sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] O diário da empregada - Divagando Sempre

 

Fala Divas e Divos, tudo bem com vocês? Hoje trago aqui no meu espaço de divagações esse livro que foi um misto de tédio, suspense e incredulidade. Vamos lá.






Ano da primeira publicação 2024

Páginas 336

Autor/a Loreth Anne White


Recomendação: sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Kit Darling é uma empregada que tem como vício bisbilhotar as casas em que trabalha. Geralmente ela estuda o local antes, faz seu serviço antes do término do horário para poder vasculhar os segredos de seus empregadores. Mas um dia, uma casa chama sua atenção. 

O casal contrata os serviços de sua empresa e ela sem saber a quem pertence começa a trabalhar ali. O dono da casa sai cedo para o trabalho e a esposa, grávida, sai antes da empregada chegar voltando apenas quando esta termina seu serviço. Mas após descobrir a quem pertence a residência, Kit fica obcecada e seu passado volta a assombrá-la. Ela então acaba descobrindo os segredos do casal e planeja se vingar com um plano mirabolante. 



Minhas divagações finais

Só comecei a leitura por causa do desafio do Skeelo. Mas acabei terminando bem antes da meta prevista no grupo. Não gostei muito da personagem da Kit, então no início a leitura seguiu meio arrastada. 

De início temos a Kit, depois temos o casal Daisy e John. Ao decorrer da história, o casal acaba revelando os terríveis segredos que guardavam. Daisy grávida, conhece outra mulher na mesma condição que ela e faz amizade. 

Temos ainda Beulah, uma idosa cadeirante que da janela do seu quarto no segundo andar, ela viu algo suspeito e chamou a polícia. Apesar de sua sanidade ser questionada, essa chamada foi o ponto de partida para a investigação de Mallory, uma detetive que investigou o desaparecimento de Kit.

Ao final, temos o diário de Kit que contém toda a resolução da trama. Não nego que chegando para o final, a história ficou tão empolgante que eu não conseguia parar de ler enquanto não chegasse ao final. Mas, você acaba imaginando como tudo vai terminar. 

Os capítulos são divididos entre a visão de Kit, Daisy, John e Mallory. Alguns são de dias antes do suposto assassinato, então é preciso estar atento nesses detalhes. A cena do crime inicialmente foi uma casa com manchas terríveis de sangue, um par de tênis perdido e torta e flores largados na entrada da casa. Conforme a história vai chegando nesse ponto até sabermos o que realmente aconteceu, várias teorias são formadas. Mas a partir de uma informação sobre Kit, você acaba desvendando todo o mistério e tudo não passou de um plano, diga-se de passagem, muito bem elaborado. 

Mas, apesar de ter gostado desse desfecho, a elaboração até esse momento, foi muito cansativo. Embora não deixa de ser eletrizante no final. Mas, não se deixe enganar, Kit foi uma personagem para mim, que apesar de tudo que sofreu, durante esse tempo em que contou sua história, em nenhum momento senti empatia ou simpatia por ela. Por trabalhar nas casas das pessoas, a achei completamente inconveniente ser tão bisbilhoteira. Até desconfiei do filho da Beulah. Mas ele só era ordinário, esperando a mãe morrer para ficar com a casa dela. 

Apesar que não nego que a partir do momento que Kit descobriu quem eram o casal Daisy e John, ela elaborou em poucos meses um plano de gênio. E quem prestar atenção nos mínimos detalhes, pode descobrir bem antes, tudo o que está para acontecer no final. Ainda assim, apesar do mistério todo, Kit foi uma personagem cheia de problemas, sua vida não foi fácil, mas depois de anos fazer a justiça com as próprias mãos? Isso apenas porque surgiu essa oportunidade, pois até então, ela nem havia cogitado tal coisa.  Confesso que o casal mereceu e que para uma mulher simples, Kit teve uma ideia de gênio. Mas infelizmente sua personalidade não me cativou, então não fiquei totalmente satisfeita com seu final. Se fosse uma outra personalidade, até ficaria feliz com sua conquista, pois alguém que sofreu como ela e teve provas disso, merecia ser feliz, mas...

Nota  8/10

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

[Resenha/crítica] Apocalipse Z: o princípio do fim (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Seguindo a temática de monstros após ler Eu sou a lenda, hoje trago esse livro que vi o filme primeiro, mas a história segue impressionante nos dois. 






Ano da primeira publicação 2007

Páginas 312

Autor/a Manel Loureiro


Recomendação: com certeza 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Um jovem advogado leva sua vida normalmente em uma pequena cidade da Espanha, na companhia de seu gato Lúculo, quando notícias perturbadoras sobre um vírus circulando pelo país o deixa alarmado. Apesar das notícias serem preocupantes, e parecer tomar proporções mundiais, as coisas acabam se alastrando de modo rápido e assustadora. 

