quarta-feira, 13 de maio de 2026

Divagações sobre Resgate em grande altitude/Cleaner no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Prontos para a ação?






A HISTÓRIA 

Joey, atualmente trabalha como limpadora de janelas e para não perder o emprego, acaba levando seu irmão junto enquanto termina seu trabalho. Apesar da impaciência de Michael, tudo daria certo e Joey só teria um problema no final do dia, porém, seu chefe, sádico e querendo lhe dar uma lição, deixa Joey do lado de fora do prédio bem na hora que este é invadido por ativistas. Joey acaba ficando presa fora e observando o desenrolar do ataque. 

Inicialmente parecia que o grupo queria apenas pegar os peixes grandes e revelar seus segredos de sucesso a custa de consequências graves para o planeta. Marcus, líder do grupo, segue a regra apenas de expor os culpados, nada de assassinatos. Porém, um deles se volta contra Marcus mudando o curso do ataque para terrorismo. Ele planta bombas pelo edifício com um detonador ligado a seus batimentos cardíacos. Joey com a ajuda da tenente da polícia, tenta entrar no edifício para salvar principalmente seu irmão. 









Ano de lançamento 2025

Duração 1h 37m

Direção Martin Campbell

Elenco Daisy Ridley, Taz Skylar, Clive Owen



Trailer 





Minhas divagações 

Ultimamente tenho buscado filmes curtos e por isso esse chamou minha atenção. Enquanto assistia, obviamente não reconheci alguns atores, mas quando vi os nomes do elenco, pensei, Taz Skylar? Onde vi esse nome? Quando fui ver que filmes ele tinha feito, que surpresa, ele fez o Sanji na série Live Action de One Piece. Definitivamente sou péssima com fisionomias. E não para por aí,  a própria Joey também é conhecida, ela fez a última trilogia de Star Wars.

Li vários comentários falando sobre esse filme ser uma imitação deslavada de Duro de matar. Bom, vi certas semelhanças mesmo, tipo uma única pessoa que estava no local na hora do atentado ser aquele que teria mais chances de salvar a todos, ter um familiar próximo no local e ser policial ou ex agente ou coisa parecida. E também contar com um tenente de polícia do lado de fora. Fora isso, se não tivesse lido sobre isso, não teria pensado em Duro de matar. 

Quanto a história, é o que sempre digo, não tem como exigir que seja diferente no mundo de hoje, onde falta criatividade para novas histórias, sempre terá um elemento que lembrará de outro. No entanto, embora não seja tão inovador, acabei achando emocionante. Joey é uma ex-soldado afastada que trabalha como limpadora de janelas em um edifício empresarial com vários andares. Como tem problemas de horários e com seu irmão, para não perder o emprego, ela acaba o levando junto. 

Infelizmente seu superior a deixa de "castigo" demorando mais tempo do que devia para tirá-la do lado de fora. Isso acaba custando sua própria vida quando os terroristas invadem o local. O que começa como apenas um ataque de ativistas, se transforma em terrorismo quando um deles se volta contra o líder, e muda o rumo da missão. Antes era apenas mostrar ao mundo a falcatrua desses empresários a custos da natureza e transformando em assassinato quando Noah, decide que para salvar o planeta, sacrifícios humanos são necessários. 

Noah foi um personagem interessante, pois jamais desconfiaria dele. Mas muito óbvio que para uma missão dessas, deveria haver um infiltrado ali. Michael também foi bem interessante. Apesar de não se manter em nenhum lugar, ele foi bem útil e ajudou muito a irmã. Agora Joey, foi bem animador ver como ela carregou a trama nas costas. Realmente, pensando assim, já vimos muitas histórias desse tipo, mas acho que ação nunca é demais. Porém,  a intenção de Marcus ainda era inofensiva, quando era só expor os envolvidos das indústrias que enganavam a população. Já Noah foi excêntrico planejando matar todos, inclusive ele mesmo e sua equipe. 

Mas, quem acabou não fazendo nada foi a tenente que estava de mãos atadas. Sorte ter confiado em Joey. Afinal, tecnicamente era uma civil. Não nego que achei emocionante o reencontro dos irmãos. Juro que pensei que Michael não obedeceria a irmã e iria atrás dela. Mas não dá para negar que o filme sofre certa lentidão dos acontecimentos. Primeiro temos a apresentação de Joey e seu relacionamento com o irmão. Assim como temos sua interação com seu colega de trabalho Noah. A entrada dos terroristas foi muito fácil e Noah assumir o comando também. Até Joey conseguir finalmente entrar no arranha-céu e de fato fazer algo, já é quase o fim do filme. Porém, para quem curte ação sem exigências, é um prato cheio. 

Apesar de clichê,  amei a referência sobre Vingadores Ultimato. Ela fazendo o truque do Homem de ferro contra Thanos, foi soberbo. Se, Noah só tivesse seguido os planos de Marcus, quem sabe o que teria acontecido? Expor criminosos é bem diferente de ser um assassino. De qualquer forma, foi um filme divertido. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Divagando sobre o assombroso Quarto 502: baseado em uma história real no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa história baseada em acontecimentos reais mas transformada em outra história. 






A HISTÓRIA 

Um sanatório foi construído para tratar pacientes com tuberculose. Mary Ann é a chefe das enfermeiras e cuida da ala infantil. Enquanto aguarda o retorno do Dr. Bauschmann diretor do local, com quem tem um caso e acaba ficando gravida, ela vive momentos tensos e assustadores. Mary Ann sente um carinho especial por um dos pacientes infantis, Timothy, onde sua mãe morreu de tuberculose e seu pai apenas o abandonou ali. Timothy pegou a doença e assim como os vários pacientes que vieram parar ali, foram esquecidos ou abandonados pela família, pois essa doença é algo que ninguém sabe como curar e principalmente como é o contágio. Mary Ann e Timothy testemunham acontecimentos assustadores vindo do quarto 502. 

Assustada, Mary Ann pede o fechamento desse quarto e a transferência dos pacientes imediatamente. Porém, Timothy garante que não adianta fazer isso, pois o que estava lá dentro poderia sair quando quisesse. Além do estresse do quarto assustador, das visões perturbadoras, da gravidez, acontece o suicidio de um médico muito querido e Mary Ann descobre que não há mais espaço no necrotério e onde estão colocando os corpos e como, deixa a enfermeira nauseada e revoltada. Mas, com tudo isso, o Dr. Bauschmann retorna, mas Mary Ann não recebe a reação que gostaria do médico e seu destino é incerto. No fim, ela acaba descobrindo o mistério do quarto 502.



Ano de publicação 

Páginas 142

Autor/a M. Sardini



Minhas divagações 

Não vou negar que comecei a ler despretensiosamente, só vi a capa, achei o título interessante e era bem curtinho. Mas, o que mais me chamou a atenção foi BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL. Aí já me conquistou. Amo uma história de terror inspirada em algum acontecimento real e para minha surpresa, a autora é brasileira. 

