segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

[Review/crítica] You're Beautiful (K-drama) - Divagando Sempre

 

Anyong dorameiros Divas e Divos. Hoje trago um dos antigos, que na época que saiu achei maravilhoso, mas... alguns anos  depois, deveria ter deixado na minha memória... mas vamos lá.







Ano de lançamento 2009

1 temporada 16 episódios 

Elenco Park Shin-Hye, Jang Keun-Suk, Lee Hong-Gi, Jung Yong-Hwa, Uee, Kim In-Kwon


Recomendação mediana



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Ko Mi-Nyeo vive em um dormitório para freiras e apesar de ser desastrada e sempre cometer erros, é dedicada a realizar seu sonho de se tornar freira. Enquanto isso, seu irmão gêmeo Ko Mi-Nam, seguiu outro caminho, se tornando músico. Certo dia, Mi-Nyeo é abordada pelo empresário Ma Hoon-Yi, que a convence de se disfarçar de seu irmão Ko Mi-Nam, que precisou ir para os Estados Unidos fazer uma cirurgia mas ele precisava estar presente para assinar com a agência do grupo musical ANJell. Mi-Nyeo que obviamente desconhece o mundo fora do convento, é convencida quando o agente Ma diz que Mi-Nam se tornou músico para ficar famoso e poder encontrar a mãe deles. 

Assim, Mi-Nyeo se torna Mi-Nam e conhece os integrantes da banda, o líder e arrogante Hwang Tae-Kyung, o gentil Kang Shin-Woo e o alegre e divertido Jeremy. De início. Tae-Kyung é contra a adição de mais alguém para a banda e ameaça denunciar Mi-Nam quando descobre que na verdade ele é uma garota. Mi-Nyeo revela então o motivo de ter ficado no lugar do irmão e mesmo a contragosto, acaba aceitando a atrapalhada freira no grupo. 

Shin-Woo observador, acaba descobrindo que Mi-Nam é uma garota mas não conta para ninguém. Acaba gostando dela e sempre que pode tenta ajudá-la, mas Mi-Nyeo o vê como um amigo ou irmão mais velho, deixando óbvio seu interesse pelo arrogante Tae-Kyung. Não importa as indiretas ou diretas, Mi-Nyeo não percebe os reais sentimentos de Shin-Woo. 

Jeremy passa vários momentos confusos em sua cabeça, quando observa seus amigos parecerem interessados em Mi-Nam, pois ele foi o único que pensou que ele fosse mesmo um garoto até o último minuto, quando aliviado descobriu que na verdade era uma menina, pois até mesmo ele, acabou admitindo seus sentimentos por Mi-Nam.  

Embora não quisesse magoar ninguém, Mi-Nyeo só queria ajudar o irmão e encontrar a mãe. Mas acabou descobrindo que a mãe de Tae-Kyung tinha relação com o passado de seus pais e que não tinha vocação para ser freira. 











Minhas divagações finais 

Confesso que quando vi a primeira vez, eu amei esse dorama. Embora Park Shin-Hye fosse desde nova uma boa atriz, no quesito interpretação, pois achei ela divertida e inocente na medida que seu personagem exigia, mas no quesito romance, as cenas de beijos dela eram sempre questionáveis. Não passava o que precisava passar, o amor. Mas, revendo novamente anos depois, achei muito questionável. 

Tae-Kyung foi um personagem insuportável. Desde a primeira vez que vi eu torcia para o Shin-Woo. Ele sempre foi gentil e carinhoso com Mi-Nam, mesmo depois de descobrir seu segredo cuidou dela a distância. Tae-Kyung pode ter tido lá seus momentos fofinhos com ela, mas, sua personalidade fria e arrogante, com certeza atrapalha nosso julgamento em perdoá-lo no modo como tratava Mi-Nam, mesmo sabendo de seu segredo. E seu relacionamento com sua mãe, foi de longe esquisito. O homem que ela amava e que fez ela abandonar o filho (segundo ela propria), já tinha falecido, por que diabos ela continuava culpando o filho por ter perdido o homem que amava, sendo que o filho estava vivo e esperando por ela? 

E lógico, teve a rival que sempre odeio nessas histórias. Essa ainda fez de tudo para destruir Mi-Nam, principalmente quando descobriu seu segredo. Que mulher fica feliz ficando com o homem sabendo que ele ama outra pessoa? Que falta de amor próprio. Mi-Nam já tinha muitos problemas, acho que sem essa mimada aí, a história teria fluído muito melhor. 

Eu ainda preferiria que Mi-Nyeo tivesse terminado com Shin-Woo. Mudar um pouco né, por que o secundário não poderia terminar com a protagonista? Por mais que por trás de toda arrogância e frieza de Tae-Kyung tivesse lá seus motivos, não acho que ele e Mi-Nam tiveram química. E ainda pela aparência, Shin-Woo com certeza era muito mais bonito. 

Também poderiam ter colocado no vocal Shin-Woo ( Jung Yong-Hwa), que é vocalista da banda CNBLUE ou Jeremy ( Lee Hong-Gi) que é vocalista da banda F.T.ISLAND. Porque Jang Keun-Suk só tinha cara mesmo de líder de banda arrogante, fora isso não acho que representava alguém importante no grupo. Até Park Shin-Hye cantou melhor que ele. 

Mas enfim, talvez na época em que vi a primeira vez, daria uma nota 10/10, mas revendo o contexto da história e algumas outras coisas, hoje não passa de:

Nota 6/10

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Sasaki to Miyano (anime) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago este anime BL (Boys Love), então se não curte ou tem preconceitos, não recomendo. A história de hoje é muito fofinha, é leve e divertida, mas é sobre o amor de dois rapazes. Eu particularmente amo esse gênero. Vamos lá. 






