sábado, 2 de novembro de 2024

[Review/crítica] O menino e a garça - Divagando Sempre

 

Voltando com a programação normal, animações aos sábados. Hoje trago esse trabalho incrível de Hayao Miyazaki. Vamos lá. 




Ano de lançamento 2023

Duração 2h 4m

Direção Hayao Miyazaki

Produtora Studio Ghibli

Recomendação: COM CERTEZA 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Mahito é um menino de 12 anos que após perder a mãe que morreu em um incêndio no hospital onde estava internada, foi obrigado a mudar de vida, onde seu pai se mudou para a casa da família da falecida esposa e apresentou a Mahito sua nova mãe, Natsuko, que vem a estar grávida. 

Com uma casa nova, uma mãe nova, teria uma escola nova também, mas, sofrendo bullying desde o início, ele se fere gravemente fazendo seu pai tomar a decisão de que ele não precisa estudar. No entanto, Mahito ainda não se aproxima de ninguém da família preso ao luto da perda da mãe. Até que uma misteriosa garça que o rondava desde o dia que chegou, resolve se aproximar e falar com ele. Mas Mahito não lhe dá ouvidos quando este diz que sua mãe está viva e precisa da sua ajuda. Como o menino ignora a garça, esta sequestra Natsuko obrigando Mahito a seguir a ave, já que para o menino, Natsuko é alguém importante para seu pai. 

Mahito é seguido por uma das idosas que ajudava Natsuko com os cuidados da casa e vão parar em outro mundo. Lá, conhecem melhor a história do tio-avô da mãe de Mahito, que havia construído a torre abandonada da propriedade e desaparecido depois. Existe uma disputa naquele local entre pelicanos e periquitos, onde cada grupo é repelido por alguém, como no caso dos pelicanos, que são afastados por uma jovem Kiriko, uma das idosas que seguiu Mahito mas acabou ficando para trás. E uma jovem Himi, com o poder do fogo que enfrenta os periquitos. 

Ao final, o tio-avô vê potencial em Mahito ser seu substituto no que ele chama de seu trabalho para a criação de um mundo perfeito. Mas o rei dos periquitos tenta tomar esse controle para si, causando a destruição do local. Mahito conseguirá encontrar Natsuko e voltar para casa?










Minhas divagações finais 

Eu esperava que fosse bom, mas superou ainda mais minhas expectativas. A história de Mahito e sua jornada foram incríveis. Inicialmente eu pensava que seu pai fosse ausente, mas sua preocupação quando ele se feriu ( e convenhamos, não esperava que ele fosse fazer isso sem apontar os culpados para que fossem expulsos da escola, muito pelo contrário, ele que acabou não precisando ir mais) e quando ele desapareceu junto da Natsuko, a parte que o pai vê um vislumbre do filho e depois acha que ele virou um piriquito, foi muito engraçado, mas sua preocupação com o filho, foi genuína, tocante. Eu pensava que com uma nova esposa e um novo filho a caminho, Mahito tivesse fugido porque não se sentia amado. Mas Natsuko desde o início recebeu o menino de braços abertos. 

A Garça, foi um misto de animal místico e maléfico para mim. De início parecia que queria chamar a atenção de Mahito para algo e depois de conseguir, o confrontava, era hilário como os dois brigavam como inimigos e amigos ao mesmo tempo. Para mim, foi uma daquelas histórias de bugar a mente quando fez sentido quem era Kiriko e a Himi. Mas no final compreensivo como foi essencial para Mahito passar por tudo isso e como ele amadureceu nesse meio tempo. 

Os traços inconfundíveis de Miyazaki estão presentes como a semelhança de todas as vovózinhas, ou um outro mundo ou histórias que se passam durante a guerra. Quem já viu os diversos trabalhos de Miyazaki pode imaginar quais são os filmes. De todos que vi até agora, meu xodó, meu preferido de todos, continua sendo O castelo animado e O castelo de Cagliostro, embora esse último não fosse da Studio Ghibli.  Esses dois já vi inúmeras vezes e nunca me canso. 

São sempre histórias marcantes, profundas e reflexivas, mesmo que tenha outros mundos, criaturas místicas ou sobrenaturais, a história do protagonista é sempre cheia de dor, sofrimento e superação. Não são só animações bonitinhas, sempre tem histórias inspiradoras. 

Mahito foi um menino incrível. Pelo título (no Brasil) eu havia pensado eu outro tipo de história. Achei que levaria para outro rumo bem mais dramático. Como Natsuko sempre dizia que acontecia coisas estranhas na casa, pensei que ela tinha sido responsável pela morte da mãe de Mahito para ocupar o lugar dela ao lado de seu pai. Então a Garça era um ser que tentava alertar Mahito sobre sua madrasta e levá-lo para o outro mundo, onde sua mãe na verdade tinha sobrevivido e estava presa lá. Pois é, sempre imagino as coisas mais loucas. Mas no fim, o pai de Mahito era muito mais engraçado do que parecia e embora trabalhasse muito, não era totalmente alheio ao filho e Natsuko não era uma madrasta ruim, e que sempre o amou como um filho. 

Enfim, foi lindo, maravilhoso, emocionante. Quase chorei com o final. Valeu muito a pena. 