O sanatório Waverly Hills foi construído em 1910 no intuito de atender pacientes com tuberculose. Por ser ainda uma doença desconhecida, construíram o sanatório em um local isolado. Em 1926 foi reconstruído tendo no total 5 andares e em 1961 foi fechado após o desenvolvimento de antibióticos para tuberculose. Até o fechamento sabe-se que teve aproximadamente mais de 60 mil mortes. A autora usou elementos reais para criar sua história, como a enfermeira grávida do médico, o garotinho e como no fim foi transportado os corpos atrás da cozinha, no que ficou conhecido como o túnel dos corpos. 

Atualmente o local é aberto ao público e curiosos como youtubers geralmente passam por lá. Inclusive anos atrás, até vi uma dupla que sempre acompanhava que gravavam seus vídeos em lugares assombrados, Sam e Colby, contando a história do local e passando a noite lá tentando gravar as manifestações espíritas. Não há como negar que certos lugares realmente são carregados por algo incompreensível. Mas, acreditando ou não, jamais passaria a noite nesses lugares, prefiro ver outros fazendo isso. É mais divertido. 

Mas voltando a história. Aqui a autora utilizou acontecimentos reais e montou sua própria história assustadora. Há quem leu e diga que esperava mais, que esperava o terror, mas me digam, você que já leu caro leitor divoso, qual mal é maior que o próprio ser humano? As coisas que aconteceram com Mary Ann no final, foram chocantes. Eu esperava mais ou menos isso, pois achei ela ingênua demais ao acreditar no médico safado, mas o que ele planejou para ela e o modo como a deixou, foi extremamente chocante. 

E, foi muito interessante como tudo o que Mary Ann via ou ouvia teve um significado forte na história. Confesso que não esperava por isso. Se eu mencionar um filme que tem a mesma vibe, será um enorme spoiler, então só posso dizer que foi surpreendente demais. 

A escrita é boa, por ser curtinho li em um dia só e apesar de algumas vezes Mary Ann ser meio irritante, gostei dessa história inventada sobre um acontecimento real. Não achei assustador no quesito espiritual, mas achei nojento em como o ser humano tem sangue frio para fazer experimentos nos doentes terminais, em busca de uma cura ou em como já lotados armazenavam os corpos daquela forma. Não li nada parecido se era real, mas no livro, alguns corpos eram colocados em ganchos para o local ter mais espaço. 

Olhando as fotos, por fora o local realmente é incrível. Tem uma estrutura convidativa para exploração, mas, é muito grande. Durante o dia, até arriscaria dar uma volta no local, mas a noite? Deixo para os corajosos. Eu gosto muito desse tipo de história, e o plot foi surpreendente. Juro que imaginei outra coisa. Achei essa ideia fenomenal, porque você não espera nada desse tipo. Não é nenhuma novidade concordo, mas é um daqueles finais que faz muito sentido. Li críticas de quem não gostou dizendo que faltou trabalhar nesse ou naquele personagem. Eu acho que foi perfeito. Mais do que isso, tiraria o brilho da obra. 

Todas as informações necessárias estão ali. Infelizmente não tem um final feliz, principalmente porque mesmo sabendo da história de tuberculose, torcíamos pela Mary Ann, embora algumas vezes ela tenha me irritado quando tentava contar sobre os acontecimentos no quarto 502 e pela sua inocência acreditando que seu amante ficaria com ela. Me pergunto como descobriram o que houve com ela no final. 

Quem procura um terror sobrenatural vai encontrar pouca coisa. Mas garanto que vale a pena. Recomendo. Segue algumas fotos:







Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Divagações sobre Vingança Brutal/Venganza no Divagando Sempre

 

Olá Divosos da ação. Hoje trago esse filme mexicano cheio de tiros, perseguição, torturas... 






A HISTÓRIA 

O Capitão Carlos Estrada, líder de uma força de elite chamada GAFE, que com sua equipe, consegue capturar um perigoso chefe do crime, Hector Luna. Carlos então, fica na mira de militares corruptos que protegiam Luna. Após prender o criminoso, Carlos sai de férias com sua esposa e ela é brutalmente assassinada. Carlos enfrenta o bandido mas cai no mar, considerado morto. Porém,  Miguel o salva e o mantém escondido. 

Ironicamente, Carlos ganha na loteria e com a fortuna recém adquirida, ele compra armas ilegalmente e conta com a ajuda de Lola e Aurelio para caçar os culpados. O primeiro passo é pegar Luna que está preso e descobrir quem era o assassino de sua esposa. Luna é friamente descartado, então Carlos decide procurar dentro do exército respostas para suas perguntas. Porém, no caminho ele descobre traições e mais perdas. 








Ano de lançamento 2026

Duração 1h 43m

Direção Rodrigo Valdés

Elenco Omar Chaparro, Alejandro Speitzer, Natalia Solián, Luis Alberti



Trailer 





Minhas divagações 

Me interessei inicialmente por ser na língua espanhola, mas acabou me surpreendendo positivamente. Li um comentário dizendo que seria o The Punisher mexicano. Por não ser uma obra estadunidense, pode ter algumas críticas negativas, mas da minha parte, eu particularmente achei do mesmo nível. 

Desde o início era suspeito as reações dos demais colegas de Carlos, principalmente dos superiores, quando este prende o criminoso Luna. Sua declaração que ainda não tinha acabado, foi obviamente o que levou a morte de sua esposa. Claro que ele era o alvo principal. Mas me pergunto se tivessem o encontrado antes, ela teria sobrevivido? Mas aí não teria história. Se bem que, conhecendo Carlos, só pela tentativa do assassinato, ele procuraria vingança. 

De início achei que a equipe de Carlos consistiria em muito mais gente do que somente ele e mais dois companheiros. Se bem que, seria muito mais suspeito se ele conseguisse mais aliados dentro do exército. O ponto chave que sugere quem seria o vilão, é quando é questionado as atitudes de Carlos. Sua escolha de vingança realmente foi forte, mas apenas quando era óbvio que ninguém faria nada pela morte de sua esposa e sua própria "suposta " morte. E, por aparentemente os superiores não estarem tão satisfeitos com os feitos de Carlos. 

O ato meio cômico de tudo, claro, foi Carlos ter ganhado na loteria. Na maioria dos casos, o vingador teria que dar outro jeito de conseguir armamento e financiamento para seus cúmplices. Se bem que, acredito que não adiantou muito o armamento pesado, se foi perdido quando pegaram Luna e principalmente porque de tudo que Carlos conseguiu, ele não usou nem metade. Ou seja, a parte de ganhar na loteria poderia nem ter feito parte da história. Mas, foi um diferencial interessante. 

