sexta-feira, 22 de maio de 2026

Divagando em Você vai morrer em seis horas no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse suspense coreano interessante. 





A HISTÓRIA 

Jeong Yun está completando 30 anos e após o trabalho, marca de se encontrar com uma amiga. Ela compra uma roupa nova e vai ao encontro dela. No caminho, cruza com um estranho que lhe diz que irá morrer em 6 horas. Ela obviamente o acha louco e diz que precisa ir ao encontro, onde ele diz que vai ser cancelado. Ela apenas o deixa ali e vai encontrar a amiga. Infelizmente o desconhecido estava certo, pois a amiga não se lembrava do encontro e marcou de sair com o namorado. Ao voltar, Jeong Yun vê o desconhecido novamente que se apresenta como Jun Woo. 

Após conversarem, Jeong Yun é seguida por Jun Woo, quando ela desconfia quem poderia ser seu assassino. Um jovem que a perseguia pouco tempo atrás.  Ela decide ir até seu endereço para confrontá-lo, mas descobre que ele está voltando para a casa de sua mãe. Enquanto isso, a polícia investiga uma série de assassinatos, onde uma das pistas está em uma ligação, onde um homem diz a uma das vítimas que ela irá morrer. A polícia começa a investigar o caso e Jeong Yun por coincidência conhece um dos investigadores, que acabou conhecendo depois de uma denúncia e fechamento de um trabalho anterior, investigado por abuso de menor de idade.

Chegando perto do horário que Jun Woo disse que Jeong Yun morreria, desdobramentos importantes passam a acontecer e ela descobre enfim quem seria seu assassino. 







Ano de lançamento 2024

Duração 1h 30m

Direção Lee Yun-Seok

Elenco Jaehyun, Park Ju-Hyun, Kwak Si-Yang



Trailer 




Minhas divagações 

Confesso que não dava nada para esse filme, principalmente porque o início foi meio parado. Jeong Yun era uma personagem que claramente era solitária e meio depressiva. Seu relacionamento com o detetive era meio confuso, mas depois foi mostrando como se conheceram. Havia algumas pistas sobre quem seria o assassino, mas te confundia por vários motivos. E, óbvio que vai ter spoilers. 

Na visão de Jun Woo, a pessoa que matava Jeong Yun possuía uma tatuagem no pulso. Todos os potenciais suspeitos, andavam de mangas compridas. Proposital claro. Conforme o tempo passa, Jeong Yun conta onde trabalhou antes e como conheceu seu stalker, seu único suspeito. Enquanto isso, a polícia investiga as mortes que envolve mulheres que trabalharam no mesmo local que Jeong Yun. Tudo complica quando d7escobrimos que o chefe de polícia usou os serviços onde Jeong Yun trabalhou e o policial que ela conhece sabia mas encobriu o caso. Uma nova detetive que está envolvida no caso, tem seus créditos passado para o colega, então desconfiei que por ele saber o segredo do chefe, os dois tinham a ver o caso de assassinato. Principalmente quando o policial havia mandado outro vigiar Jeong Yun. Por isso chegaram logo a suspeitar de Jun Woo. 

Eu confesso que também fui por esse caminho e achei que embora clichê, fosse uma reviravolta muito mais interessante do que realmente foi. Os motivos do assassino estar matando as mulheres, foi clichê demais. E muito raso. Se tivesse outra causa além do trabalho dessas mulheres, teria algo mais forte para os crimes. Mas fazer você pensar que o assassino era um mas era outro completamente diferente, foi um jogo de suspeitas maravilhoso. Eu criei teorias e expectativas mas, embora no fim começamos a acertar, digo mais uma vez, achei o motivo fraco. 

Eu ainda acho que se tivessem ido pelo caminho que tentava mostrar, teria sido mais impactante. Imagina, um desconhecido chega para alguém dizendo que vai morrer em tal hora e no final, ser o assassino? Parecer o tempo todo preocupado e querer salvar a pessoa quando na verdade era o culpado? Desfecho até clichê, mas naquela situação seria um choque. Melhor do que quem realmente era o culpado. 

Óbvio que no final, as visões não tem explicações, depois do caso não houve mais mas cada um seguiu seu caminho. O que poderia ser um romance para Jeong Yun foi apenas um caso de sobrevivência. E passou suas quase últimas seis horas de vida, ao lado de um desconhecido, tentando descobrir quem a mataria. O que faríamos no lugar dela? Acreditávamos ou seguíamos com a vida? Será que em algum momento ela pensou que Jun Woo poderia ser um assassino? Eu, com toda minha desconfiança fugiria desse louco. Muahahaha

E no final, o chefe de polícia leva o culpado em seu próprio carro. O que podemos concluir disso? E, quem assistiu ficou procurando a tatuagem nos pulsos dos suspeitos? Eu passei boa parte fazendo isso. E quando finalmente vi, não foi nenhuma surpresa. Mas, no geral, gostei da história. 

Jaehyu que interpreta Jun Woo é integrante do grupo de K-pop NCT. Não desconfiei de nada, então acho que atuou bem. Eu amo quando os idols de K-pop se aventuram na atuação. Gosto de ver que são mais que rostinhos bonitos. 


Nota pessoal 8/10


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Divagando nostalgicamente O Demolidor/Demolition Man no Divagando Sempre

 

Olá divosos. Vamos de ação dos anos 90? 






A HISTÓRIA 

John Spartan, é um policial que no seu tempo, nos anos 90, já era considerado violento e seus métodos duvidosos quando as suas prisões geravam polêmicas. Mas, foi quando prendeu Simon Phoenix, um terrível assassino, que junto acabou matando dezenas de reféns sem saber, é preso e condenado a crio-prisão, onde o prisioneiro fica congelado até o final de sua pena. Enquanto presos, o mundo evolui e as cidades Santa Mônica, San Diego e Los Angeles se unificaram se tornando San Angeles. A sociedade vive em paz, com crimes completamente zerados, palavras imorais são proibidos, assim como contatos físicos. Em meio a tantas mudanças na força policial, que é totalmente despreparada para lidar com a violência extrema, se veem perdidos quando Simons Phoenix, acordado para uma audiência, consegue fugir e causa o caos na pacífica San Angeles. 

Lenina Huxley, tenente de polícia, é uma fã da década de 90 e fica mais do que empolgada quando descobrem que a única outra pessoa que poderá prender Simon, é alguém vindo de seu próprio tempo, ou seja, o policial bruto também preso, John Spartan. Mas, ao contrário de Simon, John foi reprogramado com utilidades pacíficas enquanto ilegalmente, Simon foi reprogramado como um verdadeiro soldado assassino. Ele volta sabendo mexer com as tecnologias do mundo atual e John suspeita de alguma conspiração vindo de Raymond Cocteau. 










