quarta-feira, 15 de junho de 2022

Samurai X 1: O filme - Divagando Sempre

 

Depois que maratonei Star Wars e diga-se de passagem, foi bem mais cansativo por que eram três fases diferentes com três filmes cada, tinha hora que eu não aguentava mais hahaha mas, gostei de maratonar em seguida, porque a história ficava fresca na memória. Enfim, então resolvi maratonar outra série de filmes, mas que dessa vez não vou enlouquecer porque amo demais hahaha

Live action /Ano de lançamento 2012

Duração 2h 14m

Direção Keishi Ohtomo



" Cerca de 140 anos atrás, durante o Bakumatsu, havia um assassino chamado Battousai, o retalhador... Ele vagava pelas ruas de Kyoto e era temido por sua força e habilidade. A guerra Boshin levou o Japão ao início de sua idade moderna."

Janeiro de 1868
Ao fim da batalha, Battousai finalmente respira aliviado com o início da Nova Era e ignora um oponente que estava a sua procura durante toda a luta, largando sua espada e indo embora. 

Porém, um sobrevivente da terrível batalha encontra sua espada e sente o poder maligno, de dor e morte que emana dela. Sentindo que pode ser de Battousai, ele a pega para si.

Tóquio 1878
Desde que se iniciou a Nova Era, a paz é declarada e qualquer arma é proibida, sendo assim, os samurai não tem mais utilidade. Kenshin agora deixou seu terrível passado para trás se tornando um simples andarilho, vagando por aí, até parar em um vilarejo onde alguém está matando usando o nome de Battousai. 




Kenshin possui uma espada que chama a atenção de Kaoru, que o acusa de ser o terrível assassino. Mas ele prova que é inofensivo quando lhe mostra sua espada de lâmina invertida. Kaoru lhe conta sobre o assassino que está usando o nome de seu dojo para matar. 




Kanryu é um ambicioso homem de negócios que vende ópio mantendo Megumi prisioneira para que continue criando a droga para ele. Um ex samurai que se tornou policial, investiga Kanryu o deixando incomodado. Mas a situação só piora quando ele descobre que Megumi fugiu e Jin-E, um assassino cruel se prontifica em encontrá-la, mas Kanryu precisa dela viva pela receita do ópio.  





Megumi buscou refúgio e proteção na polícia, mas sem poder contar de quem está fugindo ou por que, os policiais não tem muito o que fazer, mas eles são atacados por Jin-E e Megumi foge novamente. Exterminando os policiais, no caminho o assassino encontra Kaoru que o desafia por ele estar usando o estilo Kamiya Kashin, de seu pai, que ensinava a arte Kendo,  que salva vidas, que não fere nem mata, mas ele está distorcendo isso, a espada que salva pessoas não pode matar como ele está fazendo. Kenshin aparece para salvá-la e Jin-E sente quem ele é na verdade. 


Kaoru é atacada em seu dojo, mas Kenshin  novamente aparece para salvá-la, mas dessa vez revela quem é, usando seu antigo método de luta Hiten Mitsurugi, um Kendo usado por um, contra muitos, com a diferença de que agora, sua espada não mata mais. Kenshin então é preso junto com os baderneiros e reencontra agora, com um novo nome, Goro Fujita, seu antigo perseguidor. Ele e seu comandante querem usar a força de Battousai para impedir a venda de ópio feita por Kanryu,  mas Kenshin nega, uma vez que não é mais um assassino.









Kaoru vai buscá-lo o convidando para ficar com eles e descobre que Yahiko, um aluno órfão que fica por ali, abrigou uma jovem fugitiva, que vem a ser Megumi. 

Kanryu aparece para Kenshin lhe oferecendo dinheiro por seus serviços como guarda costas, mas Kenshin recusa o deixando irritado. Então Sanosuke que estava preso junto com Kenshin e ouviu sobre ele ser o Battousai, lhe desafia em troca dos serviços oferecidos por Kanryu. Mas durante a luta, Kenshin o convence que não vale a pena desperdiçar suas habilidades por alguém como Kanryu.