Confesso que o mandante pela morte da esposa de Carlos me surpreendeu. Jamais pensaria nessa pessoa. Tinha um sangue frio terrivelmente maléfico. Isso prova que a corrupção realmente está em todos os lugares. Li falando que o ator que interpreta Carlos, geralmente faz mais comédias. Infelizmente não conheço muitos atores mexicanos, mas gostei dessa equipe de Carlos. E eu já sabia quem não ficaria até o final. Uma pena, era um dos mais leais da equipe. E o final, foi surpreendente, não esperava por isso. Mas, creio que não poderia ter sido de outro jeito. 

Embora Miguel tenha salvo Carlos, achei que por ele ter família, compreenderia mais do que qualquer outra pessoa seu sentimento de vingança. Mas acho que lhe faltou incentivo maior, que teve no final mas que nem foi tão grandioso assim. Se tivessem pego a família dele, talvez entenderia Carlos melhor e no final, poderiam até considerar uma sequência. Miguel era tão certinho, talvez por pensar que todos cumpriam a lei, ele não quisesse seguir o caminho de Carlos, mas tinha gente ali dentro bem pior. Agora meu amigo, na tortura de Luna, eu estava sofrendo horrores, não pelo bandido, mas aquela dor, misericórdia. 

Acho que o mais irônico de tudo, além da loteria, foi a comandante estar mais preocupada em capturar Carlos, do que ir atrás do restante do grupo de Luna. Cadê o interrogatório dele? Cadê pressionarem para dizer quem são seus comparsas? E ficar preso naquele local? No mínimo suspeito. E Miguel, foi o mais ingênuo de todos, achar que ali dentro não teria corrupção. Hoje em dia não dá para confiar em ninguém mesmo. 

E, embora de início eu tenha me confundido com os personagens, amei a Lola e esse jeito marrento dela e achei o novato meio bobinho, mas ele era bem fiel à equipe. E o que dizer de Carlos né. Realmente um Punisher mexicano. Miguel foi o mais fraco de todos, mas ele tinha mais motivos para continuar vivendo. Embora, como eu havia dito, se tivessem lhe dado um motivo maior para ajudar Carlos, já teria história para a sequência. 

No mais, achei a ação muito boa e a história, embora clichê, foi satisfatória também. E como sempre digo sobre trabalhos de outros países, acho muito interessante conhecer diversas produções. Vemos imagens diferentes, atuações e línguas, culturas interessantes. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Divagações sobre Van Helsing: o caçador de monstros no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos caçadores. Hoje trago um dos antigos. 






A HISTÓRIA 

Na Transilvânia, em 1887, o Dr. Victor Frankenstein, auxiliado por seu assistente Igor e financiado por Conde Drácula, cria um monstro onde Drácula tem um propósito para o utilizar, onde Victor é contra e morto. Igor, secretamente já era aliado de Drácula. Uma multidão enfurecida invade o castelo e o monstro carrega o corpo de Victor até o moinho, onde é incendiado pela população e supõe-se que morreram no incêndio. 

Van Helsing é um caçador de monstros que trabalha para Os Cavaleiros da Ordem Sagrada, uma organização secreta que protege a humanidade, mas não tem memorias de sua vida antes disso. Porém, os métodos de Van Helsing acabaram o deixando famoso. A Ordem então o manda para a Transilvânia, após um ano da morte de Victor, para destruir Drácula e proteger os últimos descendentes Valerious, uma antiga família romena, que jurou acabar com Drácula. Lá, ele conhece Anna, que acabou de perder o irmão na luta contra um lobisomen.

Sem muito entusiasmo, Anna se junta a Helsing na caça ao Drácula, mas principalmente porque acredita que poderá salvar seu irmão. Porém, ele virou um lobisomen e obedecer ordens de Drácula. Helsing e Anna descobrem qual o propósito de Drácula e encontram a criatura de Frankenstein. Mas, em uma luta contra o irmão de Anna, Helsing acaba sendo mordido. Drácula possui a cura e Anna e Helsing vão atrás de descobrir o castelo secreto de Drácula, antes que Helsing se transforme por completo. 








Ano de lançamento 2004

Duração 2h 11m

Direção Stephen Sommers

Elenco Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham



Trailer 





Minhas divagações 

Acho que já tinha visto esse filme anos atrás. Mas, confesso que apesar de amar os filmes de Hugh Jackman e histórias de vampiros, este filme em particular, ficou meio chatinho depois que a Anna entrou em cena. Enquanto Van Helsing lutava sozinho contra o Dr. Jekyll, foi muito interessante. Ele parecia um caçador muito top. Então, quando foi mandado para a Transilvânia com seu ajudante Carl, um Frei e inventor de armas, parecia promissor até encontrarem Anna. No início, quando ela e seu irmão lutavam contra um lobisomen, ela parecia uma guerreira. Mas, quando Helsing aparece na cidade, ela se tornou bem chatinha na verdade. 

Essa é uma daquelas histórias onde do nada, o caos acontece. Drácula dominava a cidade e por mais que a população soubesse de sua existência, permitiam que ele ficasse ali, pois eventualmente ele se alimentava de um ou outro camponês. Foi Van Helsing chegar e matar uma das noivas de Drácula e a população ao invés de ser grata, o vê como o cara mau. Eu não suporto essas histórias de vampiros de época porque, Drácula é sempre ridículo de feio e suas amantes são sempre apelativas sexualmente. Fora que óbvio que Drácula teria um plano maléfico em mente. Acha mesmo que ele aceitaria conviver com humanos pacificamente se alimentando de um humano por mês? 

O interessante do filme foi terem mesclado as histórias de Drácula, Frankenstein e lobisomens. O mais curioso é a atriz que interpreta Anna, Kate Beckinsale ter acabado de lançar o filme Anjos da noite: Underworld, que consiste esse universo de caçadores de monstros. Talvez por isso sua personagem tenha sido dessa forma. Tudo bem que sua família consistia em caçadores, mas achei ela muito prepotente. E talvez por Helsing ter perdido suas memórias, ele soubesse que as tradicionais armas contra vampiros, não funcionasse em Drácula. O lado bom é usarem a lenda de matar o líder e todos aqueles em que ele transformou também morrerem.

Os efeitos especiais não vou mentir, não achei grande coisa. A história em si foi interessante. Tirando a teimosia de Anna, mas ela se redimiu no final. O que sempre vou gostar nessas histórias, é quando o caçador tem um companheiro. Todas as vezes é alguém estabanado, medroso ou muito engraçado. Mas que sempre é de grande ajuda. 

Embora Helsing seja um ótimo caçador, imaginei que ele fosse bem mais inteligente do que realmente foi. Quando Drácula sugere trocar Anna pelo monstro em um baile de máscaras, claro que era uma armadilha. Embora Helsing tenha ido preparado para salvá-la e enfrentar Drácula, foi muito ingênuo deixar o monstro escondido daquela forma, sabendo que Drácula teria seus meios de encontrá-lo. 

