quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

[Review] Kaze tachinu Vidas ao vento ( anime movie) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2013

Duração 2h 6m

Direção Hayao Miyazaki



Sinopse 

Jiro Horikoshi é um jovem que vive em uma cidade no interior do Japão. Ele tem o sonho de voar em um avião com formato de pássaro. A partir desse sonho, Jiro decide que construir um avião como deseja e colocá-lo no ar é a meta de sua vida. Durante a busca pela realização deste objetivo, ele conhece Naoko, uma jovem encantadora por quem se apaixona. No entanto, Naoko fica profundamente doente, sem saber se sobreviverá, e os planos de Jiro podem estar prestes a mudar.

Trailer 



DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Jiro, desde criança, tinha o sonho de voar, mas devido a sua deficiência visual, ele decidiu que projetar aviões seria o mais próximo de realizar seu sonho. Ele sempre teve o bom senso de ajudar o próximo e um dia, retornando para a universidade de trem, ele conhece uma jovem que pega seu chapéu quando este quase o perde por causa do vento. 

Um forte terremoto força os passageiros a seguirem o resto da viagem a pé, mas a cidade que que já estava próxima, foi totalmente destruída e com focos de incêndio. Jiro ajuda a jovem e sua acompanhante que quebrou a perna as levando em segurança até a residência delas mas acaba perdendo o contato.

Jiro se forma e vai trabalhar como designer de aviões e assim os anos passam. Ele viaja para vários lugares para pesquisar e aprender mais sobre aviões, quando um dia, reencontra a jovem do trem novamente. Eles se envolvem romanticamente porém, ela confessa que está muito doente, mesmo assim, Jiro promete ficar ao seu lado por todo o tempo que puder. 

Mas devido ao seu trabalho, eles ficam afastados e ela vai para um hospital para se tratar e melhorar. Mas vendo como Jiro está se esforçando em seu trabalho, Naoko foge do hospital e vai se encontrar com Jiro. Ele então pede a seu chefe que a deixe ficar mas acabam se casando, pois o chefe de Jiro achava impróprio acolher o casal no mesmo quarto se não eram casados. Assim, Jiro se desdobrava entre trabalhar arduamente e cuidar e estar com sua esposa doente...











Minhas divagações finais 

Uau, esse anime movie já estava um tempinho na minha lista. Peguei para ver sem compromisso e quando fui pesquisar mais sobre ele, achei interessante por ser do Studio Ghibli e dirigido por Hayao Miyazaki. Quem não conhece pelo menos alguns dos trabalhos de Miyazaki? Títulos como O castelo animado, A viagem de Chihiro, Meu amigo Totoro, O castelo de Cagliostro... são meus preferidos na verdade. 

Alguns desses animes, ainda pode-se ver traços semelhantes em personagens que lembram de outros filmes dele. E o mais interessante foi que Vidas ao vento foi uma homenagem de Miyazaki para Jiro Horikoshi, que foi o engenheiro de aviação, criador do modelo Zero usado por kamikazes durante a Segunda Guerra Mundial. 

Visto pelo ponto de vista de Miyazaki, ele retratou a vida de de Jiro de forma romanceada, introduzindo a Naoko na vida dele no filme. Por isso que quando pesquisei por ele, não encontrei menção a nenhuma esposa. 

A época da Segunda Guerra ainda é muito confuso para mim, em relação aos países que eram aliados ou inimigos de Hitler. A época de Jiro estava iniciando a guerra ainda e ele mencionava o fato que gostaria apenas de criar belos aviões e lamentou várias vezes o uso dos mesmos para a guerra. 

Acho que foi uma belíssima história, sobre alguém que tinha um sonho e correu atrás para realizá-lo.  Embora algumas partes fossem surreais como os sonhos dele com Caproni, um famoso engenheiro aeronáutico italiano. Eu me confundia nesses sonhos, mas eram divertidos porque desde criança Jiro os tinha. E de uma certa forma, os incentivou a seguir com seus sonhos.

O bom do filme é que não teve nada tão dramático. Pensei que Jiro fosse sofrer no trabalho ou que teria dificuldades no seu romance, mas foi tudo tranquilo, só os problemas rotineiros de quem trabalha muito. Nem o pai de Naoko foi um empecilho no romance. Gosto assim, quando tudo flui tranquilamente. 

Pode até ser uma homenagem a vida do engenheiro, isso não quer dizer que precisa ser 100% baseado em sua vida particular real. O fato de ter seguido seu sonho e de suas realizações são a essência de tudo e estão ali. No mais, foi para dar um ar mais romântico à história. Também não espere cenas de guerra, pois o foco é na trajetória de vida de Jiro. As cenas mais trágicas foram no início quando deu o terremoto e o incêndio na cidade.

Enfim, me surpreendi e me arrependo de não ter visto antes. Super recomendo. 