Ano de lançamento 2022

1 temporada 12 episódios + 1 OVA


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Miyano é um aluno do primeiro ano do ensino médio que conheceu Sasaki, um estudante do segundo ano, quando ia tentar ajudar seu amigo que estava apanhando de outros garotos. No entanto, Sasaki aparece e enfrenta os garotos. A partir desse dia, um observa o outro e acabam se tornando amigos. 

Miyano sente complexo por sua aparência e ama ler mangás BL, no que em um ato de curiosidade, faz Sasaki acabar emprestando os mangás e gostando de ler também. Assim os dois passam a conversar sobre as histórias que leem e Sasaki acaba se confessando para Miyano. Este, que sempre achou que gostasse de garotas, não via Sasaki desse jeito, mas conforme a proximidade, sua confissão e a espera por uma resposta, Miyano fica confuso com seus sentimentos até conseguir descobrir o que realmente sente por Sasaki. 









Minhas divagações finais 

Eu simplesmente amei esse anime por várias razões. Primeiro que eu amo BL e esse por milagre nem teve Hot, então foi melhor ainda para mim, embora não negue que acho muito mais interessante do que cenas de casal hétero. Miyano e Sasaki não eram gays assumidos, descobriram seus sentimentos juntos e o melhor de tudo, não teve aquele drama de ter rivais ou alguém maldoso atrapalhando. 

Sasaki foi super paciente e teve inúmeras atitudes inesperadas onde eu sinceramente pensei que ele fosse desistir ou se afastar de Miyano. Muito maduro da parte dele. Eu não teria toda essa paciência. Por estudarem em uma escola só para garotos, não quer dizer que necessariamente os alunos se apaixonariam um pelo outro, uma vez que tinha uma escola mista perto e vários deles tinham namoradas. 

Inicialmente pensei que alguns dos amigos de Sasaki ou nutria um amor platônico por ele ou pelo Miyano, mas acho que talvez fosse só aquela amizade super protetora onde eles pensavam apenas no bem estar dos amigos. Não ia aguentar um rival entre eles. Já é difícil a caminhada dos protagonistas superarem seus sentimentos internos, se tivesse terceiros atrapalhando viraria um novela mexicana. 

O foco maior era só nos dois, mas os amigos ao redor deles, percebendo o que acontecia entre eles, ajudaram direta ou indiretamente. O primeiro amor do Miyano, uma garota que estudaram juntos no fundamental, acaba se encontrando com ele e me fez pensar que ela tentaria algo com ele. Ainda bem que só fez Sasaki ter uma crise de ciúmes. E aparentemente Miyano não a via mais daquela forma, como um caso amoroso. 

Embora o desabrochar dos dois tenha sido fofinho, achei um pouco fraco no quesito romance. Só teve beijo no final, as tentativas de aproximação de Sasaki eram controladas, porque ele sentia medo da reação de Miyano, mas poderia ter insistido mais, já que Sasaki era todo descolado. E muitas situações ele deixou de tentar algo, passando uma frustração enorme para quem queria que ele pegasse Miyano pela camisa e tascasse logo um beijão. Já vi anime BL que beirava a agressão quando o cara apaixonado forçava o outro a aceitar seus toques. A insegurança que nos passa dessas histórias é maior que romance hétero. Eles nunca tem tanta certeza se o outro irá corresponder. E aqui foi fofinho porque Sasaki diz que gosta de Miyano como pessoa, amor para ele não importa o gênero. Concordo. 

Alguns personagens me foram confusos e não lembro os nomes de mais ninguém. Lembro que tinha o amigo do Miyano que estava apanhando, que foi o motivo de terem se aproximado mais de Sasaki. Tinha um veterano da turma do Sasaki, que algumas vezes confundi com o próprio, pelo cabelo pintado. Tinha um outro meio mau humorado que tinha uma namorada que amava romance BL e ele não entendia nada disso, entre outros com participações pequenas. Não lembro se o presidente de turma era o veterano da sala do Sasaki. Pois é, só prestei atenção nesses dois. 

Embora pareça que foi fraquinho, confesso que me prendeu tanto que não conseguia parar de ver e quando tinha que parar, não parava de pensar na história. Eu amo animes escolares de romance. Sendo BL então, é maravilhoso. O OVA só ficou meio destoado da história, porque é uma passagem aleatória antes do último episódio. Então Miyano e Sasaki estão ainda naquelas de ama ou não ama. 

No mais, super recomendo. BL leve, fofinho e descontraído. 

Nota 10/10


quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Uma canção de amor e ódio - Divagando Sempre

 

Divas e Divos, hoje trago um romance homossexual, então se não está familiarizado ou tem preconceitos, não recomendo. 






Ano da primeira publicação 2023

Páginas 288

Autor/a Grossos Vinicius 


Recomendação: mediana 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Benjamin, homossexual assumido, negro, cantor, está participando de um grande evento com excelentes artistas internacionais. Ele e mais três artistas abrirão o evento, sendo um deles seu maior rival, Theodoro. 

Acontece que Ben está tão focado em seu ódio por Theo, que acaba causando um incidente que sua empresária teve que lutar com unhas e dentes para Ben não perder seu contrato. Pelo seu egoísmo, agora ele terá que trabalhar uma semana, preso no hotel, em parceria com Theo. Poderia piorar? Vindo de Ben com certeza, principalmente quando ele passa a ter sentimentos por seu maior inimigo. 



Minhas divagações finais 

Quando comecei a ler, vi certa semelhança no ódio infundado de Ben contra Theo no livro Vermelho, branco e sangue azul. A história também gira em torno de dois rivais que após um incidente, precisam trabalhar juntos para mostrar que não se odeiam. Familiar? Com certeza, ainda mais quando surge o romance. 

