quarta-feira, 3 de junho de 2026

Divagando e refletindo sobre Moonlight: sob a luz do luar no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme inspirador sobre o crescimento e amadurecimento de um jovem, cercado por traumas e abusos em sua juventude.




 






A HISTÓRIA 

Em uma cidade de Miami, Juan, um narcotraficante, encontra Chiron, uma criança retraída conhecido pelo apelido de Little, se escondendo de umas crianças do bairro que o perseguia. Ele permite que a criança passe a noite em sua casa  junto de sua namorada Teresa e na manhã seguinte, o leva para sua mãe,  uma mulher emocionalmente abusiva. 

Chiron passa uns dias com Juan que o ensina a nadar e lhe dá conselhos sobre a vida. Certo dia, Juan encontra Paula, a mãe de Chiron e a repreende por ser viciada. Por sua vez, ela repreende Juan por ser traficante. Ao chegar em casa, desconta suas frustrações no filho e Chiron acaba desabafando com Juan e Teresa. Ele pergunta se sua mãe é viciada e se Juan vende drogas. 

Já na adolescência Chiron passa um momento de descoberta com Kevin, porém, um incidente na escola, o obriga a tomar uma decisão drástica. Sua mãe agora viciada em crack não é de muita ajuda, ele passa um tempo com Teresa, que agora vive sozinha e tenta evitar um dos garotos na escola que sempre que tem oportunidade, gosta de perturbar Chiron. Em uma dessas oportunidades, Kevin é obrigado a enfrentar Chiron em um tipo de ritual de trote e Chiron é violentamente agredido. No dia seguinte, ele ataca o responsável com uma cadeira e é levado pela polícia. 

Na fase adulta, Chiron agora atende pelo apelido de Black e vive agora em Atlanta. Sua vida mudou completamente depois da detenção e agora ele próprio é um traficante. Sua mãe agora está em uma casa de apoio a viciados e uma noite recebe uma ligação inesperada de Kevin, que não vê a mais de 10 anos. Chiron então decide fazer duas visitas enquanto reavalia sua vida. 









Ano de lançamento 2016

Duração 1h 51m

Direção Barry Jenkins

Elenco Mahershala Ali, Alex R. Hibbert (Chiron criança), Ashton Sanders (Chiron adolescente), Trevante Rhodes (Chiron adulto), Jaden Piner (Kevin criança), Jharrel Jerome (Kevin adolescente), André Holland (Kevin adulto), Naomi Harris, Janelle Manáe



Minhas divagações 

Descobri o filme por um shorts no YouTube de um cara falando sobre filmes que ele indicava no mês LGBTQI+. Eu não conhecia ainda esse filme e resolvi conferir. Mahershala é bem conhecido então não tinha como ser ruim. 

A história é dividida em três fases da vida de Chiron. Na infância, sua mãe ainda está começando com o vício e apesar dela parecer protetora quando Juan o leva para casa, a mesma manda o menino se virar algumas noites fora, para receber homens em sua casa. Depois que conheceu Juan, ele passa algumas noites com ele e Teresa. Porém, eu havia entendido que Juan seria uma figura importante na vida de Chiron, mas, após uma cena onde ele questiona Juan sobre alguns assuntos, corta para a fase adolescente do menino e Juan não aparece mais. Só sabemos o que aconteceu porque alguém comenta confirmando sua morte, mas não esclarece como ou quando. Se bem que, sendo traficante, possivelmente foi morto por isso. 

Na adolescência, Chiron continua fugindo de uns meninos da escola, mas após passar um momento íntimo com Kevin, na escola, este é obrigado a enfrentar Chiron, que resulta no mesmo terrivelmente espancado. Sabendo que não resolverá falar quem foram seus agressores, ele simplesmente decide atacar o garoto responsável com uma cadeira e acaba preso. Foi a última vez que viu Kevin. 

Na fase adulta, encontramos um Chiron totalmente diferente. Podemos até dizer que ficou igualzinho o Juan. Sua mãe agora está internada em uma clínica de reabilitação e ele recebe uma ligação de Kevin, a quem não via a muitos anos. Kevin trabalha em um restaurante e Chiron, depois de fazer uma visita de reconciliação com sua mãe, acaba indo ir visitar Kevin. 

Todas as três fases terminam de um modo em que você tira suas conclusões. Como a última vez que vemos Juan, Chiron sendo preso e, no final Chiron com Kevin. Diferente de qualquer outro filme gay que já vi, o foco aqui, é a descoberta e reflexão de Chiron. Sobre seu crescimento e desenvolvimento e em como a vida de sua mãe, acabaou refletindo o que ele faria no futuro. Mesmo sabendo o que houve com Juan e sua mãe, ele seguiu esse caminho. Talvez a solução fosse esse encontro com Kevin. Que mesmo estando em condicional, ainda levava uma vida mais correta que Chiron. 

Como mãe, sempre me questionou como uma mãe chega a essa situação de vício e abandono de seu próprio filho ou pior, de destruição de sua própria vida. Ah mas você nunca foi viciada, não entende como é. Muitos de fora com certeza já ouviram isso e realmente é um assunto delicado para cada pessoa. Vício, independente do que seja, aprisiona a pessoa de uma forma, que sem força de vontade ou intervenção, acabam em consequências irreversíveis. Senti muito ódio pela Paula, mas também senti pena dela no final, porque diferente de muitos viciados, ela entendia o perigo que era para si mesma e o abandono do filho quando ele mais precisou de uma mãe. Acho que o perdão, foi algo bom para ela continuar se cuidando e não desperdiçar mais sua vida. 

Sim, gostaria que Juan tivesse mais tempo com Chiron, que pelo menos na adolescência tivesse sido presente. De qualquer forma, o que iria influenciar seu futuro, foi ter conhecido gente ruim na detenção e entrado para o mundo das drogas. Sim, eu queria mais de Chiron e Teresa juntos. Falando sobre Juan, Teresa tentando lhe mostrar um caminho diferente para não acabar como o namorado. Juan e Teresa, dois personagens que eu queria mais. 

E claro, o relacionamento entre Chiron e Kevin. Da parte de Chiron, era óbvio suas dúvidas e seus sentimentos pelo amigo. Já Kevin, ou era bissexual ou não tinha coragem de admitir sua sexualidade. Não foi um romance descarado, mas a gente podia sentir a química ali. E mesmo Chiron sendo um traficante poderoso, ele não era visto com mulheres, sempre ficou na dele e desde pequeno, sempre foi de poucas palavras. 

Achei uma ótima produção, amei essa transição de fases da vida e as dificuldades de um jovem com uma família quebrada ter conhecimento de sua própria essência. Apesar do que se tornou no futuro, se tivesse uma continuação ou um final mais explícito, eu realmente gostaria de saber que Chiron e Kevin ficaram juntos, levando o restaurante juntos, com Chiron largando o tráfico e sua mãe habilitada os ajudando. E, claro, com Teresa os visitando ocasionalmente. Final feliz perfeito. Sem contar que poderia ter uma pequena mostra do que teria acontecido com o perseguidor de Chiron. Provavelmente preso por pedofilia e sendo abusado na cadeia. 

Mas enfim, o título do filme é mencionado na história, por Juan que conta sobre um conto para Chiron. Achei lindo. 