Megumi vendo as atrocidades que Kanryu vem causando a comunidade, vai ao seu encontro para acabar com ele, mas Kenshin e Sanosuke invadem sua mansão para resgatá-la. Jin-E entediado e com sede de sangue, sequestra Kaoru para fazer o verdadeiro Battousai despertar e lutar contra ele... para forçar a luta que deseja, Kaoru só poderá viver se Kenshin o matar...












Sempre gostei do Anime Rurouni Kenshin e sempre me decepcionei com live action baseados em animes, principalmente esses que são de heróis... Mas, para minha surpresa, Samurai X me conquistou de uma forma surpreendente. A começar pelo ator que o interpreta, Takeru Sato.  Achei ele perfeito para o personagem. 

Confesso que já vi esse primeiro filme várias vezes e todas elas eu suspiro nas mesmas partes, onde Kenshin luta. É inegável o quão maravilhoso é esse filme para mim. As cenas de luta são excepcionais, meu coração dispara de empolgação todas as vezes que vejo.

A fotografia é maravilhosa, os trajes impecáveis, os detalhes bem elaborados e a apresentação de nosso samurai incrível. Até a trilha sonora é compatível com a época. Gostei como o traje marcante de Kenshin, o quimono vermelho é lhe dado. 

O modo como seus inimigos desdenham de sua espada zombando da lâmina invertida e depois sofrendo com os ataques do Kenshin são divinos, provando que em outra época, eles já estariam mortos. Claro que existe a típica história do cara mal que conhece uma mulher boazinha e para protegê-la ele fará de tudo por ela. Ainda assim, sou apaixonada por esse tipo de história.

Também gostei do modo como se atentaram a pequenos detalhes que diferenciam o andarilho Kenshin com o Himura Battousai.  Embora sejam a mesma pessoa, Kenshin tem um modo mais gentil de falar e também seu cabelo é preso de modo diferente. 

E amo ainda mais essa saga porque foi aqui que conheci a melhor banda de rock japonesa na minha opinião, One Ok Rock.  Estava ainda maravilhada com o final do filme quando começa a subir os créditos e a música a tocar. Logo de início já gostei e fui procurar quem cantava e nunca mais deixei de ouvir. Fica o vídeo dessa música maravilhosa. 👇


Apresentando os principais personagens e atores:

Battousai/ Kenshin ( Takeru Sato)


Kaoru Kamiya ( Emi Takei)



Megumi Takani ( Yû Aoi)


 Sagara Sanosuke ( Munetaka Aoki)


Hajime Saito ( Yosuke Eguchi)


Sanosuke é aquele tipo de personagem barulhento e exagerado e o policial Hajime nasceu com um cigarrinho na boca hahaha


No mais, minha nota de satisfação pessoal 10/10.

terça-feira, 14 de junho de 2022

[Review] O Pintassilgo

 

( Ano de lançamento 2019)



Após a explosão do Museu onde Theo estava com sua mãe, ele passa a viver com a família Baurbon, onde ele tinha amizade com Andy, o caçula de sua idade (13 anos) e a quem se lembrou de recorrer após a perda de sua mãe. 

Mas durante a explosão ele conheceu um senhor que lhe deixou um anel e um nome onde ele acaba conhecendo Hobie, um restaurador de antiguidades que era sócio no antiquário em que trabalha com o senhor. E, onde mora Pippa, a garota que estava no museu e que lhe chamou a atenção desde o início. 

Porém, ao passar do tempo e se adaptando com a família Baurbon, seu pai aparece e o leva para morar com ele em Las Vegas. Lá ele acaba conhecendo Boris e se tornando melhores amigos. Mas seu pai estava mais interessado no dinheiro que sua mãe lhe deixou, mas um acidente deixa Theo sozinho novamente. Então ele volta para Hobie, que o acolhe e lhe ensina sua profissão. 

Mas Theo usa meios errados para alavancar a loja de Hobie causando transtornos para ele. Fora que sua vida parece estar dando tudo errado, sempre...

Theo e sua mãe no Museu.


Quando Theo vê Pippa.


Theo com a família Baurbon. 



O pai de Theo vindo buscá-lo. 



Quando Theo conhece Boris e depois quando se reencontram já adultos.







