segunda-feira, 26 de agosto de 2024

[Review/crítica] Mad Max além da cúpula do trovão - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 1985

Duração 1h 47m

Direção George Miller, George Ogilvie

Elenco Mel Gibson, Tina Turner, Bruce Spencer, Helen Buday, Angelo Rossitto




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Sozinho no deserto, após uma guerra nuclear devastar as cidades, Max, um antigo patrulheiro das estradas, agora um nômade, cruza o deserto em um veículo puxado por camelos,  quando uma aeronave o ataca levando tudo. Seguindo seus rastros, ele vai parar em um povoado chamado Bartertown governado por Titia Entity.

Para reaver seus pertences, Max faz um acordo com Titia, que disputa a liderança do povoado contra o anão Master, que administra uma refinaria de metano alimentado por fezes de suíno. Max se infiltra na refinaria para conhecer seu oponente e enfrentá-lo na Cúpula do Trovão em um duelo até a morte. 

Embora o trato fosse acabar com Master, Max não cumpre o acordo e quebrando as regras, é deixado para morrer no deserto. Ele é encontrado por uma habitante do deserto e levado para uma comunidade primitiva formada por crianças e adolescentes, sobreviventes da queda de um avião e deixadas por seus pais que saíram em busca de ajuda e nunca retornaram. Encontrando Max, pensam ser o Capitão do avião que voltou para buscá-los.

Max tenta convencê-los de que não existe mais cidades e é obrigado a ir atrás de um grupo que sai pelo deserto em direção a única outra civilização que ele conhece por ali, Bartertown. Sabendo o que isso implica, ele vai atrás das crianças e segue então, uma perseguição feroz pelo deserto sob o comando de Titia atrás de Max. 









Minhas divagações finais 

Sendo o último filme de Mel Gibson como Max, apesar de ter terminado com portas abertas para sequências, e sabendo que ele não estará nas próximas, para mim essa parte da história com ele foi bem satisfatória, pela década em que foi produzido foi bem direcionado. 

Max termina como os anteriores, mesmo que encontre outras pessoas e as ajude, mesmo não sendo um herói declarado, ele sempre fica para trás e sozinho. Pensava que o homem que o roubou de aeronave fosse da comunidade de Titia e Max fosse enfrentá-lo para recuperar seus pertences. Pensando bem, ele sempre perde suas coisas. 

Em Bartertown, Titia e Master disputavam o local, mas ele tinha mais poder por comandar a refinaria que controlava todo o resto, embora ela fosse a líder. Por diversas vezes ela poderia ter simplesmente matado Max, mas todas as vezes optou em apenas deixá-lo no deserto.  Durante a luta na Cúpula eu tinha uma vaga lembrança que seria tipo corrida de motos com fogo ali dentro. Não sei de onde tirei isso. Mas enfim, minhas lembranças são mesmo hilárias. 

Óbvio que as corridas no deserto continuam eletrizantes e Tina Turner fez uma participação interessante sendo a vilã da história. Engraçado como esses sobreviventes se vestem, principalmente os grupos do lado do mal. Será que é para identificar melhor quem será os bandidos? Embora Master tenha se aproveitado de seu poder, ficou claro que Titia era das piores. 

No mais, gostei dessa trilogia com Mel Gibson e os efeitos visuais são bem mais realistas considerando a época que foi gravado. Um clássico imperdível com certeza. Recomendo. 

Nota 10/10

domingo, 25 de agosto de 2024

[Resenha/crítica] Éramos seis - Divagando Sempre

 

Ano da primeira publicação 1943

Páginas 259

Autor/a Maria José Dupré




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Narrado por Dona Lola, esposa de Júlio e seus quatro filhos Carlos, Alfredo, Julinho e Isabel, ela conta a luta, felicidades, perdas e o drama em que a família viveu em um período entre a infância dos filhos até a vida adulta, onde ela, já de idade, termina só, em um quarto alugado de pensão de freiras. 