Nota 10/10

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

[Review/crítica] Não se mexa (Don't move) - Divagando Sempre

 

Acabou a maratona de Halloween e até pensei em continuar alguns filmes da minha lista, mas apesar de não ter sido um mês realmente assustador, vou deixar para ver alguns durante o ano ou deixar para a maratona do ano que vem. Segue agora um suspense que inicialmente pensei que fosse terror. Vamos lá. 





Ano de lançamento 2024

Duração 1h 32m

Direção Brian Netto, Adam Schindler

Elenco Kelsey Chow, Finn Wittrock

Recomendação: talvez 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Iris, é uma mulher de luto, que ao visitar o memorial de seu filho, ela cogita tirar a própria vida. Mas, de repente, um desconhecido aparece e começa a conversar com ela. Ele lhe conta a sua história e vai embora. Momentos depois, Iris o segue até o estacionamento. Porém, ele colocou seu carro muito próximo ao dela, impedindo-a de abrir sua porta. Então ele a cerca e lhe dá um choque. 

Ao acordar, amarrada, ele lhe conta que aplicou um relaxante que agirá em 20 minutos, a deixando totalmente paralisada e a mercê dele. Mas ela consegue fugir e corre pela floresta. No entanto, infelizmente o relaxante faz efeito e ela é pega novamente.







Minhas divagações finais 

Apesar de alguns elogios que vi sobre o filme, faço parte daqueles que não curtiram muito. Quando eu assisti, achei que seria um terror, mas foi mais um suspense, então deixei de fora da maratona de Halloween.  O início foi muito parado e em nenhum momento desde que Richard apareceu, eu gostei desse sujeito. E aparentemente não foi por acaso que ele apareceu ali. 

Um local praticamente deserto, com fitas de segurança porque aconteceu um acidente, o cara aparece do nada e ainda estaciona seu carro daquele jeito? Se bem que, a partir do momento que Iris o seguiu, não tinha como saber o que aconteceria, mas eu desconfiaria assim que chegasse no estacionamento e de tantos lugares, o sujeito tinha que parar próximo ao único outro carro ali, com tantas outras vagas sobrando? Só não entendi se ele já havia a seguido antes ou se ele simplesmente imaginou quem seria o motorista do carro solitário naquele estacionamento. Aí quando viu que era uma mulher, resolveu atacar. 

Não nego que em questão do suspense se ela conseguiria sobreviver ou os momentos tensos em que ela fugia dele enquanto a droga fazia efeito foram bem agonizantes. Mas, achei os diálogos muito fracos ou forçados demais. Porque claro, Iris sob o efeito do relaxante também não conseguia se comunicar. Então, para não ficar aquele silêncio o filme todo, o sequestrador Richard, passou a falar. 

Mas, desde que ele contou sobre seu acidente quando jovem e sua perda, eu já não acreditei nele. Não vi muita emoção de verdade no que ele falava e desconfiava que era mentira, embora algumas partes realmente foram verdade. Também não tinha entendido muito na ligação que ele recebeu de sua família. Não deu nenhum sentimento de simpatia por ele, deu é tristeza ter um pai ou marido desses. O motivo de terem colocado a filha ligando para ele, pelo o que entendi, só fez sentido para ele agilizar as coisas com Iris, porque ele teria que se encontrar com sua família. Talvez fosse isso também uma chance de se salvar. 

Vi alguns comentários dizendo sobre o final, na verdade reclamando porque terminou daquele jeito. O meu problema com o filme nem foi esse. Confesso que no dia que terminei, logo em seguida dei um suspiro e pensei: sério isso? Mas como já passou uns dias, pensando melhor, toda aquela jornada agonizante valeu a pena para se chegar nesse final. Iris foi ingênua por seguir Richard até o estacionamento e desistido de sua decisão com as palavras falsas dele. Por sua vez, Richard foi ingênuo em acreditar em Iris, quando ela pediu que ele pegasse o barquinho em seu bolso na calça traseira. Ou é ingenuidade demais ou muita fé na pessoa que quer te matar. 

Algo que fiquei pensando era que queria que tivesse algo mais sobre Richard. Não entendi seu método de pegar suas vítimas. Como ele descobriu Iris ali? Foi mesmo do modo que pensei? O lado controverso da história foi Iris querer acabar com sua dor, mas quando se viu prisioneira de Richard, lutou com todas as suas forças para viver. Isso nos faz questionar muitas coisas. Uma delas é que é diferente quando alguém quer tirar sua vida. Pelo menos ali no penhasco, Iris tinha o controle da situação. Ela poderia recuar se quisesse. Nas mãos de Richard, não poderia imaginar os horrores que sofreria. 

Enfim, no dia que terminei minha nota seria baixa, mas analisando melhor, foi um bom filme. 

Nota 7/10



quinta-feira, 31 de outubro de 2024

[Review/crítica] Christine o carro assassino - Divagando Sempre

 

Maratona de Halloween 🎃 

É com grande pesar que termino minha maratona de Halloween de 2024. Infelizmente não terminei o mês aliviada em busca de algo leve por ter passado dias com histórias assustadoras. Na verdade, foi difícil encontrar algo realmente assustador. Mas, não deixou de ser divertido. Vamos lá. 




