terça-feira, 30 de julho de 2024

[Review] Operação: arma secreta - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2023

Duração 1h 40m

Direção Daniel Marcowicz




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Um grupo de mercenários é contratado para obter fotos comprometedoras de uma jornalista em uma ilha remota. Porém, antes que pudessem fugir, uma arma ainda  experimental é acionada e dois de seus companheiros são atingidos. Ficam selvagens e atacam as cegas. Infelizmente um dos atingidos é o irmão de um dos soldados, que para se proteger, acaba o matando. Agora, além de vingança, ele se vê envolvido em uma rede de traição e a arma, Apanhador de almas, como foi chamada construída inicialmente para curar o câncer, agora virou uma máquina de destruição. 







Minhas divagações finais 

Não fazia ideia do que se tratava o filme, principalmente porque eu claramente havia me enganado. Pelo cartaz eu vi uma soldado que confundi com a Ursula Corberó, de La casa de papel e sem ver mais nada já coloquei na minha lista. Eis que começo a ver o filme e percebo que não tem nada a ver, principalmente que já começa no idioma que é completamente diferente, polonês.

Mas, de qualquer forma, mesmo após ter percebido meu erro, continuei a ver o filme. A história inicialmente parecia ter muito potencial. Um grupo de mercenários ex militares, recebem uma missão clandestina de receber fotos através de uma jornalista e acabam vendo uma arma experimental que muda o comportamento das pessoas. 

Mas depois fica meio confuso quando o protagonista reúne sua equipe para pegar a arma e o grupo festeja e acabam bebendo. Ou mais pra frente quando o protagonista se interessa pela jornalista, que vem a ser filha do homem que criou a máquina, chamada de Apanhador de almas. O que quero dizer é que esses momentos não combinou muito com a temática geral da história. 

A arma em si não era grande coisa, mas o cientista que a construiu, não queria que ela fosse usada para o mal, pois seu intuito sempre foi para curar as pessoas. Ele foi raptado e obrigado pelo General, a melhorar a máquina para ser vendida. Mas como seus planos foram atrapalhados, ele tentou usar a arma contra seus inimigos. 

Confesso que lá pela metade do filme já tinha perdido o interesse e por isso não prestei muita atenção em detalhes e como podem ver, em nomes. O idioma não foi o problema, eu gosto de ver os variados tipos de filmes de qualquer lugar do mundo, mas acho que a história se perdeu um pouco. A ação foi razoável. 

Nota 7/10

segunda-feira, 29 de julho de 2024

[Review] Wonderland - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2024

Duração 1h 53m

Direção Kim Tae-Yong

Elenco Bae Suzy (Jeong-In)

Park Bo-Gum (Tae-Joo)

Tang Wei (Bai Li)

Gong Yoo 




Trailer 





DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Wonderland é um programa de simulação virtual onde você pode continuar se comunicando com pessoas que você ama, mas que morreram. Com exceção de Jeong-In, onde seu namorado está apenas em coma. Mas, sentindo sua falta, ela simulou Tae-Joo e passou seus dias com ele, até que o verdadeiro acordou. Enquanto Bai Li trabalha viajando longe da filha e não sabe que ela é uma simulação...








Minhas divagações finais 

Um filme com uma história que trabalha o psicológico das pessoas. Um mundo onde você pode continuar interagindo com quem já morreu, mas, pode não proporcionar a satisfação esperada. 

Duas mulheres são o foco principal da história. Uma mãe e uma jovem. A diferença é que uma delas é uma IA. Jeong-In sentia tanta falta do namorado que optou pelo programa enquanto Tae-Joo estava em coma. Para amenizar sua solidão, ela conversava com a IA enquanto esperava o namorado acordar. 

Bai Li foi um caso diferente porque mostrou a perspectiva vista pelo seu ponto de vista, então por um momento fiquei confusa se era ela ou a filha que era IA. Também não havia entendido o que o personagem de Gong Yoo era. Ele apareceu para Bai Li em seus momentos críticos, então pensei que ele era como ela, um defeito no sistema que sabia o que eles eram. 