A história começa quando a família se muda para a nova casa da Avenida Angélica, onde lutam para pagar as prestações da casa, economizando o máximo possível, passando períodos de necessidade e pobreza, onde tudo piora com a morte de Júlio, deixando Lola desamparada e tendo que sustentar a todos sozinha. 


Minhas divagações finais 

A primeira vez que li, muitos anos atrás, foi sob a perspectiva de filha, então minha visão foi completamente diferente de agora. Lembro que foi um dos primeiros livros que chorei muito ao ler. Mas, dessa vez, embora tenha sentido a dor da perda, meus olhos apenas lacrimejaram.  Sempre quis ler esse livro novamente, mas sentia receio pela lembrança de ser triste demais. No entanto, talvez agora, pelo amadurecimento, achei triste mas não como me lembrava que poderia ser. 

Lola teve uma vida difícil como qualquer mãe batalhadora mas senti tristeza por tudo o que fez pelos filhos, terminar tão só. Mesmo que tenha sido sua escolha, foi somente porque não queria atrapalhar os filhos, principalmente Julinho que estava bem de vida e poderia ter dado a mãe, um período melhor em sua vida, ainda mais no final. 

É realmente triste parar para pensar e olhar para trás vendo uma casa cheia, com alegria e barulho e se ver no presente só e no silêncio. O fato do título ser Éramos seis, não implica totalmente na morte de todos os membros, mas sim, se referindo que tudo começou com seis e Dona Lola terminou sozinha. 

Muita coisa se passou nessa família e o mais triste de tudo, foi a perda do filho que sempre esteve ao lado de Lola. Como tudo na vida, o que é bom sempre é levado cedo demais. De todos os filhos, Isabel e Alfredo com certeza foram os que mais me irritaram. Isabel porque era teimosa e despeitada, pelo menos não se deu mal depois, pois com suas atitudes, se tivesse sido enganada e ter que voltar com o rabo entre as pernas para a casa da mãe, depois de tudo o que fez, seria um castigo tremendo. Acho que o maior erro da Isabel, foi não ter apresentado logo o rapaz para a mãe e mostrado que apesar do que parecia, ele era realmente bom moço. Pois do modo como eles se encontravam, parecia que ele estava só enganando Isabel. 

Alfredo era aquele que desde criança já se via que seria rebelde e seguiria caminhos que ninguém conseguiria impedir. Era o que poderia demonstrar mais carinho pela mãe, lhe trazendo presentinho e fazendo promessas que jamais conseguiu cumprir. E seu destino final não poderia ter sido diferente. Só Julinho que desde novo mostrou que poderia ter um futuro grandioso na vida. Só achei triste que depois de ter dinheiro, não fez nada para ajudar a mãe que sempre trabalhou e nunca conseguiu ter nada novo para ela. Ela vendeu a  casa dela para ajudar o filho, acho que depois que subiu na vida, poderia ter feito algo para melhorar as condições da mãe.

O mais triste de todos, foi com certeza o destino de Carlos. Não importa quantos filhos uma mãe tenha, sempre vai ter um preferido. E Carlos era o de Lola. Infelizmente a vida é a vida né. Enfim, foi uma leitura grandiosa, emocionante e na época que li, foi uma edição da famosa coleção Vaga-lume. Vi que tem algumas versões de novelas adaptadas da obra literária, mas novelas brasileiras tem muitos capítulos, não me animo a ver... quem sabe um dia. 

No mais, recomendo a leitura. 

Nota 10/10

sábado, 24 de agosto de 2024

[Review/crítica] Jujutsu Kaisen 0 - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2021

Duração 1h 45m

Direção Sunghoo Park




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Yuta Okkotsu é um jovem amaldiçoado desde a morte de sua melhor amiga Rika. Tomando conhecimento desse poder,  Satoru Gojo o convence a frequentar a escola Jujutsu a fim de controlar e entender melhor essa maldição. Lá, ele conhece Maki, Inumaki e Panda. Cada um com poderes peculiares. 