Eu li o livro a quase um ano atrás, a única coisa que lembro foi minha decepção durante a leitura. Agora ver aquelas palavras se movendo em forma de filme, continua decepcionante. Não sei porque achei que o filme fosse mudar minha visão da história. Ok. Admito, foi por causa do Ansel Elgort. Já vi praticamente todos os seus filmes, tá, os mais famosos pelo menos hahaha e apesar de não gostar de quase nenhum, eu gosto desse ator... Ele marca presença.  

Bom, obviamente no livro é mais cheio de detalhes e tem uma certa ordem dos acontecimentos. No filme fiquei um pouco confusa com o andar da história, mesmo conhecendo os fatos.  

Odiei o Boris da mesma forma que no livro. Algumas pessoas podem achá-lo interessante, eu só achei que ele usava sua condição de vida para enganar as pessoas e levou Theo para o mau caminho. Me pergunto se o pai dele não tivesse aparecido, será que teria evitado o que houve com Andy? Será que teria dado um jeito na vida sem ser trambiqueiro? 

Apesar que no filme, não tive aquela decepção talvez porque já conhecia a história. No livro odiei bem mais o Boris. E o pai do Theo?  Uma vez cafajeste sempre cafajeste. Não curti muito essa mistura dos acontecimentos. Se eu não tivesse lido o livro, teria ficado confusa. 

Apesar de grandes nomes no elenco, como Nicole Kidman como a Sra. Barbour e Finn Wolfhard como Boris,  ainda não me agradou. E achei que Finn combinou com Boris, porque também não gosto muito dele hahaha

No fim, Theo era igual o passarinho da pintura...

Como sempre, dificilmente uma adaptação supera o livro, mesmo porque o filme já ficou meio longo sem tantos detalhes do livro. O que Theo passou quando criança, sua vida em Las Vegas com o pai, foi bem triste, porque obviamente o pai não estava realmente interessado em ter uma relação pai e filho e isso ainda era só o início de perdas e traições que ele sofreria ao longo da vida. 

Sua solidão em Las Vegas preenchida com a amizade de Boris, sua obsessão com a pintura como uma última lembrança de sua mãe, seu amor por Pippa, a amizade com Hobbie... Enfim, é uma história complexa e de reflexão, e admito que mesmo não tendo me agradado tanto, de fato, chega a ser inesquecível pra mim, porque você espera que depois de tanta dor e sofrimento, Theo vá ter o seu momento final do tipo: e viveu feliz para sempre... 

No mais, minha nota de satisfação pessoal 5/10.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

[Resenha] Os sete maridos de Evelyn Hugo

 




Evelyn Hugo é uma atriz lendária hollywoodiana que está para completar 80 anos e concedeu uma entrevista exclusiva na Vivant, porém, ela pediu que fosse entrevistada por uma novata chamada Monique. Obviamente a revista sugeriu outros nomes mais conhecidos e com experiência, mas Evleyn garantiu que se não fosse com a Monique, não seria com mais ninguém.

Então, lá estava Monique, conhecendo Evelyn e sua casa e por mais incrível que ela fosse, nada superava o real motivo dela tê-la chamado ali. Na verdade Evlyn a queria para ajudá-la a escrever sua biografia. 

Evelyn estava disposta a contar tudo sobre sua vida, incluindo sua vida sob os holofotes e seus 7 maridos. E mais, Monique ficaria com toda a renda do livro. Impossível resistir. Mesmo que tudo seja estranho, a curiosidade é maior, então Monique aceita as condições de Evelyn e começa sua história de como se casou aos 14 anos, fingindo ser mais velha, para poder sair da casa de seu pai e ir para a tão sonhada Hollywood.

Monique acabou de se divorciar e se ocupar com o livro e a vida glamourosa de Evelyn, talvez lhe distraia de seu ex marido. Mas ela vai perceber que Evelyn não teve a vida dos sonhos como todos imaginavam...  



Finalmente decidi ler esse livro que tem sido muito bem falado. Confesso que pelo título não havia chamado minha atenção. Na verdade achei que fosse uma daquelas histórias devassas ou que a Evelyn matava os maridos para ficar com o dinheiro deles. Mas já desde o início achei a escrita deliciosa de se ler e então soube que amaria o livro. 