No mais, recomendo. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 2 de junho de 2026

Divagando e comparando o famoso conto sobre O segredo de Jekyll e Hyde no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje vamos falar sobre essa famosa história conhecida informalmente como o médico e o monstro. Porém, esse filme em questão, retrata uma história completamente diferente. 






Trailer 





A HISTÓRIA 

Gabriel Utterson recebe a visita inesperada, tarde da noite, de seu velho amigo médico, Dr. Jekyll. Este, lhe presenteia com um livro e depois pede um favor como advogado que Utterson é. Assinar e ser testemunha de seu testamento. Caso venha a falecer, tudo ficará para um misterioso Sr. Hyde. Meio desconfiado mas confiando no amigo, Utterson assina e guarda o testamento. Porém, na manhã seguinte, ele é acordado pelo inspetor Newcombe, que procura pelo Dr. Jekyll, acusado de assassinato. 

Incrédulo, Utterson não acredita nessa acusação e vai até a propriedade do Dr. acompanhado do inspetor, para tirar isso a limpo. Mas, ao chegarem no local, descobrem que Jekyll cometeu suicídio. Ainda assim, Utterson não acredita que o médico tenha se matado, revelando a possibilidade de ter sido assassinado. O inspetor ainda apresenta uma testemunha que viu Jekyll matando sua última vítima antes de cometer suicídio. Ainda assim, o advogado decide investigar por conta própria e inocentar seu amigo. Mas o que ele descobre em seguida, vai além de qualquer compreensão humana. 








Ano de lançamento 2021

Duração 1h 25m

Direção Steve Lawson

Elenco Michael McKell, Tom Hendryck, Helen Crevel, Mark Topping



Minhas divagações 

Li recentemente o livro e havia achado fenomenal. Uma mistura de terror e situações bizarras, mas nada supera o final desse filme. O início foi bem fiel ao livro, então confesso que estava bem empolgada para ver a transformação de Jekyll. Se você leu o livro ou conhece a história do médico e o monstro, então siga com a leitura. Se é novo nesse universo, então pare agora pois contém SPOILER.

Confesso que não lembro detalhes sobre a vida do advogado. Lembro que ele acreditava na inocência do amigo e tentou de tudo para provar isso. No livro, acompanhamos a transformação de Jekyll em Hyde, então, esperei ansiosa por esse momento, pois visto que essa adaptação é mais recente, julguei que com os efeitos especiais atualizados, teríamos uma transformação magnífica. Mas, eis que matam Jekyll antes e revelam um Hyde nada a ver com a versão original. Fiquei totalmente decepcionada. Para quem conhece a história, se sentirá traído por essa mudança. 

Entendemos que muitas vezes fazer uma adaptação literária pode parecer entendiante se for exatamente igual ao original, pois sabemos o que irá acontecer. Não nego que as vezes algumas mudanças são até bem vindas, mas, em detalhes tipo o aspecto físico do personagem, algum rumo diferente aqui e ali, mas uma mudança drástica como essa do final? Achei um desperdício de história. Pois, o que conhecemos de Jekyll e Hyde? O médico bondoso que faz um experimento em si mesmo e se transforma em um monstro assassino. Sua aparência também muda, por isso, no livro, ele era visto como o misterioso Hyde. 

Em O segredo de Jekyll e Hyde, eu deveria saber que o rumo da história seria outra. Se fosse outra história ou talvez para quem não conheça o original, tenha até sido interessante conhecermos o Hyde como um irmão gêmeo de Jekyll. Porém, nos dias atuais, convenhamos, quantas histórias desse tipo você já viu por aí? Acho que se tivesse mantido a transformação, teria sido muito mais aceitável. Por ser uma história antiga e famosa, temos várias adaptações, mas confesso que essa foi a primeira versão que vi. Infelizmente peguei justamente uma que não segue o tema original. Apesar de tudo, terminei com um misto de sentimentos contraditórios. 

O lado bom, foi terem tornado Hyde uma pessoa real, deixa os acontecimentos mais próximos da realidade. Mais crível um irmão que viveu escondido agora querer liberdade e passa a cometer crimes para se livrar do outro. O lado ruim, é que sendo adaptação do conto já famoso que conhecemos, queremos ver a terrível transformação do médico em monstro. Pelo menos eu esperei por isso o filme todo. A parte da esposa de Utterson foi bem divertida. Acho que de tudo, foi o que mais gostei nesse filme. Essa introdução foi bem vinda, uma vez que no livro o advogado não tem esposa. 

O que achava interessante no livro, era as transformações de Jekyll e seu elixir sempre pronto ao alcance de suas mãos. No entanto, seu lado Hyde parecia estar cada vez mais tomando conta de seu corpo. Também nos faz refletir se essa poção realmente mudou o Dr. ou se foi uma desculpa para ele ter soltado seu lado mau na sociedade, nos fazendo questionar se todos temos um lado bom e um lado mal. Por ser médico, por tratar muitos pacientes sem cobrar, por ajudar as pessoas, temos em mente que Jekyll seja um ser bondoso. Até quando sua bondade poderia prevalecer? Colocando um irmão gêmeo na história, se, Hyde não estava trancado nem acorrentado, supomos que concordou em fazer parte do experimento do pai? O pai então era o verdadeiro monstro da história? E por que justo agora, depois de tantos anos Hyde decidiu que queria ser livre? Só porque o pai morreu? Então era ele quem tinha total poder nos filhos? Eu ainda prefiro a versão original. 

O início, como disse, eatava bem fiel ao original, mas depois da morte de Jekyll, tudo desandou. Se quiser conferir como um filme independente, acho que vale um pouco perder seu tempo, mas esperando ser algo digno do original? Nem recomendo. 


Nota pessoal 3/10

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Divagando nostalgicamente Jovens Demais para morrer/Young Guns II no Divagando Sempre

 

Olá Divosos Pistoleiros. Hoje trago essa nostalgia do velho oeste que sempre quis rever. 






A HISTÓRIA 

Já bem de idade, um sujeito se encontra com o advogado William Morrison e diz ser William Bonney, mais conhecido como Billy The Kid. Obviamente o advogado não acredita no idoso, uma vez que o que se sabe sobre Billy The Kid é que este havia morrido muitos anos atrás. Billy então conta a sua história e de como sobreviveu.

Billy começa de quando após vingarem a morte de John Tunstall, os sobreviventes do grupo se separaram. Billy, Arkansas Rudabaugh e Pat Garrett são caçados pelo governador Lew Wallace por roubo de gado. O governador está determinado a resolver os problemas causados pela guerra e decidido a eliminar sujeitos como Billy e seu bando, o tornando o homem mais procurado do Novo México. Wallace consegue encontrar e capturar Scurlock e Chavez. Billy consegue salvar os antigos companheiros e por mais que Scurlock tenha constituído uma família e queira voltar para ela, seus crimes do passado o mantém preso a Billy e por isso, ele e Chavez acabam fugindo com Billy.

Garrett por sua vez, decide abandonar o grupo para realizar seu sonho de abrir um bar. O grupo segue adiante mas sem muitos lugares confiáveis para se esconderem, uma vez que o dinheiro oferecido por sua cabeça, fazem muitos acabarem denunciando Billy. Mas, a maior traição vem de alguém conhecido deles que passa a perseguí-los, causando mais mortes e a suposta prisão e condenação e morte de Billy. 