Yuta participa de lições de como exorcizar as maldições e eventualmente Rika aparece em situações de extremo perigo para ele. No entanto, ele consegue obter sucesso em uma missão com Inumaki. Mas, mal sabiam eles que era tudo um plano de Suguru Geto, um ex-aluno da Jujutsu que foi expulso por massacrar inocentes, manipulando maldições. Seu desejo é eliminar todos os não feiticeiros criando um mundo somente com feiticeiros jujutsu. 

Para isso, ele cobiça a maldição de Yuta. Mas apesar de Gojo descobrir a verdadeira origem de Yuta, ele confia em seu potencial para se proteger e ir além, quebrar a maldição de Rika. 






Minhas divagações finais 

Eu assisti a primeira temporada do anime mas não lembro muita coisa (novidade). Aqui, pelo que percebi, a história acontece um pouco antes do anime, talvez um ano antes do Itadori entrar. Eu me lembrava da Maki, do Inumaki e do Panda, mas não lembrava dos outros dois do primeiro ano, que ficaram junto com o Itadori. Obviamente que o Gojo é inesquecível. Penso em maratonar o anime em breve. 

Yuta foi um personagem interessante que passou anos assombrado por Rika e por isso acabou se isolando, não conseguindo interagir com outras pessoas. Pensou até em acabar com tudo mas Rika não permitia. Antes de conhecer a história de Yuta, ele parecia um garoto que sofria bullying ou que por causa da assombração não conseguia dormir. Pelo menos foi o que pensei na hora. 

Inicialmente também parece que Rika era potencialmente maligna, mas ela só atacava quem tentava fazer mal ao Yuta. Depois que ele aprendeu a invocar e usar os poderes de Rika, os dois eram bem poderosos. Não lembro do Yuta no anime, também só vi a primeira temporada então não sei em que momento ele aparece. Aparentemente por ser uma classe especial, ele não ficou com o trio Maki, Inumaki e Panda.

O foco principal do filme é em Yuta e no trio do primeiro ano. E claro, no inimigo Geto, que apesar de suas ideologias distorcidas, foi o melhor amigo de Gojo enquanto estudavam na escola. Infelizmente seguiu por outro caminho e sempre tenta atrapalhar Gojo com algum plano maligno. 

A história das origens de Maki, Inumaki e Panda não são muito expostas aqui, pois como eu disse, o foco principal é em Yuta. Mas descobrimos um pouco sobre Maki e suas limitações, que não deixam ela menos poderosa, muito pelo contrário, por isso mesmo ela se esforça o dobro para ser a melhor. 

Gojo é meu personagem preferido, pois além de poderoso ainda é engraçado e misterioso por andar sempre vendado. Para um prequel, foi bem interessante. E não poderia faltar as músicas que encaixaram muito bem. 

Obs: verão que os superiores, diante de alguém potencialmente poderoso, sempre optam em primeira mão, em eliminar o candidato. Foi assim com Itadori e foi assim com Yuta. E Gojo sempre toma a responsabilidade de lidar e treinar com esses candidatos. 

Recomendo. 

Nota 10/10

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

[Review] Mad Max 2 A caçada continua - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 1981

Duração 1h 35m

Direção George Miller 

Elenco Mel Gibson,  Bruce Spence, Emil Minty, Kjell Nilsson, Max Phipps, Michael Preston




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

O planeta se tornou uma terra deserta e sem lei. Os sobreviventes lutam por gasolina pois quem a possui, controla tudo. Max, ex-policial, agora um nômade, percorre as estradas solitário e sem medo, remoendo as perdas do passado e enfrentando quem se meter no seu caminho. 

Assim confronta novamente outra gangue conseguindo fugir. No caminho encontra um veículo interessante e seu dono chamado Gyro, que vira prisioneiro de Max em troca de informações. Eles encontram um local fortificado organizado e com gasolina. 

Em troca do bem precioso, Max, consegue resgatar um membro da comunidade da gangue do deserto e faz um acordo. Mas, desconfiados eles prendem Max. No entanto a gangue aparece com reféns da comunidade exigindo em troca toda a gasolina que tiverem. Max faz um acordo com a comunidade em troca de sua liberdade e seu carro de volta, trará um caminhão que viu no caminho que poderá levar toda a gasolina que tiverem e fugirem para outro local. 