Assim como Monique, ficamos curiosas o tempo todo em qual o motivo da Evelyn ter escolhido justamente ela para escrever sua biografia, claro que enumerei algumas possibilidades e com certeza estarei errada em todas hahaha

A história de Evelyn parece ser maquiada pela beleza da vida em Hollywood. Sua história de quando se casou com seu primeiro marido para sair de casa e as coisas que teve que fazer para alcançar seus objetivos, bom, são bem chocantes e realistas. Ainda mais julgando que ela era deslumbrante e os homens não tiravam os olhos dela. 

Mas cada marido vai ter uma história chocante por trás. Ernie, o primeiro foi, digamos, apenas a passagem para Evelyn à Hollywood, uma vez lá, ela estava a mercê do estrelato. Seu segundo marido, Don,  não era o príncipe encantado que ela imaginou que ele fosse. E fiquei chocada com as atitudes dele, não devia mas fiquei, as aparências realmente enganam e mais uma vez estamos diante de violência doméstica e da negação da vítima em tomar alguma atitude. Ou no caso da Evelyn, para continuar garantindo sua fama ela suportou tudo de Don. 

O terceiro marido, um cantor chamado Mick Riva, foi na verdade, outra escolha para garantir sua segurança e de outra pessoa. ( curiosos? Só lendo para saber quem é hahaha). Mas foi um casamento relâmpago...

Rex North foi o próximo. Depois veio Harry, Max e por fim Robert. Mas com certeza, durante todo esse percurso, Evelyn pode ter até tido momentos que achou que estava feliz, que era feliz, mas sofreu um bom tanto também. 

Evelyn é o tipo de pessoa que você conhecendo os detalhes de sua vida, seus sentimentos perante ela, oscilam entre amor e ódio. Tantas escolhas erradas para manter as aparências ou achando que estava se protegendo ou protegendo quem amava, só causou mais sofrimento.

E no final, embora a revelação do porque ela escolheu a Monique, senti mais raiva dela do que da própria Evelyn hahaha esse negócio de se colocar no lugar da outra pessoa é muito cansativo as vezes. Mas com certeza o motivo nem chegou perto de uma das minhas teorias. E o final da Evelyn foi extremamente triste e solitário. 

Realmente, agora entendo tamanha repercussão em cima desse livro. Além de ser bem escrito, quero dizer, a parte em que Evelyn conta sua história, os diálogos eram meio que exagerados nos detalhes, por exemplo, fulano olhou para mim e respondeu... era o tempo todo assim, mas, ainda foi uma leitura fluida e envolvente. 

Gostei dos assuntos que a autora abordou com tamanha atenção. A questão de como obter fama em Hollywood, a violência contra a mulher, os preconceitos raciais e homossexuais, ainda mais nos anos entre 50 e 90, de como você pode ter tudo, mas dependendo do caminho que trilhou para chegar até ali, as vezes nada vale a pena quando só resta o vazio e a solidão e gostei principalmente de como Monique se encaixava em tudo ali. 

Foi uma das melhores leituras que tive ultimamente. 

Minha nota de satisfação pessoal 10/10.

sábado, 11 de junho de 2022

[Resenha] O Pintassilgo





O Pintassilgo ( Donna Tartt)


Theo nos conta sua história de vida iniciando aos 13 anos, quando perdeu sua mãe em um atentado à um museu, onde sobreviveu sem muitos danos. Ele estava dando um tempo ali com ela antes de irem para a escola, onde ela foi chamada por uma transgressão que ele teria cometido.

Após a explosão ele ficou perambulando pelos escombros a procura de sua mãe e acabou encontrando um senhor, o mesmo que estava com uma garotinha que lhe chamou a atenção. Ele lhe dá um anel, um endereço para ir e achando que o senhor delirava quando pediu para pegar a pintura do pintassilgo, ele atendeu o pedido no instante em que morria.

Theo sai do Museu e volta para casa na esperança de que sua mãe também tivesse ido para lá. Mas ela não volta...

