quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Clube da luta (Livro) - Divagando Sempre

 

Olá lutadores Divas e Divos. Hoje trago essa leitura que me surpreendeu por ser mais do que aparentava ser. Vamos lá com






Ano da primeira publicação 1996

Páginas 272

Autor/a Chuck Palahniuk


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

O protagonista narra a história sem nome, ele sofre de depressão e insônia e melhora um pouco quando passa a frequentar reuniões com grupos de pessoas com doenças graves. Então ele conhece Marla, uma pessoa que é como ele, saudável mas que se sente bem naquele meio e ela também sabe que ele é um impostor. Os dois acabam dividindo os grupos para não se encontrarem. 

Então ele conhece Tyler que cria o Clube da luta, um local secreto onde acontece lutas onde acreditam que através da violência eles reencontram a sua voz de exercer sua potência. Quando perde seu apartamento, o protagonista passa a morar com Tyler. Ele trabalha produzindo sabão caseiro e mantém um relacionamento com Marla. 

Mas tudo passa a tomar proporções grandiosas quando o clube da luta começa a se espalhar pelo país e o protagonista não consegue mais encontrar Tyler. Até descobrir a realidade e tomar decisões que podem ser perigosas para ele mesmo. 



Minhas divagações finais 

Nunca vi o filme, embora tivesse curiosidade por Tyler ser interpretado por Brad Pitt. Mas quando vi que tinha livro, resolvi ler primeiro. Como já tinha visto quem eram os atores e seus personagens, li imaginando a cara deles. 

Não nego que o início foi meio confuso pois o narrador protagonista não se apresenta e ele segue sem nome nessa jornada louca. Fiquei confusa em vários momentos e me questionei em outros, como de repente, Marla conhecia Tyler e ela vivia ali com eles. O narrador chega até a insinuar em sua loucura que achava que Tyler e Marla eram a mesma pessoa, já que um nunca ficava no mesmo lugar que o outro. Mas confesso que jamais me passou pela cabeça esse desfecho. Só desconfiei quase no final quando o narrador segue procurando Tyler desesperadamente e tudo o que aconteceu em sua vida vai se encaixando e fazendo sentido. 

No meu íntimo, não esperava nada tão profundo quanto foi. Imaginei que a história toda seria sobre homens lutando mas a verdadeira luta era do narrador e Tyler. Me senti um pouco estafada com as regras e a busca do narrador pelo Tyler culminando em os homens já treinados por Tyler, fazer o narrador de bobo. Foi muito cansativo os próprios homens do narrador não acreditarem nele sabendo quem ele era. Foi muito confuso. 

Mas, não nego que o desfecho dessa história foi surpreendente. Não havia me dado conta desse plot até mais da metade do livro. Tyler sabia muitas coisas, mas acabou exagerando nos seus atos, fazendo com que o narrador, que inicialmente o apoiava e o seguia, tomasse decisões para acabar com os planos destrutivos de Tyler. 

Apesar de pensar ser uma coisa e acabar sendo outra totalmente diferente, foi uma leitura interessante. Não tem como falar muito sem revelar tudo, então recomendo a leitura. Alguns preferiram mais o filme. Acabei vendo para tirar a dúvida e como já sabia da história, achei igualmente cansativo a luta do narrador atrás do Tyler. Mas, as diferenças no final foram bem significativas. Apesar de tudo, recomendo as duas obras. 

Nota 8/10

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Mais ou menos 9 horas - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa história maravilhosa escrita por um dos meus autores gays preferido. Vitor me conquistou com sua escrita engraçada e cheia de emoção. Vamos lá. 






Ano da primeira publicação 2024

Páginas 256

Autor/a Vitor Martins


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Júnior, prestes a fazer 30 anos, precisa mudar seus planos de aniversário quando recebe a notícia da morte de seu pai. Ainda sem saber como reagir a essa notícia, ele embarca em uma viagem de ônibus com mais de 9 horas de viagem. Poderia ser tranquila, sentado na janela com seus fones de ouvido, se, não fosse por uma mulher que lhe pede para trocar de lugar para poder sentar ao lado do filho. 

Lá vai ele para o fundo do ônibus, sem sua janela e sem fone de ouvido porque na pressa esqueceu de carregá-lo. Poderia ser pior? Sim, quando ao seu lado senta ninguém menos que Otávio, seu ex namorado, primeiro amor da adolescência. Agora, preso por horas com seu ex, ele vai ter uma compreensão maior do que foi sua adolescência e o que deu errado no passado, enquanto luta contra lembranças boas e ruins daquela época. 



Minhas divagações finais 

Todo livro do Vitor que li até agora, foram excepcionais. Não importa a idade de seus personagens, eles são completamente carismáticos e engraçados. Júnior claro, é um deles. 

Júnior é o típico adolescente que se descobre gay em uma família homofóbica. Então, seu namoro com Otávio era as escondidas. Porém, como ele não conseguiu lidar com essas dificuldades e quando seu pai descobriu, Júnior simplesmente tirou Otávio de sua vida. Assim, uma década se passou até se reencontrarem novamente nessa longa viagem. 