A cidade rapidamente é evacuada mas nosso jovem advogado fica em sua casa, vendo seus vizinhos saírem as pressas ou então serem dominados por esse vírus que os transforma em não mortos. Eles atacam outras pessoas os infectandos e transformando na mesma coisa. Ele não sairia de cada se suas provisões não estivessem acabando e se seu vizinho inconsequente não tivesse sido infectado. Agora sozinho com seu gato, ele explora o que resta da cidade e sai a procura de um barco. 

Porém, no caminho ele encontra pessoas não muito confiáveis que o forçam a executar um plano de resgate de uma encomenda na cidade tendo que enfrentar os não mortos tendo Lúculo como refém. Assim ele conhece Viktor Pritchenko, e juntos tentam sobreviver a fuga do navio e dos não mortos. Eles conseguem chegar a um hospital, porém Pritchenko está gravemente ferido. Eles encontram mais duas sobreviventes e poderiam continuar no local por vários meses ainda, se um incêndio florestal não se alastrasse rapidamente em direção ao hospital. 



Minhas divagações finais 

Agora entendo porque falaram que o livro era muito melhor do que o filme. Embora eu tenha preferido a cena do filme em que o protagonista fica sozinho na cidade mas acaba encontrando uma idosa cadeirante. Essa dupla foi mais emocionante do que a do livro, embora o livro tenha sido bem mais tenso e solitário desde o início. E como o protagonista escreve suas memórias em uma espécie de diário, ele segue sem nome, embora no filme ele se chame Manel. 

Também preferi o encontro com Pritchenko no livro bem melhor e mais trabalhada. E fez muito mais sentido os homens do navio quererem perseguir o protagonista uma vez que ele os enganou e fugiu. Embora o que eles faziam no filme fosse cruel, não havia entendido o motivo de quererem matá-lo tanto como no livro. Algumas coisas seguiram semelhantes, como Pritchenko se ferindo e eles encontrando um hospital. Porém, o número de sobreviventes é diferente e no filme, colocaram uma mulher que nos fez entender que possivelmente seria um novo interesse amoroso para o protagonista. 

A fuga do hospital também segue diferente, embora tenham conseguido encontrar um helicóptero. Mas, em nenhum momento o protagonista conseguiu contato com sua irmã. No filme mostrou as mensagens que ele acabou conseguindo receber mas as notícias não eram muito boas. Então, ficamos ansiosos esperando a continuação, já que a jornada do protagonista aparentemente não terminou. 

Todo Apocalipse tem foco em uma determinada pessoa. Alguns são especializados já em combate como soldados, policiais ou entendem de medicina como médicos ou enfermeiros, que são bem úteis em crises como essa. Mas, nosso protagonista é um simples advogado, que acabou ficando sozinho com seu gato, mas na tentativa de encontrar um lugar melhor e mais seguro, vai encontrando pelo caminho sobreviventes que podem ser uma ameaça ou podem se juntar a ele para sobreviver. 

Por ser uma pessoa comum e ter que aprender a manejar armas e principalmente matar, porque mesmo que os não mortos não sejam mais quem conhecemos, um dia foram alguém que amamos, então ter que matar um desses seres, mesmo sabendo que é para se proteger, pelo menos o primeiro deixa um impacto profundo na alma. E ver um personagem desses crescer e se tornar o herói a partir de um homem comum, é muito mais incrível do que se ele fosse um soldado do exército. 

As descrições das mortes e o que acontece com o corpo durante esse processo, são muito boas. São muito bem detalhadas. Faz parecer que estamos ali com o protagonista presenciando toda a cena junto com ele. E mesmo que um filme tenha as cenas visuais, imaginar a partir de uma descrição, para mim que amo ler, foi muito melhor. A tensão em todas as fugas e mesmo que tenha visto o filme primeiro, como sempre as adaptações sofrem mudanças, não temos 100% de certezas que tudo terminará da forma que conhecemos. Mas, apesar de ter tido pequenas mudancas, basicamente seguiu-se quase a mesma trajetória. 

Pelo menos nosso amigo peludo Lúculo continua esbanjando sua graça e mau humor até o fim. Caso tenha um segundo filme, vamos ver como segue em relação aos livros. Ansiosa para ler a continuação e ver como essa jornada termina. Pritchenko foi um personagem secundário que torcemos por ele até o último segundo. 

Nota 10/10

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

[Review/crítica] Eu sou a lenda (filme) - Divagando Sempre

 

Salve Divas e Divos. Como li o livro, resolvi ver o filme novamente para relembrar a história. Segue com:






Ano de lançamento 2007

Duração 1h 41m

Direção Francis Lawrence

Elenco Will Smith


Recomendação mediana



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Robert Neville é um cientista que passa seus dias acompanhado de sua cadela Sam após um surto de um vírus se propagar e infectar toda a cidade. Ele, por algum motivo desconhecido, é imune ao vírus, que se propaga pelo ar ou pela mordida. 