Uma coisa sempre questionável nas histórias de vampiros, é a questão da procriação. Como Anna salientou, são seres mortos, como podem procriar? Mesmo que Drácula tivesse o plano de fazer seus filhos viverem, como que ao menos, chegarem naquele nível?  Mas enfim... 

Não posso exigir muito pois ainda era início dos anos 2000. Mas, confesso que esperava mais, principalmente do Helsing. Achei Drácula mais engraçado do que qualquer outra coisa. Mas a criação de Frankenstein é sempre subestimada. Por sua aparência ser terrível, ele é temido e considerado um monstro. Quando na verdade ele não deseja o mal a ninguém. O verdadeiro mal sempre foi seu criador. Seu final foi como no filme mais recente de Frankenstein que saiu. Ele foi julgado, condenado mas acabou sozinho. Mas, a história da criação de Drácula foi interessante. Afinal, como apareceu o primeiro vampiro? Mas ele era o primeiro? Se for destruído então acabou os vampiros?

E o que aconteceu com Helsing e Carl? Embora tenham destruído Drácula, não conseguiram proteger os descendentes Valerious. E seu trabalho continua? Enfim, foi mediano para mim. 


Nota pessoal 6/10

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Divagando e resenhando Quando Haru estava aqui no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma obra de Dustin Thao. Dessa vez, Eric sofrendo o luto, passa a ver Haru, um garoto que conheceu em uma viagem ao Japão. 






A HISTÓRIA 

Eric Ly está se preparando para a mudança de sua irmã mais velha para a faculdade enquanto tenta se aproximar mais de seu amigo Daniel, por quem sente algo mais que amizade. Após uma noite Daniel beijar Eric, este acredita que seu amigo talvez sinta o mesmo que ele. 

Durante uma viagem escolar para Tóquio, Eric se encontra perdido e acaba conhecendo Haru, que lhe mostra algumas partes da cidade mas como Eric havia combinado de se encontrar com Daniel, precisa voltar no horário marcado. Haru tenta lhe passar um papel com seu contato mas ele se perde com o vento. Partindo no trem vendo Haru ficar para trás, Eric se pergunta o que teria acontecido se tivesse decidido ficar. 

As coisas entre Eric e Daniel saem do controle, quando o amigo sem ter falado nada lhe apresenta seu novo namorado em uma festa. Arrasado, acaba se afastando de Daniel. Mas o amigo tenta se reconciliar e o convida para o baile da escola mas nunca aparece. Após a morte do amigo, Eric depois de um ano, sem faculdade ou trabalho, decide voltar a seguir em frente. Sua irmã, vem lhe visitar de surpresa para lhe contar que trancou a faculdade e vai seguir em turnê com sua banda para outras cidades ficando fora por meses. Devastado, ele recebe uma visita inesperada. Haru o encontrou e passam vários momentos juntos. Mas Eric fica confuso quando Haru desaparece de repente e aparece em momentos aleatórios. Apesar de conseguir tocar fisicamente Haru, Eric desconfia que só ele vê o amigo. Em meio a tantos acontecimentos em sua vida, a presença de Haru lhe conforta, embora lhe cause alguns problemas. No fim, Eric tem que aceitar sua realidade e viver sua vida real mesmo que tenha perdido pessoas que ama. 



Ano de publicação 2024

Páginas 272

Autor/a Dustin Thao



Minhas divagações 

O primeiro livro que li de Dustin foi Você ligou para o Sam. E confesso que a temática é a mesma. O protagonista perde alguém e de alguma forma vive um luto diferente. No caso do primeiro livro, Julie, a protagonista, perde o namorado Sam. Com pouco mais de um mês, ainda não sabendo lidar com sua ausência, ela acaba ligando para o celular dele só para ouvir sua voz no correio eletrônico. Mas, ele acaba atendendo. Infelizmente Julie foi uma personagem insuportável para mim. Dustin tem esse poder de transformar os protagonistas vivendo momentos intensos em extremamente chatos. Em Quando Haru estava aqui, conhecemos Eric, que de início, parecia maravilhoso. Amo histórias gays, quando Eric conhece Haru e vive aquelas poucas horas com ele, foi encantador. Mas depois que passou a vê-lo, cada decisão que teve, foi infantil. Ainda mais que tinha Haru com ele. Eu entendo o fato de Eric ter consciência de que Haru era coisa da cabeça dele, mas não entendi essa mente dele de amar Daniel, ter interesse em Haru e acabar ficando com Christian, que claramente era um cara aproveitador. Sei que Daniel não estava mais ali, que Haru era coisa da mente dele e Christian estava presente, mas gente, que menino indeciso. 

E, o modo de escrita de Dustin é bom, mas esse negócio de fazer capítulos misturados como tantas horas antes, tantos anos depois, eu, particularmente acho muito confuso. Não curto muito quando é assim. E mesmo com o plot da irmã, achei muito confuso. Então, cuidado que aqui pode ter SPOILER. No início a irmã está se mudando para a faculdade e Eric espera Daniel chegar. Então, aqui a irmã na verdade está indo para outro lugar? Eric já perdeu Daniel? Mas não parecia, a não ser, que, seja como Haru, essa parte tenha sido coisa da cabeça dele. Como achei que estava ficando confuso, tentei prestar mais atenção nos títulos dos capítulos. Mas terminei confusa do mesmo jeito. 

Li uma resenha falando que amou o Eric e que chorou horrores com o livro. Não chorei horrores, mas o plot da irmã foi bem intenso. Lá pela metade comecei a desconfiar. E diferente de algumas histórias, os pais do Eric não são tão presentes, então não dava para deduzir sobre a irmã baseado neles. Mas quando ela encontra Eric e somente ele para lhe contar que está partindo em uma viagem com sua banda, a estranheza começa aí. Mas tirando as partes confusas, faz todo o sentido ele ser meio desorientado da vida. Como disse em Você ligou para o Sam, cada pessoa vive o luto de modo diferente e os personagens de Dustin tendem a de alguma forma, continuar mantendo contato com quem perdeu. 

Eric foi chatinho pelas escolhas que fez e mesmo que possamos compreender seus motivos, pois afinal quem nunca errou quando se trata de amor? Mas, quando ele conheceu Haru, essa viagem foi muito estranha. E Daniel foi muito sacana beijando Eric o deixando com esperanças e o fazendo perder alguém como Haru, porque achava que tinha chances com o amigo. Eric foi perfeito com Haru. Mas não tinha nada a ver com Daniel. A passagem de Daniel na verdade foi bem sem graça. As coisas que ele fez pelo Eric foi tão esquecível, que não achei ele marcante a ponto de entender o luto de Eric. Para mim, a perda de Haru foi mais impactante, pois os dois tinham química, e não tem como não se apaixonar por ele. Perder qualquer forma de contato com ele foi arrasador. 

