sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Doctors (K-drama) - Divagando Sempre

 

Anyong dorameiros Divas e Divos. Hoje trago esse dorama que passei anos querendo ver e finalmente consegui. Vamos lá.






Ano de lançamento 2016

1 temporada 20 episódios 

Elenco Park Shin-Hye, Kim Rae-Wom, Lee Sung-Kyung, Moon Ji-In, Yoon Kyun-Sang


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Hye-Jung teve uma adolescência conturbada e revoltada, foi expulsa de casa pelo pai, que a deixou aos cuidados de sua mãe, já idosa. Hye-Jung aos poucos foi se endireitando graças a determinação e amor de sua avó. Porém, esta escondia sua doença e após aceitar fazer uma cirurgia, algo dá errado e ela vem a falecer. Acreditando que o médico cometeu um erro, ela cresce jurando vingança. 

Após 13 anos, agora uma renomada neurocirurgiã, Hye-Jung é aceita para trabalhar no mesmo hospital do médico que ela acredita que matou sua avó. Mas ela também acaba reencontrando seu antigo professor Hong Ji-Hong, por quem na época de escola foi muito próxima. Mas devido a sua ex amiga Seo-Woo, que na época também era apaixonada pelo professor, Hye-Jung teve que procurar outros meios de crescer na vida sozinha. Agora os três terão que trabalhar juntos e superar o passado. 











Minhas divagações finais 

Sempre quis ver esse dorama principalmente pela cena onde Hye-Jung luta contra capangas de um mafioso ferido que não queria ser tratado por uma mulher. E claro, para conferir mais um excelente trabalho de Park Shin-Hye. Inicialmente quando contava sua vida na adolescência,  senti raiva de seu pai e senti que ela e o professor não tinham nada a ver juntos. 

Ao decorrer da história, o pai tenta se aproximar dela e embora dá até uma dózinha vendo ele tentando reconquistar a filha, ela foi determinada a odiá-lo até o final. Não ficou claro para mim porque ele abandonou a filha, depois que a mãe morreu e ele tinha outra mulher, que aliás, como a maioria das madrastas, tratava a enteada muito mal. 

As duas mulheres que gostavam do professor Hong, fizeram de tudo no passado para afastá-lo de Hye-Jung,  mas mesmo se passando anos, ele ainda gostava dela e depois que se reencontraram, ele não desistiu dela. Embora não tenha a apoiado de início com sua vingança. 

O que mais me incomodou na Hye-Jung é que por mais que ela fosse durona no início em que entrou no hospital, lá pela metade da história, sua obsessão em realizar sua vingança ficou muito chata. Principalmente porque no final, não teria como ela fazer o que queria, sem afetar quem ela amava. O maior vilão desse dorama não foi o médico que fez a cirurgia na vó de Hye-Jung,  não foi a mimada e insegura da Seo-Woo, mas sim a própria Hye-Jung. 

Embora no final, tenha que admitir que as cenas do casal protagonista no hospital foram fofinhas e eles acabaram tendo muita química juntos. O pai da Seo-Woo acabou conhecendo o carma quando adoeceu e embora tenha ficado nas mãos da Hye-Jung, mesmo tendo ódio por ele, como médica ela tinha que ser profissional e lhe salvar a vida. Acho que sua jornada em busca de vingança valeu a pena no final, quando ela faz seu discurso para convencê-lo de deixar que ela fizesse parte da equipe que iria operá-lo. 

Embora seu pai tenha errado em abandoná-lo,  acho que faltou trabalhar mais na relação dos dois e embora ela tenha perdoado o médico, não poderia perdoar o pai? Mas aviso de antemão que a personagem mais insuportável foi a mãe da Seo-Woo.  E olha que ela nem apareceu muito. 

Faltou mais drama nas mortes. Um dos médicos descobre uma doença e seria muito mais marcante se ele não tivesse resistido à cirurgia. Uma vez que todas as cirurgias que fizeram tiveram sucesso no final. Perder um deles seria algo traumático e de chorar cachoeiras. 

Embora o pai solo com duas crianças doentes foi dramático o suficiente, quando ele sem condições de pagar a conta do hospital, pensou em uma saída trágica para seu final. Uma grande realidade de muitas famílias que não podem pagar e por isso muitos não vão ao hospital por falta de dinheiro. A saúde é algo muito caro para as pessoas de baixa renda. 

Também pensei que Hye-Jung fosse ter um relacionamento com seu amigo rebelde. Apesar dele ter aparecido no hospital, só serviu mesmo para fazer ciúme no professor Hong. Em aparência e estilo, eu preferia ele, mas, no final, até que gostei do Professor Hong. 

Hye-Jung ainda teve outro colega médico que até então, era o amor da Seo-Woo, mas ele nunca demonstrava nenhum tipo de sentimento por ela e só pensava em trabalho, até conhecer Hye-Jung e se apaixonar por ela. Embora soubesse dos sentimentos dela pelo professor Hong, ele ainda tentou conquistá-la. Triângulo amoroso sempre é de partir o coração, ainda mais quando é alguém que mudou para melhor mas não fica com a pessoa que gosta. 

Apesar de tantas tramas, foi um dorama interessante do início ao fim. 

Nota 10/10

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

[Review]crítica] Fanmade: ENHYPEN - Divagando Sempre

 

Anyong kpopeiras Divas e Divos. Me desculpem pelo post que será curtinho, pois infelizmente não sou esse tipo de fã. Mas vamos lá. 