Durante as lembranças do passado, Júnior acaba descobrindo como seu pai veio a descobrir sobre ele e Otávio e gera uma discussão com o mesmo. Porém, anos passado, Júnior tenta enfrentar esse pequeno infortúnio de sua vida. Ele então passa a analisar tudo o que viveu desde então. A relação com seus pais, seu perfil amoroso e profissional. Ele conseguiu realizar tudo o que sempre sonhou? 

Vitor torna a história engraçada e emocionante nos momentos certos. Cada lembrança esclarecida para nossa compreensão e a do próprio Júnior. E no final, só queremos saber mais dos dois. Eles merecem uma segunda chance. 

A leitura é extremamente fluída, tanto que nem via o tempo passar. O humor de Vitor é incrível e o que ele passa em suas histórias são muito cativantes. Com certeza irá amar Júnior e Otávio. 

Nota 10/10


segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Algum lugar especial (Nowhere special) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Conheci esse filme por acaso, passando na TV e resolvi ver novamente com mais detalhes. Vamos lá. 






Ano de lançamento 2020

Duração 1h 36m

Direção Uberto Pasolini

Elenco James Norton, Daniel Lamon


Recomendação sim



Trailer 





DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

John, é um pai solo de 35 anos, que trabalha como limpador de vidros e descobre ter poucos meses de vida. Decidido a dar uma boa vida a seu filho Michael de 3 anos, ele busca por famílias que possam adotar seu filho. Ele então passa seus últimos meses cuidando ainda mais de Michael e procurando por uma boa família. 







Minhas divagações finais 

A maior parte do filme temos a interação de dois personagens importante: pai e filho. John procura ajuda com assistentes sociais para encontrar um lar adotivo para Michael após ele morrer. Não explica qual sua doença e o foco maior é em sua busca por uma família que ele ache que será perfeita para seu filho. 

Enquanto busca completar seu objeto, aos poucos ele vai encerrando o que seria sua vida, como seu trabalho, já que cada dia que passa fica mais debilitado. John visita várias famílias, que na minha opinião, teve algumas muito estranhas. Então entendo sua demora em escolher uma. Mesmo que alguns casais já tivessem alguns filhos adotivos, mesmo que Michael pudesse ter vários irmãos, também não me senti segura com elas. 

O filme parece lento e sem muitos diálogos, mas carrega uma enorme carga emocional, por sabermos a jornada de John e a preocupação do pequeno Michael em seguir sem o pai. Irá esquecê-lo?  Conseguirá entender o por que de ter ficado com outra pessoa? E a caixa de memórias? Mesmo que tenham sido abandonados, John deixou Michael saber quem era sua mãe. Ele até cogitou a hipótese de procurá-la, mas a assistente social garantiu que não tinham muito tempo. Se fizessem isso vai saber onde Michael ficaria até poder ser adotado. 

Enfim, não há muito o que dizer sendo um filme simples porém cheio de emoções. Infelizmente não chorei cachoeiras porque o final não foi tão dramático, embora imaginar o pequeno Michael sem o amável pai fosse de partir o coração. Infelizmente John estava o deixando não porque queria né. 

Não conhecia nenhum trabalho do James Norton, pelo menos que me lembre, mas aqui deixo meus parabéns para o pequeno Daniel Lamon. Seu papel, pela idade do personagem, não era de muita fala, mas suas reações a determinadas situações foram muito fofinhas. 

Nota 10/10

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Doctors (K-drama) - Divagando Sempre

 

Anyong dorameiros Divas e Divos. Hoje trago esse dorama que passei anos querendo ver e finalmente consegui. Vamos lá.






Ano de lançamento 2016

1 temporada 20 episódios 

Elenco Park Shin-Hye, Kim Rae-Wom, Lee Sung-Kyung, Moon Ji-In, Yoon Kyun-Sang


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Hye-Jung teve uma adolescência conturbada e revoltada, foi expulsa de casa pelo pai, que a deixou aos cuidados de sua mãe, já idosa. Hye-Jung aos poucos foi se endireitando graças a determinação e amor de sua avó. Porém, esta escondia sua doença e após aceitar fazer uma cirurgia, algo dá errado e ela vem a falecer. Acreditando que o médico cometeu um erro, ela cresce jurando vingança. 

Após 13 anos, agora uma renomada neurocirurgiã, Hye-Jung é aceita para trabalhar no mesmo hospital do médico que ela acredita que matou sua avó. Mas ela também acaba reencontrando seu antigo professor Hong Ji-Hong, por quem na época de escola foi muito próxima. Mas devido a sua ex amiga Seo-Woo, que na época também era apaixonada pelo professor, Hye-Jung teve que procurar outros meios de crescer na vida sozinha. Agora os três terão que trabalhar juntos e superar o passado. 











Minhas divagações finais 

Sempre quis ver esse dorama principalmente pela cena onde Hye-Jung luta contra capangas de um mafioso ferido que não queria ser tratado por uma mulher. E claro, para conferir mais um excelente trabalho de Park Shin-Hye. Inicialmente quando contava sua vida na adolescência,  senti raiva de seu pai e senti que ela e o professor não tinham nada a ver juntos. 