Embora seja arriscado, Max consegue trazer o caminhão e Gyro que havia ficado para trás, foi libertado por Max mas este em vez de fugir para outro local, vai atrás de Max acabando ajudando a comunidade em fugir da gangue. 











Minhas divagações finais 

Deve ser esse filme que tenho a lembrança de corridas no deserto. Mas ainda não é totalmente como eu lembrava. Mas, está ficando cada vez mais interessante. 

Max agora fica perambulando pelo deserto e por mais que encontre pessoas no caminho, seu único objetivo é conseguir gasolina. Embora tenha conhecido Gyro e ajudado a comunidade a fugir da gangue, ele só fez isso mais por vingança, já que perdeu seu cão e seu carro. Se não fosse por isso, ele teria partido. Pois aparentemente Max só funciona na base da vingança.

Garanto que na época, esse tipo de filme com certeza era sucesso. Como eu era criança, não me recordo de muitas coisas. Mel Gibson mais uma vez com um personagem do tipo policial problemático (Máquina Mortífera) e sempre acaba sendo um herói, querendo ou não. 

Max ainda guarda a dor da perda de sua família e não tendo mais o que perder, vive perigosamente. Eu sinceramente pensei que de repente ele fosse adotar aquele garotinho, que instantaneamente gostou tanto do Max, que sempre que podia seguia ele. Mas não foi o que aconteceu. Ele pode ter ajudado a comunidade, mas não era um líder e não pertencia a ninguém. Achei triste mas condizente com Max. Não poderia ser diferente.

 As cenas de perseguição na estrada, com certeza estão mais eletrizantes e embora a comunidade tenha perdido vários membros, incluindo seus líderes, candidatos que não faltavam para esse posto né, embora Max estivesse longe de aceitar algo do tipo. E por mais que repelisse Gyro e o garotinho, ambos gostaram muito dele. 

Max com certeza deixou a vida de policial para trás. A partir do momento que perdeu sua família, esse lado de servir e proteger não faz mais parte de sua índole. Tanto que ele não fez nada quando um casal foi atacado pela gangue. Ele só pegou o sobrevivente e levou de volta a comunidade como moeda de troca. E como eu disse antes, Max só aceitou ajudar a comunidade por vingança. O que fizeram com com ele, com seu cão e seu carro, foi o gatilho para se vingar.

Enfim, super recomendo. 

Nota 9/10


quinta-feira, 22 de agosto de 2024

[Review] Mad Max - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 1979

Duração 1h 33m

Direção George Miller 

Elenco Mel Gibson, Hugh Keays-Byrne, Joanne Samuel, Steve Bisley, Roger Ward




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Não existe mais lei e ordem nas ruas da Austrália, principalmente nas estradas, onde gangues de motociclistas tomam conta, aterrorizando as estradas e os pequenos vilarejos por onde passam. Max, é um policial  rodoviário e na tentativa de parar um membro de uma gangue que fugia em um carro roubado, se envolve em uma perseguição em alta velocidade e em um grave acidente onde o perseguido, Nightrider e sua companheira acabam morrendo. 

A gangue de Nightrider liderado por Toecutter, chega a cidade para recuperar o corpo do colega e aproveitam para roubar e aterrorizar o local. Um dos membros é deixado para trás por estar muito drogado mas é preso por Max e Goose que ainda salvam uma moça que foi violentada por eles. No entanto, como não houve testemunhas para seu julgamento, Johnny é liberado deixando um Goose extremamente revoltado jurando vingança. 

Mas, Johnny sabota a motocicleta de Goose e este é emboscado por Johnny e Toecutter. Goose sofre terríveis queimaduras ficando irreconhecível e Max decide pedir demissão, pois sua sanidade está por um fio e sua família depende dele vivo. Saindo de férias então com sua esposa e filho, Max aproveita um tempo em família. 

Infelizmente, Jessie dá de cara com a gangue de motoqueiros de Toecutter que tentam violentá-la e como ela foge com seu filho, são perseguidos e por fim brutalmente atropelados. Inundado de dor e ódio, Max começa sua busca implacável por vingança, procurando nas estradas pela gangue de Toecutter e eliminando um por um.








