segunda-feira, 24 de junho de 2024

[Review] Top Gun Maverick - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2022

Duração 2h 11m

Direção Joseph Kosinski

Elenco Tom Cruise (Maverick), Miles Teller (Bradley), Val Kilmer (Iceman), Glen Powell (Jake), Jennifer Connelly (Penny), Monica Barbaro (Phoenix)



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Depois de 30 anos após se formar na Top Gun, Maverick se tornou um piloto de testes. Devido a sua rebeldia, ele dificilmente sobe de patente, também se recusa a parar de fazer o que mais ama, voar. 

Maverick estava no comando de um programa experimental e para salvá-lo, de última hora ele resolve testar o jato hipersônico atingindo a velocidade requerida mas destruindo-o no processo. Iceman, agora um amigo querido, que se tornou almirante, frequentemente salva Maverick de suas ações. Sendo assim, para amenizar os estragos, ele manda Maverick de volta a Top Gun, mas dessa vez, como instrutor. 

Maverick obviamente é contra essa decisão, pois além de não saber ensinar (segundo ele) ainda tem Bradley, conhecido como Rooster e filho do falecido melhor amigo de Maverick, Goose. Maverick, a pedido da mãe de Rooster, pediu ao amigo que tentasse impedir que o filho conseguisse se tornar piloto pois tinha medo de acontecer o mesmo que seu pai. Sem saber disso, Rooster apenas culpava Maverick pela morte do pai e pelo seu atraso em se formar. 

Maverick encontra Iceman, que o encoraja a continuar lhe dizendo que todos precisam dele. No entanto, sem Iceman no comando, Maverick é retirado da missão após um incidente com seus alunos, quase lhes causando a morte e para provar que seu ponto era a melhor solução, ele faz um voo não autorizado conseguindo cumprir o percurso com êxito, sendo então nomeado o líder da equipe. 













Minhas divagações finais 

Confesso que não esperava muito dessa sequência, ainda mais depois de 30 anos. Não sabia o que esperar e ficou claro que os pilotos, com o passar dos anos vão subindo de posições e não pilotam mais. Assim como aconteceu com Iceman que se tornou almirante. Para não acontecer isso, Maverick jamais deixou seu posto de piloto. Mas ele continuava rebelde e fazendo as coisas do seu jeito, sempre lhe causando má fama, embora fosse ótimo no que fazia. 

Triste o que aconteceu com Val Kilmer e achei sua participação maravilhosa. Agora, imaginar Maverick ensinando na Top Gun?  Confesso que imaginei que fosse o que ele fazia desde o final do primeiro, pois ele terminou dizendo que gostaria de ser instrutor. No entanto, ele mesmo diz que só ficou por dois meses e que não sabia ensinar. Pelo menos explicou essa parte da vida dele. 

Não sabemos que fim levou Charlie. Pelo jeito, o relacionamento não deu certo e ele não se casou nem teve filhos. Só descobri onde a Penny estava no primeiro pesquisando sobre ela na história. Pois era claro que se conheciam e que tiveram um relacionamento no passado, uma vez que a própria filha dela diz para Maverick não partir o coração da mãe novamente. 

Mas o que mais achei insuportável, foi Rooster. Por Maverick ter sido o melhor amigo do pai, achei que de alguma forma ele fosse estar presente na vida dos filhos dele, mas o moleque crescer o odiando e culpando pela morte do pai? Achei as atitudes dele muito infantil. Nem no primeiro, um jovem Maverick e Iceman tiveram atitudes tão infantis, apesar das rivalidades. O modo como Rooster olhava e falava com Maverick, me deixava revirando os olhos de desgosto. Concordo que ter o filho de Goose foi uma ótima sequência para a história, mas, tenho certeza que não era assim que ele gostaria que seu filho visse Maverick. 