Ao decorrer da história, o pai tenta se aproximar dela e embora dá até uma dózinha vendo ele tentando reconquistar a filha, ela foi determinada a odiá-lo até o final. Não ficou claro para mim porque ele abandonou a filha, depois que a mãe morreu e ele tinha outra mulher, que aliás, como a maioria das madrastas, tratava a enteada muito mal. 

As duas mulheres que gostavam do professor Hong, fizeram de tudo no passado para afastá-lo de Hye-Jung,  mas mesmo se passando anos, ele ainda gostava dela e depois que se reencontraram, ele não desistiu dela. Embora não tenha a apoiado de início com sua vingança. 

O que mais me incomodou na Hye-Jung é que por mais que ela fosse durona no início em que entrou no hospital, lá pela metade da história, sua obsessão em realizar sua vingança ficou muito chata. Principalmente porque no final, não teria como ela fazer o que queria, sem afetar quem ela amava. O maior vilão desse dorama não foi o médico que fez a cirurgia na vó de Hye-Jung,  não foi a mimada e insegura da Seo-Woo, mas sim a própria Hye-Jung. 

Embora no final, tenha que admitir que as cenas do casal protagonista no hospital foram fofinhas e eles acabaram tendo muita química juntos. O pai da Seo-Woo acabou conhecendo o carma quando adoeceu e embora tenha ficado nas mãos da Hye-Jung, mesmo tendo ódio por ele, como médica ela tinha que ser profissional e lhe salvar a vida. Acho que sua jornada em busca de vingança valeu a pena no final, quando ela faz seu discurso para convencê-lo de deixar que ela fizesse parte da equipe que iria operá-lo. 

Embora seu pai tenha errado em abandoná-lo,  acho que faltou trabalhar mais na relação dos dois e embora ela tenha perdoado o médico, não poderia perdoar o pai? Mas aviso de antemão que a personagem mais insuportável foi a mãe da Seo-Woo.  E olha que ela nem apareceu muito. 

Faltou mais drama nas mortes. Um dos médicos descobre uma doença e seria muito mais marcante se ele não tivesse resistido à cirurgia. Uma vez que todas as cirurgias que fizeram tiveram sucesso no final. Perder um deles seria algo traumático e de chorar cachoeiras. 

Embora o pai solo com duas crianças doentes foi dramático o suficiente, quando ele sem condições de pagar a conta do hospital, pensou em uma saída trágica para seu final. Uma grande realidade de muitas famílias que não podem pagar e por isso muitos não vão ao hospital por falta de dinheiro. A saúde é algo muito caro para as pessoas de baixa renda. 

Também pensei que Hye-Jung fosse ter um relacionamento com seu amigo rebelde. Apesar dele ter aparecido no hospital, só serviu mesmo para fazer ciúme no professor Hong. Em aparência e estilo, eu preferia ele, mas, no final, até que gostei do Professor Hong. 

Hye-Jung ainda teve outro colega médico que até então, era o amor da Seo-Woo, mas ele nunca demonstrava nenhum tipo de sentimento por ela e só pensava em trabalho, até conhecer Hye-Jung e se apaixonar por ela. Embora soubesse dos sentimentos dela pelo professor Hong, ele ainda tentou conquistá-la. Triângulo amoroso sempre é de partir o coração, ainda mais quando é alguém que mudou para melhor mas não fica com a pessoa que gosta. 

Apesar de tantas tramas, foi um dorama interessante do início ao fim. 

Nota 10/10

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

[Review]crítica] Fanmade: ENHYPEN - Divagando Sempre

 

Anyong kpopeiras Divas e Divos. Me desculpem pelo post que será curtinho, pois infelizmente não sou esse tipo de fã. Mas vamos lá. 






Ano de lançamento 2024

Duração 1h 21m


Recomendação mediana ou para quem é muito fã mesmo 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Documentário sobre o grupo de K-pop ENHYPEN. O grupo é composto por: Sun-Hoon, Hee-Seung, Jung-Won, Jake, Sun-Oo, Jong-Seong e Ni-Ki. Variando na atualidade (2025) nas idades de 19 a 23 anos, sendo o Ni-Ki o mais novo do grupo. 

Aqui, 5 fãs são convidadas a participar do Galaxy Fanmade, um show especial para fãs, em Dallas, no Texas. A primeira escolhida foi Clarissa, que ficará responsável pelo cardápio do encontro. Sophie que estuda moda ficará encarregada de criar um estilo para o grupo e as fãs. Molly criará brindes e Vora criará uma arte para os fãs. E a Nataly foi escolhida para fazer a coreografia. 

Ao final, essas cinco fãs se encontram com ENHYPEN e lhes mostram o que prepararam para eles. No show de encerramento, uma surpresa para o grupo é realizado. 




Minhas divagações finais 

Eu, amo documentários musicais por mostrar o início da carreira dos artistas, de onde vieram, suas lutas e afins. E é a mesma direção do documentário da Blackpink, embora deva confessar que o delas foi muito mais interessante. Não sei se porque o número de integrantes delas era menor e por isso deu para trabalhar mais em suas histórias pessoais, porque achei a do ENHYPEN meio vago. Entendo que o foco seria nessa turnê pelos Estados Unidos e o encerramento em Dallas e a questão maior seria por conta da interação do grupo com as fãs, mas não me conquistou muito. 

