sexta-feira, 12 de junho de 2026

Divagando e desvendando O massacre da família Hope no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje vamos desvendar um mistério envolvendo o assassinato de uma família, onde apenas uma adolescente de 17 anos é a única sobrevivente e também a única suspeita. 





A HISTÓRIA 

1929

Lenora, 17 anos, única sobrevivente de um massacre na familia. Seu pai foi morto com uma facada no pescoço, sua mãe com facadas nas costas e sua irmã enforcada. Foi um crime tão chocante que o caso virou lenda na cidade com direito a cantigas de roda. Sem provas contra Lenora, o caso foi fechado e ela passou seus anos na mansão da família trancada no quarto, por problemas de saúde. Já de idade, vivendo com a governanta Sra. Baker, o cozinheiro Archie, a faxineira Jessie e o caseiro Carter, ela decide contar sua verdadeira história para sua cuidadora Mary. Mas, de repente Mary desaparece. 


1982

Kit, trabalha como cuidadora há 12 anos, mas, faz 6 meses que foi suspensa pois sua última paciente morreu por negligência dela. Só não foi acusada por falta de provas. Seu relacionamento com o pai desabou e precisando de dinheiro, teve que aceitar trabalhar na mansão dos Hope como cuidadora de Lenora. Embora a julgasse pela sua história do passado, ela também foi acusada de algo que jura que não fez. Talvez Lenora merecesse o benefício da dúvida. 

Kit começa seu trabalho cuidando de Lenora e descobre que ela pode escrever na máquina de escrever presente de Mary e quem ensinou Lenora a usá-la. Ela diz a Kit que quer lhe contar tudo. Porém, coisas estranhas passam a acontecer, barulhos de passos pelo quarto de Lenora, vultos, folhas datilografadas que somem e para piorar tudo, Kit encontra o corpo de Mary. 

Com o passar dos dias e de várias descobertas, mesmo correndo perigo, Kit continua tentando desvendar o mistério de Lenora e principalmente, quem matou Mary? Não entra em sua cabeça, pela descrição de todos, que ela tenha tirado a própria vida. Mas, o mistério da família Hope, vai além de qualquer imaginação. 



Minhas divagações 

Essa foi uma daquelas leituras em que eu fiquei obcecada pela história. Foi um mistério que me tirou o sono e foi plot atrás de plot. O principal mistério era quem de fato matou a família? Lenora? E por que depois de todos esses anos, ela revelaria a verdade? Infelizmente é uma análise repleta de SPOILER 

Fiz até uma listinha de coisas que achei importante durante a leitura:

[  ] Dois empregados da época em que Lenora ainda era adolescente continuam na casa, o cozinheiro e a governanta.
[  ] A governanta, Sra. Baker, estava com a família desde seus 19 anos. No dia do incidente, todos alegam que não havia empregados na casa.
[  ] O cozinheiro, Archie, tinha amizade com Lenora, mas depois dos assassinatos, se distanciaram.
[  ] Lenora foi considerada inocente por falta de provas, mas todos acabaram acreditando ser a culpada.
[  ] Sua família era problemática. Seu pai mulherengo, sua mãe viciada em remédios e sua irmã era insuportável.
[  ] Havia um pintor, Peter, que pode ser considerado suspeito. O que houve com ele depois? Onde está agora?
[  ] Mary, a última cuidadora de Lenora, simplesmente sumiu. Deixou todos seus pertences no quarto. Ela sumiu mesmo ou sumiram com ela?
[  ] Ricardo, antigo caseiro que no dia da folga dos empregados, ele permaneceu na casa no dia dos assassinatos. Depois desapareceu. Ou desapareceram com ele?
[  ] Kit sentia que estava sendo observada. Será que havia alguém escondido pela casa? Ela acha que é mesmo o fantasma de  Virgínia?
[  ] Mary é encontrada morta. Isso explica seus pertences deixados para trás. Mas a pergunta é: ela caiu, foi empurrada ou se jogou?
[  ] Carter tem um motivo pessoal para estar trabalhando ali. Ele não é um suspeito se sua história for real.
[  ] Ricardo e Lenora tiveram um caso. E aparentemente um bebê.
[  ] Archie sabia do bebê mas mente para Kit que não sabe de nada e que ela nunca falou sobre Ricardo. Mas nas memórias de Lenora, ele garante à ela que se qualquer pessoa a machucar, ele é capaz de matar por ela.
[  ] Lenora pode estar mentindo sobre sua condição física. O barulho de passos que Kit ouviu ou o vulto no quarto de Lenora pode ter sido ela, em vez de um fantasma, como Kit acredita.
[  ] Faz sentido agora por que Virgínia e o pai desprezavam Lenora. Ela não é filha dele. Ela teria motivos para matá-los, mas e a mãe?
[  ] Quando Lenora descobriu que não era filha do seu pai, foi consultar sua mãe que confirmou. O pai havia dado dinheiro ao homem que sua mãe amava e a abandonou, sendo assim forçada a se casar com o pai. Quando admitiu a história a Lenora, a mãe havia tomado todo o laudano e ficado inconsciente.
[  ] Lenora grávida não consegue mais esconder a barriga e acaba pedindo a ajuda a uma das amantes de seu pai, que vem a ser uma empregada, que chocantemente vem a ser a Sra  Baker.
[  ] Archie confessa a Kit que sabia do bebê e que a visita todas as noites em segredo. O que explicaria os barulhos e vultos que Kit viu.
[  ] Berniece, a esposa de Ricardo descobre a gravidez de Lenora e a chantageia pedindo dinheiro.
[  ] Kit descobre que a Sra. Baker tem pago uma quantia para uma casa de repouso e Carter diz que pode ser Berniece.
[  ] Kit procura Berniece e ela conta que no dia do assassinato ela viu Lenora ensanguentada segurando uma faca. Ricardo desapareceu e um carro da família também. Supõe-se que ele fugiu e nunca mais foi visto.
[  ] Virgínia ainda foi encontrada com vida e viveu mais 6 meses antes de morrer. Segundo o policial Vick. Morreu mesmo?
[  ] Kit foi averiguar as urnas onde guardaram as cinzas da familia, a de Virgínia estava vazia. Será que Virgínia ficou escondida esse tempo todo ou ela é a Sra. Baker
[  ] Através dos quadros pintados na casa, Kit descobre a verdade sobre a Sra. Baker
[  ] Kit resolve voltar para casa depois de descobrir sobre a história real dos assassinatos, mas, quando chega em casa, encontra coisas que a fazem voltar para a mansão e salvar Lenora.
[  ] No passado, Virgínia era quem estava grávida. Lenora descobre e a deixa trancada no quarto. Virgínia acaba dando a luz. O pai descobre e manda a Srta. Baker embora com a criança. Virgínia fica com ódio do pai e tenta matá-lo. A mãe aparece e faz o serviço. Mas no processo se fere. Rick acaba a matando. Virgínia tenta se matar. Rick desaparece. Lenora bola um plano. Virgínia se torna Lenora, suspeita dos assassinatos mas vive reclusa na casa depois de sofrer varios derrames. Lenora se torna a Sra. Baker e Archie foi fiel as duas durante todos esses anos. 

