domingo, 26 de dezembro de 2021

Divagando sobre Uma família moderna no Divagando Sempre

Olá família. 
Essa série é do tipo que você ri, chora, sente vergonha alheia, tem momentos reflexivos e vê como uma família de verdade o crescimento de todos, incluindo os filhos e os pais. Aprendendo uns com os outros, aceitando erros e acertos, suportando mágoas, mas sempre como uma família. 


Modern Family ( 11 temporadas, ano de lançamento 2009)

Segue a rotina de três famílias interligadas, mas totalmente distintas. 
Primeiro temos Jay Pritchett (Ed O'Neill), casado com Glória ( Sofia Vergara), anos mais jovem que Jay, colombiana e com um filho de 10 anos Many ( Rico Rodriguez). Jay é divorciado e algumas vezes sua ex-mulher aparece para ver os filhos. 

Jay tem dois filhos, Claire e Micthel.
Claire ( Julie Bowen) é casada com Phil ( Ty Burrell) e tem três filhos: a descolada Haley ( Sarah Hyland), a inteligente Alex (Ariel Winter) e o atrapalhado Luke (Nolan Gould).

E Mitchel ( Jesse Tyler Ferguson) é casado com Cam (Eric Stonestreet) e juntos adotaram Lily (Aubrey Anderson-Emmons).

Essas famílias passam momentos bizarros, hilários e complexos ao longo dos anos. Cada episódio tem uma moral por trás de histórias hilárias ou constrangedoras. O mais magnífico é ver as crianças crescendo, os adultos envelhecendo e todos aprendendo uns com os outros as lições da vida. 

Quando comecei a ver, achei que fosse só mais uma série engraçadinha, mas ao longo dos episódios, você começa a criar laços com seus personagens preferidos e é muito satisfatório quando eles são trabalhados de modo evolutivo. 

Phil é o melhor personagem de todos, aquele paizão, marido apaixonado, genro sempre querendo a aceitação do sogro e com aquela pitada de humor irreverente contagiante. Aquele homem que parece ingênuo, é muitas vezes enganado, mas é sempre fiel a sua familia. Ele rendeu momentos maravilhosos nessa série. 

 Minha segunda personagem preferida é a Glória, sangue quente nas veias, maravilhosa de corpo e alma, mãezona, mulher perfeita e engraçada ao extremo com seu sotaque. Tinha tudo para ser uma personagem que chamaria atenção apenas pelo corpo, mas ainda bem que escolheram outro caminho. E, por mais que fosse óbvio inicialmente que seu casamento com Jay fosse por interesse, Glória foi muito bem trabalhada e seu relacionamento com Jay muito verdadeiro. 

Meu terceiro personagem preferido é o Mitchell, passou maus bocados até se assumir gay e depois também, passa momentos constrangedores por causa de seu pai antiquado, mas ao mesmo tempo é uma pessoa mais pé no chão, diferente de Cam. E por isso formam um casal divertidíssimo que se completam.

 Todos têm seu lado egoísta as vezes, mas sempre dão um jeito de se redmirem no final.

 Chegando na última temporada meu coração já se apertava com o destino de cada um e o final que se aproximava. Foram mais de 20 dias vendo de 5 a mais episódios por dia, eu me sentia vivendo ao lado deles e quando finalmente cheguei ao final, me peguei me debulhando em lágrimas, chorei horrores, não porque o final foi triste de modo ruim, mas porque foi triste de modo muito real.

 Aprendi muito com essa série e está no topo da minha lista de séries maravilhosas. Apesar de as vezes ter situações surreais,  bizarras e hilárias demais para ser verdade, foi uma história deliciosa de se acompanhar. Não tivemos drama demais, como traições, separações ou morte. Então, talvez muitos possam achar normal demais. Porém, recomendo. Vale muito a pena. 

Minha nota de satisfação pessoal 10/10.






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