Ano de lançamento 1993

Duração 1h 55m

Direção Marco Bambilla

Elenco Sylvester Stallone, Wesley Snipes, Sandra Bullock



Trailer 





Minhas divagações 

Gente, eu amo os filmes da década de 90. Amo revisitar esses filmes antigos e ver que continuam tão bom quanto me lembrava. E, aqui temos três atores juntos que amo demais. Stallone, Snipes e Bullock. Acho que já comentei no filme Blade, que eu era apaixonada pelo Wesley Snipes. E aqui, eu achava ele um vilão top demais, principalmente com esse olho de cores diferentes. Dava um ar mais louco para seu personagem. 

Obviamente foi injusto a prisão de John, uma vez que tivemos somente a palavra de Simon sobre os reféns, na hora, me questionei se não tinha como averiguar se morreram mesmo na explosão, principalmente porque no final, Simon revela que os reféns já estavam mortos. Mas, se John não fosse preso, no futuro não teria ninguém para prender Simon novamente. E convenhamos, qual a utilidade dessa prisão? Por mais que John tenha sido reprogramado e virasse uma costureira, suas outras habilidades e sua personalidade bruta, continuava. Qual seria o objetivo maior desse tipo de prisão? Já deu para perceber que reprogramar criminosos não funcionava muito bem. 

E falando em Simon, quando ele conseguiu fugir, minha primeira pista de algo errado ali, foi quando um dos guardas lhe pergunta como ele sabia a senha das algemas. Fiquei pensando em que momento ele poderia ter obtido essa informação. Mais para frente, entendemos como foi. Era óbvio que alguém teria passado para ele, uma vez que John acorda e não sabe mexer na nova tecnologia. Nem utilizar o banheiro ele entendeu. Mas fica a pergunta, como seria aquelas três conchas?

A coisa mais bizarra que eu pensava na época, era sobre o sexo virtual, embora nos tempos atuais, não estamos tão distantes desse distanciamento de contato físico, principalmente pela tecnologia que deixa cada vez mais as pessoas presas em telas e distantes uma das outras. Porém, John ter ficado perdido nessa nova realidade, seria normal para alguém vindo de um tempo onde o contato físico e a agressão, eram coisas completamente normais. Para quem cresceu vendo essas mudanças, óbvio que acharia o certo. Mas, sempre terá uma pequena parcela de pessoas que não vão concordar com o novo estilo de vida e serão considerados os terroristas. 

O plano de Cocteau poderia parecer até promissor ao trazer de volta um assassino inconsequente para acabar com os rebeldes quando sua força policial certinha não tinha meios de fazê-lo. Poderia ter dado certo mas ele não contava com duas coisas. Uma delas era óbvio, trazerem John de volta, que não estava nos seus planos. E segundo, ele foi ingênuo demais acreditando que Simon realmente o obedeceria. 

Como toda ação sempre tem os momentos de piadas vergonhas alheias. Mas, a melhor para mim, foi a menção do nome Schwarzenegger. Stallone não perderia esse momento para zoar o rival. Top demais. E, vi o nome de Jack Black no elenco mas, confesso que não o vi e depois vi comentários falando sobre sua participação. Eu vi o sujeito mas não o reconheci. Lembrando que sou péssima com fisionomias. 

Amei a Sandra Bullock como todo e qualquer filme dela. Sua personagem foi hilária e apaixonante. Snipes foi aquele vilão explosivo mas que a gente ama. E Stallone é Stallone. Não estamos muito longe de 2032, mas espero que a sociedade não fique mais alienada do que já está. Por mais que a tecnologia seja maravilhosa, realmente, os anos 90 tem um certo fascínio maravilhoso. Quem viveu essa transição de décadas sabe do que estou falando. 

No mais, foi ótimo rever esse clássico. 

Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 20 de maio de 2026

[Review/crítica pessoal] Missão Resgate/The Ice Road no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa ação no gelo. 






A HISTÓRIA 

Mike McCann, é um motorista de caminhão que nos últimos 8 anos, tem se mudado bastante devido aos cuidados que tem com seus irmão Gurty, um ex-militar com traumas de guerra que não tem condições de se cuidar sozinho. Enquanto partem mais uma vez após perder o emprego, Mike recebe uma informação sobre precisarem de motoristas de caminhão, para transportar uma carga pesada através de uma rota constituída de água congelada. 

Uma explosão prende 26 operários em uma mina subterrânea e a empresa sugere que sejam enviados cilindros de várias toneladas para contenção do gás e libertarem os mineiros. Jim Goldenrod aceita o desafio e chama Tantoo, que já trabalhou com ele e tem um motivo pessoal para querer cumprir essa missão, salvar seu irmão que está entre os mineiros presos na mina. Ao encontrar Mike e Gurty e ver as habilidades de Gurty como mecânico, o grupo parte em 3 caminhões, cada um levando um cilindro, onde na pior das hipóteses, somente um é necessário para salvar os mineiros. 

A empresa que os contratou, manda um funcionário junto para garantir o sucesso da missão. Mas, no meio do caminho, atravessando uma perigosa parte de estrada de gelo, descobrem que um dos caminhões foi sabotado e acabam perdendo um deles. Além dos perigos da rota mortal, Mike descobre que há uma conspiração para a missão falhar. 







Ano de lançamento 2021

Duração 1h 43m

Direção Jonathan Hensleigh

Elenco Liam Neeson, Amber Midthunder, Marcus Thomas, Lawrence Fishburne, Benjamin Walker 



Trailer 





Minhas divagações 

Eu conheço Liam Neeson de alguns filmes e concordo que quando tem ele no elenco, o filme vai ser bom. Não imaginava a reviravolta que teria a missão, uma vez que pelo o que havia entendido, o único obstáculo seria atravessar uma estrada de rio congelado para chegar ao destino, carregando toneladas em caminhões. Pensei que o vilão da história fosse o tempo, mas é claro que é sempre o próprio ser humano. 

Desde o início da explosão, podemos desconfiar que houve algo errado, mas descobrir toda uma conspiração para abafar o caso contratando "ajuda" quando na verdade já tinha um plano para essa ajuda? É macabro demais. Você acha que só vai transportar uma carga pesada, em uma estrada perigosa, ganhar um dinheiro e de quebra ser um herói, quando na verdade só assinou seu contrato de morte. Nem um por segundo suspeitei do idiota que foi com a Tantoo. E mesmo que Jim tenha sido sabotado, para quem estava assistindo vendo de fora, suspeitaria do sujeito. De cara já foi insinuando coisas sobre Tantoo. Caiu minha ficha ali. 

Então, achamos que a intriga seria só do lado de fora, mas entre os sobreviventes ali, também acontecem discussões acaloradas e entre eles, descobrem também a sabotagem e os traidores dentro da equipe. Além de alguns terem se vendido a custa de vida de outros mineradores, sabiam o que estava errado. Agora, dependiam se teriam ajuda para conseguirem saírem dali. 

Além de todo o drama, ainda temos o relacionamento dos irmãos Mike e Gurty. Embora fosse difícil cuidar do irmão, Mike só tinha ele como família. Então, confesso que fiquei chocada com o desdobramento dos acontecimentos. Mas mais chocada ainda é em como as pessoas amam criticar filmes dizendo o quanto são genéricos. Sim, já vimos muitas histórias sobre um cara meio idoso solitário que vira o herói local. Eu te pergunto, tem como fazer diferente? Então vai lá e faça. Acho que criticar algo que não gostou apenas dizendo que é porque é genérico? Não me convence. Eu sempre falo que por mais clichê que seja, quando é bom, vale a pena pela experiência em ver outros atores contando a mesma história. Eu pelo menos não ligo para os genéricos. 