Essas foram minhas suspeitas. O final foi a conclusão do mistério. Porém, senti algumas falhas ou coisas que me deixaram confusas. Primeiro: alguém que nunca matou simplesmente mataria como Rick fez, só porque a mãe de Lenora o incitou ao ódio? Segundo: o que te motivaria a ficar décadas fingindo ser inválida? Terceiro: o Rick amante de Virgínia era o mesmo marido de Berniece e o mesmo amante de Archie? Quarto: se Carter não era nada de Lenora e não teve nenhuma contribuição para o desfecho final, nem sequer rolou um romance entre ele e Kit, seu personagem tinha necessidade de existir? Quinto: o pai de Kit no final tinha tendências assassinas, já que matou a mãe de Lenora, ajudou a mãe de Kit morrer, matou a Mary e tentou matar a Virgínia. Mas, por que tentar matar a Virgínia depois de tantos anos? Sexto: faz sentido agora a troca de identidades e o sofrimento que uma irmã infringiu a outra? 

Mas enfim, conforme você vai descobrindo os fatos, vai montando o quebra cabeca achando que descobriu tudo, mas aí vem outra revelação. No final, tirando o Carter, TODOS tinham algum envolvimento com Lenora. Eu acho que o Carter poderia ter sido melhor trabalhado sem estar procurando saber se Lenora era sua avó. Mesmo se fosse para incitar a Mary a procurar o pai de Kit para fazer teste de DNA, a Mary poderia ter apenas o procurado para confirmar se era o antigo caseiro da época. Agora, se Carter tivesse se apaixonado por Kit ou a salvado do pai na mansão, teria sido mais útil. Dois personagens que não tem muito destaque mas que é bom prestar atenção, é o pai de Kit e Jesse. 

No mais, amei a leitura apesar de algumas coisas. Recomendo. 



Ano de publicação 2024

Páginas 400

Autor/a Riley Sager


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Nota pessoal 9/10

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Divagando e analisando Mortal Kombat Legends: A vingança de Scorpion no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos mortais. Cá estou eu com mais um Mortal Kombat, mas dessa vez em animação e digo mais, com certeza mais sangrento e violento que qualquer filme. 






A HISTÓRIA 

No Japão, Hanzo Hasashi enfrenta Sub-Zero quando descobre que seu clã dos Lin Kuei exterminou o clã Shirai Ryu, incluindo sua esposa. Sub-Zero sequestra Satoshi, filho de Hanzo e o força a se ajoelhar perante seu clã, porém, ele mata Satoshi e finalizando Hanzo em seguida. Este, acorda no Submundo e faz um acordo com Quan Chi, se tornando seu lutador no Mortal Kombat e podendo enfrentar Sub-Zero para sua vingança. Agora ele atende pelo nome Scorpion. 

Raiden e Liu Kang se preparam para o torneio Mortal Kombat, organizado por Shang Tsung. Sonya Blade participa do torneio em busca de Kano, ela é agente das Forças especiais e persegue o líder de uma organização criminosa. Já Johnny Cage, entra no navio acreditando estar participando de algum filme que seu agente o colocou de última hora. Com esses três lutadores, Raiden chega ao torneio. 

Antes do torneio começar, Shang Tsung oferece uma demonstração de luta entre seu campeão Goro e o parceiro de Sonya, Jax, capturado por Kano. Após ter seus braços arrancado por Goro, Raiden intervém e para a luta, pois o torneio ainda não começou. Enquanto isso, Scorpion tenta roubar o amuleto de Shinnok, trato que havia feito com Quan Chi, para poder se juntar a sua familia. Mas, Raiden o convence a não cumprir o trato. 

O torneio começa com Cage enfrentando Baraka, Sonya, Reptile e Liu Kang, Kitana. Para evitar  que o trio vencesse, Kano foi contratado para eliminar os lutadores da Terra. Sub-Zero aparece para deter Kano que envergonha o torneio, mas Scorpion aparece para lutar contra ele. Johnny e Sonya perseguem Kano para resgatar Jax e Liu Kang segue para o templo para enfrentar Goro. Porém, Scorpion aparece e finaliza Goro, Shang Tsung então declara a luta entre Scorpion e Liu Kang. Mas Scorpion toma uma decisão que muda o rumo do torneio. 









Minhas divagações 

Qualquer adaptação do jogo é fenomenal, mas com certeza na animação, se pode trabalhar mais facilmente com a parte sanguinolenta da história. Porque meu amigo, se eu havia ficado impressionada com terem arrancado os braços de Jax no reboot do filme de 2021, imagina as cenas fortíssimas de membros serem arrancados, crânios perfurados, cabeças decepadas dessa animação. Até eu me acostumar já estava quase no fim do filme. 

Será que o filme foi inspirado nessa animação? Pelo menos a parte da história de Hanzo e em como se tornou Scorpion. Porém, temos que admitir que no reboot não precisava da existência de Cole Young. Pelo que vi, esse personagem sequer existe nos jogos. Eu não sei, porque só conheço o primeiro jogo, então para mim ia ser novidade de qualquer jeito. 

Poderiam ter trabalhado apenas com Liu Kang, Sonya e Jax. Uma vez que Johnny Cage estava fadado a só aparecer na sequência. Mas me esqueci que estou falando da animação. Confesso que é bem mais simples apenas jogar o jogo. Nunca consigo entender o que outras dimensões ou planetas, veem de tão atraente na Terra, que todos almejam conquistá-la. Mas enfim. 

Minha pergunta até aqui é o que todos veem no Johnny Cage que o torna tão especial? No primeiro de 1995, achei ele insuportável. Nesse mais recente ainda não vi, mas se a essência de Johnny é ser bobão metido a gostosão, só porque é ator, fracassado, tenho certeza que a primeira vista vou odiá-lo. Na animação achei ele chatíssimo achando que tudo era parte de um filme. Mas não nego que não deixa de ser engraçado. Sonya acertando suas partes baixas hilário demais. 

A animação é bem curtinha, e claro, tendo mais liberdade para caracterização, os personagens ficaram mais parecidos com o do jogo e a violência é o que não falta nesse filme. Afinal, foi digna de Mortal Kombat. E como animação não tenho nada a reclamar. Quanto ao roteiro, o foco seria em Scorpion, já que o título sugere que a história seria sua. Temos uma pequena introdução de Sonya e Cage. Mas quem domina as lutas é Scorpion, uma vez que as batalhas de Sonya e Cage aconteceram rápidas. Não entendi muito bem, as eliminatórias. Se, Liu Kang, Sonya e Cage vencessem seus oponentes e chegassem juntos ao templo, os três enfrentariam Goro? Se a intenção era os três vencerem o torneio, como que Sonya e Cage foram salvar Jax e deixaram tudo para Liu Kang? 

Óbvio que com a derrota de Shang Tsung, Shao Kahn decidiria se vingar. E com certeza será o que acontecerá no próximo. E teremos mais lutadores novos. Veremos se os outros será tão bom quanto este. 



Ano de lançamento 2020

Duração 1h 20m

Direção Ethan Spaulding


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Divagando e analisando Mortal Kombat: A aniquilação no Divagando Sempre

 

Olá Divosos mortais. Hoje continuando com mais de Mortal Kombat sim senhor. Sem seguir ordens, agora voltei no tempo e estou vendo a continuação dos anos 90.






 



A HISTÓRIA 

Após a vitória do Mortal Kombat, a  Terra estaria livre por mais uma geração, porém, quebrando todas as regras, Shao Kahn abre portais entre a Outworld e a Terra para uma invasão. Kahn  avisa Raiden que a Terra será absorvida pela Outworld em seis dias. Johnny Cage foi a primeira perda da batalha, sem chances de se defender. Com o grupo separado, eles tentar se reunir para juntos impedir Kahn.