Ano de lançamento 1990

Duração 1h 44m

Direção Geoff Murphy

Elenco Emílio Estevez, Kiefer Sutherland, Lou Diamond Phillips, Christian Slater, William Petersen



Trailer 





Minhas divagações 

Não lembro quantas vezes eu vi esse filme no passado. Lembrava mais da música do Bon Jovi e na minha memória, Billy The Kid era insuperável. Desde o primeiro Jovens Pistoleiros que descobri que minha memória é péssima. No primeiro, conhecemos a trajetória e origem de Billy. Sabemos que sempre foi inconsequente e impulsivo, mas, apesar de tudo, querendo ou não, apesar de ter sido o último a ser recolhido por John, foi o único que quis vingança. Embora isso tenha levado o grupo para o lado do crime, coisa que John fazia o contrário, tentando os levar para o bom caminho. Ou seja, por mais que quisesse se vingar, contraditoriamente Billy acabou transformando o bando em criminosos. E no primeiro tivemos perdas terríveis. 

Na sequência, temos um idoso que diz ser Billy The Kid e conta sua história. Apesar dos únicos sobreviventes do bando de John terem se separado e seguido com a vida, o novo governador não quer saber de perdão, então acaba encontrando Scurlock e Chavez. Até tenta usar os dois para atrair Billy, que obviamente está um passo a frente e consegue libertar os amigos. Agora que são procurados, Billy tenta convencer o bando a fugirem para o Novo México. 

Eu achava que Christian Slater estava desde o primeiro filme, talvez porque tenha visto mais esse, demorei a entender que ele era parte do segundo grupo que Billy formou, uma vez que Scurlock e Chavez seguiram rumos diferentes. E mais uma vez, Billy formou um grupo de seis homens. Embora Garrett tenha os deixado, Billy acaba acolhendo um garoto. Não é difícil adivinhar quem foi que traiu Billy não é mesmo? O que achei uma tremenda sacanagem e nem sentiu remorso quando ele matou o garoto perseguindo Billy. Bom, velho oeste era isso mesmo né. 

Não sei porque esse filme ficou marcado na minha memória e a música do Bon Jovi só toca no final. A imagem do filme para mim era a própria música do cantor. Mas enfim. Billy continua irresponsável e querendo ou não, acabou sendo o responsável pela morte do grupo no final das contas. E embora seja um ótimo pistoleiro, para mim, ele era bem mais excepcional, principalmente no quesito personalidade. Achei ele desde o início impulsivo e inconsequente demais. Digamos, um moleque com uma pistola. Chavez e Scurlock, por serem já conhecidos do primeiro filme, foram maravilhosos para mim. Por terem vivido uma vida calma com John, depois uma vingança pelo mesmo, perdendo companheiros e enfim fugindo para a liberdade, vivendo suas vidas, mostrou dois homens que mesmo querendo reconstruir a vida, os crimes do passado não o deixariam em paz. Minha pergunta para esses casos seria: tinham capturado os dois e no final o Billy, se a sentença já era a morte, por que já não mataram assim que viram os criminosos? Muita coisa teria sido evitada. E, por mais que Billy e seu bando sejam criminosos, sabemos que a lei sempre está um passo maior na criminalidade do que os próprios meliantes. Se só tivessem deixado John em paz, Billy The Kid nunca teria surgido. 

Mais uma vez tivemos perdas grandiosas e mais uma vez fiquei satisfeita por ver mais um trabalho de Kiefer Sutherland. Quando ele enfrenta o personagem de Slater e faz aquela cara de mau, me lembrou seus personagens nos filmes Conta Comigo e Os garotos perdidos. Sempre um Bad Boy e foi ali que amei ele. 

No mais, apesar de não ser exatamente como me lembrava, foi bom a seu modo. Fora que demorei anos para conseguir rever porque não encontrava em nenhum lugar e quando encontrei, só tinha dublado em português. Mas, deu para matar a vontade. Segue a maravilhosa música de Bon Jovi.





Nota pessoal 10/10

sábado, 30 de maio de 2026

Divagando e resenhando De Volta aos anos 90 no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos leitores. Hoje trago leitura muito fofinha sobre o relacionamento entre mãe e filha descendentes de coreanos vivendo nos Estados Unidos, em duas épocas diferentes. 






A HISTÓRIA 

Sam, uma garota comum dos anos 2025, passa por problemas emocionais quando sua avó fica internada em coma, seu namorado é um egoísta que não sabe lidar com problemas emocionais dela e ainda tem uma briga feia com sua mãe. A caminho da escola e em meio a uma forte chuva, sua mãe simplesmente a manda sair do carro e se virar para ir a escola. Sam se vê obrigada a pedir um carro de aplicativo e durante essa viagem estranha, quando sai do veículo, se vê em 1995 e se depara com sua mãe, uma Priscilla adolescente e totalmente diferente do que sua mãe se tornou no futuro. 

Desesperada, ela tenta chamar o carro de volta, mas descobre com a motorista misteriosa, que ela tem uma missão a cumprir no passado se quiser voltar ao seu tempo presente. Cabe a ela agora descobrir como voltar. Ela consegue um lugar para ficar e consegue se matricular na escola, percebendo como é mais fácil nos anos 90. No entanto, ela precisa tomar cuidado com certas coisas, como seu celular e gírias que ainda não tinham nessa época. 

Falando em época, Sam descobre que foi parar justamente na semana de preparação da rainha do baile, onde Priscilla foi indica e Sam então, entende que essa é sua missão, fazer sua mãe ganhar, já que aparentemente o motivo da última briga delas no futuro foi o fato de Sam ser indicada e ela não ligar para isso. Coisa que no passado, foi muito importante para sua mãe, mas ela acabou perdendo. Sam então, se empenha em fazer campanha para conquistar os estudantes a favor de Priscilla enquanto luta com sentimentos ao encontrar sua avó acordada e mais jovem. Convivendo com a Priscilla adolescente nos anos 90, ela percebe muitas coisas, como tudo o que sua mãe faz no futuro é reflexo do que ela viveu na adolescência mas de forma contrária, ou seja, fazendo coisas que ela acha melhor e que a filha gostaria, para não ser como sua mãe que não a incentivava como ela esperava. Porém, Sam acaba descobrindo que o racismo e as dificuldades de imigrantes coreanos naquela época, eram bem mais difíceis do que atualmente. Então, ela passa a enxergar a mãe com outros olhos, mas, ela ainda precisa ajudar Priscilla a realizar seu sonho para poder voltar para casa. 



Ano de publicação 2023

Páginas 416

Autor/a Maurene Goo



Minhas divagações 

Confesso que o que chamou minha atenção para essa leitura foi a estética dos anos 90. Quem viveu a adolescência dessa época, sabe que com certeza foram os melhores anos de nossas vidas. Tecnologia? Internet? Celular? Google? Nada disso existia e ainda assim, vivemos os melhores anos de nossa adolescência. Sam, apesar de achar que sua mãe a pressionava sobre certos assuntos, quando inesperadamente passou a conviver com ela na forma adolescente, jamais imaginou o que ela passou e como tudo a moldou para ser a mãe rígida e exigente que Sam conhece. Ter essa chance de conhecer o passado de sua mãe e acima de tudo, ser amiga dela? Quem não aproveitaria? 

Porém, viagem no tempo sempre é um assunto complicado para mim. No entanto, esse até que foi interessante e me lembrou um pouco o filme A casa do lago, com Keanu Reeves e Sandra Bullock. Mas no quesito romântico. Sem mais spoilers.