Ano de lançamento 2024

Duração 1h 21m


Recomendação mediana ou para quem é muito fã mesmo 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Documentário sobre o grupo de K-pop ENHYPEN. O grupo é composto por: Sun-Hoon, Hee-Seung, Jung-Won, Jake, Sun-Oo, Jong-Seong e Ni-Ki. Variando na atualidade (2025) nas idades de 19 a 23 anos, sendo o Ni-Ki o mais novo do grupo. 

Aqui, 5 fãs são convidadas a participar do Galaxy Fanmade, um show especial para fãs, em Dallas, no Texas. A primeira escolhida foi Clarissa, que ficará responsável pelo cardápio do encontro. Sophie que estuda moda ficará encarregada de criar um estilo para o grupo e as fãs. Molly criará brindes e Vora criará uma arte para os fãs. E a Nataly foi escolhida para fazer a coreografia. 

Ao final, essas cinco fãs se encontram com ENHYPEN e lhes mostram o que prepararam para eles. No show de encerramento, uma surpresa para o grupo é realizado. 




Minhas divagações finais 

Eu, amo documentários musicais por mostrar o início da carreira dos artistas, de onde vieram, suas lutas e afins. E é a mesma direção do documentário da Blackpink, embora deva confessar que o delas foi muito mais interessante. Não sei se porque o número de integrantes delas era menor e por isso deu para trabalhar mais em suas histórias pessoais, porque achei a do ENHYPEN meio vago. Entendo que o foco seria nessa turnê pelos Estados Unidos e o encerramento em Dallas e a questão maior seria por conta da interação do grupo com as fãs, mas não me conquistou muito. 

ENHYPEN não é um dos meus grupos atuais preferidos e só os conheci pela música Sweet Venon.




 Não nego que são rapazes bonitos  e suas coreografias sejam até interessantes, mas acho que são mais destaques visuais. Talvez porque nesse doc não focaram muito sobre quem eles são. Acho que o doc serve mais para quem já é fã do grupo. 

E sinceramente? Por mais que eu ame um idol, um ator, cantor, ou quem seja o famoso, eu não tenho essa disposição mental nem financeira para gastar tempo ou dinheiro com produtos que contenham a cara do famoso. Sim, já passei essa fase da adolescência onde tive um quarto com pôster de meus ídolos, mas aprendi cedo que mesmo que você os ame, eles nem sabe quem você é. Então me desculpem, mas achei meio exagerado você casar com alguém que é fã de K-pop e tem pôster grudado pela casa. Mas enfim. Como eu disse, não é como se eles fossem uma ameaça ao casamento já que eles nem conhecem a pessoa, mas acho fã nesse nível meio complicado...

Mesmo que tenham mostrado um pouco da interação entre eles do grupo antes do último show e o encontro deles com as 5 fãs, não achei tão marcante quanto parecia ser. Contou mais sobre cada uma dessas 5 fãs e um mínimo do grupo. Então posso dizer que assisti só por assistir mesmo. Como disse, só conhecia uma música deles e porque o Ni-Ki foi o que mais se destacou para mim. Mas ainda prefiro os grupos das antigas...

No mais, não tenho muito o que dizer, mas recomendo para quem é fã mesmo. 

Nota 6/10


quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Soy Georgina - Divagando Sempre

 

Hola amigos Divas e Divos. Yo tambien queria ser más como Georgina. Para quem já conhece a Gio e sua vida glamourosa, talvez não seja recomendado, mas para quem a conhecia pouco como eu, é deslumbrante. Mesmo que pareça algo supérfluo, eu amei essa vida. Vamos lá. 






Ano de lançamento 2022

Temporada 1 Episódios 6


Recomendação sim



Trailer 





DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Georgina conta em alguns detalhes sua vida antes e depois de conhecer Cristiano Ronaldo. Quem não conhece esse famoso jogador de futebol português? No entanto, Georgina é quem brilha nesse reality mostrando alguns eventos de seu dia a dia. 

Nesses primeiros 6 episódios dessa temporada, Georgina conta como conheceu Cristiano, fala sobre moda, passeia com amigos no iate do marido em Mônaco para ver a Fórmula 1, ela e Cris Jr. vão a Budapeste ver o jogo entre Portugal e França, depois ela passeia com seus filhos menores andando de pônei, passam um período de férias em Maiorca, Georgina vai a Canes e sofre pressão na escolha de seu vestido, ela retorna a sua cidade natal e revê lugares onde passou vários momentos inesquecíveis, faz uma surpresa para crianças em uma casa de acolhimento e termina com ela dando uma festa de aniversário para Cris Jr em um parque de diversões e recebendo um prêmio de solidariedade por seu trabalho beneficente. 








Minhas divagações finais 

Não sabia o que esperar da Georgina, comecei a ver mais pela língua espanhola e terminei amando essa mulher. Muitas mulheres podem sentir inveja dessa diva, mas convenhamos, além de linda e sortuda, faz por merecer tudo o que se tornou e o que tem. Bom, não acho Cristiano Ronaldo galã nem bonito, mas é um excelente jogador de futebol. Não nego que dos documentários de jogadores famosos como Beckham e Neymar que vi, Beckham com certeza é o mais bonito dos três e também sua história antes e depois do futebol é impressionante. Apesar de ter tido alguns escândalos e ter momentos odiados pela torcida, considero sua história a melhor dos três. Embora Cristiano seja apenas coadjuvante no reality da Georgina. 