Minha nota de satisfação pessoal 10/10

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

[Review] My Name ( K-drama) - Divagando Sempre

Ano de lançamento 2021

1 temporada 8 episódios

Direção Kim Jin-Min

Elenco Han So-Hee, Ahn Bo-Hyun, Park Hee-Soon, Yoon Kyung-Ho, Kim Sang-Ho 



Sinopse 

Uma mulher com sede de vingança se alia a um chefão da máfia para se vingar do homem que matou seu pai. Ela entra para a polícia na esperança de pegar o assassino, mas deve se manter fiel ao crime.

Trailer 



DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Yoon Ji-Woo sofre bullying na escola por um boato sobre seu pai e ela acaba sendo transferida pela diretora, porém, antes disso, ela briga com as garotas e ela mesma sai da escola. 

Sem notícias de seu pai a mais de 3 meses, quando ele liga no seu aniversário ela lhe diz coisas terríveis que o faz voltar para vê-la.  Infelizmente foi uma péssima ideia, pois ele foi assassinado diante de seus olhos. Quando ela vê que a polícia parou de investigar, ela decide se vingar sozinha. Então pede ajuda ao mafioso  Moo-Jin.

Ele tenta treiná-la para matar, mas eu seu centro constituído de homens, gera intrigas e violência por parte de um dos rapazes que não aceita Ji-Woo e depois de tentar violentá-la e matá-la, Moo-Jin dá uma punição à ele. Desde então Ji-Woo muda de identidade entrando para a polícia, mas deve se manter fiel a organização, tudo arranjado por Moo-Jin.







Minhas divagações finais 

É incrível o quanto os K-drama tem o poder de me fazer chorar horrores quanto de me fazer sentir nojo das pessoas. No quesito violência eles não escondem nada. Quando Ji-Woo chegou no centro de treinamento, o modo como os rapazes a olharam e fizeram piadinhas machistas, já dava para imaginar que um deles ia tentar algo com ela. 

Não imagino a graça que tem ter relação sexual com alguém inconsciente ou a força. É coisa de gente doente mesmo. E bater em mulher? Eu sei que não somos mais o sexo frágil, mas misericórdia, quantas vezes um bando de macho covarde se reuniram para bater nela. 

E achei a audácia de Gang-Jae burrice, porque ele quis mexer justo com a garota que o chefão trouxe pessoalmente. Ele achou o que? Que poderia fazer o que quisesse sem sofrer consequências? Pena que Moo-Jin só o feriu e o mandou embora da organização. Só pelo temperamento desse idiota, dava para suspeitar que ele não ia deixar isso barato. Ele iria querer se vingar de Moo-Jin e principalmente da Ji-Woo. 

Naturalmente que se você busca vingança e ainda é aliada da máfia, boa coisa não ia dar. Ji-Woo queria tanto descobrir quem havia matado seu pai que fez qualquer coisa para descobrir. Até se tornar policial e uma espiã, pois quando descobria coisas que implicavam Moo-Jin, obviamente que ela deveria avisá-lo.  Claramente alguém acabaria suspeitando dela e a vigiando. Diante dessa situação, não tem como imaginar que vai terminar bem. Quanto a ser policial, acho que não é o foco principal de sua vida, então acredito que se for descoberta, o problema seria ser presa. 

No entanto, o que ela menos esperava era encontrar um aliado, que passou quase o mesmo que ela e por isso a compreendia. Jeon Pildo é um jovem policial que como Ji-Woo, teve uma perda e por muito tempo também buscou vingança. Embora Ji-Woo tenha ido por outro caminho, ela foi apenas enganada por Moo-Jin. 

Quando comecei o dorama, não suportei tanta violência para cima dela, então fiz uma longa pausa e finalmente consegui terminar. No entanto, confesso que não esperava essa reviravolta. Eu geralmente assisto na maior distração, por isso muitas vezes não desconfio de nada. A morte do pai de Ji-Woo era muito misteriosa, nos fez pensar que ele era um bandido e foi morto por isso. Mas, a reviravolta foi de tirar o fôlego. Fiquei chocada e no final... ela acabou sozinha...

Tanta violência, traição, sangue, mortes... E no fim, só resta a triste solidão... que é o que a vingança é no final. Já dizia seu Madruga:  a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena...

Apesar de tudo, foi uma trajetória sofrida e embora alguns não mereceram seu final, por outro lado, outros... confesso que ali na reta final eu imaginei tudo diferente. Por alguma razão, eu esperei que de alguma forma, já que ela perdeu tudo, fosse incendiar o local e todos morriam no final... Minhas teorias nunca dão certo... 

E olha só, fui pesquisar outros trabalhos dos atores e me deparei com uma surpresa, Ahn Bo-Hyun já é meu conhecido, pois acabei de vê-lo no dorama Vejo você na próxima vida hahaha como eu não o reconheci? É um mistério. Tenho problemas em reconhecer pessoas, principalmente se mudam a cor e corte de cabelo hahaha 

Enfim, minha nota de satisfação pessoal 8/10

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

[Review] Da África aos EUA: Uma jornada gastronômica ( 2ª temporada ) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2021

Temporada 2 episódios 4



Sinopse 

Baseada em um livro escrito pela historiadora gastronômica Jessica B. Harris e segue o escritor gastronômico Stephen Satterfield enquanto ele viaja pelos Estados Unidos para se aprofundar nos hábitos alimentares negros tradicionais e nas maneiras como essas cozinhas estão intimamente interligadas com a cultura americana.


DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

1 - Comida para viagem 

Do feijão-fradinho ao gumbo, ingredientes da África marcam os pratos típicos de Nova Orleans; no Norte, a Grande Migração inspira o estilo culinário de Chicago.


2- Meca Preta 

No Harlem, o chef Charles Gabriel revela o segredo do seu frango frito; outros pioneiros também contam histórias sobre as suas conexões ancestrais com a comida.


3- A resistência 

Stephen encontra ex-estudantes ativistas em Atlanta e honra o legado dos chefs e cozinheiros que promoveram e fundaram o Movimento dos Direitos Civis.


4 - Alimentando a cultura 

Um Pantera Negra reflete sobre a importância de um programa de café da manhã grátis; figuras ilustres conversam sobre ancestralidade e comida em um jantar especial.




Minhas divagações finais 

Sempre amei programas e documentários culinários e ver Stephen viajando pelos EUA conhecendo a culinária local e suas histórias é muito emocionante. Por que emocionante? Porque Stephen não explora só a culinária mas também a origem por trás dos deliciosos pratos. Toda história vem carregada de sofrimento, escravidão, injustiças e dor, mas que levou a liberdade e superação. 

Claro, a comunidade negra pode ter se libertado da escravidão mas o racismo ainda continua pelo mundo afora. Dá para ver na fisionomia de Stephen que embora ele não tenha crescido na época da escravidão, ele carrega essa dor pelos seus antepassados. Explorar a comunidade que cresceu nos EUA é um meio para ele próprio superar sua dor, conhecendo gerações que vieram de escravos e hoje são livres e bem sucedidos. Cada chef que ele conhece, seus pratos tem uma história ou homenagem por trás, dando um significado maior além de aparentar serem deliciosos.

No episódio 3 sobre a resistência, Stephen e quem assiste também, se emociona com relatos de ativistas que participaram do movimento dos direitos civis, ainda jovens estudantes, que foram até presos mas que conseguiram chamar a atenção e ter seu lugar de direito como qualquer ser humano. Realmente, mesmo após o fim da escravidão, os anos 50, 60 ainda foram difíceis para os negros, que não podiam nem comer em um restaurante, tendo que entrar pelos fundos ou ainda ceder seu lugar para os brancos. 

Imagina você ter condições para pagar sua refeição, mas vai preso por ter entrado em um restaurante racista... O mundo hoje em dia ainda sofre muito racismo vindo dos brancos e ainda existem casos absurdos que é triste só de lembrar. 

Stephen nasceu e cresceu em uma época que o racismo ainda existe, mas nada se compara ao que as pessoas que entrevistou passaram. Ele quer ter certeza se o legado que seus antepassados deixaram está sendo bem vivido pela sua geração e as futuras também. Que a luta deles ainda continuam e não vão desistir...

Muitas das receitas apresentadas, surgiram originalmente na época da escravidão, onde sem muitas opções de comida, os escravos improvisavam o que tinham gerando pratos hoje espalhados por todo o país. Mas nunca esquecendo suas origens e lutas, mesmo hoje muitos dos descendentes estarem bem de vida, sempre estão envolvidos com apoio e segurança para com a comunidade negra. 

Bom, o programa em si trata da culinária africana que foi para os EUA mas também retrata sua história de dor e superação ao longo dos anos. È triste e inspirador ver um povo que sofreu e ainda sofre com o racismo, mas que também emana poder e força. Além de sua culinária, obviamente magnífica. 

Super recomendo porque engloba assuntos interessantes além de algo que sempre une as pessoas: comida. 

Minha nota de satisfação pessoal 10/10

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

[Review] Pai nosso? - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2022

Duração 1h 37m

Direção Lucie Jourdan



Sinopse 

Uma mulher faz um teste de DNA e descobre que tem vários meios-irmãos, revelando um esquema chocante que envolve um famoso especialista em inseminação artificial.

Trailer 



DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Jacoba sempre soube que seus pais tiveram problemas de infertilidade, por isso, tinha curiosidade para saber se tinha algum meio irmão por aí. Ao que se sabia, cada doador poderia doar no máximo três vezes, então ela esperava encontrar pelo menos um ou dois irmãos. 

Após fazer um teste de DNA, ela acaba descobrindo várias correspondências e então seu pesadelo deu início. O médico que tratava os problemas de infertilidade nos anos 70/80, que havia tratado sua mãe, usou seu próprio sêmen para fecundar várias de suas pacientes. Até mesmo aquelas que traziam o sêmen do próprio marido. 

Revoltada com a situação e após perceber que cada vez mais aparecia um novo meio irmão, Jacoba tenta processar o médico após ele negar que tivera outros filhos fora do casamento e após ameaçá-la quando ela procura a mídia para expor seu caso, já que até a promotoria se negava a investigar. 

Até o fim do documentário, foram confirmados que o médico teve 96 filhos... 