Parecia confuso porque após conversar com sua filha no aeroporto e descobrir o que era, ela retorna ao início do filme, quando fala com Gong Yoo a primeira vez. Depois vi um vídeo supondo o que ele poderia ser e faz até sentido. 

Mas o mais triste foram dois casos, o da vovó que trabalhava feito condenada para dar tudo do bom e do melhor para seu neto, IA, que por algum motivo estava ficando mimado e ela se sacrificava por ele. E o caso da Jeong-In, que antes do coma de Tae-Joo, eles eram felizes e se davam bem, mas depois que acordou, ele não era mais o mesmo e a IA era a única coisa mais perto de quem Tae-Joo foi um dia. Apesar de amá-lo,  não ficou claro se no final ficaram juntos. 

O caso da Bai Li foi triste porque a avó mentiu para a neta e a criança achava que a mãe estava viva trabalhando longe. Depois de um tempo você acabava percebendo que aqueles que conversavam com alguém por vídeo, provavelmente era uma IA. Confesso que não sou fã de IA, então não achei o filme tão impressionante quanto imaginei que seria. 

Claro que para variar, imaginei que o rumo da história fosse outro. Não sei porque, mas imaginei que Tae-Joo era um astronauta que morreu no espaço e por isso Jeong-In manteve sua IA com essa essência. Óbvio que não foi nada disso. 

O filme não explica muita coisa, aos poucos você vai encaixando as peças e descobrindo o que precisa. O mais trabalhado aqui são as emoções humanas. O quanto a tecnologia pode ser boa e ruim ao mesmo tempo. Como as vezes essa ilusão pode ser mais prejudicial do que ajudar psicologicamente. Ou, como pode atrapalhar mais como no caso de Jeong-In que tinha a IA perfeita e não conseguiu lidar com as falhas do verdadeiro Tae-Joo. 

Para mim só valeu mesmo pelos breves momentos em que Gong Yoo apareceu. Gosto dos doramas da Suzy, mas esse seu personagem não me cativou. Park Bo-Gum não conheço muito seu trabalho, então meu interesse pelo filme não foi tanto pelos atores dessa vez. Mas acho que vale a pena dar um confere.

Eu, particularmente prefiro aceitar o curso natural da vida. Nós fomos criados para interagir com outras pessoas de carne e osso. Por mais que seja triste e difícil perder alguém, pelo menos para mim, seria completamente estranho continuar interagindo com alguém, através de uma tela, sabendo que essa pessoa já morreu. Seria no mínimo assustador. Principalmente porque tenho pavor de IA e tudo que envolve que essa tecnologia...

Nota 8/10

domingo, 28 de julho de 2024

[Review] Confissões/Kokuhaku - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2010

Duração 1h 46m

Direção Tetsuya Nakashima

Elenco Takako Matsu (Moriguchi)

Yukito Nishii ( Shuya)

Kaoru Fujiwara (Naoki)

Ai Hashimoto (Mizuki)




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Moriguchi em seu último dia de aula como professora, anuncia sua demissão antes das férias escolares. Seu motivo poderia ser a perda da filhinha Manami de 4 anos, mas, ela revela que sua morte não foi acidental e sim assassinato, cometido por dois alunos daquela turma. Agora, ela vai se vingar. 







Minhas divagações finais 

Quando iniciei o filme, estava achando a adaptação perfeita, pelo menos no capítulo da confissão de Moriguchi. Mas, obviamente, como qualquer adaptação, houve algumas mudanças. Embora o livro tenha sido curto, o filme conseguiu até que colocar todas as partes nele. 

Entre ler e imaginar e ver como realmente seria, sempre preferi o ato de ler e imaginar. Fora que o livro por mais curto que seja, me parece que expõe o assunto muito mais explicado que um filme. Que acho que é mais bonito visual, mas dependendo da cena, precisamos raciocinar o que quer dizê-la. 

Após Moriguchi sair da escola e dar início a sua vingança, pode parecer meio confuso, porque as confissões seguinte, seguem pela perspectiva de outros envolvidos. Começa com Mizuki, que apesar de ser uma aluna exemplar, tem outra personalidade escondida e acaba se envolvendo com um dos suspeitos e por isso, teve um final trágico. Não sem antes servir de informante, mesmo que sem querer, para Moriguchi, que usou o que descobriu para o ato final de um dos assassinos de sua filha. 