Mas, ao contrário da outra história, aqui, Ben foi um personagem extremamente chato. Ele nutria um ódio por Theo do nada. Não havia motivo expressivo, e Ben se achava o melhor do mundo. Não aceito a explicação que por ser negro ele teve que lutar bem mais que Theo que é branco. Isso não cola mais. Ben ainda pôde sair do armário, ao contrário do outro. 

Ben desde o início se mostrou egoísta, só pensa na sua imagem e tudo o que faz é para manter as aparências. Embora tenha sentido uma pequena dose de pena quando ele tentou fazer algo bom mas foi mal interpretado, foi compreensível, ainda mais quando um artista faz doações para as câmeras. Ou seja, aos olhos do responsável pelo local, Ben só foi até ali para melhorar sua própria imagem. Ainda mais que não quis levar Theo para participar. 

A narrativa sendo a maior parte do tempo pelo ponto de vista do Ben, colaborou para tornar sua parte ainda mais chata. Talvez se alternasse desde o início entre ele e Theo, vendo como o outro se sentia, talvez daria para entender melhor esse ódio infundado que Ben sentia dele. A única coisa que não curto muito em qualquer livro, são as cenas Hot detalhadas no mínimo detalhe e que ainda se prolonga por vários capítulos. Sim, pulo a maioria dessas partes. 

Pelo menos em Vermelho, branco e sangue azul, Henry e Alex tinham uma química incrível, não me incomodei tanto com as cenas Hot e suas desavenças foram muito mais cômicas e tinham muito mais sentido. Embora o final de Ben e Theo foi até fofinho e emocionante, como sempre digo, a jornada para se chegar até esse momento, foi cansativo e não valeu muito a pena. Gostaria que tivesse trabalhado mais na parte do Theo, tenho certeza que tornaria a leitura menos chata. 

Nota 6/10

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Britney Spears A mulher em mim (livro: The woman in me) - Divagando Sempre

 

Hello Divas e Divos, quem me acompanha sabe que amo documentários e livros biográficos virou um segundo amor. Hoje trago a incrível história dessa diva do pop Britney Spears. 






Ano da primeira publicação 2023

Páginas 280

Autor/a Britney Spears


Recomendação sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Uma autobiografia da cantora pop Britney Spears. Quem acompanhou seu sucesso desde o início, vai lembrar de alguns acontecimentos que ela esclarece sob seu ponto de vista único e verdadeiro. Muitas coisas distorcidas pela mídia e que Britney revelando os detalhes corajosamente, nos abre os olhos para essa mulher que viveu uma grande superação em sua vida. 



Minhas divagações finais 

Quando Britney estourou, acompanhei suas músicas como toda adolescente deslumbrada naquela época, mas quando surgiu Toxic e ela entre outras artistas passavam a demonstrar mais sexualidade em suas músicas, descartando aquele ar inocente do início, eu pensei que fosse uma estratégia de marketing para obter mais sucesso e chamar mais atenção da parte masculina, então deixei de acompanhá-la. 

Por alto sabia na época, sobre seu relacionamento com Justin Timberlake, integrante da boy band 'N Sync, as polêmicas sobre sua vida amorosa e sua virgindade, depois mais tarde vi notícias que ela havia surtado, raspado a cabeça e só recentemente soube através de um documentário que vi sobre ela, o que seu pai havia feito à ela. 

Como fãs, podemos amar os artistas e acreditamos em tudo que sai em revistas, jornais e TV. Alguém sabia que Britney havia engravidado de Justin? Fiquei chocada. Pior ainda foi ele não ter assumido e ainda apoiar que ela fizesse um aborto. Confesso que 'N Sync não era uma das minhas boy bands preferidas, eu era apaixonada pelo Backstreet Boys,  mas recentemente vi um filme do Justin e tinha achado ele incrível como ator ( filme Palmer ). Aí vem uma notícia dessas, é um tapa na cara. Mesmo que eles fossem jovens na época, não consigo imaginar esse acontecimento. 

Mas apesar de traumático, acho que o pior de tudo ainda foi seu ex marido Kevin e seu pai. Na época em que ela raspou a cabeça, imaginei que era por causa de álcool e drogas. Eu não acompanhava muito as notícias, só tinha visto por cima. Então imaginar que ela passou por isso por causa de marido e principalmente seu pai, foi de novo, chocante. Resumindo, a vida de Britney foi chocante do início ao fim. Eu apenas achava que ela era mais uma estrela pop que havia deixado o sucesso subir a cabeça e tinha se acabado nas drogas. 

Ler tudo o que ela passou nos abre os olhos para o que muitos artistas que começam cedo e tem seus pais como tutores controlando seu dinheiro, não é de se espantar que o dinheiro vá mexer com a cabeça dos adultos. Britney viveu praticamente anos em uma prisão. E o dinheiro dela, comprava responsáveis pelo seu pai, para garantirem que ela não estava bem emocionalmente, a não ser para trabalhar para ganhar mais dinheiro para o pai né. Ficar longe dos filhos, viver presa, não poder comer o que quiser, vestir ou fazer o que quiser, sempre sendo vigiada e controlada pelo pai e pior, ter uma mãe que aceitava todas essas atrocidades. 

Uma menina com talento, tão linda, teve seu brilho apagado no momento que explodiu para o sucesso. Não nego que na época fui uma das que critiquei ela quando vi as fotos dela parecendo bêbada e tals, acreditando nas manchetes sensacionalistas sem saber o verdadeiro contexto daquele momento. Realmente, seus vídeos iniciais mostravam mais uma jovem inocente, coisa que não era muito do interesse dela, por isso depois do termino com Justin entre outras decisões de sua vida, ela começou a ser mais sensual, como no vídeo de Toxic. Foi a partir daí que não acompanhei mais ela. Tanto que muitas músicas dela não conheço depois disso. 