Sonya vai com Raiden em busca de Jax. Kitana e Liu  Kang buscam por Nightwolf mas são atacados por um cyborg Smoke. Sub-Zero aparece e salva os dois. Scorpion então luta com Sub-Zero e em um momento de distração leva Kitana. Liu Kang encontra Nightwolf e terá que passar por três testes onde deverá adquirir seu lado animal. Ali ele conhece Jade, que o leva para o esconderijo onde Kitana está. 

Raiden se encontra com os anciãos para informar sobre a traição de Khan e tentar impedir que ele vença. Todos se reúnem em uma armadilha e Raiden troca sua imortalidade para participar do torneio e derrotar Khan.








Minhas divagações 

Uau, ok. Por essa não esperava logo de início. Fiquei chocada, mas, as atitudes de Sonya tiraram meu foco. Gente, sinceramente a Sonya Blade dos anos 90 era muito chata. Nessa versão dos anos 90, Sub-Zero quem ajuda os lutadores do bem. E convenhamos, por mais que eu tenha gostado do primeiro, foi mais pela nostalgia e pela música tema. Mas, depois que você vê o de 2021, não consegue mais ver os antigos com bons olhos. 

A começar pelas lutas. Os antigos, as lutas são mais coreografadas, típico dos anos 90. Já o atual é bem mais violento. E, acredito que apesar de ser baseado em um jogo de luta, nesse Aniquilação, quiseram colocar um romance ali entre Liu Kang e Kitana. E, desde quando Sonya teria sentimentos pelo safado do Johnny Cage? E piora. Luta na lama entre Sonya e Mileena? Pura apelação. E, depois ela fica toda suja e de repente está limpa? Mesmo se tivesse encontrado água para se lavar, no mínimo suas roupas ficaram manchadas, ainda mais sua camiseta branca. Ela aparece como se tivesse acabado de pegar as roupas limpas e passadas na lavanderia. 

E o teste de Liu Kang com Jade? Sem comentários. E por serem lutadores experientes do primeiro, muita burrice confiarem na Jade. E tem mais, Jax aparece com seus braços de ferro, mas, no meio de uma luta, ele perde a proteção mostrando que por baixo ainda tinha os braços verdadeiros. E, Liu Kang virando um animal para lutar contra Shao Kahn? Isso existe em algum jogo? Por que eu só conheço o primeiro, então posso estar criticando algo que realmente existe. 

Tá, mas deve ter algo bom? Para mim não. Eu gostei do primeiro apesar de algumas coisas, mas, pelo menos o roteiro foi melhor. Aqui, apenas Liu Kang e Kitana foram interpretados pelos mesmos atores do primeiro. De resto, todos mudaram. E, fiquei tão desnorteada com tantas mudanças, que confundi o vilão do primeiro com o segundo. Ou seja, pensei, como que Shao Kahn voltou e ainda mudaram o ator? Mas o primeiro era Shang Tsung. 

Já que toquei no assunto, que vilão foi esse? Sem sentido nenhum. E sua história com Raiden? Sério? Irmãos? E Raiden perdendo a imortalidade e aparecendo como humano com uma aparência nada a ver? Eu tinha achado Sonya meio chatinha no primeiro, mas nesse Aniquilação, a outra atriz que a interpretou, conseguiu dar a ela um ar ainda mais insuportável. Os efeitos visuais, nem vamos comentar né. Tudo errado nesse filme. 

Tá, o roteiro tinha algo de promissor. Era óbvio que pelo final do primeiro, teríamos uma sequência. Shao Kahn quebra as regras e tenta unificar a Terra com Outworld. Abre portais onde monstros caem na Terra e os lutadores precisam encontrar um meio de fechá-lo. Depois de acreditarem que a mãe de Kitana tinha a ver com os portais, partem para a luta. Mas é óbvio que não tinha nada a ver. Por que trouxeram ela de volta? Quem sabe. Por que Kitana era importante a ponto de sequestrá-la? Nem imagino. No final, era só Liu Kang derrotar Shao Kahn em uma luta Mortal e vencer. Para que rodearam tanto, colocaram tantos personagens diferentes que só apareceram por uns minutos ou trouxeram outros que depois desapareceram? Exemplo, Sub-Zero e Scorpion. Do nada voltam, lutam e somem. 

Ou seja, por que existe esse filme? Não faço ideia. Vale a pena a ver? Eu não perderia meu tempo vendo uma segunda vez. A primeira já foi desgosto suficiente. 



Ano de lançamento 1997

Duração 1h 35m

Direção John R. Leonetti

Elenco Robin Shou, Sandra Hess, Talisa Soto, James Remar, Brian Thompson, Musetta Vander


Nota pessoal 3/10

terça-feira, 9 de junho de 2026

Divagando e resenhando Paraíso Perdido (Filhos do Éden vol. 3) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago o encerramento da trilogia Filhos do Éden. Vamos finalmente saber se Kaira e Denyel se encontraram e se a missão tem seu fim. 






A HISTÓRIA 

No livro anterior, Kaira, Urakin e Ismael procuram por Denyel, que foi parar em Asgard. Lá o tempo é diferente então já se passaram 200 anos para Denyel. Kaira perde Ismael no caminho para Asgard e Denyel conta que foi sincero a rainha Sif, pois os celestes e os asgardianos guardam rancor entre si, desde as guerras etéreas milênios atrás. Denyel provou seu valor como guerreiro e conquistou a confiança da rainha e da capitã das Valquírias. Contou também a situação do povo, que após as mortes de vários deuses do sexo masculino, restou apenas Sif e as Valquírias para tomarem conta do lugar. Kaira e Urakin também provaram seu valor mas descobrem que não podem sair de Asgard, pois Heimdall, quem controla Bifrost, a ponte do arco-íris, é prisioneiro de Thrymir, quem domina o local agora. Em menor número e força, Sif não pode enfrentá-los. Kaira desesperada em prosseguir com sua missão, tenta um acordo com Sif. Se, conseguirem libertar Heimdall e lhes dar o controle da ponte novamente, eles podem voltar a sua missão. Em todos os desafios, Denyel não pretendia se envolver, mas acabou ajudando Kaira até o final, em respeito ao amor que ela sentia por ele. 

Enquanto isso, Ismael que havia sido separado do grupo no Rio Oceanus, é resgatado por ninguém menos que Metatron, este o convence a se juntar a sua causa. Mais para frente, quando se reencontram, o grupo fica decepcionado com a traição de Ismael, que agora atende pelo nome de Cérberus. 

No tempo passado, temos Ablon lutando contra Metatron e embora se pensasse nos seus objetivos para toda essa empreitada, Metatron diz que sua intenção nunca foi matar Ablon. Por fim Metatron se rende. Já no tempo presente, Kaira enfrenta Metatron e consegue finalmente derrotá-lo. Mas, embora tudo esteja tranquilo no momento, Miguel e Gabriel se encontram e falam sobre eventos que acontecerão em A batalha do Apocalipse. 



Ano de publicação 2015

Páginas 560

Autor/a Eduardo Sphor



Minhas divagações 

Talvez minha introdução da história tenha sido um pouco confusa e talvez falte informações. Porém, foi assim que me senti durante a leitura. Pelo menos em algumas partes. Esse negócio de misturar tempo presente e passado me confundia muito. Sempre achei que o grupo da Kaira e Ablon se encontrariam no confronto contra Metatron. Mas o mais decepcionante, foi quando finalmente Kaira encontra Denyel. Foi um reencontro tão ridículo e Denyel todas as vezes que ela pedia para ele ir junto em alguma missão secundária, ele recusava mas acabava indo. 