As mudanças foram sutis e pode-se até ser consideradas irrelevantes, já que o rumo que tomou teve a mesma finalidade do livro. Não nego que as atuações para esse tipo de história, principalmente da parte juvenil, foram excepcionais. Mas meus elogios vão para Moriguchi.  Ao iniciar sua história antes de revelar o resultado final, seu tom de voz soa sinistro por ela sempre falar calmamente, mesmo quando revelou a causa da morte de Manami. Se tivesse mostrado ódio ou elevasse a voz, não teria o mesmo efeito. Foi muito bem conduzida. 

A forma como Moriguchi manipulou todos para a realização de seus propósitos, foi coisa de profissional. O que a morte de alguém que amamos não nos leva a fazer. De todos os tipos de vingança, esse, com certeza é o melhor de todos. Visto de fora, não daria para imaginar que Moriguchi fosse a culpada. A não ser pelo diário da mãe de um dos culpados que conta tudo o que passou e descobriu sobre seu filho e seu envolvimento no incidente. 

Claro, a forma como termina e o que Moriguchi fez no final, achei no livro mais interessante porque ficamos apenas imaginando se aquilo realmente é verdade. Enquanto que no filme, já mostra ela aparecendo para o aluno e lhe mostrando realmente do que ela era capaz. No fim, como eu disse no livro, esse aluno causou sua própria sentença. Mas Mizuki ainda lhe disse algo real, ele não precisava ter feito tudo isso só para chamar a atenção da pessoa que ele queria, ele poderia ter ido procurá-la de outras formas. Tudo isso foi porque ele teve medo de ser rejeitado. Infelizmente escolheu o pior caminho. Só não gostei muito do professor substituto da Moriguchi, muito animado tentando ser legal para conquistar os alunos. Acho forçado demais. 

No mais, filme e livro acabaram desenvolvendo temas muito mais profundos do que aparentava. Recomendo. 

Nota 10/10

[Resenha] Confissões - Divagando Sempre

 

Ano da primeira publicação 2008

Páginas 192

Autor/a Kanae Minato




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Yuko Moriguchi, professora e mãe solteira, sua maior paixão é sua filha de 4 anos, Manami. Um dia, ela foi encontrada morta na piscina. Causa? Afogamento. Mas, Moriguchi descobre que na verdade ela foi assassinada por dois de seus alunos. Agora, ela quer vingança. 



Minhas divagações finais 

O livro em si é curtinho, e ao final do primeiro capítulo, até cheguei a pensar que se fosse um conto, teria terminado muito bem. No entanto, o que se seguiu foi ainda mais impressionante. 

A narrativa iniciou pela perspectiva de Moriguchi e deu-se até por um diário escrito pela mãe de um dos culpados. A compreensão então sob o ponto de vista de cada um, torna a leitura impressionante e os fatos mais sombrios. 

Inicialmente podemos até acreditar que a morte da garotinha pudesse ter sido um acidente ou com medo das consequências, um deles fez aquilo para não levantar suspeitas sobre ele. No entanto, acompanhando as diversas versões, vamos entrando na mente de todos os envolvidos e nos surpreendemos como um ato, levou a todas as consequências do final. Como um desejo de um garoto solitário e perturbado, tramou o seu próprio fim.

Quando Moriguchi revela que pediu demissão da escola, inicialmente todos associam a perda que ela teve. Mas quando ela diz que sua filha foi assassinada por dois de seus alunos, presentes naquela sala e começa a falar sobre leis, que não denunciaria e o ato final, sua pequena vingança, achamos que terminaria ali. Mas apesar dos fatos narrados repetidas vezes sob o ponto de vista dos outros, a história continuou seguindo ainda após a saída de Moriguchi. 

Com a entrada de um novo professor, achamos que talvez tudo termine ali e todos seguirão com a vida. Porém, um deles não volta para a escola depois das férias e o outro sofre bullying pelos colegas, que sabem o que eles fizeram. E o desfecho de tudo é digno de uma vingança resultante de apenas umas palavras da professora. Ela não precisou fazer muita coisa, a não ser no final, que mudou o curso das coisas para um dos culpados. O modo como ela esperou pacientemente para ver o resultado da sementinha que havia plantado, fez parecer que ela realmente havia sumido e mudado de vida. Mas ela estava só observando. 