Minhas divagações finais 

Confesso que só me lembrava vagamente de Mad Max no terceiro filme que contava com Tina Turner no elenco e a icônica música We don't need another hero. Mad Max para mim, pelo menos na minha memória, se tratava de corridas no deserto. Eu sei, não sei de onde tirei isso. 

Bom, voltando ao filme, misericórdia, Mel Gibson novinho de tudo e confesso que não associei a história com o título ainda. Mas, apesar de ter achado algumas coisas meio confusas, foi interessante. 

Max era o melhor policial em perseguição. Mas depois do que aconteceu com seu amigo, ele preferiu sair do trabalho do que eventualmente sofrer os mesmos ou até piores, danos do amigo. O que jamais poderia imaginar, era que sua família seria morta pela mesma gangue que feriu Goose. 

Falando sobre isso, juro que imaginei que a história giraria em torno da gangue perseguindo Max, pela morte do Nightrider. Pensei que seguiriam Max, descobririam onde morava e matariam sua família como vingança. Então Max, sairia em sua jornada de vingança atrás dos motoqueiros. Mas obviamente minhas teorias sempre estão erradas. 

Não achei muito interessante o modo como Toecutter encontrou sem querer a mulher de Max. Acho que teria dado um toque a mais na dramaticidade se Nightrider fosse irmão de Toecutter e este se vingasse de Max procurando sua família. 

Bom, só vi esse para tentar lembrar ou entender melhor esse universo para poder ver o mais recente que saiu. Sim, gosto de rever desde o início para acompanhar a história. Agora que sei o que ou quem era Mad Max, tudo fica melhor. 

Por ser antigo, a fotografia e o roteiro não é tão excepcional. Acho que vale a pena pelo Mel Gibson (ou para quem é fã dele, como eu) e pela conclusão da história. O que aconteceu com Johnny foi fenomenal. Bom, ver as sequencias para relembrar ou redescobrir mais desse universo. 

Nota 9/10

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

[Review] Criminosos de novembro - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2017

Duração 1h 26m

Direção Sacha Gervasi

Elenco Ansel Elgort (Addison)

Chloë Grace Moretz (Phoebe)

David Strathairn (Theo)

Catherine Keener (Fiona)




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Addison é um adolescente problemático que decide investigar por conta, a morte de seu colega Kevin. Quando este foi assassinado, os boatos eram sobre gangues. Incrédulo sobre isso e com a certeza de que a polícia não vai investigar a fundo, Addison junto com sua amiga Phoebe, passam a procurar testemunhas ou pistas, que levem ao verdadeiro motivo do amigo ter morrido. 

Addison fica cada vez mais obcecado com essa história e passa a descobrir coisas que jamais poderia imaginar e acaba se envolvendo em algo perigoso que pode lhe custar a vida. 







Minhas divagações finais 

Vi o título, vi que tinha Ansel Elgort no elenco e decidi conferir. A premissa era instigante, um jovem que passa a investigar a morte do colega? Mas, pela interação no café, dava a entender que eles eram grandes amigos. Mas o ambiente no geral, parecia mais todos conhecidos. Até o relacionamento de Addison e Phoebe não me parecia tão profundo. O que na verdade começou com dois amigos e terminou com algo a mais. 

Para começar, já achei meio sem graça os dois experimentarem sexo um com o outro. Eles não tinham medo disso acabar com a amizade ou quem sabe se transformar em algo maior. Depois ficaram sabendo sobre Kevin e Addison cismou que tinha algo por trás da morte do colega, que claramente era o alvo do assassino, já que o suspeito entrou no café, não levou nada e foi direto para a vítima. 

Piorando a história, Addison ficou tão obcecado que para descobrir a verdade, distribuiu folhetos pedido informações sobre o dia da morte de Kevin e os pais deste acabam descobrindo marcando um encontro com Addison. Muito conveniente os pais descobrirem uma vida secreta do filho e acusar Addison de ser o mesmo que Kevin. Inconformado por descobrir que não conhecia o colega realmente, continua buscando descobrir, quem teria matado Kevin, já que o motivo veio a tona. 