Ano de lançamento 1983

Duração 1h 50m

Direção John Carpenter

Adaptação de Christine de Stephen King 

Elenco Keith Gordon, John Stockwell, Alexandra Paul

Recomendação: mediana



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Arnie Cunningham é um jovem de 17 anos que sofre bullying na escola, é submisso aos pais e tem um único melhor amigo, Dennis Guilder, um atleta. Uma tarde, voltando com Dennis em seu carro, Arnie encontra um carro antigo, um Plymouth Fury em péssimo estado, mesmo assim decide comprá-lo. Ele só não sabe da história de seu antigo dono. 

Todo feliz com sua nova aquisição, ele leva o carro para casa mas seus pais são contra, uma vez que ele gastou suas economias para a faculdade sem consultá-los. Ele então deixa o carro em uma garagem pagando aluguel. E tem mais, o carro tem nome, Christine. Arnie passa meses arrumando o carro até deixá-lo perfeito. Arnie muda o visual, arranja uma namorada, desrespeita os pais, mas ainda assim atiça a vontade de Buddy e seus amigos em se vingarem após Buddy ser expulso da escola. 

Sem perceber Arnie muda sua personalidade e ainda descobre que seu carro tem poderes. Mas depois de Buddy e seus amigos destruírem Christine,  o carro vai atrás de cada um e Arnie é suspeito dos crimes. Com medo, sua namorada pede ajuda a Dennis, pois acha que o problema pode estar no carro. 








Minhas divagações finais 

Em se tratando de uma adaptação de livro, obviamente não seria exatamente como o livro. Pois todas as adaptações que vi, principalmente de Stephen King,  sempre tem mudanças. Eu infelizmente não li o livro ainda, mas com certeza terão algumas mudanças. 

Minha dúvida no filme, é que Christine desde que foi montada, já demonstrava ter vida. No entanto, teria sido mais interessante se após algum antigo dono tivesse se suicidado dentro do carro ficando então preso nele, dando vida ao carro e matando quem não cuidasse bem do automóvel. Acho que só faltou essa questão para mim. No mais, apesar dos clichês, foi interessante. 

De início, pensei que quem fosse ter Christine seria o Dennis, não achei que Christine fosse se interessar pelo Arnie, mas talvez aí é que estava o interesse, alguém frágil que pudesse ser manipulado. Mas com pais como os que ele tinha, não é a toa que sofresse tanto. Arnie acaba se devotando ao carro e se afastando de todos, incluindo sua namorada, que sente que por um segundo, o carro quis matá-la. Até achei que Christine iria atrás de Dennis também. 

Confesso que esse tipo de terror não é muito meu estilo. E como sempre, sou contrária as opiniões que leio. Enquanto não curti tanto o filme, só li elogios para a obra. Não nego que para um filme dos anos 80 e na direção de John Carpenter conhecido depois por outros filmes desse gênero do terror, foi bem conduzido. As cenas do carro andando atrás dos meliantes que a destruíram, foram espetaculares. Ainda mais com os vidros escurecidos, sempre ficava na dúvida se Arnie estava dentro participando. 

Achei também que Christine fosse atrás dos pais de Arnie. E seu final foi do tipo que não acabou. Eu queimaria o carro completamente. Para não restar dúvidas. Tirando isso, acho que nunca me interessei por esse filme por saber que o terror seria o carro e talvez por ter imaginado que ele teria boca com dentes afiados e que sairia comendo as pessoas. Pois é, não tenho limites. Meu xodó do Stephen king, tanto livro quanto filme, por enquanto ainda é It, única obra que já li e já vi os filmes inúmeras vezes. Talvez se eu ler o livro, quem sabe compreenda melhor o terror dessa história. 

Infelizmente não vou dizer que amei só porque é obra de King. Nessa época, ainda não era tão fã dele e um carro assassino? Sempre achei que seria demais. Mas, gosto de ver todo trabalho dele embora a maioria das adaptações deixem a desejar mesmo. No mais, não foi meu filme preferido dessa maratona e também não achei tão aterrorizante assim. No mínimo estranho. Mas condizente dos anos 80. Como já pontuei algumas vezes, eu gosto quando a história tem explicação, e o fato de Christine já ter sido montada e apresentar vida maligna sem uma origem aparente, não foi muito interessante, para mim, que fique claro. 

Nota 6/10



quarta-feira, 30 de outubro de 2024

[Review/crítica] Rec 2: possuídos - Divagando Sempre

 

Maratona de Halloween 🎃 

Não vou mentir que fiquei empolgada com algumas coisas dessa sequência e outras achei totalmente desnecessárias. Mas, o mais importante, é que pelo menos a origem desses zumbis ou seja o que forem, foi diferente e muito interessante. Pelo menos para mim. Vamos lá. 




Ano de lançamento 2009

Duração 1h 25m

Direção Jaume Balagueró, Paco Plaza

Elenco Manuela Velasco, Jonathan Mellor, Óscar Zafra, Ariel Casas, Alejandro Casaseca

Recomendação: SIM



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Após os acontecimentos no prédio isolado, agora em quarentena, quatro agentes da SWAT e um médico entram no prédio. A missão é conseguir uma amostra de sangue do primeiro infectado para desenvolver uma vacina. 

Ao entrarem no local, agora deserto e cheio de marcas de sangue, ao subirem as escadas, são atacados e um deles é mordido. O médico prende ele em um quarto e espeta uma faca na porta com uma cruz pendurada. Depois de rezar o infectado fica calmo. É aí que o médico revela ser um padre e qual o verdadeiro motivo da missão. Embora tenham perdido um soldado, o Padre diz que só irão embora quando ele conseguir encontrar o que veio procurar. 