Apesar da idade, acredito que agora Liam deva se aposentar em algum momento desses filmes de ação. Porém, enquanto isso não acontece, podemos curtir seus filmes. Vi que tem uma sequência então, assim que puder vou conferir. Esse filme me lembrou Sisu, por ser ação de um homem de meia idade do tipo solitário, que estava só fazendo seu trabalho e de repente se vê em uma luta pela sobrevivência. Eu sempre acho interessante essa temática. 

Fazia tempo não via nada do Lawrence, achei boa sua participação, embora curta demais. Tantoo foi interpretada lindamente pela Amber, embora tenha alguns trabalhos no currículo, não a conhecia. Mas, confesso que o desgraçado do Varney, foi bem interpretado por Benjamin, eu não tinha simpatizado com ele em nenhum momento, mas para mim era só mais um idiota. Fui enganada completamente. Marcus Thomas posso ter visto em algum filme mais antigo, mas não me lembro dele. Porém, achei seu personagem bem interpretado. Inicialmente pensei que ele fosse autista. Uma pena seu final. 

No mais, eu particularmente gostei. Surreal pensar existir empresários tão sangue frio a ponto de considerar mineiros mortos insignificantes e seguir com a vida como se nada tivesse acontecido. Fora ter planejado acabar com os motoristas dos caminhões que foram contratados para salvar os mineiros. Um plano diabólico demais. 

Nota pessoal 8/10

terça-feira, 19 de maio de 2026

Divagando e resenhando A fazenda Blackwood (Crônicas vampirescas #9) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago uma das maiores sequências que tenho lido, As crônicas vampirescas de Anne Rice, com a Fazenda Blackwood. 






A HISTÓRIA 

Em Nova Orleans vive o jovem Quinn Blackwood, herdeiro de uma família tradicional dos Estados Unidos. Ele é assombrado por uma entidade estranha que só ele consegue ver. Desde pequeno essa entidade está ao seu lado e com o tempo, ela adquire as mesmas feições de Quinn. Ele o chama de Goblin. Após sofrer uma transformação irreversível, e vendo Goblin cada vez mais forte, Quinn procura a ajuda do vampiro Lestat. Quando o encontra, passa a contar sua história de vida. 

Quinn conta sobre sua infância, sua juventude, até o momento atual que encontrou Lestat. Conta como conheceu a Talamasca e como se apaixonou por Mona Mayfair e por fim, como acabou se transformando. Conta seu terrível relacionamento com a mãe Patsy e seu amor incondicional por tia Queen. Por fim, Lestat decide chamar Merrick Mayfair para concluir o caso de Goblin, que nem mesmo ele tem poder suficiente para derrotá-lo. 



Ano de publicação 2002

Páginas 606

Autor/a Anne Rice



Minhas divagações 

Sempre amei as crônicas vampirescas desde o primeiro Entrevista com o vampiro. Mas, ao longo dessa jornada, percebi que nem todo volume é prazeroso de se ler para mim. Os três anteriores desse, reclamei bastante da trama e fico até apreensiva em ter que continuar reclamando  nesse volume, uma vez que me parece que o foco é sempre alguém contando sua história para outro alguém. 

Entrevista com o vampiro foi o pioneiro. Eu amei o modo como Louis conta sua história para o humano David. É apaixonante e fascinante. Nós adentramos esse mundo e as histórias seguintes podem complementar ou acrescentar algo mais a trama principal. Mas, quando aparece personagens que nada tiveram a ver com Louis ou Lestat, para mim, fica muito sem graça. Embora Quinn tenha encontrado Lestat, sua participação foi mínima e a história de Quinn foi muito chata e cansativa.

Quando ele encontra Lestat, até fiquei empolgada, mas, sua história foi muito longa. E com o tempo seu relacionamento com Goblin muito esquisito. Não nego que o mistério dessa entidade era bem curiosa. E não nego que dessa vez não tive nenhuma teoria de quem ele poderia ser, por isso quando enfim revelado, achei muito, muito sem graça. E a Patsy foi a personagem que mais odiei nessa história toda. Não vi sentido no que ela revelou ser o motivo por odiar o próprio filho. Seu fim, foi a única coisa satisfatória nesse livro. Sua existência e tudo o que moveu sua vida, parecia ser somente por dinheiro. 

E, as coisas sexuais que aconteciam com Quinn, minha nossa senhora, que desnecessário. Mas, pelas minhas resenhas dos dois livros anteriores, pelo jeito nenhum foi tão bom quanto Entrevista com o Vampiro. Isso, porque faz anos que li e me baseio no filme que amo demais. Enfim, muita gente passou pela vida de Quinn, mas sua teimosia quanto a Mona, foi insuportável. Achei a  menina a segunda personagem mais insuportável da história, logo depois de Patsy. Nem Petronia, depois de tudo que fez foi tão odiável quanto essas duas. E o final para Mona? Sério? Terminei a leitura incrédula. Espero que se for mencionar esses dois nos próximos volumes, que o destino deles seja diferente do que fez parecer que aconteceu. 

E por mais que diga que ame o universo vampírico de Rice, percebi que dificilmente gostei de seus livros. O vampiro Armand foi o que menos gostei desde que comecei com o blog. Fiquei chocada, pois não me lembrava disso, na minha memória Anne Rice era excelente em todos os livros. Mas pelo jeito, todos tem o mesmo problema. Vampiros melancólicos e problemáticos. Se bem que, Quinn era mais problemático quando vivo. Embora eu amasse Armand, sua história foi bem cabulosa. 

Mas contrariando a todos, vi que muitos amaram as histórias de Quinn. Demorei para concluir a leitura e só no final, quando ele finalmente chegou na parte interessante, que é como foi transformado, que peguei no tranco e consegui terminar. Mas Quinn antes de virar vampiro, teve uma vida muito infeliz, mesmo que tenha condições financeiras, os segredos que guardaram dele, o ódio que a própria mãe sentia, ninguém dizendo acreditar em Goblin, quando a resposta sempre esteve ali, com todos eles. E, na minha mente, não consegui imaginar esse Quinn tão espetacular que pudesse chamar a atenção de Lestat. Aliás, Lestat está tão diferente do Lestat inconsequente que conhecemos. Ele passou por tantas coisas bizarras, me admira realmente não se cansar da imortalidade e mudar. Mas, seu lado de se apaixonar facilmente continua. Pena ele e Louis não continuarem juntos. 