Sam conhece Jamie, o que a faz oscilar, já que no futuro tem um namorado, embora antes dessa viagem, a última conversa não tenha terminado muito bem. E, convivendo com sua mãe adolescente, ela percebe que o namorado dela é justamente o tipo que ela namora no futuro e passa a questionar se é o cara certo, já que ela odiou o namorado da mãe. O que a faz pensar nos motivos da própria mãe por não aceitar seu namorado. Confuso? Nem tanto, pois Priscilla só namorava o cara para se encaixar, para ser notada, para ser diferente dos outros coreanos da escola, para fugir do clichê, por isso, era odiada pela comunidade coreana, que pensavam que ela agia como branca porque queria ser uma. 

De início não estava muito empolgada com a leitura, pois Priscilla era uma mãe muito chata e Sam uma filha meio rebelde mimada? Depois que ela volta para 1995, ainda estava meio desanimador. Tudo o que Sam fazia, parecia promissor mas acabava dando errado para Priscilla. Até Sam conhecer Jamie. Eu tinha muito medo do que esse menino seria para ela no futuro e não conseguia imaginar como ela poderia se apaixonar por ele, sabendo que era do passado. Seu desfecho me pegou de surpresa. Jamais teria imaginado algo do tipo. O que acabou me conquistando mais ainda. 

Mexer com o passado, pode ter consequências no futuro, mas gostei de como Sam lidou com sua passagem e se manteve misteriosa. E houve mudanças mas nada tão drásticas e quando Sam volta, também sentimos falta da Priscilla adolescente. Apesar de tudo, entendemos suas batalhas e entendemos porque ficou rígida com Sam. Querendo ou não, Sam cresceu em uma época bem mais fácil e ao contrário de sua mãe, nem precisava trabalhar. Anos 90 realmente foi ao mesmo tempo mágico e um pouco depressivo para mim. O que mais amo dessa época são as músicas. Agora, no quesito ensino médio, quem sofria bullying como eu, justamente por ser oriental, não guarda boas recordações. 

No mais, apesar de achar o início meio entendiante, confesso que depois da chegada do Jamie, as coisas melhoraram bastante. Se todos pudessem passar por essa experiência para entender as mães, seria bom, principalmente para quem sofre um relacionamento complicado como Priscilla e Sam. Convenhamos, não é difícil vê-las por aí hoje em dia. Deve existir muitas Priscillas e muitas Sams e já que não podemos pegar um retrotaxi, o negócio é ler o livro e quem sabe podemos entender um pouco como poderia ter sido a vida jovem de nossas mães. 

Recomendo a leitura. 

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Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Divagando em Você vai morrer em seis horas no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse suspense coreano interessante. 





A HISTÓRIA 

Jeong Yun está completando 30 anos e após o trabalho, marca de se encontrar com uma amiga. Ela compra uma roupa nova e vai ao encontro dela. No caminho, cruza com um estranho que lhe diz que irá morrer em 6 horas. Ela obviamente o acha louco e diz que precisa ir ao encontro, onde ele diz que vai ser cancelado. Ela apenas o deixa ali e vai encontrar a amiga. Infelizmente o desconhecido estava certo, pois a amiga não se lembrava do encontro e marcou de sair com o namorado. Ao voltar, Jeong Yun vê o desconhecido novamente que se apresenta como Jun Woo. 

Após conversarem, Jeong Yun é seguida por Jun Woo, quando ela desconfia quem poderia ser seu assassino. Um jovem que a perseguia pouco tempo atrás.  Ela decide ir até seu endereço para confrontá-lo, mas descobre que ele está voltando para a casa de sua mãe. Enquanto isso, a polícia investiga uma série de assassinatos, onde uma das pistas está em uma ligação, onde um homem diz a uma das vítimas que ela irá morrer. A polícia começa a investigar o caso e Jeong Yun por coincidência conhece um dos investigadores, que acabou conhecendo depois de uma denúncia e fechamento de um trabalho anterior, investigado por abuso de menor de idade.

Chegando perto do horário que Jun Woo disse que Jeong Yun morreria, desdobramentos importantes passam a acontecer e ela descobre enfim quem seria seu assassino. 







Ano de lançamento 2024

Duração 1h 30m

Direção Lee Yun-Seok

Elenco Jaehyun, Park Ju-Hyun, Kwak Si-Yang



Trailer 




Minhas divagações 

Confesso que não dava nada para esse filme, principalmente porque o início foi meio parado. Jeong Yun era uma personagem que claramente era solitária e meio depressiva. Seu relacionamento com o detetive era meio confuso, mas depois foi mostrando como se conheceram. Havia algumas pistas sobre quem seria o assassino, mas te confundia por vários motivos. E, óbvio que vai ter spoilers. 

Na visão de Jun Woo, a pessoa que matava Jeong Yun possuía uma tatuagem no pulso. Todos os potenciais suspeitos, andavam de mangas compridas. Proposital claro. Conforme o tempo passa, Jeong Yun conta onde trabalhou antes e como conheceu seu stalker, seu único suspeito. Enquanto isso, a polícia investiga as mortes que envolve mulheres que trabalharam no mesmo local que Jeong Yun. Tudo complica quando d7escobrimos que o chefe de polícia usou os serviços onde Jeong Yun trabalhou e o policial que ela conhece sabia mas encobriu o caso. Uma nova detetive que está envolvida no caso, tem seus créditos passado para o colega, então desconfiei que por ele saber o segredo do chefe, os dois tinham a ver o caso de assassinato. Principalmente quando o policial havia mandado outro vigiar Jeong Yun. Por isso chegaram logo a suspeitar de Jun Woo. 

Eu confesso que também fui por esse caminho e achei que embora clichê, fosse uma reviravolta muito mais interessante do que realmente foi. Os motivos do assassino estar matando as mulheres, foi clichê demais. E muito raso. Se tivesse outra causa além do trabalho dessas mulheres, teria algo mais forte para os crimes. Mas fazer você pensar que o assassino era um mas era outro completamente diferente, foi um jogo de suspeitas maravilhoso. Eu criei teorias e expectativas mas, embora no fim começamos a acertar, digo mais uma vez, achei o motivo fraco. 

Eu ainda acho que se tivessem ido pelo caminho que tentava mostrar, teria sido mais impactante. Imagina, um desconhecido chega para alguém dizendo que vai morrer em tal hora e no final, ser o assassino? Parecer o tempo todo preocupado e querer salvar a pessoa quando na verdade era o culpado? Desfecho até clichê, mas naquela situação seria um choque. Melhor do que quem realmente era o culpado. 

Óbvio que no final, as visões não tem explicações, depois do caso não houve mais mas cada um seguiu seu caminho. O que poderia ser um romance para Jeong Yun foi apenas um caso de sobrevivência. E passou suas quase últimas seis horas de vida, ao lado de um desconhecido, tentando descobrir quem a mataria. O que faríamos no lugar dela? Acreditávamos ou seguíamos com a vida? Será que em algum momento ela pensou que Jun Woo poderia ser um assassino? Eu, com toda minha desconfiança fugiria desse louco. Muahahaha

E no final, o chefe de polícia leva o culpado em seu próprio carro. O que podemos concluir disso? E, quem assistiu ficou procurando a tatuagem nos pulsos dos suspeitos? Eu passei boa parte fazendo isso. E quando finalmente vi, não foi nenhuma surpresa. Mas, no geral, gostei da história. 