Enquanto isso, três amigos adolescentes alheios ao que acontece no prédio, são parados pelos policiais quando brincavam com explosivos no alto de outro prédio. Quando eles notam o tumulto, ficam curiosos com o que está acontecendo. Um homem tenta a todo custo entrar pois sua esposa e filha estão no prédio e a menina precisa dos remédios que ele foi buscar. Então, esse homem, mais um bombeiro e os três adolescentes acabam entrando por um local secreto. 

Quando o grupo encontram os que já estavam lá dentro, segue a maior confusão. Sem contar, que Ângela aparece viva. Mesmo com todos sendo infectados aos poucos, o Padre não permite que ninguém saia sem conseguir o que veio buscar e isso pode custar um preço altíssimo. 








Minhas divagações finais 

Pelo menos para mim, eu achei a sequência interessante. Pois começa onde o anterior parou. No entanto, não esperava tantas críticas negativas, principalmente dizendo que Rec 2 caiu na maldição do segundo filme ser péssimo. Não nego que houve falhas ou coisas de mais aparecendo ou de menos que não apareceu, mas eu achei satisfatório. Primeiro porque consegui assistir no áudio original, espanhol e segundo que misturou um vírus com possessão demoníaca. O que estava meio implícito nas reportagens e nas coisas que Ângela e Pablo encontraram no sótão sobre a menina Medeiros. 

Claro que quando vi o padre trancando o soldado no quarto fixando o crucifixo e rezando, imaginei que iriam por esse lado. O ruim foi a insistência dele de querer pegar uma amostra de sangue da criança. Eu só saía dali e explodia o prédio. E para piorar, três adolescentes atrás de visualizações para seus vídeos, decidem entrar no prédio. Quão idiotas eles poderiam ser? Achei mais do que merecido o que aconteceu com eles. Se o local está sendo isolado, existe uma razão né minha gente, você vai querer entrar lá para que?

A única coisa que senti falta ou não reparei mesmo, foram nos infectados do primeiro filme. Não foram todos que apareceram eu acho. Mas não faria diferença uma vez que não pertencia ao mesmo grupo do primeiro filme. Não é como se eles tivessem entrado para resgatar alguém. E finalmente mostraram o que acontecia do lado de fora. Os curiosos, o prédio isolado, todos querendo saber o que está acontecendo. 

Embora foi meio sem noção os adolescentes terem encontrado aquela entrada uma vez que no primeiro eles tentaram a todo custo achar uma saída. Mas pelo menos tiveram a inteligência de selarem aquela passagem. Mas uma questão me passou pela cabeça, se, já havia um padre ali antes fazendo os experimentos na menina, que diga-se de passagem levou tempo, já que seu corpo monstruoso era de uma mulher e o corpo do padre foi encontrado claramente já passado por um certo tempo, por que só agora ela resolveu se manifestar? Se, se tratava de um demônio mesmo, e como aparentemente trocava de corpo, por que esperou esse tempo para sair? Será que não podia porque o padre anterior selou o prédio? Não faz sentido. Mas enfim, terror as vezes não tem lógica mesmo. 

Só acho que, quando entraram no prédio, a nova equipe poderia ter se deparado com os infectados logo no primeiro andar, como a mulher que ficou presa no corrimão da escada ou o bombeiro Manu. Embora talvez quando correram atrás de Ângela e Pablo no primeiro, os infectados se dispersaram depois de perderem os dois de vista. Talvez explicasse melhor a ausência deles, uma vez que só apareceram no apartamento da idosa do primeiro filme. 

E claro, continuaram a seguir o modo de filmagem do primeiro, que foi a equipe entrando com câmeras filmando tudo. O que foi meio forçado quando o padre exigia que não parecessem de filmar. Pelo menos a Ângela teve os motivos que era para o programa. Já o padre, imaginamos que ele estaria ali para encontrar uma cura. 

Enfim, eu concordo com algumas opiniões sobre algumas falhas, no entanto, achei uma ótima sequência. E aí, Ângela vai continuar aparecendo?

Nota 9/10

 

terça-feira, 29 de outubro de 2024

[Review/crítica] Rec - Divagando Sempre

 

Maratona de Halloween 🎃 

O bom desse filme é que ele é espanhol, o ruim é que eu assisti dublado em português. Misericórdia, dublado é ruim demais, mas a história foi interessante. Vamos lá. 




Ano de lançamento 2007

Duração 1h 18m

Direção Paco Plaza, Jaume Balagueró

Elenco Manuela Velasco, Pablo Rosso, Javier Botet, Jorge Yamam, Ferran Terraza , David Vert

Recomendação: SIM



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Ângela Vidal, é uma repórter de um programa chamado Enquanto você dorme. Para um tema do programa, ela acompanha o trabalho noturno do corpo de bombeiros. Ela e seu operador de câmera Pablo, vão acompanhar Alex e Manu durante a noite, que segue entediante sem muitos acontecimentos. 

Então, eles atendem um chamado de uma idosa que está presa em seu apartamento, gritando e assustando os vizinhos. Ao chegarem ao prédio, encontram policiais que também receberam o chamado. A equipe de filmagem, alguns bombeiros e policiais sobem para o apartamento da idosa que os ataca em uma explosão de raiva deixando um policial gravemente ferido. Eles atiram na idosa acreditando a terem matado. Quando tentam sair do prédio com o ferido, descobrem que foram selados ficando presos ali. Somam além da equipe de filmagem, dois bombeiros, um policial e alguns moradores. 