Durante o dia ele circula pela cidade deserta e espera em um ponto específico ao meio-dia, após enviar mensagens para algum sobrevivente perdido, dizendo que pode ajudar com comida e abrigo. No entanto os dias passam solitários. Ele também faz pesquisas tentando encontrar uma cura e durante a noite, se esconde em sua casa fortificada protegido dos monstros lá fora. 

Porém, um dia, Sam se descuida e infelizmente é infectada. Arrasado, Neville tenta então enfrentar os monstros mas é encurralado e ferido, sendo salvo por uma mulher e seu filho. Ela diz que existe um local onde há sobreviventes e está indo para lá. Mas Neville se nega a sair de sua casa, insistindo que ainda encontrará uma cura, quando sua casa é invadida pelos monstros. 








Minhas divagações finais 

A primeira vez que vi o filme tinha achado muito bom, mas depois que li o livro, meu amigo, o filme perdeu totalmente a graça, tanto que não tive paciência para ver muitas coisas. Já começa o meu desgosto pelas mudanças. Até hoje não entendo porque as adaptações sempre tem que mudar a história original. Então não é uma adaptação, poderia dizer apenas que é uma inspiração da história original. 

O livro foi bem mais pesado e solitário. Já começa com as diferenças sobre o trabalho do protagonista. No livro ele ia a biblioteca e estudava tudo sobre o sangue, vírus e bactérias. A diferença na morte de sua família no livro foi bem mais impactante. Sua solidão no livro era tanta, que ele algumas vezes até pensava sexualmente nas mulheres vampiros. Fora que, no filme, ele já começa a jornada acompanhado de um cachorro. Mesmo que fosse solitário sem outros humanos, ele tinha uma companhia. Diferente do livro que quando ele encontrou um cachorro de rua, demorou semanas para conquistar sua confiança, mas o animal já muito debilitado veio a falecer. 

E claro, temos o final completamente diferente. Eu, particularmente prefiro a do livro. Fez muito mais sentido e foi bem mais impactante. Também não gostei muito como os monstros foram retratados no filme. Tinham até feições que lembravam os humanos, mas acho que teria sido mais interessante se mantivessem a ideia dos vampiros. Como a do livro, com alhos, estacas e cruzes, embora eu tenha concluído durante a leitura que não fazia muito sentido a cruz, a não ser que fosse algo religioso. 

Li enquanto procurava outras críticas sobre o filme, que aparentemente terá uma sequência. Eu me pergunto para que? Eu, acho que se tivesse terminado como no livro, poderia tranquilamente encerrar a história ali. Daí você sabe o que aconteceu com Neville e que uma nova sociedade de seres que sofreram mutação está se formando. Ponto final. Embora a jornada triste e solitária de Neville tenha me deixado revoltada com aquele final, ainda faz mais sentido do que a do filme. 

Mas não tem como negar, que algumas vezes ao entardecer, quando olho a sombra do sol se pondo batendo nos edifícios, lembro do filme e penso: hora de voltar para casa. É certo que a maioria das vezes para mim, o livro sempre será melhor que o filme. Embora na época tenha gostado do filme, acho que faltou muitas coisas para a altura do livro. Quando Neville se trancava em sua casa, a primeira vez até fiquei apavorada com ele deitado na banheira com seu cachorro enquanto se ouvia os monstros lá fora. Mas no livro, ele não escondia seus rastros, os vampiros sabiam onde ele estava e até tinha um, que era seu conhecido antes do surto dominar a cidade, que quando escurecia saía e ficava gritando o nome de Neville. 

A solidão era tanta no livro que Neville passava a maior parte do tempo fortificando sua casa, estudando sobre vírus e se embebedando. E o choque de saber que era o último sobrevivente do mundo, foi mais interessante do que no filme. Que aliás, já conta que ele é imune, onde no livro não tinha nada disso. Mas enfim, assisti novamente só para relembrar, mas infelizmente não era tão bom quanto ficou na minha memória. 

Nota 7/10


[Resenha/crítica] Eu sou a lenda (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos.  Iniciando o ano com essa leitura solitária ao extremo mas muito boa. Vamos lá.






Ano da primeira publicação 

Páginas 296

Autor/a Richard Metheson



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Robert Neville, até onde ele sabe, pode ser o último sobrevivente de uma praga que assolou o mundo. Homem, mulher, criança, todos se transformaram em criaturas horrendas e seus vizinhos agora, quando anoitece, esperam por uma oportunidade para pegar Neville. 