Jaehyu que interpreta Jun Woo é integrante do grupo de K-pop NCT. Não desconfiei de nada, então acho que atuou bem. Eu amo quando os idols de K-pop se aventuram na atuação. Gosto de ver que são mais que rostinhos bonitos. 


Nota pessoal 8/10


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Divagando nostalgicamente O Demolidor/Demolition Man no Divagando Sempre

 

Olá divosos. Vamos de ação dos anos 90? 






A HISTÓRIA 

John Spartan, é um policial que no seu tempo, nos anos 90, já era considerado violento e seus métodos duvidosos quando as suas prisões geravam polêmicas. Mas, foi quando prendeu Simon Phoenix, um terrível assassino, que junto acabou matando dezenas de reféns sem saber, é preso e condenado a crio-prisão, onde o prisioneiro fica congelado até o final de sua pena. Enquanto presos, o mundo evolui e as cidades Santa Mônica, San Diego e Los Angeles se unificaram se tornando San Angeles. A sociedade vive em paz, com crimes completamente zerados, palavras imorais são proibidos, assim como contatos físicos. Em meio a tantas mudanças na força policial, que é totalmente despreparada para lidar com a violência extrema, se veem perdidos quando Simons Phoenix, acordado para uma audiência, consegue fugir e causa o caos na pacífica San Angeles. 

Lenina Huxley, tenente de polícia, é uma fã da década de 90 e fica mais do que empolgada quando descobrem que a única outra pessoa que poderá prender Simon, é alguém vindo de seu próprio tempo, ou seja, o policial bruto também preso, John Spartan. Mas, ao contrário de Simon, John foi reprogramado com utilidades pacíficas enquanto ilegalmente, Simon foi reprogramado como um verdadeiro soldado assassino. Ele volta sabendo mexer com as tecnologias do mundo atual e John suspeita de alguma conspiração vindo de Raymond Cocteau. 










Ano de lançamento 1993

Duração 1h 55m

Direção Marco Bambilla

Elenco Sylvester Stallone, Wesley Snipes, Sandra Bullock



Trailer 





Minhas divagações 

Gente, eu amo os filmes da década de 90. Amo revisitar esses filmes antigos e ver que continuam tão bom quanto me lembrava. E, aqui temos três atores juntos que amo demais. Stallone, Snipes e Bullock. Acho que já comentei no filme Blade, que eu era apaixonada pelo Wesley Snipes. E aqui, eu achava ele um vilão top demais, principalmente com esse olho de cores diferentes. Dava um ar mais louco para seu personagem. 

Obviamente foi injusto a prisão de John, uma vez que tivemos somente a palavra de Simon sobre os reféns, na hora, me questionei se não tinha como averiguar se morreram mesmo na explosão, principalmente porque no final, Simon revela que os reféns já estavam mortos. Mas, se John não fosse preso, no futuro não teria ninguém para prender Simon novamente. E convenhamos, qual a utilidade dessa prisão? Por mais que John tenha sido reprogramado e virasse uma costureira, suas outras habilidades e sua personalidade bruta, continuava. Qual seria o objetivo maior desse tipo de prisão? Já deu para perceber que reprogramar criminosos não funcionava muito bem. 

E falando em Simon, quando ele conseguiu fugir, minha primeira pista de algo errado ali, foi quando um dos guardas lhe pergunta como ele sabia a senha das algemas. Fiquei pensando em que momento ele poderia ter obtido essa informação. Mais para frente, entendemos como foi. Era óbvio que alguém teria passado para ele, uma vez que John acorda e não sabe mexer na nova tecnologia. Nem utilizar o banheiro ele entendeu. Mas fica a pergunta, como seria aquelas três conchas?

A coisa mais bizarra que eu pensava na época, era sobre o sexo virtual, embora nos tempos atuais, não estamos tão distantes desse distanciamento de contato físico, principalmente pela tecnologia que deixa cada vez mais as pessoas presas em telas e distantes uma das outras. Porém, John ter ficado perdido nessa nova realidade, seria normal para alguém vindo de um tempo onde o contato físico e a agressão, eram coisas completamente normais. Para quem cresceu vendo essas mudanças, óbvio que acharia o certo. Mas, sempre terá uma pequena parcela de pessoas que não vão concordar com o novo estilo de vida e serão considerados os terroristas. 

O plano de Cocteau poderia parecer até promissor ao trazer de volta um assassino inconsequente para acabar com os rebeldes quando sua força policial certinha não tinha meios de fazê-lo. Poderia ter dado certo mas ele não contava com duas coisas. Uma delas era óbvio, trazerem John de volta, que não estava nos seus planos. E segundo, ele foi ingênuo demais acreditando que Simon realmente o obedeceria. 

Como toda ação sempre tem os momentos de piadas vergonhas alheias. Mas, a melhor para mim, foi a menção do nome Schwarzenegger. Stallone não perderia esse momento para zoar o rival. Top demais. E, vi o nome de Jack Black no elenco mas, confesso que não o vi e depois vi comentários falando sobre sua participação. Eu vi o sujeito mas não o reconheci. Lembrando que sou péssima com fisionomias. 

Amei a Sandra Bullock como todo e qualquer filme dela. Sua personagem foi hilária e apaixonante. Snipes foi aquele vilão explosivo mas que a gente ama. E Stallone é Stallone. Não estamos muito longe de 2032, mas espero que a sociedade não fique mais alienada do que já está. Por mais que a tecnologia seja maravilhosa, realmente, os anos 90 tem um certo fascínio maravilhoso. Quem viveu essa transição de décadas sabe do que estou falando. 

No mais, foi ótimo rever esse clássico. 

Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 20 de maio de 2026

[Review/crítica pessoal] Missão Resgate/The Ice Road no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa ação no gelo. 






A HISTÓRIA 

Mike McCann, é um motorista de caminhão que nos últimos 8 anos, tem se mudado bastante devido aos cuidados que tem com seus irmão Gurty, um ex-militar com traumas de guerra que não tem condições de se cuidar sozinho. Enquanto partem mais uma vez após perder o emprego, Mike recebe uma informação sobre precisarem de motoristas de caminhão, para transportar uma carga pesada através de uma rota constituída de água congelada. 

Uma explosão prende 26 operários em uma mina subterrânea e a empresa sugere que sejam enviados cilindros de várias toneladas para contenção do gás e libertarem os mineiros. Jim Goldenrod aceita o desafio e chama Tantoo, que já trabalhou com ele e tem um motivo pessoal para querer cumprir essa missão, salvar seu irmão que está entre os mineiros presos na mina. Ao encontrar Mike e Gurty e ver as habilidades de Gurty como mecânico, o grupo parte em 3 caminhões, cada um levando um cilindro, onde na pior das hipóteses, somente um é necessário para salvar os mineiros. 

A empresa que os contratou, manda um funcionário junto para garantir o sucesso da missão. Mas, no meio do caminho, atravessando uma perigosa parte de estrada de gelo, descobrem que um dos caminhões foi sabotado e acabam perdendo um deles. Além dos perigos da rota mortal, Mike descobre que há uma conspiração para a missão falhar. 







