sábado, 4 de junho de 2022

A caminho do verão, livro ou filme? No Divagando Sempre

 

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais de Livro ou Filme, com A CAMINHO DO VERÃO.  Divirtam-se. 


CONTANDO A HISTÓRIA 

Auden sempre foi estudiosa, era algo em que realmente era boa e trazia admiração e aceitação de seus pais. No entanto, o casamento deles não durou muito e entre muitas brigas, eles enfim decidem se separar.  Mas nesse meio tempo Auden acabou adquirindo o hábito de não dormir a noite. 

Um dia, uma das namoradas de seu irmão lhe traz um presente a pedido dele e toda vez que ela lembra do irmão, ela sente que pode ser mais audaciosa como ele, afinal, irá para a faculdade e depois não terá mais tempo para nada. Por isso, decide ir visitar seu pai nas férias de verão. 

Mas, seu pai acabou casando novamente e sua nova mulher acabou de ter um filho, na verdade uma filha, Thisbe é seu nome e Auden acaba vendo um lado terrível do pai, que até então achava ser exagero de sua mãe. 

Com sua irmãzinha chorando o tempo todo, Auden decide dar uma volta e acaba conhecendo um estranho rapaz de bicicleta. Mas é com Jake que ela acaba ficando, embora não tenha significado nada para ela, descobre depois que nessa cidade pequena, todos estão relacionados. 

Enquanto passa o verão descobrindo mais sobre a pequena Colby, Auden também se vê mudando aos poucos ao contrário do que sua mãe sempre afirma, que as pessoas nunca mudam, ela acha que talvez sua mãe esteja errada.

Através de Maggie, ela descobre mais sobre Eli e com o próprio estabelece uma rotina noturna já que ele também sofre de insônia. E acaba fazendo coisas que não tinha interesse quando criança porque estava ocupada estudando e tentando ser perfeita para seus pais.  



Minhas divagações 

Nesse tipo de história, geralmente acabamos vendo o lado da protagonista, mas estando de fora, analisamos melhor as situações em que ela se envolve. 

Sempre que a protagonista tem os pais separados, geralmente o pai é retratado como ausente, egoísta e que nem se esforça muito para ter o amor dos filhos. Nesse caso, o pai da Auden é completamente assim. Só achei exagerado a mãe dela ressaltar tanto que as pessoas nunca mudam. Acredito que para a mãe seja até um alívio que o ex marido nunca mude, porque assim prova o tanto que ele foi horrível no casamento. Mas acho que para Auden foi bem triste descobrir que como pai e marido, ele era bem diferente do que ela conhecia dele. 

Também achava que a Heidi seria uma madrasta horrível, mas ela até que trata a Auden bem demais. Talvez seja porque se sente solitária ou seja apenas a natureza dela ser simpática mesmo. 

O Eli é um poço de mistério desde o início. Mas a bobinha da Auden já tinha caído nesse poço desde a primeira vez que o viu hahaha

Que uma mãe sempre tem razão, as vezes concordo, mas achei a mãe de Auden muito chata. Mas também entendo sentir um pequeno pânico de Auden gostar mais da madrasta do que dela e perder a filha, é normal, mas certas atitudes da mãe, eram bem egoístas. Mas acredito que além de ensinar os filhos, os pais também podem aprender com os mesmos.

Gostei do relacionamento da Auden e do Eli até certo ponto e totalmente clichê quando se afastaram. Achei o Jake um personagem desnecessário que só apareceu para dar uma impressão errada da Auden. Para alguém que não teve infância nem amigos e muito menos um relacionamento romântico, foi meio sem noção ela ter ficado com ele logo que chegou a cidade. Mas, por outro lado, foi um modo de apresentar o cafajeste que ele era e Maggie entrar na história. 

Gostei de como a Auden analisava as coisas, mas em determinados momentos ficava um tanto cansativo. Mas no geral, gostei muito da leitura. 

Minha nota de satisfação pessoal 10/10.



( Ano de lançamento 2022)



Após a formatura antes da faculdade, Auden (Emma Pasarow) decide passar o verão em Colby na casa de seu pai. Sua intenção é provar para si mesma que pelo menos lá, ela possa ser alguém diferente. Uma vez que sua mãe sempre ressalta que as pessoas nunca mudam. 

Auden chega à casa e já se depara com o caos, sua madrasta toda desalinhada por causa da recém nascida Thisbe e que havia esquecido da vinda de Auden e de seu pai ausente trancado no escritório trabalhando em seu livro. 

Decidida a tomar um ar ela vai dar uma volta onde conhece Jake. Mas no dia seguinte quando vai a lojinha da madrasta trabalhar, conhece Maggie, a ex de Jake e se sente constrangida por ter ficado com ele. 

Toda noite Auden senta em um local com seu café e um livro e sempre vê um garoto de bicicleta, até que ele se aproxima. Eles passam a ficar juntos toda noite já que os dois sofrem de insônia. Aos poucos Auden vai se ajustando a sua nova rotina em Colby e percebe que aos poucos é possível mudar sim.  









Acabei de ler o livro e embora eu esteja cansada de saber que adaptações de livros sempre tem mudanças, já de início não gostei das que vi no filme. Auden nem tinha intenção de trabalhar no verão e no filme ela vai para Colby já com o trabalho decidido. Mas tirando esse pequeno detalhe, fiquei impressionada com quando ela chega à casa do pai, foi como se eu estivesse lendo o livro, até as falas eram perfeitamente iguais. 

Mas o desenrolar depois foi tudo muito rápido. Como ela conheceu o Eli, a lavanderia, tipo, parecia um atropelamento dos acontecimentos. E Maggie e as meninas da loja são mais hostis no filme. E Auden demorou para descobrir o que tinha acontecido com Abe e Eli, embora charmoso e misterioso,  ficou um pouco sem graça quando se tratava de assunto pessoal dele. Então tudo bem ele saber tudo sobra a Auden mas ela não saber nada dele? Eu não gosto muito de gente que esconde coisas, que quer saber tudo de você mas é evasivo quando se trata dele. 

E o irmão da Auden? Não existe no filme. Pelo menos no livro ele foi importante porque de certa forma foi o impulso para ela tomar certas decisões. A mãe do Eli também foi importante no livro, mas a parte dela ficou com a própria mãe da Auden. Enfim, sei que estou sendo chata fazendo essas comparações, pois as vezes o filme acabaria muito extenso se tivesse essas partes em que senti falta, mas apesar de tudo, foi até bem fiel nos momentos mais importantes.

Claro, eu gosto mais quando é totalmente fiel até nas cores das roupas, mas, de uma certa forma, foi tão emocionante quanto o livro. Dessa vez fui bem crítica porque acabei de ler o livro, então a memória ainda está bem fresca e adorei o  Belmont que interpretou o Eli, não sei porque mas ele me lembrava o Heath Ledger em 10 coisas que odeio em você. Eu sei, não tem nada a ver, mas eu pensava nele sempre que via o Eli. 

Dermot Mulrone foi bem fraquinho nesse filme,mas é o personagem, ainda assim gosto muito desse ator. Pena que seu papel, o pai da Auden, não foi grande coisa... o que já é bem clichê quando se trata de pais separados. O pai geralmente é ausente e formou outra família. 

Minha nota de satisfação pessoal 10/10.

E vocês Divosos o que acharam? Preferem livro ou filme? Deixem nos comentários. 


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