Não conhecia muito bem a história do casal. Mas como disse, comecei a ver mais pela língua e acabei amando. Georgina pode até estar encenando seu dia a dia para o reality, o que não deixa de ser interessante. Mas minha pergunta com esses famosos é sobre seus amigos. Igual a do Neymar, eles são amigos para toda vida, antes e depois da fama, ou só depois da fama? Mas, apesar de Gio, ter um reality dela, mostra ainda seu lado mãe, companheira e humilde. Já que no do Neymar só ressaltou seu ego.

Achei bonito Gio e Cris Jr se darem bem. Faltou mostrar seu relacionamento com a mãe de Cristiano, pois se me lembro bem, ele terminou seu relacionamento anterior por causa disso. Talvez mostre nas próximas temporadas ou eu me confundi nas histórias. 

Gio é bonita, simpática e alegre. Eu sei, com todo esse dinheiro quem não seria? Mas exatamente por isso eu admiro essa mulher. E seu corpo é daqueles que é perfeito. Não é aquelas mulheres magras e que comem pouco. Ela come muito e não faz cerimônias não. Depois claro, precisa trabalhar no corpo para entrar em seus vestidos mas tudo fica lindo nela. 

Enfim, a primeira temporada foi interessante e amei conhecer um pouco de sua rotina e de sua vida corrida com um jogador famoso de futebol. Claro que para variar, quando eu gosto muito de algo, a maioria só criticou negativamente. Só digo isso, para quem reclamou que era fútil ver Gio saindo para fazer compras, eu amei. Se ela tem dinheiro tem que gastar mesmo. Viajar de jatinho, andar de iate, eu não tenho nada disso e não vejo problema nenhum em desfrutar vendo os outros fazendo o que não posso. 

Nota 10/10


terça-feira, 21 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Forrest Gump (Livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago a incrível história de Forrest Gump, mas na forma de livro. Com certeza foi uma leitura cheia de reviravoltas, idas e vindas, perdas e conquistas. E vindo de Forrest, espere por uma jornada completamente bizarra. Vamos lá. 






Ano da primeira publicação 1986

Páginas 228

Autor/a Winstom Groom


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Forrest, é uma pessoa que desde criança foi diagnosticado com QI baixo, considerado com a síndrome de Savant ( distúrbio psíquico onde a pessoa possui grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência). Ele então passa a contar sua trajetória de vida, onde passou por inúmeras situações. 

Começou desde cedo onde foi jogador de futebol americano, embora tenha sido preso por uma confusão com sua amiga e seu verdadeiro amor por toda a vida, Jenny Curran. Forrest foi para a faculdade como jogador, mas acabou sendo expulso por falta de notas em outras matérias. Foi para o exército, viveu o caos e o horror, perdeu um amigo, salvou soldados, conheceu o tenente Dan e depois voltou e reencontrou Jenny. Tocou por um tempo em sua banda mas depois ela foi embora pois não suportava mais ver Forrest se drogando.  

Não lembro muito a ordem dos acontecimentos, mas Forrest ganhou uma medalha por salvar vidas, conheceu o presidente, jogou pingue-pongue na China se não me engano, voltou a reencontrar Jenny mas se separaram novamente quando Forrest foi preso por ter jogado a medalha em algum secretário do estado, foi parar na NASA e embarcou em uma nave junto com uma general e um orangotango que chamaram de Sue. Caíram do espaço e foram parar em uma ilha cheia de canibais, foram resgatados 4 anos depois. Forrest reencontrou Dan, participaram de campeonatos de queda de braço, reencontram Jenny, participaram de lutas arranjadas e Jenny foi embora mais uma vez. 

Forrest perdeu todo o dinheiro e Dan também foi embora. Forrest conhece um homem que o faz participar de campeonato de xadrez, ganha dinheiro e até se envolve em uma filmagem cinematográfica com uma atriz famosa, mas devido a seu histórico de trapalhadas, acabam presos. Ele desiste do xadrez também e decide voltar para casa e encontrar a mãe. Finalmente abre seu negócio de camarão, plano que fez ainda durante a guerra com seu falecido amigo Bubba. Ele havia encontrado Sue e os dois abrem o negócio juntos. Fazem muito dinheiro, Forrest se candita a governador mas seu passado conturbado é exposto e ele desiste e resolve tirar umas férias. Ele e Sue andam sem destino e em uma cidade tocando gaita e montando uma banda de um homem só, eles reencontram Dan. E por incrível que pareça, reencontram Jenny, que está casada, partindo o coração de Forrest. No entanto, ele descobre que ela teve um filho seu. Mas ambos seguem seu caminho, mantendo contato e ele, Dan e Sue continuam perambulando pelo país fazendo música. 



Minhas divagações finais 

Com certeza para quem assistiu o filme primeiro, verá que houve muitas mudanças. Já de início nota-se a maior delas na constituição do físico de Forrest, que no livro ele tem quase 2 metros e pesa mais de 100kg, sendo que Tom Hanks, quem o interpretou no filme, era de estatura e peso medianos. No filme claramente foi escrito outra história acima da original. Muitas coisas ainda são semelhantes, pelo que me lembre, mas a icônica frase do "corra Forrest, corra" infelizmente é só no cinema. 

No livro Forrest viveu coisas inimagináveis para alguém como ele. E se metia em cada confusão. A pior delas foi ainda jovem quando estava no cinema com Jenny. Apesar que depois que eles se reencontraram, ela ter dito que sabia que ele não teve culpa, ainda assim deixou que ele fosse preso. Mas acho que o mais absurdo de tudo, foi ele ter ido para o espaço e depois ter vivido 4 anos com os canibais e a única coisa que os manteve vivos desde então, foi que o chefe da tribo não conseguia vencê-lo no xadrez. Até que esse dia finalmente chegou e eles tiveram que fugir. 