O mais surpreendente dessa história, é que a mente assassina trabalhada aqui, não é de adolescentes de 17 anos ou adultos de 30. São jovens de 13 anos, que não foram abusados, não vivem na miséria e nem sofriam bullying antes de tudo isso acontecer. Também tem a parte da mãe de um deles, que cega para o que seu filhinho mimadinho fez, não era culpa dele. Apesar da perda da filhinha, ela ainda achava que seu filho era inocente e antes de saber da verdade, pensava que ele só se apavorou e por isso cometeu o crime e ainda culpava a professora pelo o que o filho passou a se tornar depois de sua visita em sua casa. 

Enquanto o outro, embora vivesse livre, passou por momentos onde sua raiva das pessoas só aumentou. Mas ele só fez tudo isso para chamar a atenção de alguém em especial. O que acabou dando errado óbvio, pois ele só percebeu a verdade tarde demais. E Moriguchi entrando em ação nesses momentos finais, foi o ápice do livro. Foi onde tudo valeu a pena. Ela não precisou sujar as mãos para conseguir o que queria... sua lição foi bem mais elaborada do que se ela tivesse denunciado os meninos ou reaberto o caso. 

Foi uma leitura tensa e cheia de expectativas. No final, dois jovens se tornam realmente assassinos frios e cruéis. Foi uma experiência completamente diferente de tudo que já li até agora. Recomendo. Eu não dava nada para esse livro, não esperava nada disso. Foi uma reviravolta surpreendente. 

Nota 10/10

sábado, 27 de julho de 2024

[Review] Cine gibi 5: luz, câmera, ação - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2010

Duração 1h 11m

Direção Maurício de Souza




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Cascão e Cebolinha estão brincando mas entram em conflito quando um quer brincar de guerreiro no espaço e o outro com aventura de exploração. Então decidem indo ao cinema. A confusão continua quando eles querem filmes do gênero que cada um gosta. Até a Mônica aparecer e ficar enfurecida com Cebolinha, para variar. 


Turma da Mônica em: Patins... pra mim?

Cascão e Cebolinha dão um par de patins de presente para a Mônica, que toda empolgada os coloca, principalmente quando os meninos lhe garantem que vão lhe ajudar a andar neles. Mas, assim que ela consegue ficar em pé, eles a soltam e ela percebe que os patins estão cadeados e ela passa a andar com eles desgovernada pela cidade. 


Turma da Mônica em: ...e assim se passaram 30 anos 

Mônica está lendo um livro que a deixou impressionada, onde o protagonista dormiu debaixo de uma árvore encantada e dormiu por 30 anos. Quando acordou, já de idade, percebeu que perdeu tudo e todos e se tornou solitário. Triste, Mônica conta ao Cebolinha sobre a história e este aproveita que ela acaba adormecendo e bola um plano. Quando Mônica acorda, não reconhece o local e seus amigos aparecem "adultos" descobrindo que ela havia desaparecido por 30 anos...


Turma da Mônica em: o corpo fala 

Mônica está com a Magali quando percebe que sua orelha está vermelha e quente, então Magali diz que o corpo fala, cada coisa que ela sentir de diferente é algo que vai acontecer. Mas nem tudo é tão bom quanto ela imaginava que poderia ser. 


Turma da Mônica em: a máquina do tempo, de novo?

Mais uma vez Franjinha constrói uma máquina do tempo, para provar que funciona, Cascão aceita ser sua cobaia e entra na máquina, mas em questão de segundos ele retorna, deixando Franjinha desconfiado de que ele só está brincando com sua cara. 


Turma da Mônica em: abduzidos

Mônica é abduzida por um disco voador e como o alienígena fala errado como o Cebolinha, ela acha que é mais um plano dele. No entanto, ele aparece ali na nave e ela ainda acha que são os meninos disfarçados. Ao final, os aliens deixam os dois no campinho e Mônica vai embora, mesmo não fazendo nada, Cebolinha apanha e os meninos aparecem com a nave, dizendo que cansaram de esperar por ele para começar o plano.