Sempre me questiono por que a pessoa sempre vai investigar um local suspeito sozinho. Nunca termina bem. Embora Addison conseguiu escapar. Não havia entendido a descrição de Addison porque algumas sinopses diz que ele era rebelde e vendia drogas na escola. Eu não reparei nada disso, para mim ele só fez isso no final, em troca de saber o nome do cara que havia matado Kevin. Mas de repente, eu que não prestei atenção. Que ele passava por algo era bem óbvio, mas tinha a ver com a mãe dele. 

Já vi alguns filmes da Chloë Grace Moretz  e do Ansel Elgort, mas não achei que eles formaram uma boa dupla. Talvez porque o clima entre eles começou meio estranho e ainda tinha uma morte no meio do caminho. A mãe de Phoebe era meio chatinha e o relacionamento do Addison com seu pai, era meio distante da parte do filho. Ou seja, não achei tão interessante quanto parecia ser, a investigação foi meio fraquinha e o fato de ser adolescente não é uma desculpa. Mas, funciona para passar o tempo. Assistir sem compromisso só para relaxar. Até recomendo. Mas já aviso que não é excepcional. 

Nota 7/10

terça-feira, 20 de agosto de 2024

[Review] Bunny Drop surpresas da vida (Usagi drop) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2011

Duração 1h 55m

Direção Sabu

Elenco Kenichi Matsuyama (Daikichi)

Mana Ashida (Rin)

Karina Nose (Yukari)

Ruiki Sato (Kouki)




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Daikichi é um jovem solteiro de 27 anos assalariado, que retorna para casa de sua família para o enterro de seu avô. Seria algo natural devido a idade do avô e tudo terminaria como qualquer funeral, se não fosse pelo fato do vô ter tido uma filha fora do casamento. A criança já com 6 anos foi deixada ali e ninguém se importava com ela. Muito pelo contrário, considerada bastarda e um incômodo, a família procurava um lugar para deixar a menina, como possíveis casas de adoção. 

Daikichi incomodado com a situação, sem pensar duas vezes, acaba levando a criança com ele. Rin, então passa a morar com Daikichi e com a ajuda de sua irmã, ele descobre que precisa deixar Rin na creche e buscá-la após o trabalho. Assim, na correria do dia a dia, eles tentam se adaptar. Até Daikichi perceber que não poderá continuar mais no cargo em que está e pedir transferência para seção onde a carga horária é menor. Sendo assim, todos ali tem filhos. 

Rin faz amizade com um menino, que por acaso é filho da modelo Yukari, e é órfão de pai. Assim os quatro se relacionam e aprendem sobre amizade, paternidade e maternidade solo, amor e crescimento. 









Minhas divagações finais 

Já estava na minha lista um tempo, mas só fui ver depois que vi um shorts e decidi conferir. Famílias tradicionais nunca pensam no bem estar de uma criança, mas sempre na vergonha no modo como foi concebida. Rin cresceu até os 6 anos em segredo quando seu pai veio a falecer. Daikichi foi o único que pensou na criança e não na situação em si. Foi impulsivo em sua decisão mas não queria pensar em deixar aquela garotinha sozinha, que acabou de perder o pai, em um orfanato. 

O desenvolvimento do relacionamento de Daikichi e Rin, foi lento mas emocionante. Rin era uma criança quieta, educada e não fazia bagunça. Meus parabéns para a atuação de Mana Ashida. Quando Daikichi conheceu Rin, era triste, sem brilho e solitária. Depois claramente foi mudando com os cuidados de Daikichi e sorria mais e fez até um amiguinho.

Mas, por um momento tenso, cheguei a pensar que a história teria um drama chocante. Quando Rin e seu amigo Kouki fogem da escola, eles encontram um rapaz que pensei que fosse sequestrar as crianças. Mas também, a cara que ele fez, misericórdia. Mas depois foi explicado melhor quem ele era. 