Enquanto esperam por notícias do lado de fora sobre o que está acontecendo, um inspetor de saúde entra, para recolher amostras dos feridos e explica sobre o vírus que tem circulado no prédio e é transmissível através da saliva, por isso, quem é mordido, é automaticamente infectado. As coisas saem do controle restando apenas Ângela e Pablo, que chegam até a cobertura descobrindo que alguém morava ali. Eles encontram recortes de jornais sobre uma menina possuída e sobre um agente do Vaticano acusado de isolar um vírus que poderia ser a causa para a epidemia. Ele teria sequestrado a menina e tentado curá-la, mas suas pesquisas falharam e o vírus sofreu mutação, sendo transmitido pela saliva. Quando eles abrem o sótão, algo pula em cima de Pablo e após alguns momentos tensos, Ângela acaba ficando sozinha. 









Minhas divagações finais 

Eu assisti muitos anos atrás, logo depois que o tipo de filmagem com câmera na mão, como A bruxas de Blair virou moda, mas naquela época, não estava acostumada com esse tipo de filmagem e eu passava muito mal vendo. Então não me lembrava de nada da história. E fui surpreendida. Apesar que Ângela me deixou com os nervos a flor da pele, não sei se foi a dublagem (brasileira) ou se sua personagem era assim mesmo, mas eu sentia um ódio dela em determinadas situações. Foi muito insuportável. 

Mas, não achei tão assustador quanto anos atrás. Eu nunca mais revi esse filme pois na minha memória era assustador demais. Mas dessa vez não achei tanto assim. Mas a ideia do que seria os monstros, que inicialmente pensei que fossem zumbis, foi muito interessante. Teve personagens chatíssimos e insuportáveis, como o policial e a mãe da garotinha. O melhor de todos foi o Manu e o Pablo.

Fica a dica também para pessoas enxeridas que forçam a presença atrás de ibope para seu programa. Mas, o pior de todos, foram ter isolado os moradores no prédio sem mais explicações. Claro que criaria confusão. Mas em vista de tantos filmes de terror recentes que vi, esse apesar de ser de 2007 e da simplicidade, foi bem satisfatório. Ângela pode ter sido irritante em vários momentos, mas acabamos torcendo por ela e pelo Pablo. 

Uma pena o que aconteceu com alguns personagens, mas aquele final, fica a pergunta, ela foi ou não foi? Teria chances? Aquele famoso portas abertas para sequência ou não. Mas vi que tem sequência, então fica a pergunta, qual será a história do próximo? Vão conter os infectados? Como saber se o isolamento realmente deixou todos presos ali dentro? Ninguém sobreviveu? 

O bom do filme é que começa bem lento, mostrando uma noite calma até receberem o chamado. Depois do encontro assustador com a idosa, vem o isolamento e o questionamento do que poderia estar acontecendo. Dedos são apontados, vizinhos são culpados, mas ninguém realmente sabe o que está acontecendo. E um jovem policial inexperiente que só sabe dizer que ele é a autoridade ali mas não sabe nada, não sei se era cômico ou irritante. Assim como Ângela que ficava repetindo que eles tinham o direito de estarem ali filmando, para mostrar para as pessoas o que estava acontecendo ali. Mas o mais irritante, foi quando Pablo estava filmando por cima de uma janela o que acontecia com o policial mordido. Ele simplesmente atacou o inspetor que havia entrado para recolher amostras. Ângela ficava exigindo que Pablo falasse o que estava acontecendo enquanto ele pedia para ela fazer silêncio. Quase desejei que ela fosse mordida ali. 

Agora, o desfecho para o que seria esse surto? Sempre pensei que fossem zumbis. Não sei porque na época achei isso. E não, não vi a sequencia depois e ainda tem o 2, 3 e 4. Pois é... mas sendo espanhol com certeza vai ser bom. Assim espero. E claro que Hollywood ia fazer um remake né. Com certeza mudaram várias coisas. Eu assistiria mais por curiosidade. Ultimamente filmes de terror estadunidense estão deixando a desejar. 

No mais, achei tenso, assustador e satisfatório na medida certa. 

Nota 9/10


segunda-feira, 28 de outubro de 2024

[Review/crítica] Não fale o mal - Divagando Sempre

 

Maratona de Halloween 🎃 

Esse foi o filme que só vi pelo James McAvoy mas já tinha visto críticas para lá de negativas quanto a obra. Não esperava muito de qualquer forma, pois já no trailer não me senti intrigada pela história e olha que nem vi o original para poder dizer que esse foi um fiasco. Mas vamos lá. 




Ano de lançamento 2024

Duração 1h 50m

Direção James Watkins

Elenco James McAvoy, Mackenzie Davis, Aisling Franciosi, Scoot McNairy, Dan Hough, Alix West Lefleir

Recomendação: depende do que você espera 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Uma família constituída pelo casal Ben e Louise com sua filha Agnes, passam uns dias de férias em um hotel na Itália. Lá eles conhecem outra família constituída por Paddy e Ciara e o menino Aunt. Apesar das diferenças sutis entre as famílias, eles se dão bem e acabam se divertindo juntos. Até que Ben e Louise recebem um convite de Paddy, para passarem um fim de semana em sua casa de campo no interior de Londres. 