Este, passa seus dias divididos em: a noite se embriaga protegido em sua casa fortificada e de dia, sai para explorar as vizinhanças em busca de mais comida ou arruma sua casa onde as criaturas podem ter danificado algo. Além de lutar contra a solidão e a insanidade. 

Até que após meses ele encontra dois únicos sobreviventes. Um cachorro já em seus últimos dias e uma mulher misteriosa. No entanto, nenhum desses dois encontros foram felizes. 



Minhas divagações finais 

Descobri que o livro teve várias adaptações cinematográficas fora a do Will Smith, que foi o único que conhecia. E diga-se de passagem, antes de ler o livro, tinha achado a história incrível, mas com a leitura, com certeza o livro é muito mais desolador. 

Neville passa a história inteira completamente sozinho, tirando as criaturas que saem a noite e ficam cercando sua casa esperando por ele. No filme ele já começa na companhia de um cachorro. 

A solidão que o livro passa é avassaladora e muito mais triste quando ele invoca suas memórias. Principalmente porque ele continuou em sua casa, onde perdeu sua esposa e filha. E como qualquer história de sobrevivência, Neville trabalhou duro para fortificar sua casa e ainda passou dias estudando sobre os motivos da praga e como combatê-la.  

Como não me lembrava de muitas coisas do filme, eu pensava que Neville era imune ao vírus e que seu sangue continha a cura. Me lembrou agora The Last of Us, embora nesse tivesse muito mais sobreviventes. Embora o final tenha sido completamente injusto, sim, pois para mim é aquele tipo de história que o protagonista sofre do inicio ao fim para se ter um fim daqueles, é injusto demais, por um segundo, quando terminei fiquei dividida entre arrasada e injuriada. Foi uma longa jornada de terror e solidão, para tudo se acabar com o título da história. Embora confesso que também achei isso fenomenal. 

Não vou negar que boa parte da leitura pode parecer monótono, mas garanto que apesar do final, valeu muito a pena a leitura. Com certeza achei muito melhor que o filme. Só achei um tanto confuso as descobertas de Neville quanto ao combate das criaturas, que ele acabou chamando de vampiros. Acertar uma estaca no peito ou os efeitos do alho achei interessante. Mas não vi sentido na cruz, cientificamente falando, já que a cruz teria um sentido mais religioso. Teria mais sentido se fosse algo demoníaco, uma vez que Neville estava estudando o sangue e havia descoberto algo relacionado com bacilo. Na verdade, vampiro para mim nunca fez muito sentido, apesar que sempre amei suas histórias. Assim como os zumbis. Mas, com ou sem sentido, eu amo essas criaturas. Embora volto a afirmar que se tivesse qualquer espécie de Apocalipse, com certeza não seria apta a luta pela sobrevivência. Convenhamos, é muito cansativo e se encontrar outros sobreviventes, vai ter que lutar contra eles também. Pois em crises apocalípticas sempre se criam outra sociedade e muitas vezes são de pessoas gananciosas e de mau caráter. O que o final do livro, acaba provando meu ponto. 

Mas enfim, super recomendo a leitura. 

Nota 10/10

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

[Resenha/crítica] Dez dates surpresa - Divagando Sempre

 

Encerrando a maratona de natal um pouco atrasada. Mas tive meus motivos. Vamos de:





Ano da primeira publicação 2019

Páginas 324

Autor/a Ashley Elston



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Sophie, planejava passar as férias de fim de ano com seu namorado, até descobrir que ele queria umas férias dela. Decepcionada ela fica na casa de seus avós e acaba envolvida em um plano louco da família onde teria 10 encontros as cegas para esquecer o ex namorado. 

Seria fácil se sua família não fosse tão grande ou se ela simplesmente tivesse dito não e decidido ir ficar com seus pais que estão com sua irmã mais velha prestes a dar a luz. Mas no fim, ela acaba aceitando a proposta gerando o maior entretenimento para a família, com direito a bolão sobre a duração dos dates.

Uma pessoa da família escolheu um dia para Sophie e ela só saberá alguns detalhes na hora e quem será o pretendente no dia. Envolta em tanto mistério, trapalhadas e diversões, o que ela não imaginava era que além de ser divertido, seu verdadeiro amor estava mais próximo do que ela pensava. 



Minhas divagações finais 

Clichês dos clichês, infelizmente muito óbvio como tudo terminaria. Embora a jornada tenha sido até divertida. Mas, gostaria que o final tivesse sido diferente. Felizmente Sophie não foi uma personagem insuportável e mesmo que tenha descoberto as intenções do namorado sem querer, de início o que me irritou foi o plano louco de já quererem que ela saísse com outra pessoa. Já chega a ser absurdo com uma, imagina então com dez. 