Minhas divagações finais 

O chocante de tudo isso é que Jacoba só queria saber se tinha algum irmão e acabou descobrindo um terrível esquema por parte do médico. Até o final do documentário ele não revelou qual era seu verdadeiro propósito ao fazer isso e no final ainda descobriram mais 44 médicos que fizeram o mesmo que o Dr. Cline, embora ele tenha sido o que mais fecundou mulheres. 

O pior de tudo é que as mulheres que foram de certa forma violadas por ele, não tiveram justiça uma vez que não foi julgado por isso. Além do que, como escondeu isso por anos, ele se tornou parte de uma comunidade religiosa conquistando várias pessoas tendo então, apoio delas que o julgavam como um bom homem. 

Em nenhum momento sentiu remorso pelo que fez a suas pacientes e nem demonstrou nenhum sentimento por seus filhos. No mundo sempre foi fácil você se esconder atrás de religião mostrando seu lado honesto para apagar o que se fez de errado no passado. 

Ele era claramente culpado por tudo o que fez, chegou a ameaçar Jacoba e andava armado. A justiça ainda é muito falha nesse mundo. O caso de Jacoba não se enquadrava em nenhuma violação por lei e por isso, embora várias mulheres tenham sido enganadas, a alegação do médico é de ter simplesmente ajudado elas a realizarem seus sonhos de se tornarem mães. 

Além de ter mentido por anos, ainda trocou o sêmen dos maridos pelo dele, isso já não tem explicação para suas atitudes. Ajudar a encontrar um doador compatível com o desejo das mulheres é uma coisa, agora colocar o próprio sêmen sem falar nada? Imagina os filhos que pensaram que os pais eram o biológico e topar com uma realidade dessas? E tem gente que ainda defende esse homem? Surreal...

História sinistra e com final mais ainda sabendo que ele não foi devidamente punido...

Minha nota para o documentário 8/10

domingo, 31 de dezembro de 2023

[Review] O mundo depois de nós ( livro ) - Divagando Sempre

 

Ano da primeira publicação 2020

Páginas 288

Autor/a Rumaan Alam



Sinopse 

Tudo o que eles querem é um descanso da vida agitada que levam na cidade de Nova York, aproveitar um tempo de qualidade com os dois filhos adolescentes e se deleitar na propriedade luxuosa. No entanto, uma batida na porta tarde da noite traz uma mudança inesperada.


DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Amanda e Clay decidem tirar umas férias com seus dois filhos em uma casa luxuosa alugada, isolada da cidade. O local é magnífico e a família curte a piscina e a praia ali perto. 

No entanto, isolados da cidade não fazem ideia do que está acontecendo até que ao cair da noite, um casal bate a porta deles. 

G.H e Ruth, um casal de meia idade pede abrigo a Amanda e Clay, alegando que houve um blecaute na cidade e impossibilitados de retornarem ao apartamento deles, decidiram ir até a casa de praia deles. 

No entanto, Amanda ao ver o casal negro, desconfia da história deles mas Clay está convencido da verdade e permite o casal entrar. Infelizmente o que dizem parece ser verdade quando o telefone fixo não funciona e os celulares não tem sinal, assim como a Internet e TV. 

Ainda assim, Amanda fica incomodada com a presença do casal, ainda mais porque eles alugaram o local e não acha justo terem que sair. Mas G.H não os manda embora, ficando no quarto de hóspedes no andar inferior até que possam retornar a suas casas.

A tensão só aumenta quando Clay sai no dia seguinte para tentar descobrir o que está acontecendo mas não vai muito longe quando um barulho inexplicável e insurdecedor pega todos desprevenidos. Mas tudo piora quando Archie perde os dentes...


Minhas divagações finais 

Obviamente se quem não curtiu muito o filme não curtiria muito o livro também. Houve mudanças no filme, no entanto a história segue parada e sem muitas explicações. 

No livro Ruth é uma mulher de meia idade e confesso que não gostei muito da mudança no filme, pois Ruth virou filha de G.H. No livro expressou vários momentos de tensão sexual, tanto pelo filho adolescente Archie como pelo casal Amanda e Clay. Não acho que foi necessário transformar Ruth em uma jovem e a torná-la objeto de desejo sexual para pai e filho. 

Acho que teria sido mais dramático ter continuado com uma Ruth idosa, pois teria mais experiência de vida e o racismo seria mais tenso vindo de Amanda para uma idosa. 

A lentidão dos acontecimentos foram cansativos pois o autor detalhou momentos que não precisavam de detalhes... O filme ainda te deixa apreensivo por momentos inexistentes do livro, como quando a família vai embora mas encontram uma fileira de carros batidos impossibilitando a passagem. Ou no início quando o navio cargueiro vai de encontro a praia. Com isso imaginamos que alguma coisa está acontecendo. 

Já no livro, só sabemos disso quando o casal bate a porta da família e eles constatam a falta de comunicação com o mundo afora. Sem Internet ou TV, não fazem ideia do que possa estar acontecendo. 