Louise está reticente em aceitar mas pelo marido ela concorda. Quando chegam ao local, reparam que a casa é bem isolada de tudo. Mas passam um início de dia agradável embora estranho. Mas com o passar do tempo, as estranhezas do novo casal de amigos começam a incomodar Louise e quando descobrem a verdadeira intenção do casal, segue uma luta sangrenta pela sobrevivência. 









Minhas divagações finais 

Assim que descobri que esse Não fale o mal era um remake procurei o original para ver antes e não encontrei. Então comecei a ver esse mesmo mas já no início estava entediada. Fui pesquisar mais sobre o filme para ver se em algum momento ficaria mais interessante e só encontrei críticas negativas. Como já havia começado não consegui ignorar e deixar de lado. Tive que continuar. Confesso que pulei muitas partes e só queria chegar ao final logo para ver como tudo terminava. 

Em histórias assim fica claro que não se pode confiar em qualquer um hoje em dia. Mesmo em um casal simpático com "um filho". Que claramente não estava a vontade com "seus pais". A chatice do casal Ben e Louise podia até ser contrastante com o casal Paddy e Ciara, que diga-se de passagem, eram muito estranhos. Eles definitivamente jamais fariam parte de qualquer círculo de amigos meus. 

Inicialmente pensei que Paddy violentaria Louise enquanto Ciara torturava Ben e quanto a Agnes, ficaria igual Aunt. Pensei que a família ficaria presa na casa sofrendo torturas até conseguirem um meio de fugirem. No entanto, só para o final que teve alguma emoção. E apesar de não ter curtido o filme, não nego que James McAvoy atuou muito bem, já que Paddy era um personagem que nos deixava desconfortável com seu jeito hora simpático, hora explosivo, hora assustador. 

O casal Ben e Louise foram chatíssimos. Pelo que entendi enfrentavam um problema conjugal e Agnes ainda dependente de um ursinho de pelúcia que a ajudava a se sentir segura, embora seus pais desejassem que ela deixasse isso de lado. Por causa desse ursinho algumas coisas poderiam ter sido evitadas. Confesso que por ter pulado algumas partes, eu posso ter deixado de ver algum detalhe importante que responderia minhas dúvidas que ficou. Mas pelo que entendi, já foi suficiente mesmo assim. 

Como não vi o original, não posso comparar mas de qualquer forma, dizem que houve mudanças no final e que o remake foi bem levinho. De qualquer forma, não achei interessante. Esperei mais. No entanto o desenvolvimento foi lento demais, se Ben tivesse escutado Louise desde o início e ido embora ou nem aceitado o convite para início de conversa, nada disso teria acontecido. Se bem que, apesar dos traumas, tiveram um final feliz, ao contrário do original, que pelo que entendi alguém não sobreviveu. Enfim, fiquei curiosa para saber, mas quem sabe na próxima maratona eu o encontre para ver. 

No mais, não foi divertido, não foi assustador, não foi interessante, mas, para um suspense leve com final vingativo, acho que compensa o mínimo. Ver o que Aunt fez não era o que eu esperava, mas foi muito bom.

Nota 5/10

domingo, 27 de outubro de 2024

[Resenha/crítica] Ao cair da noite ( contos de Stephen King ) - Divagando Sempre

 

Maratona de Halloween 🎃 

Contos escritos pelo mestre do horror, alguns são curtos e outros mais longos. E ainda existe um bônus, um capítulo no final onde King comenta sobre cada conto, de onde tirou a inspiração para escrevê-las. Vamos lá. 




Ano da primeira publicação 2008

Páginas 400

Autor/a Stephen King

Recomendação: SIM



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

São contos escritos pelo meu rei do terror Stephen King. Não lembro se já li, mas os contos são esses: 

_ Willa

David se encontra na estação de trem e o trem em que estava descarrilou. Um novo está para vir mas ele percebe que sua noiva Willa não se encontra ali. Contrariando as opiniões dos outros passageiros, ele sai a sua procura. Quando finalmente a encontra, descobre a verdade sobre sua condição. 



_ A corredora 

Após perder a filha, Emily passa a correr para se distrair da dor. Ela se afasta de todos por uns dias e se isola em uma casa na praia. Por não ser a estação própria para turistas, ela se encontra praticamente sozinha. Até que se depara com um vizinho conhecido por trazer "sobrinhas" a sua casa. Mas ela vai perceber o seu significado da pior forma possível. 



_ O sonho de Harvey

Ao fazer o café da manhã, Jen se depara com o marido sentado à mesa silenciosamente. Nem havia percebido a hora que ele havia se sentado ali. No entanto, ele passa a lhe contar sobre um sonho, na verdade um pesadelo que teve e ao terminar, o telefone toca. Jen não quer acreditar no que aquilo pode significar. 



_ Posto de parada

Rick Hardin ou John Dykstra, dependendo do trabalho, resolve parar em um posto de gasolina antes de chegar em casa. Estava apertado e foi direto para o banheiro. Mas, chegando perto ouve uma discussão de casal e aparentemente a mulher acaba apanhando. Ele fica uns bons minutos ali ponderando se vira as costas e vai embora ou se intervém. Sua consciência lhe mostra depois o remorso de ver alguma notícia no jornal e ele ali não fez nada. Mas também sua consciência lhe mostra se estaria em desvantagem dependendo do tamanho do homem ali dentro. No fim, decide no impulso e acaba gostando do resultado. 