Quando iniciei a leitura e vi a decepção dela com Griffin, só imaginava que ela iria querer ficar sozinha e chorando. Na melhor das hipóteses, eu ia preferir ficar em casa comendo, vendo filmes e chorando. Depois sairia com meus melhores amigos e o melhor de tudo, me encontraria novamente e descobriria que na vida não é preciso necessariamente depender de outra pessoa para ser feliz. 

Por isso, não iniciei muito empolgada a leitura embora tenha que admitir que pela idade de Sophie, ela só pensaria assim muito mais velha e com mais experiência de vida. Infelizmente nessa época da juventude, acreditamos que viver um romance é tudo nessa vida. E ter o coração partido é o fim de tudo. 

Alguns dates foram horríveis mesmo como o da tia Patrice e o das meninas malvadas. A tia é compreensível, sempre tem uma dessas na família. Mas a das meninas malvadas, embora também tenha esse tipo na família, elas fizeram o date mais na base de prejudicar Sophie do que de fato tentar ajudá-la. Então para quê se envolver? 

A relação com a irmã foi muito divertida e bem trabalhada. Agora, os dates do vô e da vó, eu sinceramente esperei algo melhor. Principalmente da vó. Acho que teria um final digno, já que estamos falando de clichê e lá vai SPOILER 

Embora dê para saber com quem ela termina no final, eu particularmente teria preferido que a vó tivesse escolhido o Wes para o final. Que ela teria percebido o que rolava entre os dois e tivesse armado o encontro final. Teria sido muito mais romântico e bonitinho do que a vó simplesmente dizer que escolheram 9 caras para ela e agora ela poderia escolher o último. Fora que foi broxante os dois no final nem se considerarem oficialmente namorados. Tudo isso, toda a bagunça dos dois se gostarem desde sempre mas o timing ser ridículo de ruim, para terminar desse jeito? 

A escrita foi fluída, ótima de se ler, tanto que devorei as páginas em poucos dias, a protagonista foi divertida até, embora a intromissão da vó para animar a neta tenha sido meio invasiva, embora se Sophie realmente não quisesse participar ela poderia ter simplesmente dito não. Mas o pior de tudo, foi o cara estar sempre ali do lado dela para ter aquele final. 

Fora a ênfase dos amigos em toda e qualquer oportunidade, ficar relembrando como Sophie era no passado e como estavam felizes com a volta dela. Manter amizades a distância é realmente super difícil. Você perde muitas coisas e no fim, cada um arranja outros amigos e a distância só aumenta. Mas, no caso deles, dois eram primos e um o vizinho. E não era como se tivessem vivido 10 anos separados. Então achei o drama da amizade meio exagerado. 

Mas enfim, foi em partes divertido e outras sem graça, mas apesar do final que esperava mais, foi até satisfatório. 

Nota 7/10

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

[Review/crítica] Looney Tunes e o Espírito de natal ( Bah humduck a looney Chistmas) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2006

Duração 46min

Direção Charles Visser




Recomendação: sim



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

A história é baseada no conto de Charles Dickens, onde Patolino é um ganancioso empresário dono de uma fantástica loja de brinquedos que as vésperas do Natal, obriga seus funcionários a trabalharem incansavelmente sem folga. Então ele é visitado por três espíritos do Natal, que irão lhe mostrar o verdadeiro espírito de Natal ou seu fim, caso ele não mude. 









Minhas divagações finais 

Com certeza não existe personagem melhor do que Patolino para ser o empresário avarento. Me admira que logo de início ele já ficou amedrontado com a ideia de fantasmas visitá-lo. 

Mesmo revisitando suas memórias infantis onde podemos ver um pequeno Patolino passando mais um Natal abandonado no orfanato, não justifica seus atos egoístas no futuro. Todos seus funcionários gostariam de descansar e passar pelo menos o Natal com suas famílias, mas são obrigados a continuarem trabalhando se quiserem manter seus empregos. 

Mas, com certeza o último Fantasma sempre impressiona quando mostra ao Patolino, seu destino final e solitário. Embora a presença da filha de um de seus empregados aqueça seu coração com gestos de bondade, mesmo após tudo o que ele fez para seu pai. 

Já vi algumas versões desse conto do Charles Dickens e me veio na cabeça imediatamente o Tio Patinhas sendo visitado pelos fantasmas por sua avareza. Ele também serviria muito bem nessa história. Não sei se já teve em animação ou nos quadrinhos, embora pareça repetitivo, seria divertido ver o velho Pato ranzinza sendo visitado pelos fantasmas dos patinhos Zezinho, Huguinho e Luizinho, lhe mostrando o que fez ao Donald, Mickey e Pateta. Com certeza deve existir algo parecido. 