Infelizmente no filme, retrataram uma Rosie bem mais viciada na tecnologia e alienada, quando sua única preocupação era ver o último episódio de Friends. No livro ela terminou pelo menos pensando em sua família e querendo levar comida para eles. Ao contrário do filme onde ela só comeu o que encontrou e depois se sentou para ver Friends não se importando com mais nada. 

Entre semelhanças e diferenças, no final foi a mesma sensação do filme. Embora a leitura tenha sido bem mais arrastada e cansativa. O fato do foco estar mais nas reações das pessoas, ainda mais em duas famílias completamente diferentes, não mudou a chatice da leitura. Não me convenceu as reações de ninguém, na verdade achei mais forçado para ter uma história do que poderia acontecer de fato... A não ser Danny, o empreiteiro, que G.H julgava ser amigo mas se mostrou bem mais perto da realidade, ao negar ajuda à eles diante de uma crise apocalíptica como essa...

Não foi um dos piores livros que já li, mas diante de tanta falação pelo filme, acho que não merece tanto destaque nas discussões como tem acontecido. Não acho que seja questão de ter entendido ou não a história, cada um tem sua opinião e gosto, e embora dificilmente eu concorde com a maioria negativa, dessa vez estou de acordo. Livro/ filme fraco em relação ao que propôs, mas até interessante dependendo do ponto de vista que se tenha. Em questão de entretenimento, da para ver sem compromisso assim como ler, já que é uma leitura rápida e curta...

Minha nota de satisfação pessoal 6/10

sábado, 30 de dezembro de 2023

[Review] Ted Bundy: a confissão final - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2021

Duração 1h 40m

Direção Amber Sealey

Elenco Elijah Wood, Luke Kirby



Sinopse 

No corredor da morte, Ted Bundy aceita revelar os detalhes de seus crimes, mas apenas a um homem. A história real da complicada relação desenvolvida entre eles, enquanto o agente mergulha na mente sombria e distorcida de Bundy.

Trailer 



DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Bill Hagmaeir é um novato agente do FBI, que foi incubido de fazer entrevistas com Tedd Bundy, para criar seu perfil psicológico. Tarefa aparentemente impossível, uma vez que Bundy nega qualquer entrevista com o FBI. 

No entanto, após algumas trocas de cartas, Hagmaeir consegue um encontro com Bundy. Mesmo estando preso, o que o FBI espera é por uma confissão de seus motivos. Mesmo sendo novato, Hagmaeir tenta abordar Bundy por outras perspectivas e apesar de ter sido avisado que Bundy brincaria com ele, permanece tentando atrair sua confiança assim como se colocar na mente do assassino para tentar compreendê-lo. 

Mas, Bundy tem sua sentença de morte acelerada e agora Hagmaeir tem apenas 7 dias para fazer Bundy falar e dar um encerramento para as famílias de suas vítimas...



Minhas divagações finais 

Filmes baseados em criminosos reais chega uma hora que fica cansativo. Tirando os documentários que acho incríveis, ainda mais com matérias da época, recortes de jornais, entrevistas com os agentes da época, cenas do julgamento, cria um certo ar de veracidade. 

Já nos filmes biográficos usando atores que se aproximam vagamente dos personagens principais só torna o filme um modo de alguém ganhar dinheiro com isso. Bundy tinha fama de ser charmoso com as mulheres e por ser inteligente e estudado, mesmo preso sob as acusações de assassinato, ele era um ser curioso. 

Acho que o cinema não tem muitas ideias originais ultimamente e sinceramente acho que a diretora Sealey só quis explorar mais a história de Bundy, aproveitando seu nome mundialmente famoso, mesmo sendo um terrível criminoso. Pois quantos filmes sobre Bundy existem por aí?

Só estou vendo mesmo pelo Elijah Wood pois queria ver outro trabalho dele. E apesar de Luke Kirby ter se empenhado em interpretar um ótimo Bundy, acho que sinceramente esse é um filme desnecessário...

A lentidão dos acontecimentos confesso que me deram sono. A trajetória de Bundy para contar o que fez, quantas vítimas foram, a aproximação entre ele e Hagmaeir foram muito extensos e lentos demais. É como falar, falar e no entanto nada fora dito. Fora que a escolha na representação de sua advogada, achei muito ruim ao querer insinuar que ela tivesse um caso com ele e por isso tentava de tudo para adiar sua execução. Achei muito forçado e óbvio demais tentar passar essa imagem, mesmo que não fosse o caso...

Que Bundy foi um criminoso ousado, notório e terrivelmente cruel, ninguém pode negar. Mas do pouco que vi sobre sua história em documentários,  confirmo mais uma vez que esse filme foi totalmente desnecessário. Não trouxe nada novo, só Hagmaeir que acaba ficando famoso por traçar perfis de criminosos, mas o filme em si é completamente esquecivel. Como eu disse, parece só mais uma história para aproveitar o nome de um criminoso famoso para fazer dinheiro. 

No mais, minha nota de satisfação pessoal 3/10

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

[Review] O bombardeio - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2021

Duração 1h 47m

Direção Ole Bornedal



Sinopse 

Os destinos de vários residentes de Copenhague se cruzam quando uma escola cheia de crianças é bombardeada por acidente na Segunda Guerra Mundial.