_ A bicicleta ergométrica 

Richard, ao ir ao médico, recebe um alerta do mesmo sobre o nível de seu colesterol. Ele então compra uma bicicleta ergométrica e coloca no porão do prédio onde mora. Sem um TV ou outra coisa que o distraia enquanto se exercita, ele decide pintar parte da parede com uma paisagem para se distrair, mas conforme decorrem os dias, a paisagem parece tão realista como se ele de fato estivesse nela. 



_ As coisas que eles deixaram para trás 

Conta sobre um sobrevivente do 11 de setembro que passa a encontrar em sua casa, objetos que pertenceram a outras pessoas e não importa o que faça, como jogá-los fora, no dia seguinte eles aparecem novamente em seu apartamento. Ele só descobre o que precisa fazer quando conversa sobre isso e deixa um objeto com sua vizinha que ao devolvê-lo, está transtornada com as coisas que descobriu. 



_ Tarde de formatura 

Janice namora Bruce, mas não vê muita perspectiva nesse relacionamento. Enquanto tenta falar com ele sobre isso, ele e sua família se preparam para sua formatura. No entanto, algo inesperado está para acontecer e ela então não precisa mais se preocupar com nada. 



_ N

Dr. Bonsaint era um psiquiatra que cuidava de um paciente que o chamou de N. N tinha Transtorno obsessivo compulsio e vivia contando e organizando as coisas. Mas, tudo piorou quando foi a um certo local e viu algo inimaginável e assustador.  E se ele não fizesse algo, sentia que a humanidade estava perdida. Agora Bonsaint ficou com o peso de N.



_ O gato dos infernos

Halston é um assassino de aluguel e tem a fama de ser competente e nunca falhar. Ele recebe um trabalho estranho mas não questiona, matar um gato. Apesar de parecer fácil, ele vai notar que dessa vez, pode falhar em seu trabalho pela primeira e última vez. 



_ The New York Times a preços promocionais imperdíveis 

Annie recebe uma ligação que poderia tê-la deixado feliz dois dias antes, porém, ela acha inicialmente que é uma brincadeira de mau gosto mas a voz e as coisas que a pessoa diz, soa muito com seu marido. O problema é que ele morreu em um acidente de avião dois dias atrás. 



_ Mudo

Monnette é um vendedor ambulante que ganha a vida viajando. Em uma dessas viagens, aceita dar carona para um homem que carrega uma plaquinha dizendo ser surdo e mudo. Aproveitando disso, ele passa a desabafar sobre sua vida e sua esposa. Ao final, ele ficará na dúvida se o homem era realmente surdo. 



_ Ayana

Pai e filho estão em sua casa, onde o pai sofre de câncer no pâncreas. Uma mulher com uma menina, que vem a se chamar Ayana, entra na casa e esta da um beijo no homem doente e saem sem falar mais nada. O homem se recupera milagrosamente mas seu filho, tocado pela menina, fica com uma responsabilidade enorme após esse evento. 



_ No maior aperto 

Johnson é um investidor da bolsa bem sucedido que mora em um local cheio de mansões. Ele tem um vizinho, Grunwald, que o processou pela morte de sua cachorrinha. Grunwald no entanto, falido, perdeu a esposa e descobriu um câncer nos pulmões, decide voltar toda sua ira para seu vizinho Johnson, o culpando pela sua desgraça o atraindo em seu terreno, já que também havia uma disputa sobre ele. Assim, ele engana seu vizinho e o prende em um dos banheiros químicos abandonado pela construção e o deixa para morrer. 

 


Minhas divagações finais 

Eu, particularmente não sou muito fã de contos. Mas, em se tratando de Stephen King eu sempre me arrisco a ler. A bem da verdade, o primeiro livro que li dele, eram contos. Teve contos tão curtos que mal começou e já terminou. Teve outros mais longos e por isso talvez tenham sido mais interessantes. Eu particularmente, gostei daqueles com final em que o protagonista sai ganhando. Por exemplo, A corredora, Mudo e No maior aperto. 

Willa achei surpreendente pela realidade dos protagonistas e eles não saberem de imediato o que tinha lhes acontecido. O sonho de Harvey pode ser o mais curto de todos. Assim que começou já terminou. Apesar de algo sobrenatural naquela situação, eu passei por ele sem entender de imediato, assim como Tarde de formatura. 

Posto de parada é algo que realmente podemos encontrar nos banheiros de postos de gasolina. Mas a pergunta sempre é: será que devemos intervir? Podemos ajudar? A bicicleta ergometrica, As coisas que deixaram para trás e The NewYorkTimes, foram meio sobrenaturais, mas nada de fato tão assustadores, assim como Ayana. 

Já Gato dos infernos, teve um ar meio sombrio. Parecia um trabalho fácil para o assassino, apesar de doloroso já que ele gostava de gatos, mas ele sabia separar trabalho e vida pessoal. No entanto poderia ter dado sinais se o gato voltou para o mandante de sua morte. N, foi interessante pela história contada através de seu psiquiatra, sentimos certa apreensão quando eles vão até o local mas nada tão assustador, embora consegui sentir tudo descrito por King nessa história.