E, seu final embora heróico, foi ainda mais decepcionante embora faça sentido para ele, já que viveu por anos sempre lutando. E como sempre, mesmo sendo um soldado, cada traição que ele teve. Alguns seriam bem óbvios. E falando em traição, fiquei perdida na revelação sobre Ismael. Quando ele morreu e foi substituído? Mas enfim. O ruim de tantos personagens e misturas de tempo, me confundem desse jeito. Depois já nem sei mais quem é quem. 

Kaira foi uma personagem que mesmo sendo forte, essencial para a missão, muitas vezes a achei insuportável. Mas, confesso que fiquei decepcionada muitas vezes pelas atitudes de Denyel. Achei a história dele incrível e não merecia ser traído pela Sophia daquela maneira. Ela sim, teve seu fim merecido. Durante as guerras, até senti empatia por ele, mas, essa mania dele correr atrás de mulher e ser enganado por elas? Muito coisa de macho humano. 

Assim, a narrativa de Sphor é maravilhosa. Mas, apesar da aula de história, as vezes me confundia demais e por isso, não criei laços com nenhum personagem. Por mais que tenha amado a história de Denyel, nesse último volume ele foi meio chatinho. Tudo bem que dá para entender que o tempo que passou em Asgard, pode tê-lo mudado. Mas, sua recusa em continuar com a missão depois de tudo que Kaira enfrentou para encontrá-lo, achei muita falta de consideração. Aí já perdeu pontinhos comigo. 

A causa de Metatron, confesso que não entendi bulhufas. Muito menos as intenções de Miguel e Gabriel. Cada um deu a seu subordinado uma missão e o inimigo era Metatron. Lúcifer aparece, outros deuses e afins, e foi muito confuso. Embora, a parte que ficaram em Asgard tenha sido interessante. Alguns dizem que esse foi o melhor volume, mas para mim, foi o segundo. Amei a jornada de Denyel. E pelo que entendi, o fim do livro te leva para A batalha do Apocalipse? Meu primeiro livro do Sphor, foi A batalha, e com esse final fico como? Se bem que, não lembro nada da saga de Ablon. 

No mais, a escrita de Sphor é boa, sua criatividade é fenomenal. O modo como descreve os cenários dá para ver que ele estudou sobre as mitologias, ele se empenhou bastante nessa saga e por isso, recomendo a leitura. 


Nota pessoal 9/10

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Divagando e relembrando Mortal Kombat de 2021 no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos gamers lutadores. Hoje trago a franquia mais atual de Mortal Kombat, antes de poder o ver o 2, decidi relembrar o primeiro. 








A HISTÓRIA 

Shang Tsung, envia o assassino Bi-Han à Terra, para eliminar o clã de Hanzo Hasashi no ano de 1617 no Japão. Com a derrota de Hanzo, séculos depois, o clã de Shang Tsung, líder invicto do torneio Mortal Kombat, está a um passo de dominar a Terra. 

Porém, ninguém sabia que a linhagem de Hanzo havia sobrevivido através de sua filha recém nascida que foi salva por Raiden. Assim, Cole Young, um lutador de MMA, passa a ser perseguido até descobrir que sua marca de nascença, tem um significado importante relacionado a seus ancestrais e com o Mortal Kombat. Ele conhece Jax, que fica para trás enfrentando Bi-Han, que agora é conhecido como Sub-Zero. Cole deixa sua família em segurança e vai atrás de Sonya Blade. 

Sonya mantinha um prisioneiro chamado Kano, que infelizmente tem a mesma marca que Cole. Após fugirem dos ataques de Sub-Zero, eles conhecem Raiden, Kung Lao e Liu Kang. Cole então descobre sua história do passado, o significado de sua marca e tenta aprender como lutar e controlar seus poderes. Mas ele só desperta quando sua família corre perigo. 

Sonya não possui a marca, mas depois de enfrentar um traidor na equipe, ela consegue a marca e participa do torneio. Sub-Zero acaba enfrentando um oponente do passado, agora conhecido como Scorpion. Após o término do torneio, a missão deles continua ao procurar por mais lutadores com a marca. O próximo nome da lista? Johnny Cage.











Minhas divagações 

Mortal Kombat sempre foi um jogo dificílimo para mim. Eu cresci jogando mais Street Fighter, porém, em se tratando de filmes, sempre preferi Mortal Kombat. Talvez porque a primeira adaptação de Street Fighter tenha sido meio decepcionante, mais para comédia na verdade. E mesmo que Mortal Kombat dos anos 90 não tenha sido grande coisa, pelo menos achei o roteiro melhor. 

Essa nova adaptação para mim foi mais interessante, pelo fato de Johnny Cage não ser o protagonista. De todos os personagens, acho ele o menos interessante. Assim como a Sonya. Na adaptação dos anos 90, ela era obcecada por prender Kano. Aqui, ela já o tinha prendido, embora fosse questão de tempo, para um salafrário como ele, trair o grupo. 

Não vi a sequência da primeira versão ainda, mas pretendo ver. Gostei da história de como trabalharam Sub-Zero e Scorpion e fizeram os dois realizarem a épica luta entre eles. A história de Hanzo e como se tornou Scorpion foi sensacional. Mas nessas franquias sempre tem um personagem detestável. Por mais que fosse óbvio as intenções de Kano, ele era insuportável antes, durante e depois de entrar no Mortal Kombat. Porém, temos que admitir que o roteiro aqui está bem melhor do que dos anos 90. Pelo menos eu achei. A única coisa que senti falta mesmo foi da música tema. Amo demais e dá um ar mais fatallity ao filme. Confessem, quem não ama a música tema?

Assim como o primeiro dos anos 90, o filme termina em aberto com possível sequência. Que é o que realmente aconteceu. Mas, aqui, já sabemos que o protagonista do próximo é o Johnny Cage. De novo, não entendendo por que esse lutador merece tal destaque? Mas, fazer o que né. As lutas pelo menos desse em comparação ao dos anos 90 estão bem mais sangrentas. Sub-Zero lutando com Jax, foi traumatizante. Digno de Mortal Kombat. 

A rivalidade entre Sonya e Kano ainda existe. No antigo tinha uma justificativa. Aqui, apesar que ela merecia ter a marca, o modo como os participantes do Mortal Kombat são escolhidos, é meio fraquinho. Cole já ter nascido com a marca é interessante. Tem uma história. Mas, você pegar a marca matando quem a tem, meio exagerado ou até mesmo desesperador. Foi assim que Kano conseguiu sua marca e foi assim que Sonya conseguiu a dela. Embora fosse uma vingança perfeita, fica claro que a marca não importa qual lado você está, desde que a tenha, faz parte do jogo. Assim foi com Kano que no final foi para o lado do mal. 

Tirando essa trajetória óbvia de Kano, o resto foi aceitável. A história de Cole foi meio fraca, visto que ele descende de um dos maiorais. A transformação de Hanzo em Scorpion, a melhor parte. Faltou ainda alguns lutadores e óbvio que alguns não conheço. Mas, no mais, a obra foi satisfatória, tanto em efeitos, roteiro e atuação. Pelo menos para mim foi bom.


Ano de lançamento 2021

Duração 1h 50m

Direção Simon McQuoid

Elenco Lewis Tan (Cole Young), Hiroyuki Sanada (Hanzo Hasashi/Scorpion), Jessica McNamee (Sonya Blade), John Lawson (Kano), Tadanobu Asano (Raiden), Mehcad Brooks (Jax), Ludi Lin (Liu Kang), Chin Han ( Shang Tsung), Joe Taslim (Bi-Han/Sub-Zero), Max Huang (Kung Lao), Sisi Stringer (Mileena)


Nota pessoal 9/10

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Divagando e criticando O Refúgio (é bom mesmo?) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos piratas. Hoje vamos criticar esse filme que tinha muito potencial, mas...