Trailer 



DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

A resistência dinamarquesa teria como alvo o quartel general da Gestapo contando com as forças britânicas. No entanto, na hora do ataque, uma aeronave atinge um poste, perdendo o controle e atingindo uma escola local. Isso fez com que os outros confundissem o alvo, bombardeando a escola. 

A operação Cartago, apesar do erro, ainda conseguiu atingir o alvo principal liberando 18 prisioneiros e interrompendo as atividades nazistas no local. Infelizmente 125 civis foram mortos, entre eles, adultos, freiras e crianças...





Minhas divagações finais 

Histórias sobre guerras, são sempre fascinantes e extremamente chocantes de se ver. A crueldade do ser humano matar sua própria espécie com a guerra, é algo inexplicável. 

Não sei se as histórias secundárias foram reais, só sei que bombardearam a escola por engano. Antes desse acontecimento fatal, nos é apresentado alguns personagens que frequentam a escola. 

Primeiro temos Henry, que ficou traumatizado ao ver um automóvel pegando fogo, após seus ocupantes terem sido atacados via aérea. Desde então ele perdeu a fala e sente medo de lugares abertos. Preocupada, sua mãe o leva para Copenhague, onde frequentará uma escola que atende suas necessidades especiais. 

Lá, ele vai passar um mês com a família de Rigmor, sua prima, que irá ajudar Henry enquanto vão para a escola de freiras. Na escola, existe uma freira que busca a presença de Deus, questionando sua ausência no momento terrível da guerra. Ela até desafia a igreja ao beijar um soldado nazista. 

Histórias interligadas ou não, levam todos a escola no momento do bombardeio. Que acaba sendo praticamente os 30 minutos finais do filme. Obviamente que essas histórias são complementadas com histórias secundárias para emocionar mais ainda o público. Conhecer pelo menos a vida de duas ou três crianças, conhecer suas famílias e suas limitações, ao chegar no ponto crucial da história, nos emocionaríamos bem mais com o ataque aéreo...

Henry perdendo a fala mas devido a pressão do momento em juntar as famílias com as crianças sobreviventes, o fez superar seus traumas. E a outra sobrevivente enquanto seus pais aguardam por notícias suas, já tinha saído da escola e corrido para casa. Embora esse final, eu tenha visto por uma perspectiva diferente. Achei meio fora do contexto, mas... também pode querer retratar outro sentido que eu tenha ignorado...

Enfim, enquanto todos tentavam seguir em frente com os últimos resquícios da guerra, não esperavam uma tragédia cometida por um erro absurdo... forte, triste e chocante. 

Minha nota de satisfação pessoal 7/10

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

[Review] Os cavaleiros do Zodíaco - Saint Seya: o início - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2023

Duração 1h 52m

Direção Tomasz Baginski

Elenco Mackenyu, Madison Iseman, Famke Janssen, Mark Dacascos, Sean Bean



Sinopse 

Seiya, um obstinado adolescente de rua, passa seu tempo lutando por dinheiro enquanto procura por sua irmã sequestrada. Quando uma de suas lutas inadvertidamente desperta poderes místicos que ele nunca soube que tinha, Seiya se vê lançado em um mundo de santos guerreiros, treinamento mágico antigo e uma deusa reencarnada que precisa de sua proteção. Se ele quiser sobreviver, precisará abraçar seu destino e sacrificar tudo para ocupar seu lugar de direito entre os Cavaleiros do Zodíaco.

Trailer 



DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Seiya é um jovem que ganha a vida lutando enquanto procura sua irmã sequestrada. Um dia, enquanto lutava, sem querer desperta um poder místico sendo então levado por Alman Kido, que lhe conta uma história inacreditável sobre deusas e guerreiros mitológicos. 

Seiya é um possível Cavaleiro do Zodíaco destinado a proteger Saori, reencarnação da Deusa Atena. Mas para isso, precisa atingir o cosmo e ser escolhido pela armadura de Pégaso. Ele então vai treinar com Marin, uma amazona reclusa que o ensina a lutar. 

Depois de adquirir seus poderes, ele precisa proteger Saori de Guraad, além dela própria que não consegue controlar completamente os poderes de Atena...











Minhas divagações finais 

Motivos porque eu vi essa Live Action apesar das críticas negativas e não, não foi para contrariar. Primeiro é porque foi com Mackenyu, ele decididamente é o cara das Live Action hahaha depois porque estreou na HBO...

Quanto a ser Live Action de um dos animes mais famosos do mundo, eu já sabia que seria um desastre. Mackenyu fez produções marcantes como Samurai X,  Fullmetal Alchimist e o mais recente sucesso One Piece. Então era de se esperar uma produção grandiosa de Cavaleiros, embora não seja sua culpa, pois o roteiro e alguns atores não casaram bem com seus personagens.

Não sou ninguém para criticar pois não me recordo muito do anime, embora tenha visto várias vezes quando fez sucesso no Brasil.  Faz mais de 20 anos que vi a última vez. Então o que mais me lembro era a chatice da Saori e do Seiya gritando: me dê sua força Pégasooo ou Meteoro de Pégasooo hahaha 

A única coisa que eu desejava ardentemente ver, era Seiya encontrando a irmã... nem lembro se ele conseguiu.... mas enfim, foco na Live Action. 