Ano de lançamento 2021

Duração 1h 43m

Direção Jonathan Hensleigh

Elenco Liam Neeson, Amber Midthunder, Marcus Thomas, Lawrence Fishburne, Benjamin Walker 



Trailer 





Minhas divagações 

Eu conheço Liam Neeson de alguns filmes e concordo que quando tem ele no elenco, o filme vai ser bom. Não imaginava a reviravolta que teria a missão, uma vez que pelo o que havia entendido, o único obstáculo seria atravessar uma estrada de rio congelado para chegar ao destino, carregando toneladas em caminhões. Pensei que o vilão da história fosse o tempo, mas é claro que é sempre o próprio ser humano. 

Desde o início da explosão, podemos desconfiar que houve algo errado, mas descobrir toda uma conspiração para abafar o caso contratando "ajuda" quando na verdade já tinha um plano para essa ajuda? É macabro demais. Você acha que só vai transportar uma carga pesada, em uma estrada perigosa, ganhar um dinheiro e de quebra ser um herói, quando na verdade só assinou seu contrato de morte. Nem um por segundo suspeitei do idiota que foi com a Tantoo. E mesmo que Jim tenha sido sabotado, para quem estava assistindo vendo de fora, suspeitaria do sujeito. De cara já foi insinuando coisas sobre Tantoo. Caiu minha ficha ali. 

Então, achamos que a intriga seria só do lado de fora, mas entre os sobreviventes ali, também acontecem discussões acaloradas e entre eles, descobrem também a sabotagem e os traidores dentro da equipe. Além de alguns terem se vendido a custa de vida de outros mineradores, sabiam o que estava errado. Agora, dependiam se teriam ajuda para conseguirem saírem dali. 

Além de todo o drama, ainda temos o relacionamento dos irmãos Mike e Gurty. Embora fosse difícil cuidar do irmão, Mike só tinha ele como família. Então, confesso que fiquei chocada com o desdobramento dos acontecimentos. Mas mais chocada ainda é em como as pessoas amam criticar filmes dizendo o quanto são genéricos. Sim, já vimos muitas histórias sobre um cara meio idoso solitário que vira o herói local. Eu te pergunto, tem como fazer diferente? Então vai lá e faça. Acho que criticar algo que não gostou apenas dizendo que é porque é genérico? Não me convence. Eu sempre falo que por mais clichê que seja, quando é bom, vale a pena pela experiência em ver outros atores contando a mesma história. Eu pelo menos não ligo para os genéricos. 

Apesar da idade, acredito que agora Liam deva se aposentar em algum momento desses filmes de ação. Porém, enquanto isso não acontece, podemos curtir seus filmes. Vi que tem uma sequência então, assim que puder vou conferir. Esse filme me lembrou Sisu, por ser ação de um homem de meia idade do tipo solitário, que estava só fazendo seu trabalho e de repente se vê em uma luta pela sobrevivência. Eu sempre acho interessante essa temática. 

Fazia tempo não via nada do Lawrence, achei boa sua participação, embora curta demais. Tantoo foi interpretada lindamente pela Amber, embora tenha alguns trabalhos no currículo, não a conhecia. Mas, confesso que o desgraçado do Varney, foi bem interpretado por Benjamin, eu não tinha simpatizado com ele em nenhum momento, mas para mim era só mais um idiota. Fui enganada completamente. Marcus Thomas posso ter visto em algum filme mais antigo, mas não me lembro dele. Porém, achei seu personagem bem interpretado. Inicialmente pensei que ele fosse autista. Uma pena seu final. 

No mais, eu particularmente gostei. Surreal pensar existir empresários tão sangue frio a ponto de considerar mineiros mortos insignificantes e seguir com a vida como se nada tivesse acontecido. Fora ter planejado acabar com os motoristas dos caminhões que foram contratados para salvar os mineiros. Um plano diabólico demais. 

Nota pessoal 8/10

terça-feira, 19 de maio de 2026

Divagando e resenhando A fazenda Blackwood (Crônicas vampirescas #9) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago uma das maiores sequências que tenho lido, As crônicas vampirescas de Anne Rice, com a Fazenda Blackwood. 






A HISTÓRIA 

Em Nova Orleans vive o jovem Quinn Blackwood, herdeiro de uma família tradicional dos Estados Unidos. Ele é assombrado por uma entidade estranha que só ele consegue ver. Desde pequeno essa entidade está ao seu lado e com o tempo, ela adquire as mesmas feições de Quinn. Ele o chama de Goblin. Após sofrer uma transformação irreversível, e vendo Goblin cada vez mais forte, Quinn procura a ajuda do vampiro Lestat. Quando o encontra, passa a contar sua história de vida. 

Quinn conta sobre sua infância, sua juventude, até o momento atual que encontrou Lestat. Conta como conheceu a Talamasca e como se apaixonou por Mona Mayfair e por fim, como acabou se transformando. Conta seu terrível relacionamento com a mãe Patsy e seu amor incondicional por tia Queen. Por fim, Lestat decide chamar Merrick Mayfair para concluir o caso de Goblin, que nem mesmo ele tem poder suficiente para derrotá-lo. 



Ano de publicação 2002

Páginas 606

Autor/a Anne Rice



Minhas divagações 

Sempre amei as crônicas vampirescas desde o primeiro Entrevista com o vampiro. Mas, ao longo dessa jornada, percebi que nem todo volume é prazeroso de se ler para mim. Os três anteriores desse, reclamei bastante da trama e fico até apreensiva em ter que continuar reclamando  nesse volume, uma vez que me parece que o foco é sempre alguém contando sua história para outro alguém. 

Entrevista com o vampiro foi o pioneiro. Eu amei o modo como Louis conta sua história para o humano David. É apaixonante e fascinante. Nós adentramos esse mundo e as histórias seguintes podem complementar ou acrescentar algo mais a trama principal. Mas, quando aparece personagens que nada tiveram a ver com Louis ou Lestat, para mim, fica muito sem graça. Embora Quinn tenha encontrado Lestat, sua participação foi mínima e a história de Quinn foi muito chata e cansativa.

Quando ele encontra Lestat, até fiquei empolgada, mas, sua história foi muito longa. E com o tempo seu relacionamento com Goblin muito esquisito. Não nego que o mistério dessa entidade era bem curiosa. E não nego que dessa vez não tive nenhuma teoria de quem ele poderia ser, por isso quando enfim revelado, achei muito, muito sem graça. E a Patsy foi a personagem que mais odiei nessa história toda. Não vi sentido no que ela revelou ser o motivo por odiar o próprio filho. Seu fim, foi a única coisa satisfatória nesse livro. Sua existência e tudo o que moveu sua vida, parecia ser somente por dinheiro. 

E, as coisas sexuais que aconteciam com Quinn, minha nossa senhora, que desnecessário. Mas, pelas minhas resenhas dos dois livros anteriores, pelo jeito nenhum foi tão bom quanto Entrevista com o Vampiro. Isso, porque faz anos que li e me baseio no filme que amo demais. Enfim, muita gente passou pela vida de Quinn, mas sua teimosia quanto a Mona, foi insuportável. Achei a  menina a segunda personagem mais insuportável da história, logo depois de Patsy. Nem Petronia, depois de tudo que fez foi tão odiável quanto essas duas. E o final para Mona? Sério? Terminei a leitura incrédula. Espero que se for mencionar esses dois nos próximos volumes, que o destino deles seja diferente do que fez parecer que aconteceu. 