E quando Eric começa a trabalhar e conhece aqueles colegas de trabalho? Achei tudo isso muito desnecessário. O tipo de amizade improvável que surge mas esses dois eram muito insuportáveis. Resumindo, foi o romance gay mais chato que já li. O romance acontece com alguém que só Eric vê, proporcionando momentos ruins porque a gente sabe que o garoto não está ali na verdade e o final foi o mais sem graça possível. Já não curto muito quando o casal tem um período separado, aqui então, só tivemos aqueles momentos iniciais, o resto. Inicialmente achei que seria mais um Você ligou para o Sam. Mas quando comecei a ler e o garoto que Eric gostava era Daniel, fiquei sem entender. Quando Haru aparece suspirei mas aí descobrimos que quem morre é Daniel. Gente, eu queria muito, muito um romance de verdade aqui. Daniel pura decepção. Christian, um salafrário imperdoável. Certeza que se ele fosse hetero teria violentado Eric versão feminina. E, Haru, nem conta como par romântico. Infelizmente só desilusão nesse livro. 

Confesso que a parte mais chocante com certeza é sobre a irmã. De resto, nada tão memorável. Embora o foco claro fosse no luto de Eric, não senti empatia por ele. A pior decisão foi ter ficado com Christian. Se não fosse isso, talvez teria gostado um pouco mais dele. E por Haru aparecer mais como uma visão de Eric, não foi trabalhado direito. Só sabemos o que ele disse no primeiro dia que conheceu Eric. De resto, seria mais como Eric o via ou achava que ele seria. Não nego ser interessante esse modo de Dustin tratar o luto de cada personagem seu. Mas mudaria algumas coisas para ficar melhor, pelo menos para mim. Mas foi uma boa leitura. 


Nota pessoal 7/10


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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Divagações em Contra o tempo (Source Code) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme curioso sobre loop temporal. 






A HISTÓRIA 

Colter Stevens acorda desorientado dentro de um trem, diante de uma mulher que aparentemente o conhece. Eventos passam a acontecer enquanto tenta entender o que está fazendo ali, até que o trem explode e ele acorda em uma espécie de cápsula com uma tela onde vê uma mulher lhe fazendo perguntas. Ele sabe seu nome, que era um piloto militar  de helicóptero e estava em missão e pergunta por seu pai. Após lhe perguntar sobre quem explodiu o trem e quem seria o terrorista, ele é mandado de volta a mesma cena sentado no trem, passando pelos mesmos eventos. Se sentindo atordoado vai ao banheiro e ao se olhar no espelho, não é o seu rosto olhando de volta. 

Vivendo esse ciclo, ele descobre então que está participando de um projeto criado pelo cientista Rutledge chamado Código Fonte. Ele vive na consciência de Sean Fentress, um professor de história que morreu no trem. Colter tem 8 minutos no corpo de Sean, para descobrir onde está a bomba e quem é o terrorista. A cada 8 minutos ele vai descobrindo pequenas coisas e mais, que ao descobrir o que lhe é exigido, ele pede a Goodwin, quem monitora suas idas e voltas, que ao final da missão, o deixe morrer de verdade. Dividida entre seu trabalho e o apego emocional com o soldado, cabe a ela decidir qual será o destino de Colter, já que Rutledge tem outros planos para seu projeto. 










Ano de lançamento 2011

Duração 1h 33m

Direção Duncan Jones

Elenco Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Michelle Monaghan, Jeffrey Wright



Trailer 





Minhas divagações 

Bom, o filme que mais me marcou de Jake Gyllenhaal havia sido Homem-Aranha Longe de casa. Pelo seu personagem ser um vilão que eu odiei muito. Mas, felizmente vi outros filmes desse ator, incluindo um que me marcou bastante que foi Donnie Darko. Desde então, tenho admirado todos os trabalhos dele. 

Viagens no tempo já sabem, sempre me deixam confusa. Aqui, nosso protagonista vive um loop, dentro de um trem, para descobrir um terrorista, mas ele só tem 8 minutos para fazer isso. Felizmente ele pode voltar várias vezes acumulando informações e procurando nos lugares certos. Infelizmente é algo que acaba com sua consciência. Porém, como um experimento, todo seu sofrimento pode ser resetado e ele ser usado para uma nova missão. 

É o que Rutledge tem em mente para Colter. Sendo o criador do projeto, ele nunca foi o viajante. Desde o início ele procurou por pessoas compatíveis com sua máquina e que aguentasse as viagens. Colter foi o que mais aguentou até então. Porém, seu estado físico era vegetativo e Goodwin apesar de ser fiel ao projeto, sente empatia ao sofrimento de Colter. Embora a intenção fosse salvar pessoas, o fato de apenas uma ter que sofrer incontáveis vezes como ele, não é algo fácil de se ver. Por isso, quando ele pede a Goodwin que assim que descobrir o que querem, ela o mate de verdade encerrando sua missão, para sempre. 

Colter consegue descobrir o terrorista, impede a segunda bomba, mas descobre que não pode salvar as pessoas no trem. Ele se apegou a Christina, a acompanhante de Sean no trem e em sua última volta, ele tenta salvar todos mudando aquela realidade em que ficou. Ele manda uma mensagem para Goodwin que chega à ela no passado, antes de começarem o projeto. Pelo menos foi o que entendi. Mas ainda achei alguns pontos confusos. O projeto envia Colter no passado, usando a consciência de um homem no local do atentado 8 minutos antes da explosão. Colter então tem que usar esse tempo para encontrar a bomba no trem e o responsável que a colocou lá. Encontrando o terrorista, deveria encontrar a segunda bomba, que pelo o que entendi, é a mais importante, pois Goodwin disse a Colter, que infelizmente as pessoas no trem não tinham como salvá-las. Tá entendido. Mas qual o sentido então do projeto de Rutledge colocar a consciência de Colter em alguma vítima antes de uma tragédia para impedir essa tragédia se não pode salvar TODOS. E como ele sabia que tal tragédia aconteceria?

A não ser que, o projeto seja um simulado do que acontece naquele momento para o viajante descobrir o culpado. Mas, descobrindo o culpado e o prendendo, consegue-se evitar o atentado. Mas, se funcionar só para casos como esse que teve duas bombas, qual o sentido então desse projeto? Por que não poderia ter salvado o pessoal no trem também? Porque segundo Goodwin, o projeto todo ainda é investigativo, então imaginamos que o projeto é experimental. Conseguiram colocar a consciência de Colter no corpo de Sean, morto na explosão, momentos antes de morrer, para encontrar o terrorista e evitar uma explosão maior que este planejava. Quando Colter faz sua última missão, não muda o futuro, mas cria uma realidade alternativa onde ele permanece no corpo de Sean e vive como ele. Acho que é isso. Mas, muita maldade a que custo esse projeto se manteria, vendo o corpo real de Colter. 