Pelo menos agora temos mulheres piloto, o que achei maravilhoso e o romance de Maverick e Penny teve muito mais química do que ele com Charlie. Obviamente Maverick faria coisas não autorizadas para provar o sucesso de qualquer coisa que tenha partido dele e conseguiria realizá-la com êxito. Agora Rooster só o respeitaria quando o perdesse, como o velho ditado: só damos valor quando perdemos. Embora, claro que Maverick não morreria assim tão fácil. 

Nesse, achei que teve mais voos e ação e com certeza foi melhor que o primeiro. Pelo menos para mim. Teve um pouco de tudo do primeiro, mas melhorado. Romance, rivalidade e missões perigosas. Recomendo. 

Nota 10/10

domingo, 23 de junho de 2024

[Resenha] Five Nights at Freddys: olhos prateados - Divagando Sempre

 

Ano da primeira publicação 2017

Páginas 367

Autor/a Kira Breed-Wrisley e Scott Cawthon




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Charlie, volta para sua cidade natal após 10 anos, a pedido dos pais de Michael, um amigo de infância que desapareceu misteriosamente e após todos anos, foi dado como morto. Os pais de Michael resolvem fazer uma cerimônia para o filho e reúne seus antigos amigos de infância: Charlie, John, Jessica, Marla, Carlton, Lamar e Jason ( irmão mais novo de Marla).

Charlie tem muitas lembranças dessa cidade, embora seja marcada por tragédia, também teve bons momentos. Por isso, ela visita sua antiga casa antes de encontrar o grupo de amigos. E após se reencontrarem, eles decidem visitar o local onde Michael desapareceu. O restaurante do pai de Charlie, Pizzaria Freddy Fazbear.

Eles descobrem que o local está uma bagunça total. Tentaram construir um shopping em volta da pizzaria, mas pararam as obras e o local agora está aparentemente abandonado. Mas quando o grupo entram escondidos, descobrem que existe um segurança por ali. 

Após a cerimônia de Michael, o grupo decide retornar a pizzaria, e acabam sendo encontrados pelo segurança que se diz chamar Dave. Após entrar no local, eles descobrem salas com câmeras e controles que comandam os robôs animatronics, construídos pelo pai de Charlie. No entanto, quando Carlton desaparece, o grupo procura o pai do menino que é policial na cidade. Mas como Carlton é conhecido por pregar peças, seu pai diz que provavelmente foi isso que aconteceu e logo o filho aparecerá rindo dos amigos. 

Eles passam a noite na casa de Carlton mas como ele não retorna, eles decidem voltar até a pizzaria. Uma vez que Jason acaba desaparecendo também. Quando conseguem entrar, os robôs ganham vida e começa uma insana perseguição e o grupo precisa encontrar meios para sobreviver. 



Minhas divagações finais 

Recentemente eu vi o filme que foi lançado inspirado talvez no livro e também no jogo ( que não conheço), então acho que o filme acabou sendo uma mistura dos dois. 

Confesso que achei o livro bem mais interessante e assustador. Embora, algumas partes achei meio entediante. Charlie claramente tinha problemas emocionais e a lentidão de revelar o que aconteceu com seu pai, acabou meio que estragando o suspense da história. Como ela morava com a tia após o desaparecimento de Michael, ficou o mistério de onde foi parar o pai de Charlie? Eu sinceramente pensei que ele havia sido o culpado e estava preso. Mas obviamente enquanto misturava as lembranças de infância de Charlie com o presente, ficava óbvio que o pai não poderia ter sido o culpado, caso estivesse preso ou morto, já que Carlton foi capturado. 

Achei também que revelar o culpado muito cedo, perdeu um pouco o ar de suspense na história. Juro que por um momento cheguei a pensar que o culpado era o pai de Carlton. O que? Tem policial que usa de sua profissão para cometer crimes em vez de proteger os cidadãos. E ele não estava preocupado com o filho. 

Charlie ter se lembrado de sua infância e o trauma que viveu foi bem chocante. Mas não prestei atenção se em algum momento dessas memórias, havia sido mencionado o verdadeiro culpado. Achei esse desfecho meio precipitado. Embora no filme achei mais coerente. 