E por mais que diga que ame o universo vampírico de Rice, percebi que dificilmente gostei de seus livros. O vampiro Armand foi o que menos gostei desde que comecei com o blog. Fiquei chocada, pois não me lembrava disso, na minha memória Anne Rice era excelente em todos os livros. Mas pelo jeito, todos tem o mesmo problema. Vampiros melancólicos e problemáticos. Se bem que, Quinn era mais problemático quando vivo. Embora eu amasse Armand, sua história foi bem cabulosa. 

Mas contrariando a todos, vi que muitos amaram as histórias de Quinn. Demorei para concluir a leitura e só no final, quando ele finalmente chegou na parte interessante, que é como foi transformado, que peguei no tranco e consegui terminar. Mas Quinn antes de virar vampiro, teve uma vida muito infeliz, mesmo que tenha condições financeiras, os segredos que guardaram dele, o ódio que a própria mãe sentia, ninguém dizendo acreditar em Goblin, quando a resposta sempre esteve ali, com todos eles. E, na minha mente, não consegui imaginar esse Quinn tão espetacular que pudesse chamar a atenção de Lestat. Aliás, Lestat está tão diferente do Lestat inconsequente que conhecemos. Ele passou por tantas coisas bizarras, me admira realmente não se cansar da imortalidade e mudar. Mas, seu lado de se apaixonar facilmente continua. Pena ele e Louis não continuarem juntos. 

De qualquer forma, não espero mais encontrar Mona nas histórias seguintes. Não consigo entender as atitudes dela e a achei muito inconsequente. Achei a parte da Rebecca meio confuso. E a parte da transformação de Quinn foi a mais bizarra de todos. Louis pelo menos teve um certo encantamento. Por mais que Lestat fosse egoísta, a transformação de Louis teve um quê de romance gótico. Quinn obviamente teve que ter algo sexual bizarro envolvido. A história desses novos vampiros achei muito sem graça e o sacrifício de Merrick? Qual o sentido? E por que se Goblin queria ser Quinn, nunca fez nada com Patsy? Ela sempre odiou Quinn, sempre o deixou triste e depois com ódio dela. Goblin poderia então amá-la por querer uma mãe, obrigando Quinn e ela a viverem esse conflito ou poderia atormentá-la por ela odiar Quinn. Acho que seria mais interessante e daria mais pistas sobre Goblin. 

Embora o foco seja na familia Blackwood, não achei grande coisa. Quinn só fez escolhas egoístas e mesmo que tenha sido transformado sob condições duvidosas, mesmo o inferno que tenha sido sua vida, não sei se merece a vida eterna. E se Merrick teve aquele fim, Mona será sua substitua? Teremos mais de Mona daqui para frente? Desgosto imaginar isso. Vou até procurar sinopses dos próximos para saber se continuo já ou deixo passar mais tempo. 

No mais, minha nota pessoal 4/10


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A Fazenda Blackwood 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Divagando sobre Herege no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Filmes de terror psicológicos são para mim, em sua maioria bem assustadores. Mas, esse não foi exatamente o que achei que fosse. 






A HISTÓRIA 

Sister Barnes e Sister Paxton são missionárias na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e cumprem um itinerário com nomes e endereços de pessoas que precisam visitar para levar a palavra do Senhor e possivelmente convertê-los. A última parada no início de uma tempestade, foi a casa do Sr. Reed.

Barnes e Paxton começam seus discursos sobre a religião com gotas de chuva já caindo sobre elas. O Sr. Reed as convida para entrarem, mas com a promessa de que existe uma Sra. Reed preparando uma torta de blueberry e que logo se juntaria ao grupo, uma vez que as regras das missionárias diz que uma mulher deve estar presente na casa junto delas. Porém, conforme a conversa vai progredindo, Reed começa a mostrar sua opiniao sobre a religião e as meninas descobrem então, que não existe uma Sra. Reed.

Reed dá uma chance de escolha às duas, revelando duas portas onde uma representa a Fé e a outra Descrença, as meninas precisam escolher de forma correta para encontrar a saída. Após mentirem sobre ter recebido uma ligação da Igreja para irem embora, Reed sabe que elas não tem para onde ir e se quiserem sobreviver, precisam fazer o que ele manda. 

Paxton escolhe a Descrença, Barnes a Fé. Mas o que elas descobrem é algo insano e assustador e precisam entender os reais motivos de tudo aquilo se quiserem sobreviver. O que Reed quer, é provar a verdade sobre a religião, mas o que descobrem não passa de um fanatismo psicopata de Reed. 









Ano de lançamento 2024

Duração 1h 51m

Direção Scott Beck, Bryan Woods

Elenco Hugh Grant, Sophie Thatcher, Chloe East



Trailer 





Minhas divagações 

Fazia tempo não via algo do Hugh Grant e diga-se de passagem, ele foi assustador de modo simpático. Faz sentido? Confesso que não fazia ideia do rumo dessa história. Procrastinei para ver pois achava que seria um terror do tipo manter as meninas presas e abusar delas. O jogo de questões religiosas, realmente te pega de surpresa. Para quem não é muito centrado nesse contexto, como eu, pode ficar meio perdido com os diálogos, pode não achar tão significativo mas acaba refletindo sobre o tema. 

De início achei a Paxton mais inocente, ela sofria bullying por ser religiosa embora soubesse mais coisas do que Barnes, embora a tenha achado mais centrada, não imaginei que fosse a primeira a cair. O primeiro erro delas foi entrarem na casa. Já li um livro onde os missionários visitam casas para converter as pessoas e não importa o tempo, ou seja, a década que acontece, para mim, não existe perigo maior do que esse trabalho de ir em porta em porta, pregar a palavra do Senhor. Aqui, existem variáveis do que se pode acontecer e por ser duas jovens, já parti para o lado abusivo da coisa. 

Um ponto que achei curioso, é que, como Reed sabia do que tinha no braço de Barnes. Não vi NINGUÉM comentando sobre para me iluminar. Mas analisando o rumo da história, acredito que possa ter sido duas coisas. Como tudo estava saindo do controle, Reed improvisou essa parte para dar mais credibilidade no seu projeto e fazer Paxton acreditar mais na sua história e inventou aquilo ou de última hora, não tendo nada ali ele pegou qualquer coisa para dizer que estava implantado na menina. Confesso que pulei essas parte porque achei grotesco demais e talve tenha perdido algo importante. Só vi quando ele começou a tirar e voltei a ver quando ele mostrou o objeto a Paxton. E, como Paxton sabia ser o que era? Também blefou? 

Vi alguns comentários, resenhas e críticas com opiniões diferentes, mas sobre o final, a maioria chegaram a mesma conclusão. E aqui é SPOILER. ATENÇÃO. Paxton sai da casa mas a maioria acredita que ela morreu no confronto com Reed. Eu também tive essa sensação, pelo ferimento dela. Mesmo que conseguisse se arrastar pela casa, morreria em algum momento principalmente porque não teve chance de pedir socorro. E na minha opinião, teria sido muito mais interessante e questionador, se, Barnes e Paxton tivessem seguido por portas diferentes e se encontrado no final. 

Quanto a religião, é um assunto extremamente frágil, principalmente para os crentes fervorosos. Como não sou ligada a nenhuma religião, achei interessante o fato de um psicopata usar isso para torturar crentes os testando em sua teoria sobre Fé e Descrença. Já diziam os mais velhos, existem louco para tudo. 