Não nego que esse foi de longe o mais simples que vi sobre loop e viagem no tempo. Acho que o final foi merecido para Colter, eu não conseguia imaginar como terminaria depois de ver seu corpo. Apesar de meio triste, foi a melhor solução. Mas, como ele passou as informações para Goodwin por mensagem e ela olha para o corpo dele, quer dizer então, que ela já sabia o que aconteceria ou aquele momento era novo e ela decidiria ali o que fazer com o corpo de Colter? Ou ele apenas provou que não poderia mudar o futuro, mas sim criar uma nova linha no tempo? Ou seja, para mim era tudo um projeto experimental, que deu certo mas provou ser errado por acharem ser apenas uma simulação. Essa parte ainda me perturba. Pelo que entendi, ficaram dias ali tentando fazer Colter toda vez que voltava encontrar o terrorista. Mas de novo, em que momento o pessoal do projeto está? Eu sei que no presente, mas, em que momento? Colter tem várias chances de voltar, mas no presente quanto tempo eles tem para encontrar o terrorista? Isso que eu não entendi. Tentei procurar alguém falando sobre, mas a maioria fala sobre a missão de Colter e o final alternativo que ele criou. Então é isso, apesar da dúvida do tempo em que Goodwin está, o resto foi bem interessante. A Catherine tinha umas reações estranhas as vezes que cheguei a pensar que ela era IA. Que todos no trem fazia parte do programa, não que eram pessoas reais.

Amei ver Vera Farmiga em outro trabalho que não fosse a Lorraine Warren em Invocação do mal, que diga-se de passagem, é meu filme preferido dela. E Jake me conquistando cada vez mais. No mais, filme interessante. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Divagando e resenhando sobre A doceria mágica da rua do anoitecer no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa deliciosa história sobre doces e angústia. 






A HISTÓRIA 

Kogetsu, proprietário da Doceria Mágica Âmbar, localizada na rua do Anoitecer, oferece a seus clientes, as vezes seres mágicos ou apenas humanos comuns, geralmente este último, encontram a doceria em um momento de grande angústia, doces com propriedades mágicas. Consumidos com sabedoria, podem melhorar suas vidas. São seis histórias diferentes mas com a doceria em comum. 


1- Balinhas açucaradas da ambição 

Kana, está no segundo ano do ensino médio e seu namorado no último. Com isso, ele tem passado mais tempo estudando e ela sozinha. Certo dia, desanimada, ela caminha até o templo para fazer uma oração. Ao terminar, vê um caminho que antes não existia ali e o segue, chegando a uma estranha loja de doces. Lá conhece Kogetsu, o proprietário, que lhe vende Konpeitos coloridos, onde na vitrine está escrito Balinhas açucaradas da ambição. Existe uma regra para consumo. Uma balinha por dia, mais que isso, a loja não se responsabilizará pelas consequências. Intrigada, Kana passa a consumir uma balinha por dia após descobrir que elas trazem coisas boas. Mas em um momento de ambição, ela consome mais do que uma em um único dia e descobre que coisas ruins também podem acontecer. 

Como poderiam ser as balinhas





2- O Wasanbon da invisibilidade 

Koguma, sofre de autoestima baixa devido a sua aparência e seu nome. Quando criança não ligava muito para isso, até se apaixonar e descobrir que a menina que gostava fazia parte de um grupinho que zombavam dele. Depois disso tentou de tudo para ser invisível, para não chamar a atenção. Já adulto, trabalhando em uma corretora de imóveis, sua insegurança volta com tudo quando seu chefe o deixa atendendo clientes. Ele tem certeza que todos que atende, riem dele pelas costas. Ele só queria ser transferido ou se tornar invisível. Um dia voltando do trabalho, com muito calor e sede, acaba encontrando uma lojinha atrás de um templo e ele conhece o excêntrico Kogetsu. Lá, ele acaba comprando um doce chamado Wasanbon da invisibilidade. Não que fosse o tornar invisível, mas as pessoas demoravam a vê-lo e assim ele não precisava se importar tanto com sua aparência. Mas, sua autoestima recém adquirida, acaba o atrapalhando em coisas que ele era bom mas não percebia, por estar sempre preocupado achando que alguém estava rindo dele pelas costas. 




3- Monaka de castanha inocultável

Yui costumava guardar seus pensamentos para si, não sabendo o que suas amigas poderiam achar dela. Por esse motivo, a amizade começava a esfriar. Preocupada se as amigas gostavam mesmo dela, Yui decide ir ao templo para tirar fotos de gatinhos, que costumam ficar por ali. Ela vê um preto mas depois de receber carinho, ele foge. Yui tenta ir atrás dele e encontra uma loja de doces misteriosa. Conhece Kogetsu e acaba comprando um doce, Monaka de castanha e ao comer um no dia seguinte, ao encontrar suas amigas, passa a dizer o que pensa, as agradando, mostrando que se importa com elas. 




4- Caramelos da substituição 

Risa não é boa aluna nem boa nos esportes, mas na música, toca trompete como ninguém.  Irá ter um festival na escola e vão escolher uma pessoa para fazer o solo de trompete. Risa disputa a vaga com a líder da equipe que apesar de ter começado a tocar depois dela, alcançou seu nível rapidamente. Risa não quer que a única coisa que sabe fazer de melhor seja tirada dela. Desesperada, vai ao templo rezar e acaba encontrando a doceria de Kogetsu. Compra balas de caramelo e ao provar uma, percebe que o azar que normalmente teria, passou para outra pessoa. Assim, será que teria chances de ser a escolhida para ser solista?

Eu acho que os caramelos da história são tipo esses. Não teve muita descrição. 





5- Maçã do amor do desejo de confirmação 

Chika, casada, com uma filha pequena, sente o cansaço de ser mãe e esposa. Para piorar, seu marido não tem estado muito presente em sua vida e da filha, plantando a sementinha da dúvida do casamento. Será que depois de ter uma filha, seu marido não amava mais a família? Chika sente dificuldade em entender os sentimentos de seu marido e muitas vezes tem dificuldade em saber as necessidades da filha. Um dia, após o mercado, ela para em um pequeno templo e encontra a doceria de Kogetsu e compra duas maçãs do amor. Ao comer uma, passa a ver uma aura vermelha em torno de seu marido e filha e entende que a cor mostra a intensidade do amor deles por ela. Sem querer seu marido come a outra maçã do amor e Chika conta o que ela faz.






6- Mamedaifuku do adeus 

Kogetsu conta como abriu a doceria. Ele já morava na rua do Anoitecer mas como dificilmente humanos passavam por ali, geralmente Kogetsu não fazia nada. Então, um dia, perambulando pelo templo, ele viu um doce e quando tentou pegar, um homem o repreendeu dizendo que não podia comer porque era uma oferenda. O confundindo com um morador de rua, o rapaz lhe deu uma sacola com doces. Como havia dito onde morava, ele não esperava que o rapaz encontrasse o local, afinal, a rua só era vista por humanos em agonia ou tristeza. O rapaz era extremamente insistente e passou dias visitando Kogetsu e acabou o ensinando a fazer doces. Mas, Kogetsu vem a descobrir qual era a angústia do rapaz e toma um triste decisão. Assim, devido as aulas do rapaz, aprendeu a fazer os doces e abriu sua própria doceria. Porém, ele colocava um pouco de magia neles e assim, além de ajudar os humanos com problemas, ao final ele também adquiria mais conhecimento para saber mais das necessidades dos humanos. 