Turma da Mônica contra o Capitão Feio 

Capitão Feio decide estragar um dia maravilhosamente bonito o deixando sujo e fedido. Mônica e a turma lutam contra seu plano mau cheiroso de poluir o planeta. 









Minhas divagações finais 

Sempre me divirto vendo os filminhos da turminha. A Mônica é sempre ingênua em várias ocasiões. E ela ficando brava com os meninos após verem os filmes é muito hilário. 

As cenas no cinema sempre tem um contexto por trás e dessa vez a Magali não participou da sessão. Cascão é do tipo que gosta de guerra nas estrelas enquanto Cebolinha é mais Indiana Jones. O melhor de tudo é a mudança dos nomes originais devido a direitos autorais. Surge cada nome. 

Acho que o episódio que mais gostei foi o do sono de 30 anos. Assim como a Mônica, sempre achei essa história fascinante. Embora no geral possa acontecer, mas em vez de ser uma árvore encantada, a pessoa pode ficar em coma, o que é ainda mais triste, na verdade. Agora, Cebolinha sempre pensa rápido nessas situações. Como ele saberia que a Mônica acabaria cochilando? E nesse meio tempo, que sono pesado em que ela não ouviu as mudanças de cenário. 

O abduzidos também foi divertido. Sempre tem alguma história no meio do filme em que puxa para algo surreal. Bom, só a existência do Anjinho já é surreal né, porque não poderia existir ETs. A do corpo fala, coitado do Cebolinha que foi agredido sem nem ter feito absolutamente nada. Ele já é naturalmente suspeito de qualquer coisa que aconteça com a Mônica. 

A do Capitão Feio, as aventuras contra ele sempre são sujas. Mas Cascão tendo o poder de sugar tanta sujeira, misericórdia. Pensando friamente, como seria brincar com alguém fedendo tanto como ele? Agora, a da máquina do tempo, até eu achei que o Cascão estava ou brincando com a cara do Franjinha ou dizendo que a máquina funcionava para não deixar o amigo triste. Falando no Franjinha, enquanto está no cinema passando os filmes, ele parece bem diferente de quando é um garoto perturbando a Mônica com os meninos nas histórias que ele mesmo passa. 

Enfim, ler as histórias ou ver, é sempre uma ótima distração. Super recomendo.

Nota 10/10

sexta-feira, 26 de julho de 2024

[Review] Guerra sem regras/The Ministry Of Ungentlemanly Warfare - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2024

Duração 2h

Direção Guy Ritchie

Elenco Henry Cavill (Gus March-Phillips

Alan Ritchson (Anders Lassen)





Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Baseado em arquivos reais do Departamento de Guerra Britânico, durante a Segunda Guerra Mundial, conta sobre a primeira organização de forças especiais, formada pelo primeiro ministro Winston Churchill e um grupo de oficiais militares. 

Era uma unidade ultrassecreta, composta por malandros dissidentes que usavam técnicas nada convencionais, mas sua abordagem mudou o curso da guerra. 










Minhas divagações finais 

Filmes sobre Guerra, ainda mais da Segunda com o nazismo, sempre impressiona qualquer que seja o foco. Aqui, foi trabalhado em uma inspiração de um acontecimento real. E além de grandes atores ( só reconheci Henry Cavill e Alan Ritchson) os personagens são bem variados. 

O papel de Henry Cavill se destaca mais, por ser quem irá liderar um grupo distinto de desajustados e por assim dizer, problemáticos com a lei, porém, com talento suficiente para concluir a missão com êxito. Já vimos desde o início, do que o grupo é capaz, quando são confrontados por um navio nazista. Apesar dos inúmeros soldados, eles dão conta do recado. Então, o filme volta uns dias antes para explicar por que eles estão ali e como se reuniram. 