ENHYPEN não é um dos meus grupos atuais preferidos e só os conheci pela música Sweet Venon.




 Não nego que são rapazes bonitos  e suas coreografias sejam até interessantes, mas acho que são mais destaques visuais. Talvez porque nesse doc não focaram muito sobre quem eles são. Acho que o doc serve mais para quem já é fã do grupo. 

E sinceramente? Por mais que eu ame um idol, um ator, cantor, ou quem seja o famoso, eu não tenho essa disposição mental nem financeira para gastar tempo ou dinheiro com produtos que contenham a cara do famoso. Sim, já passei essa fase da adolescência onde tive um quarto com pôster de meus ídolos, mas aprendi cedo que mesmo que você os ame, eles nem sabe quem você é. Então me desculpem, mas achei meio exagerado você casar com alguém que é fã de K-pop e tem pôster grudado pela casa. Mas enfim. Como eu disse, não é como se eles fossem uma ameaça ao casamento já que eles nem conhecem a pessoa, mas acho fã nesse nível meio complicado...

Mesmo que tenham mostrado um pouco da interação entre eles do grupo antes do último show e o encontro deles com as 5 fãs, não achei tão marcante quanto parecia ser. Contou mais sobre cada uma dessas 5 fãs e um mínimo do grupo. Então posso dizer que assisti só por assistir mesmo. Como disse, só conhecia uma música deles e porque o Ni-Ki foi o que mais se destacou para mim. Mas ainda prefiro os grupos das antigas...

No mais, não tenho muito o que dizer, mas recomendo para quem é fã mesmo. 

Nota 6/10


quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Soy Georgina - Divagando Sempre

 

Hola amigos Divas e Divos. Yo tambien queria ser más como Georgina. Para quem já conhece a Gio e sua vida glamourosa, talvez não seja recomendado, mas para quem a conhecia pouco como eu, é deslumbrante. Mesmo que pareça algo supérfluo, eu amei essa vida. Vamos lá. 






Ano de lançamento 2022

Temporada 1 Episódios 6


Recomendação sim



Trailer 





DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Georgina conta em alguns detalhes sua vida antes e depois de conhecer Cristiano Ronaldo. Quem não conhece esse famoso jogador de futebol português? No entanto, Georgina é quem brilha nesse reality mostrando alguns eventos de seu dia a dia. 

Nesses primeiros 6 episódios dessa temporada, Georgina conta como conheceu Cristiano, fala sobre moda, passeia com amigos no iate do marido em Mônaco para ver a Fórmula 1, ela e Cris Jr. vão a Budapeste ver o jogo entre Portugal e França, depois ela passeia com seus filhos menores andando de pônei, passam um período de férias em Maiorca, Georgina vai a Canes e sofre pressão na escolha de seu vestido, ela retorna a sua cidade natal e revê lugares onde passou vários momentos inesquecíveis, faz uma surpresa para crianças em uma casa de acolhimento e termina com ela dando uma festa de aniversário para Cris Jr em um parque de diversões e recebendo um prêmio de solidariedade por seu trabalho beneficente. 








Minhas divagações finais 

Não sabia o que esperar da Georgina, comecei a ver mais pela língua espanhola e terminei amando essa mulher. Muitas mulheres podem sentir inveja dessa diva, mas convenhamos, além de linda e sortuda, faz por merecer tudo o que se tornou e o que tem. Bom, não acho Cristiano Ronaldo galã nem bonito, mas é um excelente jogador de futebol. Não nego que dos documentários de jogadores famosos como Beckham e Neymar que vi, Beckham com certeza é o mais bonito dos três e também sua história antes e depois do futebol é impressionante. Apesar de ter tido alguns escândalos e ter momentos odiados pela torcida, considero sua história a melhor dos três. Embora Cristiano seja apenas coadjuvante no reality da Georgina. 

Não conhecia muito bem a história do casal. Mas como disse, comecei a ver mais pela língua e acabei amando. Georgina pode até estar encenando seu dia a dia para o reality, o que não deixa de ser interessante. Mas minha pergunta com esses famosos é sobre seus amigos. Igual a do Neymar, eles são amigos para toda vida, antes e depois da fama, ou só depois da fama? Mas, apesar de Gio, ter um reality dela, mostra ainda seu lado mãe, companheira e humilde. Já que no do Neymar só ressaltou seu ego.

Achei bonito Gio e Cris Jr se darem bem. Faltou mostrar seu relacionamento com a mãe de Cristiano, pois se me lembro bem, ele terminou seu relacionamento anterior por causa disso. Talvez mostre nas próximas temporadas ou eu me confundi nas histórias. 

Gio é bonita, simpática e alegre. Eu sei, com todo esse dinheiro quem não seria? Mas exatamente por isso eu admiro essa mulher. E seu corpo é daqueles que é perfeito. Não é aquelas mulheres magras e que comem pouco. Ela come muito e não faz cerimônias não. Depois claro, precisa trabalhar no corpo para entrar em seus vestidos mas tudo fica lindo nela. 