A única coisa que fiquei triste, pode ser SPOILER foi que Daikichi perguntou se Rin queria o sobrenome dele, que ele poderia adotá-la e ser seu pai. Ela não quis. Eu pensei que ela ficaria feliz em tê-lo como pai. Mas vai entender né. 

E apesar da mãe de Daikichi no funeral ter negado ficar com a menina, vendo como estava sendo bem cuidada pelo filho e como era doce e fofinha, acabou aceitando mais a criança. Foi uma história reflexiva e emocionante. Um jovem solteiro mudou a vida de uma órfã e uma linda garotinha solitária mudou a vida de um jovem. 

E Kenichi Matsuyama fez vários trabalhos, várias adaptações de mangá e um deles foi bem famoso, como Death Note, ele era o L. Jamais o teria reconhecido. Embora Bunny Drop seja alguns anos depois, L era um personagem peculiar. Deu vontade de rever Death Note. 

Super recomendo. 

Nota 10/10 

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

[Review] Jackpot loteria mortal - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2024

Duração 1h 46m

Direção Paul Feig

Elenco John Cena (Noel)

Awkwafina (Katie)

Simu Liu (Louis)




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Katie, vai para Los Angeles para tentar ser atriz. Ela aluga um quarto e se sente obviamente enganada quando não é nada do que parecia na foto. Mas, já que está ali, ela vai até o local onde realizará seu teste. No entanto, sem querer ela pega um cartão de loteria e coloca sua digital participando do jogo. Por mais improvável que seja, ela acaba ganhando. 

Acontecendo que, somente em Los Angeles, foi criada essa grande loteria, onde, o vencedor é aquele que conseguir ficar com o bilhete premiado durante 6 horas. Mas não é tão fácil assim. Durante essas 6 horas, o vencedor é perseguido implacavelmente por qualquer um que queira reivindicar esse prêmio matando o vencedor. 

Katie se vê perseguida ainda sem entender o que está acontecendo quando Noel aparece e lhe oferece proteção em troca de uma porcentagem do dinheiro. Assim, os dois passam a tentar se esconder e manter Katie viva até o final. 









Minhas divagações finais 

Fui ver sem compromisso e por mais sem sentido que me pareceu, fui conferir obviamente pelos atores conhecidos. John Cena, Simu Liu  e Awkwafina. 

E dessa vez não achei a premissa interessante. Um prêmio de loteria onde se você for o vencedor será perseguido por qualquer um durante 6 horas e com risco de morrer? Quem quer um prêmio desses? Agora, não nego que a comédia foi divertida. 

As piadas podem até ter sido infames ou forçadas, mas foi divertido. Comédia é isso não é verdade? E acredito em ver produções só para passar o tempo sim. Quem gosta de assistir só para procurar defeitos em roteiros ou efeitos visuais está perdendo o melhor do filme, que é só sentar e curtir. Querer sempre procurar falhas para criticar acaba sendo algo cansativo. 

John Cena como aquele cara grande, protegendo uma mulher minúscula como Katie e que ainda por cima não sabia nada sobre essa loteria, foi um conjunto de personagens balanceados. Apesar que Noel tinha momentos contraditórios em sua vida. Mas, Simu Liu cansou de ser o herói e agora quer fazer vilões. O que foi interessante. 

A ironia de tudo são os motivos das pessoas serem quem são. Uma senhora ladra que parecia fofinha, o casal que alugou o quarto para Katie, por causa do prêmio, todos passaram a perseguí-la com a intenção de matá-la. Isso eu achei horrível. A pessoa além de ficar com o dinheiro não se torna assassina? Mas como a história não é sobre crime, acho que acaba funcionando bem. E Machine Gun Kelly sempre com participações sendo ele mesmo. 

Bom, apesar de não achar excepcional, foi divertido. Recomendo. 

Nota 8/10


domingo, 18 de agosto de 2024

[Resenha] Star Wars A última ordem - Divagando Sempre

 

Ano da primeira publicação 1993

Páginas 467

Autor/a Timothy Zahn




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Leia, deu a luz aos gêmeos enquanto o Império planeja um ataque para finalmente acabar com os Rebeldes. Mestre C'baoth continua obcecado com seu plano de capturar Leia e seu filhos, assim como ter Luke e Mara Jade. Juntos, com os poderes jedi, ele tem certeza que conquistarão o universo. 