Só que o filme achei ruim porque a policial sabia o tempo todo quem era o culpado e deixou ele impune por todos esses anos. Tem alguma coisa errada aí né. Por isso que pensei que talvez o pai de Carlton tivesse algo a ver. 

Charlie não foi uma personagem insuportável mas, as vezes achei ela meio egoísta em suas decisões. E o final deixou a desejar entre ela e John. Que já achei meio forçado porque eles cresceram separados e quando se reencontraram, o que? Teriam sentimentos amorosos um pelo outro? Mas que só se reencontraram por causa da cerimônia de Michael. Se não fosse por isso, cada um ainda estaria vivendo separados e no caminho que escolheram. Ninguém mantinha contato. Achei meio forçado esse reencontro. Pareceu a parte 2 do It, quando se reencontraram depois de adultos e alguns tinham esquecido sobre o ocorrido na infância. Apesar que aqui se passaram apenas 10 anos. 

Eu acho que faltou mais ter mostrado Charlie com o pai e suas invenções. Assim como alguns momentos entre as crianças antes da tragédia acontecer. Nós já somos jogados nessa bagunça que é as memórias de Charlie e não dá para ter simpatia por eles. Mas, não nego que a leitura é fluida e quando estão na pizzaria com aqueles robôs foi bem tenso e assustador. Acho que por esses momentos valeu a pena a leitura. 

Não sei se recomendo, mas fica a dica de leitura caso curta FNAF.

Nota 9/10

sábado, 22 de junho de 2024

[Review] Tá dando onda (Surf's up) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2007

Duração 1h 25m

Direção Ash Brannon, Chris Buck




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Cadú Maverick (Cody no original) é um adolescente pinguim que ama surfar. Ele deixa sua casa na Antártida para participar das filmagens em forma de documentário, sobre o torneio Big Z memorial surf off. Big Z foi um surfista excepcional que foi dado como morto após sofrer um acidente e desaparecer. Antes desse triste evento, Cadú teve a oportunidade de falar brevemente com seu ídolo e desde então, seu sonho é vencer o torneio e assim, talvez, consiga algum respeito.

Mas, ao pegar sua primeira onda, ele é derrubado e ferido e levado pela salva vidas da ilha, Lani, que o leva até seu tio "Grilo", que depois Cadú descobre que vem a ser o lendário Big Z. Este, dá umas aulas para Cadú mas por diversão, mas ele se decepciona quando percebe que seu pequeno aluno só pensa em vencer o torneio pelo troféu e glória. 

Enquanto saía de sua casa para se aventurar no torneio, ele conhece Frango, um galo totalmente zen e ao mesmo tempo meio doido, que passa a maior parte do tempo procurando pelo Cadú depois que ele sofre o acidente e é levado por Lani.  Depois de se recuperar do ferimento e ser treinado por Z, Cadú aparece a tempo para o torneio e os três finalistas acabam sendo Cadú, Frango e o competitivo Tank Evans. 









Minhas divagações finais 

Essa animação é icônica e por incrível que pareça, eu gostei mais de assistir dublado em português. Em filmes costumo ver na voz original porque gosto de ouvir a voz dos atores de verdade. Mas em se tratando de animação, não me importo com a voz. No entanto, essa dublagem está hilária e maravilhosa. Sem contar a trilha sonora. 

A história segue simples, com um jovem pinguim que embarca em uma jornada de provação em um torneio de surf. O mais interessante é a estrutura do filme, seguindo como um documentário gravando os personagens no dia a dia e dando entrevistas. 

Cadú já desde o início sofre as diferenças quando quase é deixado para trás mas sendo resgatado por Frango, que se identificou com o pinguim e fez dele seu melhor amigo. Já na ilha, Frango incentiva seu amigo a se aproximar de Lani e depois se desespera quando este se machuca. Como não sabia para onde tinham levado o amigo, sai para procurá-lo e acaba encontrando uma tribo de pinguins canibais. 