A cobrança por ter um corpo magro não atinge só as mulheres nesse meio, os homens também são exigidos manterem a forma. Mas, no caso dela, seu pai exigia além do necessário e a humilhava desnecessariamente. Por sermos mulheres é muito difícil viver nesse mundo machista. Se o homem separa e dias depois aparece com outra, ah ele seguiu em frente e está bem. Mas quando é a mulher, nossa que vagabunda, mal terminou e já está com outro. Agora imagina se na época soubessem sobre a gravidez de Britney.  

Apesar de todo sofrimento, pelo menos Britney conseguiu se livrar do pai e ser livre para conduzir sua vida como quiser. Celebridades são apesar de tudo, apenas humanos e mesmo com sucesso e dinheiro, passam por diversidades muitas vezes chocantes. Por trás das câmeras jamais imaginamos o que podem estar vivendo. Não era muito fã dela, mas passei a ouvir mais suas músicas. A escrita do livro é bem fluída e suas histórias são com certeza chocantes e emocionantes. 

Nota 10/10

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Neymar o caos perfeito - Divagando Sempre

 

Alô alô Divas e Divos. Hoje trago esse documentário sobre o jogador de futebol mais querido e odiado ao mesmo tempo, Neymar. 






Ano de lançamento 2022

1 temporada 3 episódios 


Recomendação mediana



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Documentário que conta a trajetória do jogador brasileiro Neymar. Desde pequeno, amava futebol, e realizou seu sonho se tornando um dos maiores jogadores da atualidade. Mas, junto com a bagagem, também vieram críticas negativas envoltas em várias polêmicas sobre seu comportamento e suas escolhas. 









Minhas divagações finais 

O que se sabe sobre Neymar? Talvez você o conheça pelo meme do cai cai ou, como um grande jogador de futebol. O que nenhuma das duas poções sejam mentiras. Como já sabem, eu amo documentários e diferenciar o modo como suas histórias são contadas, é algo incrível. Um documentário criminal é diferente quando a vítima morreu e o criminoso conta seu relato do seu ponto de vista. As vezes seus motivos podem ser banais ou horrendos. Documentários musicais são incríveis pela dura jornada do artista entre ser famoso e conciliar sua vida particular. Onde sabemos que uma celebridade nunca mais tem uma vida privada. Os artistas tem uma rotina diária puxada, o cansaço mental tem um preço alto, ainda mais para aqueles que compõe suas próprias músicas. Mas, documentários sobre jogadores de futebol que também viram celebridades, tem um certo deslumbramento. 

Já assisti o documentário do David Beckham e comparando com o do Neymar, a do Beckham foi muito mais interessante. Ambos se tornaram jogadores desde jovens, se envolveram amorosamente com celebridades famosas, tiveram polêmicas e críticas sobre seus desempenhos no futebol, foram vaiados e odiados pelas torcidas, tiveram relacionamentos complicados com o pai e viraram garotos propagandas na mídia. Mas, apesar de Beckham também poder ser considerado um galã, na minha humilde opinião, apesar de tudo, ele foi mais jogador do que garoto propaganda. Podemos ver em sua história de vida, muitos altos e baixos, mas com certeza ele fez história no futebol e será lembrado como um jogador. 

Já Neymar, no início ele realmente era humilde e gostava de jogar futebol. Podemos ver que ele realmente era o melhor jogador até então. Mas, acredito que talvez a fama, dinheiro ou pressão de ter que ser jogador e manter sua imagem de o melhor jogador do mundo, tenha criado essa explosão que ele acabou se tornando. Dizer que a opinião dos outros não importa para ele? Pode até ser uma atitude madura, mas aí a fazer coisas porque a opinião pública não importa, já acho exagero. Não é como se fosse sua autenticidade. È como se ele vivesse no modo "tô nem aí" e gasto meu dinheiro e faço da minha vida o que quiser e você não tem nada a ver com isso. 

Eu entendo que quando se fica famoso, as marcas querem a imagem dessa pessoa para gerar mais fama e dinheiro com seus produtos. Muitos jogadores acabam fazendo isso também. Mas acho que depois de um determinado tempo, Neymar deixou de ser jogador para ser uma marca. Claro que como ele ressaltou que durante a copa do Mundo em que fizeram marcação cerrada nele e ele vivia caindo, ele disse que lógico, que ele não fazia de propósito,quem que gosta de ficar caindo daquele jeito? Mas, para mim, foi mais uma birra ou um modo de fugir da responsabilidade. Do mesmo modo que ele quis sair do Barcelona e foi para o PSG e depois quis voltar. Eu vejo essa saída como motivo óbvio, ele queria ser o melhor lá mas não conseguiu porque o Messi era o melhor. 

Ele assumiu o filho que teve, foi acusado de agressão sexual, mas cadê a mulher que mudou a vida dele? Nem menção da Bruna Marquezine, ela não querer participar é compreensível, mas poderiam ter a mencionado. Quem é que dispensa a Bruna Marquezine? Mas enfim, ele pode até funcionar no meio do caos, mas poderia ser trazendo o título da copa para o Brasil né. Acredito que esse documentário foi só para exaltar ainda mais seu ego e se não for mostrar seu futebol nos jogos do Brasil, para mim continua sendo uma marca, um garoto propaganda. 

Vou procurar mais documentários sobre futebol ou outros jogadores. Não é possível que todos tenham essa síndrome da fama e se tornam celebridades em vez de só jogadores. Mas, para quem é fã do Neymar, o documentário é muito bom. Mas para quem esperava mais, como eu, achei vazio. Acredito que o doc não foi muito bem conduzido e escolheram focar em coisas que só exaltaram ele como um jogador problemático. Não sei se queriam fazer jus ao título do doc ou se a intenção foi deixar essa sensação mesmo. Geralmente não sou muito exigente com documentários sobre celebridades, pois ver a história deles a partir de seu próprio ponto de vista, sempre é diferente do que a mídia expõe, uma vez que o trabalho da mídia é procurar ocasiões vergonhosas e humilhantes das celebridades. Em todo caso, fiquei dividida entre ser bom ou ruim. Então digamos que achei o doc razoável. 

