Olá Divosos queridos. Hoje trago essa solitária aventura, de uma senhora que só queria realizar um último desejo e se deparou com um sequestro. Peguem seus chocolates quentes e vamos divagar comigo com O frio da morte.
CONTANDO A HISTÓRIA
Barb, uma viúva em luto, está a procura do Lago Hilda, onde ela ficou desorientada após uma tempestade, quando encontra uma cabana aparentemente abandonada. Mas, um homem está ali e claramente não está feliz com a intromissão. Ela pergunta pelo lago e depois de receber as instruções, segue caminho. Por mais suspeito que seja o homem e o local, ela tem suas próprias coisas para fazer.
Enquanto lembranças de seu passado com seu marido inundam sua mente, ela arma acampamento no meio do lago, ela então escuta o que parece ser um tiro. Então ela vê um homem perseguindo uma jovem.
Desesperada ela tenta chamar a polícia mas está sem sinal. Então decide ir até a cabana dar uma olhada. No porão, ela vê a jovem presa e uma mulher chega e se junta ao homem. Barb é descoberta e o casal a persegue. A única coisa que ela queria era chegar até o lago para realizar o último desejo de seu marido.
Minhas divagações sobre o potencial do roteiro desperdiçado com spoilers
Apesar do cenário isolado e frio, e com uma personagem como Barb, infelizmente a história acabou perdendo seu potencial. Barb é uma viúva que está a procura de um lago onde teve seu primeiro encontro com seu falecido marido que como pedido após a morte, gostaria de ter suas cinzas jogadas nesse lago. Como foi apenas aquela vez que foram até lá, ela tem dificuldades para encontrar o local.
Mas, só descobrimos isso com os flashbacks de memórias da Barb. Até então, não sabemos o que de fato ela foi fazer no lago. Inicialmente achei que ela era uma pescadora solitária que só estava vagando por aí. Porque como ela não sabia onde era o lago, então não fazia isso com frequência ou estava procurando locais mais promissores para pescar.
Quando ela chega a cabana e vê o sangue na neve, apesar do homem desconversar, seria no mínimo suspeito, embora em um local isolado e com neve, poderia ser qualquer coisa. O homem poderia ser caçador, poderia ter alguém que se feriu, ou simplesmente poderia ser um assassino.
Depois, quando Barb escuta o tiro e vê o homem perseguindo uma jovem, embora ela tenha tentado chamar a polícia, não sei se foi uma boa ideia ter ido investigar sozinha. Sua sorte era que eram um casal apenas e não uma quadrilha. Seu azar é que estavam armados.
O maior erro de Barb foi deixar a mensagem na janela para a jovem deixando claro que não a abandonaria, sua luva caída e suas pegadas. Tudo bem que ela era uma civil, pois eu achava que ela era algum tipo de soldado aposentado, pois e o fato de saber usar uma arma? Seria fácil para nós leigos manejar como ela? Seria fácil atirar, mas saber como colocar as balas é simples assim? E costurar seu ferimento sozinha a la Rambo? Muito conveniente tudo o que ela fez sozinha.
Claro que talvez no desespero de salvar uma menina, ela tenha enfrentado tudo isso, mas para no fim ter aquele final valeu a pena? Para nós como expectadores não tenho certeza, mas para ela que conseguiu pelo menos jogar as cinzas do marido, talvez. Mas a que custo. Embora ela também já tivesse uma certa idade, foi um final justo? Ela se sentiu em paz fazendo isso?
E, o motivo. Esse sim, pode motivar uma história ou estragá-la. Entendi a questão da saúde da sequestradora, mas sério que tudo isso foi por esse motivo? Se, honestamente não havia chances, fazendo clandestinamente a custo de uma vida inocente teria? E se desse certo? Como conviver com um crime desses? E, como um casal teria armas e condições mentais para tal crime? Já fizeram antes? Eram criminosos? E que tipo de casal eles eram? Fiquei confusa de início, pois parecia pai e filha.
Entendi porque escolheram a garota, mas a mulher tinha certeza que esse crime compensava? Tinha certeza que a garota seria compatível? Ela não matou Barb quando teve oportunidade mas por que? Não seria mais fácil? Enfim, apesar do cenário promissor, perdeu a força no meio do caminho. Tantas escolhas e todas me pareceram erradas, como se fosse para a história fluir.
As lembranças com o marido, foram positivas, dando a motivação dela querer proteger a caixinha de pesca a todo custo para realizar o último pedido do marido. Mas, eles levavam uma vida simples, embora não puderam ter filhos. Me pareceu uma vida solitária e no fim, Barb carregou tudo nas costas sozinha.
Mas, confesso que imaginei, antes dos flashbacks, que Barb era apenas solitária e queria aproveitar o lago para pescar. Ou estava patrulhando o local em busca de invasores. Jamais me passou pela cabeça o que realmente aconteceu. Mas, apesar da perseguição e tudo o mais, na verdade é bem lento e não muito emocionante. Foi bem mediano na verdade.
E ficou algumas lições, como, no seu desespero de ter mais tempo de vida, até onde você iria para conquistar isso? Se você tenta acabar com sua quer dizer que não se importa com ela, mas a partir do momento em que é sequestrada e sabe que vai morrer, de repente você passa a valorizar sua vida. E, para salvar uma jovem, dar sua vida solitária e quase no fim, talvez seja realmente recompensador.
E vocês queridos divosos? O que acharam? Teriam feito como a Barb ou teriam fugido procurando ajuda? Embora o local fosse isolado talvez voltando com ajuda seria tarde demais. Mas ficando, teríamos o mesmo destino de Barb. Comentem se já assistiram e o que acharam ou se pretendem ver.
Nota pessoal 6/10
Lançado em 2025
Com 1h 38m de duração
Dirigido por Brian Kirk
No elenco Emma Thompson, Judy Greer, Marc Menchaca, Laurel Marsden





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