Tank Evans é claramente aquele tipo de personalidade egoísta e inescrupulosa existente em toda história que envolve esportes e competições. E fica claro como chegou ao topo durante todos esses anos. O filme é bem curtinho mas a diversão é enorme. 

Super recomendo. 

Nota 10/10


sexta-feira, 21 de junho de 2024

[Review] Top Gun Ases indomáveis - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 1986

Duração 1h 50m

Direção Tony Scott

Elenco Tom Cruise (Maverick), Kelly McGillis (Charlie), Anthony Edwards (Goose), Tom Skerrit (Viper), Val Kilmer (Iceman), Meg Ryan (Carol)



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

A escola naval de pilotos, conhecida pelos pilotos como Top Gun, treinam os melhores pilotos para melhorarem suas habilidades em voos de elite. Maverick e Goose são enviados para lá, após a primeira escolha ter desistido de ser piloto. 

Com fama de garanhão, Maverick tenta algo com uma mulher que chamou sua atenção e no dia seguinte, vem a descobrir que ela é a instrutora deles, conhecida como Charlie. Devido a sua outra fama como piloto rebelde e irresponsável, apesar de ser extremamente bom, o piloto conhecido como Iceman logo de cara não suporta Maverick. 

Antes de se formarem na escola, Maverick sofre uma perda terrível que o leva quase a desistir de ser piloto. Porém, no último momento ele se forma e ainda vai para uma missão perigosa, onde acaba provando que realmente é o melhor piloto ali. 











Minhas divagações finais 

Lembro que já vi algumas vezes esse filme, na época em que Tom Cruise estava no seu auge. Mas não lembrava o contexto da história. Para mim, Top Gun não era uma escola e sim uma base onde os melhores pilotos disputavam o título do melhor de todos com missões perigosas. 

Lembrava menos ainda que Meg Ryan fazia uma participação. Sim, ela era minha queridinha das comédias românticas hahha mas seu papel aqui era de coadjuvante. E não vi grande coisa no romance entre Maverick e Charlie. Talvez naquela época, quando lançou tenha sido romântico. Mas hoje em dia, não achei grande coisa. 

Assim como imaginei que a perda de Maverick seria no meio de alguma missão, não ainda durante o treinamento. Mas talvez isso tenha influenciado em suas decisões futuras. E a rivalidade gratuita entre Iceman e Maverick parecia mais coisa de adolescentes. No entanto, acredito que foi isso que rendeu fama aos dois atores e deixou essa questão memorável. Já o romance... não achei que houve química entre os atores e o modo como tudo foi se desenrolando, muito brega e sem emoção. 

Óbvio que não nego que as cenas no céu, seja no treinamento ou na verdadeira missão, foi empolgante e cheia de tensão. Você fica ansioso se vai ter alguma perda ou se vão ter sucesso. Só achei a história sobre o pai de Maverick mal trabalhada. Talvez se mostrasse mais os dois juntos ou ele pilotando... acho que era o Viper quem conta para Maverick sobre seu pai. Por um momento achei que ele iria revelar que seu pai o havia salvado e se sacrificado no processo em alguma missão. Eu sei, sempre vou além do que realmente aconteceu. 

Enfim, só assisti esse filme para ver o próximo, que acredito que será na mesma vibe e pelo que percebi Maverick será o instrutor da vez. Talvez continuando do primeiro onde no final, ele diz que gostaria de ser instrutor. Alguns filmes antigos perde um pouco a magia dependendo da história. Esse foi um deles. Embora as músicas continuem inesquecíveis. Já que eu amo músicas antigas. 

Ainda assim foi divertido e emocionante. Recomendo. 

Nota 8/10

quinta-feira, 20 de junho de 2024

[Review] Qual seu número? - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2011

Duração 1h 57m

Direção Mark Mylod

Elenco Anna Faris (Ally Darling), Chris Evans (Collin Shea), Ari Graynor (Daisy Darling)

Participações Chris Pratt, Anthony Mackie, Andy Samberg, Joel McHale, Martin Freeman, 



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Ally, ajudando sua irmã Daisy nos preparativos para seu casamento, após ser demitida de seu trabalho, lê em uma revista que mulheres que tiveram mais de 20 parceiros, não conseguem se casar. Após confirmar que sua irmã e suas amigas tiveram menos que isso e se casaram, ela decide que não sairá com mais ninguém, ao invés disso, irá procurar seus ex-parceiros na expectativa de que algum deles, dentro da margem de número, possa ser o homem com quem irá se casar. 