Henry Cavill para mim sempre será o Superman ou o bruxão Geralt de The Witcher. Assim como conheci Alan Ritchson como Reacher. Aí junta esses dois, misericórdia. Apesar de ser inspirado em um acontecimento real, achei que jogaram a história mais para um lado cômico. Claro que não na escolha dos integrantes do grupo, pois para uma missão extraoficial, nada melhor do que homens com um passado criminoso para cumprir com êxito algo perigoso como enfrentar os nazistas. 

Embora, ao meu ver, eles não representavam um perigo real, quando só pareciam estar ali a espera de serem atacados. Que é o que geralmente acontecia e que sinceramente? Todos nós amamos essa parte. As mortes violentas mas executadas com perfeição, eram o ponto alto da história. Não é aquela ação ao estilo Mercenários, mas o sangue e as mortes chegam perto. As cenas de espionagem foram incríveis e no entanto achei muito perigosas. Mas é isso que faz um espião não é verdade? Enfrentar o perigo. 

A história no todo se resume a Churchill lançando a operação Postmaster para sabotar o reabastecimento de submarinos nazistas. Apesar de ser baseado em arquivos existentes sobre essa operação, obviamente Guy Ritchie usou e abusou de seu poder de direção para nos trazer o puro caos. 

Li algumas críticas e embora tenha assistido Bastardos inglórios, não me lembro muito bem do filme porque vi muitos fazendo comparações entre ele e Guerra sem regras. Vou ficar devendo nessa parte. Também li muitas críticas negativas sobre as atuações de Henry Cavill e Alan Ritchson.  Concordo que suas atuações anteriores não exigiam muito já que eram dois brutamontes que podem resolver as coisas na base da força, mas não acho que atuem mal. E quanto ao papel de Eiza Gonzalez, inicialmente a tinha achado muito competente, mas após se infiltrar e tentar seduzir o chefão da ilha dos nazistas, seu papel despencou meio que para o amadorismo. Talvez pudesse ter tido outros meios de distrair o homem, mas pelo menos no fim, foi tudo razoavelmente satisfatório. 

Tirando esses pequenos contratempos, eu particularmente curti bastante. 

Nota 9/10

quinta-feira, 25 de julho de 2024

[Review] Eu, sou Celine Dion - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2024

Duração 1h 42m

Direção Irene Taylor 




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Documentário mostrando alguns momentos do passado de Celine, seu amor pela música, seu sucesso e consequentemente seu recente diagnóstico de Síndrome da pessoa rígida, em 2022, mas que ela só revelou depois de muita luta e tendo que cancelar shows. Sua voz foi falhando e seus sintomas piorando, até que teve que revelar sua história. Sob tratamento, ela mostra uma de suas crises e sua luta de jamais desistir de cantar. 








Minhas divagações finais 

Gente, Celine Dion, além dessa voz incrível, é de uma elegância sem tamanho. Muito triste que a coisa que ela mais ama esteja sendo difícil de executar, que é cantar. Sua voz é impressionante. E a forma como ela lidou com o diagnóstico no início, sua dedicação aos fãs em não desistir de seus shows, é muito inspirador. 

Recentemente vi um filme, onde ela fez uma participação, que mencionava realmente a morte de seu marido. Que amor lindo que ela tinha por ele. O filme era O amor mandou mensagem. A protagonista perde o namorado e manda mensagens para o celular dele, mas o número já pertence a outra pessoa, que vem a ser um homem, que após se decepcionar no amor, fica cético a ele, até ler as mensagens apaixonantes da protagonista e se apaixonar por ela. E, Celine ainda lhe dá conselhos amoros. Muito bom. Nessa época nem sabia o que ela enfrentava. 

Só descobri sua condição de saúde por conta desse documentário. E sim, foi tão emocionante que chorei cachoeiras. Raramente acompanho a vida dos artistas, as vezes fico sabendo por shorts no YouTube ou notícias na Internet. Alguns casos só descubro como o de Celine. O documentário é tão verdadeiro, que embora para ela seja constrangedor mostrar como é quando ela tem as crises, achei importante falar sobre uma doença tão rara, que nunca ouvi falar.