Nota 7/10

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Pousando no amor (K-drama/ Crash, Landing on you) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Eu amo doramas, mas as vezes acontece de eu ver um que não me cativa por completo. Ser 100% satisfatório é difícil, mas sempre tem as partes maravilhosas que supera as ruins. No entanto, Pousando no amor não me foi tão incrível quanto gostaria que fosse. Mas vamos lá. 






Ano de lançamento 2019

1 temporada 16 episódios 

Elenco Hyun Bin, Son Ye-Jin, Lee Shin-Young, Kim Young-Min, Yang Kyung-Won, Yoo Su-Bin, Tang Jun-Sang


Recomendação talvez



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Yoon Seri, é CEO e herdeira de um conglomerado da Coreia do Sul e Ri Jeong Hyeok é capitão, filho de um militar de alta patente da Coreia do Norte. Os dois acabam se conhecendo quando Yoon Seri literalmente cai do céu indo parar na Coreia do Norte. Acontece que ela muito fã de parapente, acaba enfrentando uma tempestade que acaba a levando para outras terras. Jeong Hyeok acaba a encontrando e por inúmeros motivos, acaba a acolhendo até conseguir mandá-la de volta para seu lado do país. 

No entanto, a cada tentativa, há uma falha obrigando Seri a continuar escondida com Hyeok. Assim, ela conhece as mulheres da vizinhança e os soldados subordinados de Hyeok. Mas as coisas não são tão fáceis assim. Devido às diferenças culturais, todo o conforto que Seri tinha em sua casa, no Norte ela é privada de quase tudo. Mas, ela acaba recebendo mais calor e carinho com esses desconhecidos do que com sua família, já que seus dois irmãos mais velhos estavam disputando o seu lugar nos negócios da família. Seu pai iria dar  a empresa da família para Seri, mas com seu desaparecimento, seus irmãos e suas esposas, tentaram de tudo para que ela permanecesse desaparecida até um deles conseguir a herança. 

Além de tudo isso, sua permanência no Norte era perigosa tanto para ela quanto para Hyeok. Mas, mesmo quando ela consegue voltar para casa, ela ainda corria perigo, fazendo com que ele fosse atrás dela. 







Minhas divagações finais 

Apesar de ter sido muito bem falado, confesso que desde o primeiro episódio não consegui me conectar com o dorama. Isso também aconteceu com A rainha das lágrimas. Então, sabia que ia demorar para conseguir terminar e foi o que aconteceu. Levei meses para chegar ao fim mas consegui e ainda por cima para ver um final compreensível mas não tão satisfatório. 

Confesso que Seri e Hyeok tiveram uma química linda desde o início e que Son Ye-Jin é maravilhosa, tanto que o casal protagonista realizou meu sonho de fim de dorama na vida real. Hyun Bin não é meu ator preferido, nem acho um galã, embora tenha visto seus principais doramas, mas, até que tem seu charme. 

A história dos dois não é meu tipo de romance preferido. Já começa que eles vem de mundos completamente diferentes, onde pela posição de Hyeok não tinha uma solução romântica como ele se casando com Seri. Além do que, ele ainda tinha uma noiva antes de abrigar a Seri em sua casa. E no início as hostilidades dos soldados do Hyeok contra a Seri, foram injustificáveis, embora fosse compreensível uma vez que viviam em um país fechado, onde quase tudo era proibido. 

Inicialmente pensei que a noiva de Hyeok, Seo Dan, fosse uma daquelas vilãs que transformaria a vida de Seri em um inferno. Mas a ironia do dorama, foi fazer ela se encontrar com o vigarista e olha só, ex pretendente de Seri, Seung-Jun e se apaixonarem. Embora Dan tivesse resistido ao máximo protegendo seu amor de 10 anos pelo Hyeok.  Gente, esperar 10 anos por alguém que nunca demonstrou um mínimo de afeto por ela? Que falta de amor próprio. 

Mas o melhor personagem muito bem trabalhado foi Jeong Man-Bok, que conhecia a verdade por trás da morte do irmão de Hyeok e que trabalhava escutando as conversas que acontecia na casa de Hyeok. Ele teve seus motivos para no fim ajudar Hyeok e ainda participou da busca pelo mesmo com os soldados de Hyeok em plena Coreia do Sul. O que claro foi surreal. A realidade entre Norte e Sul pode até ter sido próxima do que realmente acontece por lá, mas temos que manter em mente que o dorama foi bem fictício. 

Apesar de tantos elogios pela obra, eu assisti me arrastando pelos episódios e pulando muitas partes porque estava muito sem graça. Eu quis amar muito esse dorama como a maioria amou, mas infelizmente não vingou para mim. Embora tenha tido um dos clichês que sempre afirmo que a maioria que os doramas possuem, que é o casal protagonista já terem se conhecido quando crianças ou em algum momento de suas vidas. Que foi o que aconteceu e pelo menos isso foi satisfatório para mim. Mais uma vez reitero que o final foi compreensível mas claro que esperava mais. Então para mim, não valeu a longa jornada para chegar a esse desfecho. 

Sem contar que não entendi muito bem porque a mãe (que acabei descobrindo depois de ler alguns comentários) era na verdade madrasta. Mas então era mãe dos irmãos mais velhos ou era uma terceira esposa? O modo como tratava Seri desde pequena era muito confuso. Principalmente depois do que quase fez com ela e depois sua explicação do porquê agia daquela forma somente com ela. Comecei e terminei sem entender essa relação. E quem não gostaria que o casal improvável mas que acabou sendo fofo, Dan e Seung-Jun não merecessem um final diferente? Embora, fosse o mesmo caso de Seri e Hyeok que estavam em lados opostos do país. 