Mas o meu preferido é No maior aperto. O protagonista viveu momentos literalmente na merda. Confesso que foi nojento e não recomendo ler enquanto come, mas o final foi muito satisfatório. Infelizmente os contos não chegam perto do horror que estou acostumada a ver de King, mas algumas histórias valem a pena serem lidas. 

Nota 9/10

sábado, 26 de outubro de 2024

[Review/crítica] O menino atrás da porta - Divagando Sempre

 

Maratona de Halloween 🎃 

O filme que inspirou Monster da Indonésia. Confesso que achei os dois muito bons, apesar das diferenças. Vamos lá. 





Ano de lançamento 2020

Duração 1h 28m

Direção David Charbonier

Elenco Lonnie Chavis, Erza Dewey, Micah Hauptman, Kristin Bauer

Recomendação: SIM



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Bobby e Kevin são melhores amigos e prometem crescerem juntos e nunca abandonarem o outro. Em uma tarde relaxando em um campo, eles jogam bola e quando ela vai longe, Kevin vai buscá-la mas demora para voltar. Bobby preocupado com a demora pois precisam voltar, vai atrás do amigo e acaba sequestrado. 

Enquanto Kevin é levado para o interior da casa, Bobby é deixado no porta malas do carro. Ele consegue se libertar e fugir, mas quando estava se afastando da casa, escuta os gritos do amigo e não consegue abandoná-lo, voltando para ajudá-lo.

Enquanto percorre pela casa procurando o amigo, vai descobrindo mais sobre seu sequestrador e o que fazem com as crianças sequestradas. Porém, Bobby é encontrado pelo sequestrador e segue uma perseguição pela casa, acabando com o homem morto. Mesmo traumatizado, Bobby tenta se recompor e procura pelo amigo. Ele encontra um telefone antigo e tenta ligar para a polícia pedindo socorro.  O que ele não esperava era que uma mulher também vivia ali. 

Um policial até vai a casa para investigar o chamado, mas a mulher dá um jeito nele e as crianças precisam tentar sobreviver sozinhas. No entanto, Bobby tenta chamar ajuda pelo rádio do carro do policial, mas a ajuda chegará a tempo? 







Minhas divagações finais 

Esse foi o filme original que inspirou o remake indonésio Monster. O diferencial é que no indonésio é uma menina e um menino e não há diálogos. Apesar de ter achado isso incrível, tenho que admitir que O menino atrás da porta foi bem mais comovente. Vemos pelos diálogos como os meninos são amigos, as promessas de nunca abandonar o outro. Bobby ao sair da casa, olhou ao redor e viu algo como referência, por isso ao conseguir contato disse o que viu ao redor e por isso a casa foi encontrada. 

Apesar de em Monster sempre pairar o silêncio, a tensão do sequestrador chamando pelo Bobby, mentindo que não faria nada com ele, ou até mesmo Bobby conversando através de uma grade com Kevin, foram momentos muito mais tensos do que se passassem em silêncio. Eu achei que seria o mesmo que Monster, mas essas mudanças foram bem interessantes. Da parte de Monster foi o silêncio claro, e a história toda depender da menina. Vendo os dois filmes em comparação, podemos supor que o tráfico infantil seria mais de meninos, já que ela quem ficou abandonada no porta malas e de O menino atrás da porta, talvez por preferirem meninos brancos. Já que a mulher disse para Bobby que esperava que ele tivesse morrido no porta malas. Mas, depois disse que talvez os interessados poderiam gostar dele, um lutador, em vez de um chorão como o amigo dele.

Claro que como todo filme, vai haver críticas negativas quanto a história. E como eu já disse inúmeras vezes, dependendo da história eu ignoro todas elas. Por exemplo, sei que deve parecer impossível um menino como Bobby puxar o corpo do sequestrador e ainda limpar aquele sangue em menos de um minuto enquanto a mulher entra na casa. O mesmo vale para Monster, que analisando então, seria até pior por ser uma menina. Na questão do telefonema, Bobby ainda teve referências do lugar mas e Alana? Fora que imaginei mesmo que tentariam rastrear a ligação e concluímos que conseguiram, já que a polícia chegou ao local. Embora inútil, uma vez que foram sozinhos e abatidos pela mulher louca com o machado incorporando Jack de O iluminado

Mas, apesar de tudo e ignorando como sempre que sou contrária a todos, eu achei o filme muito bom. Claro que, Bobby poderia ter fugido e buscado ajuda, já que aparentemente nenhum dos sequestradores estavam preocupados com ele, mas até ele encontrar alguém naquele lugar isolado, vai saber o que poderia ter acontecido com Kevin. E, como uma criança e com seu melhor amigo gritando, quem conseguiria seguir em frente sem tentar procurar o amigo primeiro? 

Já ficou claro que nos filmes, não há como exigir coerência quando na vida real não sabemos qual será nossa reação diante de determinada situação. Além de sermos imprevisíveis, depende da situação do momento e muitas vezes podemos escolher a pior delas. Eu gosto de apenas curtir o filme. Não achei as escolhas tão absurdas assim e apesar que Monster foi bem mais tenso por ser o primeiro que vi, as duas obras, apesar das diferenças, conseguiu me prender, me manter tensa e aflita pela vida dos meninos. Por ser bem curtinho, vale a pena  ver. 

Nota 9/10

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