De qualquer forma, não espero mais encontrar Mona nas histórias seguintes. Não consigo entender as atitudes dela e a achei muito inconsequente. Achei a parte da Rebecca meio confuso. E a parte da transformação de Quinn foi a mais bizarra de todos. Louis pelo menos teve um certo encantamento. Por mais que Lestat fosse egoísta, a transformação de Louis teve um quê de romance gótico. Quinn obviamente teve que ter algo sexual bizarro envolvido. A história desses novos vampiros achei muito sem graça e o sacrifício de Merrick? Qual o sentido? E por que se Goblin queria ser Quinn, nunca fez nada com Patsy? Ela sempre odiou Quinn, sempre o deixou triste e depois com ódio dela. Goblin poderia então amá-la por querer uma mãe, obrigando Quinn e ela a viverem esse conflito ou poderia atormentá-la por ela odiar Quinn. Acho que seria mais interessante e daria mais pistas sobre Goblin. 

Embora o foco seja na familia Blackwood, não achei grande coisa. Quinn só fez escolhas egoístas e mesmo que tenha sido transformado sob condições duvidosas, mesmo o inferno que tenha sido sua vida, não sei se merece a vida eterna. E se Merrick teve aquele fim, Mona será sua substitua? Teremos mais de Mona daqui para frente? Desgosto imaginar isso. Vou até procurar sinopses dos próximos para saber se continuo já ou deixo passar mais tempo. 

No mais, minha nota pessoal 4/10


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A Fazenda Blackwood 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Divagando sobre Herege no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Filmes de terror psicológicos são para mim, em sua maioria bem assustadores. Mas, esse não foi exatamente o que achei que fosse. 






A HISTÓRIA 

Sister Barnes e Sister Paxton são missionárias na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e cumprem um itinerário com nomes e endereços de pessoas que precisam visitar para levar a palavra do Senhor e possivelmente convertê-los. A última parada no início de uma tempestade, foi a casa do Sr. Reed.

Barnes e Paxton começam seus discursos sobre a religião com gotas de chuva já caindo sobre elas. O Sr. Reed as convida para entrarem, mas com a promessa de que existe uma Sra. Reed preparando uma torta de blueberry e que logo se juntaria ao grupo, uma vez que as regras das missionárias diz que uma mulher deve estar presente na casa junto delas. Porém, conforme a conversa vai progredindo, Reed começa a mostrar sua opiniao sobre a religião e as meninas descobrem então, que não existe uma Sra. Reed.

Reed dá uma chance de escolha às duas, revelando duas portas onde uma representa a Fé e a outra Descrença, as meninas precisam escolher de forma correta para encontrar a saída. Após mentirem sobre ter recebido uma ligação da Igreja para irem embora, Reed sabe que elas não tem para onde ir e se quiserem sobreviver, precisam fazer o que ele manda. 

Paxton escolhe a Descrença, Barnes a Fé. Mas o que elas descobrem é algo insano e assustador e precisam entender os reais motivos de tudo aquilo se quiserem sobreviver. O que Reed quer, é provar a verdade sobre a religião, mas o que descobrem não passa de um fanatismo psicopata de Reed. 









Ano de lançamento 2024

Duração 1h 51m

Direção Scott Beck, Bryan Woods

Elenco Hugh Grant, Sophie Thatcher, Chloe East



Trailer 





Minhas divagações 

Fazia tempo não via algo do Hugh Grant e diga-se de passagem, ele foi assustador de modo simpático. Faz sentido? Confesso que não fazia ideia do rumo dessa história. Procrastinei para ver pois achava que seria um terror do tipo manter as meninas presas e abusar delas. O jogo de questões religiosas, realmente te pega de surpresa. Para quem não é muito centrado nesse contexto, como eu, pode ficar meio perdido com os diálogos, pode não achar tão significativo mas acaba refletindo sobre o tema. 

De início achei a Paxton mais inocente, ela sofria bullying por ser religiosa embora soubesse mais coisas do que Barnes, embora a tenha achado mais centrada, não imaginei que fosse a primeira a cair. O primeiro erro delas foi entrarem na casa. Já li um livro onde os missionários visitam casas para converter as pessoas e não importa o tempo, ou seja, a década que acontece, para mim, não existe perigo maior do que esse trabalho de ir em porta em porta, pregar a palavra do Senhor. Aqui, existem variáveis do que se pode acontecer e por ser duas jovens, já parti para o lado abusivo da coisa. 

Um ponto que achei curioso, é que, como Reed sabia do que tinha no braço de Barnes. Não vi NINGUÉM comentando sobre para me iluminar. Mas analisando o rumo da história, acredito que possa ter sido duas coisas. Como tudo estava saindo do controle, Reed improvisou essa parte para dar mais credibilidade no seu projeto e fazer Paxton acreditar mais na sua história e inventou aquilo ou de última hora, não tendo nada ali ele pegou qualquer coisa para dizer que estava implantado na menina. Confesso que pulei essas parte porque achei grotesco demais e talve tenha perdido algo importante. Só vi quando ele começou a tirar e voltei a ver quando ele mostrou o objeto a Paxton. E, como Paxton sabia ser o que era? Também blefou? 

Vi alguns comentários, resenhas e críticas com opiniões diferentes, mas sobre o final, a maioria chegaram a mesma conclusão. E aqui é SPOILER. ATENÇÃO. Paxton sai da casa mas a maioria acredita que ela morreu no confronto com Reed. Eu também tive essa sensação, pelo ferimento dela. Mesmo que conseguisse se arrastar pela casa, morreria em algum momento principalmente porque não teve chance de pedir socorro. E na minha opinião, teria sido muito mais interessante e questionador, se, Barnes e Paxton tivessem seguido por portas diferentes e se encontrado no final. 

Quanto a religião, é um assunto extremamente frágil, principalmente para os crentes fervorosos. Como não sou ligada a nenhuma religião, achei interessante o fato de um psicopata usar isso para torturar crentes os testando em sua teoria sobre Fé e Descrença. Já diziam os mais velhos, existem louco para tudo. 

Quanto as atuações, achei que inicialmente Barnes foi uma personagem forte e marcante, mas foi superada por Paxton no final. E Reed? Que atuação de Hugh Grant, me deixou desconfortável e apreensiva a maior parte do tempo. Embora fosse um jogo religioso, achei mesmo que iria ter muito mais violência do que realmente teve. Quanto as questões religiosas, não me senti ofendida, não mudei minhas crenças, só achei um absurdo usar jovens para tentar conventer as pessoas. Se for uma família que visivelmente vemos ali completa, mesmo que sejam acolhedores ou hostis, é diferente de um homem sozinho com cara de simpático. Nunca se sabe onde um psicopata está. 

No mais, contrariando todas as expectativas e críticas positivas, não achei grande coisa. O início na verdade achei bem parado e mesmo que as meninas fossem preparadas com seus discursos de uma mulher precisa estar presente quando há um homem na casa, não tem como saber se a mulher não vai ser cúmplice do homem ou obrigada a ser uma. Resumindo, bater de porta em porta é perigoso de qualquer forma. Ainda mais em uma casa isolada como a de Reed. Se elas só tivessem ido embora, nada disso teria acontecido. Mas fiquei com outra questão, e aquelas mulheres no porão? Também eram missionárias? Se sim, de onde vieram? Ninguém deu por falta delas? E no final, ficou por isso mesmo? 