Ally faz uma lista com os nomes de seus ex-parceiros e procura a ajuda de seu vizinho Collin, que conheceu quando este tentava fugir de alguma mulher com quem dormiu na noite anterior. Em troca de poder se esconder até a mulher ir embora, ele aceita procurar os nomes da lista de Ally. 

A busca não é fácil, porém, aos poucos Collin vai encontrando os nomes e Ally de alguma forma, tenta se aproximar deles para ver se algum dará certo novamente. Apesar de ter um nome no topo da lista que é o principal requerido por ela e o mais difícil de ser contatado, Ally não percebe quem seria seu par ideal que não faz parte de sua lista. 








Minhas divagações finais 

Confesso que só fui ver o filme pelo Chris Evans e olha que ele nem é um dos meus atores preferidos, mas gosto de conferir os trabalhos, principalmente aqueles que ficaram marcados pela Marvel, como Chris Evans como o Capitão América. Collin é um personagem nada a ver com Steve Rogers, mas, a essência de Chris prevalece. 

E para minha surpresa, os ex de Ally, alguns são atores famosos como Chris Pratt, Anthony Mackie entre outras surpresas. Mesmo que sejam pequenas participações, foram bem divertidas. 

Quanto a história, bom, super clichê né, o amor da vida da Ally estava óbvio o tempo todo. Mas a jornada para chegar até ele foi divertida. Ninguém pensa em encontrar o ex depois de tantos anos. Ou pensa? Ainda mais sabendo que se não deu certo da primeira vez, por que daria da segunda? 

A bagunça na família da Ally deixa claro porque ela é assim. Embora pareça que Daisy seria uma irmã chata e egoísta, gostei que as duas a sua maneira, se ajudavam, ainda mais para lidar com a mãe. Que achei muito insuportável ao tentar unir Ally com um dos pretendentes dela, embora parecesse que fosse perfeito para ela, sabíamos que ela não se sentia totalmente a vontade com ele. 

Enfim, comédia romântica clichê, mas, divertido e ótimo para passar o tempo. Ainda podendo ver vários outros atores fazendo uma pontinha. Recomendo. 

Nota 8/10

quarta-feira, 19 de junho de 2024

[Review] Passei por aqui (I came by) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2022

Duração 1h 50m

Direção Babak Anvari

Elenco George MacKay (Tobey Nealey), Kelly MacDonald (Lizzie Nealey), Hugh Bonneville (Hector Blake), Percelle Ascott (Jameel "Jay")



Trailer




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Tobey e Jay, são dois grafiteiros que invadem casas de milionários e pichando em suas paredes "Passei por aqui" como meio de dizer que não importa quanto dinheiro tenha ou quão boa seja os mecanismos de seguranças, eles sempre conseguem entrar nas propriedades. 

Enquanto planejam invadir a casa de um juiz aposentado, Jay informa a Tobey que está parando com essas invasões por não querer problemas, já que agora vai ser pai. Mesmo sozinho, Tobey decide continuar com o plano e ao entrar na casa de Hector Blake,  ele acaba encontrando uma porta e dentro dela ele vê algo perturbador. 

Tobey tenta avisar a polícia mas obviamente não encontram nada, visto que além de tudo, Hector é uma pessoa influente e tem seus contatos. Tobey ainda tenta pedir ajuda de Jay para irem juntos investigar, mas este está decidido a não se envolver em problemas. Tobey então decide entrar mais uma vez, mas acaba sendo pego por Hector. Lizzie, embora tenha um relacionamento conturbado com seu filho, quando vê que este não volta para casa, chama a polícia e agora Tobey é dado como desaparecido. 