Enfim, a primeira temporada foi interessante e amei conhecer um pouco de sua rotina e de sua vida corrida com um jogador famoso de futebol. Claro que para variar, quando eu gosto muito de algo, a maioria só criticou negativamente. Só digo isso, para quem reclamou que era fútil ver Gio saindo para fazer compras, eu amei. Se ela tem dinheiro tem que gastar mesmo. Viajar de jatinho, andar de iate, eu não tenho nada disso e não vejo problema nenhum em desfrutar vendo os outros fazendo o que não posso. 

Nota 10/10


terça-feira, 21 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Forrest Gump (Livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago a incrível história de Forrest Gump, mas na forma de livro. Com certeza foi uma leitura cheia de reviravoltas, idas e vindas, perdas e conquistas. E vindo de Forrest, espere por uma jornada completamente bizarra. Vamos lá. 






Ano da primeira publicação 1986

Páginas 228

Autor/a Winstom Groom


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Forrest, é uma pessoa que desde criança foi diagnosticado com QI baixo, considerado com a síndrome de Savant ( distúrbio psíquico onde a pessoa possui grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência). Ele então passa a contar sua trajetória de vida, onde passou por inúmeras situações. 

Começou desde cedo onde foi jogador de futebol americano, embora tenha sido preso por uma confusão com sua amiga e seu verdadeiro amor por toda a vida, Jenny Curran. Forrest foi para a faculdade como jogador, mas acabou sendo expulso por falta de notas em outras matérias. Foi para o exército, viveu o caos e o horror, perdeu um amigo, salvou soldados, conheceu o tenente Dan e depois voltou e reencontrou Jenny. Tocou por um tempo em sua banda mas depois ela foi embora pois não suportava mais ver Forrest se drogando.  

Não lembro muito a ordem dos acontecimentos, mas Forrest ganhou uma medalha por salvar vidas, conheceu o presidente, jogou pingue-pongue na China se não me engano, voltou a reencontrar Jenny mas se separaram novamente quando Forrest foi preso por ter jogado a medalha em algum secretário do estado, foi parar na NASA e embarcou em uma nave junto com uma general e um orangotango que chamaram de Sue. Caíram do espaço e foram parar em uma ilha cheia de canibais, foram resgatados 4 anos depois. Forrest reencontrou Dan, participaram de campeonatos de queda de braço, reencontram Jenny, participaram de lutas arranjadas e Jenny foi embora mais uma vez. 

Forrest perdeu todo o dinheiro e Dan também foi embora. Forrest conhece um homem que o faz participar de campeonato de xadrez, ganha dinheiro e até se envolve em uma filmagem cinematográfica com uma atriz famosa, mas devido a seu histórico de trapalhadas, acabam presos. Ele desiste do xadrez também e decide voltar para casa e encontrar a mãe. Finalmente abre seu negócio de camarão, plano que fez ainda durante a guerra com seu falecido amigo Bubba. Ele havia encontrado Sue e os dois abrem o negócio juntos. Fazem muito dinheiro, Forrest se candita a governador mas seu passado conturbado é exposto e ele desiste e resolve tirar umas férias. Ele e Sue andam sem destino e em uma cidade tocando gaita e montando uma banda de um homem só, eles reencontram Dan. E por incrível que pareça, reencontram Jenny, que está casada, partindo o coração de Forrest. No entanto, ele descobre que ela teve um filho seu. Mas ambos seguem seu caminho, mantendo contato e ele, Dan e Sue continuam perambulando pelo país fazendo música. 



Minhas divagações finais 

Com certeza para quem assistiu o filme primeiro, verá que houve muitas mudanças. Já de início nota-se a maior delas na constituição do físico de Forrest, que no livro ele tem quase 2 metros e pesa mais de 100kg, sendo que Tom Hanks, quem o interpretou no filme, era de estatura e peso medianos. No filme claramente foi escrito outra história acima da original. Muitas coisas ainda são semelhantes, pelo que me lembre, mas a icônica frase do "corra Forrest, corra" infelizmente é só no cinema. 

No livro Forrest viveu coisas inimagináveis para alguém como ele. E se metia em cada confusão. A pior delas foi ainda jovem quando estava no cinema com Jenny. Apesar que depois que eles se reencontraram, ela ter dito que sabia que ele não teve culpa, ainda assim deixou que ele fosse preso. Mas acho que o mais absurdo de tudo, foi ele ter ido para o espaço e depois ter vivido 4 anos com os canibais e a única coisa que os manteve vivos desde então, foi que o chefe da tribo não conseguia vencê-lo no xadrez. Até que esse dia finalmente chegou e eles tiveram que fugir. 

Forrest viveu perdendo e reencontrando Dan e Jenny, embora ela seja o amor de sua vida, acho que o livro termina a história deles melhor do que no filme. Pois Forrest e Dan continuam perambulando pelo país, sem destino, fazendo dinheiro com a banda de um homem só. Depois de tudo que Forrest viveu e realizou, acho que esse final foi satisfatório. No seu negócio de camarão, ele ainda contratou todos aqueles que o abandonaram no passado. Mesmo com todo o dinheiro que fez, ele não se sentia mais como ele mesmo. 