Enfim. Nota pessoal 6/10

sexta-feira, 15 de maio de 2026

[Review] Be With You/Estar com você no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse k-filme que nem sabia que existia. Encontrei por acaso (shorts no YouTube) e amei. 






A HISTÓRIA 

Antes de morrer, Soo-Ah prometeu que voltava em um dia chuvoso, segundo uma historinha que seu filho Ji-Ho costumava ler. Então, depois de um ano, na época das chuvas de verão, Ji-Ho esperou ansiosamente pela mãe. Seu pai Woo-Jin, sobrecarregado com ter que cuidar da casa, do filho, trabalhar e além disso tudo, tem uma condição de saúde frágil que manteve em segredo da esposa e filho, não espera realmente encontrar a esposa no local onde seu filho tem certeza que ela irá aparecer. No primeiro dia de chuva, Ji-Ho corre até o local esperado, mas não tem ninguém. Decidido a ir embora, Woo-Jin pega o filho e está quase indo, quando contra todas as probabilidades, sua esposa realmente apareceu ali. Porém, apesar de ser ela mesma, ela não se lembra de quem são eles.

Mesmo assim, eles a levam para casa e Woo-Jin e Ji-Ho decidem manter segredo sobre ela. Para desconversar sobre sua repentina aparição, eles dizem que Soo-Ah estava doente e acabou de se recuperar e por isso perdeu a memória. Enquanto fica esses dias com eles, Woo-Jin conta como foi que se conheceram, como foi o primeiro encontro e apesar de não se lembrar, Soo-Ah se apaixona novamente por Woo-Jin, mas quando as chuvas acabam, eles sabem que chegou a hora de se separarem. 








Ano de lançamento 2018

Duração 2h 12m

Direção Lee Jang-Hoon

Elenco So Ji-Sub, Son Ye-Jin



Trailer 





Minhas divagações 

Faz tempo que não digo isso, mas vi uma cena no shorts do YouTube e fiquei chocada por ter um filme do So Ji-Sub que ainda não tinha visto. E melhor ainda que a protagonista que faz par com ele é Son Ye-Jin, maravilhosa. A cena que vi foi de quando Ji-Ho ia saindo para a escola e deu uma beijinho na mãe, por sua vez, Woo-Jin ficou todo sem graça e atrapalhado por não saber o que fazer. Fiquei curiosa sobre o motivo então pesquisando sobre o filme, vi que Soo-Ah voltava depois de um ano nos tempos de chuva no verão e por algum motivo perdeu suas memórias. 

Quando criança, Ji-Ho tinha esse livro de contos infantis, onde uma mamãe pinguim olhava do céu todos os dias para seu bebê e chorava. No primeiro dia de chuva na época do verão, ela pôde voltar para ver seu bebê. Mas precisava retornar antes que a última gota de chuva caísse, caso contrário, não poderia mais vê-lo lá de cima. Com isso, Ji-Ho esperou ansiosamente pela primeira chuva de verão e eis que, milagrosamente, sua mãe realmente voltou. Porém, sem memória deles.

Mesmo que fosse estranho, Ji-Ho estava feliz da vida por ter sua mãe novamente e Woo-Jin também, pois ao lhe contar sobre como se conheceram, os dois foram se aproximando mais e se apaixonando novamente. O lado da história de Woo-Jin, parecia que ele gostava mais dela e algumas vezes parecia que ela o afastava. Mas, teve um período que não fez muito sentido quando de repente Woo-Jin terminou com ela. Por conta de sua saúde ele achou que ela merecia alguém melhor e por isso a afastou. Um dia, mesmo sabendo de seus limites, ele correu para vê-la e vendo ela entrando em um carro com um cara, achou que ela estava melhor e feliz sem ele. Mas depois de um tempo, ela entra em contato com ele e os dois ficam juntos. 

Mas, Soo-Ah, encontra um galpão e ao entrar encontra seu diário. Depois de ler, deixa uma mensagem para Woo-Jin no final e quando ele o encontra, podemos ver o encontro dos dois pela perspectiva dela. E diga-se de passagem, foi incrivelmente lindo. Pelas atitudes dela, parecia que não tinha interesse nele, mas depois vemos os motivos de suas reações e foi bem fofinho. E explica o por que apesar dela ter voltado, ela ter perdido a memória. 

Eu achei que seria triste demais, mas foi fofinho na verdade. Como a historinha fala que a mamãe pinguim teve que voltar, a gente já sabe então que a despedida seria inevitável. Mas, o que foi surpreendente, foi como ela voltou. Não quero dar muitos spoilers, porque esse merece ser visto com surpresa. Não sei porque, mas inicialmente achei que Ji-Ho fosse uma daquelas crianças birrentas que a gentre odeia. Mas, ele foi surpreendentemente bonzinho até. Principalmente porque ouviu dos parentes de sua mãe, dizendo que ela morreu jovem por causa do filho que ela teve. Que criança não cresce se sentindo culpada?

E aquele amigo do Woo-Jin? Sempre temos um melhor amigo desses nos doramas. Achei fofo que ele manteve a promessa que fez a  Soo-Ah, embora quando a viu pela primeira vez quase morreu de susto. Embora eu tenha pensado inicialmente que o foco seria na história entre mãe e filho, o tema principal era sobre o amor claro, entre Woo-Jin e Soo-Ah. Que mesmo depois de sua morte, ele amou somente ela. 

Agora Ji-Ho crescendo e sendo interpretado por Park Seo-Joon foi hilário. Por que? Por mais que ame esse ator, capaz que ele tem cara de ser filho do So Ji-Sub,  ainda mais em 2018, mas ok. Colirio para os olhos nunca é demais. 

No mais, amei a história e amei ver So Ji-Sub novamente. Valeu muito a pena pelo contexto. Reviver o amor do casal, vendo pelas perspectivas de ambos e ver Soo-Ah ensinando seu filho a fazer pequenas tarefas domésticas para ajudar seu pai, pois ela nessa hora sabia de sua condição. E principalmente, que Soo-Ah poderia escolher entre viver uma outra história ou escolher Woo-Jin mas morrer no final. O que será que ela escolheu? 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Divagações sobre Resgate em grande altitude/Cleaner no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Prontos para a ação?






A HISTÓRIA 

Joey, atualmente trabalha como limpadora de janelas e para não perder o emprego, acaba levando seu irmão junto enquanto termina seu trabalho. Apesar da impaciência de Michael, tudo daria certo e Joey só teria um problema no final do dia, porém, seu chefe, sádico e querendo lhe dar uma lição, deixa Joey do lado de fora do prédio bem na hora que este é invadido por ativistas. Joey acaba ficando presa fora e observando o desenrolar do ataque. 

Inicialmente parecia que o grupo queria apenas pegar os peixes grandes e revelar seus segredos de sucesso a custa de consequências graves para o planeta. Marcus, líder do grupo, segue a regra apenas de expor os culpados, nada de assassinatos. Porém, um deles se volta contra Marcus mudando o curso do ataque para terrorismo. Ele planta bombas pelo edifício com um detonador ligado a seus batimentos cardíacos. Joey com a ajuda da tenente da polícia, tenta entrar no edifício para salvar principalmente seu irmão. 