Forrest viveu perdendo e reencontrando Dan e Jenny, embora ela seja o amor de sua vida, acho que o livro termina a história deles melhor do que no filme. Pois Forrest e Dan continuam perambulando pelo país, sem destino, fazendo dinheiro com a banda de um homem só. Depois de tudo que Forrest viveu e realizou, acho que esse final foi satisfatório. No seu negócio de camarão, ele ainda contratou todos aqueles que o abandonaram no passado. Mesmo com todo o dinheiro que fez, ele não se sentia mais como ele mesmo. 

Enfim, apesar das diferenças entre livro e filme, acho que vale a pena conhecer os dois. No livro obviamente as coisas bizarras que Forrest viveu foram bem maiores do que ele passar sei lá quanto tempo correndo como no filme, mas, bizarro por bizarro, os dois são bem divertidos. A vida de Forrest era encontrar e perder Jenny várias vezes. Quão absurdo seria ainda reencontrar Sue e Dan? 

Nota 10/10

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Antes que o café esfrie - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Se pudesse voltar no tempo, gostaria de encontrar alguém? Mas no caso, seria impossível mudar o passado. Então, valeria a pena viajar no tempo? Hoje trago essa leitura que me surpreendeu muito. Vamos lá.






Ano da primeira publicação 2022

Páginas 208

Autor/a Toshikazu Kawaguchi


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Um café, localizado em uma rua estreita e silenciosa de Tóquio, chamado de Funiculí Funiculá, é mais conhecido como O café da viagem no tempo, pelas lendas urbanas que dizem que ao se sentar em uma determinada cadeira, você consegue voltar ao passado. Porém, existem algumas regras importantes e mesmo que você consiga voltar ao passado, deve estar ciente que não importa o que faça, não há mudanças no futuro. O que aconteceu não pode ser mudado. E a pessoa que fez a viagem, deve retornar antes que o café esfrie.  


Minhas divagações finais 

Tive conhecimento desse livro apenas porque ganhei no aplicativo do Skeelo. Ao ler a Sinopse, não sei o que imaginei que seria a história, mas comecei a ler sem compromisso. Autores japoneses são bem diferentes dos que estamos acostumados com as leituras estadunidenses. Até mesmo os autores brasileiros sinto pequenas diferenças nas leituras. Eu amo ler coisas diferentes, embora meu gênero preferido ainda seja terror. No entanto, eu gosto de ter outras opções. Essa leitura acabou me impressionando pela história te fazer refletir. 

Não nego que no início me senti confusa com os personagens. Conhecemos primeiramente Fumiko e os donos do café. Fumiko deseja voltar no tempo pois não conseguiu expressar seus sentimentos quando seu namorado terminou com ela pois estava indo para os Estados Unidos a trabalho. O modo como terminaram fez parecer que Fumiko não se importava com ele. 

Depois temos Hirai, que abandonou a família porque não queria gerir os negócios do pai e sim viver por conta própria e como quisesse. No entanto, sua irmã mais nova sempre a procurava na tentativa de conseguir convencê-la a retornar para a família. Porém, uma tragédia acaba fazendo com que Hirai deseje voltar ao passado para ter uma despedida digna antes da tragédia acontecer. 

Depois temos o casal Fusagi e Kohtake. Inicialmente é Fusagi quem espera por uma oportunidade de voltar ao passado, mas é Kohtake quem consegue ir. Devido a uma doença, Kohtake passa a cuidar de Fusagi, já que seu trabalho é de enfermeira, mas essa viagem pode mudar sua situação para melhor, embora o resultado ainda continue o mesmo. 

E por último temos talvez a mais triste das viagens, que é pela própria Kei, que embora seja a quem geralmente traz o café para as pessoas que fazem a viagem, por conta de sua saúde frágil e debilitada, ela quem acaba realizando a viagem também. 

Apesar da maior regra ser que o passado não pode ser mudado, todos que fazem a viagem, podem não mudar o que vai acontecer mas com certeza regressam mudados. Essa pode ser com certeza a maior surpresa da história. Você até se questiona com eles que se não podem mudar nada, para que fazer a viagem então. Mas a cada pessoa que vai e volta tem seu coração mudado e então você entende qual a necessidade para algumas pessoas fazerem essa viagem. 

Existe uma certa tensão e até um pouco entediante enquanto se espera a misteriosa mulher de branco liberar a cadeira que serve como passagem a viagem no tempo. As pessoas só conseguem realizar a viagem se sentarem nessa cadeira. Depois devem tomar um café especial servido pela Kei e devem encontrar somente uma pessoa que já tenha frequentado o café também. E por último, retornar antes que o café esfrie. A espera pela mulher sair da cadeira nos dá oportunidade de ir conhecendo os personagens que esperam por essa oportunidade e saber seus motivos de querer retornar ao passado. Embora a história da mulher seja um mistério. Aparentemente ela é um Fantasma. Ao meu ver, ela foi uma das pessoas que viajou no tempo mas não voltou antes do café esfriar e ficou presa ali desde então. A regra diz que caso você não retorne antes do café esfriar, esse é o seu destino, se tornará um Fantasma. 

Eu, particularmente amei a leitura. É bem diferente do que estava acostumada e no final, você acaba amando os personagens. Vi que tem continuação. Provavelmente irei demorar para ler. Quem me acompanha sabe como dificilmente leio uma sequência em seguida. Mas com certeza irei ler. 