A Síndrome da pessoa rígida, é uma doença neurológica que afeta o sistema nervoso, causando espasmos e rigidez muscular. Celine teve uma crise dessas filmada e chorei muito, porque parecia muito doloroso e a pessoa fica totalmente a mercê de alguém que possa ajudá-la.  Essa Síndrome é tão rara, que atinge uma a duas pessoas em um milhão e só ficou mais conhecida depois que Celine foi diagnosticada. 

Durante as filmagens para o doc, Celine mostrou sua luta e persistência em continuar fazendo o que ama, cantar. Essa Síndrome não tem cura, o que se pode fazer são tratamentos para amenizar as dores. Com o tempo, Celine conseguiu voltar a cantar, embora não com toda a força de antes.

Depois de ver seu passado, sua voz, sua elegância e agora sua dor, sua luta com muita perseverança, só podemos admirar mais ainda essa maravilhosa pessoa e torcer para que ela consiga cantar mais um pouco, nos encantando e impressionando com sua potente voz. Dando uma olhada nas notícias, hoje em dia ela parece estar bem melhor e voltando aos poucos a cantar. O que é imensamente prazeroso saber, em vista de tudo o que ela passou até aqui. 

Um doc maravilhoso, com uma pessoa maravilhosa. Super recomendo.

E claro, não poderia faltar a música que marcou gerações. 




Nota 10/10

quarta-feira, 24 de julho de 2024

[Review] Os mercenários 2 (The expendables 2) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2012

Duração 1h 43m

Direção Simon West 

Elenco 

Sylvester Stallone (Barney)

Jason Statham (Lee Christmas)

Dolph Ludgren (Gunnar)

Terry Crews (Hale Caeser)

Jet Li (Yin Yang)

Jean-Claude Van Damme (Vilain)

Bruce Willis (Church)

Arnold Schwarzenegger (Trench)

Chuck Norris (Booker)

Randy Couture (Road)

Liam Hemsworth (Billy)

Yu Nan (Maggie)





Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Após resgatarem Trench, que por acaso estava envolvido na mesma missão que Barney mas acabou virando refém, deixa Yang a cargo de levar o verdadeiro refém a salvo para seu contato. 

Ao retornar, Barney recebe a visita de Church, lhe cobrando uma dívida em troca de recuperar o conteúdo de um cofre, cujo avião caiu. Ele recebe ordem de levar Maggie, que sabe a sequência certa de códigos, que impeça o cofre de explodir. Apesar de conseguir o conteúdo, eles são emboscados por Vilain.

Barney poderia ter deixado a missão fracassar se Vilain não tivesse matado um de seus homens. Agora, por vingança, ele vai: procurar, encontrar e matar Vilain. Ao descobrir o conteúdo do cofre, continua com Maggie para recuperá-lo também, para impedir que Vilain consiga realizar seu plano de fabricar armas de destruição em massa. 









Minhas divagações finais 

Confesso que assim como o primeiro, achei esse filme espetacular. Digam o que quiserem, mas nesse tipo de filme, não me importo com as cenas de explosões, pedaços de corpo e sangue em excesso. Acho que combina muito bem com o filme. 

 E, as participações dos grandes nomes dos filmes de ação das antigas reunidos em um único lugar? Misericórdia. Fui ao delírio. E fazia décadas que não via ou revia algum trabalho de Chuck Norris, Jean-Claude Van Damme. Foi muito bom. E, como disse no primeiro, essa dupla, Stallone e Statham deu muito cerro. 

Apesar de Van Damme ser o vilão, mas é claro que ele chamaria o inimigo para uma luta mano a mano. Se atirasse e matasse logo, não teria graça. E como sempre, Barney apesar de ter uma equipe numerosa e fiel, procura se manter afastado das mulheres, embora elas sempre se sintam atraídas por ele. Principalmente depois que ele perdeu um companheiro de equipe, decidiu que ninguém está seguro ao seu lado. 

Pena que Jet Li sumiu depois da primeira missão. Aparentemente Gunnar, ainda que pareça meio perturbado, já não está tão descontrolado quando no primeiro filme. E o tempo de tela de Willis e Schwarzenegger foi bem maior dessa vez, eles até entraram na briga no final. 