Theo então  ficou um período com a família Barbour, onde ele tinha uma amizade com Andy, um garoto de sua idade. Mas os Barbour que já tem 3 filhos, ficam apreensivos em cuidar de Theo, mas com o passar do tempo, acabam se afeiçoando à ele, principalmente a Sra. Barbour.

Theo conhece também Hobbie, que trabalha em um antiquário e cuida de Pippa, a quem estava no Museu no dia da explosão e que também perdeu alguém importante para ela. Hobbie é restaurador de antiguidades e acaba ensinando tudo que sabe a Theo.  

Mas depois seu pai, que o havia abandonado e a sua mãe, aparece e o leva para Las Vegas. Lá ele conhece Boris e depois de um incidente, Theo volta e passa a ficar com Hobbie. E até entrar em contato com os Barbour novamente ele descobre que muita coisa mudou.  



Enfim, de início achei o livro muito promissor. A escrita da autora é maravilhosa de se ler e li que ela levou 10 anos para completar a obra, então até me dói pensar nas coisas que não gostei do livro. Sei que não é fácil escrever e 10 anos? Uau. Mas Theo acabou tendo uma vida muito cansativa. 

 Mas chegando na metade eu não aguentava mais tamanha chatice. Tanto que lá pro final eu só passava os olhos pelas páginas para terminar logo. E terminei na força do ódio por que não costumo largar livro pela metade. 

 Theo só sofreu perdas, jamais foi feliz e não passa de um viciado. Boris é o personagem que mais odiei. Fico muito triste porque essa forma de escrita é tão boa para ler, mas acho que 700 páginas foi demais para essa história... pelo menos EU, me senti decepcionada com essa leitura...

Theo se culpava o tempo todo pela morte da mãe, passou a proteger a pintura com medo de ser preso ou algo do tipo. Viveu horrores por causa de Boris. 

E eu só me interessei pelo livro porque a capa era intrigante e a sinopse idem. Porém, fico muito decepcionada quando um livro não me pega de jeito e ainda tem adaptação de filme...

O caminho que Theo escolheu trilhar, com certeza não era o que sua mãe desejaria para ele. O que o pai dele fez com ele, minha nossa, foi muito triste. E embora Hobbie tenha o acolhido e lhe ensinado seu trabalho, o que Theo acabou fazendo também foi muito feio. 

E eu tinha achado que ele nunca mais veria o Boris mas o maldito encontra Theo e ainda confessa algo que fez anos atrás, o que deixou Theo desesperado e foi por isso que odiei mais ainda o Boris. 

Minha nota de satisfação pessoal 2/10. 






sexta-feira, 10 de junho de 2022

Cidade Perdida - Divagando Sempre

 ( Ano de lançamento 2022)






Loreta Sage ( Sandra Bullock) é uma escritora reclusa que  após terminar de escrever seu último romance de aventura, ela sai em turnê promocional do livro. Mas, com o seu pior medo, ao lado do modelo usado nas capas de seu livro Dash/Alan ( Channing Tatum). 




Mas, quando a entrevista acaba, Loreta sai para pegar um carro para ir a outro lugar quando é sequestrada. Alan a vê sendo levada mas ninguém acredita nessa história.

Enquanto isso, Loretta conhece seu sequestrador mas só acredita na gravidade da situação quando é sedada e acorda a bordo de um avião. 

Abigail Fairfax ( Daniel Radcliffe) é um herdeiro que teve tudo tomado pelo irmão caçula, então para mostrar seu poder, ele deseja encontrar uma tumba onde estaria escondida a coroa de fogo, artefato usado nos livros de Loretta, que teria decifrado os códigos com seu marido, mas após sua morte ela havia desistido. Porém, Fairfax a sequestra para que continue seu trabalho e descubra onde está a tumba. 



Alan arrependido das coisas que falou para Loretta, parte em uma missão de resgate e pede a ajuda de Jack Trainer ( Brad Pitt). Eles conseguem encontrar Loretta mas perdem Jack, então, resta a Alan e Loretta conseguirem atravessar a floresta e chegar até o aeroporto. Mas os capangas de Fairfax estão atrás deles.  