Nota 10/10

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

[Review/crítica] No mundo da lua - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse clássico que infelizmente deveria ter deixado na minha memória. Pois revendo após anos, foi uma verdadeira decepção para mim. Mas vamos lá. 






Ano de lançamento 1991

Duração 1h 39m

Direção Robert Mulligan

Elenco Reese Whiterspoon, Emily Warfield, Jason London


Recomendação não 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Dani é uma jovem de 14 anos despreocupada da vida, que divide o quarto com sua irmã mais velha Maureen. As duas tem uma ligação forte e Maureen está prestes a ir para a faculdade. 

Um dia, enquanto se refrescava no lago vizinho, ela é surpreendida por um rapaz, que a acusa de estar invadindo propriedade particular quando ela descobre que o dono do local, retornou para morar ali. Court é o filho do dono e passa a chamar a atenção de Dani. Court inicialmente quase começa algo romântico com a jovem, até ver Maureen e se apaixonar perdidamente. Mesmo sabendo da paixão de Dani, Maureen se envolve secretamente com Court.  Mas uma tragédia colocará a prova, os sentimentos das irmãs. 







Minhas divagações finais 

Primeiramente gostaria de ressaltar que Reese Whiterspoon, está um arraso, mostrando talento já desde novinha. No entanto, a passagem do tempo não foi boa para mim ao rever esse filme. Na época, talvez com a mesma idade de Dani quando vi a primeira vez, confesso que o filme me tinha sido muito marcante. Só consegui ver uma vez e o que aconteceu com Court foi a única coisa marcante que me lembrava com detalhes. 

Mas, revendo agora mais madura, não vi a mesma beleza e inocência da época. Primeiro porque achei a Maureen oportunista. Até Court aparecer ela saía com um garoto local por falta de opção melhor ( já achei ela uma vadia ). Depois que viu Court e mesmo sabendo que a irmã gostava dele, ficou com ele. (Traição entre irmãs é pior ainda ). Se as duas tinham uma relação tão boa, acho que faltou Maureen ter conversado com Dani a respeito do Court, do que ficar saindo com ele as escondidas e dando logo de cara. Sem contar que a culpa maior foi do próprio Court que se mostrou interessado na Dani para depois lhe trocar pela irmã, só porque a achou mais bonita. De longe sua morte foi a coisa mais ridícula do filme. Quando vi a primeira vez, eu achava que a culpada era a Maureen, talvez por isso eu tenha a odiado desde o início quando comecei a ver o filme. 

A história pode ter várias lições ou simbolismos, como o primeiro amor platônico e inocente, a rivalidade entre irmãs e o perdão, mas convenhamos, quando o pai da Dani lhe deu lição de moral sobre a sua raiva da irmã, não concordei. Exatamente pela Maureen ser a mais velha, o que ela fez teve motivos sim para se odiar a outra. Mas como o garoto morreu, vida que segue e a Dani quem tinha que perdoar a irmã, porque ela também estava sofrendo e talvez ainda mais do que a própria Dani. Mas, e se o imbecil não tivesse morrido? Como a Maureen tentaria o perdão de Dani? 

No fim, só achei a história ridícula por tentar romantizar uma traição entre irmãs só porque o garoto morreu no final. Como eu só tinha visto uma vez, não lembrava muito bem o motivo do moleque ter morrido, eu sinceramente pensei que foi por causa da Maureen. O que não era totalmente errado já que ele estava bobo alegre feliz pensando nela. E no fim, quem tinha mais maturidade entre as duas para mim foi a Dani, que superou sua dor e perdoou a irmã. Não creio que na vida real algo desse tipo seja tão fácil assim. Claro que, se Maureen tivesse conversado a respeito antes de ficar com o moleque, teria mais pontos positivos comigo, mas como preferiu fazer tudo as escondidas e nem se importando com a irmã, não acho que seu sofrimento foi digno de perdão. Ainda mais porque ela viveu um breve romance e as escondidas ainda. Onde estavam seus pais para orientar melhor essa menina? Talvez por isso ela fez tudo as escondidas e como o cara morreu, já era dor suficiente como castigo. 

Não vejo como confiar novamente nela quando isso foi quebrado uma vez. Não vejo como podem seguir como se nada tivesse acontecido. Ou seja, outro filme que não era exatamente como eu me lembrava. Ou era inocente demais para achar que Maureen tivesse razão. Enfim, procurei várias vezes por esse filme e quando finalmente o encontro... não era exatamente o que eu esperava... salvo apenas pela Reese Whiterspoon e as músicas do Elvis Presley. Confesso que posso ter deixado passado algumas coisas pois pulei várias cenas, me perdoem, mas eu já estava de saco cheio dessa Maureen e desse moleque otário.

Nota 4/10

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Close - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago este filme que vi em um shorts no YouTube. Apesar das críticas positivas e da maioria ter terminado a história destruídas, eu particularmente fui imune e talvez a única que não tenha gostado tanto do filme. Mas vamos lá. 







Ano de lançamento 2022

Duração 1h 45m

Direção Lukas Dhont

Elenco Eden Dambrine, Gustav De Waele


Recomendação da minha parte não recomendo porque EU não gostei, mas devido a tantos elogios, é ver e tirar suas próprias conclusões. 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Léo e Rémi, são dois melhores amigos de 13 anos, que após aproveitarem bem um ótimo verão, retornam à escola. Por sempre terem um ao outro, ao se verem na mesma sala, continuam se tratando como sempre. No entanto, aos olhos dos outros estudantes, eles parecem um casal. Léo é o que fica mais incomodado com essa observação e tenta passar uma imagem mais descolada e masculina, como praticando esportes e se afastando de seu amigo. 

