Olá Divas e Divos românticos. Hoje trago esse filme que na minha lembrança, juro que era bem mais triste.
A HISTÓRIA
Hillary encontra seu namorado a traindo e volta para a casa da mãe. Cansada das conversas desta, que acha melhor ela perdoar o ex e voltar com ele, já que pelo menos ele a sustentava, Hillary vê uma vaga de emprego e acaba se candidatando. A vaga era para ser enfermeira de um jovem rico doente. Mas ao chegar ao local, é instantaneamente negada pelo pai do jovem. Humilhada ela vai embora. Mas, o mordomo pede para ela voltar para uma segunda entrevista, dessa vez, com o próprio jovem em questão, Victor.
Após algumas perguntas, Victor se sente satisfeito e oferece a vaga para Hillary deixando claro que, quem a está contratando é ele. Ela passa a morar com ele e deixa claro que o relacionamento deles é meramente profissional. Embora ela o ache atraente apesar de tudo. Mas, na primeira sessão de quimioterapia que acompanha, ela não consegue lidar muito bem com os efeitos que o tratamento faz e assustada pensa em desistir. Mas ela acaba ficando e estuda mais sobre a doença de Victor para ajudá-lo.
Em um determinado momento, Victor diz que o tratamento acabou e ele precisa de férias. Ele vem lutando contra a leucemia há 10 anos e a convence de que está bem e que merece isso. Relutante ela aceita e partem para um chalé alugado isolado de todos. Eles passam dias juntos e inevitavelmente acabam se apaixonando. Quando se abrem sobre seus sentimentos, Victor acaba tendo uma recaída e Hillary descobre que ele mentiu sobre o fim do tratamento. Mesmo contra a vontade dele, ela acaba ligando para seu pai que o obriga a voltar para o hospital.
Minhas divagações
Juro que nas minhas lembranças esse filme era mais triste do que foi. Mas continua apaixonante. Julia Roberts despontando no sucesso e maravilhosa como sempre. Embora seu começo tenha sido personagens clichê, ela foi conquistando seu lugar na fama com carisma, beleza, um sorriso marcante e grande atuação. Meu filme preferido dela ainda continua sendo Uma linda mulher e claro que Richard Gere ajuda para tornar o filme ainda melhor. Assim como Campbell me conquistou em Tudo por amor.
Em qualquer obra, antiga ou atual, dificilmente vai agradar a todos, sempre terá um ser humaninho insatisfeito que vai querer botar defeito. Sim, li gente falando mal do filme e que Julia Roberts não estava em sua melhor forma. Como eu disse, no início depois de Uma linda mulher, a vemos em outros personagens clichê, mas achei bem cativante digna de Roberts. Vivian de Uma linda mulher e Hillary de Tudo por amor são mulheres diferentes mas parecidas em alguns detalhes. Vivian era prostituta e ao que parece, Hillary vivia as custas do namorado, já que a mãe enfatizou isso ao dizer que a filha deveria perdoar o cara e voltar para ele porque pelo menos ele a sustentava. Que tipo de mãe é essa que deseja esse tipo de vida para a filha? Mulheres, se valorizem. O cara te traiu? Cai fora. Ninguém merece uma vida dessas. Não é a toa que depois também, a mãe dela não apareceu mais.
Assim como o pai de Victor. Tanto dinheiro mas deixava o filho aos cuidados de enfermeiras. Nunca acompanhou o filho no tratamento nem cuidou depois, mas queria se envolver escolhendo suas enfermeiras. Assim que viu Hillary a dispensou, porque sabia que o filho a escolheria pela aparência. Realmente, o trabalho que ela fez não exigia ser enfermeira, então minha pergunta seria: Victor precisava de enfermeira ou de companhia? Acho que se precisasse mesmo de cuidados mais sérios que exigissem uma enfermeira profissional, o roteiro poderia mudar a profissão de Hillary, então supõe-se que o caso era menos grave. Seria mais uma cuidadora 24 horas para ele, já que Hillary teve que morar ali mas apenas para ajudá-lo após o tratamento e cozinhar para ele.
Era inevitável que os dois se apaixonassem. Mas na minha memória, quando eles viajam juntos, para mim, ele passava mal e morria ali. Não foi tão brutal quanto eu me lembrava. O tratamento era pesado, ele voltava um caco, as vezes era agressivo com ela, óbvio que sendo inexperiente nessa parte, ela poderia ficar magoada, mas vendo o quão solitário ele era, acredito que não conseguiria abandoná-lo. Mas sinceramente? Achei que seria algo mais profundo e triste esse filme. Talvez o meu eu de 14, 15 anos visse dessa forma. Amar alguém doente, quer dizer, quando ela o conheceu já estava doente, então dá para dizer que ela o amou já na doença. E ele desistindo do tratamento para deixar seu cabelo crescer, para mostrar um lado bom dele foi bonito, e dá para entender seus sentimentos. Foram 10 anos desse tratamento sofrido e ele não tinha propósito de vida, até que a conheceu. Por ela, ele queria viver, mesmo sabendo que não poderia ficar muito tempo com ela. Embora fosse enganada, pelo menos passaram um tempo felizes juntos. É uma questão sensível mas a escolha mais provável de várias histórias com esse tema. O paciente sempre escolhe se sacrificar para ter momentos inesquecíveis com quem ama.
Só não me lembrava que terminava assim. Como assisti dublado, não sei como é a voz de Victor no ator, mas no dublado foi bem calmo, então apesar da doença ele parecia encantador. Gosto quando os casais trocam experiências um com o outro. Victor ensinou a Hillary coisas que sabia sobre arte e Hillary lhe ensinou como viver e se divertir. Só não vi sentido no personagem, acho que era o Gordon, ter entrado na vida deles daquela forma. Acho que não precisava disso. Eles já tinham suas dificuldades e não precisavam de um terceiro atrapalhando. Em vez disso, poderiam ter trabalhado mais no relacionamento entre pai e filho. Como puderam ficar tanto tempo escondidos sem o pai saber? Por que o pai parecia distante de Victor e ao mesmo tempo controlador? No mais, apesar de não ter me feito chorar quanto me lembrava que chorei, foi maravilhoso.
Ano de lançamento 1991
Duração 1h 51m
Direção Joel Schumacher
Elenco Julia Roberts, Campbell Scott
Nota pessoal 9/10













