Ano de publicação 

Páginas 175

Autor/a Hiyoko Kurisu



Minhas divagações 

Foi uma leitura rápida, terminei em um dia e muito interessante. Amo esses autores japoneses com suas histórias divertidas e ao mesmo tempo reflexivas. Foi assim com Até que o café esfrie e Se todos os gatos desaparecessem do mundo. Todos têm um quê de sobrenatural. 

Não imaginei que fosse gostar tanto da leitura. São histórias diferentes onde a doceria é a única coisa em comum. Depois do primeiro conto, pode parecer meio repetitivo, pois todos estão sofrendo algum tipo de angústia até encontrarem a doceria. Achei que todos teriam a mesma regra do primeiro, comer um por dia, mas foi só esse, pois alguns eram bolinhos grandes e a pessoa comprava tipo três. A regra básica de Kogetsu era: não se responsabilizar pelo o que poderia acontecer. 

Acho que a melhor história para mim foi a do próprio Kogetsu. No início de seu capítulo, como ele é um ser meio sobrenatural meio humano, e ainda não tinha a loja, ele também não tinha nenhum propósito, e nem interação com humanos, até conhecer a pessoa que lhe ensinou a fazer os doces. Muito triste como ele teve a ideia de colocar magia nos doces, embora depois foi bem útil. Na verdade, seus doces impulsionam as pessoas a resolveram suas próprias angústias. Elas mesmas veem depois o que faltava para melhorarem suas situações. Foi uma ótima leitura. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Divagando sobre o que seria Looper: assassinos do futuro no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Mais um filme sobre viagem no tempo de dar nó no cérebro. 







A HISTÓRIA 

Em 2044, a sociedade vive uma depressão econômica dominada por organizações criminosas. Nesse cenário, é preciso lutar  para sobreviver e é o que Joe faz, trabalhando como Looper. Ele é encarregado de eliminar desafetos de mafiosos 30 anos no futuro, que enviam as vítimas para seu presente para serem assassinados. 

Em 2074, a viagem no tempo é uma realidade mas proibida por lei, então ela é usada para se livrar de desafetos. Os Loopers ao assinarem o contrato de trabalho, estão cientes que tem mais 30 anos de vida. Depois disso, seu eu do futuro é enviado para que o eu do presente o mate. O pagamento é em barras de ouro. 

Joe, é ótimo no que faz mas sua vida se resume a trabalho, drogas e ter um sonho de aprender francês e ir para a França. Então, seu amigo Seth lhe procura dizendo que não conseguiu terminar seu último trabalho porque não conseguiu matar sua versão mais velha, que disse que no futuro, há um assassino eliminando os loopers. Mas a regra é clara, se chegar à sua hora, o looper tem que acabar o serviço. Joe, só vai entender a crise de Seth, quando chega a sua vez. Porém, o Joe do futuro, chega com um propósito. Além de saber do assassino de Loopers, ele ainda tem uma missão pessoal para salvar quem ama. Mas, o Joe do presente não acredita na sua versão mais velha e está determinado em terminar seu trabalho. 









Ano de lançamento 2012

Duração 1h 59m

Direção Rian Johnson

Elenco Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt



Minhas divagações 

Tive conhecimento desse filme obviamente por um shorts no YouTube. Vi uma cena que na verdade pode ser o maior spoiler do filme, mas enfim, achei interessante pois não tinha conhecimento de um filme da Emily Blunt com Bruce Willis, então tive que conferir. E eis minha surpresa ao ver Joseph Gordon-Levitt. Mas a surpresa maior ainda, foi descobrir que o filme fala sobre o que? Viagem no tempo. Não importa quantos filmes eu veja sobre, sempre me dão nó no cérebro. Mas quem ganha ainda é O Exterminador do futuro. Sempre dou o exemplo da minha confusão citando esse filme. Pois, como que John manda seu amigo para salvar sua mãe no passado e o cara acaba sendo seu pai? Mas enfim. Voltando ao filme. 

Apesar da cena de spoiler que vi e dos comentários que acabei lendo porque fui curiosa, o filme é bem complexo, mas no quesito moral. Joe não tem muita perspectiva de vida, sendo um Looper e viciado. Como ele tinha um sonho de ir a França, não acreditou no seu eu do futuro que disse que era melhor aprender chinês. Detalhe que seu empregador ressalta em uma de suas conversas. Pois diz que ele sabe do futuro de Joe porque viu. Eu não tinha entendido até ver o Joe do futuro. A história não explica quem criou a máquina do tempo, como funciona ou quem controla ela. Se existe só uma ou várias. O foco é em Joe. Seu futuro depende do que fará com a informação que seu eu mais velho trouxe.

Aqui vemos uma mudança drástica na personalidade de Joe. Embora ele seja um assassino, seu eu do futuro ficou implacável após perder quem ama. Como sua salvadora e quem lhe proporcionou uma vida digna depois de tudo que fez, ele está determinado a eliminar o responsável pela morte dos loopers no futuro, que no presente de Joe, pode ser apenas uma criança. Analisando aqui esse confronto, entra no nó no cérebro. Vamos analisar. Supostamente esse vilão que passou a eliminar os loopers, tem como motivo, vingança pela perda da mãe. O decorrer da história acontece esse incidente porque o Joe do futuro veio para o presente a fim de eliminar o assassino. Mas de onde isso teve início? Porque até então, o Joe do passado desconhecia isso e o assassino só vira vilão, por causa do Joe do futuro. Em que momento entre presente e futuro, o assassino poderia ter sido criado sem a perturbação do Joe do futuro? Não é  de enlouquecer?

Se, os eus, presente e futuro sentem a mesma coisa, como por exemplo, Seth que foi pego e torturado, seu eu do futuro sentia o que ele estava sofrendo. Se, Joe do futuro trouxe informações que fez Joe do passado começar a mudar, como sua determinação de proteger o filho de Sarah, por que o Joe do futuro não passou a mudar seus pensamentos? A mudar suas atitudes? A ver outras opções de mudar o futuro. Tanta matança para no final ser daquele jeito. Se gostei? Não tenho certeza. Como levei spoiler, acabei deduzindo o que aconteceria. Mas ainda foi chocante. Não sei se foi a melhor opção. Talvez para sua vida no presente tenha sido. Sem perspectivas, viciado. Até  conhecer Sarah. A partir daí também mudaria seu futuro. Porque como Joe apareceu e acabou fazendo surgir esse assassino, como ele viveu mais 30 anos até chegar nesse momento? Então a vida dos loopers vai até 30 depois de aceitar o trabalho e se aposentam matando seu eu do futuro, pra que? Não entendi esse fechamento. Quando ele mata seu eu do futuro vai viver mais 30 anos sabendo que depois disso vai ser enviado para o passado e ser morto por ele mesmo? Muito confuso. Mas enfim. 