Já intero que sou super apaixonada pela Sandra Bullock desde que a vi em Velocidade máxima ao lado do tão incrível quanto ela, Keanu Reeves. Então com certeza farei inúmeros elogios à ela hahaha

Entendi completamente o desconforto de Loretta ao passar a turnê ao lado de Dash. Afinal, ELA é a autora dos livros, ELA passou dias e noites escrevendo superando bloqueios e tudo o mais, e no entanto, é Dash, quem faz sucesso, isso que ele é só um rosto para o personagem de Loretta. Mas não se deixem enganar, como dizem, não se deve julgar um livro pela capa, ou no caso dele, o modelo da capa hahaha 

E a roupa que ela teve que usar na apresentação? Tipo, eu achava que quando um escritor(a) fizesse uma turnê ou seja lá como isso se chama, você estaria sentado atrás de uma mesa dando autógrafos. Mas o que estou dizendo? Nunca nem fui para uma coisa dessas, como devo saber né. Mas enfim, a entrada do Dash foi muito vergonha alheia pra mim hahaha 

Ela sendo sequestrada por Abigail foi um dos momentos mais hilários do filme. Ela achando inicialmente que era uma pegadinha e todo aquele queijo voando depois com o avião particular dele, misericórdia. 

Mas quando Jack apareceu, eu fui a loucura hahaha Brad Pitt em todo seu esplendor cof cof pena que foi uma pequena participação.  

Agora, Channing, continua um arraso. Confesso que achei que pintaria um clima entre Loretta e Jack, mas é óbvio que não seria assim né. Já que Alan foi atrás dela, ok, com a desculpa de se redimir pelas coisas que falou, mas senti ciúmes ali quando Jack estava se apresentando à ela. 

Mas tenho que admitir, fazia tempo que não ria com um filme. Eu geralmente gosto de terror ( levar uns sustos), dramas ( daqueles de chorar horrores ) ou de crimes. Sandra além de linda, é carismática e faz uma comédia como ninguém. Pensei que essa dupla não daria certo, mas a química entre eles funcionou muito bem, nos proporcionando momentos hilários. A Beth ( Da'vine Joy  Randolph) também foi um arraso de personagem. Adorei ela. 

E nosso eterno Harry Potter muito hilário como o bandido da história. Alguns atores ficam marcados por seus papéis mais icônicos e para mim, Radclieffe será sempre o bruxinho Potter. 

Comecei a ver sem compromisso, na verdade foi pela Sandra Bullock mesmo, mas terminei amando o filme. Ri horrores com esse filme e apesar do final óbvio, ainda assim foi muito emocionante. 

A construção da história, a busca de Abigail, Loretta saindo de sua bolha finalmente e começando a viver, tudo muito bem planejado e a comédia na medida certa.  Na parte que atravessam o rio,  chorei de rir com as sangue sugas.  Também lembrei do filme Conta comigo onde um grupo de amigos atravessaram um rio e ficaram cheios de sangue sugas, foi meio traumático para um deles e foi assim que fiquei morrendo de medo de entrar em rios também hahaha

E aplausos de pé para Sandra que continua linda e maravilhosa. 

Minha nota de satisfação pessoal 10/10.

quinta-feira, 9 de junho de 2022

[Resenha] Nunca saia sozinho

 

( Charlie Donlea)



Escola Preparatória Westmont, palco de uma investigação onde dois garotos foram encontrados mortos nos arredores da escola. Westmont é um internato particular, de Elite e depois do fechamento do caso com um dos professores como suspeito dos crimes, era para ser um assunto encerrado. 

Mas, Mack Carter abre um Podcast investigativo analisando os fatos, pistas e entrevistando sobreviventes em busca de uma solução melhor para esse caso macabro, que mesmo após um ano, ainda é um assunto muito interessante.  

Porém, os sobreviventes do massacre estão retornando ao mesmo local para cometerem suicídio. Alguém conseguirá desvendar esse mistério? Será mesmo suicídio?

Rory e Lane se juntam à um policial para tentar desvendar esse caso. Após o atentado à Mack, muitas coisas estão fora do lugar, então os três vão juntar forças secretamente para obter respostas coerentes. 