Por mais que não faça sentido um bando de mercenários trabalhar para Church, pelo menos rende ação e momentos hilários entre eles. Claro que sempre tem que ter aquela piadinha ruim para nos fazer rir. Confesso que não sou muito fã de Liam Hemsworth, embora já tenha visto muitos filmes em que ele faz uma participação. Para mim ele pode ter um rostinho bonito, mas ainda assim, prefiro seu irmão. 

Pena que Maggie não ficou com o grupo. Acho que seria um diferencial e ela foi muito top ajudando eles. Os motivos dessa missão pode ter sido clichê dos clichês, mas achei a história bem conduzida até. Quando perderam um deles, fiquei até emocionada. Os diálogos não são primorosos mas achei condizente com esse bando de homens musculosos sedento por sangue. 

Eu achei diversão pura e muito nostálgico. Sempre fiquei receosa de ver essa franquia porque pensava que não seria bom. Geralmente filmes com vários atores famosos juntos acaba decepcionando, mas me surpreendi e acabei adorando. Como eu vejo vários gêneros aleatoriamente, não dá para dizer que achei mais do mesmo. Achei uma boa distração. 

Nota 10/10

terça-feira, 23 de julho de 2024

[Review] Finch - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2021

Duração 1h 55m

Direção Miguel Sapochnik

Elenco Tom Hanks (Finch)




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Uma catástrofe mundial, destruiu boa parte da civilização e transformou o planeta em um grande deserto, assolado por tempestades de areia. Finch, um sobrevivente, após vasculhar a área onde se encontra, constrói um robô para cuidar de seu cão após sua morte. Devido a uma tempestade, ele decide que seu esconderijo não é mais seguro e caem na estrada. Seu destino é São Francisco e enquanto viajam, apesar de muito doente, Finch tenta ensinar algumas coisas ao robô, que depois recebe o nome de Jeff e principalmente que ele e seu cachorro se entendam. 










Minhas divagações finais 

Que filme incrível, por que não vejo ninguém falando sobre ele? Confesso que robôs não é meu tema preferido, mas apesar de sentir medo, gosto de ver sobre para entender melhor sobre eles, caso em algum momento dominem o mundo hahaha e depois, Tom Hanks já é especialista em filmes solitários.... 

Finch, após viver sozinho por um tempo com seu cachorro, constrói um robô na tentativa de poder cuidar do cãozinho depois que ele se for. Muito doente, seu medo é do cachorro ficar sozinho. Sua criação funciona bem no momento crítico, onde uma forte tempestade o faz decidir mudar de local. Pegando seu carro, ele decide ir até São Francisco. Enquanto viajam, muitas coisas acontecem e Jeff, o robô, aprende coisas sobre os humanos, o que aconteceu ao planeta e por que Finch prefere ser sozinho. 

Apesar de alguns contratempos no caminho, Jeff acaba conquistando a confiança do cãozinho e quando encontram um local onde a radiação é mínima, Finch sente esperança e se banha na luz solar após muito tempo. 

A história pode não ser novidade, mas achei envolvente e emocionante. Desde o nascimento de Jeff, seu rápido aprendizado em falar, andar e entender as coisas. Geralmente eu estaria morrendo de medo de Jeff, mas estranhamente achei ele fofinho e muito engraçado. Finch contando suas histórias e Jeff ouvindo pacientemente, o modo como Finch encontrou Goodyear, o cãozinho foi triste, porém compreensível. Me questionava seus motivos de amar e querer proteger tanto esse cachorro, embora obviamente, nada disso tenha me passado pela cabeça. Imaginei outros motivos, bem mais sentimentais.

Teria sido hilário se na hora de escolher o nome de Jeff, Finch tivesse sugerido Wilson. É meio solitário esse tipo de história e os únicos outros sobreviventes no caminho, são aqueles que querem lhe tirar o pouco que você já tem. No entanto, essa pequena família constituída por membros completamente diferentes um do outro, rende vários sentimentos ao longo do filme. A ambientação e efeitos visuais estão incríveis. E, Tom Hanks dispensa comentários né. Um filme dele com certeza será incrível. É um ator que se entrega ao personagem e incorporou Finch maravilhosamente. Apesar de parecer que vai ser monótono, para mim, foi uma grande aventura. 

Super recomendo.

Nota 10/10

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