Viagens no tempo melhor não pensar demais. É ficção, então para que tentar entender?  Apesar do final, foi interessante. O filho da Sarah era sinistro. Me pergunto se mesmo ela o criando do jeito certo, vai crescer uma boa pessoa? O perigo estava em todo lugar. Mesmo que Joe não fosse mais sofrer a perda de quem ama, ainda existiria crimes e assassinos no mundo. Como Sarah poderia proteger seu filho disso? A história de Joe terminou ali, mas e o resto? Não existiria mais loopers? Como funcionava com a comunicação para saberem onde e qual horário esperar a vítima? Se não fosse por esses detalhes, talvez tivesse sido bem mais interessante. Mas, se for analisar somente pelo arco de Joe, apesar de acreditar que no fim, a culpa foi dele mesmo, foi uma trajetória intensa. Mas me pergunto se somente Joe fosse enviado para o passado para morrer, ele teria feito tudo aquilo? Se a esposa continuasse viva? Os caras que foram buscar Joe eram o que? Se enviavam os escolhidos para serem executados no presente de Joe, para morrerem, o que os impedia de matá-los ali mesmo, uma vez que mataram a esposa de Joe. Embora muitas coisas não façam sentido, ainda assim foi um ótimo filme. Não reconheci o Joseph logo de início por conta de sua maquiagem para parecer sua versão mais velha, que seria o Bruce Willis. Todo filme que vejo do Joseph é sensacional. Bruce Willis nem se fala. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Divagações nostálgicas com Os Anjinhos em Paris no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos amantes de animações. Hoje trago esse desenho que é meu xodozinho.






A HISTÓRIA 

Os bebês Tommy Pickles e seu irmão Dill, os gêmeos Phillip e Lilian, Angélica e Chuck, estão na festa de casamento do vovô Lou Pickles enquanto encenam uma cena do filme O poderoso chefão que Angélica assistiu noite passada. Na vez de Chuck, ele deseja a poderosa chefona Angélica que lhe traga uma mamãe. Mas ela diz que acabou a brincadeira quando começa a dança das mamães com seus filhos. Charles, vendo Chuck triste e sozinho, o leva para casa e decide que está na hora de se casar novamente. 

Enquanto isso em Paris, em um parque de diversões japonês, Stu é convocado para ir até a Euroreptarlandia consertar um de seus robôs que está com defeito. Assim, as familias Pickles, Finster e Deville, vão até Paris e conhecem a mal humorada administradora do parque Coco LaBouche. Ela quer desesperadamente suceder seu superior Yamaguchi que está escolhendo o candidato que for gentil, gostar de crianças e tenha uma família. Angélica que foi pega ouvindo a conversa, sugere o pai de Chuck como candidato. Viúvo e com um filho. LaBouche começa então seu plano de se casar com Charles para subir de cargo na empresa. 

Mas, apesar de Chuck desejar uma mamãe, ele sente que LaBouche não é a mulher ideal. Com a ajuda de seus amigos, eles tentam impedir o casamento e Angélica confessa o plano de LaBouche para os bebês. Chuck mais do que nunca, precisa de coragem para salvar seu pai. Mas claro que isso quer dizer, que vão criar a maior confusão em Paris. 










Ano de lançamento 2000

Duração 1h 19m



Trailer 





Minhas divagações 

Rugrats, ou como são conhecidos aqui como Os Anjinhos, é um dos meus desenhos preferidos da minha juventude. Eu vi a série animada e os filminhos que saíram depois. Antes desse teve o filme com a introdução do Dill, o irmão de Tommy. Que obviamente causaram a maior confusão também. 

Todos os bebês têm participação em todos os episódios mas nesse filme, o foco maior seria em Charles e seu filho Chuck. Embora Stu, pai de Tommy, seja responsável por todos irem a Paris, já que por causa de suas intenções, que nesse caso deu problemas técnicos, ele precisou viajar pessoalmente para resolver. Isso, porque a responsável pelo parque, era gananciosa demais e exigia tudo da forma que ela queria. 

Nessa viagem, por coincidência LaBouche precisa de uma família enquanto Charles procura uma esposa. Angélica astuta como sempre, convence LaBouche de que Charles é o candidato perfeito. Mas, embora seja animador para Charles, Chuck sente que LaBouche não é tão boa quanto faz parecer e que na verdade odeia crianças. Mas ele precisa de um jeito de provar isso para o pai e conseguir evitar que os dois se casem. Mas ele tem medo de tudo e com a ajuda de seus amigos, ele vai tentar superá-los e ajudar seu pai. 

Não dá para julgar Angélica pelo que fez sendo que ela é uma criança. Mimada e insuportável a maioria das vezes, mas que no decorrer da história, ela acaba tendo sua lição e algumas vezes ainda defende os bebês. Só alguém meio ingênuo e desesperado como Charles que não enxergaria a verdadeira LaBouche. Mas pelo lado positivo, foi aqui que entram na história, Kira e sua filha Kimi. 

As invenções de Stu, sempre acabam dando errado, mas dessa vez os levou para Paris. E o mais engraçado é poder levar todos juntos. Confesso que na festinha onde todos dançavam com suas mamães menos Chuck, doeu um pouco o coração e no avião, aquela musiquinha tocando e ele sonhando nos braços de uma mãe, é de partir o coração. Mas no final, lágrimas rolaram com o final merecido para Chuck. 

Nas histórias, Tommy é sempre aquele que encoraja todos nas aventuras perigosas, muito engraçado quando Chuck diz que Kimi é um outro Tommy. Também é sempre fofinho a amizade entre Tommy e Chuck. E pelo menos essa dublagem está maravilhosa. A primeira temporada da série animada, misericórdia. Mas gostei que a história foi evoluindo, Tommy ganha um irmão, Chuck uma mãe e uma irmã, a história foi crescendo com os personagens, tanto que depois saiu Os Anjinhos crescidos. Mas tudo que é bom, não dura tanto. Os Anjinhos é meu queridinho. Amo esses bebês. 

E no final dessa aventura, até o cachorro Spike se saiu bem. O que foi bem engraçado na verdade. E claro que terminaria com Chuck sendo o Poderoso chefão da vez. Muito bom como essas crianças aprontam, destroem metade de Paris, mas terminam como se nada tivesse acontecido. As músicas são maravilhosas, embora tenha partes musicais que confesso eram bem chatinhas. Mas no todo, a qualidade do desenho é perfeita para a época e super nostálgico para quem cresceu com esses bebês. Historinha maravilhosa e emocionante. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

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