O início da história nos apresenta dois irmãos andando nos trilhos de trem e o que acontece depois é sinistro. Então a história vai para a Escola Preparatória com a morte de dois alunos e pula para a investigação de Mack e seu Podcast. Ou seja, fiquei completamente perdida...

Então vira uma mistura de personagens que eu já não sabia mais de onde tinha surgido, então só deixei fluir hahaha fora os acontecimentos que são apresentados também de modo embaralhado. 

Mesmo que o caso seja até que interessante, pois um grupo de estudantes recebem um convite para fazer parte de uma seita secreta mas precisam passar no teste e dois deles acabam morrendo, você tipo fica, uau, que sinistro.  Mas o desenvolvimento para chegar a esse mistério, foi muito lento e confuso. 

O caso foi mal conduzido, por exemplo, encontraram um tipo de sangue que não bate com ninguém dos alunos nem professores, mas, por causa de um papel onde um dos professores descreve como os dois alunos morreram, ele foi condenado, porém, antes de ser preso, ele tentou se matar nos trilhos também. 

E Rory e Lane, que investigaram por conta e acabaram descobrindo o mistério? Surreal? Talvez. Mas nada supera que em nenhum momento eu desconfiei do verdadeiro assassino. 

Não vou negar, alguns pontos foram bem interessantes, outros desnecessários, foi uma longa curva até encontrarmos a solução, ainda assim terminei insatisfeita. Foi uma longa jornada de leitura me obrigando a continuar para ao menos descobrir o culpado.
 
Os dois psiquiatras eram estranhos e fiquei confusa o tempo todo sobre a Gwen.  Rory e Lane eram interessantes, mas o hobby de Rory era meio desnecessário ter tantos detalhes sobre, apesar que foi útil no final. 

Geralmente eu gosto muito quando intercala a linha do tempo entre o passado e o presente, mas aqui, não foi muito interessante pra mim. Mas, pretendo ler outras obras do autor para confirmar se a decepção será em todos ou só nesse mesmo.

O desfecho foi até curioso, mas o culpado contando com detalhes seu plano maligno, foi muito chato. 

Minha nota de satisfação pessoal 4/10. 



quarta-feira, 8 de junho de 2022

[Review] Coréia O país da sopa

 

( Ano de lançamento 2022)



Nesta série documental de 3 episódios, acompanhamos Ryu Soo-Young ( o comilão inteligente), Ham Yon-Ji ( a atriz comilona alegre) e Huh Young-Man ( o cartunista comilão nobre) em uma série de visitas a restaurantes de caldos pela Coréia. 

Introdução: 
" O que nos conforta mais do que uma tigela de caldo quente depois de um longo dia?
Após a primeira colherada, o estresse se desfaz, o cenho relaxa e a boca forma um sorriso. 
Muitos coreanos dizem:
_ Não dá para ter uma refeição sem caldo. 
Uma típica refeição coreana é focada no caldo, é algo que dá conforto e força. É um estilo de vida. "







Sim, quem não ama uma sopa principalmente no inverno? Esse trio divertidíssimo foram em busca das melhores sopas da Coréia.  Confesso que deu água na boca. 

Muitos lugares que nosso trio foram eram restaurantes antigos, passados de geração para geração com receitas tradicionais. Ainda assim, alguns se atualizaram nas receitas para atrair os mais jovens também. 

Admito que muitas sopas aparentavam ser atraentes e deliciosas, mas infelizmente não nasci com gosto tão diversificado. Alguns ingredientes incluíam partes que não sei se conseguiria comer, como miúdos do porco ou até mesmo as bochechas e pescoço. Embora parecesse tudo muito delicioso.

Já vi programas culinários explicando porque essas partes acabaram sendo incluídas nos cardápios. Alguns países essas partes eram descartadas pelos nobres e dados aos escravos ou funcionários mais pobres. Atualmente são usadas no intuito de se aproveitar tudo, sem desperdiçar nada além de serem saborosas ( menos para mim hahaha).

No último restaurante que nosso trio foi, era em hotel chique, diferente de todo o percurso que fizeram até então. O caldo desse chef era inusitado e embora tenham gostado do sabor, eles preferiram mesmo um bom caldo tradicional. 