Enfim, apesar das diferenças entre livro e filme, acho que vale a pena conhecer os dois. No livro obviamente as coisas bizarras que Forrest viveu foram bem maiores do que ele passar sei lá quanto tempo correndo como no filme, mas, bizarro por bizarro, os dois são bem divertidos. A vida de Forrest era encontrar e perder Jenny várias vezes. Quão absurdo seria ainda reencontrar Sue e Dan? 

Nota 10/10

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Antes que o café esfrie - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Se pudesse voltar no tempo, gostaria de encontrar alguém? Mas no caso, seria impossível mudar o passado. Então, valeria a pena viajar no tempo? Hoje trago essa leitura que me surpreendeu muito. Vamos lá.






Ano da primeira publicação 2022

Páginas 208

Autor/a Toshikazu Kawaguchi


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Um café, localizado em uma rua estreita e silenciosa de Tóquio, chamado de Funiculí Funiculá, é mais conhecido como O café da viagem no tempo, pelas lendas urbanas que dizem que ao se sentar em uma determinada cadeira, você consegue voltar ao passado. Porém, existem algumas regras importantes e mesmo que você consiga voltar ao passado, deve estar ciente que não importa o que faça, não há mudanças no futuro. O que aconteceu não pode ser mudado. E a pessoa que fez a viagem, deve retornar antes que o café esfrie.  


Minhas divagações finais 

Tive conhecimento desse livro apenas porque ganhei no aplicativo do Skeelo. Ao ler a Sinopse, não sei o que imaginei que seria a história, mas comecei a ler sem compromisso. Autores japoneses são bem diferentes dos que estamos acostumados com as leituras estadunidenses. Até mesmo os autores brasileiros sinto pequenas diferenças nas leituras. Eu amo ler coisas diferentes, embora meu gênero preferido ainda seja terror. No entanto, eu gosto de ter outras opções. Essa leitura acabou me impressionando pela história te fazer refletir. 

Não nego que no início me senti confusa com os personagens. Conhecemos primeiramente Fumiko e os donos do café. Fumiko deseja voltar no tempo pois não conseguiu expressar seus sentimentos quando seu namorado terminou com ela pois estava indo para os Estados Unidos a trabalho. O modo como terminaram fez parecer que Fumiko não se importava com ele. 

Depois temos Hirai, que abandonou a família porque não queria gerir os negócios do pai e sim viver por conta própria e como quisesse. No entanto, sua irmã mais nova sempre a procurava na tentativa de conseguir convencê-la a retornar para a família. Porém, uma tragédia acaba fazendo com que Hirai deseje voltar ao passado para ter uma despedida digna antes da tragédia acontecer. 

Depois temos o casal Fusagi e Kohtake. Inicialmente é Fusagi quem espera por uma oportunidade de voltar ao passado, mas é Kohtake quem consegue ir. Devido a uma doença, Kohtake passa a cuidar de Fusagi, já que seu trabalho é de enfermeira, mas essa viagem pode mudar sua situação para melhor, embora o resultado ainda continue o mesmo. 

E por último temos talvez a mais triste das viagens, que é pela própria Kei, que embora seja a quem geralmente traz o café para as pessoas que fazem a viagem, por conta de sua saúde frágil e debilitada, ela quem acaba realizando a viagem também. 

Apesar da maior regra ser que o passado não pode ser mudado, todos que fazem a viagem, podem não mudar o que vai acontecer mas com certeza regressam mudados. Essa pode ser com certeza a maior surpresa da história. Você até se questiona com eles que se não podem mudar nada, para que fazer a viagem então. Mas a cada pessoa que vai e volta tem seu coração mudado e então você entende qual a necessidade para algumas pessoas fazerem essa viagem. 

Existe uma certa tensão e até um pouco entediante enquanto se espera a misteriosa mulher de branco liberar a cadeira que serve como passagem a viagem no tempo. As pessoas só conseguem realizar a viagem se sentarem nessa cadeira. Depois devem tomar um café especial servido pela Kei e devem encontrar somente uma pessoa que já tenha frequentado o café também. E por último, retornar antes que o café esfrie. A espera pela mulher sair da cadeira nos dá oportunidade de ir conhecendo os personagens que esperam por essa oportunidade e saber seus motivos de querer retornar ao passado. Embora a história da mulher seja um mistério. Aparentemente ela é um Fantasma. Ao meu ver, ela foi uma das pessoas que viajou no tempo mas não voltou antes do café esfriar e ficou presa ali desde então. A regra diz que caso você não retorne antes do café esfriar, esse é o seu destino, se tornará um Fantasma. 

Eu, particularmente amei a leitura. É bem diferente do que estava acostumada e no final, você acaba amando os personagens. Vi que tem continuação. Provavelmente irei demorar para ler. Quem me acompanha sabe como dificilmente leio uma sequência em seguida. Mas com certeza irei ler. 

Nota 10/10

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

[Review/crítica] No mundo da lua - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse clássico que infelizmente deveria ter deixado na minha memória. Pois revendo após anos, foi uma verdadeira decepção para mim. Mas vamos lá. 






Ano de lançamento 1991

Duração 1h 39m

Direção Robert Mulligan

Elenco Reese Whiterspoon, Emily Warfield, Jason London


Recomendação não 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Dani é uma jovem de 14 anos despreocupada da vida, que divide o quarto com sua irmã mais velha Maureen. As duas tem uma ligação forte e Maureen está prestes a ir para a faculdade. 