Inicialmente achei que Pernalonga quem seria um dos responsáveis por mudar Patolino, mas obviamente ele era só um comprador de última hora que com certeza tiraria o Pato do sério. Embora o especial seja curtinho, achei muito divertido. De vez em quando é bom ver animações, ainda mais de clássicos que animaram sua infância. Embora esse seja mais atual, dos anos 2000 já, essa turma continua arrasando na diversão 

Nota 10/10

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

[Review/crítica] Charlie Brown: dia de Ação de Graças e Natal - Divagando Sempre

 

Seguindo com a maratona de natal com um dos meus desenhos preferidos. 



Charlie Brown e o dia de Ação de Graças 




Ano de lançamento 1973

Duração 30min

Direção Bill Meléndez, Phil Roman 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Charlie Brown se prepara para passar o dia de Ação de Graças na casa de sua avó, quando recebe uma ligação de Paty Pimentinha SE convidando para almoçar em sua casa. Sem conseguir lhe dizer que não estará em casa, ele agora é obrigado a tentar fazer algo com a ajuda de sua irmã Sally, seu amigo Linus e seu cachorro Snoopy, quando Paty confirma ainda que além dela, virão também sua amiga Marcie e Franklyn. 






Minhas divagações finais 

Sempre achei que o dia de Ação de Graças nos Estados Unidos fossem tipo, uns dias antes do Natal, mas é praticamente quase um mês antes. Esse feriado não é mundial pelo ato histórico da colonização inglesa, mas é famoso pelos filmes. 

Aqui, temos o dilema de nosso querido Charlie Brown ao receber Paty em sua casa por convite dela mesma. Apesar de ser uma data especial, no início da história vemos Lucy tentando convencer Charlie a chutar a bola e lhe garantindo que segurará para ele. Mas claro que Lucy jamais daria essa chance para ele. 

Nas histórias do Charlie, nunca esperei coerência, como o Snoopy por exemplo, quer um cachorro mais difícil do que este? Mas enfim, se é dia de Ação de Graças e o próprio Charlie vai passar com sua família, por que o Linus ficou ali? A Paty ainda tinha dito que seu pai havia saído, mas Linus tem sua irmã Lucy e seus pais. Só ele ficou para trás? Pois no fim, todos acabaram indo para a casa da avó de Charlie. 

Snoopy é tão ordinário que ajudou Charlie com uma refeição nada a ver para os amigos dele e quando ficou só ele e Woodstock, tirou um belo Peru assado com direito a torta ainda só para os dois. Mas é isso, sempre amei Snoopy e Charlie Brown. E rever esses desenhos antigos é muito nostálgico. Sempre me identifiquei com Charlie Brown por ele se sentir pessimista em relação a quase tudo e acreditar que ninguém gostava dele. 



O Natal do Charlie Brown





Ano de lançamento 1965

Duração 25min

Direção Bill Meléndez 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Normalmente Charlie Brown se sente deprimido mas próximo ao Natal ele se sente pior. Principalmente ao consultar sua caixa de correspondência e perceber que não recebeu nenhum cartão de Natal. Triste ele vai se aconselhar com Lucy, que lhe propõe a ser diretor da peça de Natal da escola, com o propósito de talvez encontrar o espírito natalino novamente, já que tudo se transformou em uma data meramente comercial. Mas com Charlie Brown nada é fácil, muito menos fazer com que outras crianças levem a peça a sério. 








Minhas divagações finais 

Não me recordo de já ter visto esse filminho. Lembro que amava a época de natal porque na TV geralmente passava os especiais de Natal, provavelmente foi aí que conheci os desenhos do Snoopy. Hoje em dia é tudo mais prático procurar algo para ver, mas naquela época era mágico esperar algum especial de Natal. 

Sempre triste como a maioria ignora Charlie Brown. Nunca entendi porque faziam isso com ele. Talvez seja exatamente por isso que sempre amei esse personagem. Odiei quando ele escolheu uma árvore de Natal e todos zombaram dele. Meu espírito natalino nessa hora saiu de férias, porque como eu xinguei aquelas criancinhas. 

Mas claro que no final tudo termina bem para nosso amigo azarado Charlie Brown. Nunca havia reparado que Linus era um verdadeiro nerd. Ele dando uma aula sobre o que é o Natal foi impressionante. Ele é meu segundo personagem preferido. Ele e seu cobertorzinho azul são icônicos. 

Enfim, a ordem cronológica dos desenhos não está em ordem, pois o da Ação de Graças assisti primeiro pela data ser antes de Natal. Os traços mudam um pouquinho, não sei se o ano tem alguma relação, mas essência do desenho permanece. 

Enfim, muito nostálgico e continuando amando esse desenho. 

Nota 10/10 


sábado, 21 de dezembro de 2024

[Review/crítica] O natal do pequeno Batman - Divagando Sempre

 

Nem no Natal, Batman tem sossego. E agora com seu filho, ser pai com certeza deve ser mais difícil que enfrentar o Coringa. 