Em meio a investigações e outras descobertas a parte, Lizzie decide vigiar Hector e quando vê algo incomum acontecer, tenta expor para a polícia mas sem depoimentos da testemunha, não há o que fazer. Lizzie insiste em investigar Hector e acaba desaparecendo. Consumido pela culpa, Jay tenta enfim, descobrir o que houve com seu amigo e sua mãe. 









Minhas divagações finais 

O surpreendente desse filme, é que tudo indicava para uma direção e acabou tomando um rumo totalmente inesperado. Sempre achei que Tobey seria o protagonista da história. A gente imagina que seria mais uma daquelas histórias em que o sujeito invade um local, encontra algo inesperado e no final se torna o herói da história. Mas não é o caso aqui minha gente. E claro, contém 

SPOILERS 

A partir do momento que Tobey invade a casa de Hector sozinho, já sabemos que algo ruim pode acontecer. Mas não tão ruim quanto aconteceu. O início nos apresenta os personagens e seus relacionamentos familiares. Tobey e sua mãe, que apesar de sua profissão, ela não consegue ser próxima de seu filho. Jay e sua namorada, que vão ter um filho e como responsável, Jay decide deixar essa vida de invasor para trás. Uma vez que sua namorada escolheu ficar com ele em vez de sua família. 

Apesar de Jay ser o melhor amigo de Tobey, só no final que ele acaba fazendo algo pelo amigo. E o que ele descobre e o que faz, o marca para sempre. Só achei os motivos de Hector um pouco fracas. Ele fala sobre sua juventude, talvez para tentar explicar o porque de seu comportamento psicopata, mas sem imagens dessas memórias, não sabemos com certeza se partiu realmente daí seu ódio por imigrantes. 

A passagem do tempo também corre um pouco. Inicialmente, quando Tobey desaparece, Jay acabava de descobrir que ia ser pai, antes de Lizzie começar a investigar a fundo Hector, o filho de Jay nasce. Ou seja, a essa altura, já dava para esperar que não encontraríamos Tobey vivo. O diferencial desse filme, para mim, foi esse. Você espera que Tobey seja um herói, uma vez que voltou para casa do Hector para tentar salvar a outra pessoa presa lá. Você não espera que não o verá mais. E o herói no fim, é aquele que menos queria se envolver com essa história. 

Você também espera que o relacionamento entre mãe e filho venha a melhorar, que talvez ela conseguisse ainda encontrar o filho vivo e os dois fugissem juntos ou que talvez Jay encontrasse os dois, pelo menos eu tive esperanças disso. E confesso que o final, me confundi com o início, quando Tobey invade a casa de Hector e este o descobre lá. Até cair a ficha do que realmente aconteceu, demorou. 

Como já sabem, eu só vi esse filme pelo ator George MacKay, que fez 1917. Embora ele não tivesse muitas falas, o drama que viveu foi comovente. Já em Passei por aqui, ele marca presença pela sua condição familiar, pelas invasões e pela tentativa de salvar outra pessoa. Embora, tenha sido egoísta quando Jay lhe informa que será pai e por isso deixará aquela vida para trás. 

Há muito o que pensar, como as aparências enganam por exemplo. Tobey mostrou que não importa o tamanho da casa, quanto dinheiro você investe em sua segurança, sempre tem um modo de entrar. Assim como pessoas como Hector, que tinha a imagem de pessoa de bem, quase um santo e no entanto... 

Concordo com o estardalhaço que teve na época, embora tenha sido diferente, ainda encontrei alguns contratempos e achei algumas decisões muito amadoras. Mas a surpresa de tirar o protagonista logo no início da história, foi algo interessante. Não é algo que se espera. E eu sinceramente pensei que a intenção deles era outra. Também achei que Tobey ficaria preso e de alguma forma conseguiria fugir. Mas quando havia lido que por causa de sua descoberta, acarretaria inúmeras mortes, pensei: quem? Foi então que entendi... Ainda assim recomendo. 