Rémi sem entender o afastamento do amigo, tenta conversar com Léo mas acabam brigando. Cada vez mais triste, Rémi acaba tirando a própria vida. Enquanto voltava de um passeio escolar, Léo recebe a triste notícia. E passa seus dias tentando entender o motivo de Rémi ter feito isso. 








Minhas divagações finais 

Fui ver o filme mais pela curiosidade de muitas pessoas falando que terminaram destruídas, que choraram horrores e tals. Realmente, tinha tudo para ser assim mas infelizmente para mim, não funcionou. Primeiro porque entendi que a história se basearia em Léo tentando descobrir o motivo do amigo ter tirado sua vida e ter procurado a mãe dele para ajudá-lo a entender isso. Depois a morte de Rémi aconteceu muito rápido. Não vi tantas cenas deles juntos que pudessem questionar se eram mesmo um casal, não vi tantas cenas dos alunos repudiando ou fazendo bullying contra eles, porque somente Léo ficou incomodado com isso. Sendo que desde o início do filme, quem parecia gostar mais do amigo era ele. 

Teve dois momentos em que confesso me senti emocionada. Quando Rémi chora durante uma refeição e no ônibus, quando Léo recebe a notícia. Porém, achei que Léo enfrentou a perda do amigo com muita frieza. O processo de luto pode ser diferente para cada um, mas por ele ter se afastado do amigo só por causa de comentários homofóbicos, tenho minhas dúvidas se ele via Rémi realmente como um melhor amigo, um irmão. Ainda demorou para ir procurar a mãe de Rémi, achei falta de educação, ainda mais que ele não saía da casa dela. Ela perdeu um filho e ele o melhor amigo, mas não parecia, pois não vi ele sentindo realmente a falta do amigo. 

O que faltou foi o diálogo entre todas as partes. Mesmo que a intenção tenha sido essa, mostrar que a falta de diálogo foi importante nessa história, para mim foi o que acabou prejudicando o desenrolar dos sentimentos dos dois. Acredito que mesmo introduzindo um diálogo de Léo com sua família quando voltou da escola chateado pelos comentários sobre ele e Rémi, com uma orientação quem sabe não teria se afastado do amigo. Ou, pelo menos compreenderia melhor seus sentimentos. E Rémi, se tivesse comentado com a mãe sobre o afastamento do amigo, mesmo que não suportasse esse sentimento, e ainda tivesse feito o que fez, seria impactante da mesma forma, principalmente porque ele chegou a comentar sobre como se sentia. 

A introdução dos amigos brincando, dormindo, comendo juntos não teve nenhum sentido que poderia indicar malícia. Só depois que Léo viu como os outros enxergavam ele e Rémi que passou a evitar contato ou ficar muito próximo do amigo. Aqui também faltou diálogo entre eles. Quem sabe se Léo tivesse conversado sobre como se sentia após os comentários dos outros, não teria chegado a uma solução melhor, do que apenas evitar o amigo. E se fosse uma história da década de 50, 60, eu entenderia a falta de informação sobre sexualidade entre as famílias, mas a história se passa em uma época atual, duas crianças entrando na adolescência terminar dessa forma por comentários homofóbicos, foi meio vazio. Principalmente porque faltou sentimento no personagem de Léo. De início ele parecia se importar tanto com o amigo. Não entendo ele ficar assim. Ou não aceitava a morte ou não era amigo de verdade. Mesmo que eventualmente tenha mostrado alguma cena dele chorando, ainda não me convenceu. 

Eu esperei muito chorar cachoeiras pelos comentários de várias pessoas que assistiram e terminaram destruídas. Ou eu vi errado ou perdi alguma coisa nessa história, pois não senti tudo isso. O início foi sim, muito promissor, mas ainda acho que Rémi poderia ter feito isso mais para o final do filme, poderiam ter mostrado mais dos dois juntos e mais da dor de Rémi ao ver o amigo se afastando. E quando descobrisse o que aconteceu com o amigo, poderia ter demonstrado mais emoção. E por fim, procurado a mãe de Rémi para juntos descobrir o que levou o menino a tomar essa triste decisão. Quando Léo estava no carro com a mãe de Rémi e confessou que achava que a culpa era dele, porque se afastou do amigo e ela sentiu raiva e o mandou sair do carro, gente, que nada a ver. Agora, se ele tivesse contado que se afastou porque ficaram comentando na escola que os dois eram um casal, faria mais sentido. 

Não gostei mesmo do desenrolar dessa história. Eu entendi que não se trata de sexualidade, pois mesmo que no início parecesse que Léo sentisse algo por Rémi, mesmo que não entendesse esse sentimento ainda, o resto da história ficou muito sem graça. Eu fui ver porque achei que a história era que um deles gostava do outro, mas devido aos comentários dos colegas, o outro não gostou e se afastou. Mesmo o outro admitindo e confessando seus sentimentos, por medo, o outro negou e afastou e terminou com o outro depressivo e tirando a vida. Léo foi um personagem muito fraco e sem graça. Enfim, como digo em várias ocasiões, quando muitos elogiam eu sempre sou do contra...

Nota 4/10

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] E não sobrou nenhum (Agatha Christie) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago esse maravilhoso suspense da rainha do mistério, Agatha Christie. Realmente não sobrou nenhum e o mistério foi surpreendente. Vamos lá. 