Ano de lançamento 2023

Duração 1h 36m

Direção Mike Roth


Recomendação: mediana 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Com o nascimento de seu filho, Bruce Wayne como Batman, fez uma limpa na cidade para deixá-la segura e protegida para seu filho Damian. Este por sua vez, cresceu sabendo que seu pai é um super herói e por isso deseja seguir seus passos. 

Próximo ao Natal, o pequeno Damian ganha de presente de seu pai, um cinto de utilidades porém, não é exatamente o que o filho queria, visto que foi modificado para sua segurança. No entanto, Batman é chamado inesperadamente para uma missão e deixa Damian com Alfred. 

Enquanto o pai está ausente, Damian que gostaria de treinar a sério como ser um super herói, engana Alfred para poder ficar sozinho em casa e treinar. Mas, seu pequeno jeito desastrado deixa a casa sem luz e comunicação atraindo dois ladrões que estavam saqueando a vizinhança. Para proteger seu lar, Damian enfrenta os ladrões mas tem seu cinto roubado. 

Obcecado em tê-lo de volta, ele veste seu traje de Batman mirim e sai a procura dos bandidos. Mas seu jeito desastrado acaba destruindo o Natal de Gothan e ele se depara com Coringa e seus cúmplices. 






Minhas divagações finais 

Tudo que vem do universo do Batman é caótico. Porém, esse universo é tão extenso que nem dá para se prender a detalhes. Como quem seria a mãe do Damian? Pelo o que ele falou brevemente, aparentemente ela é uma vilã. Mas o que mais me irritou nessa animação, foi a chatice de Damian. Eu sei, é uma criança, o pai é um super herói, que filho não gostaria de seguir os passos do pai? Mas ele é uma criança muito enérgica. Coitado do velho Alfred. 

O mais irônico de tudo, é Batman sempre ter lutado contra os vilões mas só conseguiu limpar a cidade quando seu filho nasceu? Tá, eu não conheço tanto assim o universo da DC, mas pela quantidade de animações, filmes e quadrinhos, imagino que nada seja coerente. Mas gostei da referência ao filme Esqueceram de mim. Quando Damian montou as armadilhas para os dois ladrões, não tem como não lembrar do Kevin esquecido em sua casa a protegendo dos hilários e desastrados  ladrões. 

Mas, o modo como a história estava encaminhando, pensei que talvez seria interessante se no final Damian realmente se tornasse um vilão. Já que tudo indicava esse caminho. Mas o filme era sobre o Natal do pequeno Batman e pelo menos aqui, eles não transformaram o filho do Batman em vilão. Talvez em outro universo isso possa ter acontecido. Fora que pelo título, pensei que a história fosse realmente do Natal do Batman, mas de quando ele era criança. Quando entendi que era do filho dele e que era um menino chatíssimo, já perdi metade do interesse. 

Mas, para uma animação onde podemos esperar tudo e qualquer coisa, apesar do início do menino insuportável, acabou sendo até divertido. 

Nota 7/10

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

[Review/crítica] Uma segunda chance para amar - Divagando Sempre

 

Mais um para a coleção de filmes de Natal que achei tristes. 







Ano de lançamento 2019

Duração 1h 43m

Direção Paul Feig

Elenco Emilia Clarcke, Henry Golding, Michelle Yeoh, Emma Thompson


Recomendação: sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Kate, teve um período frágil em sua vida e após retornar a sua rotina, nada mais parece dar certo para ela. Seu relacionamento familiar é complicado, ela não tem onde ficar, sendo expulsa da casa dos amigos por pequenos acidentes causados por ela mesma, ela não consegue mais cantar e seu trabalho está por um fio na loja de presentes de Natal, onde um deslize seu custou a proprietária um assalto a sua loja. 

Mas, apesar de tudo isso, sua vida começa a mudar aos poucos, quando ela conhece Tom. Um rapaz bonito e simpático, que ama o Natal e ajudar as pessoas. Só que, ele é totalmente misterioso, difícil de ser encontrado quando Kate quer e ele guarda um segredo que pode abalar tudo o que Kate acredita sobre a vida. 






Minhas divagações finais 

Segunda vez que assisto esse filme e confesso que havia me esquecido completamente do desfecho da história. Eu me lembrava vagamente sobre o que Tom era, mas não lembrava o porquê de sua ligação com Kate. Fiquei chocada por ter me esquecido. 

Inicialmente acreditei que Tom, apareceu na vida de Kate para lhe ajudar com um local para ela morar e depois ela descobriria chocada qual o verdadeiro motivo de tudo. Mas claro que foi completamente diferente e muito mais chocante. Segue a linha dos filmes tristes de Natal. 

