Olá Divosos. Filmes de terror psicológicos são para mim, em sua maioria bem assustadores. Mas, esse não foi exatamente o que achei que fosse.
A HISTÓRIA
Sister Barnes e Sister Paxton são missionárias na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e cumprem um itinerário com nomes e endereços de pessoas que precisam visitar para levar a palavra do Senhor e possivelmente convertê-los. A última parada no início de uma tempestade, foi a casa do Sr. Reed.
Barnes e Paxton começam seus discursos sobre a religião com gotas de chuva já caindo sobre elas. O Sr. Reed as convida para entrarem, mas com a promessa de que existe uma Sra. Reed preparando uma torta de blueberry e que logo se juntaria ao grupo, uma vez que as regras das missionárias diz que uma mulher deve estar presente na casa junto delas. Porém, conforme a conversa vai progredindo, Reed começa a mostrar sua opiniao sobre a religião e as meninas descobrem então, que não existe uma Sra. Reed.
Reed dá uma chance de escolha às duas, revelando duas portas onde uma representa a Fé e a outra Descrença, as meninas precisam escolher de forma correta para encontrar a saída. Após mentirem sobre ter recebido uma ligação da Igreja para irem embora, Reed sabe que elas não tem para onde ir e se quiserem sobreviver, precisam fazer o que ele manda.
Paxton escolhe a Descrença, Barnes a Fé. Mas o que elas descobrem é algo insano e assustador e precisam entender os reais motivos de tudo aquilo se quiserem sobreviver. O que Reed quer, é provar a verdade sobre a religião, mas o que descobrem não passa de um fanatismo psicopata de Reed.
Ano de lançamento 2024
Duração 1h 51m
Direção Scott Beck, Bryan Woods
Elenco Hugh Grant, Sophie Thatcher, Chloe East
Trailer
Minhas divagações
Fazia tempo não via algo do Hugh Grant e diga-se de passagem, ele foi assustador de modo simpático. Faz sentido? Confesso que não fazia ideia do rumo dessa história. Procrastinei para ver pois achava que seria um terror do tipo manter as meninas presas e abusar delas. O jogo de questões religiosas, realmente te pega de surpresa. Para quem não é muito centrado nesse contexto, como eu, pode ficar meio perdido com os diálogos, pode não achar tão significativo mas acaba refletindo sobre o tema.
De início achei a Paxton mais inocente, ela sofria bullying por ser religiosa embora soubesse mais coisas do que Barnes, embora a tenha achado mais centrada, não imaginei que fosse a primeira a cair. O primeiro erro delas foi entrarem na casa. Já li um livro onde os missionários visitam casas para converter as pessoas e não importa o tempo, ou seja, a década que acontece, para mim, não existe perigo maior do que esse trabalho de ir em porta em porta, pregar a palavra do Senhor. Aqui, existem variáveis do que se pode acontecer e por ser duas jovens, já parti para o lado abusivo da coisa.
Um ponto que achei curioso, é que, como Reed sabia do que tinha no braço de Barnes. Não vi NINGUÉM comentando sobre para me iluminar. Mas analisando o rumo da história, acredito que possa ter sido duas coisas. Como tudo estava saindo do controle, Reed improvisou essa parte para dar mais credibilidade no seu projeto e fazer Paxton acreditar mais na sua história e inventou aquilo ou de última hora, não tendo nada ali ele pegou qualquer coisa para dizer que estava implantado na menina. Confesso que pulei essas parte porque achei grotesco demais e talve tenha perdido algo importante. Só vi quando ele começou a tirar e voltei a ver quando ele mostrou o objeto a Paxton. E, como Paxton sabia ser o que era? Também blefou?
Vi alguns comentários, resenhas e críticas com opiniões diferentes, mas sobre o final, a maioria chegaram a mesma conclusão. E aqui é SPOILER. ATENÇÃO. Paxton sai da casa mas a maioria acredita que ela morreu no confronto com Reed. Eu também tive essa sensação, pelo ferimento dela. Mesmo que conseguisse se arrastar pela casa, morreria em algum momento principalmente porque não teve chance de pedir socorro. E na minha opinião, teria sido muito mais interessante e questionador, se, Barnes e Paxton tivessem seguido por portas diferentes e se encontrado no final.
Quanto a religião, é um assunto extremamente frágil, principalmente para os crentes fervorosos. Como não sou ligada a nenhuma religião, achei interessante o fato de um psicopata usar isso para torturar crentes os testando em sua teoria sobre Fé e Descrença. Já diziam os mais velhos, existem louco para tudo.
Quanto as atuações, achei que inicialmente Barnes foi uma personagem forte e marcante, mas foi superada por Paxton no final. E Reed? Que atuação de Hugh Grant, me deixou desconfortável e apreensiva a maior parte do tempo. Embora fosse um jogo religioso, achei mesmo que iria ter muito mais violência do que realmente teve. Quanto as questões religiosas, não me senti ofendida, não mudei minhas crenças, só achei um absurdo usar jovens para tentar conventer as pessoas. Se for uma família que visivelmente vemos ali completa, mesmo que sejam acolhedores ou hostis, é diferente de um homem sozinho com cara de simpático. Nunca se sabe onde um psicopata está.
No mais, contrariando todas as expectativas e críticas positivas, não achei grande coisa. O início na verdade achei bem parado e mesmo que as meninas fossem preparadas com seus discursos de uma mulher precisa estar presente quando há um homem na casa, não tem como saber se a mulher não vai ser cúmplice do homem ou obrigada a ser uma. Resumindo, bater de porta em porta é perigoso de qualquer forma. Ainda mais em uma casa isolada como a de Reed. Se elas só tivessem ido embora, nada disso teria acontecido. Mas fiquei com outra questão, e aquelas mulheres no porão? Também eram missionárias? Se sim, de onde vieram? Ninguém deu por falta delas? E no final, ficou por isso mesmo?
Enfim. Nota pessoal 6/10













