Ano de lançamento 2025

Duração 1h 37m

Direção Martin Campbell

Elenco Daisy Ridley, Taz Skylar, Clive Owen



Trailer 





Minhas divagações 

Ultimamente tenho buscado filmes curtos e por isso esse chamou minha atenção. Enquanto assistia, obviamente não reconheci alguns atores, mas quando vi os nomes do elenco, pensei, Taz Skylar? Onde vi esse nome? Quando fui ver que filmes ele tinha feito, que surpresa, ele fez o Sanji na série Live Action de One Piece. Definitivamente sou péssima com fisionomias. E não para por aí,  a própria Joey também é conhecida, ela fez a última trilogia de Star Wars.

Li vários comentários falando sobre esse filme ser uma imitação deslavada de Duro de matar. Bom, vi certas semelhanças mesmo, tipo uma única pessoa que estava no local na hora do atentado ser aquele que teria mais chances de salvar a todos, ter um familiar próximo no local e ser policial ou ex agente ou coisa parecida. E também contar com um tenente de polícia do lado de fora. Fora isso, se não tivesse lido sobre isso, não teria pensado em Duro de matar. 

Quanto a história, é o que sempre digo, não tem como exigir que seja diferente no mundo de hoje, onde falta criatividade para novas histórias, sempre terá um elemento que lembrará de outro. No entanto, embora não seja tão inovador, acabei achando emocionante. Joey é uma ex-soldado afastada que trabalha como limpadora de janelas em um edifício empresarial com vários andares. Como tem problemas de horários e com seu irmão, para não perder o emprego, ela acaba o levando junto. 

Infelizmente seu superior a deixa de "castigo" demorando mais tempo do que devia para tirá-la do lado de fora. Isso acaba custando sua própria vida quando os terroristas invadem o local. O que começa como apenas um ataque de ativistas, se transforma em terrorismo quando um deles se volta contra o líder, e muda o rumo da missão. Antes era apenas mostrar ao mundo a falcatrua desses empresários a custos da natureza e transformando em assassinato quando Noah, decide que para salvar o planeta, sacrifícios humanos são necessários. 

Noah foi um personagem interessante, pois jamais desconfiaria dele. Mas muito óbvio que para uma missão dessas, deveria haver um infiltrado ali. Michael também foi bem interessante. Apesar de não se manter em nenhum lugar, ele foi bem útil e ajudou muito a irmã. Agora Joey, foi bem animador ver como ela carregou a trama nas costas. Realmente, pensando assim, já vimos muitas histórias desse tipo, mas acho que ação nunca é demais. Porém,  a intenção de Marcus ainda era inofensiva, quando era só expor os envolvidos das indústrias que enganavam a população. Já Noah foi excêntrico planejando matar todos, inclusive ele mesmo e sua equipe. 

Mas, quem acabou não fazendo nada foi a tenente que estava de mãos atadas. Sorte ter confiado em Joey. Afinal, tecnicamente era uma civil. Não nego que achei emocionante o reencontro dos irmãos. Juro que pensei que Michael não obedeceria a irmã e iria atrás dela. Mas não dá para negar que o filme sofre certa lentidão dos acontecimentos. Primeiro temos a apresentação de Joey e seu relacionamento com o irmão. Assim como temos sua interação com seu colega de trabalho Noah. A entrada dos terroristas foi muito fácil e Noah assumir o comando também. Até Joey conseguir finalmente entrar no arranha-céu e de fato fazer algo, já é quase o fim do filme. Porém, para quem curte ação sem exigências, é um prato cheio. 

Apesar de clichê,  amei a referência sobre Vingadores Ultimato. Ela fazendo o truque do Homem de ferro contra Thanos, foi soberbo. Se, Noah só tivesse seguido os planos de Marcus, quem sabe o que teria acontecido? Expor criminosos é bem diferente de ser um assassino. De qualquer forma, foi um filme divertido. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Divagando sobre o assombroso Quarto 502: baseado em uma história real no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa história baseada em acontecimentos reais mas transformada em outra história. 






A HISTÓRIA 

Um sanatório foi construído para tratar pacientes com tuberculose. Mary Ann é a chefe das enfermeiras e cuida da ala infantil. Enquanto aguarda o retorno do Dr. Bauschmann diretor do local, com quem tem um caso e acaba ficando gravida, ela vive momentos tensos e assustadores. Mary Ann sente um carinho especial por um dos pacientes infantis, Timothy, onde sua mãe morreu de tuberculose e seu pai apenas o abandonou ali. Timothy pegou a doença e assim como os vários pacientes que vieram parar ali, foram esquecidos ou abandonados pela família, pois essa doença é algo que ninguém sabe como curar e principalmente como é o contágio. Mary Ann e Timothy testemunham acontecimentos assustadores vindo do quarto 502. 

Assustada, Mary Ann pede o fechamento desse quarto e a transferência dos pacientes imediatamente. Porém, Timothy garante que não adianta fazer isso, pois o que estava lá dentro poderia sair quando quisesse. Além do estresse do quarto assustador, das visões perturbadoras, da gravidez, acontece o suicidio de um médico muito querido e Mary Ann descobre que não há mais espaço no necrotério e onde estão colocando os corpos e como, deixa a enfermeira nauseada e revoltada. Mas, com tudo isso, o Dr. Bauschmann retorna, mas Mary Ann não recebe a reação que gostaria do médico e seu destino é incerto. No fim, ela acaba descobrindo o mistério do quarto 502.



Ano de publicação 

Páginas 142

Autor/a M. Sardini



Minhas divagações 

Não vou negar que comecei a ler despretensiosamente, só vi a capa, achei o título interessante e era bem curtinho. Mas, o que mais me chamou a atenção foi BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL. Aí já me conquistou. Amo uma história de terror inspirada em algum acontecimento real e para minha surpresa, a autora é brasileira. 

O sanatório Waverly Hills foi construído em 1910 no intuito de atender pacientes com tuberculose. Por ser ainda uma doença desconhecida, construíram o sanatório em um local isolado. Em 1926 foi reconstruído tendo no total 5 andares e em 1961 foi fechado após o desenvolvimento de antibióticos para tuberculose. Até o fechamento sabe-se que teve aproximadamente mais de 60 mil mortes. A autora usou elementos reais para criar sua história, como a enfermeira grávida do médico, o garotinho e como no fim foi transportado os corpos atrás da cozinha, no que ficou conhecido como o túnel dos corpos. 

Atualmente o local é aberto ao público e curiosos como youtubers geralmente passam por lá. Inclusive anos atrás, até vi uma dupla que sempre acompanhava que gravavam seus vídeos em lugares assombrados, Sam e Colby, contando a história do local e passando a noite lá tentando gravar as manifestações espíritas. Não há como negar que certos lugares realmente são carregados por algo incompreensível. Mas, acreditando ou não, jamais passaria a noite nesses lugares, prefiro ver outros fazendo isso. É mais divertido. 