Mas enfim, me estendi demais e acho que posso dizer que as partes que realmente valeram a pena, foram as que Seri e Hyeok tiveram na Coreia do Sul. Fora isso, infelizmente para mim, o dorama não foi grande coisa. 

Nota 6/10

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] O diário da empregada - Divagando Sempre

 

Fala Divas e Divos, tudo bem com vocês? Hoje trago aqui no meu espaço de divagações esse livro que foi um misto de tédio, suspense e incredulidade. Vamos lá.






Ano da primeira publicação 2024

Páginas 336

Autor/a Loreth Anne White


Recomendação: sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Kit Darling é uma empregada que tem como vício bisbilhotar as casas em que trabalha. Geralmente ela estuda o local antes, faz seu serviço antes do término do horário para poder vasculhar os segredos de seus empregadores. Mas um dia, uma casa chama sua atenção. 

O casal contrata os serviços de sua empresa e ela sem saber a quem pertence começa a trabalhar ali. O dono da casa sai cedo para o trabalho e a esposa, grávida, sai antes da empregada chegar voltando apenas quando esta termina seu serviço. Mas após descobrir a quem pertence a residência, Kit fica obcecada e seu passado volta a assombrá-la. Ela então acaba descobrindo os segredos do casal e planeja se vingar com um plano mirabolante. 



Minhas divagações finais

Só comecei a leitura por causa do desafio do Skeelo. Mas acabei terminando bem antes da meta prevista no grupo. Não gostei muito da personagem da Kit, então no início a leitura seguiu meio arrastada. 

De início temos a Kit, depois temos o casal Daisy e John. Ao decorrer da história, o casal acaba revelando os terríveis segredos que guardavam. Daisy grávida, conhece outra mulher na mesma condição que ela e faz amizade. 

Temos ainda Beulah, uma idosa cadeirante que da janela do seu quarto no segundo andar, ela viu algo suspeito e chamou a polícia. Apesar de sua sanidade ser questionada, essa chamada foi o ponto de partida para a investigação de Mallory, uma detetive que investigou o desaparecimento de Kit.

Ao final, temos o diário de Kit que contém toda a resolução da trama. Não nego que chegando para o final, a história ficou tão empolgante que eu não conseguia parar de ler enquanto não chegasse ao final. Mas, você acaba imaginando como tudo vai terminar. 

Os capítulos são divididos entre a visão de Kit, Daisy, John e Mallory. Alguns são de dias antes do suposto assassinato, então é preciso estar atento nesses detalhes. A cena do crime inicialmente foi uma casa com manchas terríveis de sangue, um par de tênis perdido e torta e flores largados na entrada da casa. Conforme a história vai chegando nesse ponto até sabermos o que realmente aconteceu, várias teorias são formadas. Mas a partir de uma informação sobre Kit, você acaba desvendando todo o mistério e tudo não passou de um plano, diga-se de passagem, muito bem elaborado. 

Mas, apesar de ter gostado desse desfecho, a elaboração até esse momento, foi muito cansativo. Embora não deixa de ser eletrizante no final. Mas, não se deixe enganar, Kit foi uma personagem para mim, que apesar de tudo que sofreu, durante esse tempo em que contou sua história, em nenhum momento senti empatia ou simpatia por ela. Por trabalhar nas casas das pessoas, a achei completamente inconveniente ser tão bisbilhoteira. Até desconfiei do filho da Beulah. Mas ele só era ordinário, esperando a mãe morrer para ficar com a casa dela. 

Apesar que não nego que a partir do momento que Kit descobriu quem eram o casal Daisy e John, ela elaborou em poucos meses um plano de gênio. E quem prestar atenção nos mínimos detalhes, pode descobrir bem antes, tudo o que está para acontecer no final. Ainda assim, apesar do mistério todo, Kit foi uma personagem cheia de problemas, sua vida não foi fácil, mas depois de anos fazer a justiça com as próprias mãos? Isso apenas porque surgiu essa oportunidade, pois até então, ela nem havia cogitado tal coisa.  Confesso que o casal mereceu e que para uma mulher simples, Kit teve uma ideia de gênio. Mas infelizmente sua personalidade não me cativou, então não fiquei totalmente satisfeita com seu final. Se fosse uma outra personalidade, até ficaria feliz com sua conquista, pois alguém que sofreu como ela e teve provas disso, merecia ser feliz, mas...

Nota  8/10

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Apocalipse Z: o princípio do fim (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Seguindo a temática de monstros após ler Eu sou a lenda, hoje trago esse livro que vi o filme primeiro, mas a história segue impressionante nos dois. 






Ano da primeira publicação 2007

Páginas 312

Autor/a Manel Loureiro


Recomendação: com certeza 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Um jovem advogado leva sua vida normalmente em uma pequena cidade da Espanha, na companhia de seu gato Lúculo, quando notícias perturbadoras sobre um vírus circulando pelo país o deixa alarmado. Apesar das notícias serem preocupantes, e parecer tomar proporções mundiais, as coisas acabam se alastrando de modo rápido e assustadora. 

A cidade rapidamente é evacuada mas nosso jovem advogado fica em sua casa, vendo seus vizinhos saírem as pressas ou então serem dominados por esse vírus que os transforma em não mortos. Eles atacam outras pessoas os infectandos e transformando na mesma coisa. Ele não sairia de cada se suas provisões não estivessem acabando e se seu vizinho inconsequente não tivesse sido infectado. Agora sozinho com seu gato, ele explora o que resta da cidade e sai a procura de um barco. 

Porém, no caminho ele encontra pessoas não muito confiáveis que o forçam a executar um plano de resgate de uma encomenda na cidade tendo que enfrentar os não mortos tendo Lúculo como refém. Assim ele conhece Viktor Pritchenko, e juntos tentam sobreviver a fuga do navio e dos não mortos. Eles conseguem chegar a um hospital, porém Pritchenko está gravemente ferido. Eles encontram mais duas sobreviventes e poderiam continuar no local por vários meses ainda, se um incêndio florestal não se alastrasse rapidamente em direção ao hospital. 