A HISTÓRIA 

Ercell aguarda o retorno de seu marido que foi para o mar. Passando o aniversário do filho do casal sem seu retorno, ela começa a ficar apreensiva. Se já não bastasse essa preocupação, Elizabeth, sua cunhada, planeja fugir com o namorado. Sem saber dos piratas invadindo a ilha, Elizabeth sai bem cedo para encontrar o namorado, porém, o encontra morto. Enquanto isso, Ercell sofre um ataque de dois homens atrás de ouro encontrado com seu marido. 

Ercell consegue lidar com os bandidos e com a ajuda do pastor deixa seu filho sob sua proteção enquanto vai atrás de Elizabeth. No meio da perseguição, Francisco Connor se revela exigindo o que Ercell lhe roubou anos atrás e expondo seu passado a Isaac e Elizabeth. Ercell consegue fugir com os dois e se escondem em uma mina abandonada preparada por anos, por ela, caso um dia, esse momento chegasse. 

Connor exige uma troca, o ouro pelo seu marido. Ercell se prepara para o resgate, mas falha. Agora, para sobreviverem, Isaac e Elizabeth dependem de quem Ercell foi no passado. Só ela poderá salvá-los.







Minhas divagações 

Confesso que não esperava muito e no final achei chatíssimo. Mesmo que tenhamos grandes atores e um enredo interessante, acabou caindo no conceito de mais do mesmo. 

O início parecia promissor. Os navios no mar, o ataque dos piratas, mas, voltando a terra com Ercell esperando o marido, com uma cunhada com fogo na bunda querendo fugir com o namorado, foi chatíssimo. Até ela encontrar o namorado morto. Aí sim, começou a ficar bom. Porém, no fim, tudo acaba ficando óbvio demais. 

Connor passou todo esse tempo procurando Ercell ou o ouro? Pelo que entendi dele, ele queria vingança pois além dela ter lhe roubado, ela ainda tentou matá-lo. Ok. Depois de sabermos disso, tudo termina óbvio demais. Até o tenente Lee quase causando um motim era esperado. Agora, se, o filho de Ercell fosse morto, seria terrivelmente dramático e toda aquela vida que Ercell deixou para trás, teria maior justificativa de voltar a ser aquela pessoa por vingança. Ela perde o marido e o filho e fica com a chatinha da cunhada? Até eu iria querer vingança. Mas não se preocupem, Isaac não morre. 

Apesar de já ter visto Priyanka em outros filmes de ação, não achei grande coisa. Carregar o filme nas costas? Admito que fez bem. Mas, nem ela nem Karl Urban foram personagens tão memoráveis assim. A estética de pirataria é sempre atraente, mas, apenas no início tivemos a história no mar. Depois disso o filme todo foi em terra.

Ercell foi tão terrível no passado, que existe uma enorme recompensa por sua cabeça. Li algumas críticas falando sobre o final ser aberto para possíveis sequências. Espero com sinceridade que isso não aconteça. Qual seria o contexto da próxima história? Connor foi derrotado. Quem seria o próximo vilão? O tempo teria passado? Isaac estaria mais velho? Ou, continuaria de onde parou? Embora tenha conseguido dar o sinal de socorro, ela sabia que era procurada. Como explicaria como conseguiu matar o líder dos piratas? E depois, tinha ouro no barquinho que o Isaac estava. Com isso, eles poderiam ir para outro lugar. Já que era o sonho de Elizabeth,  por isso queria fugir com o namorado. Admito que apenas com isso realmente temos material para um possível seguimento dessa história. 

Mas, embora seja empolgante quando a protagonista é uma mulher que luta sozinha a la John Wick, Connor foi um pirata meio apagado da história. O único momento que representou alguma autoridade poderosa, foi quando enfrentou o tenente Lee que estava decidido a juntar os homens e partir para o mar. Ali, Connor mostrou quem mandava eliminando o tenente. Nesses momentos, sempre me pergunto por que, em vez de ficar dando explicações, um deles já não atira logo no outro. Deve ser uma política de marinheiro. Se a maioria não concordava com Connor, era só atirar nele. Depois com um plano e um discurso sobre liberdade e ser rico, ele convence o bando a seguí-lo. Fácil demais. 

Achei bem mediano e embora Karl Urban esteja no auge, principalmente com a série The Boys, não achei ele grande coisa nesse filme. Não me lembro se tê-lo visto em outros filmes e como ainda não vi Rhe Boys, não entendo o hype sobre ele. Mas, o filme é bom para se distrair, porém, não com muita expectativa. Se tivesse cenas mais perturbadoras ou inesperadas, poderia ter sido melhor. Esperei um filme diferente mas quando vi que era de pirata, fiquei mais empolgada. Mas, quando tudo acontece na terra, não é lá grande coisa. 


Nota pessoal 6/10


 

Ano de lançamento 2026

Duração 1h 43m

Direção Frank E. Flowers 

Elenco Priyanka Chopra, Karl Urban, Ismael Cruz Córdova, Temuera Morrisson, Vedanten Naidoo, Safia Oakley-Green

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Divagando e refletindo sobre Moonlight: sob a luz do luar no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme inspirador sobre o crescimento e amadurecimento de um jovem, cercado por traumas e abusos em sua juventude.




 






A HISTÓRIA 

Em uma cidade de Miami, Juan, um narcotraficante, encontra Chiron, uma criança retraída conhecido pelo apelido de Little, se escondendo de umas crianças do bairro que o perseguia. Ele permite que a criança passe a noite em sua casa  junto de sua namorada Teresa e na manhã seguinte, o leva para sua mãe,  uma mulher emocionalmente abusiva. 

Chiron passa uns dias com Juan que o ensina a nadar e lhe dá conselhos sobre a vida. Certo dia, Juan encontra Paula, a mãe de Chiron e a repreende por ser viciada. Por sua vez, ela repreende Juan por ser traficante. Ao chegar em casa, desconta suas frustrações no filho e Chiron acaba desabafando com Juan e Teresa. Ele pergunta se sua mãe é viciada e se Juan vende drogas. 

Já na adolescência Chiron passa um momento de descoberta com Kevin, porém, um incidente na escola, o obriga a tomar uma decisão drástica. Sua mãe agora viciada em crack não é de muita ajuda, ele passa um tempo com Teresa, que agora vive sozinha e tenta evitar um dos garotos na escola que sempre que tem oportunidade, gosta de perturbar Chiron. Em uma dessas oportunidades, Kevin é obrigado a enfrentar Chiron em um tipo de ritual de trote e Chiron é violentamente agredido. No dia seguinte, ele ataca o responsável com uma cadeira e é levado pela polícia. 

Na fase adulta, Chiron agora atende pelo apelido de Black e vive agora em Atlanta. Sua vida mudou completamente depois da detenção e agora ele próprio é um traficante. Sua mãe agora está em uma casa de apoio a viciados e uma noite recebe uma ligação inesperada de Kevin, que não vê a mais de 10 anos. Chiron então decide fazer duas visitas enquanto reavalia sua vida. 