Quanto as atuações, achei que inicialmente Barnes foi uma personagem forte e marcante, mas foi superada por Paxton no final. E Reed? Que atuação de Hugh Grant, me deixou desconfortável e apreensiva a maior parte do tempo. Embora fosse um jogo religioso, achei mesmo que iria ter muito mais violência do que realmente teve. Quanto as questões religiosas, não me senti ofendida, não mudei minhas crenças, só achei um absurdo usar jovens para tentar conventer as pessoas. Se for uma família que visivelmente vemos ali completa, mesmo que sejam acolhedores ou hostis, é diferente de um homem sozinho com cara de simpático. Nunca se sabe onde um psicopata está. 

No mais, contrariando todas as expectativas e críticas positivas, não achei grande coisa. O início na verdade achei bem parado e mesmo que as meninas fossem preparadas com seus discursos de uma mulher precisa estar presente quando há um homem na casa, não tem como saber se a mulher não vai ser cúmplice do homem ou obrigada a ser uma. Resumindo, bater de porta em porta é perigoso de qualquer forma. Ainda mais em uma casa isolada como a de Reed. Se elas só tivessem ido embora, nada disso teria acontecido. Mas fiquei com outra questão, e aquelas mulheres no porão? Também eram missionárias? Se sim, de onde vieram? Ninguém deu por falta delas? E no final, ficou por isso mesmo? 

Enfim. Nota pessoal 6/10

sexta-feira, 15 de maio de 2026

[Review] Be With You/Estar com você no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse k-filme que nem sabia que existia. Encontrei por acaso (shorts no YouTube) e amei. 






A HISTÓRIA 

Antes de morrer, Soo-Ah prometeu que voltava em um dia chuvoso, segundo uma historinha que seu filho Ji-Ho costumava ler. Então, depois de um ano, na época das chuvas de verão, Ji-Ho esperou ansiosamente pela mãe. Seu pai Woo-Jin, sobrecarregado com ter que cuidar da casa, do filho, trabalhar e além disso tudo, tem uma condição de saúde frágil que manteve em segredo da esposa e filho, não espera realmente encontrar a esposa no local onde seu filho tem certeza que ela irá aparecer. No primeiro dia de chuva, Ji-Ho corre até o local esperado, mas não tem ninguém. Decidido a ir embora, Woo-Jin pega o filho e está quase indo, quando contra todas as probabilidades, sua esposa realmente apareceu ali. Porém, apesar de ser ela mesma, ela não se lembra de quem são eles.

Mesmo assim, eles a levam para casa e Woo-Jin e Ji-Ho decidem manter segredo sobre ela. Para desconversar sobre sua repentina aparição, eles dizem que Soo-Ah estava doente e acabou de se recuperar e por isso perdeu a memória. Enquanto fica esses dias com eles, Woo-Jin conta como foi que se conheceram, como foi o primeiro encontro e apesar de não se lembrar, Soo-Ah se apaixona novamente por Woo-Jin, mas quando as chuvas acabam, eles sabem que chegou a hora de se separarem. 








Ano de lançamento 2018

Duração 2h 12m

Direção Lee Jang-Hoon

Elenco So Ji-Sub, Son Ye-Jin



Trailer 





Minhas divagações 

Faz tempo que não digo isso, mas vi uma cena no shorts do YouTube e fiquei chocada por ter um filme do So Ji-Sub que ainda não tinha visto. E melhor ainda que a protagonista que faz par com ele é Son Ye-Jin, maravilhosa. A cena que vi foi de quando Ji-Ho ia saindo para a escola e deu uma beijinho na mãe, por sua vez, Woo-Jin ficou todo sem graça e atrapalhado por não saber o que fazer. Fiquei curiosa sobre o motivo então pesquisando sobre o filme, vi que Soo-Ah voltava depois de um ano nos tempos de chuva no verão e por algum motivo perdeu suas memórias. 

Quando criança, Ji-Ho tinha esse livro de contos infantis, onde uma mamãe pinguim olhava do céu todos os dias para seu bebê e chorava. No primeiro dia de chuva na época do verão, ela pôde voltar para ver seu bebê. Mas precisava retornar antes que a última gota de chuva caísse, caso contrário, não poderia mais vê-lo lá de cima. Com isso, Ji-Ho esperou ansiosamente pela primeira chuva de verão e eis que, milagrosamente, sua mãe realmente voltou. Porém, sem memória deles.

Mesmo que fosse estranho, Ji-Ho estava feliz da vida por ter sua mãe novamente e Woo-Jin também, pois ao lhe contar sobre como se conheceram, os dois foram se aproximando mais e se apaixonando novamente. O lado da história de Woo-Jin, parecia que ele gostava mais dela e algumas vezes parecia que ela o afastava. Mas, teve um período que não fez muito sentido quando de repente Woo-Jin terminou com ela. Por conta de sua saúde ele achou que ela merecia alguém melhor e por isso a afastou. Um dia, mesmo sabendo de seus limites, ele correu para vê-la e vendo ela entrando em um carro com um cara, achou que ela estava melhor e feliz sem ele. Mas depois de um tempo, ela entra em contato com ele e os dois ficam juntos. 

Mas, Soo-Ah, encontra um galpão e ao entrar encontra seu diário. Depois de ler, deixa uma mensagem para Woo-Jin no final e quando ele o encontra, podemos ver o encontro dos dois pela perspectiva dela. E diga-se de passagem, foi incrivelmente lindo. Pelas atitudes dela, parecia que não tinha interesse nele, mas depois vemos os motivos de suas reações e foi bem fofinho. E explica o por que apesar dela ter voltado, ela ter perdido a memória. 

Eu achei que seria triste demais, mas foi fofinho na verdade. Como a historinha fala que a mamãe pinguim teve que voltar, a gente já sabe então que a despedida seria inevitável. Mas, o que foi surpreendente, foi como ela voltou. Não quero dar muitos spoilers, porque esse merece ser visto com surpresa. Não sei porque, mas inicialmente achei que Ji-Ho fosse uma daquelas crianças birrentas que a gentre odeia. Mas, ele foi surpreendentemente bonzinho até. Principalmente porque ouviu dos parentes de sua mãe, dizendo que ela morreu jovem por causa do filho que ela teve. Que criança não cresce se sentindo culpada?

E aquele amigo do Woo-Jin? Sempre temos um melhor amigo desses nos doramas. Achei fofo que ele manteve a promessa que fez a  Soo-Ah, embora quando a viu pela primeira vez quase morreu de susto. Embora eu tenha pensado inicialmente que o foco seria na história entre mãe e filho, o tema principal era sobre o amor claro, entre Woo-Jin e Soo-Ah. Que mesmo depois de sua morte, ele amou somente ela. 

Agora Ji-Ho crescendo e sendo interpretado por Park Seo-Joon foi hilário. Por que? Por mais que ame esse ator, capaz que ele tem cara de ser filho do So Ji-Sub,  ainda mais em 2018, mas ok. Colirio para os olhos nunca é demais. 

No mais, amei a história e amei ver So Ji-Sub novamente. Valeu muito a pena pelo contexto. Reviver o amor do casal, vendo pelas perspectivas de ambos e ver Soo-Ah ensinando seu filho a fazer pequenas tarefas domésticas para ajudar seu pai, pois ela nessa hora sabia de sua condição. E principalmente, que Soo-Ah poderia escolher entre viver uma outra história ou escolher Woo-Jin mas morrer no final. O que será que ela escolheu? 


Nota pessoal 10/10

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