sábado, 9 de abril de 2022

Os dois morrem no final no Divagando Sempre

 

Olá Divosos queridos leitores. 

O que você faria se recebesse uma ligação dizendo que você tem menos de 24 horas de vida? Hoje vamos divagar sobre essa história emocionante. 


Os dois morrem no final ( Adam Silvera)


Um pouco depois da meia-noite, Mateo recebe uma ligação da central da morte lhe dizendo que este seria seu último dia de vida. Chocado, com seu pai internado na UTI e sem mais ninguém com quem dividir essa dor, ele começa a se questionar das coisas que deixou de fazer com medo de sofrer uma morte prematura. Agora, ele se arrepende de não ter se arriscado mais.

Rufus recebe a mesma ligação com sua sentença de morte enquanto espanca o namorado de sua ex. Rufus é órfão,  sobrevivente de um acidente de carro onde sua família morreu e só ele escapou. Ele anda com seus dois melhores amigos que conheceu no orfanato depois do acidente. 

Enquanto tenta assimilar que este é seu último dia, Mateo tenta manter a casa em ordem para quando o pai acordar e voltar. Enquanto isso, sabe que precisa sair de casa, ir até o hospital se despedir do pai, mas ele fica adiando olhando a página dos Terminantes, onde algumas pessoas relatam como receberam a ligação, sobre seu velório e como está sendo suas últimas horas de vida. Mateo faz isso porque não tem mais ninguém com ele...

Rufus volta para o lar adotivo para falar com sua família, mas sua ex vai lá com o namorado todo machucado não acreditando que ele fez algo assim, mesmo sendo seu último dia... embora ela tenha tido compaixão e eles começam a despedia, seu namorado chama a polícia e denuncia Rufus por agressão, ele não quer saber se ele é um Terminante e Rufus tem que fugir de seu próprio velório, deixando seus amigos e suas consequências para trás...

Enquanto Mateo muda as configurações no aplicativo Último amigo restringindo o tipo de pessoa que pode entrar em contato com ele, Rufus decide que não quer morrer sozinho e baixa o aplicativo recebendo uma mensagem de Mateo.

Os dois, apesar de receosos, combinam de se encontrar e passarem o último dia da vida deles juntos. Começando com Rufus convencendo Mateo a sair de casa. Assim que ele consegue, Mateo decide ir ao hospital se despedir do pai e depois de sua única amiga Lídia.

Seguindo a coragem de Mateo, Rufus consegue falar com sua ex, mas descobre que seus amigos foram presos no lugar dele e ela não terminou com o cara que chamou a polícia...

Furioso bloqueia ela mas percebe que Mateo ouviu metade da conversa. Com medo de ser abandonado por ele, decide contar toda a história. Não importa o que aconteça, decidem ficar juntos até o final.


Divagações 

Não vou mentir, a história é bem depressiva na verdade. Mas vamos lá.

Não sei se seria uma boa ideia receber uma ligação a meia noite dizendo que vou morrer. Mas entendo a intenção da mensagem aqui. 

No entanto, o foco não é na Central da morte e sim em dois adolescentes que receberam a ligação e se juntaram através de um aplicativo que ajuda os Terminantes a não acabarem seu dia final sozinhos.

Gostei como os capítulos foram trabalhados e como as pessoas de certa forma estavam perto dos garotos. 

Não gostei da atendente que ligou para o Mateo e não gostei do Peck querendo a vingança dele sendo que Rufus já tinha poucas horas de vida. Mas acho que pessoas assim são necessárias. 

Uma pena sobre o pai do Mateo. Pensei algumas possibilidades mas nenhuma aconteceu. 

Agora, se tive esperanças do título ser enganador? Sim. Quem não gostaria que Mateo e Rufus terminassem juntos felizes pelo menos até a velhice?

Passar o dia com eles foi bem real. Mas chegando no final perdi a conexão com eles. Não senti a perda nem chorei horrores como esperava.  E isso me deixou mais triste do que a história em si. 

Claro que Mateo e Rufus nos ensina o quanto a vida é preciosa, mas acho que passar toda virada de noite com medo  esperando uma ligação para realmente começar a viver, não é viver... Por isso não gostaria que algo desse tipo existisse de verdade. 

O que instiga a leitura com certeza é o diferencial da sua sentença. Uma ligação a meia-noite lhe dizendo que você tem menos de um dia de vida? Segue o choque de realidade. O que te importa de repente em menos de 24 horas? Quem você gostaria de ver pela última vez? Quem valeria a pena passar suas últimas horas de vida?

O que desanima na trama também é o que instiga no início. 24 horas para acompanhar um personagem que tem problemas com outras pessoas ao redor e que acaba com um desconhecido? Por que? Além de nos fazer ter esperanças pelo potencial de um romance, sabemos como termina, pois receberam a ligação e não há como evitar o desfecho dessa história. 

Porém, é pouco tempo para criar laços, para ter empatia, para aproveitar o momento. Então acaba sendo uma mistura de amor e ódio essa leitura. Porque terminamos querendo mais ou sentindo aquele vazio pelo final. 

E apesar da novidade, não sabemos o que é essa Central da morte, como ela sabe como as pessoas vão morrer nem como começou essa história. O foco principal é nos dois adolescentes enfrentando o dia final juntos. 

E alguns personagens entram atropelando a história mas não tem seguimento, como o cara que Rufus bateu. O cara se achava tão superior, que mesmo sabendo que Rufus não ia passar daquele dia denunciou o garoto e queria que ele fosse preso? Para que se ele já ia morrer? Que sujeito escroto. Pior que ele só essa ex do Rufus que mesmo depois de tudo isso ainda continua com o cara. São dois escrotos que se merecem. 

E vocês Divosos, como se sentiram com essa leitura? Comentem. 

Minha nota de satisfação pessoal 8/10.


E se puderem me apoiem no KO-FI para continuar trazendo resenhas de alta qualidade. Desde já agradeço 👇🏻




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Dica de Destaque

Nunca deixe Uma Chamada Perdida/Chakushin Ari no Divagando Sempre

  MARATONA DE HALLOWEEN 🎃 DIA 28 Olá Divosos queridos, como estão? Hoje trago esse filme que teve uma versão americana e óbvio que já vi e ...