Ano de lançamento 2016

Duração 1h 51m

Direção Barry Jenkins

Elenco Mahershala Ali, Alex R. Hibbert (Chiron criança), Ashton Sanders (Chiron adolescente), Trevante Rhodes (Chiron adulto), Jaden Piner (Kevin criança), Jharrel Jerome (Kevin adolescente), André Holland (Kevin adulto), Naomi Harris, Janelle Manáe



Minhas divagações 

Descobri o filme por um shorts no YouTube de um cara falando sobre filmes que ele indicava no mês LGBTQI+. Eu não conhecia ainda esse filme e resolvi conferir. Mahershala é bem conhecido então não tinha como ser ruim. 

A história é dividida em três fases da vida de Chiron. Na infância, sua mãe ainda está começando com o vício e apesar dela parecer protetora quando Juan o leva para casa, a mesma manda o menino se virar algumas noites fora, para receber homens em sua casa. Depois que conheceu Juan, ele passa algumas noites com ele e Teresa. Porém, eu havia entendido que Juan seria uma figura importante na vida de Chiron, mas, após uma cena onde ele questiona Juan sobre alguns assuntos, corta para a fase adolescente do menino e Juan não aparece mais. Só sabemos o que aconteceu porque alguém comenta confirmando sua morte, mas não esclarece como ou quando. Se bem que, sendo traficante, possivelmente foi morto por isso. 

Na adolescência, Chiron continua fugindo de uns meninos da escola, mas após passar um momento íntimo com Kevin, na escola, este é obrigado a enfrentar Chiron, que resulta no mesmo terrivelmente espancado. Sabendo que não resolverá falar quem foram seus agressores, ele simplesmente decide atacar o garoto responsável com uma cadeira e acaba preso. Foi a última vez que viu Kevin. 

Na fase adulta, encontramos um Chiron totalmente diferente. Podemos até dizer que ficou igualzinho o Juan. Sua mãe agora está internada em uma clínica de reabilitação e ele recebe uma ligação de Kevin, a quem não via a muitos anos. Kevin trabalha em um restaurante e Chiron, depois de fazer uma visita de reconciliação com sua mãe, acaba indo ir visitar Kevin. 

Todas as três fases terminam de um modo em que você tira suas conclusões. Como a última vez que vemos Juan, Chiron sendo preso e, no final Chiron com Kevin. Diferente de qualquer outro filme gay que já vi, o foco aqui, é a descoberta e reflexão de Chiron. Sobre seu crescimento e desenvolvimento e em como a vida de sua mãe, acabaou refletindo o que ele faria no futuro. Mesmo sabendo o que houve com Juan e sua mãe, ele seguiu esse caminho. Talvez a solução fosse esse encontro com Kevin. Que mesmo estando em condicional, ainda levava uma vida mais correta que Chiron. 

Como mãe, sempre me questionou como uma mãe chega a essa situação de vício e abandono de seu próprio filho ou pior, de destruição de sua própria vida. Ah mas você nunca foi viciada, não entende como é. Muitos de fora com certeza já ouviram isso e realmente é um assunto delicado para cada pessoa. Vício, independente do que seja, aprisiona a pessoa de uma forma, que sem força de vontade ou intervenção, acabam em consequências irreversíveis. Senti muito ódio pela Paula, mas também senti pena dela no final, porque diferente de muitos viciados, ela entendia o perigo que era para si mesma e o abandono do filho quando ele mais precisou de uma mãe. Acho que o perdão, foi algo bom para ela continuar se cuidando e não desperdiçar mais sua vida. 

Sim, gostaria que Juan tivesse mais tempo com Chiron, que pelo menos na adolescência tivesse sido presente. De qualquer forma, o que iria influenciar seu futuro, foi ter conhecido gente ruim na detenção e entrado para o mundo das drogas. Sim, eu queria mais de Chiron e Teresa juntos. Falando sobre Juan, Teresa tentando lhe mostrar um caminho diferente para não acabar como o namorado. Juan e Teresa, dois personagens que eu queria mais. 

E claro, o relacionamento entre Chiron e Kevin. Da parte de Chiron, era óbvio suas dúvidas e seus sentimentos pelo amigo. Já Kevin, ou era bissexual ou não tinha coragem de admitir sua sexualidade. Não foi um romance descarado, mas a gente podia sentir a química ali. E mesmo Chiron sendo um traficante poderoso, ele não era visto com mulheres, sempre ficou na dele e desde pequeno, sempre foi de poucas palavras. 

Achei uma ótima produção, amei essa transição de fases da vida e as dificuldades de um jovem com uma família quebrada ter conhecimento de sua própria essência. Apesar do que se tornou no futuro, se tivesse uma continuação ou um final mais explícito, eu realmente gostaria de saber que Chiron e Kevin ficaram juntos, levando o restaurante juntos, com Chiron largando o tráfico e sua mãe habilitada os ajudando. E, claro, com Teresa os visitando ocasionalmente. Final feliz perfeito. Sem contar que poderia ter uma pequena mostra do que teria acontecido com o perseguidor de Chiron. Provavelmente preso por pedofilia e sendo abusado na cadeia. 

Mas enfim, o título do filme é mencionado na história, por Juan que conta sobre um conto para Chiron. Achei lindo. 

No mais, recomendo. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 2 de junho de 2026

Divagando e comparando o famoso conto sobre O segredo de Jekyll e Hyde no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje vamos falar sobre essa famosa história conhecida informalmente como o médico e o monstro. Porém, esse filme em questão, retrata uma história completamente diferente. 






Trailer 





A HISTÓRIA 

Gabriel Utterson recebe a visita inesperada, tarde da noite, de seu velho amigo médico, Dr. Jekyll. Este, lhe presenteia com um livro e depois pede um favor como advogado que Utterson é. Assinar e ser testemunha de seu testamento. Caso venha a falecer, tudo ficará para um misterioso Sr. Hyde. Meio desconfiado mas confiando no amigo, Utterson assina e guarda o testamento. Porém, na manhã seguinte, ele é acordado pelo inspetor Newcombe, que procura pelo Dr. Jekyll, acusado de assassinato. 

Incrédulo, Utterson não acredita nessa acusação e vai até a propriedade do Dr. acompanhado do inspetor, para tirar isso a limpo. Mas, ao chegarem no local, descobrem que Jekyll cometeu suicídio. Ainda assim, Utterson não acredita que o médico tenha se matado, revelando a possibilidade de ter sido assassinado. O inspetor ainda apresenta uma testemunha que viu Jekyll matando sua última vítima antes de cometer suicídio. Ainda assim, o advogado decide investigar por conta própria e inocentar seu amigo. Mas o que ele descobre em seguida, vai além de qualquer compreensão humana. 








Ano de lançamento 2021

Duração 1h 25m

Direção Steve Lawson

Elenco Michael McKell, Tom Hendryck, Helen Crevel, Mark Topping



Minhas divagações 

Li recentemente o livro e havia achado fenomenal. Uma mistura de terror e situações bizarras, mas nada supera o final desse filme. O início foi bem fiel ao livro, então confesso que estava bem empolgada para ver a transformação de Jekyll. Se você leu o livro ou conhece a história do médico e o monstro, então siga com a leitura. Se é novo nesse universo, então pare agora pois contém SPOILER.

Confesso que não lembro detalhes sobre a vida do advogado. Lembro que ele acreditava na inocência do amigo e tentou de tudo para provar isso. No livro, acompanhamos a transformação de Jekyll em Hyde, então, esperei ansiosa por esse momento, pois visto que essa adaptação é mais recente, julguei que com os efeitos especiais atualizados, teríamos uma transformação magnífica. Mas, eis que matam Jekyll antes e revelam um Hyde nada a ver com a versão original. Fiquei totalmente decepcionada. Para quem conhece a história, se sentirá traído por essa mudança. 