Mas, não é o que o Almirante Thrawn pensa e junto com Pellaeon, apenas concorda com os planos de C'baoth enquanto ainda for conveniente para o Império. Apesar dos contrabandistas serem neutros nessa guerra, todos concordam que viver outra guerra clônica não está nos planos de vida deles e se juntam a Karrde em um plano arriscado. 

Enquanto isso, Leia tenta encobrir a fuga de Mara Jade juntamente com Luke, Han, Chewbacca e Lando para um planeta onde Mara acha que é o centro de clonação do Império. Leia acaba se juntando a Karrde para irem até lá tentar ajudar o grupo que pode estar indo na direção do perigo. 

Thrawn se prepara para o ataque da Nova República já contando com a vitória enquanto mantém C'baoth prisioneiro no planeta dos clones, para onde Mara Jade e Luke foram. O que Thrawn não contava era que sua ganância poderia ser o preço de sua derrota. 



Minhas divagações finais 

Depois de muito tempo, finalmente terminei a trilogia de Thrawn. Esse último foi meio cansativo para mim. Thrawn e C'baoth tinham objetivos diferentes e talvez por essa razão o conflito entre eles seria inevitável. C'baoth sendo um clone, apresentava ideias loucas que Thrawn só concordava enquanto ele ainda fosse útil. Tanto que no final deixou ele preso no planeta dos clones, embora ainda tenha sido benéfico para o clone jedi.

A jornada do grupo no planeta em busca dos clones, inicialmente foi até interessante, mas cada vez que voltava neles, ficava óbvio a lentidão dos acontecimentos ali e no final, acabou sendo aquela correria. Deram uma solução conveniente para Mara Jade diante de seu dilema em matar Luke Skywalker. Talvez não tenha gostado tanto assim, pois desde que ela apareceu, foi a personagem que mais odiei. 

Não há tempo para hipocrisia quando temos exemplos que mudaram de lado como Han Solo e Lando. Ou até o próprio Darth Vader no último segundo. Confesso que até cheguei a pensar que Mara Jade era um clone defeituoso como C'baoth. Acha que eu não ia longe demais nas minhas teorias? Estava até demorando para pensar algo diferente nessa história. Mas seria louco demais. 

O grupo aqui não ficou muito tempo separado, embora Luke esteve distante enquanto houve um pequeno ataque na base da República e Leia e os gêmeos correram perigo. Embora Mara Jade tenha ajudado no combate, ainda foi presa suspeita de traição. Por isso quando ela mencionou o planeta escondido dos clones, Leia bolou esse plano arriscado ainda mais quando Luke voltou e quis participar da missão. Embora Mara Jade tenha deixado claro para Leia que pretendia matar seu irmão. 

Thrawn parecia altamente poderoso mas nesse último acho que a ganância subiu a sua cabeça e contando já com a vitória, acabou sendo derrotado. Se tivesse escutado Pellaeon, quem sabe o que teria acontecido. Dessa vez o grupo ficou junto embora Leia tenha se juntado ao grupo depois. Mas apesar de não terem tido muito espaço na história, sempre vou amar Solo, Lando  e Chewbacca juntos. 

Não sei qual livros ler agora ou se Timothy Zahn continuou alguma outra história. Apesar da lentidão em algumas partes nesse livro, a escrita é sempre fluída, as descrições são ótimas, não são cansativas. Trabalhar nesse universo cheio de detalhes, de traição, de poder, criar um universo, naves e armas dessa magnitude naquela época onde a tecnologia ainda estava em avanço, é genial. Eu sei que os filmes tomaram outro rumo e o destino dos gêmeos de Leia e Solo é sombrio, mas não sei se tem algum livro sobre isso. Vi que tem variações com outros escritores e espero um dia poder conferir todos. Mesmo que não vá lembrar direito da história depois de tanto tempo...

Mas, recomendo a leitura. 

Nota 9/10

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