Mas voltando a história. Aqui a autora utilizou acontecimentos reais e montou sua própria história assustadora. Há quem leu e diga que esperava mais, que esperava o terror, mas me digam, você que já leu caro leitor divoso, qual mal é maior que o próprio ser humano? As coisas que aconteceram com Mary Ann no final, foram chocantes. Eu esperava mais ou menos isso, pois achei ela ingênua demais ao acreditar no médico safado, mas o que ele planejou para ela e o modo como a deixou, foi extremamente chocante. 

E, foi muito interessante como tudo o que Mary Ann via ou ouvia teve um significado forte na história. Confesso que não esperava por isso. Se eu mencionar um filme que tem a mesma vibe, será um enorme spoiler, então só posso dizer que foi surpreendente demais. 

A escrita é boa, por ser curtinho li em um dia só e apesar de algumas vezes Mary Ann ser meio irritante, gostei dessa história inventada sobre um acontecimento real. Não achei assustador no quesito espiritual, mas achei nojento em como o ser humano tem sangue frio para fazer experimentos nos doentes terminais, em busca de uma cura ou em como já lotados armazenavam os corpos daquela forma. Não li nada parecido se era real, mas no livro, alguns corpos eram colocados em ganchos para o local ter mais espaço. 

Olhando as fotos, por fora o local realmente é incrível. Tem uma estrutura convidativa para exploração, mas, é muito grande. Durante o dia, até arriscaria dar uma volta no local, mas a noite? Deixo para os corajosos. Eu gosto muito desse tipo de história, e o plot foi surpreendente. Juro que imaginei outra coisa. Achei essa ideia fenomenal, porque você não espera nada desse tipo. Não é nenhuma novidade concordo, mas é um daqueles finais que faz muito sentido. Li críticas de quem não gostou dizendo que faltou trabalhar nesse ou naquele personagem. Eu acho que foi perfeito. Mais do que isso, tiraria o brilho da obra. 

Todas as informações necessárias estão ali. Infelizmente não tem um final feliz, principalmente porque mesmo sabendo da história de tuberculose, torcíamos pela Mary Ann, embora algumas vezes ela tenha me irritado quando tentava contar sobre os acontecimentos no quarto 502 e pela sua inocência acreditando que seu amante ficaria com ela. Me pergunto como descobriram o que houve com ela no final. 

Quem procura um terror sobrenatural vai encontrar pouca coisa. Mas garanto que vale a pena. Recomendo. Segue algumas fotos:







Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Divagações sobre Vingança Brutal/Venganza no Divagando Sempre

 

Olá Divosos da ação. Hoje trago esse filme mexicano cheio de tiros, perseguição, torturas... 






A HISTÓRIA 

O Capitão Carlos Estrada, líder de uma força de elite chamada GAFE, que com sua equipe, consegue capturar um perigoso chefe do crime, Hector Luna. Carlos então, fica na mira de militares corruptos que protegiam Luna. Após prender o criminoso, Carlos sai de férias com sua esposa e ela é brutalmente assassinada. Carlos enfrenta o bandido mas cai no mar, considerado morto. Porém,  Miguel o salva e o mantém escondido. 

Ironicamente, Carlos ganha na loteria e com a fortuna recém adquirida, ele compra armas ilegalmente e conta com a ajuda de Lola e Aurelio para caçar os culpados. O primeiro passo é pegar Luna que está preso e descobrir quem era o assassino de sua esposa. Luna é friamente descartado, então Carlos decide procurar dentro do exército respostas para suas perguntas. Porém, no caminho ele descobre traições e mais perdas. 








Ano de lançamento 2026

Duração 1h 43m

Direção Rodrigo Valdés

Elenco Omar Chaparro, Alejandro Speitzer, Natalia Solián, Luis Alberti



Trailer 





Minhas divagações 

Me interessei inicialmente por ser na língua espanhola, mas acabou me surpreendendo positivamente. Li um comentário dizendo que seria o The Punisher mexicano. Por não ser uma obra estadunidense, pode ter algumas críticas negativas, mas da minha parte, eu particularmente achei do mesmo nível. 

Desde o início era suspeito as reações dos demais colegas de Carlos, principalmente dos superiores, quando este prende o criminoso Luna. Sua declaração que ainda não tinha acabado, foi obviamente o que levou a morte de sua esposa. Claro que ele era o alvo principal. Mas me pergunto se tivessem o encontrado antes, ela teria sobrevivido? Mas aí não teria história. Se bem que, conhecendo Carlos, só pela tentativa do assassinato, ele procuraria vingança. 

De início achei que a equipe de Carlos consistiria em muito mais gente do que somente ele e mais dois companheiros. Se bem que, seria muito mais suspeito se ele conseguisse mais aliados dentro do exército. O ponto chave que sugere quem seria o vilão, é quando é questionado as atitudes de Carlos. Sua escolha de vingança realmente foi forte, mas apenas quando era óbvio que ninguém faria nada pela morte de sua esposa e sua própria "suposta " morte. E, por aparentemente os superiores não estarem tão satisfeitos com os feitos de Carlos. 

O ato meio cômico de tudo, claro, foi Carlos ter ganhado na loteria. Na maioria dos casos, o vingador teria que dar outro jeito de conseguir armamento e financiamento para seus cúmplices. Se bem que, acredito que não adiantou muito o armamento pesado, se foi perdido quando pegaram Luna e principalmente porque de tudo que Carlos conseguiu, ele não usou nem metade. Ou seja, a parte de ganhar na loteria poderia nem ter feito parte da história. Mas, foi um diferencial interessante. 

Confesso que o mandante pela morte da esposa de Carlos me surpreendeu. Jamais pensaria nessa pessoa. Tinha um sangue frio terrivelmente maléfico. Isso prova que a corrupção realmente está em todos os lugares. Li falando que o ator que interpreta Carlos, geralmente faz mais comédias. Infelizmente não conheço muitos atores mexicanos, mas gostei dessa equipe de Carlos. E eu já sabia quem não ficaria até o final. Uma pena, era um dos mais leais da equipe. E o final, foi surpreendente, não esperava por isso. Mas, creio que não poderia ter sido de outro jeito. 

Embora Miguel tenha salvo Carlos, achei que por ele ter família, compreenderia mais do que qualquer outra pessoa seu sentimento de vingança. Mas acho que lhe faltou incentivo maior, que teve no final mas que nem foi tão grandioso assim. Se tivessem pego a família dele, talvez entenderia Carlos melhor e no final, poderiam até considerar uma sequência. Miguel era tão certinho, talvez por pensar que todos cumpriam a lei, ele não quisesse seguir o caminho de Carlos, mas tinha gente ali dentro bem pior. Agora meu amigo, na tortura de Luna, eu estava sofrendo horrores, não pelo bandido, mas aquela dor, misericórdia. 

