segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Chocante como Eu matei meu pai - Divagando Sempre

 ( Ano de lançamento 2022 )



Sinopse 
Anthony Templet assassinou o próprio pai e nunca negou isso. Mas os motivos por trás do crime são complexos, com implicações profundas que vão muito além da família.








Minha análise e impressões pessoais.
Anthony nunca negou que matou o pai, mas os motivos por trás disso foram várias especulações e somente o próprio Anthony sabe as respostas. 

Eu sempre gostei de estudar o comportamento humano, principalmente porque eu tenho dificuldade de interagir com as pessoas. Então, eu gosto de estudar e aprender mais sobre a humanidade. Nos casos de crimes, me pergunto qual o gatilho faz uma pessoa tirar a vida de outra. É algo que te marca  para sempre. Para quem não está acostumado, só de ver um corpo embrulhado indo para o necrotério já deixa uma aura assustadora, imagina você mesmo ser a causa da morte de alguém. 

No caso do Anthony, desde que ligou para a emergência informando que havia matado seu pai, seu semblante era sempre o mesmo. Indiferente, sem emoção. Mesmo você estando na adrenalina ainda do ocorrido, depois de ver o que aconteceu você seria acometido de arrependimento ou medo do que aconteceu. Anthony não, foi preso quando esperava calmamente os policias na calçada em frente a sua casa  e durante seu depoimento dava para ver que ele foi bem negligenciado pelo pai. 

Claro que em um homicídio, só temos o lado do culpado e o cenário como provas. Aparentemente não houve luta e  parecia mesmo que a morte do pai estava confuso entre ter sido legítima defesa como o filho alegava ou se ele simplesmente atirou no pai com intenção de matar.

Conforme foram investigando mais, descobriram coisas que mudariam o caso de Anthony. Aparentemente ele parecia ter sido sequestrado pelo pai quando tinha 5 anos, talvez por isso ele não tivesse ido a escola, segundo ele, estudava em casa. E seu pai já tinha histórico de abuso que inclusive sua mãe, já havia denunciado anteriormente e sua madrasta teve o mesmo fim. Depois que conseguiu sair da casa de Burt, este se afundou na bebida e sua relação com o filho foi piorando. 

Essa reviravolta do caso foi surpreendente. Anthony só era daquele jeito porque além dos abusos do pai, viveu isolado durante quase 10 anos, sem amigos, sem ir a escola, sem convívio social, ele se fechou e acabou se tornando essa pessoa sem empatia. Claro, não tem como negar que ele tirou a vida de uma pessoa, no caso, acho que podemos dizer, que apesar de tudo, no final, foi legítima defesa, já que ele sofria nas mãos do pai. Sem histórico de violência, torcer para que ele tenha uma vida normal a partir de agora. 

Achei a parte mais triste o reencontro com a mãe biológica dele. Ter alguém de volta que ficou longe por 10 anos, não tem como recuperar esse tempo perdido, seria dois conhecidos estranhos se encontrando e tentando achar uma ligação novamente. Para a mãe que passou todos os momentos esperando encontrar um dia o filho perdido é a maior felicidade, mas para alguém que não tem muita recordação dos poucos momentos em que esteve ao lado da mãe, realmente foi muito triste. Fora ser criado em um ambiente sem amor, carinho, será que ele conseguirá se adaptar? Embora você possa esperar por algo mais sinistro por trás de Eu matei meu pai, acho que o título por si só gera reflexão. Um familiar como um pai, muitas vezes vemos histórias de filhos que tiraram a vida dos pais geralmente por dinheiro. O caso desse menino infelizmente foi bem mais complexa. O pai se foi e se Anthony mostrar que realmente pode ser capaz em viver na sociedade, acho que talvez, seja um final feliz para ele. Mas só talvez, afinal, sempre fica aquele questão: quem matou uma vez, pode fazer de novo?

Minha nota de satisfação pessoal 10/10

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