Um dia, enquanto se refrescava no lago vizinho, ela é surpreendida por um rapaz, que a acusa de estar invadindo propriedade particular quando ela descobre que o dono do local, retornou para morar ali. Court é o filho do dono e passa a chamar a atenção de Dani. Court inicialmente quase começa algo romântico com a jovem, até ver Maureen e se apaixonar perdidamente. Mesmo sabendo da paixão de Dani, Maureen se envolve secretamente com Court.  Mas uma tragédia colocará a prova, os sentimentos das irmãs. 







Minhas divagações finais 

Primeiramente gostaria de ressaltar que Reese Whiterspoon, está um arraso, mostrando talento já desde novinha. No entanto, a passagem do tempo não foi boa para mim ao rever esse filme. Na época, talvez com a mesma idade de Dani quando vi a primeira vez, confesso que o filme me tinha sido muito marcante. Só consegui ver uma vez e o que aconteceu com Court foi a única coisa marcante que me lembrava com detalhes. 

Mas, revendo agora mais madura, não vi a mesma beleza e inocência da época. Primeiro porque achei a Maureen oportunista. Até Court aparecer ela saía com um garoto local por falta de opção melhor ( já achei ela uma vadia ). Depois que viu Court e mesmo sabendo que a irmã gostava dele, ficou com ele. (Traição entre irmãs é pior ainda ). Se as duas tinham uma relação tão boa, acho que faltou Maureen ter conversado com Dani a respeito do Court, do que ficar saindo com ele as escondidas e dando logo de cara. Sem contar que a culpa maior foi do próprio Court que se mostrou interessado na Dani para depois lhe trocar pela irmã, só porque a achou mais bonita. De longe sua morte foi a coisa mais ridícula do filme. Quando vi a primeira vez, eu achava que a culpada era a Maureen, talvez por isso eu tenha a odiado desde o início quando comecei a ver o filme. 

A história pode ter várias lições ou simbolismos, como o primeiro amor platônico e inocente, a rivalidade entre irmãs e o perdão, mas convenhamos, quando o pai da Dani lhe deu lição de moral sobre a sua raiva da irmã, não concordei. Exatamente pela Maureen ser a mais velha, o que ela fez teve motivos sim para se odiar a outra. Mas como o garoto morreu, vida que segue e a Dani quem tinha que perdoar a irmã, porque ela também estava sofrendo e talvez ainda mais do que a própria Dani. Mas, e se o imbecil não tivesse morrido? Como a Maureen tentaria o perdão de Dani? 

No fim, só achei a história ridícula por tentar romantizar uma traição entre irmãs só porque o garoto morreu no final. Como eu só tinha visto uma vez, não lembrava muito bem o motivo do moleque ter morrido, eu sinceramente pensei que foi por causa da Maureen. O que não era totalmente errado já que ele estava bobo alegre feliz pensando nela. E no fim, quem tinha mais maturidade entre as duas para mim foi a Dani, que superou sua dor e perdoou a irmã. Não creio que na vida real algo desse tipo seja tão fácil assim. Claro que, se Maureen tivesse conversado a respeito antes de ficar com o moleque, teria mais pontos positivos comigo, mas como preferiu fazer tudo as escondidas e nem se importando com a irmã, não acho que seu sofrimento foi digno de perdão. Ainda mais porque ela viveu um breve romance e as escondidas ainda. Onde estavam seus pais para orientar melhor essa menina? Talvez por isso ela fez tudo as escondidas e como o cara morreu, já era dor suficiente como castigo. 

Não vejo como confiar novamente nela quando isso foi quebrado uma vez. Não vejo como podem seguir como se nada tivesse acontecido. Ou seja, outro filme que não era exatamente como eu me lembrava. Ou era inocente demais para achar que Maureen tivesse razão. Enfim, procurei várias vezes por esse filme e quando finalmente o encontro... não era exatamente o que eu esperava... salvo apenas pela Reese Whiterspoon e as músicas do Elvis Presley. Confesso que posso ter deixado passado algumas coisas pois pulei várias cenas, me perdoem, mas eu já estava de saco cheio dessa Maureen e desse moleque otário.

Nota 4/10

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Close - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago este filme que vi em um shorts no YouTube. Apesar das críticas positivas e da maioria ter terminado a história destruídas, eu particularmente fui imune e talvez a única que não tenha gostado tanto do filme. Mas vamos lá. 







Ano de lançamento 2022

Duração 1h 45m

Direção Lukas Dhont

Elenco Eden Dambrine, Gustav De Waele


Recomendação da minha parte não recomendo porque EU não gostei, mas devido a tantos elogios, é ver e tirar suas próprias conclusões. 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Léo e Rémi, são dois melhores amigos de 13 anos, que após aproveitarem bem um ótimo verão, retornam à escola. Por sempre terem um ao outro, ao se verem na mesma sala, continuam se tratando como sempre. No entanto, aos olhos dos outros estudantes, eles parecem um casal. Léo é o que fica mais incomodado com essa observação e tenta passar uma imagem mais descolada e masculina, como praticando esportes e se afastando de seu amigo. 