Acho que o mais irônico de tudo, além da loteria, foi a comandante estar mais preocupada em capturar Carlos, do que ir atrás do restante do grupo de Luna. Cadê o interrogatório dele? Cadê pressionarem para dizer quem são seus comparsas? E ficar preso naquele local? No mínimo suspeito. E Miguel, foi o mais ingênuo de todos, achar que ali dentro não teria corrupção. Hoje em dia não dá para confiar em ninguém mesmo. 

E, embora de início eu tenha me confundido com os personagens, amei a Lola e esse jeito marrento dela e achei o novato meio bobinho, mas ele era bem fiel à equipe. E o que dizer de Carlos né. Realmente um Punisher mexicano. Miguel foi o mais fraco de todos, mas ele tinha mais motivos para continuar vivendo. Embora, como eu havia dito, se tivessem lhe dado um motivo maior para ajudar Carlos, já teria história para a sequência. 

No mais, achei a ação muito boa e a história, embora clichê, foi satisfatória também. E como sempre digo sobre trabalhos de outros países, acho muito interessante conhecer diversas produções. Vemos imagens diferentes, atuações e línguas, culturas interessantes. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Divagações sobre Van Helsing: o caçador de monstros no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos caçadores. Hoje trago um dos antigos. 






A HISTÓRIA 

Na Transilvânia, em 1887, o Dr. Victor Frankenstein, auxiliado por seu assistente Igor e financiado por Conde Drácula, cria um monstro onde Drácula tem um propósito para o utilizar, onde Victor é contra e morto. Igor, secretamente já era aliado de Drácula. Uma multidão enfurecida invade o castelo e o monstro carrega o corpo de Victor até o moinho, onde é incendiado pela população e supõe-se que morreram no incêndio. 

Van Helsing é um caçador de monstros que trabalha para Os Cavaleiros da Ordem Sagrada, uma organização secreta que protege a humanidade, mas não tem memorias de sua vida antes disso. Porém, os métodos de Van Helsing acabaram o deixando famoso. A Ordem então o manda para a Transilvânia, após um ano da morte de Victor, para destruir Drácula e proteger os últimos descendentes Valerious, uma antiga família romena, que jurou acabar com Drácula. Lá, ele conhece Anna, que acabou de perder o irmão na luta contra um lobisomen.

Sem muito entusiasmo, Anna se junta a Helsing na caça ao Drácula, mas principalmente porque acredita que poderá salvar seu irmão. Porém, ele virou um lobisomen e obedecer ordens de Drácula. Helsing e Anna descobrem qual o propósito de Drácula e encontram a criatura de Frankenstein. Mas, em uma luta contra o irmão de Anna, Helsing acaba sendo mordido. Drácula possui a cura e Anna e Helsing vão atrás de descobrir o castelo secreto de Drácula, antes que Helsing se transforme por completo. 








Ano de lançamento 2004

Duração 2h 11m

Direção Stephen Sommers

Elenco Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham



Trailer 





Minhas divagações 

Acho que já tinha visto esse filme anos atrás. Mas, confesso que apesar de amar os filmes de Hugh Jackman e histórias de vampiros, este filme em particular, ficou meio chatinho depois que a Anna entrou em cena. Enquanto Van Helsing lutava sozinho contra o Dr. Jekyll, foi muito interessante. Ele parecia um caçador muito top. Então, quando foi mandado para a Transilvânia com seu ajudante Carl, um Frei e inventor de armas, parecia promissor até encontrarem Anna. No início, quando ela e seu irmão lutavam contra um lobisomen, ela parecia uma guerreira. Mas, quando Helsing aparece na cidade, ela se tornou bem chatinha na verdade. 

Essa é uma daquelas histórias onde do nada, o caos acontece. Drácula dominava a cidade e por mais que a população soubesse de sua existência, permitiam que ele ficasse ali, pois eventualmente ele se alimentava de um ou outro camponês. Foi Van Helsing chegar e matar uma das noivas de Drácula e a população ao invés de ser grata, o vê como o cara mau. Eu não suporto essas histórias de vampiros de época porque, Drácula é sempre ridículo de feio e suas amantes são sempre apelativas sexualmente. Fora que óbvio que Drácula teria um plano maléfico em mente. Acha mesmo que ele aceitaria conviver com humanos pacificamente se alimentando de um humano por mês? 

O interessante do filme foi terem mesclado as histórias de Drácula, Frankenstein e lobisomens. O mais curioso é a atriz que interpreta Anna, Kate Beckinsale ter acabado de lançar o filme Anjos da noite: Underworld, que consiste esse universo de caçadores de monstros. Talvez por isso sua personagem tenha sido dessa forma. Tudo bem que sua família consistia em caçadores, mas achei ela muito prepotente. E talvez por Helsing ter perdido suas memórias, ele soubesse que as tradicionais armas contra vampiros, não funcionasse em Drácula. O lado bom é usarem a lenda de matar o líder e todos aqueles em que ele transformou também morrerem.

Os efeitos especiais não vou mentir, não achei grande coisa. A história em si foi interessante. Tirando a teimosia de Anna, mas ela se redimiu no final. O que sempre vou gostar nessas histórias, é quando o caçador tem um companheiro. Todas as vezes é alguém estabanado, medroso ou muito engraçado. Mas que sempre é de grande ajuda. 

Embora Helsing seja um ótimo caçador, imaginei que ele fosse bem mais inteligente do que realmente foi. Quando Drácula sugere trocar Anna pelo monstro em um baile de máscaras, claro que era uma armadilha. Embora Helsing tenha ido preparado para salvá-la e enfrentar Drácula, foi muito ingênuo deixar o monstro escondido daquela forma, sabendo que Drácula teria seus meios de encontrá-lo. 

Uma coisa sempre questionável nas histórias de vampiros, é a questão da procriação. Como Anna salientou, são seres mortos, como podem procriar? Mesmo que Drácula tivesse o plano de fazer seus filhos viverem, como que ao menos, chegarem naquele nível?  Mas enfim... 

Não posso exigir muito pois ainda era início dos anos 2000. Mas, confesso que esperava mais, principalmente do Helsing. Achei Drácula mais engraçado do que qualquer outra coisa. Mas a criação de Frankenstein é sempre subestimada. Por sua aparência ser terrível, ele é temido e considerado um monstro. Quando na verdade ele não deseja o mal a ninguém. O verdadeiro mal sempre foi seu criador. Seu final foi como no filme mais recente de Frankenstein que saiu. Ele foi julgado, condenado mas acabou sozinho. Mas, a história da criação de Drácula foi interessante. Afinal, como apareceu o primeiro vampiro? Mas ele era o primeiro? Se for destruído então acabou os vampiros?

E o que aconteceu com Helsing e Carl? Embora tenham destruído Drácula, não conseguiram proteger os descendentes Valerious. E seu trabalho continua? Enfim, foi mediano para mim. 


Nota pessoal 6/10

Dica de Destaque

Divagando e desvendando O massacre da família Hope no Divagando Sempre

  Olá Divosos leitores. Hoje vamos desvendar um mistério envolvendo o assassinato de uma família, onde apenas uma adolescente de 17 anos...