Como não lembro de alguns pontos, só posso dizer que errou feio em tentar trazer a reencarnação da deusa em tempos atuais. Que mudariam coisas na história já estava óbvio, uma vez que não tem como expor tudo exatamente igual como no anime. E como não lembro da história do nascimento de Saori, só posso dizer que na Live Action foi uma... decepção. As motivações de Guraad para destruir Atena? Sério? Agora ela pegar as pessoas com energia cósmica para sobreviver ainda foi ok. Mas e o Fênix? Era ele o de dupla personalidade no anime? Não lembro hahaha 

Mackenyu como Seiya foi perfeito, sou suspeita para falar porque amo esse ator. Se não fosse por ele, com certeza detonaria bem mais esse filme. Sua interação com Saori foi ridícula demais. Nem Sean Bean se sobressaiu nessa produção. Acho que o filme se salva apenas pelo Mackenyu e Mark Dacascos. Fazia tempo não via nada dele. 

Depois de um fracasso desses, ainda teria uma sequência? Eu particularmente preferia que fosse uma produção japonesa. One Piece pode até ter dado certo, mas Samurai X e Yu Yu Hakusho ficaram satisfatoriamente incríveis. Eu confesso que apesar de Cavaleiros ter sido minha entrada para o mundo dos animes, meu top 1 ainda é Yu Yu Hakusho.  Então apesar de esperar que fosse um fracasso, de uma certa forma não foi desanimador. E embora Mackenyu tenha sido o protagonista, isso não arruinou sua carreira, já que fez um Zoro maravilhoso em One Piece. 

Sabemos quando a Live Action chamou a atenção quando sentimos vontade de ver o anime, ou seja, para quem não conhece fica aquela curiosidade em ver e para quem já conhece, fica a vontade de rever. A única coisa que vi semelhanças com o anime,  foi o nome dos personagens hahaha e não, não senti vontade de rever o anime... 

O início, embora não tenha gostado da Saori, estava caminhando até para um lado um pouquinho interessante, mas depois do treinamento do Seiya com a Marin, tudo desandou para mim... talvez porque foi um filme curto, em comparação ao início de Seiya, condensaram demais a essência da história além de ter mudado os cenários.... 

Não digo que fiquei desgostosa dessa produção porque já estava preparada. Então minha nota de satisfação pessoal 4/10

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

[Review] Beleza verdadeira/ True Beauty (K-drama) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2020

1 temporada 16 episódios

Elenco Hwang In-Yeop, Cha Eun-Woo, Moon Ga-Young




Trailer 



DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Lim Joo-Kyung sofre bullying na escola por ser feia, mas quando um dia tenta se declarar para um menino e leva o maior fora, sendo humilhada publicamente, ela decide que o mundo seria melhor sem ela. Porém, no telhado de um edifício, ela decide que quer viver, mas enquanto está parada ali pensando, um garoto aparece e corre para tirá-la dali...

Por coincidência, várias coisas acontecem depois. Seu pai endividado faz com que a família tenha que se mudar e Joo-Kyung aprendeu a arte da maquiagem. Com a escola nova sem ninguém a conhecer, ela pode ser sua nova pessoa, bonita. Mas o que ela não esperava, era encontrar o garoto que a tirou do telhado ali. 

Embora seja popular com as garotas, ele não se importa com elas, sendo totalmente rude, o que faz Joo-Kyung temê-lo caso ele venha reconhecê-la. Pois agora com uma nova aparência e fazendo amigas, ela não quer retornar ao que era e sofrer bullying novamente. 

E para completar, ela acaba esbarrando com um garoto rebelde que estava sendo perseguido e acaba ficando com seu capacete. Obviamente ela o vê novamente, na escola e na mesma sala que ela. E agora? Joo-Kyung se vê envolvida com dois garotos completamente diferentes e ser bonita é muito mais cansativo do que ela poderia imaginar. 

Cada um tem seus segredos e propósitos diferentes, mas o trio vive se envolvendo um na vida do outro. 







Minhas divagações finais 

Meu interesse por esse dorama foi por causa de um shorts que vi no YouTube mas com o Han Seo-Jun. O típico rebelde que se apaixona pela mocinha. Pelo menos era o que eu imaginava até começar a ver o dorama. 

Confesso que de início não havia gostado muito do Lee Su-Ho, sua personalidade não era muito esclarecida, mas com o tempo, o conhecendo melhor, acabei ficando na dúvida entre os dois. 

O problema do Seo-Jun é querer passar uma imagem de gangster quando na verdade ele é muito fofinho. E Su-Ho parece ser o fofinho mas é amargurado e afasta as pessoas. Mas cada um deles tem seus motivos para terem ficado assim e o passado deles é interligado. 

A coisa que mais odeio nos doramas é o bullying. Cada um que vi que tinha isso nas escolas, eram terríveis. Como é que nenhum professor percebe quando um aluno é intimidado principalmente quando jogam algo molhado neles? 