O que mais gosto nesses programas de culinária, além das comidas, também são a dinâmica dos apresentadores e a paisagem local. Obviamente se um dia eu pudesse visitar esses locais, procuraria os indicados nos programas, mas como acho difícil, literalmente como os pratos com os olhos hahaha

A sopa para os coreanos também é muito importante principalmente para curar ressaca. Já vi isso nos Doramas. E a Coréia é um dos maiores países consumidores de macarrão instantâneo. 

Enfim, minha nota de satisfação pessoal 10/10.

terça-feira, 7 de junho de 2022

[Resenha] Ele

 

* Atenção, contém cenas extremamente picantes 18+ se for ler, está por sua conta e risco. Eu avisei hahaha 

Quando Ryan conheceu James ( Sarina Bowen, Elle Kennedy)



Ryan e James foram melhores amigos até que Ryan, estraga tudo. Ele faz um desafio com James, mas depois se arrepende e corta o contato totalmente por quase 4 anos, até agora.

Ryan e James são dois jogadores de hóquei mas de times rivais que vão se enfrentar em um jogo decisivo. Seria tudo normal se os dois não tivessem um passado mal resolvido. 

O primeiro a tentar entrar em contato é Ryan, que deixa um presente para James reavivando memórias que ele achou que não compartilharia mais com seu ex amigo. 

Mas antes da final o time de James perde e frustrado por não poder jogar contra Ryan, ele alivia seu estresse com sua namorada, pelo menos é o que Ryan acha que ela é, quando bateu na porta dele e interrompeu algo...

Triste apesar de terem ganho o campeonato universitário, Ryan não consegue tirar James da cabeça, achou que esses anos foram suficientes mas estava errado e agora com certeza ele poderia dizer que seu amigo realmente é completamente hétero. 

Mas, ele não consegue desistir assim outra vez, então parte para o acampamento de verão onde ele será treinador ao lado de James. Assim quem sabe ele consiga definir a amizade perdida e conseguir algo a mais. 



Cof cof as autoras gostam muito de detalhes picantes hahaha mas nada que atrapalhe a leitura, embora não seja meu gênero preferido, infelizmente está em 80% dos livros que leio, então, o negócio é se acostumar. 

Gostei muito como a relação dos dois foi evoluindo depois do encontro e a confissão de Ryan. Me lembrou muito Heartstopper, mas apesar de tudo, as reações de Nick eram mais fofinhas, talvez porque ele e Charlie fossem mais novos. Mas as dúvidas em relação a Ryan, deixavam o Jamie bem fofinho também. Mas ressalto que as autoras gostam de um erotismo hahaha

Mas ainda prefiro Heartstopper, porque o casal não era estereotipado, Charlie era frágil e tímido enquanto Nick era forte e todo esportivo. Aqui, Ryan e James parecem os deuses da beleza e de corpos exuberantes. Na verdade parece que todo mundo é lindo e maravilhoso nesse livro. 

O ponto forte mesmo são os sentimentos dos dois. A descoberta de James sobre sua sexualidade, sobre seus sentimentos por Ryan, achei muito fofo. Mas o Ryan se culpando o tempo todo, tentando se afastar achando que estava corrompendo o amigo e tals, eram muito cansativas. E acredito que deixando de lado várias cenas de sexo deixaria a história menos repetitiva. 

No mais, a família de James é maravilhosa, meus olhos até lacrimejaram em certos momentos. Mas...

Não sei realmente o que esperava ao ler esse livro. Pensei que fosse um romance gay adolescente fofinho,mas parecia mais um conto erótico. Acho que a primeira vez ainda foi aceitável, mas praticamente o livro todo foi isso, meio desnecessário. Claro que a capa do livro já indica que não é tão inocente como eu esperava, mas sei lá, não achei que fosse tão intenso...

É um bom livro para ler quando não temos mais nada para fazer, prende a atenção com certeza, a escrita é boa e fluída.  Mas terminei com uma triste sensação de vazio. Não foi uma leitura que me deixou marcas, inspiração ou aprendizado. Parece mais uma aventura para ser esquecida algum tempo depois. Meus sentimentos claro.

Minha nota de satisfação pessoal 6/10. 

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