CONTANDO A HISTÓRIA
Olá Divosos amigos. Hoje trago esse julgamento onde a juíza é uma IA e o acusado um policial. Tudo indicava sua culpa, mas...
Chris, é um policial que desperta em seu julgamento, Mercy, onde a juíza é uma IA. Chris está sendo julgado por ser o principal suspeito do assassinato de sua esposa. Esse julgamento é um novo sistema implementado que Chris defendia com unhas e dentes e acreditava não ter falhas, até ele ser o suspeito sentado na cadeira.
Chris, desorientado, não tem lembranças do que aconteceu e não acredita que realmente seja culpado de matar a esposa. Por direito, ele tem 90 minutos para encontrar provas de que é inocente. Mesmo a juíza sendo cética quanto a sua inocência, ela acompanha Chris na cena do crime, ligando para amigos e investigando ligações, câmeras, tudo com acesso liberado a fim de Chris descobrir o que realmente aconteceu e provar sua inocência.
Minhas divagações
Demorei para engajar no filme. Já no início tive dificuldade de prosseguir, primeiro que não gosto de nada relacionado a IA, depois que o mistério da morte da esposa parecia muito forçado culpar o próprio marido. As provas mostradas no início, soavam muito falsas. Os dados da vida coletada do policial em questão, parecia mais uma invasão de privacidade para mostrar o quão culpado Chris era. Até onde tinha visto, as provas pareciam claramente forjadas. Parei para ver outras coisas e depois tentei retornar. Por mais que muitos tenham dito que gostaram do filme, que prendeu desde o início, o que mais senti foi desgosto e a urgência de terminar logo.
Minha primeira pausa foi quando Chris acorda e descobre que está preso e sendo julgado pelo mesmo sistema que defendeu para prender criminosos, que é a nova sensação IA. Quando a juíza de IA mostra os últimos momentos da esposa de Chris, quando policiais lhe perguntam quem havia feito aquilo e ela só consegue dizer Chris? Claramente uma IA concluíria que ela apontava o marido como o assassino. Na minha concepção? Naquela cena, sem saber o que havia acontecido antes, ela falar o nome do marido poderia significar várias coisas. Sherlock jamais julgaria o marido culpado instantaneamente com base nessa cena. Por isso achei essa IA totalmente falha e farejei armação nesse caso.
Voltei mas parei quando Chris liga para um amigo e este acredita que Chris é realmente o culpado? Não aguentei e fui ver outra coisa. Voltei mas parei quando Chris consegue falar com a filha. Nessas situações, é extremamente desesperador e decepcionante ver como os filhos enganam os pais como ela supostamente fez, segundo a juíza, ao mostrar outras contas nas redes sociais da filha de Chris e convenhamos, com comportamento destrutivo e lascivo. Aquela garotinha se tornou isso? Sério?
E segundo a juíza, o comportamento de Chris degringolou com a morte de seu amigo e parceiro. Então, decidi finalmente terminar o filme logo e confesso que, conforme Chris foi investigando, foi ficando de fato interessante. As provas realmente faziam parecer que Chris era culpado, mas como eu disse, parecia forçado demais. Com acesso a dados importantes como o histórico de ligações da esposa, câmeras de segurança, vídeos da família, apesar de Chris ter descoberto a traição da esposa, também descobriu algo muito mais sério.
O culpado do assassinato e seu motivo, foi meio inesperado. Eu estava indo para o caminho que a IA coletou informações erradas ou alguém manipulou os dados a fim de culpar Chris e tirar ele do caminho. Meio acerto, mas o motivo real foi até mais simples do que o esperado. E, você acaba descobrindo outros erros ou traição da própria equipe de Chris. Apesar de eu odiar IA, como sempre, o ser humano é sempre o câncer do planeta. Nada disso teria acontecido se não fosse por uma pessoa em específico. E claro, a juíza, como toda IA, ia acabar fazendo o que fez. O que sempre acho sinistro. Como bom policial, Chris conseguiu resolver seu caso, não vou nem dizer que se o caso fosse outro, talvez não teria dado certo.
A dinâmica do filme ser tipo screenlife lembrando outros filmes como Buscando ou Desaparecida, é ao mesmo tempo interessante e sem graça. Pois no fim, ficamos presos as telas. Embora pelo menos em Justiça artificial, temos um pouco mais de ação, pois Chris é um policial e temos perseguição no final.
Apesar de tudo indicar que Chris era o culpado, o fato dele ser agressivo e alcólatra, não ajudava muito em sua defesa. Por isso achei que era tudo forçado demais. Qual seria o motivo para ele matar a esposa daquela forma? Mas confesso que qualquer advogado realmente veria o caso como se Chris fosse culpado. Juntando tudo que a IA reuniu, incluindo conversar particulares do celular da esposa de Chris, fazia parecer que ele realmente era um marido agressivo e restava saber qual teria sido o estopim para ele explodir daquela forma. Embora mais uma vez, tudo fosse mais simples do que poderíamos imaginar.
No mais, foi um início difícil mas a conclusão foi até interessante.
Nota pessoal 7/10
Ano de lançamento 2026
Duração 1h 40m
Direção Timur Bekmambetov
Elenco Chris Pratt, Rebecca Ferguson

















