Ano da primeira publicação 1939

Páginas 400

Autor/a Agatha Christie


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Dez pessoas sem nenhuma conexão, são convidadas a passar uns dias de férias em uma ilha particular onde existe apenas uma mansão. O convite veio de alguém chamado Mr. Owen que aparentemente ninguém conhece e cada um foi convidado de uma forma diferente, sendo convencidos então a aceitarem o misterioso convite. Os convidados eram Vera Claythorne,  Anthony Marston, John MacArthur, Lawrence Wargrave, Edward Armstrong, Emily Brent, William Blore e Phip Lombard.

Mas, ao chegarem na ilha, descobrem que o anfitrião ainda não chegou e deixou dois empregados (o casal Rogers) a cargo de os receberem e os acomodarem em seus quartos. Tudo poderia continuar misteriosamente bem, se não fosse por uma gravação que começa a tocar e a listar os crimes cometidos no passado de cada um dos convidados. Ninguém admite nada obviamente, mas o clima começa a pesar quando um deles é morto. E por mais que seja inacreditável, descobrem que as mortes podem ser uma sequência de uma antiga rima infantil. As acusações e a sequência das mortes foram:

Anthony foi acusado de matar duas crianças por atropelamento. Sem remorso pelo crime. 

Ethel Rogers foi acusada de ser cúmplice de seu marido ao matar sua empregadora idosa. Ela sente remorso e vive com medo. 

John MacArthur acusado de durante a guerra, enviar para a morte, o amante de sua esposa. Sente remorso no final, ao sentir que ninguém sairá vivo da ilha. 

Thomas Rogers acusado de matar sua empregadora idosa para receber sua herança. Aparentemente não sente culpa. 

Emily Brent acusada de ter provocado o suicídio de sua empregada. Apesar de ser religiosa, não sente culpa ou remorso. 

Lawrence Wargrave acusado de ter levado para a forca um homem inocente durante um julgamento. 

Edward Armstrong acusado de ter matado um paciente enquanto operava bêbado. 

William Blore acusado de ter dado falso testemunho em um tribunal.

Phillip Lombard acusado de ter matado 32 pessoas, membros de uma tribo africana. 

Vera Claythorne acusada de ter matado uma criança enquanto trabalhava como governanta. 

Ao final, é revelado quem é o responsável pelas mortes. 



Minhas divagações finais 

Eu não havia reconhecido o título por ter mudado de O caso dos dez negrinhos para E não sobrou nenhum. De qualquer forma ainda é um dos livros de Agatha Christie que não havia lido. Amo os livros dessa autora e no geral, em determinado momento podemos deduzir quem de fato seria o culpado. Aqui, confesso que só  conseguia imaginar que só poderia ser um deles, por estarem completamente isolados. Agora, qual deles foi outra história. Principalmente quando chegando no final, meu suspeito foi morto. 

A reviravolta de tudo foi impressionante, poderia ter suspeitado que algo desse tipo seria provável, mas confesso que não me passou pela cabeça que seria possível. O medo e a desconfiança que cada um sentiu pelo outro só mostra a mente vulnerável do ser humano. E o início onde apesar do desconhecido tudo é cheio de festividade e alegria. Até a primeira morte onde já começam a suspeitar um do outro, acusando quem estava mais próximo da vítima naquele momento. 

Entre acusações e suspeitas, no fim, realmente não sobra ninguém vivo. O motivo de tudo? Justiça pelas próprias mãos. Uma vez que os culpados cometeram pequenos ou grandes crimes e no entanto seguiam em liberdade. Acho que a magnitude de tudo, foi o verdadeiro culpado reunir essas pessoas e ainda brincar com suas emoções antes de serem punidas. E escolher um local onde não há meios de fuga e um provável resgate demoraria a chegar, principalmente pelo mau tempo. Mas, talvez alguns não concordem com o real motivo do culpado, talvez se sintam decepcionados. Mas o mais interessante de tudo, com certeza foi o modo como tudo foi construído, desde a escolha das vítimas, o local e como o culpado terminaria como todos os outros.  

Em histórias como essa não há muito o que dizer para não deixar pistas. Livros de investigações são interessantes ir descobrindo conforme for lendo. Em determinado momento não conseguia parar de ler, pois queria muito descobrir esse mistério. Não me decepcionou e foi surpreendente. 

Nota 10/10

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Round 6 - Divagando Sempre

 

Anyong jogadores desesperados Divas e Divos. Quando vi a primeira temporada ainda não tinha pensado no blog, então não fiz a review, por isso coloquei uma pequena apresentação e fiz comparações entre as temporadas. Segue então.







Ano de lançamento 2021 (temporada 1)

Ano de lançamento 2024 (temporada 2)


Recomendação sim



Trailer  (temporada 1)





Trailer (temporada 2)






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Na primeira temporada:

Gi-Hun está passando por dificuldades financeiras e sua filha vai se mudar com a mãe e o padrasto para fora do país e sua mãe está muito doente. Então ele conhece um homem bem vestido que lhe propõe um jogo onde ele pode ganhar muito dinheiro deixando um cartão para ele entrar em contato caso se interesse. Curioso e desesperado por dinheiro resolve conferir. Então descobre que são 456 participantes (todos falidos com dívidas até pior que ele), onde ele é o último sendo seu número 456 e no primeiro jogo todos descobrem que ao perderem são eliminados. Mas não eliminados do tipo, podem voltar para casa, mas sim mortos. Então, depois do primeiro jogo, o pânico se espalha mas a ganância por descobrir que os colegas mortos aumentam o valor a ser ganho, grupinhos são formados e além dos jogos mortais, os participantes precisam tomar cuidado para não serem mortos por outro participante. 

