não fica com a pessoa que gosta. 

Apesar de tantas tramas, foi um dorama interessante do início ao fim. 

Nota 10/10

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