Entendemos que muitas vezes fazer uma adaptação literária pode parecer entendiante se for exatamente igual ao original, pois sabemos o que irá acontecer. Não nego que as vezes algumas mudanças são até bem vindas, mas, em detalhes tipo o aspecto físico do personagem, algum rumo diferente aqui e ali, mas uma mudança drástica como essa do final? Achei um desperdício de história. Pois, o que conhecemos de Jekyll e Hyde? O médico bondoso que faz um experimento em si mesmo e se transforma em um monstro assassino. Sua aparência também muda, por isso, no livro, ele era visto como o misterioso Hyde. 

Em O segredo de Jekyll e Hyde, eu deveria saber que o rumo da história seria outra. Se fosse outra história ou talvez para quem não conheça o original, tenha até sido interessante conhecermos o Hyde como um irmão gêmeo de Jekyll. Porém, nos dias atuais, convenhamos, quantas histórias desse tipo você já viu por aí? Acho que se tivesse mantido a transformação, teria sido muito mais aceitável. Por ser uma história antiga e famosa, temos várias adaptações, mas confesso que essa foi a primeira versão que vi. Infelizmente peguei justamente uma que não segue o tema original. Apesar de tudo, terminei com um misto de sentimentos contraditórios. 

O lado bom, foi terem tornado Hyde uma pessoa real, deixa os acontecimentos mais próximos da realidade. Mais crível um irmão que viveu escondido agora querer liberdade e passa a cometer crimes para se livrar do outro. O lado ruim, é que sendo adaptação do conto já famoso que conhecemos, queremos ver a terrível transformação do médico em monstro. Pelo menos eu esperei por isso o filme todo. A parte da esposa de Utterson foi bem divertida. Acho que de tudo, foi o que mais gostei nesse filme. Essa introdução foi bem vinda, uma vez que no livro o advogado não tem esposa. 

O que achava interessante no livro, era as transformações de Jekyll e seu elixir sempre pronto ao alcance de suas mãos. No entanto, seu lado Hyde parecia estar cada vez mais tomando conta de seu corpo. Também nos faz refletir se essa poção realmente mudou o Dr. ou se foi uma desculpa para ele ter soltado seu lado mau na sociedade, nos fazendo questionar se todos temos um lado bom e um lado mal. Por ser médico, por tratar muitos pacientes sem cobrar, por ajudar as pessoas, temos em mente que Jekyll seja um ser bondoso. Até quando sua bondade poderia prevalecer? Colocando um irmão gêmeo na história, se, Hyde não estava trancado nem acorrentado, supomos que concordou em fazer parte do experimento do pai? O pai então era o verdadeiro monstro da história? E por que justo agora, depois de tantos anos Hyde decidiu que queria ser livre? Só porque o pai morreu? Então era ele quem tinha total poder nos filhos? Eu ainda prefiro a versão original. 

O início, como disse, eatava bem fiel ao original, mas depois da morte de Jekyll, tudo desandou. Se quiser conferir como um filme independente, acho que vale um pouco perder seu tempo, mas esperando ser algo digno do original? Nem recomendo. 


Nota pessoal 3/10

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Divagando nostalgicamente Jovens Demais para morrer/Young Guns II no Divagando Sempre

 

Olá Divosos Pistoleiros. Hoje trago essa nostalgia do velho oeste que sempre quis rever. 






A HISTÓRIA 

Já bem de idade, um sujeito se encontra com o advogado William Morrison e diz ser William Bonney, mais conhecido como Billy The Kid. Obviamente o advogado não acredita no idoso, uma vez que o que se sabe sobre Billy The Kid é que este havia morrido muitos anos atrás. Billy então conta a sua história e de como sobreviveu.

Billy começa de quando após vingarem a morte de John Tunstall, os sobreviventes do grupo se separaram. Billy, Arkansas Rudabaugh e Pat Garrett são caçados pelo governador Lew Wallace por roubo de gado. O governador está determinado a resolver os problemas causados pela guerra e decidido a eliminar sujeitos como Billy e seu bando, o tornando o homem mais procurado do Novo México. Wallace consegue encontrar e capturar Scurlock e Chavez. Billy consegue salvar os antigos companheiros e por mais que Scurlock tenha constituído uma família e queira voltar para ela, seus crimes do passado o mantém preso a Billy e por isso, ele e Chavez acabam fugindo com Billy.

Garrett por sua vez, decide abandonar o grupo para realizar seu sonho de abrir um bar. O grupo segue adiante mas sem muitos lugares confiáveis para se esconderem, uma vez que o dinheiro oferecido por sua cabeça, fazem muitos acabarem denunciando Billy. Mas, a maior traição vem de alguém conhecido deles que passa a perseguí-los, causando mais mortes e a suposta prisão e condenação e morte de Billy. 






Ano de lançamento 1990

Duração 1h 44m

Direção Geoff Murphy

Elenco Emílio Estevez, Kiefer Sutherland, Lou Diamond Phillips, Christian Slater, William Petersen



Trailer 





Minhas divagações 

Não lembro quantas vezes eu vi esse filme no passado. Lembrava mais da música do Bon Jovi e na minha memória, Billy The Kid era insuperável. Desde o primeiro Jovens Pistoleiros que descobri que minha memória é péssima. No primeiro, conhecemos a trajetória e origem de Billy. Sabemos que sempre foi inconsequente e impulsivo, mas, apesar de tudo, querendo ou não, apesar de ter sido o último a ser recolhido por John, foi o único que quis vingança. Embora isso tenha levado o grupo para o lado do crime, coisa que John fazia o contrário, tentando os levar para o bom caminho. Ou seja, por mais que quisesse se vingar, contraditoriamente Billy acabou transformando o bando em criminosos. E no primeiro tivemos perdas terríveis. 

Na sequência, temos um idoso que diz ser Billy The Kid e conta sua história. Apesar dos únicos sobreviventes do bando de John terem se separado e seguido com a vida, o novo governador não quer saber de perdão, então acaba encontrando Scurlock e Chavez. Até tenta usar os dois para atrair Billy, que obviamente está um passo a frente e consegue libertar os amigos. Agora que são procurados, Billy tenta convencer o bando a fugirem para o Novo México. 

Eu achava que Christian Slater estava desde o primeiro filme, talvez porque tenha visto mais esse, demorei a entender que ele era parte do segundo grupo que Billy formou, uma vez que Scurlock e Chavez seguiram rumos diferentes. E mais uma vez, Billy formou um grupo de seis homens. Embora Garrett tenha os deixado, Billy acaba acolhendo um garoto. Não é difícil adivinhar quem foi que traiu Billy não é mesmo? O que achei uma tremenda sacanagem e nem sentiu remorso quando ele matou o garoto perseguindo Billy. Bom, velho oeste era isso mesmo né. 

Não sei porque esse filme ficou marcado na minha memória e a música do Bon Jovi só toca no final. A imagem do filme para mim era a própria música do cantor. Mas enfim. Billy continua irresponsável e querendo ou não, acabou sendo o responsável pela morte do grupo no final das contas. E embora seja um ótimo pistoleiro, para mim, ele era bem mais excepcional, principalmente no quesito personalidade. Achei ele desde o início impulsivo e inconsequente demais. Digamos, um moleque com uma pistola. Chavez e Scurlock, por serem já conhecidos do primeiro filme, foram maravilhosos para mim. Por terem vivido uma vida calma com John, depois uma vingança pelo mesmo, perdendo companheiros e enfim fugindo para a liberdade, vivendo suas vidas, mostrou dois homens que mesmo querendo reconstruir a vida, os crimes do passado não o deixariam em paz. Minha pergunta para esses casos seria: tinham capturado os dois e no final o Billy, se a sentença já era a morte, por que já não mataram assim que viram os criminosos? Muita coisa teria sido evitada. E, por mais que Billy e seu bando sejam criminosos, sabemos que a lei sempre está um passo maior na criminalidade do que os próprios meliantes. Se só tivessem deixado John em paz, Billy The Kid nunca teria surgido. 