Após concluírem os jogos, apenas um jogador consegue chegar ao final. Mas, apesar de conseguir sair com dinheiro, ele sente o peso dos 455 jogadores que mancharam seu dinheiro morrendo por ele. E não apenas isso, descobre o verdadeiro motivo macabro que são os jogos. Mesmo bilionário, o vencedor no final, toma uma decisão drástica que mudará sua vida. 



Na segunda temporada:

Gi-Hun após vencer os jogos, passa seus dias procurando aquele recrutador que o levou aquela ilha misteriosa, no intuito de dar um fim aos jogos. Ele procura por agiotas armados e oferece muito dinheiro a quem encontrar o recrutador. Percorrem várias estações de trem dias seguidos, até que finalmente o encontram. Mas, o organizador dos jogos sempre um passo a frente de Gi-Hun, o coloca novamente para jogar. 

Em paralelo, outro sobrevivente da ilha, um policial que foi baleado pelo organizador, após ser resgatado com vida, passa a procurar também pela ilha e um modo de encontrar o organizador novamente. Reconhecendo Gi-Hun se junta a ele para encontrarem o local, mas antes de Gi-Hun conseguir retornar aos jogos, o organizador consegue enganar o policial e eles perdem a pista de onde poderia estar a tal ilha dos jogos. Mas ele não desiste, sem saber que entre eles existe um traidor. 

Enquanto isso, Gi-Hun retorna aos jogos, mas sua intenção de tentar salvar o maior número possível de pessoas, vai por água a baixo quando o grupo se divide entre querer parar e voltar para casa com o que conseguiram ou ficar e continuar ganhando o prêmio máximo. Gi-Hun consegue bons aliados, mas todos seus planos não dão certos e perdendo seu amigo, ele se vê ainda preso aos jogos. 









Minhas divagações finais 

De início comecei sem muita expectativa porque quando é muito falado não sei o que esperar. O início foi bem parado, mas trabalharam bem os personagens, pois acabamos odiando uns e amando outros. Enfim, existe um motivo sombrio por trás dos jogos e na prova da bolinha de gude tinha cachoeira nos meus olhos e quando cheguei no final... que surpresa. Isso na primeira temporada. Gi-Hun saiu com todo o dinheiro, mas ao descobrir os motivos por trás de tudo, algo nele muda e um plano começa a se formar. 

Na segunda temporada, temos dois episódios inteiros nos apresentando as histórias de alguns personagens e de Gi-Hun procurando o recrutador e do policial procurando a ilha, até os dois se encontrarem e se unirem nas buscas. Dentro dos jogos, claramente se vê que o jogador 456 não aprendeu nada sobre o ser humano no primeiro jogo. E talvez por isso tenha custado a vida de tantos jogadores incluindo de seu amigo. 

E mais uma vez, foi completamente enganado pelo jogador 001. Os motivos pelo qual os jogadores estão participando continuam os mesmos, mas dessa vez temos mais intrigas dentro do grupo. Começa por um rapaz que é perseguido por alguns, depois de descobrirem que ele foi o responsável por terem perdido dinheiro. Entre eles está Thanos, que persegue o jovem desde o início. Temos uma grávida, que tem relação com esse jovem. Temos mãe e filho que entraram no jogo para quitar as dívidas do filho. Temos um pai desesperado para salvar a filha doente. Temos um trans que precisa de dinheiro para terminar suas cirurgias e temos o 456, que cria laços com essas pessoas. Mas será que conseguirão sobreviver?

Temos atores conhecidos e alguns pelo que ouvi falar, estão envolvidos em várias polêmicas, denúncias e afins. Entre eles, temos o TOP,  rapper e ex-integrante do grupo de K-pop, Big Bang. Ele já foi preso por porte de maconha e cancelado pelas fãs. Mas, de longe esse crime dele foi tão forte quanto acusação de estupro ou pornografia infantil. E apesar de seu personagem Thanos ser incrivelmente insuportável, acho que ele atuou muito bem, sendo o diferencial da série nessa temporada. 

Park Sung-Hoon também está incrivelmente ótimo interpretando a mulher trans na série. Rendeu várias cenas emocionantes onde torcemos para que chegue ao final viva. E realmente desejo que o 001, após passar esse tempo com os jogadores mude algo nele e acabe com essa atrocidade. Pois pudemos ver que no início, suas intenções eram outras. Mas não podemos negar que a ambição das pessoas, em determinadas situações, gera pessoas desprezíveis que incentivam pessoas como o 001 a fazer o que faz. Não que seja uma desculpa, pois ainda não passa de assassinato. 

Mas, enfim. Ignorando ética, a primeira temporada ainda foi melhor, apesar de seus altos e baixos, por ser algo inesperado e diferente. Quem poderia imaginar que alguém morreria ao se mexer no jogo da Batatinha 1,2,3? Na segunda temporada enrolaram dois episódios até o 456 entrar nos jogos. Fora que ainda acho que o Thanos merecia um fim mais digno para sua chatice. No mais, ficamos torcendo pela grávida, pela mãe e pela mulher trans e pelo pai.  Pois é, não lembro seus nomes nem seus números... mas já sabemos desde a primeira temporada que não devemos ter preferidos. Mas tenho. Um deles já se foi...

E existe muita diferença no 456 na primeira vez que jogou. Iniciou todo animado por não imaginar o que aquilo tudo seria. Já na segunda vez, estava mais sério, maduro e determinado a acabar com essa matança, que o que para ele é sem fundamento, para os endividados desesperados, é muita coisa. Agora aguardar a conclusão dessa história. 

No mais, para as duas temporadas:

Nota 10/10


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