Rémi sem entender o afastamento do amigo, tenta conversar com Léo mas acabam brigando. Cada vez mais triste, Rémi acaba tirando a própria vida. Enquanto voltava de um passeio escolar, Léo recebe a triste notícia. E passa seus dias tentando entender o motivo de Rémi ter feito isso. 








Minhas divagações finais 

Fui ver o filme mais pela curiosidade de muitas pessoas falando que terminaram destruídas, que choraram horrores e tals. Realmente, tinha tudo para ser assim mas infelizmente para mim, não funcionou. Primeiro porque entendi que a história se basearia em Léo tentando descobrir o motivo do amigo ter tirado sua vida e ter procurado a mãe dele para ajudá-lo a entender isso. Depois a morte de Rémi aconteceu muito rápido. Não vi tantas cenas deles juntos que pudessem questionar se eram mesmo um casal, não vi tantas cenas dos alunos repudiando ou fazendo bullying contra eles, porque somente Léo ficou incomodado com isso. Sendo que desde o início do filme, quem parecia gostar mais do amigo era ele. 

Teve dois momentos em que confesso me senti emocionada. Quando Rémi chora durante uma refeição e no ônibus, quando Léo recebe a notícia. Porém, achei que Léo enfrentou a perda do amigo com muita frieza. O processo de luto pode ser diferente para cada um, mas por ele ter se afastado do amigo só por causa de comentários homofóbicos, tenho minhas dúvidas se ele via Rémi realmente como um melhor amigo, um irmão. Ainda demorou para ir procurar a mãe de Rémi, achei falta de educação, ainda mais que ele não saía da casa dela. Ela perdeu um filho e ele o melhor amigo, mas não parecia, pois não vi ele sentindo realmente a falta do amigo. 

O que faltou foi o diálogo entre todas as partes. Mesmo que a intenção tenha sido essa, mostrar que a falta de diálogo foi importante nessa história, para mim foi o que acabou prejudicando o desenrolar dos sentimentos dos dois. Acredito que mesmo introduzindo um diálogo de Léo com sua família quando voltou da escola chateado pelos comentários sobre ele e Rémi, com uma orientação quem sabe não teria se afastado do amigo. Ou, pelo menos compreenderia melhor seus sentimentos. E Rémi, se tivesse comentado com a mãe sobre o afastamento do amigo, mesmo que não suportasse esse sentimento, e ainda tivesse feito o que fez, seria impactante da mesma forma, principalmente porque ele chegou a comentar sobre como se sentia. 

A introdução dos amigos brincando, dormindo, comendo juntos não teve nenhum sentido que poderia indicar malícia. Só depois que Léo viu como os outros enxergavam ele e Rémi que passou a evitar contato ou ficar muito próximo do amigo. Aqui também faltou diálogo entre eles. Quem sabe se Léo tivesse conversado sobre como se sentia após os comentários dos outros, não teria chegado a uma solução melhor, do que apenas evitar o amigo. E se fosse uma história da década de 50, 60, eu entenderia a falta de informação sobre sexualidade entre as famílias, mas a história se passa em uma época atual, duas crianças entrando na adolescência terminar dessa forma por comentários homofóbicos, foi meio vazio. Principalmente porque faltou sentimento no personagem de Léo. De início ele parecia se importar tanto com o amigo. Não entendo ele ficar assim. Ou não aceitava a morte ou não era amigo de verdade. Mesmo que eventualmente tenha mostrado alguma cena dele chorando, ainda não me convenceu. 

Eu esperei muito chorar cachoeiras pelos comentários de várias pessoas que assistiram e terminaram destruídas. Ou eu vi errado ou perdi alguma coisa nessa história, pois não senti tudo isso. O início foi sim, muito promissor, mas ainda acho que Rémi poderia ter feito isso mais para o final do filme, poderiam ter mostrado mais dos dois juntos e mais da dor de Rémi ao ver o amigo se afastando. E quando descobrisse o que aconteceu com o amigo, poderia ter demonstrado mais emoção. E por fim, procurado a mãe de Rémi para juntos descobrir o que levou o menino a tomar essa triste decisão. Quando Léo estava no carro com a mãe de Rémi e confessou que achava que a culpa era dele, porque se afastou do amigo e ela sentiu raiva e o mandou sair do carro, gente, que nada a ver. Agora, se ele tivesse contado que se afastou porque ficaram comentando na escola que os dois eram um casal, faria mais sentido. 

Não gostei mesmo do desenrolar dessa história. Eu entendi que não se trata de sexualidade, pois mesmo que no início parecesse que Léo sentisse algo por Rémi, mesmo que não entendesse esse sentimento ainda, o resto da história ficou muito sem graça. Eu fui ver porque achei que a história era que um deles gostava do outro, mas devido aos comentários dos colegas, o outro não gostou e se afastou. Mesmo o outro admitindo e confessando seus sentimentos, por medo, o outro negou e afastou e terminou com o outro depressivo e tirando a vida. Léo foi um personagem muito fraco e sem graça. Enfim, como digo em várias ocasiões, quando muitos elogiam eu sempre sou do contra...

Nota 4/10

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