Kate estava perdida depois do que passou e conhecer Tom, trouxe luz, amor e vida novamente para ela. Embora o romance entre eles não pudesse ser possível. Lembro que na época vi o filme pela Emilia Clarcke, sempre fofinha e maravilhosa. E conheci Henry Golding, amei ele. Mas tinha terminado a história completamente triste. Embora o espírito do filme fosse trazer de volta para Kate o que ela estava perdendo aos poucos por estar perdida depois de seu problema de saúde. 

O filme ser todo com as músicas de George Michael merece ainda mais pontos positivos. Sem contar a complicada mãe de Kate, interpretasa por Emma Thompson e a maravilhosa Michelle Yeoh.  Quando vemos um filme mais de uma vez, começamos a ver mais os detalhes que podemos ter deixado passar pela primeira vez. Eu só não me lembrava mesmo do motivo de Tom ser ligado a Kate. 

Mas o modo como ela foi mudando enquanto procurava por ele ou como mudou depois de descobrir sobre ele, a trouxe de volta e melhorada. Ela teve uma segunda chance com sua família, amigos, no trabalho e no amor. Embora seus relacionamentos fossem baseados em sexo, ela amou Tom sem tocá-lo e sabendo depois que jamais poderia ficar com ele, embora tivesse uma parte dele com ela. 

A primeira vez eu tinha achado triste porque o casal não ficam juntos, mas vendo hoje, penso que nem todo final feliz precisa terminar com o casal juntos. Tudo o que ela viveu e aprendeu com ele, foi bom para ela seguir uma vida cheia de amor e esperanças. 

O clima com certeza foi de Natal, tivemos até um romance paralelo entre a chefe da Kate e um cliente. Que aliás, foi muito hilário e fofinho. Enfim, super recomendo. 

Nota 10/10

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

[Review/crítica] Irmã de neve - Divagando Sempre

 

Seguindo com a maratona de natal, não esperava que fosse tão triste, embora maravilhoso, chorei horrores. 





Ano de lançamento 2024

Duração 1h 37m

Direção Cecile Mosli


Recomendação: Sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Jullian é um garotinho que nesse ano não irá comemorar o Natal, pois sua irmã mais velha faleceu nesse verão, deixando um buraco em sua família, onde seus pais acham melhor não falar sobre a perda de Juni. Não há mais sorrisos na casa, não há motivos para comemorar e mergulhado nessa tristeza, Jullian pode acabar perdendo o único amigo que lhe restou. 

Mas um dia, enquanto ele nadava no clube, uma criança acenava para ele do lado de fora e ele acena de volta. Feliz com o cumprimento, a menina espera até ele sair para se apresentar para ele. Seu nome é Hedwig e ela o convida para visitar sua casa. 

Jullian fica encantado com a casa de Hedwig, toda decorada para o Natal. Mas cada vez que vai até lá, nunca vê os pais dela e acaba encontrando um senhor que fica parado do lado de fora olhando a casa e ele tem as chaves do lugar. No entanto, quando ele questiona Hedwig sobre isso, ela se esquiva, até que ele cansa de seus segredos e desfaz a amizade. É então que ele vai ao encontro do senhor idoso e descobre a verdade sobre a casa. 







Minhas divagações finais 

Para um filme de Natal, achei extremamente triste. Já começa com a história de vida de Jullian, que perdeu a irmã mais velha e os pais são do tipo que ao viverem o luto, esquecem os outros filhos ainda vivos. O clima na casa era mais frio do que do lado de fora com a neve. 

Era muito óbvio quem Hedwig era e sua história foi sendo montada lentamente conforme ela vai contando pequenas coisas ou quando um detalhe é revelado, que prefiro não dizer, mas ali já tive certeza de como a história se desenvolveria. E isso foi logo na primeira vez que Jullian vai em sua casa. 

Ainda assim, confesso que chorei horrores. Mas pelo menos essa amizade conseguiu fazer com que Jullian tomasse uma atitude e mostrasse a seus pais que deveriam sim, falar sobre a irmã, porque assim ela jamais seria esquecida.

Inicialmente pensei que Hedwig não sabia quem era. Mas ela só ficou feliz porque encontrou Jullian. Achei ele muito corajoso pelas suas atitudes finais. Só esperava que ele pudesse ter ajudado mais o senhor idoso. 

Quando li que o menino faria amizade com uma menina extremamente alegre e que amava o Natal, não imaginava que seria tão triste. Achei que ela fosse ajudá-lo a ver o Natal com outros olhos, o que de fato aconteceu, mas que ele pudesse apresentá-la a sua família. Quando no início fala que ele perdeu essa amiga, automaticamente pensei em uma tragédia. Apesar de irmos montando o quebra cabeças, você acaba desejando que o destino dos dois fosse outro. 

Mas enfim, é um filme norueguês maravilhoso. Apesar de muito triste. 

Nota 10/10

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