Minhas divagações finais 

Agora entendo porque falaram que o livro era muito melhor do que o filme. Embora eu tenha preferido a cena do filme em que o protagonista fica sozinho na cidade mas acaba encontrando uma idosa cadeirante. Essa dupla foi mais emocionante do que a do livro, embora o livro tenha sido bem mais tenso e solitário desde o início. E como o protagonista escreve suas memórias em uma espécie de diário, ele segue sem nome, embora no filme ele se chame Manel. 

Também preferi o encontro com Pritchenko no livro bem melhor e mais trabalhada. E fez muito mais sentido os homens do navio quererem perseguir o protagonista uma vez que ele os enganou e fugiu. Embora o que eles faziam no filme fosse cruel, não havia entendido o motivo de quererem matá-lo tanto como no livro. Algumas coisas seguiram semelhantes, como Pritchenko se ferindo e eles encontrando um hospital. Porém, o número de sobreviventes é diferente e no filme, colocaram uma mulher que nos fez entender que possivelmente seria um novo interesse amoroso para o protagonista. 

A fuga do hospital também segue diferente, embora tenham conseguido encontrar um helicóptero. Mas, em nenhum momento o protagonista conseguiu contato com sua irmã. No filme mostrou as mensagens que ele acabou conseguindo receber mas as notícias não eram muito boas. Então, ficamos ansiosos esperando a continuação, já que a jornada do protagonista aparentemente não terminou. 

Todo Apocalipse tem foco em uma determinada pessoa. Alguns são especializados já em combate como soldados, policiais ou entendem de medicina como médicos ou enfermeiros, que são bem úteis em crises como essa. Mas, nosso protagonista é um simples advogado, que acabou ficando sozinho com seu gato, mas na tentativa de encontrar um lugar melhor e mais seguro, vai encontrando pelo caminho sobreviventes que podem ser uma ameaça ou podem se juntar a ele para sobreviver. 

Por ser uma pessoa comum e ter que aprender a manejar armas e principalmente matar, porque mesmo que os não mortos não sejam mais quem conhecemos, um dia foram alguém que amamos, então ter que matar um desses seres, mesmo sabendo que é para se proteger, pelo menos o primeiro deixa um impacto profundo na alma. E ver um personagem desses crescer e se tornar o herói a partir de um homem comum, é muito mais incrível do que se ele fosse um soldado do exército. 

As descrições das mortes e o que acontece com o corpo durante esse processo, são muito boas. São muito bem detalhadas. Faz parecer que estamos ali com o protagonista presenciando toda a cena junto com ele. E mesmo que um filme tenha as cenas visuais, imaginar a partir de uma descrição, para mim que amo ler, foi muito melhor. A tensão em todas as fugas e mesmo que tenha visto o filme primeiro, como sempre as adaptações sofrem mudanças, não temos 100% de certezas que tudo terminará da forma que conhecemos. Mas, apesar de ter tido pequenas mudancas, basicamente seguiu-se quase a mesma trajetória. 

Pelo menos nosso amigo peludo Lúculo continua esbanjando sua graça e mau humor até o fim. Caso tenha um segundo filme, vamos ver como segue em relação aos livros. Ansiosa para ler a continuação e ver como essa jornada termina. Pritchenko foi um personagem secundário que torcemos por ele até o último segundo. 

Nota 10/10

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Eu sou a lenda (filme) - Divagando Sempre

 

Salve Divas e Divos. Como li o livro, resolvi ver o filme novamente para relembrar a história. Segue com:






Ano de lançamento 2007

Duração 1h 41m

Direção Francis Lawrence

Elenco Will Smith


Recomendação mediana



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Robert Neville é um cientista que passa seus dias acompanhado de sua cadela Sam após um surto de um vírus se propagar e infectar toda a cidade. Ele, por algum motivo desconhecido, é imune ao vírus, que se propaga pelo ar ou pela mordida. 

Durante o dia ele circula pela cidade deserta e espera em um ponto específico ao meio-dia, após enviar mensagens para algum sobrevivente perdido, dizendo que pode ajudar com comida e abrigo. No entanto os dias passam solitários. Ele também faz pesquisas tentando encontrar uma cura e durante a noite, se esconde em sua casa fortificada protegido dos monstros lá fora. 

Porém, um dia, Sam se descuida e infelizmente é infectada. Arrasado, Neville tenta então enfrentar os monstros mas é encurralado e ferido, sendo salvo por uma mulher e seu filho. Ela diz que existe um local onde há sobreviventes e está indo para lá. Mas Neville se nega a sair de sua casa, insistindo que ainda encontrará uma cura, quando sua casa é invadida pelos monstros. 








Minhas divagações finais 

A primeira vez que vi o filme tinha achado muito bom, mas depois que li o livro, meu amigo, o filme perdeu totalmente a graça, tanto que não tive paciência para ver muitas coisas. Já começa o meu desgosto pelas mudanças. Até hoje não entendo porque as adaptações sempre tem que mudar a história original. Então não é uma adaptação, poderia dizer apenas que é uma inspiração da história original. 

O livro foi bem mais pesado e solitário. Já começa com as diferenças sobre o trabalho do protagonista. No livro ele ia a biblioteca e estudava tudo sobre o sangue, vírus e bactérias. A diferença na morte de sua família no livro foi bem mais impactante. Sua solidão no livro era tanta, que ele algumas vezes até pensava sexualmente nas mulheres vampiros. Fora que, no filme, ele já começa a jornada acompanhado de um cachorro. Mesmo que fosse solitário sem outros humanos, ele tinha uma companhia. Diferente do livro que quando ele encontrou um cachorro de rua, demorou semanas para conquistar sua confiança, mas o animal já muito debilitado veio a falecer. 