Nota 9/10

terça-feira, 18 de junho de 2024

[Review] Beekeeper: rede de vingança - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2024

Duração 1h 45m

Direção David Ayer

Elenco Jason Statham (Adam Clay), Josh Hutcherson ( Derek Danforth), Phylicia Rashad (Sra. Parker), Emmy Raver-Lampman (Agente Verona Parker), Bobby Naderi (Agente Matt Willey)



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Adam vivia sua vida cuidando de suas abelhas quando sua vizinha, Sra. Parker, sofre um golpe cibernético perdendo tudo. Ele então, ao descobrir uma das instituições, parte em uma jornada de vingança atrás do cabeça por trás desse esquema de golpes contra idosos. 

Mas, mesmo que seja um ex-agente aposentado, sua antiga organização coloca alguém atrás dele, assim como a organização que ele procura e o FBI também, estão todos em sua cola. 












Minhas divagações finais 

Jason Statham dispensa apresentações né e eu, particularmente curto seus filmes. Seus personagens podem ser estereotipados mas, eu gosto. Ainda mais nesse, que ele dá uma lição nesses golpistas. 

SPOILERS

Obviamente, tudo nos é apresentado meio que rapidamente. Adam está cuidando de sua vida e sua vizinha idosa, cuida dele. Até que, ela cai em um golpe cibernético perdendo todo seu dinheiro. Desesperada acaba tirando a própria vida. Adam então, que um dia fez parte de uma organização clandestina chamada Beekeeper, embora aposentado, parte em uma jornada de vingança. Mesmo cruzando o caminho de Verona, filha da vizinha e uma agente do FBI, ele não mede esforços para chegar até o cabeça da operação. 

Josh Hutcherson deve ter se cansado de pegar papéis em que ele é um jovem bonzinho, pois depois de Pontes para Terabithia e Jogos Vorazes, todos os outros filmes que vi com ele, mesmo que fosse uma participação, ele é um bandido hahaha ou um louco como no filme Five nights at Freddy's.

Eu jamais imaginaria que a senhora fosse morrer. Pensei que Adam iria atrás dos golpistas, após ver o desespero da vizinha por ter sido enganada. Fiquei chocada com o desfecho dela, ok que ela não imaginava quem era o Adam, mas ela tinha a filha do FBI, achei forte a decisão dela. E o pior é ver como tem gente mau caráter que trabalha nesse tipo de lugar. Não era uma organização pequena com um único local. Era uma empresa enorme com milhares de funcionários, todos felizes em enganar e roubar de idosos, que lutaram a vida toda para ter aquele dinheiro. A vida real precisa de um Adam Clay. 

Tem muita ação, você só fica na dúvida se Adam é o herói ou o vilão, pois mata qualquer um que esteja em seu caminho. E ele foi bem claro que não ligava para o que eles faziam na verdade, mas como atingiu alguém que ele gostava, aquilo se tornou pessoal. Sua ira só aumentou diante do escárnio dos golpistas, que achavam que estavam trabalhando para seu sustento. 

Verona, embora quisesse justiça pela sua mãe, ela ainda queria fazer do jeito certo, embora houvesse burocracias e falhas no sistema, mas ela não apoiava os métodos de Adam. Embora no final, ela não teve dúvidas sobre de que lado estava. 

Achei a mãe do Derek meio fora da casinha. Criou o filho daquela maneira, dava um jeito nos problemas que ele causava, achou que se confessasse o que o filho fez sairia impune e claramente Derek poderia ter atirado na própria mãe em benefício próprio e ela ainda fez o maior escândalo com o que aconteceu com ele. Só colheu o que plantou. 

Eu claramente sou a favor de um Beekeeper 2 caso tivesse. Justiça desse porte com tanta pancadaria nunca é demais. Só não sei como seria a próxima história de Adam. E se acha que o título não tem muito a ver, na verdade tem tudo a ver. Muito bem pensado. 

Enfim, para quem curte Jason Statham e muita ação, recomendo. 

Nota 10/10

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