Mais uma vez tivemos perdas grandiosas e mais uma vez fiquei satisfeita por ver mais um trabalho de Kiefer Sutherland. Quando ele enfrenta o personagem de Slater e faz aquela cara de mau, me lembrou seus personagens nos filmes Conta Comigo e Os garotos perdidos. Sempre um Bad Boy e foi ali que amei ele. 

No mais, apesar de não ser exatamente como me lembrava, foi bom a seu modo. Fora que demorei anos para conseguir rever porque não encontrava em nenhum lugar e quando encontrei, só tinha dublado em português. Mas, deu para matar a vontade. Segue a maravilhosa música de Bon Jovi.





Nota pessoal 10/10

sábado, 30 de maio de 2026

Divagando e resenhando De Volta aos anos 90 no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos leitores. Hoje trago leitura muito fofinha sobre o relacionamento entre mãe e filha descendentes de coreanos vivendo nos Estados Unidos, em duas épocas diferentes. 






A HISTÓRIA 

Sam, uma garota comum dos anos 2025, passa por problemas emocionais quando sua avó fica internada em coma, seu namorado é um egoísta que não sabe lidar com problemas emocionais dela e ainda tem uma briga feia com sua mãe. A caminho da escola e em meio a uma forte chuva, sua mãe simplesmente a manda sair do carro e se virar para ir a escola. Sam se vê obrigada a pedir um carro de aplicativo e durante essa viagem estranha, quando sai do veículo, se vê em 1995 e se depara com sua mãe, uma Priscilla adolescente e totalmente diferente do que sua mãe se tornou no futuro. 

Desesperada, ela tenta chamar o carro de volta, mas descobre com a motorista misteriosa, que ela tem uma missão a cumprir no passado se quiser voltar ao seu tempo presente. Cabe a ela agora descobrir como voltar. Ela consegue um lugar para ficar e consegue se matricular na escola, percebendo como é mais fácil nos anos 90. No entanto, ela precisa tomar cuidado com certas coisas, como seu celular e gírias que ainda não tinham nessa época. 

Falando em época, Sam descobre que foi parar justamente na semana de preparação da rainha do baile, onde Priscilla foi indica e Sam então, entende que essa é sua missão, fazer sua mãe ganhar, já que aparentemente o motivo da última briga delas no futuro foi o fato de Sam ser indicada e ela não ligar para isso. Coisa que no passado, foi muito importante para sua mãe, mas ela acabou perdendo. Sam então, se empenha em fazer campanha para conquistar os estudantes a favor de Priscilla enquanto luta com sentimentos ao encontrar sua avó acordada e mais jovem. Convivendo com a Priscilla adolescente nos anos 90, ela percebe muitas coisas, como tudo o que sua mãe faz no futuro é reflexo do que ela viveu na adolescência mas de forma contrária, ou seja, fazendo coisas que ela acha melhor e que a filha gostaria, para não ser como sua mãe que não a incentivava como ela esperava. Porém, Sam acaba descobrindo que o racismo e as dificuldades de imigrantes coreanos naquela época, eram bem mais difíceis do que atualmente. Então, ela passa a enxergar a mãe com outros olhos, mas, ela ainda precisa ajudar Priscilla a realizar seu sonho para poder voltar para casa. 



Ano de publicação 2023

Páginas 416

Autor/a Maurene Goo



Minhas divagações 

Confesso que o que chamou minha atenção para essa leitura foi a estética dos anos 90. Quem viveu a adolescência dessa época, sabe que com certeza foram os melhores anos de nossas vidas. Tecnologia? Internet? Celular? Google? Nada disso existia e ainda assim, vivemos os melhores anos de nossa adolescência. Sam, apesar de achar que sua mãe a pressionava sobre certos assuntos, quando inesperadamente passou a conviver com ela na forma adolescente, jamais imaginou o que ela passou e como tudo a moldou para ser a mãe rígida e exigente que Sam conhece. Ter essa chance de conhecer o passado de sua mãe e acima de tudo, ser amiga dela? Quem não aproveitaria? 

Porém, viagem no tempo sempre é um assunto complicado para mim. No entanto, esse até que foi interessante e me lembrou um pouco o filme A casa do lago, com Keanu Reeves e Sandra Bullock. Mas no quesito romântico. Sem mais spoilers.

Sam conhece Jamie, o que a faz oscilar, já que no futuro tem um namorado, embora antes dessa viagem, a última conversa não tenha terminado muito bem. E, convivendo com sua mãe adolescente, ela percebe que o namorado dela é justamente o tipo que ela namora no futuro e passa a questionar se é o cara certo, já que ela odiou o namorado da mãe. O que a faz pensar nos motivos da própria mãe por não aceitar seu namorado. Confuso? Nem tanto, pois Priscilla só namorava o cara para se encaixar, para ser notada, para ser diferente dos outros coreanos da escola, para fugir do clichê, por isso, era odiada pela comunidade coreana, que pensavam que ela agia como branca porque queria ser uma. 

De início não estava muito empolgada com a leitura, pois Priscilla era uma mãe muito chata e Sam uma filha meio rebelde mimada? Depois que ela volta para 1995, ainda estava meio desanimador. Tudo o que Sam fazia, parecia promissor mas acabava dando errado para Priscilla. Até Sam conhecer Jamie. Eu tinha muito medo do que esse menino seria para ela no futuro e não conseguia imaginar como ela poderia se apaixonar por ele, sabendo que era do passado. Seu desfecho me pegou de surpresa. Jamais teria imaginado algo do tipo. O que acabou me conquistando mais ainda. 

Mexer com o passado, pode ter consequências no futuro, mas gostei de como Sam lidou com sua passagem e se manteve misteriosa. E houve mudanças mas nada tão drásticas e quando Sam volta, também sentimos falta da Priscilla adolescente. Apesar de tudo, entendemos suas batalhas e entendemos porque ficou rígida com Sam. Querendo ou não, Sam cresceu em uma época bem mais fácil e ao contrário de sua mãe, nem precisava trabalhar. Anos 90 realmente foi ao mesmo tempo mágico e um pouco depressivo para mim. O que mais amo dessa época são as músicas. Agora, no quesito ensino médio, quem sofria bullying como eu, justamente por ser oriental, não guarda boas recordações. 

No mais, apesar de achar o início meio entendiante, confesso que depois da chegada do Jamie, as coisas melhoraram bastante. Se todos pudessem passar por essa experiência para entender as mães, seria bom, principalmente para quem sofre um relacionamento complicado como Priscilla e Sam. Convenhamos, não é difícil vê-las por aí hoje em dia. Deve existir muitas Priscillas e muitas Sams e já que não podemos pegar um retrotaxi, o negócio é ler o livro e quem sabe podemos entender um pouco como poderia ter sido a vida jovem de nossas mães. 

Recomendo a leitura. 

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Nota pessoal 10/10

Dica de Destaque

Divagando e desvendando O massacre da família Hope no Divagando Sempre

  Olá Divosos leitores. Hoje vamos desvendar um mistério envolvendo o assassinato de uma família, onde apenas uma adolescente de 17 anos...