E claro, temos o final completamente diferente. Eu, particularmente prefiro a do livro. Fez muito mais sentido e foi bem mais impactante. Também não gostei muito como os monstros foram retratados no filme. Tinham até feições que lembravam os humanos, mas acho que teria sido mais interessante se mantivessem a ideia dos vampiros. Como a do livro, com alhos, estacas e cruzes, embora eu tenha concluído durante a leitura que não fazia muito sentido a cruz, a não ser que fosse algo religioso. 

Li enquanto procurava outras críticas sobre o filme, que aparentemente terá uma sequência. Eu me pergunto para que? Eu, acho que se tivesse terminado como no livro, poderia tranquilamente encerrar a história ali. Daí você sabe o que aconteceu com Neville e que uma nova sociedade de seres que sofreram mutação está se formando. Ponto final. Embora a jornada triste e solitária de Neville tenha me deixado revoltada com aquele final, ainda faz mais sentido do que a do filme. 

Mas não tem como negar, que algumas vezes ao entardecer, quando olho a sombra do sol se pondo batendo nos edifícios, lembro do filme e penso: hora de voltar para casa. É certo que a maioria das vezes para mim, o livro sempre será melhor que o filme. Embora na época tenha gostado do filme, acho que faltou muitas coisas para a altura do livro. Quando Neville se trancava em sua casa, a primeira vez até fiquei apavorada com ele deitado na banheira com seu cachorro enquanto se ouvia os monstros lá fora. Mas no livro, ele não escondia seus rastros, os vampiros sabiam onde ele estava e até tinha um, que era seu conhecido antes do surto dominar a cidade, que quando escurecia saía e ficava gritando o nome de Neville. 

A solidão era tanta no livro que Neville passava a maior parte do tempo fortificando sua casa, estudando sobre vírus e se embebedando. E o choque de saber que era o último sobrevivente do mundo, foi mais interessante do que no filme. Que aliás, já conta que ele é imune, onde no livro não tinha nada disso. Mas enfim, assisti novamente só para relembrar, mas infelizmente não era tão bom quanto ficou na minha memória. 

Nota 7/10


[Resenha/crítica] Eu sou a lenda (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos.  Iniciando o ano com essa leitura solitária ao extremo mas muito boa. Vamos lá.






Ano da primeira publicação 

Páginas 296

Autor/a Richard Metheson



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Robert Neville, até onde ele sabe, pode ser o último sobrevivente de uma praga que assolou o mundo. Homem, mulher, criança, todos se transformaram em criaturas horrendas e seus vizinhos agora, quando anoitece, esperam por uma oportunidade para pegar Neville. 

Este, passa seus dias divididos em: a noite se embriaga protegido em sua casa fortificada e de dia, sai para explorar as vizinhanças em busca de mais comida ou arruma sua casa onde as criaturas podem ter danificado algo. Além de lutar contra a solidão e a insanidade. 

Até que após meses ele encontra dois únicos sobreviventes. Um cachorro já em seus últimos dias e uma mulher misteriosa. No entanto, nenhum desses dois encontros foram felizes. 



Minhas divagações finais 

Descobri que o livro teve várias adaptações cinematográficas fora a do Will Smith, que foi o único que conhecia. E diga-se de passagem, antes de ler o livro, tinha achado a história incrível, mas com a leitura, com certeza o livro é muito mais desolador. 

Neville passa a história inteira completamente sozinho, tirando as criaturas que saem a noite e ficam cercando sua casa esperando por ele. No filme ele já começa na companhia de um cachorro. 

A solidão que o livro passa é avassaladora e muito mais triste quando ele invoca suas memórias. Principalmente porque ele continuou em sua casa, onde perdeu sua esposa e filha. E como qualquer história de sobrevivência, Neville trabalhou duro para fortificar sua casa e ainda passou dias estudando sobre os motivos da praga e como combatê-la.  

Como não me lembrava de muitas coisas do filme, eu pensava que Neville era imune ao vírus e que seu sangue continha a cura. Me lembrou agora The Last of Us, embora nesse tivesse muito mais sobreviventes. Embora o final tenha sido completamente injusto, sim, pois para mim é aquele tipo de história que o protagonista sofre do inicio ao fim para se ter um fim daqueles, é injusto demais, por um segundo, quando terminei fiquei dividida entre arrasada e injuriada. Foi uma longa jornada de terror e solidão, para tudo se acabar com o título da história. Embora confesso que também achei isso fenomenal. 

Não vou negar que boa parte da leitura pode parecer monótono, mas garanto que apesar do final, valeu muito a pena a leitura. Com certeza achei muito melhor que o filme. Só achei um tanto confuso as descobertas de Neville quanto ao combate das criaturas, que ele acabou chamando de vampiros. Acertar uma estaca no peito ou os efeitos do alho achei interessante. Mas não vi sentido na cruz, cientificamente falando, já que a cruz teria um sentido mais religioso. Teria mais sentido se fosse algo demoníaco, uma vez que Neville estava estudando o sangue e havia descoberto algo relacionado com bacilo. Na verdade, vampiro para mim nunca fez muito sentido, apesar que sempre amei suas histórias. Assim como os zumbis. Mas, com ou sem sentido, eu amo essas criaturas. Embora volto a afirmar que se tivesse qualquer espécie de Apocalipse, com certeza não seria apta a luta pela sobrevivência. Convenhamos, é muito cansativo e se encontrar outros sobreviventes, vai ter que lutar contra eles também. Pois em crises apocalípticas sempre se criam outra sociedade e muitas vezes são de pessoas gananciosas e de mau caráter. O que o final do livro, acaba provando meu ponto. 

Mas enfim, super recomendo a leitura. 

Nota 10/10

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