E a podridão dos estudantes que fazem o bullying vem de pessoas que nem sempre são tão bonitas ou ricas para fazerem isso com outras pessoas. E se são bonitas ou ricas, só confirma que não importa o status financeiro se não foram bem criados... 

Fora que Beleza verdadeira também retrata o poder da maquiagem hoje em dia. Eu uso maquiagem e confesso que sinto vergonha de sair de casa sem... quem cresceu sem auto estima se achando feia sabe o que é se sentir bem usando maquiagem. Não acho nenhum crime mas no caso de Joo-Kyung, ela teve seus motivos por querer se esconder. 

Embora obviamente toda e qualquer pessoa que se cuidar, pode ser bonita sem exagerar na maquiagem. Pois até as bonitas usam algo não é verdade? E convenhamos, quando é para deixar alguém feio, eles exageram demais hahaha arrumando a sobrancelha, Joo-Kyung não ficou muito diferente mesmo de óculos e sem maquiagem...

Apesar de tudo, acabou tendo alguém que gostava de Su-Ho e traiu a confiança de Joo-Kyung. Já dava para imaginar que um dia a máscara dela ia cair, literalmente né. Não ia dar para ficar fugindo sempre. Mas apesar da traição, não era uma pessoa de todo ruim, quando também sofria o inferno em sua vida particular. Não que seja uma desculpa para o que ela fez. Porque Seo-Jun estava certo quando disse para ela que se Su-Ho descobrisse o que ela fez, não ia gostar mais dela por isso, muito pelo contrário, iria perder até a amizade frágil que já tinham...

Mas as pessoas nunca pensam nisso quando fazem essas maldades e por isso, quando ela foi descoberta, não esperava uma reação tão negativa das pessoas, porque ela achava que a verdadeira face de Joo-Kyung e o fato de ter se escondido atrás da maquiagem mesmo sofrendo bullying, seria mais impactante do que o fato dela traído a melhor amiga. 

Mas o que me deixou de coração partido foi claro, Seo-Jun. Nós sabemos que em um triângulo amoroso alguém vai sofrer e desde o início estava claro com quem a Joo-Kyung ficaria, mas não tem como não torcer pelo Seo-Jun. Ainda mais quando o casal se separou ( o maior clichê que não poderia faltar né). Ele esteve ao lado dela por dois anos e quando finalmente decidiu se declarar... foi de partir o coração principalmente pela sua atitude em unir o casal... ele merecia muito mais...

E claro o outro clichê que não poderia faltar era o casal protagonista já terem interagido quando crianças. Mas, teria sido mais interessante se quando Su-Ho a salvou no telhado a tivesse reconhecido ou quando estavam na loja de quadrinhos. Acho que no último teria sido melhor, já que foi lá que se conheceram quando crianças. 

Agora a química entre Su-Ho e Seo-Jun era magnífica, principalmente depois que passaram um tempo juntos no hospital. Embora gostassem da mesma pessoa, não interferiram com maldade nas chances um do outro. E Seo-Jun sempre esteve ciente de quem Joo-Kyung gostava, porque ela nunca viu Seo-Jun além de amigo... 

Enfim, poderia ficar páginas e páginas falando sobre esse dorama maravilhoso. Inicialmente tive receio de ver pelo bullying, mas tirando essas partes desagradáveis, todo o resto foi ótimo e compensa muito. Cha Eun-Yoo não é um ator excepcional, porque vem primeiro de um grupo de K-pop, não o conhecia nem como cantor nem como ator. Só vi falarem muito sobre sua beleza hahaha mas me surpreendi com ele. Tem um longo caminho na arte da atuação com certeza, mas não foi nada decepcionante. E embora seu personagem sofresse a perda de um amigo, infelizmente Eun-Yoo acabou vivendo isso na vida real recentemente... 

O dorama teve várias questões complexas e profundas, mas também tinha seu lado cômico, como a irmã mais velha de Joo-Kyung se apaixonar por um professor dela. Mais cômico ainda era ela tomar as iniciativas e deixar o professor sem graça e sem chance de fugir hahaha amei essa atriz e sua personagem. 

Ainda teve o clichê do irmao da Joo-Kyung se apaixonar por uma menina como a irmã, que sofria bullying pela estética e o Seo-Jun, que se apaixonou pela Joo-Kyung que lembrava a própria irmã... se não entendeu recomendo ver, vale muito a pena..

Sempre me questionei durante alguns episódios como a mãe da Joo-Kyung não enxergava o que ela sofria na escola ou cheguei a pensar que ela ignorava isso. Quando ela jogou as maquiagem da filha fora, para mim foi uma confirmação de como ela ignorava a situação da filha. Pensei que para a mãe o mais importante era as notas dela. Mas quando a mãe viu o vídeo do bullying, ela só não fazia ideia do que a filha passava... foi realmente triste pensar que os filhos escondem isso dos pais, sofrendo sozinhos e por isso não aguentam viver...

Mas enfim, impactante, emocionante e apaixonante.

Enfim, minha nota de satisfação pessoal 10/10


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